sexta-feira, dezembro 28, 2007

29 de dezembro

Amanhã é aniversário da Sophia, mas deixo meu post de parabéns hoje.

Hoje eu te bendigo, filha, com a insensatez de quem não sabia ainda ser feliz. Sorrio-te um riso amargo de quem sabe que irá partir muito antes de ti, sem viver teus últimos anos, com os netos e rugas teus. Celebro-te em nossos abraços, em tuas mãozinhas tão parecidas com as minhas, em tua risada que levo em meu peito. Peço-te perdão, filha, pelos banhos que o cansaço me fez dar com menos alegria, pelo bom dia comum sem jogar-te no ar, pelas vezes que não te olhei dormir ou acordei sem um sorriso pelo teu choro no meio da noite. Tu és o pedaço maior da minha vida, filha, e se não sou inteiro por ti, é que ainda não sou todo gente. E por isso peço-te compaixão a quem aprende ainda a ser pai. E te bendigo, minha filha, porque me perdoas com teu riso e não há, no mundo, mais doce segundo para se estar vivo.

Parabéns, Sophia, minha filha. Que Deus te abençoe.




Direto na têmpora: Martha - Tom Waits

Genialíssimo

Putaqueopariu pra quem fez. Olha isso.






Direto na têmpora: Agora eu sei - Zero e Paulo Ricardo

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Com mil livros, Batman!

Estou literariamente encrencado. Além dos poemas que eu posto e ninguém lê, agora estou afundado em livros para degustar ao longo do ano. Atualmente alterno os melhores contos do Onetti com “O Castelo dos Destinos Cruzados”, do Ítalo Calvino.

Depois disso, tem a obra completa do Vinicius; o “Sob o Sol-Jaguar”, também do Calvino; as biografias do Eric Clapton, Tom Waits, Charles Schulz, Larry Bird e Steve Martin (as 4 últimas em inglês, gulp); “O Mundo Acabou”, que é uma bobagenzinha, mas que tá na lista; o novo do Martin Page, “A gente se acostuma com o fim do mundo”, aquele mesmo que escreveu o “Como me Tornei Estúpido”; o “Nascido em um dia azul”, que conta a história de um autista sábio e ainda a suprema indireta de natal “Paixão emagrece, amor engorda”.

Engraçado é que ainda assim eu passo na Leitura e morro de vontade de comprar mais uns 20. Ainda bem que a Fernanda coloca algum juízo na minha cabeça e eu me contenho.




Direto na têmpora: A corujinha – Grupo Curupaco

Rumos

Às vezes basta uma música para mudar os rumos de um dia inteiro.




Direto na têmpora: Once in a while - Madeleine Peyroux

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Líteropoético

Depois do natal e de quatro dias de ausência, o que o pastelzinho menos precisava era de uma citação literária, já que essas não costumam fazer sucesso por aqui, mas ainda assim resolvi postar esse poemete da Anne Balk em que ela transforma substantivos em verbos. A já tradicional tradução porca continua presente, dessa vez mais suína do que nunca.

Verbing

I love cating through the mornings, finding that unique sunray and lying there, the very meaning of lazy.
In the afternoons, I feel like treeing most of the time, just standing tall, observing people and waiting to be nested.
But at nights, oh, at nights I am all for owling, eyes wide open, singing here and there and living like there’s no sun anywhere near my future.



Verbeando

"Eu amo gatear pelas manhãs, encontrando aquele raio de sol único e deitando ali, o próprio significado da preguiça.
Pelas tardes, eu gosto de me arvorear a maioria do tempo, parado, olhando de cima as pessoas e esperando que ninhos sejam feitos em mim.
Mas às noites, ah, às noites eu sou todo a favor de corujar, olhos abertos, cantando por aí e vivendo como se não houvesse o sol em nenhum lugar do meu futuro."





Direto na têmpora: Shame in you - Alice in Chains

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Natal e ano novo

Pra quem não recebeu, além do pedido de desculpas, vai aí o cartão com os desejos de nossa familinha pra todo mundo nesse tempo novo que vai por aí. Até semana que vem!






Direto na têmpora: If you can't beat them - Queen

quinta-feira, dezembro 20, 2007

A vida passando diante dos olhos

Leozinho Oliveira indicou e nóis posta. A vida de Homer Simpson "flashing before his eyes" e o filmete que deu origem à brincadeira. Aliás, apesar de longa, é muito bacana a experiência do tal do Noah. Detalhe para os olhos do cara.


Homer, uma vida, um exemplo.


6 anos tirando a própria foto todo dia. Putz.




Direto na têmpora: Trigger Cut/Wounded-Kite at:17 - Pavement

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Confessionário

Já admiti neste mesmo blog que sou fã do Dalto. Sim, eu sei, é ridículo, mas eu não nego. Pois bem, já que vamos nos aproximando do fim de ano, seguem mais algumas opções musicais duvidosas que meu ipod guarda a sete chaves e que eu, neste momento, revelo aqui.

- Styx: não só gosto como, se tocar no carro quando eu estiver sozinho, berro a plenos pulmões o refrão de "The best of times".


Espelho, espelho meu, existe um grupo mais farofa do que o meu?



- Abba: "Waterloo", "Take a chance on me", "Super Trooper", hits que eu ouvia na rebarba dos meus pais e que hoje alegram minhas tardes no trabalho.


- Angelo Maximo, Carlos Alexandre e Evaldo Braga: ok, são as letras que me comovem.


As calças Santropeito nunca saem de moda, não é, Carlos?



- The Cranberries: digam o que quiserem, mas nunca consegui superar a Dolores O´Riordan cantando Linger. Êita anos 90!


Canta que eu te escuto, Dolores.



- Eduardo Dusek: até "Luzes da cidade", que é o cúmulo do romanticuzinhobrega, eu curto.


- Twisted Sister: fizeram filme para tv e eu assisti. Meu sonho é descobrir de que tipo de polímero é feito o cabelo do Dee Snyder.


Um ídolo do cabelo aos pés.



- Ritchie: foi um dos primeiros shows que eu vi. Ainda hoje sei a letra de "Pelo Interfone" na íntegra, inclusive imitando o efeitinho escroto na hora de "ela não está...".




Direto na têmpora: Xanadu - Olivia Newton John

terça-feira, dezembro 18, 2007

A tara do touro

Meu grande amigo BVG possuía um inestimável guia de filmes (se não me engano, da Abril) que líamos freqüentemente para nos referenciar sobre bons filmes, discordar das opiniões dos autores ou simplesmente rir das críticas mais escrotas.

Pois bem, certa vez estávamos nos divertindo com as avaliações dos filmes pornô uma estrela – que incluía títulos como “A B... profunda de Julie”, “Senta na minha que eu entro na sua” e “Eu sei do que elas gostam e o que elas gostam não é mole” – quando nos deparamos com a maior pérola do prestigioso guia: “A Tara do Touro”. Se me ajuda a memória, o texto seguia assim:

“A Tara do Touro – História boba. Elenco feio. Cenas nojentas. Filme ruim. Não veja.”

Procurei o filme no imdb e descobri que o filme é de 87 e que o elenco contava inclusive com Chumbinho, um ator pornô anão. Infelizmente nunca consegui assistir a este clássico do cinema erótico mundial.


O falecido anão, Chumbinho, em traje de gala.




Direto na têmpora: Golgotha Tenement Blues – Machines of Loving Grace

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Gunaná

Faz menos de 1 hora que provei o picolé de guaraná da Kibon e ainda estou sob impacto da experiência. Putaqueopariuébompracaralho!!!
Quem puder, prove, porque é realmente gostoso.


Direto dos céus para você, consumidor.




Direto na têmpora: Louie Louie - The Kinks

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Saúde

Este é o teto do local onde levei Sophia hoje para fazer um exame. Devo preocupar-me com o fato de que a saída da ventilação está completamente cercada por mofo e fungos estranhos?


Quando chegam os resultados dos exames do teto do laboratório?




Direto na têmpora: Chum Chim Chum - Demônios da Garoa

Folga

Barraram a prorrogação da CPMF. Agora só falta transformar todas as quartas-feiras do ano em folga oficial, concretizando meu sonho da semana de quatro dias. Uma lei assim me deixaria tão radiante que era até capaz de votar nas eleições próximas.

Até lá, fico feliz em comemorar essa rara e inesperada folguinha para os bolsos dos trabalhadores brasileiros. No entanto, a gente sabe que “a paz é passageira” e daqui a três meses a atual corja no poder deve voltar à carga e aí sabe-se lá que bicho vai dar.




Direto na têmpora: Thunder Underground – Ozzy Osbourne

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Senhores, eis o post de número 500

Estava olhando para o sapato desamarrado, pensando em nada demais. O táxi que passava depressa espirrou água da poça em suas calças e só então percebeu que chovia. Escondeu-se debaixo da marquise e continuou a olhar para os pés.

Seu ônibus não passava ali, não esperava ninguém, não tinha nenhum compromisso na região. Estava apenas na frente de um prédio meio abandonado no centro da cidade. Observava os cadarços e pensava em nada demais.

Voltou para casa, começou a pizza fria com um copo de Coca sem gás. Não ligou a tv e nem leu um livro. Tampouco dormiu cedo ou telefonou para alguém. Jogou os sapatos em um canto da sala e, em seguida, como que arrependido, correu até eles. Desamarrou o outro par e voltou para o sofá, pensando em nada demais.


Historieta-bônus
Quando eu era bem pequeno e meus pais estavam no Japão, fiquei no Arrozal com meus avós. Não tinha ainda 3 anos e um dia escapuli para me meter no meio de uma boiada que passava pela frente do sítio. Meu avô (e xará) saiu correndo para me buscar e é isso que me lembro dele. Isso e o fato de me levar para passear na “cacunda” pelas ruas do lugarejo.
Pois esses dias estou aqui, no meio da boiada, e nada do meu avô me tirar. Que falta eu sinto de ser menino.





Direto na têmpora: Nothing Compares to You - Sinead O’Connor

terça-feira, dezembro 11, 2007

499

Esse é o meu post de número 499. Queria que ele fosse edificante, talvez divertido ou, quem sabe, engajado, apaixonado, sensível. Ledo engano: o que essa manhã vem me dizendo é que há dias em que a vontade é começar do zero, tentar algo novo, abrir mão de tudo que se tem feito.

