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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
quarta-feira, outubro 06, 2010
BHTrans empresa maldita OU só pode ser de sacanagem
A TOM fica em uma região essencialmente residencial e de escritórios comerciais. As lojas e serviços de atendimento ao público são exceção e com localização bem definida.
Ainda assim, a BHTrans resolveu que colocar estacionamento rotativo por toda região seria uma puta ideia. Afinal, para quem passa horas procurando vaga, o estacionamento de 5 horas seria a solução perfeita.
Na verdade, isso é apenas mais uma estupidez como todas as outras que o braço mais incompetente da PBH costuma fazer. É apenas mais uma forma de arrecadação que não beneficia ninguém além da própria BHTrans.
Estacionar de 9h às 12h e das 14h às 19 já o hábito de 80% daqueles que param seus carros na região e colocar o rotativo de 5 horas não altera essa demanda, não gera mais vagas e apenas prejudica quem trabalha na região.
Ontem eu fiquei com dúvidas se a BHTrans agia com má intenção ou por pura incompetência, mas passo a concordar com aqueles que comentaram essa minha observação: é uma mistura dos dois.
E agora, como a BHTrans não pode mais multar, a necessidade de arrecadação fica ainda maior. Resultado? Sobra para quem trabalha.
Direto na têmpora: The '59 sound - The Gaslight Anthem
Ainda assim, a BHTrans resolveu que colocar estacionamento rotativo por toda região seria uma puta ideia. Afinal, para quem passa horas procurando vaga, o estacionamento de 5 horas seria a solução perfeita.
Na verdade, isso é apenas mais uma estupidez como todas as outras que o braço mais incompetente da PBH costuma fazer. É apenas mais uma forma de arrecadação que não beneficia ninguém além da própria BHTrans.
Estacionar de 9h às 12h e das 14h às 19 já o hábito de 80% daqueles que param seus carros na região e colocar o rotativo de 5 horas não altera essa demanda, não gera mais vagas e apenas prejudica quem trabalha na região.
Ontem eu fiquei com dúvidas se a BHTrans agia com má intenção ou por pura incompetência, mas passo a concordar com aqueles que comentaram essa minha observação: é uma mistura dos dois.
E agora, como a BHTrans não pode mais multar, a necessidade de arrecadação fica ainda maior. Resultado? Sobra para quem trabalha.
Direto na têmpora: The '59 sound - The Gaslight Anthem
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quarta-feira, maio 19, 2010
Os novos ônibus de BH
O transporte público em BH está bombando. Saca só esse novo coletivo que estava estacionado tranquilamente em uma área reservada para ônibus na Av Uruguai. Bonitinho ele, né?

Flagra, foto e dica da Fernanda Werneck.
Direto na têmpora: Supermodels - Dutch Holly

Flagra, foto e dica da Fernanda Werneck.
Direto na têmpora: Supermodels - Dutch Holly
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Nossa, sim, Nossa Senhora do Carmo
Eu sou mesquinho e vingativo, não nego. Por isso, vocês não imaginam como acordei feliz hoje ao receber da Raquel do Carmo (via email) e da Ana Lúcia (via Pastelzinho), a LEI Nº 9.915 DE 18 DE MAIO DE 2010.
A lei "dá o nome de Nossa Senhora do Carmo à avenida que, partindo da Avenida do Contorno, dá acesso à BR-356". Enfim, a imbecilidade leva a porretada que merece. Claro que antes disso a Prefeitura gastou dinheiro trocando placas, os comerciantes do local mudaram seus cartões de visita e materiais de divulgação e os Correios refizeram todos os seus cadastros por causa de algum imbecil pequeno-burocrata que teve a brilhante ideia de combater o nome da avenida que, há anos, já era adotado pela municipalidade.
O prefeito, que foi conivente com a atitude idiota, agora assina a mudança que simplesmente retorna as coisas ao ponto de onde elas nunca deveriam ter saído. E os prejuízos, mudanças e transtornos ficam para o seu e para o meu bolso, é claro.
