Eu torci muito pelo LeBron James em Cleveland (exceto contra o Boston, é claro). Eu me decepcionei muito com LeBron James nos anos seguintes, não tanto como jogador, mas principalmente por sua postura fora das quadras. Eu me rendi ao talento de LeBron James nos últimos dias.
Aliás, ano passado eu escrevi esse texto aqui sobre ele e muito do que eu achava continua valendo.
O fato é que o Miami Heat venceu um time mais jovem e muito talentoso, mostrou calma diante da pressão e provou que pode sim, e infelizmente, confirmar a bravata de LeBron ao dizer que foi a Miami para ganhar "não um, não dois, não três, mas múltiplos títulos".
Não é um resultado que me deixa feliz, até porque gosto muito do time do Thunder, mas é, acima de tudo, merecido.
E, mais importante, LeBron James mostrou que não é o garotinho assustado que imaginávamos diante dos grandes momentos. É um jogador capaz de fazer com que os grande momentos se curvem a ele.
Parabéns, Heat. Parabéns, LeBron. Ah, e parabéns pro Wade de quem eu sempre gostei.
Direto na têmpora: She don't use jelly - The Flaming Lips
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sexta-feira, junho 22, 2012
quinta-feira, agosto 11, 2011
Para não ser unidimensional
Oscar Schmidt foi um excelente pontuador no basquete. Seu arremesso de três pontos era mortal e o Brasil deve a ele o ouro e uma partida memorável, que deveria virar filme, na final do Panamericano de 87 contra os americanos.
Michael Jordan começou a carreira como um jogador ágil, de grande impulsão, atlético e excelente pontuador. Excelente na universidade, entrou na NBA como uma grande promessa.
Não satisfeito, Michael Jordan praticou e desenvolveu um arremesso de média e longa distância extremamente eficiente, transformou sua presença no garrafão em uma ameaça real, tornou-se um jogador de defesa implacável e um "passador" dos melhores.
Ainda hoje é considerado o melhor jogador de basquete da história.
Seria injusto da minha parte dizer que Oscar nunca trabalhou para melhorar as outras partes do seu jogo, mas se trabalhou não teve muito sucesso. Tornou-se um jogador que investiu em seu ponto forte até se tornar excelente nele, mas ficou unidimensional.
Jordan investiu tempo e esforço justamente no que não era bom. Tornou-se completo, versátil, praticamente impossível de ser detido. Recusou-se a tentar cobrir seus defeitos com seus pontos fortes e evoluiu. Encarou cada limitação de frente e trabalhou à exaustão.
Fica aí um bom conselho para você que é excelente em um tipo de função. Quando disser "eu não sou bom nisso", não o faça como uma desculpa para se livrar da tarefa, mas como promessa de que vai melhorar. Torne-se indispensável por vários motivos e não apenas por um.
Acredite, é sempre bom ter um "jogo" mais completo.
Direto na têmpora: Dirty boots - Sonic Youth
Michael Jordan começou a carreira como um jogador ágil, de grande impulsão, atlético e excelente pontuador. Excelente na universidade, entrou na NBA como uma grande promessa.
Não satisfeito, Michael Jordan praticou e desenvolveu um arremesso de média e longa distância extremamente eficiente, transformou sua presença no garrafão em uma ameaça real, tornou-se um jogador de defesa implacável e um "passador" dos melhores.
Ainda hoje é considerado o melhor jogador de basquete da história.
Seria injusto da minha parte dizer que Oscar nunca trabalhou para melhorar as outras partes do seu jogo, mas se trabalhou não teve muito sucesso. Tornou-se um jogador que investiu em seu ponto forte até se tornar excelente nele, mas ficou unidimensional.
Jordan investiu tempo e esforço justamente no que não era bom. Tornou-se completo, versátil, praticamente impossível de ser detido. Recusou-se a tentar cobrir seus defeitos com seus pontos fortes e evoluiu. Encarou cada limitação de frente e trabalhou à exaustão.
Fica aí um bom conselho para você que é excelente em um tipo de função. Quando disser "eu não sou bom nisso", não o faça como uma desculpa para se livrar da tarefa, mas como promessa de que vai melhorar. Torne-se indispensável por vários motivos e não apenas por um.
Acredite, é sempre bom ter um "jogo" mais completo.
Direto na têmpora: Dirty boots - Sonic Youth
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quarta-feira, julho 13, 2011
Confiança
O basquete é um esporte em grupo, mas alguns caras fazem dele um show individual. E se tem uma lição para tirar de caras como Jordan e Bird é que a confiança, quando é bancada pelo talento, pode desestruturar quem tinha alguma dúvida sobre você.
O grande problema é que confiança se constrói com o tempo, mas pode ser abalada por detalhes se ela é apenas fachada.
A lição por trás disso tudo? Sei lá, só queria mostrar esses dois videos.
Dikembe Murombo desafiou Jordan a fazer um lance livre de olhos fechados. Resultado? Bam!
Faltando 13 segundos para o fim do jogo, Bird avisa o grande defensor Xavier McDaniel que vai arremessar na cara dele a um segundo do final. Acertou o arremesso e reclamou que deixou 2 segundos no relógio.
Direto na têmpora: Lost weekend - Art Brut
O grande problema é que confiança se constrói com o tempo, mas pode ser abalada por detalhes se ela é apenas fachada.
A lição por trás disso tudo? Sei lá, só queria mostrar esses dois videos.
Dikembe Murombo desafiou Jordan a fazer um lance livre de olhos fechados. Resultado? Bam!
Faltando 13 segundos para o fim do jogo, Bird avisa o grande defensor Xavier McDaniel que vai arremessar na cara dele a um segundo do final. Acertou o arremesso e reclamou que deixou 2 segundos no relógio.
Direto na têmpora: Lost weekend - Art Brut
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segunda-feira, junho 13, 2011
Mavs! Mavs! Mavs!
A temporada acabou e o post não pode esperar até amanhã. Os Dallas Mavericks são os campeões da NBA em 2011 e quem não curte basquete vai ter um descanso do assunto no Pastelzinho a partir de amanhã.
Sou torcedor dos Celtics, mas já expliquei aqui porque gostaria que o Heat não ganhasse o título da NBA. Além disso, quando meu pai esteve nos EUA em 95 ou 96, sabe qual camisa eu pedi se ele não achasse a de Boston? Acertou. Dos Mavs.
