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segunda-feira, agosto 08, 2011

To do list

Uma ONG britância sugeriu cinco atitudes que os pais devem tomar para melhorar o desenvolvimento e a mobilidade social dos filhos. A lista é essa aí:

- Leia para seu filho por 15 minutos.
- Brinque com ele no chão por 10 minutos.
- Converse com seu filho por 20 minutos com a TV desligada.
- Adote atitudes positivas em relação ao seu filho e o elogie com frequência.
- Dê ao seu filho uma dieta que ajude seu desenvolvimento.

Antes de mais nada fiquei muito feliz em ver que nós aplicamos razoavelmente bem a lista de tarefas lá em casa.

Depois fui pensar em como meus pais fizeram praticamente tudo isso durante anos sem precisar de listas ou recomendações de ONG. Sei lá, acho que a gente anda complicando demais a vida, sabe?




Direto na têmpora: Monopoly on sorrow - Suicidal Tendencies

terça-feira, maio 31, 2011

Revisionismo 2

O ser humano erra muito. Faz bobagem, vive épocas de absurdos grandiosos, dá mostras de ser irrecuperável como espécie.

Até aí tudo bem, nós conseguimos ser falíveis, vergonhosos, estúpidos e ainda assim evoluímos em certos aspectos e alcançamos coisas bem legais.

Ainda assim, não dá pra negar que houve o holocausto há menos de 3 quartos de século e varrer o horror pra debaixo do tapete. Não dá pra ignorar que um dos maiores escritores brasileiros era bastante racista e que naquela época o racismo era aceito como fato. Também não dá pra achar que Collor foi presidente, hoje é senador e que nada aconteceu no meio do caminho.

Nosso pai Sarney, o onipresente, duradouro e inoxidável acha que o impeachment de collor foi um fato menor na nossa história. Um pezinho de página que só os velhos resmungões leem.

Daqui a pouco, alguém vai dizer o mesmo sobre a ditadura.

A importância do fato não pode ser relativizada. Não dá pra esconder o ocorrido, mudar o texto, limpar o sangue da calçada e fingir que está tudo bem. Isso é revisionismo. Isso é ocultação de cadáver. Isso é cuspir na cara da história e de quem viveu uma época.

Só o tempo vai dizer qual o real tamanho de um fato. Não cabe a nós decidir o que é significativo ou pertinente para jovens e crianças que recebem apenas uma versão dos fatos.

Dane-se essa mania idiota de limpeza. Que se debata o holocausto em toda a sua estupidez para que ele não ocorra de novo. Que se mantenha o texto e se questione o autor sem macular a obra. Que saibamos quem foi Fernando Collor e qual o seu real papel para o amadurecimento da democracia brasileira.

E, principalmente, que Sarney não seja o escriba oficial da nossa história.




Direto na têmpora: Little miss can't be wrong - Spin Doctors

segunda-feira, maio 02, 2011

Teorias da Conspiração

Mal Osama Bin Laden foi declarado morto e começaram as teorias conspiratórias dizendo que sem fotos do corpo, filmagens, etc tudo não passa de uma grande farsa.

Claro que todos nós sabemos que mentir sobre um fato não seria algo exatamente raro na história do Governo Americano (procure no Google: "Bush" e "weapons of mass destruction"), mas me parece um risco tolo a se correr apenas por um impulso na popularidade.

Vamos supor que seja tudo mentira. Obama ganha popularidade, fica favoritíssimo à reeleição e começam a pipocar vídeos de Osama segurando jornais do dia na mão, dizendo que tudo não passa de mentira dos porcos imperialistas e que o povo americano vai sofrer as consquências.

Duvido muito que o governo dos EUA fosse encarar um risco assim. E, acredite, se Bin Laden está livre e vivo, ele não vai deixar uma mentirinha tola assim passar em branco.