E se fosse possível, hoje eu faria isso.




Direto na têmpora: Sullivan Street – Counting Crows

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Detalhes

Pra quem pediu, seguem as fotos com detalhes dos copinhos de cachaça. Ah, os pedidos podem ser feitos comigo mesmo, amiguinhos.






















Direto na têmpora: A spanish piece - Pink Floyd

Gostando da redinha

Estou cada dia mais interessado em assuntos ligados à web e suas implicações nas formas de produzir conteúdo, distribuir a informação, enfim, coisas pra caramba que mudam nosso dia a dia no trabalho e em casa e às vezes a gente nem se toca.

Tenho feito cursos e quero fazer mais, até porque esse é um caminho em formação e a gente pode ajudar a construir a próxima curva, uma ou outra encruzilhada. Enfim, ainda sei muito pouco sobre tudo o que há para se saber sobre essa área, mas vontade de investir nisso não falta.

Na verdade, tô falando disso por dois assuntos: primeiro, o filminho Drama Prairie Dog, visto mais de 3 milhões de vezes, com 5 segundos de duração e que só possível em um mundo onde a web existe e cresce.


Melhor que a turma da Malhação

Segundo, por causa do clip de Neon Bible, do Arcade Fire, que se eu pudesse, faria todo mundo assistir por causa da música, da estética e da interatividade. Ou seja, os clips que já haviam saído da MTV pra cair no youtube, agora ganharam o que a net tem de maravilhoso que é a interatividade.

Por favor, clique naquele link no começo do parágrafo anterior e confira. Aliás, mais do que conferir, participe do clip.




Direto na têmpora: The unknown soldier - The Doors

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Adeus às armas

Ontem foi meu último dia como professor na Estácio de Sá. Acho que os alunos gostaram e eu, muito mais do que esperava, adorei. Foi uma das experiências profissionais e de relacionamento mais bacanas que vivi nos últimos tempos.

Agora, é investir em uma formação e torcer para que, talvez em 2009, eu já possa investir mais nessa área acadêmica. Se alguém da turma estiver lendo, parabéns, vocês são do caralho!




Direto na têmpora: Ave, Lúcifer – Os Mutantes

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Copinhos de cachaça e muito mais

Pessoal, meus copinhos de cachaça em parceria com o Rogério Fernandes estão à venda no bazar da Asa (sim, a Asa agência de publicidade). Quem puder, dê uma passada lá pra conferir e, é claro, comprar. Quem não puder, pode encomendar comigo quando quiser, viu?


Olhaí o lugar bom pra comprar os copinhos de cachaça exclusivos do Maurilo




Direto na têmpora: Quase sem querer - Legião Urbana

11 cicatrizes e uma marca de nascença

O tombo na vala durante a obra lá em casa, a queda da mobilete, o acidente de carro do qual escapei, as marcas do futebol no joelho e as pintas que retirei. Um fibrolipoma no antebraço direito, as amígdalas e a cirurgia do ronco.

11 cicatrizes, talvez alguma a mais ou a menos. E na barriga, do lado esquerdo e já perto do coração, uma marca de nascença. Praticamente a mesma que a Sophia tem nas costas.

A genética não transferiu para ela as cicatrizes, isso quem faz é a vida. E a mim, resta apenas tentar aparar as quedas, deter o carro, segurar o bisturi, para que as marcas que ela leve desse mundo sejam outras que não as minhas.




Direto na têmpora: A millenium fever ballad - Scarnella

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Massachusetts

Na época em que a Band transmitia os jogos da NBA (estamos falando de 98, por aí), quem narrava os jogos era o Marco Aurélio e o comentarista era o Álvaro José. Eu e Diogo, meu irmão, assistíamos às transmissões e, durante uma partida dos Celtics, testemunhamos este diálogo maravilhoso.

MARCO AURÉLIO: O Boston Celtics, equipe de Machachuchets... Massassussets... Machassustets...

ÁLVARO JOSÉ (interrompe, salvando o amigo em apuros): Massachusetts, estado americano da costa leste, etc, etc, etc.

Depois de 5 minutos de um explicação geo-político-sócio-histórica sobre Massachussets e arredores, Marco Aurélio volta à carga.

MARCO AURÉLIO: Taí nosso professor Álvaro José (pausa longuíssima) Machachuzets.




Direto na têmpora: Pony - Tom Waits

O assassino de pombas OU metamorfoseando-me em Costanza

Faz pouco tempo que demonstrei aqui meu direito adquirido ao título de Lord of the Idiots. Pois bem, as semelhanças continuam se acumulando de forma assustadora e eu não tenho dúvidas de que estou lentamente me transformando em George Costanza. Ok, talvez nem seja lentamente, mas que estou me transformando nele, estou.

Segunda-feira, pouco antes das 17h, eu e o monge cambojano Maki Sangawa rumávamos para um evento (muito bacana) da Aorta no Museu de Artes e Ofícios quando, a 60 por hora, avisto uma pomba no quarteirão à frente, bem na trajetória do meu fiestinha.

Chegando perto da avezinha, que não faz menção de se mover da frente do carro, comento incrédulo:

"Maki, eu vou atropelar essa pomba."

Segundos depois, um baque surdo, penas voando e uma longa pausa de assombro ocupa o espaço entre meu colega vietnamita e eu.

Pois bem, pra vocês não acharem que eu estou inventando essa ligação cósmica com George Costanza, seguem dois diálogos do episódio "The Merv Griffin Show", com direito a tradução porca.


MIRANDA: George watch out for those pigeons.
George, cuidado com aqueles pombos.

GEORGE: Oh they'll get out of the way.
Eles vão sair do caminho.

(George hits the pigeons. As the feathers fly, Miranda is frantic.)
(George atropela os pombos. Enquanto as penas voam, Miranda se agita.)

MIRANDA: Oh my God.
(Oh, meu Deus.)


JERRY: You ran over some pigeons? How many?
Você atropelou pombos? Quantos eram?

GEORGE: What ever they had. Miranda thinks I'm a butcher but i-i-it's not my fault is it? Don't we have a deal with the pigeons?
Quantos estivessem lá. Miranda acha que eu sou um assassino, mas não é culpa minha, é? Nós não temos um acordo com os pombos?

JERRY: Course we have a deal. They get out of the way of our cars, we look the other way on the statue defecation.
Claro que nós temos um acordo. Eles saem da frente dos nossos carros e nós não nos importamos com o fato deles cagarem em nossas estátuas.

GEORGE: Right! And these pigeons broke the deal. I will not accept the blame for this!
Exato! Esses pombos quebraram o acordo. Eu não vou aceitar a culpa por isso!




Direto na têmpora: What a night, what a moon, what a girl - Billie Holiday

Los Chupa Cabras 2

Essa quem achou foi o Edu, do Eu Consumo. Antes que alguém pergunte, sim, a da Vitelli é mais antiga. E como diria Galvão Bueno: "é, amigo, não tem mais bobo na propaganda não".






Direto na têmpora: Welcome to the cruel world - Ben Harper

terça-feira, dezembro 04, 2007

Digão on the road

Essa eu vi hoje, na estrada voltando de Sete Lagoas. Vai pro "pracas" do Deomar.


Olhaí o Digão junto com os anjos



Direto na têmpora: Love Removal Machine - The Cult

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Concurso cultural

Já faz algum tempo que solicitei a ajuda dos amiguinhos para conseguir a bonita cançao "Não me mande flores", do DeFalla, em que Edu K canta como quem expele uma pedra nos rins "eu não amo você, eu não amo você, eu não amoooo".

Pois bem, volto a contar com a solidariedade de todos para encontrar um outro hit dos anos 80, "Como é bom te amar", com Os Melhores. A versãozinha de "Live is life", do Opus, não me sai da cabeça com sua letra esquisitona:

"Foi paixão de primeira
No segundo olhar.
Seu biquíni tão pequeno, dava o que falar.
Toda praia azarando, mais você olhou pra mim.
E na primeira noite
Me amarrou num poste
Surra de chicote ao luar
Como é bom te amar!"

Ah, vai dizer que os 80 não eram maravilhosos? E antes que eu me esqueça, quem achar ganha um doce.




Direto na têmpora: Sir Psycho Sexy - Red Hot Chili Peppers

Que papelão

Sensacional esse filme de uma vinícola feito inteiramente em papel. Desfrutem!


Acredita que é freela meu?




Direto na têmpora: Armchair - Grant Lee Buffalo

domingo, dezembro 02, 2007

Bola na rede

O campeonato brasileiro terminou hoje. O campeão a gente já conhece faz tempo, mas o legal de pontos corridos é justamente que sempre tem alguma coisa valendo até o final.

Meu Galo vai disputar a Sulamericana no ano do centenário e terminou o ano com 10 partidas seguidas sem perder, o que é muito bacana levando-se em conta o elenco da equipe.

O Cruzeiro conseguiu a vaga na Libertadores por méritos próprios e graças ao Atlético. Não pelo jogo contra o Palmeiras, em que nossa obrigação era mesmo vencer, mas pelas duas partidas que perdemos para o rival, ou seja 6 pontinhos.

E last but not least, não posso deixar de mostrar minha alegria pela queda do Curinguinha. E podem me chamar de hiena, mas os motivos são 3 e são claros:

- ouvir o Kleber Machado, o corintiano mais descarado da tv, narrar a derrocada do seu amado timão;

- ver o Vampeta, um mau-caráter e aproveitador exemplar, ser rebaixado;

- a maravilhosa justiça poética de justamente uma derrota do Inter (que aliás não facilitou pro Goiás), o time que teve o título vergonhosamente roubado pela diretoria alvinegra a coisa de dois anos atrás, causar a queda do Corinthians.

Enfim, o Marcelo Branquinho que me perdoe, mas foi bom demais.




Direto na têmpora: Everybody wants to rule the world – The Bad Plus

sexta-feira, novembro 30, 2007

Treme-treme

Ontem teve terremoto em Puerto Ordaz. Segundo meu pai, as janelas tremeram e o próprio prédio onde trabalha chacoalhou um pouquinho. É o quarto terremoto dele, sendo que o primeiro foi no Japão e os 3 últimos na Venezuela.