O primeiro time de Dallas de que me lembro tinha Mark Aguirre, Derek Harper e Rolando Blackman. Era um time que sempre perdia dos Lakers em 87, 88, mas que jogava bonito e sério.
Depois me lembro dos Mavs da época que pedi a camiseta, quando Jason Kidd (sim, este mesmo que acaba de ser campeão depois de dar uma volta em New Jersey), Jim Jackson e Jamal Mashburn prometiam ser um dos mais empolgantes trios de jovens jogadores da época, o que infelizmente não aconteceu.
Há menos tempo tivemos o inesquecível time com Nowitzki e Nash, além de Michael Finley, que parou nos grandes Spurs.
Em 2006, os Mavericks perderam as finais para o Miami Heat após estarem ganhando de 2 a 0. Em 2007 tiveram uma campanha maravilhosa na temporada regular com Dirk Nowitzki levando o MVP, mas foram eliminados na primeira rodada dos playoffs pelo Golde State, oitavo time do Oeste na época.
Juro que achei que eles não teriam mais chances ao título. Na NBA as janelas de oportunidade passam rápido e com Lakers, Celtics e agora Miami mais fortes, eu nem me lembrava dos Mavs como potenciais candidatos.
Errei feio. Nas minhas previsões, Dallas sairia na primeira rodada.
Ganharam porque tiveram um time que joga em conjunto, que tem coragem e que ganhou um senso de defesa até então inexistente com Tyson Chandler. Shawn Marion não é mais o mesmo de Phoenix, mas foi fundamental também na defesa. Dirk foi preciso quando o time mais precisou (ao contrário de LeBron). Jason Kidd reinventou seu jogo e dominou o ritmo do ataque. Barea fez uma bela temporada e playoffs mais lindos ainda. Jason Terry tem os maiores culhões da NBA nos tempos de hoje. E Rick Carlisle, que já tinha feito um belo trabalho nos Pacers e depois acabou meio esquecido, mostra que é e sempre foi um puta técnico.
Um título que ajuda a diminuir a dor de tantos bons times que deramem nada na história dos Mavericks, que redime Kidd e Nowitzi, dois craques que se aposentariam sem o troféu e que desmantela o "já ganhou" vergonhoso e o conceito de "supertime" de Miami, pelo menos nesta temporada.
Estou feliz. Muito feliz. Nunca foi tão bom errar.
Direto na têmpora: Missing - Everything But The Girl
Sou torcedor dos Celtics, mas já expliquei aqui porque gostaria que o Heat não ganhasse o título da NBA. Além disso, quando meu pai esteve nos EUA em 95 ou 96, sabe qual camisa eu pedi se ele não achasse a de Boston? Acertou. Dos Mavs.
O primeiro time de Dallas de que me lembro tinha Mark Aguirre, Derek Harper e Rolando Blackman. Era um time que sempre perdia dos Lakers em 87, 88, mas que jogava bonito e sério.
Depois me lembro dos Mavs da época que pedi a camiseta, quando Jason Kidd (sim, este mesmo que acaba de ser campeão depois de dar uma volta em New Jersey), Jim Jackson e Jamal Mashburn prometiam ser um dos mais empolgantes trios de jovens jogadores da época, o que infelizmente não aconteceu.
Há menos tempo tivemos o inesquecível time com Nowitzki e Nash, além de Michael Finley, que parou nos grandes Spurs.
Em 2006, os Mavericks perderam as finais para o Miami Heat após estarem ganhando de 2 a 0. Em 2007 tiveram uma campanha maravilhosa na temporada regular com Dirk Nowitzki levando o MVP, mas foram eliminados na primeira rodada dos playoffs pelo Golde State, oitavo time do Oeste na época.
Juro que achei que eles não teriam mais chances ao título. Na NBA as janelas de oportunidade passam rápido e com Lakers, Celtics e agora Miami mais fortes, eu nem me lembrava dos Mavs como potenciais candidatos.
Errei feio. Nas minhas previsões, Dallas sairia na primeira rodada.
Ganharam porque tiveram um time que joga em conjunto, que tem coragem e que ganhou um senso de defesa até então inexistente com Tyson Chandler. Shawn Marion não é mais o mesmo de Phoenix, mas foi fundamental também na defesa. Dirk foi preciso quando o time mais precisou (ao contrário de LeBron). Jason Kidd reinventou seu jogo e dominou o ritmo do ataque. Barea fez uma bela temporada e playoffs mais lindos ainda. Jason Terry tem os maiores culhões da NBA nos tempos de hoje. E Rick Carlisle, que já tinha feito um belo trabalho nos Pacers e depois acabou meio esquecido, mostra que é e sempre foi um puta técnico.
Um título que ajuda a diminuir a dor de tantos bons times que deramem nada na história dos Mavericks, que redime Kidd e Nowitzi, dois craques que se aposentariam sem o troféu e que desmantela o "já ganhou" vergonhoso e o conceito de "supertime" de Miami, pelo menos nesta temporada.
Estou feliz. Muito feliz. Nunca foi tão bom errar.
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sexta-feira, junho 10, 2011
Teorias sobre Kobe e LeBron
O Miami Heat ainda tem boas chances de ganhar o título da NBA. São duas partidas em casa e, mesmo os Mavericks tendo Dirk, Kidd e Terry jogando muito, não dá pra esquecer que do outro lado temos Wade, LeBron e Bosh. Assim mesmo, com Wade antes de LeBron.
Já falei outro dia sobre o que considero um absurdo neste time de Miami. A forma como LeBron anunciou sua decisão, a falta de coragem dele de ser como Jordan e não aceitar ficar como segunda arma em nenhum time, a celebração prematura do Heat como se fosse a comemoração do título antes mesmo da temporada começar.
Mas hoje quero falar especificamente sobre LeBron James. Antes de mais nada, comparar Kobe ou LeBron a Michael Jordan é coisa de quem não entende de basquete, algo como querer comparar Robinho ou Neymar a Pelé. Agora, comparar Kobe e James sim, pode ser interessante.
Antes de mais nada, são dois atletas completos, que conseguem fazer a diferença no ataque e na defesa. LeBron tem uma vantagem física por ser mais alto e mais forte, mas Kobe tem um instinto assassino e uma vontade de atacar a cesta que talvez faltem a James. E aí vem o meu ponto: talvez isso tenha a ver com a forma que eles começaram na NBA.
