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quinta-feira, setembro 01, 2011

Atendimento com respeito... NOT!

NOT é a sigla para Núcleo de Ortopedia e Traumatologia. Meu ortopedista atende lá e hoje estive ali para uma consulta agendada para as 14h40.

50 minutos depois eu ainda estava na recepção.

Isso porque o NOT agenda as consultas, mas obriga você a pegar senha e aguardar para ser atendido. Ou seja, marquei a consulta para as 14h40, cheguei às 14h40, mas quando peguei a senha havia 26 pessoas na minha frente.

Aí fica a dúvida, se a senha é por ordem de chegada, de que adianta marcar hora? Fiquei 50 minutos para ser atendido na recepção e 20 minutos dentro do consultório médico.

Obviamente reclamei e pedi a presença de uma supervisora. Seguiu-se o seguinte:

- O NOT consegue entender a falta de respeito que esse procedimento significa com todos nós que estamos aqui? Essa gente toda está aqui há 40, 50 minutos mesmo tendo agendado consulta. É gente que saiu do trabalho, gente que pegou ônibus, gente com dor que se esforçou para chegar na hora marcada pra isso?

- É que nós estamos reformulando a recepção.

- Então por que isso não é avisado? Por que vocês não dão essa notícia pelo telefone, não comunicam que vai ser por ordem de chegada?

- Pois é, a gente está reformulando, tem dois atendentes em treinamento, eles estão até de crachá, olha lá...

- Olha, eu nem vou discutir isso. A responsabilidade é de vocês. Nós somos as vítimas. E tem mais, aqui tá cheio de pessoas idosas, um calor tremendo e vocês não tiveram a cortesia de oferecer um copo d'água pra eles.

- Não, mas aqui tá cheio de bebedores.

- Mas as pessoas estão de muletas, de cadeiras de rodas, custava trazer água pra elas?

- Era só pedir. Se pedir, a gente não vai negar água, não.


Foi aí que eu percebi que aquela era uma conversa inútil e que eles realmente não percebem o quanto estão sendo desrespeitosos.

É como se escapasse à compreensão deles de que aqueles sentados ali não são cartões de convênio ou apenas gente que incomoda por estar com dor. São pessoas, são gente, e bastaria isso para que merecessem respeito.

Mas isso eles não entendem. Simplesmente não entendem.




Direto na têmpora: Sun drenched witch - The Bullets

quinta-feira, agosto 04, 2011

Ai, ai, ai, o meu saquinho.

Ando cada vez mais convencido de que o planeta terra é composto de dinheiro, algumas boas intenções e um enorme contingente de filhos da puta.

Troquei de carro em janeiro e dei o meu veículo antigo como parte do pagamento. Como vou renovar minha carteira de motorista por esses dias, passei no site do Detran e descobri que o carro que eu vendi em janeiro me rendeu uma nova multa em maio.

Bom para o novo proprietário, uma bosta pra mim. Já liguei para a concessionária e ainda aguardo uma resposta, mas adianto: qualquer que seja a justificativa, o pedido de desculpas e a compensação (se houver), esses acabam de perder um cliente.




Direto na têmpora: Eddie's gun - The Kooks

sexta-feira, abril 01, 2011

O anticase

Sou cliente do Banco Real desde 1991. Já fiz financiamentos, já contratei um seguro de vida, já peguei empréstimos, já investi, já tive conta de pessoa física e de pessoa jurídica, já passei por uma mudança grande com a chegada do ABN e agora, pela primeira vez, estou decidido a deixar a instituição.

Na verdade, meu problema não é com o Banco Real, que construiu comigo uma relação de 20 anos e conquistou minha fidelidade. Meu problema é com o Santander, o banco que está jogando estes 20 anos no lixo.

O site do Santander funciona quando bem entende, os sistemas ficaram mais confusos, as máquinas de auto-atendimento pioraram, enfim, não houve um único benefício após a mudança.

Hoje, por exemplo, tentei agendar o pagamento do financiamento do meu carro para o dia 25 de abril via site e fui informado da impossibilidade de realizar o agendamento.

Fui a uma agência e tentei as máquinas de auto-atendimento: erro.

Liguei para o atendimento telefônico e fui transferido para a parte de financiamentos do Santander.

Sem conseguir resolver, argumentaram que precisaria entrar em contato com a Aymoré, em um número de São Paulo.

Liguei para a Aymoré, mas indicaram que a solução estaria na Financeira Renault.