Na verdade, ontem foram dois, com 40 segundos de diferença entre um e outro, ambos acima de 7 pontos na escala Richter.

Aí eu me pergunto, será uma reação da própria natureza à existência do Chávez naquele solo ou apenas uma coincidência? E eu mesmo me respondo: sei lá, mas volta logo pro Brasil, cambada!




Direto na têmpora: My heart belongs to only one – Ben Vaughn

quinta-feira, novembro 29, 2007

O jogo do ano

Que me desculpem meus queridos amigos cariocas, como o Don Oliva, mas esse é o melhor jogo do ano, quem sabe do século: War in Rio


O Rio não é lugar pra Dudinka.


Aqui o pau quebra sereno.




Direto na têmpora: O Padre Hippie - Fellini

quarta-feira, novembro 28, 2007

Vai óleo de peroba aí?

Depoimento do Governador Jacques Wagner sobre a possibilidade de pagar indenização às vítimas do desabamento de parte da arquibancada no estádio da Fonte Nova, um dos piores do Brasil.

“Não sei se ela (a indenização às famílias) cabe no momento. Indenização passa uma idéia de culpa. Não me sinto culpado pela tragédia, mas responsável. A Fonte Nova é um estádio público. Antes (da indenização) tem a perícia, o laudo, o julgamento. Se a Justiça determinar o pagamento, vamos cumprir, claro. Mas, agora, estamos tomando todas as providências para dar conforto às famílias”.

Queria aproveitar pra dizer ao Tião Lopinha que não me considero na obrigação de indenizá-lo por ter porrado o seu carro enquanto dirigia alcoolizado e em alta velocidade. Indenização passa a idéia de culpa e eu não me sinto culpado, mas responsável. Emprestar o seu carro pra mim foi um ato de impensado seu e, portanto, a culpa é toda sua.




Direto na têmpora: Cuidado com Nixon - Sexo Explícito

terça-feira, novembro 27, 2007

Cataclisma

Um conhecido meu das antigas sempre dizia adorar cataclismas. Pois bem, ontem o Igor deve ter se refestelado. Com o céu desabando, enquanto atravessava os 7 ou 8 rios que cruzavam as ruas até chegar em casa, Fernanda me liga e diz que o apartamento está inundando.

Moramos no térreo, com duas áreas externas, e o fato já havia ocorrido em 2005, com Fernanda grávida. Não sei dizer qual foi pior, mas na última noite a água chegou ao nosso quarto.

Foi um exercício de calma, principalmente por causa da Sophia, mas também por causa do preço exorbitante cobrado para desentupir o maldito ralo fora do horário do comercial e com os “profissionais” contratados percebendo a calamidade no local.

De qualquer forma, só de chegar em casa e ver a baixinha, ilhada em cima de nossa cama, olhar pra mim e dizer “Olha, papai, água, bagunça.”, já tirou metade do peso que uma noite assim teria.




Direto na têmpora: Deixei de Fumar/Cana Caiana - Raimundos

sexta-feira, novembro 23, 2007

Crazy People

O cara mais louco que conheci foi o Baianão 3 Cocos, de Ipatinga. certa feita eu passeava pelo Centro Comercial do Cariru quando ouvi um estranho piado. Parei, procurei e descobri de qual árvore vinha. Ao chegar debaixo dela, notei que o Baiano estava lá, sentadinho em um galho.

"Que é isso, Baiano, tá fazendo o quê aí em cima?"

"Eu sou coruja. Tô vendo Ipatinga do alto."

Preferi ignorar e segui meu caminho. Deixa o doido quieto, melhor assim, uma lição que aplico ainda hoje, diga-se de passagem.




Direto na têmpora: Michael - Franz Ferdinand

quinta-feira, novembro 22, 2007

Los Chupa Cabras

Essa foi de horrorizar. Pra quem achou o último filme da Telemig celular lindo, um balde de água fria. Não sou eu quem vai dizer que foi a maior chupada do século, mas que parece, parece.


Olha aí os vts gêmeos.




Direto na têmpora: Oh, lady, be good! - Charlie Parker

Lord of the Idiots

Não é segredo para ninguém que eu sou a encarnação plena de George Costanza. Se Seinfeld vivesse em BH não haveria dúvidas de que o personagem foi inspirado em mim.

Pois de ontem pra hoje venho reforçando a certeza de que deveria anexar a expressão “Lord of the Idiots” ao meu nome, quase como um título. Sabe aqueles caras que assinam “Dr. Bernard Morrison, Ph.D.”? Pois é, Lord of the Idiots deveria ser o meu Ph.D. “Maurilo Andreas, Lord of the Idiots”.

Aliás, vou passar no cartório hoje mesmo pra ver se consigo providenciar a mudança.




O ideal é ver o episódio inteiro, mas aí está o momento onde George se descobre o Lord of the Idiots. O meu, infelizmente, não está registrado em vídeo.




Direto na têmpora: Crazy Train - Ozzy Osbourne

quarta-feira, novembro 21, 2007

Padrão meta sempre de qualidade

Minha ex-chefinha idolatrada, salve, salve, Adriana Machado, enviou este precioso documento de mais uma peça da campanha "Meta Sempre".

A partir do (ridículo) título "Deseje luxo, escolha bem e será perfeito", o texto em preto envia a sutil mensagem "SEXO BEM FEITO". Ah, como eu adoro essa campanha.






Direto na têmpora: Earthcrosser - Veruca Salt

terça-feira, novembro 20, 2007

Vermelho de novo

Um trechinho bem amargo do Robert "Red" Walton que achei por aí. Na seqüência, a indefectível tradução porca.

"Believe you, please, that I’m a piece of shit
Since I was a kid, everybody thought I was destined to great things
But the one fact they missed is that I’ve always been a piece of shit
I never imagined I could do better
I never believed I had a special talent
I never cared about being good at anything
It just never even occurred to me I should try
I was born a fucking piece of shit
And all these people just wouldn’t let me be."


"Acredite, por favor, que eu não passo de um merda
Desde que eu era criança, todo mundo achava que eu estava destinado a grandes conquistas
Mas o único fato que eles não notaram é que eu sempre fui um merda
Eu nunca imaginei que eu pudesse fazer melhor
Eu nunca acreditei que tivesse algum talento especial
Eu nunca me importei em ser bom em nada
Simplesmente eu nunca sequer pensei em tentar
Eu nasci um merda
E essas pessoas todas simplesmente não me deixam em paz."





Direto na têmpora: Welcome to Tijuana - Manu Chao

Nos braços de Morfeu

“Quando fulano morrer, vai voltar pra puxar o seu pé”. E eu me encolhia pra esconder os pezões desproporcionais debaixo dos lençóis.

Depois, lembrava do filme “A Dança dos Vampiros” - que me fazia rir, mas dava um medão que eu escondia - e cobria o pescoço, como se o lençol fininho tivesse estampa de cruz e trama feita de alho.

Ficava nessa disputa, no cobre-e-descobre, entre um medo e outro, pescoço e pés eu todo, a cabeça sobrando de fora e ia dormir meio cansado, minutos depois, quando começava a imaginar os gols do meu time na minha cabeça e tudo então passava.

Sinto muita falta de dormir com a janela aberta em pleno verão de Ipatinga.




Direto na têmpora: Another saturday night - Cat Stevens

segunda-feira, novembro 19, 2007

Ego Sum Bagus Plenus

A Retes vem me tirando do sério desde sábado. Primeiro, deixei 65 fotos digitais para ampliar e me pediram 3 horas, com o prazo prometido para 15h35. Como de praxe, solicitaram meu telefone e eu, simpaticão, passei logo dois.

Voltei às 17h para pegar as fotos e, para minha irritação, ainda não estavam prontas. A partir daí o que ocorreu foi uma tragédia do varejo em sua mais completa tradução (aliás, se a TOM e a Marcelinha do É o Cúmulo quiserem pegar esse caso, fiquem à vontade).

Além do absurdo do atraso exagerado, por que ninguém me ligou para avisar do problema, mesmo estando de posse de dois números de contato meus? Para esclarecer essas e outras dúvidas, pedi para chamarem a gerente e o vendedor me avisou que ela não poderia me atender porque estava "meigarrada".

Pedi um SAC e disseram que a Retes não tinha, mas que eu podia falar com o SAC do BH Shopping. Subi ao terceiro piso para reclamar e só então, 1h40 depois do prazo prometido, a Retes me ligou pra dizer que as fotos estavam prontas.

Ao pegar as fotos, nenhuma compensação foi oferecida, mas pelo menos um rapaz me passou o SAC da Retes que sim, existe e é 0800. Liguei insistentemente, mas não fui atendido. Como tinha tirado foto da Sophia com Papai Noel e, descobri depois, ela deveria ser retirada na Retes, preferi me acalmar e buscar na segunda.

Pois bem, hoje liguei pro SAC da Retes e fui atendido. O SAC não funciona fim de semana, mas isso não consta em nenhum dos materiais impressos onde está o telefone do serviço. Relevei e fui buscar a foto da Sophia com o bom velhinho.

Resumindo uma história que já está demasiado longa, depois de 20 minutos procurando entre mais de 20 álbuns (por duas vezes), descubro que a foto NÃO ESTAVA LÁ! Chutei o balde, xinguei meia dúzia de filhos da puta, peguei meu dinheiro de volta e resolvi que nunca mais trabalho com a Retes. Aliás, se dependesse de mim, enforcaria todos com rolos de filme em praça pública. E ainda fotografava prta usar como fotocamisa.


PS1: Pra quem não sabe, o título "Ego sum bagus plenus" é latim porco pra "eu estou de saco cheio".

PS2: Já está devidamente listado ao lado o blog "Na Batedeira", da queridíssima Mari do Pedrão. Visitem.

PS3: Se você é novinho, esses PSs aqui não querem dizer Playstation, e sim, Post Scriptum.




Direto na têmpora: Strange - Built to Spill

sexta-feira, novembro 16, 2007

Sem tremer

Para quem reclamava de fotos da Sophia com melhor qualidade, segue uma recente, ou melhor, seguem duas.