Os dois entraram na NBA ainda muito jovens, direto da high school e sem passar pela universidade. Os dois eram reconhecidos, já na época, como talentos especiais que certamente afetariam o jogo de uma maneira única. Kobe foi "draftado" pelo Charlotte Hornets e LeBron pelo Cleveland Cavaliers, dois times de mercados pequenos que precisavam de heróis.
A diferença? Kobe se recusou a jogar pelos Hornets e foi parar, aos 18 anos, nos Lakers com Shaquille O'Neal. LeBron ganhou a missão de ser, aos 18 anos, o salvador da pátria dos Cavaliers.
Nas três primeiras temporadas, Kobe jogou dois anos como reserva e depois um ano como titular na temporada reduzida pela greve de 99. Nas três primeiras temporadas, Le Bron James foi titular e jogador mais importante da equipe.
Nas três temporadas seguintes Phil Jackson chegou, os Lakers foram tricampeões com uma contribuição fundamental de Kobe para o MVP das três finais: Shaquille O'Neal. Nas três temporadas seguintes Cleveland perdeu uma final de NBA e duas finais do Leste para três times diferentes com LeBron James liderando um time sem outras estrelas.
Resumindo: Kobe teve tempo de amadurecer. Na verdade, Kobe só precisou carregar seu time nas costas quando já era um jogador maduro, formado e, ainda assim, só conseguiu seus outros dois títulos quando esteve ao lado de Pau Gasol.
LeBron James sempre foi cobrado, até pelo próprio talento, como se fosse capaz de levar qualquer time ao título desde que chegou à liga. Não foi. Não é.
Talvez tenha faltado a LeBron a sombra de um Shaquille O'Neal, algum tempo no banco aprendendo a ser grande. Tudo foi dado a ele como uma herança que ele não podia negar, os louros e as reponsabilidades.
Unir-se a Wade e Bosh talvez seja a maneira que James encontrou para se livrar do peso da gelialidade que lhe foi imposto e que não maltratou Kobe no início de carreira. O problema é que agora talvez seja tarde demais para tentar se esconder atrás de outros craques para amadurecer.
LeBron vendeu muitas camisas, ganhou e rendeu muito dinheiro, produziu belos espetáculos nas quadras, mas não se formou como o cara capaz de liderar e vencer em qualquer situação.
James irá conseguir seu título. Talvez não esse ano, talvez como o segundo ou terceiro melhor jogador de um time, mas vai conseguir. Kobe só conseguiu dois títulos como o fodaço do time com mais de 10 anos de carreira.
A verdade é que, em 2011, LeBron James e o Miami Heat ainda têm muita chance de levar a taça para casa. Têm talento de sobra para isso e, embora eu torça muito pro Dallas, ainda acho que a vantagem é do trio de South Beach.
Mesmo que ganhe e que dê um show nas duas últimas partidas, é absurdo comparar LeBron com Michael Jordan. E, para falar a verdade, até que ele desenvolva algum novo nível de intensidade, liderança e killer instinct, compará-lo com Kobe também me parece prematuro.
Direto na têmpora: Can I Please Crawl Out Your Window? - The Hold Steady
Já falei outro dia sobre o que considero um absurdo neste time de Miami. A forma como LeBron anunciou sua decisão, a falta de coragem dele de ser como Jordan e não aceitar ficar como segunda arma em nenhum time, a celebração prematura do Heat como se fosse a comemoração do título antes mesmo da temporada começar.
Mas hoje quero falar especificamente sobre LeBron James. Antes de mais nada, comparar Kobe ou LeBron a Michael Jordan é coisa de quem não entende de basquete, algo como querer comparar Robinho ou Neymar a Pelé. Agora, comparar Kobe e James sim, pode ser interessante.
Antes de mais nada, são dois atletas completos, que conseguem fazer a diferença no ataque e na defesa. LeBron tem uma vantagem física por ser mais alto e mais forte, mas Kobe tem um instinto assassino e uma vontade de atacar a cesta que talvez faltem a James. E aí vem o meu ponto: talvez isso tenha a ver com a forma que eles começaram na NBA.
Os dois entraram na NBA ainda muito jovens, direto da high school e sem passar pela universidade. Os dois eram reconhecidos, já na época, como talentos especiais que certamente afetariam o jogo de uma maneira única. Kobe foi "draftado" pelo Charlotte Hornets e LeBron pelo Cleveland Cavaliers, dois times de mercados pequenos que precisavam de heróis.
A diferença? Kobe se recusou a jogar pelos Hornets e foi parar, aos 18 anos, nos Lakers com Shaquille O'Neal. LeBron ganhou a missão de ser, aos 18 anos, o salvador da pátria dos Cavaliers.
Nas três primeiras temporadas, Kobe jogou dois anos como reserva e depois um ano como titular na temporada reduzida pela greve de 99. Nas três primeiras temporadas, Le Bron James foi titular e jogador mais importante da equipe.
Nas três temporadas seguintes Phil Jackson chegou, os Lakers foram tricampeões com uma contribuição fundamental de Kobe para o MVP das três finais: Shaquille O'Neal. Nas três temporadas seguintes Cleveland perdeu uma final de NBA e duas finais do Leste para três times diferentes com LeBron James liderando um time sem outras estrelas.
Resumindo: Kobe teve tempo de amadurecer. Na verdade, Kobe só precisou carregar seu time nas costas quando já era um jogador maduro, formado e, ainda assim, só conseguiu seus outros dois títulos quando esteve ao lado de Pau Gasol.
LeBron James sempre foi cobrado, até pelo próprio talento, como se fosse capaz de levar qualquer time ao título desde que chegou à liga. Não foi. Não é.
Talvez tenha faltado a LeBron a sombra de um Shaquille O'Neal, algum tempo no banco aprendendo a ser grande. Tudo foi dado a ele como uma herança que ele não podia negar, os louros e as reponsabilidades.
Unir-se a Wade e Bosh talvez seja a maneira que James encontrou para se livrar do peso da gelialidade que lhe foi imposto e que não maltratou Kobe no início de carreira. O problema é que agora talvez seja tarde demais para tentar se esconder atrás de outros craques para amadurecer.
LeBron vendeu muitas camisas, ganhou e rendeu muito dinheiro, produziu belos espetáculos nas quadras, mas não se formou como o cara capaz de liderar e vencer em qualquer situação.
James irá conseguir seu título. Talvez não esse ano, talvez como o segundo ou terceiro melhor jogador de um time, mas vai conseguir. Kobe só conseguiu dois títulos como o fodaço do time com mais de 10 anos de carreira.
