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sexta-feira, junho 22, 2012

Hot Heat

Eu torci muito pelo LeBron James em Cleveland (exceto contra o Boston, é claro). Eu me decepcionei muito com LeBron James nos anos seguintes, não tanto como jogador, mas principalmente por sua postura fora das quadras. Eu me rendi ao talento de LeBron James nos últimos dias.

Aliás, ano passado eu escrevi esse texto aqui sobre ele e muito do que eu achava continua valendo.

O fato é que o Miami Heat venceu um time mais jovem e muito talentoso, mostrou calma diante da pressão e provou que pode sim, e infelizmente, confirmar a bravata de LeBron ao dizer que foi a Miami para ganhar "não um, não dois, não três, mas múltiplos títulos".

Não é um resultado que me deixa feliz, até porque gosto muito do time do Thunder, mas é, acima de tudo, merecido.

E, mais importante, LeBron James mostrou que não é o garotinho assustado que imaginávamos diante dos grandes momentos. É um jogador capaz de fazer com que os grande momentos se curvem a ele.

Parabéns, Heat. Parabéns, LeBron. Ah, e parabéns pro Wade de quem eu sempre gostei.




Direto na têmpora: She don't use jelly - The Flaming Lips

segunda-feira, setembro 19, 2011

Novos nomes

Na NBA muitos jogadores mudam de nome. Por exemplo:


Lew Alcindor > Kareem Abdul-Jabbar








Lloyd Bernard Free > World B. Free



 
Chris Jackson > Mahmoud Abdul-Rauf






 
Ron Artest > Metta World Peace






No caso de Abdul-Jabbar e Abdul-Rauf a decisão está ligada a uma mudanca de religião, mas nos outros dois casos não dá pra entender muito bem.

Não sei se é jogada publicitária, se é chapação do melão, só sei que é engraçado. Tá certo que entre os atores e até mesmo entre publicitários não é rara a utilização de pseudônimos, mas esses caras realmente trocaram de nome no registro e tudo mais.

Enfim, se eu fosse mudar meu nome, a decisão seria fácil.


Maurilo Andreas Gomes da Silveira > Lord Of The Idiots


Eu acho digno.








Direto na têmpora: Paper plane - Status Quo

quarta-feira, julho 13, 2011

Confiança

O basquete é um esporte em grupo, mas alguns caras fazem dele um show individual. E se tem uma lição para tirar de caras como Jordan e Bird é que a confiança, quando é bancada pelo talento, pode desestruturar quem tinha alguma dúvida sobre você.

O grande problema é que confiança se constrói com o tempo, mas pode ser abalada por detalhes se ela é apenas fachada.

A lição por trás disso tudo? Sei lá, só queria mostrar esses dois videos.



Dikembe Murombo desafiou Jordan a fazer um lance livre de olhos fechados. Resultado? Bam!



Faltando 13 segundos para o fim do jogo, Bird avisa o grande defensor Xavier McDaniel que vai arremessar na cara dele a um segundo do final. Acertou o arremesso e reclamou que deixou 2 segundos no relógio.




Direto na têmpora: Lost weekend - Art Brut

sexta-feira, julho 01, 2011

A greve e o twitter

A NBA está de greve. Ruim para os fãs, ruim para a Liga e, provavelmente, ruim para os donos e jogadores.

A única coisa boa é rir do ridículo que a situação gera. Por exemplo, o jornalista Ric Bucher acaba de twittar o seguinte:

"NBA GMs/coaches can still follow their players on Twitter during lockout. But a mention or re-tweet? $1 million fine + maybe loss of picks."

Se você não fala inglês, o textinho singelo diz que técnicos e General Managers dos times podem seguir os jogadores no Twitter, mas se retuitarem algo de autoria ou mencionarem os jogadores, podem levar multa de um milhão de dólares e ainda perder seu direito a escolha no draft.