Momento de relax no country club da família Comelli Silveira.



A da esquerda fui eu que produzi, a da direita eu tô pegando.




Direto na têmpora: É impossível parar de dançar - Zé Rodrix

Para a Sophia ver

Olha, Sophia, o bisavô Maurilo e a bisa Geralda (de quem você herdou o sobrenome Musetti que eu não tenho). Muito obrigado à Silvia por esse registro que não tem preço. No mais, pra quem não conhece, vovó continua viva e bem aos 94 anos de vida.


PS - Apesar de óbvio, fica a observação de que nenhuma das crianças na tela sou eu. Aliás, prefiro nem arriscar quais são os tios que aí estão.


Saudades do Vovô Maurilo e dos passeios no Arrozal em 74.



Vovó Geralda continua a mesma, apesar dos cabelos brancos.




Direto na têmpora: Kayleigh - Marillion

quarta-feira, novembro 14, 2007

Tiiiigreeeeee!!! Tiiiigreeeeee!!! Tiiiigreeeeee!!!

Ontem o Tigre do Vale do Aço, o glorioso Ipatinga marcou mais uma conquista em sua história. Primeira divisão do Campeonato Brasileiro de forma inabalável, inquestionável e merecidíssima.

Comemorei sozinho no carro quando voltava da faculdade para agência às 23h, fui parabenizado hoje cedo pela Sophia e pela Fernanda (inclusive com gritinhos de "tigre" da Sophia quando viu o mascote do time na tv), já recebi ligações da Adriana Machado e parabéns de boa parte da equipe da Domínio Público.

Obrigado a todos pela lembrança e salve o Todo-Poderoso Tigrão! Avante, Ipatinga!






Direto na têmpora: Decades - Joy Division

terça-feira, novembro 13, 2007

Living in the 80s

Ela de Monareta, eu de BMX. Para mostrar que era cocota, ela usava um blusa alaranjada da Bee com manga morcego, uma saia balonê roxa, relógio Champion azul com pulseira vermelha e um Redley bicolor, cinza e verde.

Eu não ficava atrás, com uma bermuda estampadíssima da OP, mochila Company azul e a minha melhor camisa Rato de Praia. Nos pés, um All Star cano alto que minha tia trouxe do Paraguai.

Parei no barzinho, pedi um Keep Cooler de pêssego enquanto a observava saborear, provocante com seu batom verde, um Dip’n’lik. Aproximei-me calmamente, ajeitando meu cabelo bem moldado com New Wave Glitter Gel e disparei: “olá, boneca, você é fã dos Eletrodomésticos?”

“Prefiro Metrô”.

“Tudo bem, sabia que você até parece a Virginie?”

Ao fundo, Eduardo Dusek cantava “Barrados no Baile” e a gente nem pensava que os anos 80 um dia iam acabar.




Direto na têmpora: Masoko Tanga – The Police

segunda-feira, novembro 12, 2007

Evêio o Miana

Neste fim de semana recebi a rara, divertida e exclusivíssima visita do Sr. Flavio Miana de Paula. Além de um ótimo papo, o breve encontro foi importante para ver como irmãos são irmãos não importando a distância ou o tempo.

Há 3 anos eu não via o Miana e, de lá pra cá, a vida dele mudou totalmente (assim como a minha, já que a Sophia nem existia, eu estava em outro emprego, etc). Muita sorte nos seus caminhos, meu caro, e que você volte mais vezes e com mais tempo ao Brasil e, particularmente, a BH.

No mais, lembrei que ano que vem o Loyola Drinking Club comemora 20 anos de existência. E aí, Barbosa, Bruzzi, Bunim, Cuei, Gasta, Girino, Jacob, Mares, Miana e Tatu, vamos arrumar alguma coisa?




Direto na têmpora: Eleven long years – US3

sexta-feira, novembro 09, 2007

Ética no banheiro

Você sai de sua mesa rumo ao banheiro para uma merecida urinada quando, pelo estado do vaso sanitário e adjacências, começa a desconfiar que algum de seus coleguinhas sofre do mal de parkinson, tomou um bruta susto quando se aliviava ou ainda teve uma epifania e concluiu que "o que está em volta do vaso deve ser vaso também".

Ainda em choque, você reflete brevemente sobra a situação e decide:

a) segurar o nojo, pegar o papel higiênio e limpar aquela porqueira;

b) fazer sua parte direitinho, mas deixar tudo no estado que encontrou;

c) decidir que fodido, fodido e meio e completar a cena brincando de mangueirinha gira-gira.

Não direi aqui qual foi minha decisão, mas aguardo ansiosamente a opinião de todos os amiguinhos homens e o desdém e nojinho de todas as coleguinhas mulheres.




Direto na têmpora: Frog and toad - The Bad Plus

quinta-feira, novembro 08, 2007

Burocracia

Para seguir um certo projeto meu, hoje tive que ir ao cartório, ao xerox, ao banco, preencher 3 ou 4 cadastros e acessar um site sobre o qual a outra parte nada sabia. Resolvi tudo, mas fiquei com aquela sensação de que o projeto que me parecia genial deve ser mais um pé no saco mesmo.

Aí eu me perguntou: quantos talentos ficaram invisíveis, quantas iniciativas deixaram de rolar, quantos projetos ficaram parados ad eternum por causa da burocracia? É por isso que eu acredito firmemente que o inferno nada mais é que uma repartição (pública ou não) repleta de burocratas insatisfeitos culpando sempre o sistema.




Direto na têmpora: Booksmart Devil - Silversun Pickups

quarta-feira, novembro 07, 2007

Shoppingtão

Conta a lenda que uma renomada agência de publicidade mineira, atendendo a um renomado shopping center de Belo Horizonte, criava uma renomada campanha, quando um renomado Diretor de Arte berrou no meio da criação: “Alguém aí já sabe o slogan do shopping?”

Diante do silêncio dos colegas, resolveu marcar layout com um slogan de sua própria confecção que ostentava os seguintes e portentosos dizeres: “Shopping X. O shopping do seu cu.”

A campanha foi sendo criada naquele prazo exíguo que é comum ao nosso métier e ninguém mais atentou para o slogan fanfarrão que adornava as peças. Sendo assim, o atendimento recolhe a pasta com o material, sai correndo e, em plena reunião com o cliente, é alertado pelo qualquercoisademarketing que diz: “Ô, amigão, ‘o shopping do seu cu’ não é nosso slogan não, viu?”




Direto na têmpora: Heart of the sunrise - Yes

terça-feira, novembro 06, 2007

Antes da primeira mão

Estava aguardando ansiosamente pra dar a notícia, mas como não tenho freio na língua, falo antes que fique pronto mesmo e dane-se. Se algum de vocês, incautos visitantes, trabalha no Banco Mercantil do Brasil, terá o duvidoso prazer de encontrar este que vos bloga como colunista da revista interna da instituição.

Sim, mensalmente estarei escrevendo por lá e todos vocês são convidados a arranjarem um empreguinho no Mercantil só para terem o prazer de se tornarem meus leitores também no mundo físico. Caso não role, tudo bem, não são poucos os que dizem que vocês não vão perder lá grande coisa.




Direto na têmpora: Porque hoje é sábado - Vinicius de Moraes

Meta sempre 2 - o fracasso

Achei mais um backbus da série "sacanagens subliminares" da Rede Motéis BH. Infelizmente, não tem o charme do outro que dizia "meta sempre". Talvez o redator que fez o primeiro tenha ido pra Leo Burnett Londres, sei lá, mas algo definitivamente se perdeu.

Pra falar a verdade, esse é bem fraco, sem nada da picardia que caracterizava o anterior, com um texto subliminar chumbrega (xumbrega?) que fala em "Prazer de escolher".

Uma porcaria, mas como me comprometi a postar assim que achasse, vai aí.


Tiraram o macaco do backbus.




Direto na têmpora: Thick'n'thin - Black Crowes

segunda-feira, novembro 05, 2007

Uma outra minha mãe

Tropecei na rua de pé-de-moleque e quase rolei até a porta do casarão de paredes ocre com janelas vermelhas (ou seriam vinho?). A senhora que abriu a porta já não tinha idade e me chamava para entrar, a casa com cheiro de broa, um velho sofá de couro vinho (ou seria vermelho?).

Sorri, agradeci, segurei a caneca esmaltada, quente, o cheiro de capim-limão e a senhora com a mão nos meus cabelos a dizer que se lembrava de meus pais. Será que eu fui um bom menino? E ela se ria com gosto, exibindo despudorada seus poucos dentes. E aí eu soube, enquanto ela me abraçava, que era uma minha mãe também.

Na praça, ouvi um violão solto, pressenti a chuva e segurei um choro novo que eu não havia ainda pranteado. Uma outra minha mãe tinha morrido. E era negra ainda depois da morte. E eu sabia agora um pouco mais de mim.




Direto na têmpora: Don't drink the water - Dave Matthews Band

quinta-feira, novembro 01, 2007

Stop and motion

Genial, genial, genial. E a música ainda é bem bacana. Vale a pena começar o feriado com essa.






Direto na têmpora: Your emotions - Dead Kennedys

Um estranho

Acordou certo dia a tempo de ver a mulher se esgueirando para fora do quarto, um rastro de pavor na sombra deixada para trás.

Deu de ombros, voltou a dormir e só despertou com o ruído das sirenes, a polícia invadindo o quarto, a mulher e os filhos observando pela janela, o terror vívido em seus olhos.

Não conseguiu explicar o que fazia ali, na casa que dizia ser sua. Nenhum dos vizinhos o conhecia, os filhos também não. Foi solto por ser réu primário, reaprendeu um novo nome e vagou até alguma cidade.

Recomeçou a vida de outro jeito, esqueceu-se de sonhos e família, rotinizou-se. Era só ele agora. E ainda não sabia quem era.




Direto na têmpora: Immortality - Pearl Jam

Amigos, cuidai!

Caríssimos, o que temíamos aconteceu: Rogério Fernandes, o Menino Monstro, acaba de receber a confirmação de que vai passar sua herança genética adiante. A única esperança da vida humana como a conhecemos é que a criança ignore o legado do DNA paterno e puxe exclusivamente a mãe, Dona Tetê, a Santa. Rezemos, amiguinhos, rezemos todos nesse momento.