A verdade é que, em 2011, LeBron James e o Miami Heat ainda têm muita chance de levar a taça para casa. Têm talento de sobra para isso e, embora eu torça muito pro Dallas, ainda acho que a vantagem é do trio de South Beach.
Mesmo que ganhe e que dê um show nas duas últimas partidas, é absurdo comparar LeBron com Michael Jordan. E, para falar a verdade, até que ele desenvolva algum novo nível de intensidade, liderança e killer instinct, compará-lo com Kobe também me parece prematuro.
Direto na têmpora: Can I Please Crawl Out Your Window? - The Hold Steady
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quarta-feira, junho 01, 2011
Shaquille O'Neal e as finais da NBA
Eu detesto os Lakers. Muito. Mesmo assim, eu nunca consegui desgostar do Shaquille O'Neal.
Há cerca de 10 minutos Shaquille O'Neal anunciou sua aposentadoria após 19 anos, 4 títulos e muitas histórias marcantes na NBA.
Shaquille é daqueles caras que coloca o espetáculo em primeiro lugar e que, no auge da forma, era simplesmente impossível de ser detido. Explorar sua única falha clara, os lances livres, era a última esperança ao final de uma partida, uma tática chamanda Hack-a-Shaq que polarizou opiniões e não impediu Shaq de pulverizar muitos adversários.
O'Neal se aposentou com uma mensagem gravada em sua casa e enviada via twitter, falando com os fãs em primeiro lugar. Ele não criou um show de televisão, não vendeu espaço de mídia, não encheu os bolsos e não bancou o babaca diante de milhões.
E é exatamente o parágrafo acima que me leva às finais da NBA. O Miami Heat é favorito e deve ganhar. Quaqluer time com Dwayne Wade, LeBron James e Chris Bosh tem 80% de chances de ganhar qualquer coisa que disputar. É um basquete bonito, com talento e aplicação tática, mas eu simplesmente não consigo torcer pra eles.
Acho que o Heat vence a série em 6 jogos (talvez 5), mas LeBron James estragou isso tudo pra mim.
Um cara que faz um show de 60 minutos para anunciar sua decisão de deixar Cleveland e vende espaços publicitários caríssimos não se importa com seus fãs. Nada contra um jogador mudar de equipe. Acontece, faz parte do negócio, mas a forma com que James lidou com isso foi uma promoção vergonhosa de si próprio.
Ele não precisava, Cleveland não merecia. Foi uma pena que ele tivesse que agir assim para conseguir seu primeiro título.
Voltando a Shaquille O'Neal, ele infelizmente não conseguiu ajudar os meus Celtics a serem campeões. Ele infelizmente ajudou os Lakers a ganharem três títulos. Ele infelizmente não ganhou um título com os Suns e nem com o Magic, dois times que jogavam lindamente. Ainda assim, eu nunca consegui deixar de gostar e de me divertir com ele.
Shaquille O'Neal vai embora como um jogador único, humano, inesquecível, amado até por eles que deveriam odiá-lo. Já LeBron James, que provavelmente é um dos 5 jogadores mais talentosos que já vi jogar, dificilmente conseguirá o mesmo, ainda que tenha muitos títulos pela frente.
Boa sorte, Shaq. Obrigado por tudo, apesar de tudo.
Direto na têmpora: Impatience is a virtue - Two Door Cinema Club
Há cerca de 10 minutos Shaquille O'Neal anunciou sua aposentadoria após 19 anos, 4 títulos e muitas histórias marcantes na NBA.
Shaquille é daqueles caras que coloca o espetáculo em primeiro lugar e que, no auge da forma, era simplesmente impossível de ser detido. Explorar sua única falha clara, os lances livres, era a última esperança ao final de uma partida, uma tática chamanda Hack-a-Shaq que polarizou opiniões e não impediu Shaq de pulverizar muitos adversários.
O'Neal se aposentou com uma mensagem gravada em sua casa e enviada via twitter, falando com os fãs em primeiro lugar. Ele não criou um show de televisão, não vendeu espaço de mídia, não encheu os bolsos e não bancou o babaca diante de milhões.
E é exatamente o parágrafo acima que me leva às finais da NBA. O Miami Heat é favorito e deve ganhar. Quaqluer time com Dwayne Wade, LeBron James e Chris Bosh tem 80% de chances de ganhar qualquer coisa que disputar. É um basquete bonito, com talento e aplicação tática, mas eu simplesmente não consigo torcer pra eles.
Acho que o Heat vence a série em 6 jogos (talvez 5), mas LeBron James estragou isso tudo pra mim.
Um cara que faz um show de 60 minutos para anunciar sua decisão de deixar Cleveland e vende espaços publicitários caríssimos não se importa com seus fãs. Nada contra um jogador mudar de equipe. Acontece, faz parte do negócio, mas a forma com que James lidou com isso foi uma promoção vergonhosa de si próprio.
Ele não precisava, Cleveland não merecia. Foi uma pena que ele tivesse que agir assim para conseguir seu primeiro título.
Voltando a Shaquille O'Neal, ele infelizmente não conseguiu ajudar os meus Celtics a serem campeões. Ele infelizmente ajudou os Lakers a ganharem três títulos. Ele infelizmente não ganhou um título com os Suns e nem com o Magic, dois times que jogavam lindamente. Ainda assim, eu nunca consegui deixar de gostar e de me divertir com ele.
Shaquille O'Neal vai embora como um jogador único, humano, inesquecível, amado até por eles que deveriam odiá-lo. Já LeBron James, que provavelmente é um dos 5 jogadores mais talentosos que já vi jogar, dificilmente conseguirá o mesmo, ainda que tenha muitos títulos pela frente.
Boa sorte, Shaq. Obrigado por tudo, apesar de tudo.
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sexta-feira, abril 15, 2011
Playoffs da NBA
Ninguém se importa, mas seguem aí minhas previsões para os playoffs da NBA. Tá certo que contusões podem alterar o rumo de qualquer aposta, mas fica registrado o meu palpite só pra mostrar que eu devo errar muito mais do que acertar.
