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terça-feira, setembro 17, 2013
segunda-feira, novembro 19, 2012
Em algum ponto do caminho
Você já se sentiu genuinamente perdido?
Longe demais para voltar ao ponto de partida e cansado
demais para seguir até a chegada?
Você parado, inanimado, no ponto central de um caminho longo
que agora já não faz nenhum sentido.
Sem respeitar o que passou, sem acreditar no que virá.
Inerte, inepto, infértil.
Você já se sentiu assim?
E enquanto isso, o mundo gira sem promessas. Coisas,
pessoas, palavras, luzes e você cansado demais para olhar.
No entanto, muitas vezes basta um passo para que a vida esbarre
em você e indique um rumo que você não tinha visto.
Uma estrada com outros percalços e outras paisagens.
Um outro motivo para andar e descobrir que Cervantes estava
certo quando disse que “hasta la muerte, todo es vida”.
Direto na têmpora: Lesley Gore on the T.A.M.I. SHOW - Casiotone For The Painfully Alone
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quarta-feira, junho 06, 2012
A teoria do problema
Pode reclamar, pode xingar, pode querer se matar, pode querer dar porrada, pode chorar, pode fingir de morto, pode brigar, pode questionar, pode argumentar, pode explicar, pode detonar, pode fingir que nem liga, pode nem ligar, pode fazer o que você quiser, mas RESOLVA A PORRA DO PROBLEMA!
Direto na têmpora: Let me on out - The Raveonettes
Direto na têmpora: Let me on out - The Raveonettes
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terça-feira, junho 05, 2012
Radicais livres
Essa semana foi pródiga em topar com pessoas de raciocínio extremista sobre os mais diversos temas. Gente que não entende que você escolher uma coisa não faz com que ela seja perfeita e que não basta fechar os olhos para que os problemas daquilo que você defende sumam.
Gente, por exemplo, que acha absurdo quando uma ditadura censura um jornal, mas acha normal quando um líder de esquerda fecha uma tv. Pouco importa que os argumentos dos dois lados sejam exatamente iguais, a pessoa sempre usa dois pesos e duas medidas.
E isso tem acontecido recentemente não apenas com posições políticas, futebolísticas ou religiosas, mas até mesmo nos assuntos mais bestas. Não sei se as pessoas estão mais extremistas e indisponíveis para ouvir os outros ou se tem sido apenas um azar meu mesmo.
De qualquer forma, a única verdade absoluta é que o torresmo é feito por anjos cozinheiros em um castelo cercado por unicórnios e temperado com arco-íris. O resto sempre é discutível.
Direto na têmpora: Drive - Blind Melon
Gente, por exemplo, que acha absurdo quando uma ditadura censura um jornal, mas acha normal quando um líder de esquerda fecha uma tv. Pouco importa que os argumentos dos dois lados sejam exatamente iguais, a pessoa sempre usa dois pesos e duas medidas.
E isso tem acontecido recentemente não apenas com posições políticas, futebolísticas ou religiosas, mas até mesmo nos assuntos mais bestas. Não sei se as pessoas estão mais extremistas e indisponíveis para ouvir os outros ou se tem sido apenas um azar meu mesmo.
De qualquer forma, a única verdade absoluta é que o torresmo é feito por anjos cozinheiros em um castelo cercado por unicórnios e temperado com arco-íris. O resto sempre é discutível.
Direto na têmpora: Drive - Blind Melon
quinta-feira, maio 03, 2012
Pode acontecer
Pode acontecer, sem aviso ou motivo aparente, que tudo aquilo que nos separa se transforme precisamente naquilo que nos une.
E assim, entre perplexos e ausentes, sentimos que nossas verdades valem nada, que nossas certezas são risíveis, que é preciso entender que a mudança do outro corre paralela à nossa e que é infinita a chance de nos encontrarmos. Por infinitos motivos, em infinitos momentos.
Basta não olhar o passado, basta fazer parte do acaso, basta estar solto e leve como quem não espera. E aí o oceano que separa passa a ser a vasta água que conecta.