Brincadeiras à parte, parabéns, Roger e Tetê! Que Deus os abençoe e que esse bebê chegue pra mudar totalmente (pra melhor, sempre) a vida de vocês. Muitas felicidades!




Direto na têmpora: Little Guitars - Van Halen

quarta-feira, outubro 31, 2007

Alcagüete

Sophia tem um caderninho onde as educadoras sempre mandam notícias do dia dela na escola, dizendo se comeu bem, quantas vezes fez xixi ou cocô, do que brincou, etc. Um dia desses chega a seguinte mensagem no caderninho: "Durante uma discussão um coleguinha mordeu a perna da Sophia. Conversamos e ficou tudo bem".

A escolha da palavra "coleguinha" é, claramente, uma forma de preservar a identidade da outra criança, evitando que os pais criem birra, reclamem com os outros pai e coisas do gênero, mesmo sabendo que mordidas e tapas são comuns entre crianças dessa idade.

Ao ler aquilo, perguntei logo à Sophia "morderam a perna da Sophia?" Ela então acena positivamente com a cabeça e responde na bucha, estragando o segredo bem guardado pelas educadoras: "Mordeu. Não pode, Ana, não pode".

Ah, como é bom criar uma dedo-duro em casa.




Direto na têmpora: Quizás, quizás, quizás - Nat King Cole

terça-feira, outubro 30, 2007

Quase voltando atrás

Não é segredo para ninguém a minha paixão pelas semanas de 4 dias como essa. Quando o feriado cai na sexta, então, parece que um pedaço de perfeição se instala nos meus dias (perdoem a veadagem, mas é só pra vocês terem noção de como eu gosto de trabalhar 4 dias e folgar 3 numa semana).

Pois bem, com o lance das aulas, um freela de roteiro, outro de site, trabalhando momentaneamente como único redator da agência, reuniões sobre projetos com o Roger e ainda com o Fargas, fora o Pastelzinho e os afazeres domésticos eu juro que cheguei a querer que a sexta fosse um dia útil.

Aí eu respirei fundo e pronto, passou.




Direto na têmpora: Música serve pra isso - Os Mulheres Negras

segunda-feira, outubro 29, 2007

Homens que guardam dinheiro debaixo do colchão

Admire sempre um homem que guarda dinheiro debaixo do colchão. Homens assim não confiam em instituições, riem da segurança em que os outros acreditam, acham que o de valor se deve ter sob os olhos. São raros esses homens que guardam dinheiro debaixo do colchão.

Um homem que guarda dinheiro debaixo do colchão acredita na inviolabilidade do lar e faz da cama seu sacrossanto espaço, onde o repouso é também vigília. Um homem assim não se entrega ao novo, sem mais nem menos, e respeita antes o que já conhece. Prezam a casa e a família esses homens que guardam dinheiro debaixo do colchão.

Um homem que guarda dinheiro debaixo do colchão não tem cheques ou cartões de crédito, não compra quotas ou abre crediários, não sabe de juros e nem se importa com a bolsa de valores ou com as moedas estrangeiras. Ignoram as páginas de economia esses homens que guardam dinheiro debaixo do colchão.

Admire sempre um homem que guarda dinheiro debaixo do colchão.


PS – O Zeitgeist, novo cd do Smashing Pumpkins, é muuuiitooo booomm. Baixe, compre, vá ao show, rapte o Billy Corgan, não importa. Quem gosta tem que ouvir e celebrar a volta dos bons tempos.




Direto na têmpora: Tarantula – Smashing Pumpkins

sexta-feira, outubro 26, 2007

Taí, reparei na mocidade

Semana passada estive em São Paulo e nem comentei aqui que o Museu da Língua Portuguesa é uma das coisas mais bacanas que existem por esse terrão chamado Brasil. Não só as instalações, a tecnologia ou os textos, mas a beleza que é acompanhar jovens e crianças ouvindo pela primeira vez "Quatrilha" de Carlos Drummond de Andrade e se encantando de rir às altas com o poema. Vale qualquer ingresso.

Em uma história relacionada, ontem fui professor pela primeira vez. Serã pouco mais de 2 meses na Estácio de Sá, substituindo Renata Feldman nas aulas noturnas de redação publicitária para o 4o período. Posso dizer que gostei do magistério. Agora, é saber se ele também gostou de mim e deixar essa porta aberta pra ver o que dela sai ou, tanto melhor, o que nela entra.




Direto na têmpora: A menina gorda (poema de Ribeiro Couto, que aqui eu não ouço só música não, ó, pá) - João Villaret

quinta-feira, outubro 25, 2007

Street Fighter Later Years

Como estariam os personagens do Street Fighter hoje? Vou postar aqui o primeiro filme e quem quiser ver os outros 4, é só clicar nos links abaixo. Explicando em uma palavra apenas: putaqueopariubompracaralhoracheiderir.


O reinício da saga.

Street Fighter Later Years 2

Street Fighter Later Years 3

Street Fighter Later Years 4

Street Fighter Later Years 5

A saga continua e é bom ficar de olho no College Humor pra achar as atualizações de vem em quando.




Direto na têmpora: I'm so bad (Baby I don't care) – Motörhead

Encalhe em dose máxima

As cenas que vocês verão a seguir são chocantes, mas reais. Ocorridas no casamento de um amigo (e de uma amiga), as fotos mostram o grau de desespero a que chegam mulheres solteiras com mais de 30 anos. Notem que, no embate entre Coréia e Suécia, a agilidade venceu a força.


Musculatura contraída, olhares fixos, o sorriso mal disfarça a ansiedade.





O bouquet é coreano, mas os suecos não desistem facilmente.





A agilidade coreana bate a força sueca. É tombo, meu nêgo.




Direto na têmpora: Stable song – Death Cab for Cutie

quarta-feira, outubro 24, 2007

Voar é para os pássaros

Ontem, 3 horas e meia de atraso com chegada em Guarulhos e traslado de ônibus até Congonhas. Hoje, aeroporto que abre e fecha de tempos em tempos e sem nenhuma previsão da hora de saída pra BH. Pelo menos o curso foi bom pra caramba. Amanhã eu posto direito amiguinhos, se Deus quiser.




Direto na têmpora: Fidjo Maguado - Cesaria Evora

terça-feira, outubro 23, 2007

Topa-tudo

Esse argentino é um dos homens mais corajosos que conheço. Saca a matéria.

Lua-de-mel levou à morte de idosa de 82, diz viúvo

O marido da argentina de 82 anos, que morreu ontem em Santa Fé, disse em entrevista à rádio FM Latina que os dois tiveram uma "lua-de-mel de loucos e por isso ela está onde está". "A lua-de-mel foi muito linda e ela aproveitou muito, isso é o que importa", afirmou Reinaldo Wavegche, segundo site do jornal Diario Uno.



O assassino sexual e sua feliz vítima.




Direto na têmpora:Wond'ring aloud - Jethro Tull

Sodade pouca

Ainda há em mim um pouco do homem que fui. Um sonho ou outro esquecido, um sim que passou do ponto, uma perda mais dura aqui, um remorso mais forte ali e ainda assim há em mim algo do velho rapaz que fui.

O camping no barro com chuva em cima e rock and roll ao fundo, as 38 horas no ônibus com mais cerveja do que bagagem e um novo roteiro, distante, se fazendo diário, por cidades desconhecidas com gentes que nunca vi. Esse sou eu que passei.

Às vezes sinto saudades, outras me rio dele, esse velho rapaz que nunca soube quem era. Boa parte dele talvez tenha ficado em uma praia, em um copo de cachaça, em um não mal recebido. Não sei, de verdade, não sei. Mas ainda há um pouco dele aqui em mim, perto dos olhos, que me faz enxergar em um segundo as coisas como deveriam ser. E que às vezes escapa, desliza em uma lágrima e assim eu me torno um pouco menos.




Direto na têmpora: Join the club - Reel Big Fish

segunda-feira, outubro 22, 2007

Rubinagem de domingo

Até que a carreira dele prove o contrário (e pode muito bem provar) o Lewis Hamilton acaba de ser promovido ao posto de segundo maior rubinador da F1, atrás apenas do Rubinho em si. Duas corridas, duas cagadas e o título cai no colo do Raikkonen. Pelo menos o Alonso perdeu.


PS - Eu não sou fã de F1, nunca fui, nem na época do Piquet, mas que a final desse ano foi emocionante, foi.




Direto na têmpora: Foolin' - Def Leppard

sexta-feira, outubro 19, 2007

Orelhinhas de Mickey

O cabelo de Sophia está gigante (inclusive vai cortar amanhã), o que permite uma gama de penteados como, por exemplo, esse de orelhinhas de Mickey. Como ela é louca pela Minnie, fica de ótimo tamanho.


Ladies and gentleman, the new Minnie.




Direto na têmpora: Pilgrim's Chorus - Richard Wagner

Funk da Tropa

Pra quem já viu o filme deve ser mais interessante, mas o Kibe Loco já soltou o funk do Tropa de Elite, com direito a linha de baixo de Seven Nation Army, do White Stripes. Eu achei legal.


MC Nascimento comanda o baile




Direto na têmpora: Tabu - Fellini

quinta-feira, outubro 18, 2007

Minha Sophia

E aí estão, pra quem reclama, fotos recentes da Sophia.


Minha Sophia e o olhar mais doce do mundo.




Nada como botar a pantufa de coelhinhos e ler os clássicos.




Direto na têmpora: Song for Bob Dylan - David Bowie

Tietagem

Estive ontem em São Paulo, na Fenatran 2007, para acompanhar o estande da Iveco e fazer um benchmark. Tudo muito legal, um grande sucesso, mas o chato mesmo é a tietagem. Abaixo vocês verão o momento em que eu, tranqüilamente tirando uma foto, sou abordado por uma fã afoita em busca de memórias ao meu lado. Na segunda foto não é difícil notar minha expressão contrariada diante do assédio. Simplesmente triste.


Em frente ao Iveco Stralis, segundos antes de ser abordado pela tiete inconveniente.



O instante do ataque. Sai de mim, Ellen Roche, que eu sou (muito bem) casado.




