sexta-feira, setembro 16, 2011

Tudo dura um segundo

Quase sempre basta um segundo. Quase sempre falta um segundo.

Um segundo para a felicidade, um segundo para a tristeza, o segundo preciso em que a guerra vira, o momento fugaz em que o som do "não" morre. O silêncio da perda. Um segundo.

O segundo em que a lágrima irrompe em resposta ao sorriso do filho, o segundo em que as mãos se tocam, o segundo que explode em décadas diante do amor descoberto.

Um segundo, um átimo, um detalhe que não se nota. A diferença entre a vida e a morte.

Instante a instante, passo a passo, sonho a sonho. Segundo a segundo, assim existimos.




Direto da têmpora: Hold on - The Chain Gang of 1974

6 comentários:

Fê disse...

Sensível e emocionante como sempre...

redatozim disse...

Obrigado, Fê.

PC disse...

Às vezes, menos ainda, e a gente lá, vivendo ainda mais...

redatozim disse...

Segundo a segundo, PC.

Micho en el pais de las maravillas disse...

engraçado, como eu gosto destes post em que eu choro...

redatozim disse...

:-) Fico feliz, micho