Por isso, por mais que ache que teorias conspiratórias dão bons filmes, prefiro passar o ônus da prova ao falecido (ou não) Osama. Se estiver vivo, apareça e acabe com mais uma grande mentira patrocinada pelo poder dos EUA. Se morreu, aproveite as virgens.

Eu, na minha modesta opinião terceiro mundista (inocência?), duvido que alguém se arriscaria a um blefe desse tamanho, com tantas chances de dar errado e que coloca tanta coisa em risco.




Direto na têmpora: Metal heart - Cat Power

quarta-feira, abril 07, 2010

24 horas pra acabar com a corrupção?

Eu sou totalmente a favor do projeto Ficha Limpa.

Eu também sou a favor de se fazer pressão nos políticos para aprovarem o projeto, mesmo achando que não vai dar em nada.

Eu inclusive assinei a petição online até mesmo por considerar um dever cívico.

Agora, tem uma coisa com a qual eu não concordo absolutamente: a chamada "24 horas para acabar com a corrupção".

Nada está mais longe da verdade do que este título que se repete no site e nas convocações via Twitter e Facebook. O Projeto Ficha Limpa indica suspeitos, orienta suas escolhas e auxilia no destaque aos mais honestos, mas não vai acabar com a corrupção.

O fim da corrupção passa pela condenação de quem está sendo processado, pela não conivência dos governos com os "erros" de seus partidários, por uma oposição séria e não "eleitoreira", por pessoas que não se movimentem apenas para assinar uma petição e pela renovação do tipo de político que temos como regra no País.

Na minha visão esse é um quadro que não irá se transformar e a corrupção continuará sendo a tônica. Sou a favor do projeto Ficha Limpa como instrumento de informação, mas não tenho ilusões sobre suas características supostamente milagrosas.

Peçam meu apoio sim, mas por favor não utilizem uma falácia publicitaresca de "24 horas para acabar com a corrupção" para me convencer. Além de quase me fazer questionar a seriedade do projeto, esse tipo de coisa só faz avivar o velho resmungão que eu sou.

E ninguém quer que isso aconteça.




Direto na têmpora: 5 minutes alone - Pantera

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Bolão

Vou dar um chute aqui e dizer que 99% das lotéricas espalhadas pelo Brasil oferecem aos seus clientes a participação em um Bolão da Megasena organizado pela própria casa.

Vou dar outro chute aqui e imaginar que a Caixa Econômica Federal tenha um contato, mesmo que diminuto, com essas casas lotéricas e já tenha pelo menos escutado falar desta prática.

É por isso que me soa a falso puritanismo a Caixa Econômica Federal proibir os bolões. É como os políticos que condenam o caixa 2 em campanha política tendo acabado de usar do expediente para serem eleitos.

Enquanto dava (muito) dinheiro e nenhum problema, a Caixa fechava os olhos para o fato dos bolões poderem significar confusão. Agora, a mesma CEF age como se eles fossem a representação maior de tudo o que há errado no mundo.

E os caras que ganharam e não levaram que se ferrem correndo atrás do que é direito deles na Justiça.




Direto na têmpora: No controles - Cafe Tacuba

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Pro inferno

Pat Robertson é um imbecil. Ele também é advogado, pastor pentecostal e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, mas nada disso tem importância diante do fato de que ele é um gigantesco imbecil.

Para Pat Robertson, o Haiti fez um pacto com o diabo para escapar do jugo francês e é por isso que, há 200 anos, as pessoas daquele país estão condenadas a sofrer e a viver em meio à miséria.

Os 100 mil mortos do último terremoto, por exemplo, estão apenas pagando o preço por um pacto com o diabo feito por seus ancestrais. Se alguns voluntários morreram também, são apenas uma casualidade mínima, um bônus para o cramulhão.

Pat Robertson acredita ainda que a República Dominicana tem seus resorts e uma economia melhor do que o Haiti, mesmo as duas dividindo uma única ilha, porque não fez o tal pacto. Logicamente, o grande imbecil acha que o fato dos dois vizinhos terem sido colonizados por países diferentes não tem nada a ver com o peixe.