Direto na têmpora: Underwater Love - Faith No More

quarta-feira, outubro 17, 2007

Conversinha

O Poodle da Tasmânia tem uma mania assaz peculiar. É só passar uma mulher gostosa por perto que ele anuncia: "aquela ali eu já peguei", para a descrença de todos ao redor.

Certo dia, caminhava o pequeno meliante ao lado de um amigo redator (não eu, juro), quando uma beldade vem em sentido oposto. O Poodle se prepara para dizer algo quando o amigo interrompe incrédulo "vai dizer que você já pegou essa aí?"

No que nosso coleguinha responde humilde: "pegar eu não peguei, mas que eu já vi de biquini, já".




Direto na têmpora (ou melhor, na memória, já que a bateria do ipod acabou ainda no vôo de vinda): Brilha, brilha, estrelinha - Vila Sésamo

terça-feira, outubro 16, 2007

Outra coisa

Meio da tarde do feriado, Sophia começa uma birra:

"Bico, mamãe, bico."

Fernanda então responde "ah, não Sophia, bico não, pede outra coisa". E ela, ainda chorando:

"Ôta coisa, mamãe, ôta coisa."




Direto na têmpora: Them Changes - Bobby McFerrin

segunda-feira, outubro 15, 2007

Café

Eu queria tomar café. De quem gosta de cigarro não tenho inveja, nem de quem gosta de frango ou de feijão, mas das coisas que eu não gosto, café é a que eu tinha vontade de gostar.

Por exemplo, “vamos tomar um cafezinho” nunca quer dizer “vamos tomar um cafezinho” pra mim. Quer dizer “vamos bater um papo”, “vamos sentar ali um pouquinho”, “vamos dar uma pausa”, enfim, tudo menos “vamos tomar um cafezinho”.

Eu nunca aceito um cafezinho e a conta, eu nunca tomo um “pingado”, eu raspo o café de cima do tiramissú, eu usei canequinha esmaltada pouquíssimas vezes, eu escolho cuidadosamente as balinhas de troco pra não de pegar as de café. Pra ficar acordado até mais tarde, tem que ter outra receita. Quando o Chico Buarque canta “e me beija com a boca de café" eu até entendo a letra, mas só na teoria. No frio eu tenho que tomar é cachaça. E o pior, é que eu simplesmente adoro o cheiro de café.

Hoje eu queria muito mesmo gostar de café.




Direto na têmpora: Every little thing she does is magic – The Police

quinta-feira, outubro 11, 2007

Cuméquié?

A foto abaixo foi tirada hoje às 8h45, em frente ao BH Shopping. Ela não foi tratada e nem retocada. Primeio eu li o texto normalmente e achei apenas ruim.

Depois, reparei no texto em branco e aí surgiu o brilhantismo da peça: meta sempre! Note que o "s" de "metas" está em amarelo, deixando clara a mensagem: META SEMPRE ou, em bom inglês, FURUNFE ALL THE TIME.

Não sei que agência fez a campanha, muito menos quem foi o criativo, mas poucas vezes na minha vida eu vi algo tão grotesco e de mau gosto. Adorei.






Direto na têmpora: Fire - Soulfly

quarta-feira, outubro 10, 2007

Bombado

Textinho bombado de um projeto que acabou vingando e que logo, espero, anunciarei aqui.

"O telefone da menina na mão, conseguido de uma colega. Na tela do computador, uma foto (linda, linda) em sua página do Orkut e o endereço pronto pra ser adicionado ao meu MSN. Posso ligar, posso mandar um email, uma mensagem, deixar um scrap, enviar um SMS, caramba, posso até pegar o endereço e parar na porta da casa dela, tocando o interfone com as palmas das mãos suadas ou fazendo uma serenata.

Na mesma página do Orkut fiquei sabendo que ela não tem mais namorado. Tá muito fácil. Na última festa a gente até conversou um pouquinho e ela sorriu. Por um instante esqueci que tenho quase 30 e gaguejei. Tudo muito fácil? E eu? Cadê a porta de saída pra isso tudo que eu quero falar?

Aqui, na frente do computador, a coisa não simplifica. Não sei o que teclar sem parecer afoito, não sei o que falar sem parecer bobo, não sei nem que personagem criar pra ela me achar bacana. O espaço em branco do email a escrever, o cursor piscando, o endereço dela no “To:” e o meu nome no “From:”, tudo isso me chama de imbecil. Falta começo, meio e fim.

Largo tudo, entro no site do banco e resolvo umas pendências, saldos, contas, investimentos. Tudo ali. Acesso fácil. É nessa hora que me lembro do rosto dela e pronto! Lá se foi a senha, lá se foram os cálculos, lá se foram os planos.

Melhor me reiniciar."





Direto na têmpora: The Crawl - Placebo

O mártir

Não tenho seguido a novela Duas Caras, mas já descobri qual o personagem mais sofredor do folhetim: Herson Capri. Pra começar, o cara é casado com a Suzana Vieira, um motivo de suicídio dos mais aceitáveis mundialmente. Como se a dor não fosse grande o suficiente, ele resolve arrumar uma amante e escolhe quem? Renata Sorrah!!!! Se fosse na vida real esse cara já tinha metido uma bala nos cornos há muito tempo.

Ah, essas novelas...




Direto na têmpora: Daylight - Coldplay

terça-feira, outubro 09, 2007

Contos de fodas

O reizinho era cheio de vontades. Pedia uma coisa de manhã, à tarde mudava de idéia, de noite já pensava outra coisa. E ai de quem não atendesse seus pedidos. Levava bronquinha e ficava sem jantar. O reizinho era terrível. Outro problema era que o reizinho tinha alergia à palavra não. Se alguém o contrariava, ficava vermelho e já começava a reclamar, a esbravejar. O reizinho adorava mostrar quem manda.

Mas o pior é que em volta do reizinho tinha um monte de bobinhos da corte que adoravam tudo o que ele fazia. Não só acatavam todos os caprichos, mas também repetiam o exemplo com os outros membros da corte, exigindo tudo para agora, fazendo birrinhas, batendo o pé e mudando de idéia a toda hora sem motivo nenhum que não fosse o próprio umbiguinho.

Tudo ficção, claro, tudo conto de fadas, mas agora eu pergunto: alguém aí também já andou prestando serviços pra esse reino?




Direto na têmpora: Adição Subtração – Trio Soneca

Buffet liberado

Em 2004 eu era assim. Come mais, desgraçado!



Com a cabeça a prêmio e sem barriga.


A mesma verborragia, mas com muito menos volume.




Direto na têmpora: Holiday - Scorpions

Emendas e sonetos

O Paulo Silva disse hoje uma frase simplesmente sensacional: “o pior cliente é aquele com tempo”. E o pior é que essa verdade absoluta se aplica perfeitamente às mais diversas áreas do convívio humano.

Tempo para pensar depois da obra criada é tempo para a mente criar dúvidas, inventar problemas, confundir o simples. Na publicidade, por exemplo, não falha nunca: quanto mais tempo o cliente tem pra pensar, pior a campanha. Pode confiar, é batata.

Havia uma escritora (talvez Rachel de Queiroz), que falava algo mais ou menos assim: “escrevo sempre até tarde da noite e pela manhã reviso tudo cuidadosamente. Depois, mando pro meu editor e só vejo o material de novo quando já está publicado. Se não for assim, os livros não ficam prontos nunca”.

Concordo com ela. Pense muito antes de fazer, mas depois, relaxe e deixe o trabalho existir. Em quase 100% dos casos a emenda costuma ser pior (bem pior) que o soneto.




Direto na têmpora: Noturno - Fagner

segunda-feira, outubro 08, 2007

Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência

Domingo, festa de aniversário de 1 ano do Dudu, filho do Peruca. Decoração linda, espaço bacana, muitos amigos, tudo excelente. Chega a trupe de animação, as crianças são reunidas e ficam todas sentadinhas.

De repente, ao som de "Smack my bitch up" do Prodigy (coincidentemente a única música deles que eu gosto), um dos carinhas começa a fazer um "malabaris" com faixas. Nesse momento percebo que a única criança em pé e dançando feito uma louca é a Sophia.

Como aos dois anos de idade ela será mandada para um Convento das Irmãs Carmelitas e só sairá aos 35 anos, nem liguei muito. Ou você acha que eu vou passar o resto das minhas madrugadas de rave em rave atrás da menina?




Direto na têmpora: Motorcrash - Sugarcubes

sexta-feira, outubro 05, 2007

Imaturidade gerencial

Trabalhei com um cliente que ficou conhecido na agência pelo seu “marketing de testosterona”. Esse termo, incrivelmente adequado, por sinal, referia-se ao hábito da criatura de, por causa de uma intuição ou palpite, demandar quantidades obscenas de trabalho, com prazos ridículos, para somente depois disso analisar a viabilidade ou não das ações. Confunde produção com produtividade e nunca ouviu falar em qualidade.

No entanto, existem ainda outras formas de imaturidade gerencial espalhadas pelo mercado com as quais, infelizmente, fui obrigado a conviver. A seguir, alguns exemplos do freak show que vem tomando conta do empresariado:

1) O dono da bola: a diretoria é formada por profissionais (presumidamente) competentíssimos em suas áreas. Todos eles pedem o trabalho, aprovam as soluções, acompanham a produção e alegram-se com os resultados. No entanto, basta uma palavra do Sr. X (normalmente um superior hierárquico) para que as convicções e o suor dos outros caiam por terra sem que nenhum protesto seja sequer feito.

2) O cheio de humores: mais uma vez o trabalho passou por todas as etapas, inclusive pelo Big Kahuna, que gostou de tudo. Certa manhã, após uma conversa sobre futebol com o porteiro do prédio, o Master Blaster tem o insight de que o caminho da campanha não deveria ser bem aquele e, para a estupefação geral, volta atrás de sua decisão e pede novos rumos mesmo com o material anterior já totalmente produzido e a 3 dias da veiculação.

3) O esquecido: anote e reenvie tudo o que foi decidido por email e solicite confirmação, colha assinaturas, tire foto da pessoa na reunião para comprovar sua presença, enfim, proteja-se, porque ali a palavra vale chongas e a frase “mas eu nunca soube disso” será ouvida freqüentemente.