E ódio se esvai, líquido pelo ralo.
Direto na têmpora: Always new depths - Bloc Party
E assim, entre perplexos e ausentes, sentimos que nossas verdades valem nada, que nossas certezas são risíveis, que é preciso entender que a mudança do outro corre paralela à nossa e que é infinita a chance de nos encontrarmos. Por infinitos motivos, em infinitos momentos.
Basta não olhar o passado, basta fazer parte do acaso, basta estar solto e leve como quem não espera. E aí o oceano que separa passa a ser a vasta água que conecta.
E ódio se esvai, líquido pelo ralo.
Direto na têmpora: Always new depths - Bloc Party
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quarta-feira, abril 04, 2012
Inimigo meu
Inimigo meu, fiques tranquilo que não te desejo o pior em todos os dias e nem sequer uma morte dolorosa e lenta. Não sou desses, embora fale como esses.
A verdade, inimigo meu, é que tampouco te desejo sucesso, alegria e saúde. Apenas pensei em ti porque me faltava assunto para escrever e eu, que tanto já falei sobre a amizade, hoje tive um gosto de variar.
Mas se quase não penso em ti, o que desejo afinal? Uma saudável distância, a paz de jamais rever-te e a esperança de que o teu caminho, qualquer que seja, nada tenha que ver com o meu.
Pouco me importa o que te venha a suceder, inimigo meu, e assim é melhor.
De resto, mantenho o compromisso de viver, lutar, ser feliz e errar como sempre fiz, preferencialmente sem que tenhas absolutamente nada a ver com isso.
E a ti, nada além da vida que mereças.
Direto na têmpora: Walking with a ghost - The National Fanfare Of Kadebostany
A verdade, inimigo meu, é que tampouco te desejo sucesso, alegria e saúde. Apenas pensei em ti porque me faltava assunto para escrever e eu, que tanto já falei sobre a amizade, hoje tive um gosto de variar.
Mas se quase não penso em ti, o que desejo afinal? Uma saudável distância, a paz de jamais rever-te e a esperança de que o teu caminho, qualquer que seja, nada tenha que ver com o meu.
Pouco me importa o que te venha a suceder, inimigo meu, e assim é melhor.
De resto, mantenho o compromisso de viver, lutar, ser feliz e errar como sempre fiz, preferencialmente sem que tenhas absolutamente nada a ver com isso.
E a ti, nada além da vida que mereças.
Direto na têmpora: Walking with a ghost - The National Fanfare Of Kadebostany
quinta-feira, março 15, 2012
Sophia e as músicas
Às vezes quando estamos só eu e minha Sophia no carro eu coloco alguma música e percebo que ela ficou quieta. Olho para trás e percebo que ela está mirando o nada, ouvindo com algo além dos ouvidos.
A música acaba e ela, sem se mover diz apenas "de novo", com a voz mais ausente do mundo. E eu repito a canção enquanto ela sente aquilo como tudo deve ser sentido.
E nessas horas eu sinto que alguém no mundo me entende. E amo que eu e a minha Sophia tenhamos coisas em comum como uma música qualquer para amar.
A de hoje foi essa.
Direto na têmpora: Our lies - Rasputina
A música acaba e ela, sem se mover diz apenas "de novo", com a voz mais ausente do mundo. E eu repito a canção enquanto ela sente aquilo como tudo deve ser sentido.
E nessas horas eu sinto que alguém no mundo me entende. E amo que eu e a minha Sophia tenhamos coisas em comum como uma música qualquer para amar.
A de hoje foi essa.
Direto na têmpora: Our lies - Rasputina
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Oi, obrigado, por favor, tchau
Minha Sophia começou com timidezas ao encontrar pessoas novas. Normal, mas foi aí que eu expliquei a ela o seguinte: "você não precisa ser simpática, você não precisa conversar, você não precisa fazer gracinhas, mas educada você precisa ser."
A partir daí Sophia sempre diz oi, tchau, obrigado e por favor. É o mínimo que se espera de alguém preparado para respeitar e merecer o respeito dos outros.