No discurso de Pat Robertson não há espaço para o respeito à dor, solidariedade ou mesmo perdão. Naquela mente mesquinha e limitada, cabe apenas a punição por uma suposta escolha de uma população inteira há mais de dois séculos.

Como eu disse, Pat Robertson é um imbecil dos grandes. E é bom saber que ele acredita no inferno, porque se tal lugar realmente existe, o lugarzinho dele está bem guardado por lá.




Pat Robertson mostrando a uma repórter porque faz parte da escória humana.




Direto na têmpora: You Mean Nothing To Me - Jay Reatard

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Os próximos 10 anos

O jornal The Philadelphia Inquirer fez uma pesquisa com crianças abaixo de 13 anos para saber como seriam os próximos 10 anos.

Eu colei abaixo os meus favoritos, mas para ver a lista completa clique aqui.



I think there will be a robot who will be able to clean my room, brush my teeth, tuck me in at night, read me stories, and find a soft place for me to sit.
Sarah Carr, 4
Plymouth Meeting


People will be friendlier because they can talk to each other on more than one phone.
Morgen Zighelboim, 5
Huntingdon Valley


I think all of the animals will be dead in 10 years because America is polluting too much. People who aren't married won't have dogs, cats, fish, or any other type of house animal.
Lexi Schommer, 8
Penn Valley


I think in 10 years there will be a device that makes monkeys talk to you in English. It will be the next big hit in the U.S.
Justin Nachman, 8
Wynnewood


In 10 years you will see monkeys wearing dresses and being maids.

Jamila Rumph, 9
Ardmore


Robots will take over the world. They will have lasers.
Jacob Eiseman, 9
Penn Valley


We will have a trombone case that has wheels, so I don't have to carry it all the time.
Jonny Ford, 12
Malvern




Direto na têmpora: Velvet snow - Kings of Leon

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Justiça

Luciano Farah está nas ruas. Para quem não se lembra, Luciano Farah foi aquele empresário dono da Rede West de postos de gasolina que adulterava combustíveis e, sentindo-se perseguido pelo promotor Francisco Lins do Rêgo, fez o que qualquer cidadão racional faria e mandou matar o cabra.

Além disso, Farah matou também, na mesma época, um rapaz que assaltou um de seus postos, o que não deveria surpreender ninguém. Para Farah, grana é um negócio muito mais importante do que a vida.

Fosse Farah um pé de chinelo e provavelmente a pena de 21 anos seria cumprida na íntegra, sendo ele quem é, está nas ruas beneficiado pela progressão de pena. As duas pessoas que Farah orientou a cometerem o homicídio, por exemplo, continuam cumprindo pena em regime fechado.

Nada contra o regime semi-aberto, que é um importante instrumento de reintegração do presidiário à sociedade. Também não acho que Farah represente risco ao cidadão comum, a não ser é claro que você tenha qualquer tipo de interferência sobre os negócios dele.

Ainda assim não estou convencido de que tenha sido uma decisão justa, até porque existe uma diferença enorme entre o que é legalmente correto e o que é justo. Luciano Farah se junta aos filhos de empresário que atropelam famílias de trabalhadores e vão estudar no exterior, aos playboys que queimam índios e tomam cerveja nos botecos durante o regime semi-aberto.

Em casos como estes, a "leveza" da justiça não educa, não é humana, não redime. O que ela faz é ensinar que o preço de uma vida varia e, se bem negociado, pode sair muito baratinho.

Como já disse, para Farah, grana é um negócio muito mais importante do que a vida. E a justiça brasileira vem dando pinta de que concorda com ele.




Direto na têmpora: Sex Bomb - Tom Jones

quarta-feira, outubro 07, 2009

Flanelinhas na mira

Eu sou um velho resmungão e eu odeio flanelinhas. Quando um flanelinha argumenta que está trabalhando e tentando ganhar seu dinheiro honestamente ele esquece que "extorsão" não é exatamente uma prática recoberta de lisura.