Mas mesmo assim, eu que já tinha escrito tanto sobre o absurdo da mudança (por exemplo, aqui e aqui) e que cheguei a prever uma maldição por causa da alteração no nome, hoje estou rindo à toa. Feliz, feliz, mesmo que essa alegria saia do meu bolso.
Enfim, a Senhora do Carmo é Nossa de novo.
Direto na têmpora: See me through - Ida Maria
A lei "dá o nome de Nossa Senhora do Carmo à avenida que, partindo da Avenida do Contorno, dá acesso à BR-356". Enfim, a imbecilidade leva a porretada que merece. Claro que antes disso a Prefeitura gastou dinheiro trocando placas, os comerciantes do local mudaram seus cartões de visita e materiais de divulgação e os Correios refizeram todos os seus cadastros por causa de algum imbecil pequeno-burocrata que teve a brilhante ideia de combater o nome da avenida que, há anos, já era adotado pela municipalidade.
O prefeito, que foi conivente com a atitude idiota, agora assina a mudança que simplesmente retorna as coisas ao ponto de onde elas nunca deveriam ter saído. E os prejuízos, mudanças e transtornos ficam para o seu e para o meu bolso, é claro.
Mas mesmo assim, eu que já tinha escrito tanto sobre o absurdo da mudança (por exemplo, aqui e aqui) e que cheguei a prever uma maldição por causa da alteração no nome, hoje estou rindo à toa. Feliz, feliz, mesmo que essa alegria saia do meu bolso.
Enfim, a Senhora do Carmo é Nossa de novo.
Direto na têmpora: See me through - Ida Maria
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segunda-feira, abril 26, 2010
Mais um pulha estacionado
O Guilherme Lemos tirou essa foto e mandou para o Pastelzinho. Foi ontem, domingo, no Diamond Mall e é a prova de que as vagas servem para pessoas superioras como o dono do carro da foto.
O mundo é deles e a gente está aqui só de passagem mesmo. Parabéns pelo belo uso das vagas, ó ser superior.

Direto na têmpora: American Trilogy - The Delgados
O mundo é deles e a gente está aqui só de passagem mesmo. Parabéns pelo belo uso das vagas, ó ser superior.

Direto na têmpora: American Trilogy - The Delgados
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sexta-feira, março 19, 2010
Lições profissionais que a gente leva pra sempre
Eu trabalhei uma vez com uma grande empresa que tinha como responsáveis pela sua comunicação / marketing 6 pessoas, sendo que nenhuma delas havia lidado antes com agências de publicidade.
Desnecessário dizer que as contradições, ideias sem nexo e briefings insanos eram uma constante, mas o melhor dia pra mim foi quando um trabalho que já vinha se arrastando foi reapresentado pela quinta ou sexta vez.
De repente, do nada, o cliente dá uma guinada de 180 graus no briefing e o Planejamento que vinha acompanhando o trabalho desde o início tenta intervir:
- Peraí, Fulano, se você lembrar, seu primeiro pedido era x. No segundo você pediu pra gente ir mais por aquele caminho. No terceiro, era pra gente fazer tal coisa. No quarto, outro negócio. No quinto, você já disse outra coisa e agora você muda tudo? A gente precisa definir um caminho e ter certeza dele pra seguir em frente, senão fica difícil.
Resposta do filho da puta com um sorriso pseudosimpaticozinho no rosto.
- Ah, mas aqui a gente é assim mesmo, a gente pensa uma coisa, depois muda, aí muda de novo. É assim mesmo. Vamos tentar mais essa, então?
Até onde eu sei, esse cara continua no mesmo cargo, ganhando muito melhor do que a média e com status de fodão da comunicação dentro da empresa.
E o pior é que esse tipo de "profissional" me parece mais a regra do que a exceção, ou você que trabalha com publicidade vai dizer que nunca conheceu outro cliente exatamente assim?
Direto na têmpora: Speed Date - Arab Strap
Desnecessário dizer que as contradições, ideias sem nexo e briefings insanos eram uma constante, mas o melhor dia pra mim foi quando um trabalho que já vinha se arrastando foi reapresentado pela quinta ou sexta vez.