Ah, mas Sophia tem só 6 anos e essas coisas não são tão importantes assim nessa idade, né? Mas são. Educação é coisa que se aprende de pequeno e que se leva para sempre.
Por isso eu não consigo respeitar quem entra em uma sala e não dá bom dia, quem interrompe uma conversa e não pede licença ou desculpas. Eu simplesmente tenho vergonha de pessoas que convivem com você, mas não acham importante dizer "olá", "tudo bom" ou qualquer coisa assim.
Pra mim é o tipo de gente que olha tanto para o próprio umbigo que sequer percebe que são seres humanos aqueles que estão à sua volta. E se a falta de educação é hierarquizada, pior. Sabe aqueles que cumprimentam o chefe e não olham na cara do vizinho de sala? Pois é.
O que essas pessoas não percebem é que agir assim é como tatuar "babaca" na própria testa.
O gesto de ignorar os outros vira parte de quem a pessoa é: "o cara é muito competente, mas notem, é um babaca" ou "a menina é talentosa demais, mas nunca vi tão babaca". Se você convive com gente assim, seja no clube, no prédio, no trabalho ou na família, afaste-se.
Como eu sempre digo, um babaca por perto é tudo o que o seu dia precisa para ser uma merda.
Direto na têmpora: Hey - The Vines
A partir daí Sophia sempre diz oi, tchau, obrigado e por favor. É o mínimo que se espera de alguém preparado para respeitar e merecer o respeito dos outros.
Ah, mas Sophia tem só 6 anos e essas coisas não são tão importantes assim nessa idade, né? Mas são. Educação é coisa que se aprende de pequeno e que se leva para sempre.
Por isso eu não consigo respeitar quem entra em uma sala e não dá bom dia, quem interrompe uma conversa e não pede licença ou desculpas. Eu simplesmente tenho vergonha de pessoas que convivem com você, mas não acham importante dizer "olá", "tudo bom" ou qualquer coisa assim.
Pra mim é o tipo de gente que olha tanto para o próprio umbigo que sequer percebe que são seres humanos aqueles que estão à sua volta. E se a falta de educação é hierarquizada, pior. Sabe aqueles que cumprimentam o chefe e não olham na cara do vizinho de sala? Pois é.
O que essas pessoas não percebem é que agir assim é como tatuar "babaca" na própria testa.
O gesto de ignorar os outros vira parte de quem a pessoa é: "o cara é muito competente, mas notem, é um babaca" ou "a menina é talentosa demais, mas nunca vi tão babaca". Se você convive com gente assim, seja no clube, no prédio, no trabalho ou na família, afaste-se.
Como eu sempre digo, um babaca por perto é tudo o que o seu dia precisa para ser uma merda.
Direto na têmpora: Hey - The Vines
segunda-feira, novembro 21, 2011
Sophia conhece o Sujismundo
Se você tem uns 40 anos ou mais, pode ser que se lembre do Sujismundo, o personagem porcalhão que era a grande atração de uma campanha de informação sobre higiene e limpeza do Governo nos anos 70. Pois eu me lembro bem e adorava o personagem quando tinha meus 6 ou 7 anos.
Ontem, quando Sophia resistia ao banho noturno, me lembrei da figura e resolvi mostrar alguns filmezinhos da época pra ela (God save Youtube). Resultado? Tomou o banho na boa, foi dormir e acordou falando sobre como adorou as aventuras do Sujismundo, de seu filhinho e do Doutor Prevenildo.
Hoje eu tenho o compromisso de mostrar mais alguns e chego à conclusão de que certas coisas são realmente atemporais.
PS - Os vídeos usam a grafia "Sugismundo", mas a wikipedia e a maioria dos artigos prefere "Sujismundo", por isso adotei a segunda.
Direto na têmpora: Pride and joy - Marvin Gaye
Ontem, quando Sophia resistia ao banho noturno, me lembrei da figura e resolvi mostrar alguns filmezinhos da época pra ela (God save Youtube). Resultado? Tomou o banho na boa, foi dormir e acordou falando sobre como adorou as aventuras do Sujismundo, de seu filhinho e do Doutor Prevenildo.