Lógico que isso gerou piadas como: "se um técnico quiser cutucar um jogador no FB ele pode?". Mas a coisa é mais séria.

A situação, que realmente parece ridícula, mostra que as redes sociais já não são coisinha de meninada como muitos pensam, mas um meio de comunicação e interação que precisa ser levado em conta em qualquer processo coletivo, seja ele institucional, organizacional ou mercadológico.

E não dá mais pra fugir disso.




Direto na têmpora: Balloons - Foals

segunda-feira, junho 13, 2011

Mavs! Mavs! Mavs!

A temporada acabou e o post não pode esperar até amanhã. Os Dallas Mavericks são os campeões da NBA em 2011 e quem não curte basquete vai ter um descanso do assunto no Pastelzinho a partir de amanhã.

Sou torcedor dos Celtics, mas já expliquei aqui porque gostaria que o Heat não ganhasse o título da NBA. Além disso, quando meu pai esteve nos EUA em 95 ou 96, sabe qual camisa eu pedi se ele não achasse a de Boston? Acertou. Dos Mavs.

O primeiro time de Dallas de que me lembro tinha Mark Aguirre, Derek Harper e Rolando Blackman. Era um time que sempre perdia dos Lakers em 87, 88, mas que jogava bonito e sério.

Depois me lembro dos Mavs da época que pedi a camiseta, quando Jason Kidd (sim, este mesmo que acaba de ser campeão depois de dar uma volta em New Jersey), Jim Jackson e Jamal Mashburn prometiam ser um dos mais empolgantes trios de jovens jogadores da época, o que infelizmente não aconteceu.

Há menos tempo tivemos o inesquecível time com Nowitzki e Nash, além de Michael Finley, que parou nos grandes Spurs.

Em 2006, os Mavericks perderam as finais para o Miami Heat após estarem ganhando de 2 a 0. Em 2007 tiveram uma campanha maravilhosa na temporada regular com Dirk Nowitzki levando o MVP, mas foram eliminados na primeira rodada dos playoffs pelo Golde State, oitavo time do Oeste na época.

Juro que achei que eles não teriam mais chances ao título. Na NBA as janelas de oportunidade passam rápido e com Lakers, Celtics e agora Miami mais fortes, eu nem me lembrava dos Mavs como potenciais candidatos.

Errei feio. Nas minhas previsões, Dallas sairia na primeira rodada.

Ganharam porque tiveram um time que joga em conjunto, que tem coragem e que ganhou um senso de defesa até então inexistente com Tyson Chandler. Shawn Marion não é mais o mesmo de Phoenix, mas foi fundamental também na defesa. Dirk foi preciso quando o time mais precisou (ao contrário de LeBron). Jason Kidd reinventou seu jogo e dominou o ritmo do ataque. Barea fez uma bela temporada e playoffs mais lindos ainda. Jason Terry tem os maiores culhões da NBA nos tempos de hoje. E Rick Carlisle, que já tinha feito um belo trabalho nos Pacers e depois acabou meio esquecido, mostra que é e sempre foi um puta técnico.

Um título que ajuda a diminuir a dor de tantos bons times que deramem nada na história dos Mavericks, que redime Kidd e Nowitzi, dois craques que se aposentariam sem o troféu e que desmantela o "já ganhou" vergonhoso e o conceito de "supertime" de Miami, pelo menos nesta temporada.

Estou feliz. Muito feliz. Nunca foi tão bom errar.




Direto na têmpora: Missing - Everything But The Girl

sexta-feira, junho 10, 2011

Teorias sobre Kobe e LeBron

O Miami Heat ainda tem boas chances de ganhar o título da NBA. São duas partidas em casa e, mesmo os Mavericks tendo Dirk, Kidd e Terry jogando muito, não dá pra esquecer que do outro lado temos Wade, LeBron e Bosh. Assim mesmo, com Wade antes de LeBron.