Entrei em contato com a Financeira Renault (parte do Grupo Santander) e me disseram que o problema estava no banco.

Voltei a ligar para o atendimento telefônico do Santander que acusou um problema sistêmico e me orientou a tentar o agendamente via internet.

Ou seja, praticamente 6 horas e algumas úlceras depois, voltei ao ponto de onde saí.

Mas se você acha que parou por aí, engana-se. O perfil do Santander no twitter me interpelou bastante friamente sobre qual seria o motivo da minha insatisfação e me chamou sabe como? De Maurílio, mesmo que meu perfil fosse @maurilo.

O Santander é o anticase de branding, é a demonstração clara de que 20 anos de construção de uma marca podem ser jogados fora por alguns poucos meses de incompetência.

E, sim, é incompetência pura. Se eu desconfio que certas empresas responsáveis pelo trânsito de determinadas capitais agem de qualquer jeito por pura sacanagem ou simplesmente porque estão pouco se fodendo, não tenho a mesma impressão do santander. É falta de competência, de organização, é simplesmente falta de qualidade para fazer melhor.

Por tudo isso, depois de 20 anos estou mudando. Alguém me indica outro banco?




Direto na têmpora: What a beautiful day - Levellers

terça-feira, março 15, 2011

Na cara

Eu estava conversando com minha polida colega e socialite de primeira Carmita Almeida sobre o péssimo hábito de falar mal dos outros pela frente.

Gente, é muita falta de educação falar mal de alguém na própria cara do caluniado. Causa conflitos, gera atritos, estremece relações.

Por isso, gostaria de garantir a todos vocês que se algum dia eu precisar descer a lenha em um dos queridos leitores, fá-lo-ei como mandam a ética e os bons modos: às escondidas.

Sem mais para o momento, um beijo nas crianças e saudações àquela sua tia que faz uma broa de fubá daqui, ó.




Direto na têmpora: Some guys have all the luck - Rod Stewart

segunda-feira, março 14, 2011

Zona de conforto

Outro dia uma pessoa que respeito muito me mandou um email e usou a expressão "zona de conforto" em uma situação que considerei bastante infeliz.

Até aí tudo bem, eu vivo usando expressões mal colocadas em todo tipo de situação, mas aconteceu que eu peguei birra da tal "zona de conforto".

A verdade é que "zona de conforto" está virando um daqueles eufemismos corporativos que tanto irritam a gente e eu, como velho resmungão que sou, não posso me furtar a fazer a velha brincadeirinha que todo mundo já recebeu por email mostrando o verdadeiro significado das coisas.


O que é dito
A equipe precisa estar preparada para sair da sua zona de conforto.

O que significa
Alguém aí trouxe vaselina?



O que é dito
Você precisa ser mais proativo.

O que significa
Eu não te pago pra passar o dia inteiro no Facebook.



O que é dito
O mercado de publicidade mudou.

O que significa
Aumento? Nem fodendo.


A verdade é que me parece haver hoje uma verdadeira luxúria por essas palavrinhas que não dizem o que querem dizer. É uma vontade de inventar adjetivos e substantivos pra significar as mesmas coisas de sempre, mas soando como se estivéssemos inventando a roda.

Enfim, eu sou um velho (indivíduo da melhor idade) resmungão (com foco em questionamentos) e o que mata é essa preguiça de sair da minha velha e ensebada zona de conforto.




Direto na têmpora: The lights go down - Electric Light Orchestra

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Reclamando e achando bom

Eu sou um velho resmungão. Eu reclamo de tudo, da BHTrans e das reuniões com clientes; do Santander e das chuvas de fim de ano.

Reclamo porque é gostoso reclamar, porque faz mal guardar indignações e, principalmente, porque reclamar me faz bem ao humor.

Meu querido Paulo Emílio da Brókolis veio me perguntar outro dia se eu nunca fico puto e já faz alguns anos o Vinicius Kamei perguntou ao meu irmão se ele já tinha me visto triste. Ah, como são tolos. Fico muito puto e fico muito triste, talvez mais do que deveria.

Mas sabe de uma coisa? Passa.

Passa porque tudo tem que passar, porque o mundo gira, porque tem coisas melhores e maiores esperando agora mesmo por cada um de nós.

Eu não tenho problemas em ser um velho resmungão, mas eu teria problemas demais em ser um velho infeliz e cheio de mágoas escondidas.