Hoje eu tenho o compromisso de mostrar mais alguns e chego à conclusão de que certas coisas são realmente atemporais.
PS - Os vídeos usam a grafia "Sugismundo", mas a wikipedia e a maioria dos artigos prefere "Sujismundo", por isso adotei a segunda.
Direto na têmpora: Pride and joy - Marvin Gaye
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sexta-feira, novembro 11, 2011
Eu, Sophia, o Coelho da Páscoa e a lua
Eu e a minha Sophia sempre enxergamos a figura de um coelho na lua cheia. Ontem estávamos no carro e ela perguntou:
- Papai, onde o coelhinho da Páscoa mora?
- Hmmmmmm... não sei, Sosophie.
- Será que é o Coelhinho da Páscoa que fica lá na lua?
- Olha, filha, sabe que pode ser?
- Mas aí como é que ele vem trazer os ovinhos?
- Será que ele dá um pulão e chega aqui, Sosophie?
- Ou ele sente o cheio de chocolate e vem voando, né, pai?
- É... ou será que ele vem num foguete de cenoura?
- Ai, pai, você é muito engraçado... foguete de cenoura... aiai.
Direto na têmpora: Honey you know where to find me - Morrissey
- Papai, onde o coelhinho da Páscoa mora?
- Hmmmmmm... não sei, Sosophie.
- Será que é o Coelhinho da Páscoa que fica lá na lua?
- Olha, filha, sabe que pode ser?
- Mas aí como é que ele vem trazer os ovinhos?
- Será que ele dá um pulão e chega aqui, Sosophie?
- Ou ele sente o cheio de chocolate e vem voando, né, pai?
- É... ou será que ele vem num foguete de cenoura?
- Ai, pai, você é muito engraçado... foguete de cenoura... aiai.
Direto na têmpora: Honey you know where to find me - Morrissey
segunda-feira, novembro 07, 2011
Minha casa
Minha casa é mais de quatro paredes e cozinha e banheiros e salas e teto.
Minha casa é minha família, minha casa são minhas histórias e meu trabalho com pessoas que respeito, minha casa são minhas viagens com pessoas que eu amo, minha casa são meus projetos, meus desafios, meus erros, minha luta, meu riso.
Minha casa não é destino fixo com rua e número, é estado de espírito, é abraço ao alcance da mão, é não me sentir perdido.
Não sou eu que moro em minha casa, é minha casa que vive em mim, no sonho por fazer e no medo por enfrentar. É abrigo de sonhos.
O endereço da minha casa é onde quer que eu esteja, com tudo o que levo em mim.
Direto na têmpora: Femme Fatale - Beck
Minha casa é minha família, minha casa são minhas histórias e meu trabalho com pessoas que respeito, minha casa são minhas viagens com pessoas que eu amo, minha casa são meus projetos, meus desafios, meus erros, minha luta, meu riso.
Minha casa não é destino fixo com rua e número, é estado de espírito, é abraço ao alcance da mão, é não me sentir perdido.
Não sou eu que moro em minha casa, é minha casa que vive em mim, no sonho por fazer e no medo por enfrentar. É abrigo de sonhos.
O endereço da minha casa é onde quer que eu esteja, com tudo o que levo em mim.
Direto na têmpora: Femme Fatale - Beck
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quinta-feira, setembro 22, 2011
Fim
As coisas precisam ter fim. Eu não consigo seguir séries e novelas porque me falta paciência. Eu preciso que as coisas se resolvam logo.
Por isso eu gosto de seriados que começam e terminam em um único capítulo como Seinfeld. Por isso eu escrevo livros curtos. Por isso eu fico ansioso quando projetos se alongam demais.
Eu preciso que tudo tenha fim para que eu possa começar de novo coisas novas.
É assim na virada do ano. É assim ao terminar um job. Será assim em outubro quando saio de férias.