LESTE
Chicago Bulls 4 x 1 Indiana Pacers
Miami Heat 4 x 1 Philadelphia 76ers
Boston Celtics 4 x 3 New York Knicks
Orlando Magic 4 x 3 Atlanta Hawks
OESTE
San Antonio Spurs 4 x 2 Memphis Grizzlies
Los Angeles Lakers 4 x 0 New Orleans Hornets
Dallas Mavericks 3 x 4 Portland Trail Blazers
Oklahoma City Thunder 4 x 2 Denver Nuggets
SEGUNDA RODADA LESTE
Chicago Bulls 4 x 2 Orlando Magic
Miami Heat 4 x 2 Boston Celtics
SEGUNDA RODADA OESTE
San Antonio Spurs 2 x 4 Oklahoma City Thunder
Los Angeles Lakers 4 x 1 Portland Trail Blazers
FINAL DO LESTE
Chicago Bulls 2 x 4 Miami Heat
FINAL DO OESTE
Oklahoma City Thunder 2 x 4 Los Angeles Lakers
FINAL DA NBA
Miami Heat 2 x 4 Los Angeles Lakers
É desnecessário dizer que eu nunca torci tanto pra estar errado.
Direto na têmpora: Last dance - The Raveonettes
LESTE
Chicago Bulls 4 x 1 Indiana Pacers
Miami Heat 4 x 1 Philadelphia 76ers
Boston Celtics 4 x 3 New York Knicks
Orlando Magic 4 x 3 Atlanta Hawks
OESTE
San Antonio Spurs 4 x 2 Memphis Grizzlies
Los Angeles Lakers 4 x 0 New Orleans Hornets
Dallas Mavericks 3 x 4 Portland Trail Blazers
Oklahoma City Thunder 4 x 2 Denver Nuggets
SEGUNDA RODADA LESTE
Chicago Bulls 4 x 2 Orlando Magic
Miami Heat 4 x 2 Boston Celtics
SEGUNDA RODADA OESTE
San Antonio Spurs 2 x 4 Oklahoma City Thunder
Los Angeles Lakers 4 x 1 Portland Trail Blazers
FINAL DO LESTE
Chicago Bulls 2 x 4 Miami Heat
FINAL DO OESTE
Oklahoma City Thunder 2 x 4 Los Angeles Lakers
FINAL DA NBA
Miami Heat 2 x 4 Los Angeles Lakers
É desnecessário dizer que eu nunca torci tanto pra estar errado.
Direto na têmpora: Last dance - The Raveonettes
quinta-feira, março 11, 2010
It's not about advertising
Estou lendo The Basketball Book, do meu escritor esportivo favorito, Bill Simmons. Logo no começo do livro, em uma entrevista com o grande Isiah Thomas, Bill Simmons recebe do craque o segredo do basquete: "it's not about basketball".
Segundo eles, basquete é menos sobre talento para o esporte e mais sobre comprometimento, envolvimento, capacidade de extrair o melhor do companheiro e de abrir mão do individual para o resultado coletivo. Bird, Magic, Jordan, Isiah, todos souberam fazer isso como jogadores.
Eu nunca achei que a resposta para fazer boa comunicação estivesse nos anuários, embora entenda que seja ótimo utilizá-los como referência técnica. Quanto mais eu penso nisso, mais eu chego à conclusão de que publicidade é, a cada dia mais, uma profissão menos para quem domina o software e mais para quem entende pessoas; menos para quem escreve bem e mais para quem gosta de arriscar; menos para quem analisa números e mais para quem visualiza rumos; menos para quem curte falar e mais para quem sabe ouvir; menos para quem adora anúncios e mais para quem é louco por comportamento.
Enfim, publicidade para mim é sobre um monte de coisas, but it's not all about advertising.
Direto na têmpora: Smoke on the water - Señor Coconut
Segundo eles, basquete é menos sobre talento para o esporte e mais sobre comprometimento, envolvimento, capacidade de extrair o melhor do companheiro e de abrir mão do individual para o resultado coletivo. Bird, Magic, Jordan, Isiah, todos souberam fazer isso como jogadores.
Eu nunca achei que a resposta para fazer boa comunicação estivesse nos anuários, embora entenda que seja ótimo utilizá-los como referência técnica. Quanto mais eu penso nisso, mais eu chego à conclusão de que publicidade é, a cada dia mais, uma profissão menos para quem domina o software e mais para quem entende pessoas; menos para quem escreve bem e mais para quem gosta de arriscar; menos para quem analisa números e mais para quem visualiza rumos; menos para quem curte falar e mais para quem sabe ouvir; menos para quem adora anúncios e mais para quem é louco por comportamento.
Enfim, publicidade para mim é sobre um monte de coisas, but it's not all about advertising.
Direto na têmpora: Smoke on the water - Señor Coconut
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terça-feira, março 02, 2010
Len Bias
Len Bias nunca jogou pelos Celtics, nunca comemorou um título da NBA e nunca usou sua camisa número 30. Len Bias não foi MVP, não recebeu milhões de dólares da Reebok e não estrelou em um único filme de Hollywood.
O parágrafo anterior está cheio de motivos pelos quais você nunca deve ter ouvido falar de Len Bias, mas se você era um fã dos Celtics em 86 e acompanhou os 20 anos de sofrimento que se seguiram, esse parágrafo diz quase tudo o que você precisa saber sobre Len Bias.
Os Celtics foram campeões em 1986 com um time que incluía 3 dos 50 maiores jogadores de todos os tempos da NBA: Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish. Naquele ano, graças a algumas trocas feitas pelo genial Red Auerbach, Boston tinha ainda o número 2 no draft e não havia dúvidas sobre quem o time escolheria. Cleveland, que escolheria primeiro, precisava de um pivô e Boston poderia selecionar Len Bias, considerado o que havia de mais próximo a Michael Jordan na época.
Lenny Bias foi escolhido pelos Celtics e, na festa de comemoração ainda na noite do draft, teve uma parada cardíaca causada pelo consumo de cocaína com alto grau de pureza.
Eu já conhecia essa história, mas ontem a ESPN passou um documentário sobre a morte de Len Bias que eu queria realmente ter visto. Não consegui assistir inteiro, mas fico pensando como a morte deste jovem de 22 anos teve implicações não apenas em sua família, mas em toda a NBA e nos Celtics especificamente. Nem mesmo a morte de Reggie Lewis em plena quadra (2'20 do video) alguns anos depois teria tanto impacto.
Não sei se o Boston ganharia mais títulos com Bias ou mesmo se ele seria uma grande estrela. Ele poderia machucar o joelho na pré-temporada de 87 e nunca mais ser o mesmo, quem sabe? Pelo menos ele teria recebido 20 mil dólares por mês durante dois anos na pior das hipóteses.