Direto na têmpora: Funplex - The B-52's

quarta-feira, dezembro 01, 2010

10 pequenas intolerâncias cotidianas

Não tolero:


1) Gente que abraça como se não quisesse abraçar (válido também para apertos de mão).

2) Fanfarrões que vivem para dizer "proativo", "multitarefa" e "quebra de paradigma".

3) Figuras que pregam a salvação do planeta e se esquecem de ajudar pessoas.

4) Aqueles que perguntam quanto você ganha (a não ser que seja pra fazer proposta de emprego).

5) Qualquer um que não saiba agradecer, dar crédito ou reconhecer o valor dos outros.

6) Vizinhos do andar de cima que já acordam de salto alto ou tamanco.

7) Clientes "criativos".

8) Pão-duros em geral.

9) Fulanos que atendem celular no cinema.

10) Criaturas que usam o argumento "todo mundo faz assim".




Direto na têmpora: Hovering - Beulah

segunda-feira, novembro 29, 2010

Doce de figo

Você sabe que um doce é bom quando ele desperta a cobiça e leva ao crime. Minha bisavó Maria Neves foi uma das maiores doceiras de Ouro Preto, além de ser minha madrinha e fazer os famosos (na família) "biscoitos de Maurilo".

Mas o que fazia a fama da minha bisavó mesmo era o doce de figo. Sequinhos por fora e molhadinhos por dentro os doces de figo da vovó Maria eram realmente um caso de polícia.

A coisa era tão séria que quando ela colocava os doces para secar na janela estudantes, vizinhos e até mesmo um carteiro chamado Sr. Jardim não resistiam e roubavam alguns.

Falei isso tudo porque hoje já me aconteceram duas ou três coisas que me encheram bastante o saco e eu daria tudo - ou quase tudo - por uma caixa de doces de figo feitos por Dona Maria Neves para me ajudar a passar a tarde.

Se eu tento resolver minha ansiedade com doces? Hell yeah!




Direto na têmpora: Costume party - Two Door Cinema Club

sexta-feira, novembro 05, 2010

Argumento

Faltando menos de uma semana para as eleições recebi um email de um amigo (junto com uma lista enorme de pessoas) em que ele se referia a um instituto de pesquisa que daria empate técnico com Serra ligeiramente à frente.

Achei aquilo estranho, afinal, naquele mesmo dia todos os instituso apontavam uma vitória de Dilma por 10 ou 12 pontos. Vi que o email citava a pesquisa como registrada no TRE e, por falta de detalhes, fui conferir no TRE-MG.

Na verdade, meu objetivo era verificar a veracidade da notícia e ter informações para depois fazer minhas considerações sobre a competência de um instituto que apontava um resultado tão distante do que se configurava e acabou se concretizando como resultado do pleito.

Entrei no TRE-MG e vi que não havia registro. Respondi então ao email do meu amigo dizendo que a pesquisa não estava registrada no TRE-MG e perguntando se não seria no TSE ou outro regional. A réplica do moço foi de "vai tomar no cu" pra baixo.

Não sei se ele repassou a notícia sabendo que era mentira, se achou que o meu questionamento estaria ligado a alguma posição política ou se ele simplesmente não gosta de pensar.

Só sei que essa tem sido uma postura muito comum em quem defende algum tipo de administração. Sabe uma coisa meio "Brasil, ame-o ou deixe-o"? Pois é.

Hoje mesmo recebi um twitter do perfil @TudoporBH que reforça essa postura. Quando se deparam com alguma crítica à administração, não respondem com alguma solução ou admissão de culpa, mas apenas com argumentos como "é maravilhoso servir à nossa capital" e outras baboseiras do gênero.

É impressionante que ainda existam pessoas assim, incapazes de entender que o questionamento e a crítica não significam ódio ou vontade de destruir algo. Às vezes o que se quer com isso é justamente melhorar as coisas ou conhecer o que há por trás do boato.

E assim, vamos fugindo ao debate e nos recolhendo às nossas pequenas e inquestionáveis verdadezinhas pessoais.




Direto na têmpora: She makes me - Queen

quinta-feira, novembro 04, 2010

Médicos, planos de saúde e o meu saco.

Há dois meses agendei uma pequena cirurgia com o dermatologista. Seria para retirar algumas pintas problemáticas na região do pescoço com anestesia local, nada demais.