Já falei outro dia sobre o que considero um absurdo neste time de Miami. A forma como LeBron anunciou sua decisão, a falta de coragem dele de ser como Jordan e não aceitar ficar como segunda arma em nenhum time, a celebração prematura do Heat como se fosse a comemoração do título antes mesmo da temporada começar.

Mas hoje quero falar especificamente sobre LeBron James. Antes de mais nada, comparar Kobe ou LeBron a Michael Jordan é coisa de quem não entende de basquete, algo como querer comparar Robinho ou Neymar a Pelé. Agora, comparar Kobe e James sim, pode ser interessante.

Antes de mais nada, são dois atletas completos, que conseguem fazer a diferença no ataque e na defesa. LeBron tem uma vantagem física por ser mais alto e mais forte, mas Kobe tem um instinto assassino e uma vontade de atacar a cesta que talvez faltem a James. E aí vem o meu ponto: talvez isso tenha a ver com a forma que eles começaram na NBA.

Os dois entraram na NBA ainda muito jovens, direto da high school e sem passar pela universidade. Os dois eram reconhecidos, já na época, como talentos especiais que certamente afetariam o jogo de uma maneira única. Kobe foi "draftado" pelo Charlotte Hornets e LeBron pelo Cleveland Cavaliers, dois times de mercados pequenos que precisavam de heróis.

A diferença? Kobe se recusou a jogar pelos Hornets e foi parar, aos 18 anos, nos Lakers com Shaquille O'Neal. LeBron ganhou a missão de ser, aos 18 anos, o salvador da pátria dos Cavaliers.

Nas três primeiras temporadas, Kobe jogou dois anos como reserva e depois um ano como titular na temporada reduzida pela greve de 99. Nas três primeiras temporadas, Le Bron James foi titular e jogador mais importante da equipe.

Nas três temporadas seguintes Phil Jackson chegou, os Lakers foram tricampeões com uma contribuição fundamental de Kobe para o MVP das três finais: Shaquille O'Neal. Nas três temporadas seguintes Cleveland perdeu uma final de NBA e duas finais do Leste para três times diferentes com LeBron James liderando um time sem outras estrelas.

Resumindo: Kobe teve tempo de amadurecer. Na verdade, Kobe só precisou carregar seu time nas costas quando já era um jogador maduro, formado e, ainda assim, só conseguiu seus outros dois títulos quando esteve ao lado de Pau Gasol.

LeBron James sempre foi cobrado, até pelo próprio talento, como se fosse capaz de levar qualquer time ao título desde que chegou à liga. Não foi. Não é.

Talvez tenha faltado a LeBron a sombra de um Shaquille O'Neal, algum tempo no banco aprendendo a ser grande. Tudo foi dado a ele como uma herança que ele não podia negar, os louros e as reponsabilidades.

Unir-se a Wade e Bosh talvez seja a maneira que James encontrou para se livrar do peso da gelialidade que lhe foi imposto e que não maltratou Kobe no início de carreira. O problema é que agora talvez seja tarde demais para tentar se esconder atrás de outros craques para amadurecer.

LeBron vendeu muitas camisas, ganhou e rendeu muito dinheiro, produziu belos espetáculos nas quadras, mas não se formou como o cara capaz de liderar e vencer em qualquer situação.

James irá conseguir seu título. Talvez não esse ano, talvez como o segundo ou terceiro melhor jogador de um time, mas vai conseguir. Kobe só conseguiu dois títulos como o fodaço do time com mais de 10 anos de carreira.

A verdade é que, em 2011, LeBron James e o Miami Heat ainda têm muita chance de levar a taça para casa. Têm talento de sobra para isso e, embora eu torça muito pro Dallas, ainda acho que a vantagem é do trio de South Beach.

Mesmo que ganhe e que dê um show nas duas últimas partidas, é absurdo comparar LeBron com Michael Jordan. E, para falar a verdade, até que ele desenvolva algum novo nível de intensidade, liderança e killer instinct, compará-lo com Kobe também me parece prematuro.