O fato é que Len Bias foi uma história interrompida e que deixa milhares de "como seria se" para os fãs da NBA.
Você provavelmente nunca ouviu falar de Len Bias, mas ele tinha 22 anos quando morreu e, cara, ele era bom.
Direto na têmpora: Birthday - The Bird And The Bee
O parágrafo anterior está cheio de motivos pelos quais você nunca deve ter ouvido falar de Len Bias, mas se você era um fã dos Celtics em 86 e acompanhou os 20 anos de sofrimento que se seguiram, esse parágrafo diz quase tudo o que você precisa saber sobre Len Bias.
Os Celtics foram campeões em 1986 com um time que incluía 3 dos 50 maiores jogadores de todos os tempos da NBA: Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish. Naquele ano, graças a algumas trocas feitas pelo genial Red Auerbach, Boston tinha ainda o número 2 no draft e não havia dúvidas sobre quem o time escolheria. Cleveland, que escolheria primeiro, precisava de um pivô e Boston poderia selecionar Len Bias, considerado o que havia de mais próximo a Michael Jordan na época.
Lenny Bias foi escolhido pelos Celtics e, na festa de comemoração ainda na noite do draft, teve uma parada cardíaca causada pelo consumo de cocaína com alto grau de pureza.
Eu já conhecia essa história, mas ontem a ESPN passou um documentário sobre a morte de Len Bias que eu queria realmente ter visto. Não consegui assistir inteiro, mas fico pensando como a morte deste jovem de 22 anos teve implicações não apenas em sua família, mas em toda a NBA e nos Celtics especificamente. Nem mesmo a morte de Reggie Lewis em plena quadra (2'20 do video) alguns anos depois teria tanto impacto.
Não sei se o Boston ganharia mais títulos com Bias ou mesmo se ele seria uma grande estrela. Ele poderia machucar o joelho na pré-temporada de 87 e nunca mais ser o mesmo, quem sabe? Pelo menos ele teria recebido 20 mil dólares por mês durante dois anos na pior das hipóteses.
O fato é que Len Bias foi uma história interrompida e que deixa milhares de "como seria se" para os fãs da NBA.
Você provavelmente nunca ouviu falar de Len Bias, mas ele tinha 22 anos quando morreu e, cara, ele era bom.
Direto na têmpora: Birthday - The Bird And The Bee
terça-feira, junho 16, 2009
O cara errado
Você tem 2,10m de altura. Ótimo para jogar basquete. Fora isso você é lento, aparentemente desajeitado, incapaz de saltar e ainda por cima, branco.
Todos dizem que você é pouco ágil para ser um ala (small forward) e pouco forte/atlético para ser um ala-pivô (power forward).
Seu pai comete suicídio e você larga uma das mais tradicionais universidades do país e uma excelente bolsa de estudos para trabalhar como lixeiro.
Um tempo depois uma universidade desconhecida o convida para treinar por lá. Você a leva até as finais universitárias e, mesmo assim, poucos acreditam que você será um jogador relevante na NBA, inclusive os seus colegas de time.
Na primeira temporada você revitaliza uma dinastia. Nos próximos anos você se transforma em um dos jogadores mais completos, admirados e vitoriosos da história do esporte.
Senhoras e senhores, Larry Bird.
10 grandes momentos de Larry "Legend" nos playoffs.
PS - Este post é fruto de uma baita dor de cotovelo por ver os Lakers serem campeões da NBA em 2009. Foi merecido, mas não se confundam: Kobe é Kobe e Bird é Bird.
Direto na têmpora: I'll be with you - Black Lips
Todos dizem que você é pouco ágil para ser um ala (small forward) e pouco forte/atlético para ser um ala-pivô (power forward).
Seu pai comete suicídio e você larga uma das mais tradicionais universidades do país e uma excelente bolsa de estudos para trabalhar como lixeiro.
Um tempo depois uma universidade desconhecida o convida para treinar por lá. Você a leva até as finais universitárias e, mesmo assim, poucos acreditam que você será um jogador relevante na NBA, inclusive os seus colegas de time.
Na primeira temporada você revitaliza uma dinastia. Nos próximos anos você se transforma em um dos jogadores mais completos, admirados e vitoriosos da história do esporte.
Senhoras e senhores, Larry Bird.
10 grandes momentos de Larry "Legend" nos playoffs.
PS - Este post é fruto de uma baita dor de cotovelo por ver os Lakers serem campeões da NBA em 2009. Foi merecido, mas não se confundam: Kobe é Kobe e Bird é Bird.
Direto na têmpora: I'll be with you - Black Lips
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quarta-feira, abril 01, 2009
Quadrúpedes no basquetebol
Eu já joguei basquete um dia. Nunca fui bom, mas jogava bastante. Logo que comecei a treinar, alguém soube que eu praticava o bom e velho baloncesto e me indicou para auxiliar na arbitragem de uma partida.
Fui na maior boa vontade e, é claro, com ignorância completa do gestual utilizado pelos árbitros. Aí começou o problema.
Enquanto no futebol o sinal para substituição consiste em girar os antebraços um sobre o outro, no basquete a troca de jogadores é demonstrada através dos braços cruzados em “X” sobre o peito.
Não seria um grande problema se o sinal de substituição usado no futebol não fosse exatamente o mesmo que significa uma punição por “andada” no basquete.
Era só alguém pedir uma substituição que lá ia eu girando freneticamente os braços e surpreendendo os dois times com a marcação de uma infração que não tinha a menor razão de ser.
Depois da quarta “andada” inventada o outro juiz se aproximou de mim e disse: “você lembra que para sinalizar substituição é só cruzar os braços assim, né?”
Tirando a vergonha, a humilhação e a certeza de que eu sou um dos seres humanos mais burros que já pisou este solo, o resto do jogo até que correu bem.
Direto na têmpora: Ship of Fools - World Party
Fui na maior boa vontade e, é claro, com ignorância completa do gestual utilizado pelos árbitros. Aí começou o problema.
Enquanto no futebol o sinal para substituição consiste em girar os antebraços um sobre o outro, no basquete a troca de jogadores é demonstrada através dos braços cruzados em “X” sobre o peito.
Não seria um grande problema se o sinal de substituição usado no futebol não fosse exatamente o mesmo que significa uma punição por “andada” no basquete.