O procedimento seria amanhã às 16h30 e hoje ao meio-dia a secretária do médico ligou me avisando que ele havia cancelado o contrato com o Bradesco e perguntando se eu gostaria de manter a cirurgia assim mesmo.

Já sabendo da resposta perguntei:

- Sem problema, vai ser de graça, né?

- Não, o convênio não atende mais.

- Isso eu entendi, mas como o procedimento foi marcado há dois meses e só hoje vocês me informaram que não poderia ser feito através do Bradesco, imaginei que até por uma questão ética vocês fariam o procedimento pelo menos com o custo mínimo.

- É... infelizmente, não.


Encerrei com algum tipo de lição de moral em que chamava o médico de antiético, pouco profissional e mercenário, mas tudo com muito bom gosto, é claro.

O fato é que os profissionais de saúde fazem o que bem querem com os pacientes no Brasil. Tempos de espera absurdo nas consultas, exames com hora marcada que atrasam mais de uma hora, cirurgias canceladas sem consulta ou aviso ao cliente, enfim, uma pouca vergonha.

E se você é segurado, pior ainda, porque secretamente o profissional tem ódio de arranjar horário para um pobre coitado como você, sendo que poderia ganhar muito mais recebendo um ricaço que faz no particular.

Mas mesmo passando muita raiva, mesmo querendo dizer o nome do médico aqui e processar o filho de uma gansa até os ovos, ainda me tranquilizo quando penso que poderia ser muito pior. Eu poderia ter que usar o SUS.




Direto na têmpora: You're so dear to me - Breathe Owl Breathe

quarta-feira, outubro 06, 2010

Poemete à incompetência

Em cada rua ou avenida

Em cada esquina da nossa cidade

Existe um coitado fulo da vida

Por causa de uma certa entidade



Achamos que todos iriam sumir

Quando perderam o poder da multa

Mas parece que nunca irão desistir

É assim que agem os filhos da luta



Distribuem placas a granel

E agem de um jeito até vingativo

Ao nos punirem de um modo cruel

Com duas horas no rotativo



E seguem assim, metendo a mão

Sem ligar se fazem o bem ou o mal

O que eles querem mesmo é achar solução

Para garantir uma grana legal no Natal




Direto na têmpora: Cry, cry - Mazzy Star

BHTrans empresa maldita OU só pode ser de sacanagem

A TOM fica em uma região essencialmente residencial e de escritórios comerciais. As lojas e serviços de atendimento ao público são exceção e com localização bem definida.

Ainda assim, a BHTrans resolveu que colocar estacionamento rotativo por toda região seria uma puta ideia. Afinal, para quem passa horas procurando vaga, o estacionamento de 5 horas seria a solução perfeita.

Na verdade, isso é apenas mais uma estupidez como todas as outras que o braço mais incompetente da PBH costuma fazer. É apenas mais uma forma de arrecadação que não beneficia ninguém além da própria BHTrans.

Estacionar de 9h às 12h e das 14h às 19 já o hábito de 80% daqueles que param seus carros na região e colocar o rotativo de 5 horas não altera essa demanda, não gera mais vagas e apenas prejudica quem trabalha na região.

Ontem eu fiquei com dúvidas se a BHTrans agia com má intenção ou por pura incompetência, mas passo a concordar com aqueles que comentaram essa minha observação: é uma mistura dos dois.

E agora, como a BHTrans não pode mais multar, a necessidade de arrecadação fica ainda maior. Resultado? Sobra para quem trabalha.




Direto na têmpora: The '59 sound - The Gaslight Anthem

terça-feira, setembro 28, 2010

A chuva e os cavaletes

Chove em Belo Horizonte e seja bem-vinda a chuva que desmancha os cavaletes que invadem canteiros e enchem nossos olhos de feiúra e promessas falsas.

Fica ali, aquele papel encharcado, aquela papa de uma personalidade inventada escorrendo pela sarjeta.

O elefante tosco ensopado, o plástico desmelinguido, mais uma campanha que passa, os mesmos 30% de "renovação". Os mesmos interesses com novas caras ou não.

E eu nem deveria escrever isso, porque eu trabalho com marketing político também e sei que existe gente boa e séria por aí, fazendo a coisa direito e convencendo pelo trabalhos, mas cavalete é foda, meu irmão. Todo esse lixo colorido que nos entope as ruas sem mostrar uma proposta, sem contar uma história, só sujando e massacrando para ver se convence alguém na base da pressão.