O Pastelzinho vai ficar descontinuado, o Boa Filhão e o Colega Aqui do Trabalho também (para quem não sabe, estes são dois projetos meus: um tumblr e um perfil de Facebook).
Mas em novembro eu volto e continuo. Porque eu preciso que as coisas tenham fim, mas adoro que elas tenham começos.
Direto na têmpora: Those damned blue collar tweekers - Primus
Por isso eu gosto de seriados que começam e terminam em um único capítulo como Seinfeld. Por isso eu escrevo livros curtos. Por isso eu fico ansioso quando projetos se alongam demais.
Eu preciso que tudo tenha fim para que eu possa começar de novo coisas novas.
É assim na virada do ano. É assim ao terminar um job. Será assim em outubro quando saio de férias.
O Pastelzinho vai ficar descontinuado, o Boa Filhão e o Colega Aqui do Trabalho também (para quem não sabe, estes são dois projetos meus: um tumblr e um perfil de Facebook).
Mas em novembro eu volto e continuo. Porque eu preciso que as coisas tenham fim, mas adoro que elas tenham começos.
Direto na têmpora: Those damned blue collar tweekers - Primus
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segunda-feira, setembro 19, 2011
Novos nomes
Na NBA muitos jogadores mudam de nome. Por exemplo:
Lew Alcindor > Kareem Abdul-Jabbar
Lloyd Bernard Free > World B. Free
Chris Jackson > Mahmoud Abdul-Rauf
Ron Artest > Metta World Peace
No caso de Abdul-Jabbar e Abdul-Rauf a decisão está ligada a uma mudanca de religião, mas nos outros dois casos não dá pra entender muito bem.
Não sei se é jogada publicitária, se é chapação do melão, só sei que é engraçado. Tá certo que entre os atores e até mesmo entre publicitários não é rara a utilização de pseudônimos, mas esses caras realmente trocaram de nome no registro e tudo mais.
Enfim, se eu fosse mudar meu nome, a decisão seria fácil.
Maurilo Andreas Gomes da Silveira > Lord Of The Idiots
Eu acho digno.
Direto na têmpora: Paper plane - Status Quo
Lew Alcindor > Kareem Abdul-Jabbar
Lloyd Bernard Free > World B. Free
Chris Jackson > Mahmoud Abdul-Rauf
Ron Artest > Metta World Peace
No caso de Abdul-Jabbar e Abdul-Rauf a decisão está ligada a uma mudanca de religião, mas nos outros dois casos não dá pra entender muito bem.
Não sei se é jogada publicitária, se é chapação do melão, só sei que é engraçado. Tá certo que entre os atores e até mesmo entre publicitários não é rara a utilização de pseudônimos, mas esses caras realmente trocaram de nome no registro e tudo mais.
Enfim, se eu fosse mudar meu nome, a decisão seria fácil.
Maurilo Andreas Gomes da Silveira > Lord Of The Idiots
Eu acho digno.
Direto na têmpora: Paper plane - Status Quo
Almoço mais cedo
Sophia acordou chorando e nós já tínhamos saído. Ela ligou pro meu celular, mas eu estava dirigindo e perdi a ligação. Só ouvi os soluços dela na secretária. Depois ela ligou pra Fernanda e de novo pra mim.
- Papai, eu liguei, você não atendeu e agora a mamãe não quer vir ficar comigo...
- Filha, sua mãe e eu estamos no trabalho, não dá pra ir agora.
- Por favor, papai!
- Filhinha, não dá.
E então ela desaba a chorar e desliga. Dou meia hora e ligo de novo.
- Sosophie, você está mais calma?
- Tô.
- Olha só, o papai vai almoçar com você hoje. Eu chego cedinho e a gente almoça juntos, que tal?
- Oba!
Meia hora depois, lá pelas 10h15 ela me liga outra vez.
- Papaaaaiiiii! Você já pode vir almoçar, viu? A Lílian já está fazendo nosso almocinho!
- Eu vou, filha, mas tem que esperar um pouquinho porque eu ainda tô trabalhando.
- Tudo bem, você acaba de fazer seu trabalho rapidinho e vem, tá? Tô te esperando...