Flanelinhas utilizam a ameaça velada (e às vezes nem tão velada assim) para ganhar o seu dinheiro e, para mim, qualquer um que utilize o medo do outro a seu favor não merece crédito ou respeito.

Existem flanelinhas gente boa? Sim, da mesma forma que não é raro ver sequestrados elogiando o sequestrador gente boa. Colocando o crime e a violência de lado, a vítima pode até mesmo chegar a considerá-los como amigos.

Isso é resultado do excesso de carros, da ausência de estacionamentos, do Faixa Azul, do desemprego, do mau planejamento da cidade? Não sei, só sei que a coisa saiu de controle e piora a cada dia.

Agora, lendo a manchete no jornal que diz que a PM está combatendo os flanelinhas, não consigo acreditar que algo vá mudar (eu sou um velho resmungão, não se esqueça). Talvez os flanelinhas tenham vindo para ficar, assim como os despachantes de passaporte, que também utilizam a ineficiência ou precariedade de uma situação para "arranjar as coisas mais rapidinho".

Enfim, eu torço por um mundo sem flanelinhas, assim como eu torço por um mundo sem exame de próstata, mas acho sinceramente que nenhum dos dois vai se tornar realidade. Pelo menos não enquanto eu estiver vivo.




Direto na têmpora: She Don't Use Jelly - The Flaming Lips

terça-feira, setembro 22, 2009

Mudando de profissão

Amigos, cheguei a um ponto da vida em que descobri a medida exata da minha incompetência. Sendo assim, vou abandonar a propaganda, o bloguismo e a literatura para escrever títulos de matérias policiais para o jornal Meia Hora. Deus me dê talento.







Direto na têmpora: Both hands - Ani DiFranco

quarta-feira, setembro 02, 2009

Namorando

Eu não posso dizer que fui um cara namorador, mas tive lá a minha quota. Algumas vezes, admito, fui mau caráter, mas nunca cheguei ao ponto de Terrance Dejuan McCoy, de 23 anos.

Ele marcou o encontro com a gatinha e depois os dois saíram no carro dela para um restaurante. Comeram, conversaram, se divertiram e, na hora da conta, ele lembrou-se de que tinha esquecido a carteira no carro da garota.

Pediu a chave, deu o cano na conta, roubou o carro e sumiu, deixando a mulher sozinha na mesa. Isso, senhoras e senhores, é um vagabundo.

Leia a notícia na íntegra aqui.




Direto na têmpora: Fever - Elvis Presley

sexta-feira, julho 10, 2009

Racismo no clube

Li nessa matéria que um clube americano, pertinho de Pensilvânia, proibiu crianças negras e latinas de utilizarem a piscina.

As crianças faziam parte de um daqueles "Camps" americanos e a mensalidade para o grupo vinha sendo paga há um bom tempo.

A notícia é, em si, absurda e mostra de que o mundo pode ser mesmo mesmo apenas mais um dos círculos do inferno, mas o que me chocou de verdade foi o garotinho de 7 anos que perguntou a uma das responsáveis pela turma:

- "Eu sou negro demais pra entrar na piscina?"




Direto na têmpora: I was born (a unicorn) - The Unicorns

quinta-feira, junho 18, 2009

Preso no salão

Esse lance saiu no Buzzfeed e eu precisei dividir com vocês.

O traficante estava dando um trato na cabela, curtindo aquele papo animado de barbeiro quando dois rapazes de jeito suspeito surgiram na porta. Ele, todo solícito, convidou então os jovens para adentrarem o ambiente se estivessem interessados em adquirir crack.

O que o infeliz não sabia é que os dois rapazolas eram, na verdade, policiais disfarçados.

Foi assim que o pobre Marcus T. Bailey entrou em cana e, pior, não conseguiu completar seu hairstyle. Uma lástima.



Parece piada, mas é verdade. Tadinho do trafica.