E contando com a ignorância de muitos, elegem-se alguns. Mas isso a chuva não lava.




Direto na têmpora: Vampire - Sebadoh

quarta-feira, agosto 25, 2010

Mecânicos, essas criaturas sujas de graxa e seus poderes satânicos

Antes de sair de férias resolvi mandar meu carro pra consertar umas bobagenzinhas (lâmpadas queimadas, trocar óleo, etc) e fazer uma revisão superficial.

O carro, que tem três anos e pouco nunca deu um problema sério, apresentou um monte de coisinhas comuns, compreensíveis, mas que juntas davam uma grana imensa. Fiz o serviço todo, viajei sem o carro e depois usei o carro por dois dias e meio.

Hoje, o carro simplesmente não pegou. Batia a chave e nada. Liguei pro mecânico puto da vida, falando que depois daquela grana toda o carro não pegava, que só deu pau depois que ele mexeu, etc.

Aí veio a resposta na maior calma:

- "Cê podia ter gastado até dez mil, uai, se o problema for novo tem que fazer..."


E lá vou eu, ficar sem carro hoje e morrer em pelo menos mais cento e cinquenta reais amanhã.

Suspiro.




Direto na têmpora: Bachelor kisses - The Radio Dept.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Tiradentes continua ótima, mas tá ruim de chegar

Eu nunca tinha ido a Tiradentes "fora de temporada". A primeira visita foi durante uma das primeiras edições (segunda, se não me engano) do Festival de Cinema, depois estive com Fernanda no Festival de Gastronomia e a terceira vez passamos o Reveillon lá.

Agora, chegamos em uma terça-feira e ficamos até sexta. Cidade vazia, Sophia conhecendo o local e adorando, boa comida, clima gostoso, tudo perfeito. Quer dizer, tudo perfeito enquanto você está lá.

A verdade é que chegar e sair de Tiradentes para quem vai de Belo Horizonte é um suplício. O trecho entre Conselheiro Lafaiete e São João Del-Rei é um teste para os nervos de qualquer motorista.

Bom mesmo deve ser para quem tem helicóptero, quem viaja de avião ou para quem já tem acesso aos exclusivos serviços de teletransporte da Estrada Real. Para nós, pobre mortais que nos locomovemos de carro, ônibus ou moto é um suplício digno de Tiradentes.




Direto na têmpora: Jewel - Bombay Bicycle Club

quarta-feira, maio 05, 2010

Direitos adquiridos

Eu discordo de alguns benefícios que as pessoas possuem assim, de graça. Para mim, certos direitos deveriam ser adquiridos apenas depois de uma análise minuciosa do perfil do querelante.

Por exemplo, "reply to all". A pessoa para usar o "reply to all" deveria ser examinada cuidadosamente para não sair respondendo para todo mundo toda e qualquer mensagem que recebe. Segue um exemplo.


De: Chefe
Para: Todos
Assunto: Reunião

Reunião amanhã às 9h. Estejam todos presentes.




De: Fulano
Para: Todos
Assunto: Re:Reunião

Uhu! Estarei lá, chefinho!



Por que, meu Deus, por que eu preciso receber essa mensagem? Por que toda a equipe precisa saber que Fulano é puxa-saco?

Agora, se houvesse uma Carteira de Habilitação Reply-to-all (CHR), isso não aconteceria. A pessoa teria seus direitos cassados e só poderia dar reply a um email por vez.

Essa triagem deveria ser aplicada também ao direito de discutir política na fila do banco, direito para usar o Twitter para falar de futebol e direito de cantar em espaços públicos (levando em consideração repertório, qualidade de voz e grau de sem-nocionismo).

Fica a dica.




Direto na têmpora: Cruel moon - Glasvegas

quarta-feira, abril 07, 2010

24 horas pra acabar com a corrupção?

Eu sou totalmente a favor do projeto Ficha Limpa.

Eu também sou a favor de se fazer pressão nos políticos para aprovarem o projeto, mesmo achando que não vai dar em nada.

Eu inclusive assinei a petição online até mesmo por considerar um dever cívico.

Agora, tem uma coisa com a qual eu não concordo absolutamente: a chamada "24 horas para acabar com a corrupção".

Nada está mais longe da verdade do que este título que se repete no site e nas convocações via Twitter e Facebook. O Projeto Ficha Limpa indica suspeitos, orienta suas escolhas e auxilia no destaque aos mais honestos, mas não vai acabar com a corrupção.