E desliga o telefone cantando.
Agora me conta, já é meio-dia?
Direto na têmpora: Heart and soul - Helena Bonham Carter
- Papai, eu liguei, você não atendeu e agora a mamãe não quer vir ficar comigo...
- Filha, sua mãe e eu estamos no trabalho, não dá pra ir agora.
- Por favor, papai!
- Filhinha, não dá.
E então ela desaba a chorar e desliga. Dou meia hora e ligo de novo.
- Sosophie, você está mais calma?
- Tô.
- Olha só, o papai vai almoçar com você hoje. Eu chego cedinho e a gente almoça juntos, que tal?
- Oba!
Meia hora depois, lá pelas 10h15 ela me liga outra vez.
- Papaaaaiiiii! Você já pode vir almoçar, viu? A Lílian já está fazendo nosso almocinho!
- Eu vou, filha, mas tem que esperar um pouquinho porque eu ainda tô trabalhando.
- Tudo bem, você acaba de fazer seu trabalho rapidinho e vem, tá? Tô te esperando...
E desliga o telefone cantando.
Agora me conta, já é meio-dia?
Direto na têmpora: Heart and soul - Helena Bonham Carter
sexta-feira, setembro 16, 2011
Tudo dura um segundo
Quase sempre basta um segundo. Quase sempre falta um segundo.
Um segundo para a felicidade, um segundo para a tristeza, o segundo preciso em que a guerra vira, o momento fugaz em que o som do "não" morre. O silêncio da perda. Um segundo.
O segundo em que a lágrima irrompe em resposta ao sorriso do filho, o segundo em que as mãos se tocam, o segundo que explode em décadas diante do amor descoberto.
Um segundo, um átimo, um detalhe que não se nota. A diferença entre a vida e a morte.
Instante a instante, passo a passo, sonho a sonho. Segundo a segundo, assim existimos.
Direto da têmpora: Hold on - The Chain Gang of 1974
Um segundo para a felicidade, um segundo para a tristeza, o segundo preciso em que a guerra vira, o momento fugaz em que o som do "não" morre. O silêncio da perda. Um segundo.
O segundo em que a lágrima irrompe em resposta ao sorriso do filho, o segundo em que as mãos se tocam, o segundo que explode em décadas diante do amor descoberto.
Um segundo, um átimo, um detalhe que não se nota. A diferença entre a vida e a morte.
Instante a instante, passo a passo, sonho a sonho. Segundo a segundo, assim existimos.
Direto da têmpora: Hold on - The Chain Gang of 1974
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quinta-feira, setembro 15, 2011
Sherlock Sophie
Outro dia eu estava contando pra Sophia sobre Sherlock Holmes e ela ficou toda interessada em saber o que era essa tal de dedução. Comecei com exemplos simples, como "se a gente acordar e a rua estiver molhada a gente pode deduzir que choveu mesmo sem ter visto a chuva". Pronto, de lá pra cá a baixinha não parou mais.
Agora, todo dia indo pra escola a gente vai brincando de deduzir as coisas.
- Aquele carro tem um adesivo dos Smurfs então eu deduzo que o dono dele tem filhos.
- Aquele moço de capacete está do outro lado da rua daquela construção, então eu deduzo que ele trabalha lá.
- Eu sou bonita e inteligente, então eu deduzo que o Maurilo não é meu pai.
Ok, essa última eu inventei, mas o resto todo é verdade.
Direto na têmpora: Can't believe a single word - VHS or Beta
Agora, todo dia indo pra escola a gente vai brincando de deduzir as coisas.
- Aquele carro tem um adesivo dos Smurfs então eu deduzo que o dono dele tem filhos.
- Aquele moço de capacete está do outro lado da rua daquela construção, então eu deduzo que ele trabalha lá.
- Eu sou bonita e inteligente, então eu deduzo que o Maurilo não é meu pai.
Ok, essa última eu inventei, mas o resto todo é verdade.