4) O zoneado: é mais ou menos como atender um buraco negro. A informação importantíssima se perde, os layouts aprovados são rasgados com as alterações marcadas, o briefing muda e ele ACHA que passou, peças são aprovadas sem o mínimo de atenção e nada é muito confirmado. É aquele que depois da campanha veiculada costuma dizer “tenho quase certeza que pedi pra vocês mudarem esse texto” e fica olhando desconfiado para a agência por um bom tempo depois.

5) O misterioso: tem todas as informações, sabe exatamente o que quer, tem prazo e verba para a campanha, mas esconde cada uma das informações como se fossem um segredo de estado. Libera algumas aos poucos e espera que você adivinhe a maioria delas. Normalmente surge com algum dado que possuía desde o começo para contestar a campanha já nos momentos finais.

6) O escroto: acha que seu trabalho é encontrar erros ao invés de gerar acertos. Inventa problemas, cria obstáculos, nunca está satisfeito. Passa uma impressão de “extremamente exigente”, quando na verdade não passa de “extremamente incompetente e contraproducente”.




Direto na têmpora: Submission - Sex Pistols

Requiem

Atirada pela janela, a criança não deve ter se dado conta do que acontecia nem mesmo ao atingir as águas mal-cheirosas do ribeirão. A menina que a viu boiando achou que fosse uma boneca. O jovem que a tirou das águas podres já sabia que era um bebê. Os enfermeiros e médicos que lutaram por sua vida deram-lhe o nome Michele.

Seu pequenino cérebro ficou quase 5 minutos sem oxigênio e as águas fétidas providenciaram a infecção generalizada. Não tinha ainda um dia de vida e não pôde descobrir o que significa um colo de mãe ou um beijo do pai. Talvez não tenha sequer notado a corrente de amor e cuidado que se criou ao seu redor. A mãe achou que ela estava morta ao nascer. Agora está.

Hoje de manhã, Sophia pela primeira vez avisou aos pais que queria fazer xixi e conseguiu usar o piniquinho sem nenhum problema. E eu chorei. Tenho sentido uma vergonha imensa de ser gente.




Direto na têmpora: Plainsong – The Cure

quinta-feira, outubro 04, 2007

Acesso

O tapete na porta da empresa, logo ali no topo da escada, parece dizer “Bem-vindo”, mas o que eu ouço é apenas um tremendo “não”. Será que eu tento subir as escadas ou peço ajuda pra alguém que entre? Nunca sei o que fazer nessas horas. Olho em volta e reparo os buracos no passeio, o lixo largado no chão, a calçada estreita, a falta de rampas no meio-fio e começo a achar que já foi um milagre ter chegado até ali.

Nesse momento dois office-boys me vêem ali parado, indeciso e oferecem ajuda. Carregam a cadeira e pronto, menos um obstáculo. Manobro com dificuldade pelo suntuoso hall de entrada pessimamente sinalizado e chego ao elevador. A fila extensa não me dá preferência. Quando é a minha vez, entro e percebo que os números dos andares são altos demais para mim. Ainda se fosse no terceiro andar, tudo bem, mas no décimo-sétimo é impossível. Peço ajuda mais uma vez e estou no local da entrevista.

Com algum esforço atravesso o carpete felpudo e luto contra a porta estreita da sala. Em cima da hora. Poucos segundos depois meu nome é chamado. Dentro do escritório bem decorado converso com o homem de terno à minha frente. Elogia o meu currículo, minhas referências, impressiona-se com minha formação no exterior e inclusive pede algumas indicações de cursos.

Ele começa a falar de dinheiro, de oportunidades, diz que eu sou a pessoa certa para a empresa e é então que eu peço desculpas antes de interrompê-lo. Calmamente explico que me acho preparado para assumir o cargo, que só havia ouvido coisas boas sobre aquele local, que havia ido até ali com o firme propósito de não deixar aquela vaga escapar, mesmo não sendo a proposta mais rentável que havia recebido. No entanto, desde que chegara ali, as escadas, o hall de entrada, o elevador, o corredor do andar, a própria sala, tudo isso dizia que eu não era o homem certo para a empresa.

Agradeci a proposta, enfrentei o caminho de volta e fui aceitar a oferta que havia recebido de uma concorrente ainda naquela manhã, pensando em quando as pessoas vão descobrir que acessibilidade é, acima de tudo, uma via de mão dupla.




Direto na têmpora: The part you throw away - Tom Waits

Viva a Nube

Ontem houve um pequeno “convescote” na Gaz para comemorar sua mudança de nome para Nube. Passei rapidinho, mas tava boa a bagunça, com chorinho de primeira, petiscos nota 10, choppinho e a aquela cachacinha que não poderia faltar.

Bom mesmo foi ver que o Leo, o Pagode, o Peguinhas, o Pretão e o Renatinho continuam as mesma figuras bacanas de sempre. Montaram uma equipe jóis, fortaleceram a carteira de clientes e seguem aí, firmes pra muito sucesso.

Eu gosto de pensar que, como parceiro em alguns trabalhos, tenho um pouco a ver com essa história, então, fico feliz em dobro.

Parabéns, “pessoar”, e longa vida à Nube.


PS – Em homenagem a eles, o outro post de hoje é um texto que fiz pra um trabalho lá.




Direto na têmpora: Nobody’s fault but mine – Led Zeppelin

quarta-feira, outubro 03, 2007

Momento Guiñazú

Pra quem sentia falta do velho poeta uruguaio, segue aí:

Risos

Quando o riso mente
o ouvido acredita
demente



Mea Culpa

A culpa é minha e dela não abro mão.
Abençôo o dedo apontado,
bendigo a ofensa entre dentes,
recebo com abraços o escárnio.
De outros não me interessam os mínimos erros ou falhas.
Me bastam meus gordos equívocos,
imensos, redondos, inequívocos.
Acima de tudo, justos.
Justa.
É minha a bem-vinda culpa.





Direto na têmpora: Vidala - Rufo Herrera

terça-feira, outubro 02, 2007

Que nem louco

Apresentação do filme de 60” para o cliente, com presença de um diretor e os principais membros da equipe ligada ao lançamento do produto. Assim que acaba a primeira exibição, os aplausos irrompem. Sucesso total! Júbilo, êxtase, praticamente uma festa pagã. E mesmo assim eu só vou ficar tranqüilo quando o negócio estiver no ar. Pensando bem, provavelmente nem assim.




Direto na têmpora: Grow – The Posies

segunda-feira, outubro 01, 2007

Dubiedade

Questão de interpretação de texto.
Na frase "Maurilo, eu acho você melhor escritor do que redator", a intenção da criatura foi:
a) criticar o Maurilo como redator;
b) elogiar o Maurilo como escritor;
c) ambas as respostas acima.

Sim, eu sou uma pessoa em certa medida insegura, que precisa de elogios, então fiquei pensando que a frase poderia significar "você é um puta redator, mas como escritor, é genial, um novo Goethe".

Achei pouco provável e comecei a imaginar que talvez fosse "cara, você é bem fraquinho como redator, porque você não larga isso e continua com esses continhos seus? Vai que dá uns trocados".

Essa opção me pareceu mais provável, mas como eu tava tonto, resolvi dormir sem pensar mais no assunto e postar aqui hoje só pra encher o saco do Menino Monstro. Ele que se explique depois.




Direto na têmpora: Mother's Little Helper - Rolling Stones

sexta-feira, setembro 28, 2007

Baile

Ele sentado à mesa, bebericando um whiskey e remoendo o incômodo do terno novo, repara na moça de azul que dança alguns metros à frente. A gravata amarela e o cabelo engomado lhe dão confiança (o whiskey também, por supuesto) e Jorge, de pé, convida outra garota.

Sem desviar os olhos da moça de azul, Jorge conduz sua dama pelo salão. Rodopia desajeitado e, embriagado, sorri exageradamente, imita um galã qualquer do cinema francês.

A garota com quem Jorge dança ostenta um olhar aborrecido, engole um bocejo e observa a decoração que começa a ruir. Seu nome é Marina e essa foi a sua última dança, chata e sem graça como o casamento de anos que viveriam depois. A gravidez no estacionamento do baile, Jorge com o mesmo terno no dia da cerimônia e o indissolúvel se fez. A moça de azul ainda a rodopiar, numa lembrança dia a dia mais nítida.




Direto na Têmpora - Monkey Man - The Specials

Baile 2

Ela de azul, dançando no centro do salão, repara o rapaz de gravata amarela, cabelo engomado e talvez meio tonto que não pára de observá-la. Trocam olhares, mas ela rodopia feliz, solta.

Percebe quando o rapaz chama outra moça para dançar e não se importa, só pensa no que a cartomante disse: “vais encontrar o amor da sua vida na rua, ao acaso, e é alguém que já conheces, mas não quem estás pensando”. Sorri outra vez e gira, fazendo do azul do vestido um raro furta-cor.

Já se esqueceu quem era o seu par no baile, mas ali com seu marido e sua filha na porta do cinema, tem a quase certeza de que a cartomante estava certa. Aperta a mão do homem moreno ao seu lado, encosta a cabeça em seu peito e sorri, sem notar um certo rapaz de olhar vencido à sua frente na fila. Um dia ele usou uma gravata amarela, ela um dia vestiu um vestido azul e isso já não quer dizer nada.




Direto na têmpora: Ciúmes - Ultraje a Rigor

quinta-feira, setembro 27, 2007

Mamona

Como os tempos mudam. Estou fazendo um trabalho sobre biodiesel onde a mamona é cantada em verso e prosa por suas qualidades. Pois na minha época a mamona possuía uma única e importante função: armamento pesado.

Fosse na tradicional guerra de mamonas, como principal ítem bélico, ou como instrumento de torturas para descobrir a localização da bandeira da equipe adversária (crianças, procurem na Barsa ou na Delta Larousse o verbete "pique-bandeira"), a mamona representava para nós o mesmo que as baionetas para os exércitos da Primeira Guerra Mundial.

Hoje, aquela bolotinha verde aparentemente inútil é uma das potenciais responsáveis pela salvação do planeta e eu aqui, fazendo anúncio pra ela.