Direto na têmpora: Can I Please Crawl Out Your Window? - The Hold Steady

quarta-feira, junho 01, 2011

Shaquille O'Neal e as finais da NBA

Eu detesto os Lakers. Muito. Mesmo assim, eu nunca consegui desgostar do Shaquille O'Neal.

Há cerca de 10 minutos Shaquille O'Neal anunciou sua aposentadoria após 19 anos, 4 títulos e muitas histórias marcantes na NBA.

Shaquille é daqueles caras que coloca o espetáculo em primeiro lugar e que, no auge da forma, era simplesmente impossível de ser detido. Explorar sua única falha clara, os lances livres, era a última esperança ao final de uma partida, uma tática chamanda Hack-a-Shaq que polarizou opiniões e não impediu Shaq de pulverizar muitos adversários.

O'Neal se aposentou com uma mensagem gravada em sua casa e enviada via twitter, falando com os fãs em primeiro lugar. Ele não criou um show de televisão, não vendeu espaço de mídia, não encheu os bolsos e não bancou o babaca diante de milhões.

E é exatamente o parágrafo acima que me leva às finais da NBA. O Miami Heat é favorito e deve ganhar. Quaqluer time com Dwayne Wade, LeBron James e Chris Bosh tem 80% de chances de ganhar qualquer coisa que disputar. É um basquete bonito, com talento e aplicação tática, mas eu simplesmente não consigo torcer pra eles.

Acho que o Heat vence a série em 6 jogos (talvez 5), mas LeBron James estragou isso tudo pra mim.

Um cara que faz um show de 60 minutos para anunciar sua decisão de deixar Cleveland e vende espaços publicitários caríssimos não se importa com seus fãs. Nada contra um jogador mudar de equipe. Acontece, faz parte do negócio, mas a forma com que James lidou com isso foi uma promoção vergonhosa de si próprio.

Ele não precisava, Cleveland não merecia. Foi uma pena que ele tivesse que agir assim para conseguir seu primeiro título.

Voltando a Shaquille O'Neal, ele infelizmente não conseguiu ajudar os meus Celtics a serem campeões. Ele infelizmente ajudou os Lakers a ganharem três títulos. Ele infelizmente não ganhou um título com os Suns e nem com o Magic, dois times que jogavam lindamente. Ainda assim, eu nunca consegui deixar de gostar e de me divertir com ele.

Shaquille O'Neal vai embora como um jogador único, humano, inesquecível, amado até por eles que deveriam odiá-lo. Já LeBron James, que provavelmente é um dos 5 jogadores mais talentosos que já vi jogar, dificilmente conseguirá o mesmo, ainda que tenha muitos títulos pela frente.

Boa sorte, Shaq. Obrigado por tudo, apesar de tudo.







Direto na têmpora: Impatience is a virtue - Two Door Cinema Club

sexta-feira, abril 15, 2011

Playoffs da NBA

Ninguém se importa, mas seguem aí minhas previsões para os playoffs da NBA. Tá certo que contusões podem alterar o rumo de qualquer aposta, mas fica registrado o meu palpite só pra mostrar que eu devo errar muito mais do que acertar.


LESTE
Chicago Bulls 4 x 1 Indiana Pacers
Miami Heat 4 x 1 Philadelphia 76ers
Boston Celtics 4 x 3 New York Knicks
Orlando Magic 4 x 3 Atlanta Hawks

OESTE
San Antonio Spurs 4 x 2 Memphis Grizzlies
Los Angeles Lakers 4 x 0 New Orleans Hornets
Dallas Mavericks 3 x 4 Portland Trail Blazers
Oklahoma City Thunder 4 x 2 Denver Nuggets


SEGUNDA RODADA LESTE
Chicago Bulls 4 x 2 Orlando Magic
Miami Heat 4 x 2 Boston Celtics

SEGUNDA RODADA OESTE
San Antonio Spurs 2 x 4 Oklahoma City Thunder
Los Angeles Lakers 4 x 1 Portland Trail Blazers


FINAL DO LESTE
Chicago Bulls 2 x 4 Miami Heat


FINAL DO OESTE
Oklahoma City Thunder 2 x 4 Los Angeles Lakers


FINAL DA NBA
Miami Heat 2 x 4 Los Angeles Lakers


É desnecessário dizer que eu nunca torci tanto pra estar errado.