Era só alguém pedir uma substituição que lá ia eu girando freneticamente os braços e surpreendendo os dois times com a marcação de uma infração que não tinha a menor razão de ser.
Depois da quarta “andada” inventada o outro juiz se aproximou de mim e disse: “você lembra que para sinalizar substituição é só cruzar os braços assim, né?”
Tirando a vergonha, a humilhação e a certeza de que eu sou um dos seres humanos mais burros que já pisou este solo, o resto do jogo até que correu bem.
Direto na têmpora: Ship of Fools - World Party
quarta-feira, junho 18, 2008
Booooostoooon Ceeeeeltiiiiiics
39 pontos de vantagem, um show de defesa e o primeiro título para Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e o veteraníssimo PJ Brown. Esperei 22 anos mas está aí: 17 títulos, no dia 17, número de John Havlicek! Celtics! Celtics! Celtics!
Juro que queria escrever mais, mas vou pular mais um pouco na sala com meu pijama e a camisa oficial do Paul Pierce por cima. Ceeeeeeeeeltiiiiiiics!
Direto na têmpora: os gritos de KG e a torcida no Garden.
Juro que queria escrever mais, mas vou pular mais um pouco na sala com meu pijama e a camisa oficial do Paul Pierce por cima. Ceeeeeeeeeltiiiiiiics!
Direto na têmpora: os gritos de KG e a torcida no Garden.
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segunda-feira, maio 12, 2008
Supergrupos
Eu sempre acreditei que a soma das partes quase nunca garante a qualidade do todo. Claro que existem exceções, como o Dream Team (Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, charles Barkley, etc), mas pensemos nos milhares de vezes em que os tais grandes projetos deram errado. Só 3 exemplos para você refletir:
O ataque dos sonhos, com Sávio, Romário e Edmundo: três craques no auge (ou quase) de suas carreiras, unidos para passar vergonha e causar enjôos em milhões de rubronegros.
Asia, com Steve Howe, Carl Palmer e John Wetton: o guitarrista do Yes; o baterista do emerson, Lake & Palmer; o baixista do King Crimson e uma bandazinha muito da chué, que só fez sucesso com a farofíssima "Heat of the Moment".
Selegalo, com Renato Gaúcho, Neto, Gaúcho e Luís Carlos Winck: quatro nomes em voga na época que trouxeram resultados pífios e viraram motivo de chacota. Um erro a não ser repetido.
Tem também o Mr. Big e aquele Real Madri recente, mas prefiro nem tocar no assunto para não ter dores de cabeça e espasmos.
No entanto, confesso que escrevo sobre o tema apenas por uma uestão egoísta, já que os Celtics uniram Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett. Apesar do sucesso durante toda a temporada, o grupo começa a derrapar nos playoffs. Devo me preocupar ou devo acreditar que eles sejam, na verdade, uma reencarnação do Dream Team? Bom, se forem pelo menos um hit como os Amigos sertanejos (Zezé, Luciano, Leandro, Leonardo, Chitãozinho e Xororó), já tá bão.
Direto na têmpora: It don't matter to me - Bread
O ataque dos sonhos, com Sávio, Romário e Edmundo: três craques no auge (ou quase) de suas carreiras, unidos para passar vergonha e causar enjôos em milhões de rubronegros.
Asia, com Steve Howe, Carl Palmer e John Wetton: o guitarrista do Yes; o baterista do emerson, Lake & Palmer; o baixista do King Crimson e uma bandazinha muito da chué, que só fez sucesso com a farofíssima "Heat of the Moment".
Selegalo, com Renato Gaúcho, Neto, Gaúcho e Luís Carlos Winck: quatro nomes em voga na época que trouxeram resultados pífios e viraram motivo de chacota. Um erro a não ser repetido.
Tem também o Mr. Big e aquele Real Madri recente, mas prefiro nem tocar no assunto para não ter dores de cabeça e espasmos.
No entanto, confesso que escrevo sobre o tema apenas por uma uestão egoísta, já que os Celtics uniram Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett. Apesar do sucesso durante toda a temporada, o grupo começa a derrapar nos playoffs. Devo me preocupar ou devo acreditar que eles sejam, na verdade, uma reencarnação do Dream Team? Bom, se forem pelo menos um hit como os Amigos sertanejos (Zezé, Luciano, Leandro, Leonardo, Chitãozinho e Xororó), já tá bão.
Direto na têmpora: It don't matter to me - Bread
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Riding the K-Train
Já que estamos naquela época mágica em que quase niguém lê o pastelzinho, vou aproveitar e seguir minha linha de postagens que só eu gosto. Depois de abordar escritores obscuros, livros de meu interesse e um comercial sooperdooper de bacana, chegou a vez da NBA e dos Boston Celtics.
Há alguns meses, os Celics, depois de adicionarem Ray Allen, trocaram 7 jogadores por Kevin Garnett. O resultado foi, além da chegada de jogadores novos como James Posey, Scott Pollard, Eddie House e outros, uma mudança completa no perfil da equipe. Os número não mentem jamais.
- Depois da troca em que os TWolves levaram 7 jogadores e Boston ficou com Garnett, os TWolves são o último lugar disparado da liga e Boston o primeiro.
- Na temporada anterior, Boston acabou o ano com 24 vitórias em 82 jogos. Com KG são 27 vitórias em 30 jogos.
- Os Celtics agora têm a melhor defesa da NBA.
- Após dois anos fora dos playoffs, Boston só não chega esse ano se Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett perderem em conjunto pelo menos 60 jogos.
- Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett têm, enfim, uma chance real de ganhar um merecidíssimo título.
- Os Celtics venceram todas as 9 partidas contra times do poderoso Oeste.
- Apenas 5 outros times chegaram a 30 partidas com apenas 3 derrotas na história da NBA.
- Com o título dos Red Sox no baseball, a campanha invicta dos Patriots no futebol americano e a nova era dos Celtics, Boston deve ser o melhor lugar do mundo para um fã de esportes viver.
Eu sei, eu sei, ninguém se interessa, but I'm loving it, baby! Ah, aproveitando o ensejo, segue o sensacional comercial da Adidas estrelando o nosso amantíssimo Garnett, ainda nos seus tempos obscuros com os Timberwolves.
Take us there, KG!
Direto na têmpora: A whisper - Coldplay
Há alguns meses, os Celics, depois de adicionarem Ray Allen, trocaram 7 jogadores por Kevin Garnett. O resultado foi, além da chegada de jogadores novos como James Posey, Scott Pollard, Eddie House e outros, uma mudança completa no perfil da equipe. Os número não mentem jamais.