Direto na têmpora: Can't believe a single word - VHS or Beta
terça-feira, setembro 13, 2011
Bom dia, janela!
terça-feira, agosto 30, 2011
Esperando
Esperando um sinal.
Um mapa detalhado, de preferência com indicação de locais para descanso e dicas turísticas.
Esperando um guia, com a mente nublada sentindo escapar o vazio de um dia.
Esperando um transporte.
Esperando um tropeço do adversário.
Esperando nunca topar com o inesperado.
Parado.
Esperando.
Direto na têmpora: Ginger - Hooverphonic
Um mapa detalhado, de preferência com indicação de locais para descanso e dicas turísticas.
Esperando um guia, com a mente nublada sentindo escapar o vazio de um dia.
Esperando um transporte.
Esperando um tropeço do adversário.
Esperando nunca topar com o inesperado.
Parado.
Esperando.
Direto na têmpora: Ginger - Hooverphonic
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quarta-feira, agosto 24, 2011
Estrelinhas e caveiras
- Papai, a gente vira caveira quando morre?
- Depende, filhinha, algumas pessoas são enterradas e viram caveira, outros são cremados...
- O que é cremado?
- Hmmmm... é quando a pessoa morre e aí a gente coloca ela em um caixão e transforma em cinzas e aí pode guardar as cinzas ou colocar no jardim pra ajudar as plantinhas a crescerem...
- E como é que vira caveira?
- Ah, filha, todo mundo depois que morre passa um tempão e vira caveira. Por quê?
- Por que eu achei que todo mundo virasse estrelinha.
- Bom, o que tem dentro da gente, a nossa alma vira estrelinha, mas o corpo da gente vira caveira...
- E o que é alma?
E o pai disfarçando o desespero e tentando uma fuga:
- Olha, Sophia, um cachorrinho lindo ali do outro lado da rua.
Direto na têmpora: Boss Hoss - Sonics
- Depende, filhinha, algumas pessoas são enterradas e viram caveira, outros são cremados...
- O que é cremado?
- Hmmmm... é quando a pessoa morre e aí a gente coloca ela em um caixão e transforma em cinzas e aí pode guardar as cinzas ou colocar no jardim pra ajudar as plantinhas a crescerem...
- E como é que vira caveira?
- Ah, filha, todo mundo depois que morre passa um tempão e vira caveira. Por quê?
- Por que eu achei que todo mundo virasse estrelinha.
- Bom, o que tem dentro da gente, a nossa alma vira estrelinha, mas o corpo da gente vira caveira...
- E o que é alma?
E o pai disfarçando o desespero e tentando uma fuga:
- Olha, Sophia, um cachorrinho lindo ali do outro lado da rua.
Direto na têmpora: Boss Hoss - Sonics
segunda-feira, agosto 22, 2011
Outra ligação dela
Sophia acaba de me ligar no trabalho:
- Papai, eu ouvi a história do Patinho Feio! Não é que você chorava quando era pequeno e ouvia essa história?
- É, sim, o papai chorava quando o patinho falava que ia embora pra bem longe.
- Eu nem chorei. E você também chora em todo filme, né? Menos do Pocoyo.
- Verdade.
E aí, lembrando de algo muito importante ela prossegue:
- Ah, não é que outro dia a gente foi almoçar e você comeu macarrão verde?
- Foi mesmo, Soph...
- Então tá bom, beijo, tchau.
E pronto, conversa encerrada.
Direto na têmpora: The Apocalypse Song - St. Vincent
- Papai, eu ouvi a história do Patinho Feio! Não é que você chorava quando era pequeno e ouvia essa história?
- É, sim, o papai chorava quando o patinho falava que ia embora pra bem longe.
- Eu nem chorei. E você também chora em todo filme, né? Menos do Pocoyo.
- Verdade.
E aí, lembrando de algo muito importante ela prossegue:
- Ah, não é que outro dia a gente foi almoçar e você comeu macarrão verde?
- Foi mesmo, Soph...
- Então tá bom, beijo, tchau.
E pronto, conversa encerrada.
Direto na têmpora: The Apocalypse Song - St. Vincent
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