Direto na têmpora: Last dance - The Raveonettes

sábado, março 26, 2011

Kendrick Perkins e os intangíveis

Provavelmente a maioria de vocês não sabe, mas Kendrick Perkins é um pivô relativamente baixo para a posição, com médias de 6,4 rebotes e 6,1 pontos por jogo.

Perkins jogou toda a sua carreira, até fevereiro de 2011, com os Celtics, ganhou um título e chegou a outra final. Em março, Perkins fez parte de uma série de trocas, indo parar no Oklahoma City Thunders, enquanto o Boston recebeu Nenad Krstic, um pivô mais alto com médias de 5,5 rebotes e 10,1 pontos e ainda Jeff Green, um ala jovem com médias de 5,6 rebotes e 14,1 pontos.

Os números dizem que foi uma grande troca, mas mesmo na NBA, uma liga regida pelas estatísticas, números contam apenas parte da história.

Assim que a troca foi feita eu disse, e o meu amigo Gui Deus pode confirmar: "os Celtics perderam a boa chance que tinham de ganhar o título em 2011."

O título ainda não foi decidido, na verdade não estamos sequer nos playoffs, mas o Boston que liderava o Leste com facilidade já caiu para segundo e está prestes a escorregar para terceiro depois da troca.

Kendrick Perkins faz falta pela presença física, pela liderança, pela postura defensiva, pelo companheirismo e entrosamento com os colegas, pelo respeito, ou medo, que impõe aos adversários. Nada disso pode ser traduzido em números ou substituído por estatísticas melhores. Não é assim que se mede o valor de um atleta ou de qualquer outro profissional.

O que vale de verdade são os benefícios e valores intangíveis que eles trazem para o jogo. E para perceber isso é preciso sensibilidade e capacidade de avaliar pessoas.

Se você ficou curioso, depois da troca o Boston, que tinha melhor campanha, ganhou 9 e perdeu 7 e o Thunder levou 11 e perdeu 4, sendo que com Perkins saudável são 5 vitórias e só uma derrota.

Culpa dos malditos intangíveis.




Direto na têmpora: Some velvet morning - Primal Scream

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Ray Allen e Jerry Sloan

Ontem foi uma noite duplamente marcante para a NBA. Ray Allen tornou-se o cara com maior número de cestas de 3 pontos convertidas na história da Liga e Jerry Sloan deixou o Utah Jazz após 23 anos como técnico.

Ray Allen é um exemplo de dedicação. Aos 35 anos cuida de sua preparação física quase obsessivamente, acaba de receber um prêmio por seu trabalho junto à comunidade, foi eleito 10 vezes como All-Star, foi campeão olímpico em 2000 e campeão da NBA com os Celtics em 2008. Isso sem falar que tem um dos mais belos e perfeitos arremessos do basquete.

Mesmo com a derrota dos Celtics para os Lakers ontem, Ray Allen bateu o recorde de Reggie Miller e mostrou que não é preciso ser arrogante ou "estrelinha" para ter sucesso no mundo dos esportes profissionais. Às vezes basta trabalho, humildade e dedicação.


Ray Allen's jump shot is a thing of beauty.


O que nos leva a Jerry Sloan, um cara metódico, sério e direto que, em 23 anos como técnico do Utah Jazz esteve duas vezes nas finais da NBA (perdeu as duas para Jordan e os Bulls), teve apenas uma temporada com menos de 50% de aproveitamento e foi um dos responsáveis pela dupla Stockton e Malone.