O fim da corrupção passa pela condenação de quem está sendo processado, pela não conivência dos governos com os "erros" de seus partidários, por uma oposição séria e não "eleitoreira", por pessoas que não se movimentem apenas para assinar uma petição e pela renovação do tipo de político que temos como regra no País.

Na minha visão esse é um quadro que não irá se transformar e a corrupção continuará sendo a tônica. Sou a favor do projeto Ficha Limpa como instrumento de informação, mas não tenho ilusões sobre suas características supostamente milagrosas.

Peçam meu apoio sim, mas por favor não utilizem uma falácia publicitaresca de "24 horas para acabar com a corrupção" para me convencer. Além de quase me fazer questionar a seriedade do projeto, esse tipo de coisa só faz avivar o velho resmungão que eu sou.

E ninguém quer que isso aconteça.




Direto na têmpora: 5 minutes alone - Pantera

terça-feira, março 23, 2010

As 7 piores coisas para se ouvir no trabalho

1) O que é você está fazendo agora, hein? Sua pauta está muito cheia?


2) O prazo é hoje e o cliente mandou avisar que não tem verba.


3) Olha, não vai dar tempo de fazer briefing não, viu?


4) Agora só falta o presidente dar uma olhada. (dito depois de seis instâncias de "aprovação")


5) Não, não, não, eu nunca disse que era pra fazer assim!


6) O atendimento tá voltando do cliente e pediu pra você esperar. (invariavelmente às 11h45 ou 18h45)


7) O cliente amou a campanha! Só tem que mudar o título, dar uma ajustada no texto e trocar essa foto. De resto tá tudo ok, menos o conceito que ele quer que a gente dê uma reavaliada.




Direto na têmpora: Making a go - We Are Scientists

sexta-feira, março 19, 2010

Lições profissionais que a gente leva pra sempre

Eu trabalhei uma vez com uma grande empresa que tinha como responsáveis pela sua comunicação / marketing 6 pessoas, sendo que nenhuma delas havia lidado antes com agências de publicidade.

Desnecessário dizer que as contradições, ideias sem nexo e briefings insanos eram uma constante, mas o melhor dia pra mim foi quando um trabalho que já vinha se arrastando foi reapresentado pela quinta ou sexta vez.

De repente, do nada, o cliente dá uma guinada de 180 graus no briefing e o Planejamento que vinha acompanhando o trabalho desde o início tenta intervir:

- Peraí, Fulano, se você lembrar, seu primeiro pedido era x. No segundo você pediu pra gente ir mais por aquele caminho. No terceiro, era pra gente fazer tal coisa. No quarto, outro negócio. No quinto, você já disse outra coisa e agora você muda tudo? A gente precisa definir um caminho e ter certeza dele pra seguir em frente, senão fica difícil.

Resposta do filho da puta com um sorriso pseudosimpaticozinho no rosto.

- Ah, mas aqui a gente é assim mesmo, a gente pensa uma coisa, depois muda, aí muda de novo. É assim mesmo. Vamos tentar mais essa, então?

Até onde eu sei, esse cara continua no mesmo cargo, ganhando muito melhor do que a média e com status de fodão da comunicação dentro da empresa.

E o pior é que esse tipo de "profissional" me parece mais a regra do que a exceção, ou você que trabalha com publicidade vai dizer que nunca conheceu outro cliente exatamente assim?




Direto na têmpora: Speed Date - Arab Strap

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Bolão

Vou dar um chute aqui e dizer que 99% das lotéricas espalhadas pelo Brasil oferecem aos seus clientes a participação em um Bolão da Megasena organizado pela própria casa.

Vou dar outro chute aqui e imaginar que a Caixa Econômica Federal tenha um contato, mesmo que diminuto, com essas casas lotéricas e já tenha pelo menos escutado falar desta prática.

É por isso que me soa a falso puritanismo a Caixa Econômica Federal proibir os bolões. É como os políticos que condenam o caixa 2 em campanha política tendo acabado de usar do expediente para serem eleitos.

Enquanto dava (muito) dinheiro e nenhum problema, a Caixa fechava os olhos para o fato dos bolões poderem significar confusão. Agora, a mesma CEF age como se eles fossem a representação maior de tudo o que há errado no mundo.

E os caras que ganharam e não levaram que se ferrem correndo atrás do que é direito deles na Justiça.




Direto na têmpora: No controles - Cafe Tacuba