- Depois da troca em que os TWolves levaram 7 jogadores e Boston ficou com Garnett, os TWolves são o último lugar disparado da liga e Boston o primeiro.
- Na temporada anterior, Boston acabou o ano com 24 vitórias em 82 jogos. Com KG são 27 vitórias em 30 jogos.
- Os Celtics agora têm a melhor defesa da NBA.
- Após dois anos fora dos playoffs, Boston só não chega esse ano se Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett perderem em conjunto pelo menos 60 jogos.
- Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett têm, enfim, uma chance real de ganhar um merecidíssimo título.
- Os Celtics venceram todas as 9 partidas contra times do poderoso Oeste.
- Apenas 5 outros times chegaram a 30 partidas com apenas 3 derrotas na história da NBA.
- Com o título dos Red Sox no baseball, a campanha invicta dos Patriots no futebol americano e a nova era dos Celtics, Boston deve ser o melhor lugar do mundo para um fã de esportes viver.
Eu sei, eu sei, ninguém se interessa, but I'm loving it, baby! Ah, aproveitando o ensejo, segue o sensacional comercial da Adidas estrelando o nosso amantíssimo Garnett, ainda nos seus tempos obscuros com os Timberwolves.
Take us there, KG!
Direto na têmpora: A whisper - Coldplay
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terça-feira, julho 31, 2007
Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen
Eu sei, eu sei, ninguém se importa com a NBA, mas depois da notícia de que os Celtics vão começar a temporada 2007/08 com o power trio de Allen, Garnett e Pierce eu não poderia deixar de postar sobre o assunto.
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!
Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!
Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker
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terça-feira, julho 24, 2007
Jogatina
Sim, eu ainda sigo a NBA. Acompanho o draft, acesso diariamente o www.espn.com e, pelo menos uma vez por semana, visito os sites do Boston Herald e do Boston Globe para saber como andam as coisas com os meus cada vez mais depauperados Celtics.
Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.
Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.
Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.
Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.
Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...
Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados
Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.
Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.
Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.
Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.
Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...
Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados
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sexta-feira, junho 08, 2007
Malditos Spurs
Não que alguém se importe em plena sexta-feira depois de um feriado (ok, talvez o James), mas ontem foi o pior jogo de uma final de NBA dos últimos anos. Para falar a verdade, possivelmente de todos os tempos.
O segundo quarto foi um lixo e o LeBron James (teoricamente um futuro Jordan) foi horrendo. Em 7 tentativas conseguiu acertar 0 no primeiro tempo do jogo inteiro. Sim, 0 em 7 nos primeiros dois quartos. Até o Anderson Varejão tava melhor que BronBron.
Agora é ficar com sono o dia inteiro e torcer pra que o San Antonio acabe logo com isso. Aliás, só pra esclarecer, eu até gosto dos Spurs, mas é que eles são como o Grêmio no auge: cansa ver aquele joguinho feijão com arroz e uma superdefesa ganhar todo ano.
Ah, como eu detesto ainda me importar com o basquete da NBA. Aposto que isso é praga do Rubinho.
Direto na têmpora: Mamma Maria – Ricchi e Poveri
O segundo quarto foi um lixo e o LeBron James (teoricamente um futuro Jordan) foi horrendo. Em 7 tentativas conseguiu acertar 0 no primeiro tempo do jogo inteiro. Sim, 0 em 7 nos primeiros dois quartos. Até o Anderson Varejão tava melhor que BronBron.
Agora é ficar com sono o dia inteiro e torcer pra que o San Antonio acabe logo com isso. Aliás, só pra esclarecer, eu até gosto dos Spurs, mas é que eles são como o Grêmio no auge: cansa ver aquele joguinho feijão com arroz e uma superdefesa ganhar todo ano.
Ah, como eu detesto ainda me importar com o basquete da NBA. Aposto que isso é praga do Rubinho.
Direto na têmpora: Mamma Maria – Ricchi e Poveri
terça-feira, maio 15, 2007
Tosse, tosse, todo mundo tossindo
Faz coisa de 15 dias que tusso sem parar. O Roger acha que é escorbuto e a Fernanda acha que é falta de vergonha porque eu não cuido direito. Não tiro a razão de nenhum dos dois, mas a verdade é que, como nunca fumei e durante boa parte da vida fiz exercícios, tenho um pulmão em ótimo estado que troco por dois joelhos bem conservados.
Ok, o "pulmão em ótimo estado" pode ser um exagero se levarmos em conta a distinta possibilidade de conter uma leve tuberculose, mas ainda assim é uma bela barganha.
Se alguém se interessar, favor mandar sua proposta pelos comments. Não aceitamos próteses ortopédicas ou joelhos femininos, já que a criança aqui é peso pesado.
PS - Quem tem um mínimo interesse por esportes precisa acompanhar os playoffs da NBA. Já teve zebras, violência, partidas clássicas, enfim, it's faaaaaaaaantastic.
Direto na têmpora: Bitter Sweet Symphony - The Verve
Ok, o "pulmão em ótimo estado" pode ser um exagero se levarmos em conta a distinta possibilidade de conter uma leve tuberculose, mas ainda assim é uma bela barganha.
Se alguém se interessar, favor mandar sua proposta pelos comments. Não aceitamos próteses ortopédicas ou joelhos femininos, já que a criança aqui é peso pesado.
PS - Quem tem um mínimo interesse por esportes precisa acompanhar os playoffs da NBA. Já teve zebras, violência, partidas clássicas, enfim, it's faaaaaaaaantastic.
Direto na têmpora: Bitter Sweet Symphony - The Verve
segunda-feira, outubro 30, 2006
Red Auerbach is dead
Esse site não é sobre basquete (na verdade, é sobre o quê?), mas para quem é fã do esporte e acompanha desde 84 não dá pra deixar de falar sobre a morte de Red Auerbach aos 89 anos. O cara ganhou 8 títulos em 9 anos, 16 no total e descobriu alguns dos maiores talentos da NBA. Em Boston, Red era uma das coisas mais parecidas com Deus que já se viu. Eu, que só assisti a um jogo dos Celtics ao vivo (e nem foi no Garden) fico com a impressão de que a mística vai se perdendo aceleradamente e o time está cada vez mais perto de ser só mais um. Uma pena, Red.
Direto na têmpora: School - Supertramp
Direto na têmpora: School - Supertramp
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