Jerry Sloan era um cara de pulso firme, um disciplinador que nunca se intimidou com estrelas e seus chiliques. Por isso soa tão irônico imaginar que o afastamento de Sloan esteja ligado a problemas de relacionamento com Deron Williams, o armador e atual craque do Jazz.


Malone, Sloan e Stockton, um dos grandes trios da NBA.


Se for realmente o caso, esqueça o que eu disse há 3 parágrafos sobre trabalho, humildade e dedicação. Talvez os tempos estejam mudando e Ray Allen seja só uma relíquia, uma exceção que teima em continuar existindo em um mundo onde o star power vale muito mais do que a consistência e o eficiência.




Direto na têmpora: I'll do it anyway - The Lemonheads

quinta-feira, maio 06, 2010

Arizona Über Alles

O time do Phoenix Suns usa, desde 2008, uma versão de seu uniforme com a inscrição "Los Suns" em algumas partidas. Apesar de ocorrer muito esparsamente, é uma forma de reconhecer e agradecer o apoio da comunidade latina na cidade.

Há poucos dias, o Arizona aprovou a mais rígida e, diria eu, racista entre as leis de imigração dos Estados Unidos. O próprio Obama criticou a medida e os Suns voltaram com a camisa justamente no "5 de Mayo", a data em que se comemora a vitória dos exércitos mexicanos sobre os franceses na Batalha de Puebla e que foi adotada pela comunidade hispânica.

A camisa que era comemorativa vira um protesto contra intolerância. O dono do time, Robert Sarver assumiu a questão política e recebeu apoio de 100% dos seus jogadores, de Barack Obama e, mais importante, do Tio Maurilo.

A propósito, ontem foi a noite em que os jogadores de Phoenix usaram o uniforme "Los Suns". O resultado? Vitória por 110 a 102 contra os Spurs.







Direto na têmpora: Kiss on my list - The Bird and the Bee

terça-feira, março 02, 2010

Len Bias

Len Bias nunca jogou pelos Celtics, nunca comemorou um título da NBA e nunca usou sua camisa número 30. Len Bias não foi MVP, não recebeu milhões de dólares da Reebok e não estrelou em um único filme de Hollywood.

O parágrafo anterior está cheio de motivos pelos quais você nunca deve ter ouvido falar de Len Bias, mas se você era um fã dos Celtics em 86 e acompanhou os 20 anos de sofrimento que se seguiram, esse parágrafo diz quase tudo o que você precisa saber sobre Len Bias.

Os Celtics foram campeões em 1986 com um time que incluía 3 dos 50 maiores jogadores de todos os tempos da NBA: Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish. Naquele ano, graças a algumas trocas feitas pelo genial Red Auerbach, Boston tinha ainda o número 2 no draft e não havia dúvidas sobre quem o time escolheria. Cleveland, que escolheria primeiro, precisava de um pivô e Boston poderia selecionar Len Bias, considerado o que havia de mais próximo a Michael Jordan na época.

Lenny Bias foi escolhido pelos Celtics e, na festa de comemoração ainda na noite do draft, teve uma parada cardíaca causada pelo consumo de cocaína com alto grau de pureza.

Eu já conhecia essa história, mas ontem a ESPN passou um documentário sobre a morte de Len Bias que eu queria realmente ter visto. Não consegui assistir inteiro, mas fico pensando como a morte deste jovem de 22 anos teve implicações não apenas em sua família, mas em toda a NBA e nos Celtics especificamente. Nem mesmo a morte de Reggie Lewis em plena quadra (2'20 do video) alguns anos depois teria tanto impacto.

Não sei se o Boston ganharia mais títulos com Bias ou mesmo se ele seria uma grande estrela. Ele poderia machucar o joelho na pré-temporada de 87 e nunca mais ser o mesmo, quem sabe? Pelo menos ele teria recebido 20 mil dólares por mês durante dois anos na pior das hipóteses.