Superado por uma mamona, eita destino cruel.




Direto na têmpora: A pulga - Bebel

Repostagem

Revendo meus posts antigos achei um poeminha que fiz pra Sophia e que coloquei aqui faz um ano. Como quase ninguém lia e muito menos gente comentava, coloco de novo. Até porque, continua bonitinho.

Cachinhos
A minha Sophia tem lindos cachinhos que a mãe, carinhosa, teima em domar
Redobra os cuidados, prepara a criança e com zelo de fêmea põe-se a tentar
Mas minha Sophia é da vaidade o antes
Toma-lhe a escova, morde, balança as perninhas e é feliz assim, só de estar
Só de ser
Quando não olham, roubo a minha Sophia um segundo
encosto em meu peito seu ninho e acarinho,
com dedos e dengos,
refazendo cada cachinho
.




Direto na têmpora: Lord is it mine - Supertramp

quarta-feira, setembro 26, 2007

Ciclones, Menudos, Tremendos

Os Menudos foram um fenômeno mundial de vendas. Uma boy band latina de onde saiu o Ricky Martin e através da qual as garotas oitentistas viveram seus primeiros surtos histéricos.

Mas por incrível que pareça, o pior dos Menudos não eram os Menudos, e sim os clones que eles geraram. Coisas estranhas como Ciclone (brasileiro) e Tremendo (argentino) que assombraram milhões de pessoas com um mínimo senso estético e musical e que hoje, felizmente, não passam de grotescos vídeos na internet.


Os filhos brasileiros dos Menudos


E seus hermanos argentinos




Direto na têmpora: Forever and a day - The Offspring

terça-feira, setembro 25, 2007

Sem tempo

Sem tempo para respirar (e muito menos para postar), me lembrei de uma historinha rápida e corri pra cá.

O primo de um amigo meu com seus 8 anos disputava uma final de judô, ainda faixa azul, na Usipa. Na torcida, antes do início da disputa, a família inteira incentivava: "Pra cima dele, Angelito. Dá nele, Angelito. Vai com tudo, Angelito."

O juiz dá o sinal, os lutadores se cumprimentam e Angelito, já no primeiro movimento dá um soco na cara do moleque que cai como um saco de batatas. Ainda horrorizada com a cena, a família vê Angelito de frente pra eles, vibrando como um verdadeiro campeão.




Direto na têmpora: 53rd and 3rd - Ramones

segunda-feira, setembro 24, 2007

Scars

Juro que esse é o último Robert "Red" Walton que eu posto aqui. Desculpem e lá vai bomba, com direito a tradução porca.

"Lend me one of your scars so I can figure out what living is all about. In this cozy nest of mine, the air is much purer, the sun is much brighter, the kisses are free and this just ain’t life. This just ain’t true. This just ain’t me.

Lend me one of your scars, maybe the biggest of all, so I can bleed in some way and finally open my eyes. And if there’s nothing new to see, so sorry, so be it. That’s life and that’s true and that’s me.

So lend me one of your scars, one of your broken dreams, one of your torned and ripped toys, ‘cause I’d rather be in harm’s way than to live another day like this."



"Empreste-me uma de suas cicatrizes para que eu possa descobrir o que significa viver. Nesse meu ninho confortável o ar é mais puro, o sol é mais brilhante, os beijos são de graça e isso simplesmente não é a vida. Simplesmente não é verdadeiro. Simplesmente não sou eu.

Empreste-me uma de suas cicatrizes, talvez a maior de todas, para que eu possa sangrar de algum jeito e finalmente abrir meus olhos. E se não houver nada novo para ver, sinto muito, que seja assim. Essa é a vida e isso é verdadeiro e esse sou eu.

Então me empreste uma de suas cicatrizes, um de seus sonhos partidos, um de seus brinquedos destruídos, porque eu prefiro estar em perigo do que viver mais um dia sequer assim."





Direto na têmpora: Lagartija Nick - Bauhaus

sexta-feira, setembro 21, 2007

My favorite things

Nunca fui um grande fã do filme A Noviça Rebelde, mas a música My Favorite Things sempre foi uma das que mais gostei. Tem versões maravilhosas com a Sarah Vaughan, John Coltrane e muito mais. O grupo de jazz tocou a canção na festa do meu casamento em homenagem aos noivos e por aí vai.

Hoje recebi um comercial da Skoda muito bacana com ela de trilha e resolvi procurar no Youtube a maravilhosa cena do "Dançando no Escuro" com Björk cantando à capela. Achei e estou postando os dois. Pensando bem, como eu sou bonzinho, vai o Coltrane também. Divirtam-se.


O filme da Skoda.




A Björk no Dançando no Escuro.




John Coltrane e a mais genial versão do clássico.




Direto na têmpora: My favorite things - Sarah Vaughan

quinta-feira, setembro 20, 2007

Falando de anos 80

O Juquinha (Dr. Bernardo José) me passou e eu achei perfeito. Óiaí.









Direto na têmpora: Femme Fatale - The Velvet Underground

O mullet ainda vive

Tenho visto nas ruas a campanha de 30 anos da Corpore. Não vou aqui criticar o material, mas o que me intrigou foi o modelo: um caboclo fortinho (ok), sem a camisa(vá lá) e com estranhíssimos mullets (!!). Sim, mullets discretos, porém inequívocos adornam o rapaz e dão ao material um tom oitentista que chega a ser impressionante.

Se a moda volta oficialmente serei o primeiro a recuperar os mullets que usava em 86, mesmo sob o risco de me tornar um cabireca de primeira linha. Yeah, dude, mullets rule!


Não é o modelo da campanha Corpore 30 anos, mas bem que poderia.




Direto na têmpora: Hunger Strike - Temple of the Dog

Versinho impossível

Poeminha que fiz para a Fernanda já faz tempo e que transformei inclusive em uma almofadinha (travesseirinho) bordado. Reli no quarto esses dias, achei bonitinho e resolvi postar.

Amar-te em versos
Doce impossibilidade
Em qualquer língua que não rime
“para sempre” e “felicidade”



PS - Descobri que tenho uma leitora-mirim muito especial: a pequena socialite e modelo de Mona Lisa, Helena. A mãe já me recomendou que modere minha linguagem e que não faça mais um jornalismozinho marrom como aquele que cometi no post High Scandal Musical. Juro que vou tentar. Ah, se você lê o blog mesmo, Heleninha, beijo pra você e pra sua irmã Mariana, viu?




Direto na têmpora: Autumn Leaves - Nat King Cole

quarta-feira, setembro 19, 2007

Primeiro capítulo de algo

Em Portugal existe ainda um lugarzinho chamado Liras de Sintra. Um olho salgado de mar, outro que espia certas uvas raras que dão bons vinhos e se encarapitam em bruscas encostas. Liras de Sintra é daqueles sítios onde se vive como se fez o viver em épocas dos livros de histórias: fala-se muito sobre o alheio, pesca-se sardinhas a modas já esquecidas, colhe-se a oliveira e embriaga-se do próprio vinho (ou numa hipótese melhor, do vinho de um vizinho mais desprendido).

Azulejada de uns tantos azuis de um escuro sóbrio, Liras se amorena no topo das casas. Uma olaria à chegada dali ocupa-se em produzir telhas de um vermelho acanelado, com algo de índias e especiarias. Obram para si próprios e, ao fim de curtos períodos, reúnem-se todos para remoçar os telhados e avivar os primeiros encontros que se tenham com desconhecidos ou velhos conhecidos. Não é único o relato que credita a esse particular o cheiro de barro fresco que amaina sedes de quem por ali pisa.

Quando os mouros estiveram em Liras de Sintra deixaram uma mesquita muito branca, onde após convertidos todos de uma só vez em milagre famoso e cantado aos ventos, criaram o hábito de celebrar as missas cristãs em latim e árabe. Alguns lugarejos vizinhos, tomados de soberba e malícia, passaram a chamar os de Liras de “mouros em terços”, alcunha injusta e impudica que o povo local firmemente rejeita.

E assim vive-se por ali, à margem do que nos convém chamar tempo. E assim pode-se encontrar, em modesta e firme casa à subida da Ladeira das Dores, João de Torres Madeira, alfaiate e um seu criado, disponha. De ternos de linho, coletes de lã e redes de pesca fazia-se o grosso ofício de João Madeira. Trazia nas agulhas não o gênio de cortes e estilos, mas o preciso saber de como é o vestir em Liras de Sintra.




Direto na têmpora: O sol - Bonsucesso Samba Clube

Fasceíte Plantar



Meu pé esquerdo tá assim, igualzinho à ilustração acima. É fasceíte plantar e esporão calcâneo para incomodar bastante. O resultado é que eu, que já era ruim da cabeça, acabei ficando doente do pé, mesmo gostando de samba.




Direto na têmpora: Satisfy my soul - Bob Marley

Rogério Fernandes

Amiguinhos, a festa foi bacana, a linha de produtos do cara ficou sensacional e o site (linkado ao lado) tá show de bola.



Sábado tem bazar no Café com Letras (olha o flyer aí) com bons descontos para a família inteira, mas você pode também acessar o site e comprar os copinhos de cachaça com roteirinho meu. Como não tenho fotos dos copinhos com caixinha e tudo, vai aí só a ilustração.








Direto na têmpora: Goodbye yellow brick road - Elton John

terça-feira, setembro 18, 2007

Arquivo morto

Maki Sangawa desenterrou essa foto de 2000, na festa do 1o Anuário do CCPMG. O evento foi no Ouro Minas e só faltou aí o bigodudinho do Pedrolli. Abaixo da foto, a escalação.



Ao fundo: o cambojano Maki e sua Raquel, a dona do lote Fernanda e eu.

Na fila do meio: o Menino Monstro (em versão Básica) e a antiga Bia, Danilão e a atual mulher do Tião do autoforno 3 da Acesita, Virgínia e o bom Oliva (ou parte dele).

Em primeiro plano: Robson Ebaid em um dia bom e Claudão chegando de menesguei.





Contribuição do Don Oliva. No Pedacinhos do Céu com a ilustre presença do Fabíola em primeiro plano.




Direto na têmpora: Cero Problema - Congreso