Direto na têmpora: Time left for love - Shout Out Louds

segunda-feira, maio 18, 2009

Xixi na pia

Está circulando faz um tempinho a campanha Xixi no Banho, que mostra as vantagens de se fazer xixi no banho para economizar água e salvar o planeta. Se você ainda não conhece mais esse trabalho bacana da Fundação SOS Mata Atlântica, clique aqui.

Na esteira da iniciativa, fizeram também o divertidíssimo blog do Cocô no Banho. Vale conferir.

Daí que eu me pus a pensar e lembrei de um amigo que, em nossos encontros semanais na Parrilla do Mercado, adquiriu o hábito de fazer xixi na pia. Era uma tradição daqueles encontros que ele levava muito a sério, mas que não passava de molecagem de quem não tem nada na cabeça.

Isso, é claro, naquela época, porque se fosse hoje ele estaria politicamente corretíssimo. Banho é só uma ou duas vezes por dia, enquanto que as idas ao banheiro são várias. Pra que gastar água dando descarga e depois lavando as mãos se você pode tranquilamente urinar na pia e abrir a torneira uma única vez?

Eu sei que para as mulheres seria mais difícil, mas pra nós homens não tem desculpa: em nome do planeta, urinemos todos nas pias de nossos escritórios, lares e locais favoritos. O grande lance é tomar cuidado pra direcionar o jato apenas para a louça, afinal, não somos bárbaros.

Ninguém vai poder dizer que somos nojentos, apenas que amamos e respeitamos muito a natureza. E se a SOS Mata Atlântica encampar essa iniciativa, quem sabe rola até um sitezinho campeão pra levar a gente a uma disputa de leão em Cannes?




Direto na têmpora: I still remember - Bloc Party

quinta-feira, abril 23, 2009

Opinião e dever são coisas diferentes

Um conhecido meu extremamente religioso fez, há muito anos, um comentário do qual nunca me esqueci: "você pode discordar da igreja católica no que diz respeito ao assunto 'x'. É direito seu. Você pode discordar disso, mesmo sendo católico e aí começar em sua paróquia, em sua comunidade uma discussão que leve à mudança do assunto 'x'. O que você não pode é ignorar a determinação da igreja sobre o assunto 'x' e fazer o que bem entender. Ninguém obrigado a seguir esta ou aquela religião, mas se você escolheu, assuma."

Sei que religião é um assunto espinhoso, assim como o são política, ética, futebol, sexo, moral, enfim, uma penca de coisas. Mas esse foi um dos raciocínios mais lúcidos que já vi e que serve para praticamente tudo.

Na verdade, ia entrar aqui em um raciocínio longo, cheio de pontos importantes e conceitos polêmicos, por isso não seguirei adiante. Só acho que a discussão entre os juízes Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes só virou notícia porque foi barraqueira, com ofensas pessoais. O cerne da questão será esquecido em minutos, porque ninguém quer uma análise profunda, um estudo detalhado, uma informação que faça pensar.

Nós queremos (eu também) o dado fácil e curto, mastigado. A gente quer pão, circo e receber no fim do mês. Se rolar uma cervejinha, um cinema e sexo no meio do caminho, tá ótimo.

Mas também esse chiliquezinho pode ser só porque eu estou lendo 1984, do Orwell. Pode ser, quem sabe? Melhor não pensar.


PS1: gosto de discutir política com quem tem um ponto de vista diferente, mas é coerente. A gente se exalta, mas não se esfalfa. Boa, Joca.

PS2: para quem não leu nos comments, a resposta do joguinho do post anterior é: Sharon Stone, Al Pacino, Leonardo Di Caprio, John Herbert e Lima Duarte.




Direto na têmpora: Lloyd, I'm Ready to Be Heartbroken - Camera Obscura

quarta-feira, abril 22, 2009

Framboesa

Em uma enorme nuvem de poeira, no centro da Via Láctea, astrônomos procuravam aminoácidos, mas encontraram apenas ethyl formate, a substância química responável pelo sabor das framboesas. Mais informações sobre a notícia aqui.