O fato é que Len Bias foi uma história interrompida e que deixa milhares de "como seria se" para os fãs da NBA.

Você provavelmente nunca ouviu falar de Len Bias, mas ele tinha 22 anos quando morreu e, cara, ele era bom.







Direto na têmpora: Birthday - The Bird And The Bee

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Maurilão, o juvenil

Eu acompanho o basquete da NBA pelo menos desde 1986. De lá pra cá eu já vi de tudo. Já vi Isiah Thomas marcar 16 pontos nos últimos 94 segundos de um jogo, já vi Reggie Miller virar um jogo marcando 8 pontos em 11 segundos, já vi Kobe Bryant marcar 81 pontos em uma única partida.

Mesmo já tendo visto tudo isso, na última quarta-feira eu fui dormir com 0,6 segundos no relógio em um jogo que os Celtics perdiam por dois pontos. Na verdade, com 5 segundos de jogo o Boston perdeu uma bola e a chance de vencer a partida, colocando a equipe dois pontos atrás com apenas 0,6 segundos no cronômetro.

Dormi com a certeza de que a partida havia sido perdida e ontem, quinta-feira, nem acessei o site da ESPN para não passar raiva.

Hoje, li as notícias e achei esse vídeo que serve para mostrar que na NBA a máxima "só acaba quando termina" é cada vez mais verdadeira. Enjoy!






PS - Pra piorar, os Celtics ainda venceram o jogo na prorrogação e eu lá, dormindo.




Direto na têmpora: The rising tide - Sunny Day Real Estate

segunda-feira, junho 01, 2009

NBA, Roland Garros e a Copa do Mundo

Eu sei, eu sei, ninguém liga para a NBA. Bom, eu ligo. E o James, o Ronan Sato, o Gui de Deus e o Raphael Crespo, mas acho que mais ninguém.

O fato é que eu queria ver LeBron James e Kobe Bryant na final da NBA e, mais do que isso, o Cleveland, depois da saída do Boston, era o time da minha torcida: tinha um grande jogador, era capaz de bater os Lakers e contava ainda com um brasileiro esforçado.

Ia tudo muito bem até que, perdendo por 2 a 1 a série, o Mo Williams (jogador do Cleveland) afirma que eles são o melhor time do basquete e que vão eliminar o Orlando.

Pra mim, jogador que garante uma vitória é burro. E pedante. E desrespeitoso com o adversário. A partir daí comecei a torcer pro Orlando e agora só posso esperar que Dwight Howard encarne o Superman, que a chuva de 3 pontos caia e que o Magic leve o título. É improvável, mas foi o que me restou.

Em Roland Garros, Rafael Nadal era imbatível. E perdeu. Federer tinha a grande chance de sua vida de igualar o recorde de Pete Sampras e de vencer o Grand Slam da França pela primeira vez, completando sua coleção com os quatro títulos mais importantes do tênis.

Pois hoje, contra Tommy Haas, Federer perdeu os dois primeiros sets. "Vai jogar a chance fora", pensei. De repente, como já vez antes nesse mesmo torneio, Federer começa a jogar e mete 6-4, 6-0 e 6-2. Acho arriscada essa tática de "resolver jogar"só quando tudo parece perdido e considero este um dos anos mais equilibrados em Roland Garros, mas parece que agora vai. E eu torço pra que um dos mais brilhantes tenistas de todos os tempos confirme em números o talento que o mundo inteiro já viu.

Na Copa do Mundo de 2014, o projeto de Brasília foi aprovado e teremos um estádio com capacidade para 70 mil pessoas no Distrito Federal. 70 mil pessoas que irão lotar o estádio para acompanhar os jogos de equipes tradicionais como Gama e Brasiliense. 70 mil pessoas em cada jogo do campeonato brasiliense. 70 mil pessoas que poderão ver jogos como Gama x Ituiutaba na Série C ou Brasiliense x Duque de Caxias na Série B.

70 mil pessoas. Justo, muito justo, o futebol de Brasília e os cofres públicos merecem um estádio desse porte.




Direto na têmpora: Black Blade - Blue Öyster Cult

quarta-feira, junho 18, 2008

Booooostoooon Ceeeeeltiiiiiics

39 pontos de vantagem, um show de defesa e o primeiro título para Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e o veteraníssimo PJ Brown. Esperei 22 anos mas está aí: 17 títulos, no dia 17, número de John Havlicek! Celtics! Celtics! Celtics!

Juro que queria escrever mais, mas vou pular mais um pouco na sala com meu pijama e a camisa oficial do Paul Pierce por cima. Ceeeeeeeeeltiiiiiiics!




Direto na têmpora: os gritos de KG e a torcida no Garden.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Riding the K-Train

Já que estamos naquela época mágica em que quase niguém lê o pastelzinho, vou aproveitar e seguir minha linha de postagens que só eu gosto. Depois de abordar escritores obscuros, livros de meu interesse e um comercial sooperdooper de bacana, chegou a vez da NBA e dos Boston Celtics.

Há alguns meses, os Celics, depois de adicionarem Ray Allen, trocaram 7 jogadores por Kevin Garnett. O resultado foi, além da chegada de jogadores novos como James Posey, Scott Pollard, Eddie House e outros, uma mudança completa no perfil da equipe. Os número não mentem jamais.

- Depois da troca em que os TWolves levaram 7 jogadores e Boston ficou com Garnett, os TWolves são o último lugar disparado da liga e Boston o primeiro.

- Na temporada anterior, Boston acabou o ano com 24 vitórias em 82 jogos. Com KG são 27 vitórias em 30 jogos.

- Os Celtics agora têm a melhor defesa da NBA.

- Após dois anos fora dos playoffs, Boston só não chega esse ano se Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett perderem em conjunto pelo menos 60 jogos.

- Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett têm, enfim, uma chance real de ganhar um merecidíssimo título.

- Os Celtics venceram todas as 9 partidas contra times do poderoso Oeste.

- Apenas 5 outros times chegaram a 30 partidas com apenas 3 derrotas na história da NBA.

- Com o título dos Red Sox no baseball, a campanha invicta dos Patriots no futebol americano e a nova era dos Celtics, Boston deve ser o melhor lugar do mundo para um fã de esportes viver.

Eu sei, eu sei, ninguém se interessa, but I'm loving it, baby! Ah, aproveitando o ensejo, segue o sensacional comercial da Adidas estrelando o nosso amantíssimo Garnett, ainda nos seus tempos obscuros com os Timberwolves.


Take us there, KG!




Direto na têmpora: A whisper - Coldplay

sexta-feira, junho 08, 2007

Malditos Spurs

Não que alguém se importe em plena sexta-feira depois de um feriado (ok, talvez o James), mas ontem foi o pior jogo de uma final de NBA dos últimos anos. Para falar a verdade, possivelmente de todos os tempos.
O segundo quarto foi um lixo e o LeBron James (teoricamente um futuro Jordan) foi horrendo. Em 7 tentativas conseguiu acertar 0 no primeiro tempo do jogo inteiro. Sim, 0 em 7 nos primeiros dois quartos. Até o Anderson Varejão tava melhor que BronBron.
Agora é ficar com sono o dia inteiro e torcer pra que o San Antonio acabe logo com isso. Aliás, só pra esclarecer, eu até gosto dos Spurs, mas é que eles são como o Grêmio no auge: cansa ver aquele joguinho feijão com arroz e uma superdefesa ganhar todo ano.
Ah, como eu detesto ainda me importar com o basquete da NBA. Aposto que isso é praga do Rubinho.



Direto na têmpora: Mamma Maria – Ricchi e Poveri