Não é ficção e, para mim, isso acaba de devolver toda a poesia ao universo: a Via Láctea pode ter gosto de framboesas.




Direto na têmpora: Sweet - Tullycraft

sexta-feira, março 27, 2009

Goonies!

Você lembra dos Goonies? Pois é, olha a patota toda crescida, incluindo o Josh Brolin que eu nem lembrava que estava no filme. Achei aqui no Buzzfeed, pra variar.



Faltou o Sloth, que morreu, tadim.




Direto na têmpora: Lost in Boston - The Walkmen

Xuxa esse duende aí

Nem quando menino eu era fã da Xuxa. Nunca fui, nunca gostei da lira, nunca suportei. Aliás, mentira, gostei da Xuxa quando ela saiu na Playboy em 82 e quando apareceu no filme Amor Estranho Amor. Mesmo nessa época, já preferia bastante a Magda Cotrofe, Simone Carvalho e, é claro, a Luiza Brunet.

Para a minha sorte Sophia não conhece a loira e, se Deus permitir, nunca vai conhecer.

Por que então estou falando da criatura? Por causa de uma entrevista em que a pioienta afirma que "que dorme sem calcinha e que já viu um duende debaixo de sua cama, puxando o edredom".

O que faria um duende em uma grande capital brasileira e, mais especificamente, debaixo da cama da Xuxa? Por que ele puxou o edredom? Teria algo a ver com o fato de ela dormir sem calcinha? A Sasha é um cruzamento da Xuxa com um duende? Por que é que os malditos duendes não levam a Xuxa pra morar com eles na floresta e deixam o resto de nós em paz?

Enfim, faltou a Xuxa na lista de coisas que eu realmente odeio.




Direto na têmpora: Glad Girls - Guided by Voices

sexta-feira, março 20, 2009

Peidorreiro

O aluno Jonathon Locked Jr, 15 anos, foi suspenso de sua escola em Lakeland, Florida, por peidar repetida e intencionalmente em sala de aula, o que fazia os outros alunos rirem e causava dificuldades de respiração.

O pai do garoto achou a punição exagerada. Eu não. Uma pena adequada a este garoto evitaria que ele crescesse de maneira desregrada e que não fizesse nos banheiros por onde passasse ao longo de sua vida o que fazem na "casinha" aqui da agência.

Eu sei, eu sei, eu sou apenas um velho resmungão, mas comigo é na inhana, fazer o quê?


Veja aqui a notícia original na íntegra.




Direto na têmpora: Guyana Punch - Tullycraft

quinta-feira, março 12, 2009

Prisão muitíssimo especial

Está sendo votado (e até agora, aprovado) o projeto que acaba com o direito a prisão especial para aqueles que possuem curso superior completo.

Apesar de diretamente prejudicado pela mudança, já que tenho curso superior e uma enorme possibilidade de ser preso a qualquer momento, não me incomoda a decisão. Na verdade, nunca raciocinei se era um privilégio merecido e também agora não pensei direito sobre o tema.

Mas como tudo neste país, existe uma "pegadinha" por trás do projeto e você, como um cidadão brilhante, vai conseguir descobrir qual é. Vamos à pergunta de 20 milhões de rúpias.


No projeto que revoga o direito a prisão especial para aqueles que possuem curso superior completo, um certo setor manteve o privilégio. Qual seria ele?

A) Fãs do palhaço Bozo com mais de 90 kg.

B) Strippers com mais de 60 anos.

C) Toda a população da cidade de Ibirama.

D) Pequenos animais silvestres de índole amigável.

E) Ministros, governadores, senadores, deputados federais e estaduais; prefeitos e vereadores.


Se você respondeu "letra E", parabéns. Você é um otário como eu e sabe muito bem disso.




Direto na têmpora: Thirteen - Ben Kweller