De repente, do nada, o cliente dá uma guinada de 180 graus no briefing e o Planejamento que vinha acompanhando o trabalho desde o início tenta intervir:
- Peraí, Fulano, se você lembrar, seu primeiro pedido era x. No segundo você pediu pra gente ir mais por aquele caminho. No terceiro, era pra gente fazer tal coisa. No quarto, outro negócio. No quinto, você já disse outra coisa e agora você muda tudo? A gente precisa definir um caminho e ter certeza dele pra seguir em frente, senão fica difícil.
Resposta do filho da puta com um sorriso pseudosimpaticozinho no rosto.
- Ah, mas aqui a gente é assim mesmo, a gente pensa uma coisa, depois muda, aí muda de novo. É assim mesmo. Vamos tentar mais essa, então?
Até onde eu sei, esse cara continua no mesmo cargo, ganhando muito melhor do que a média e com status de fodão da comunicação dentro da empresa.
E o pior é que esse tipo de "profissional" me parece mais a regra do que a exceção, ou você que trabalha com publicidade vai dizer que nunca conheceu outro cliente exatamente assim?
Direto na têmpora: Speed Date - Arab Strap
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terça-feira, fevereiro 02, 2010
Italinhol
Meu grande amigo Martin é argentino e um ótimo professor de espanhol.
Em uma de suas aulas, Martin pediu que os alunos assistissem ao filme "Diários de Motocicleta", que conta a vida de Che Guevara em sua primeira viagem pela América Latina.
Depois, pediu que eles pesquisassem e escrevessem uma redação, obviamente em espanhol, sobre o que teria acontecido depois do final do filme, quando Che vai para Cuba.
Os trabalhos foram entregues e ao lê-los Martin teve uma certa surpresa com um dos alunos. No dia seguinte, rolou a aula.
- Fulano, por favor, dá pra vir até à frente da sala e ler o seu trabalho?
- Tá bom.
Após um prolongado silêncio, Martin perguntou:
- O que foi?
- Tá difícil ler isso aqui.
- Sabe por quê?
- Não.
- Porque você fez o trabalho em italiano.
Direto na têmpora: I want you! - Peter Bjorn and John
Em uma de suas aulas, Martin pediu que os alunos assistissem ao filme "Diários de Motocicleta", que conta a vida de Che Guevara em sua primeira viagem pela América Latina.
Depois, pediu que eles pesquisassem e escrevessem uma redação, obviamente em espanhol, sobre o que teria acontecido depois do final do filme, quando Che vai para Cuba.
Os trabalhos foram entregues e ao lê-los Martin teve uma certa surpresa com um dos alunos. No dia seguinte, rolou a aula.
- Fulano, por favor, dá pra vir até à frente da sala e ler o seu trabalho?
- Tá bom.
Após um prolongado silêncio, Martin perguntou:
- O que foi?
- Tá difícil ler isso aqui.
- Sabe por quê?
- Não.
- Porque você fez o trabalho em italiano.
Direto na têmpora: I want you! - Peter Bjorn and John
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Roberto Carlos, o súbito
Uma matéria de capa do jornal O Tempo traz Cauby Peixoto relembrando os anos 50, quando Roberto Carlos era o seu "súbito".
Claro que trocar a grafia de "súbito" e "súdito" não é algo tão horrorizante, mas isso me faz pensar em como veicular um trabalho nacionalmente coloca a gente diante da possibilidade do ridículo sempre.
Eu, que sou uma mula quando o assunto é a flor do inácio inculta e bela, agradeço sempre por ter meu trabalho revisado por profissionais. Aliás, até já falei disso aqui antes.
É que quando alguém se mete a escrever pros outros como eu, mesmo que seja em uma humilde pastelaria, revisão faz falta. Tá certo que aqui, por bondade dos leitores, ninguém reclama.
Mas, em um anúncio, o bicho pega. Imagina se um revisor desses daqui tem um mal "súdito" e a responsabilidade cai pra mim?
Direto na têmpora: Hound Dog - Elvis Presley
Claro que trocar a grafia de "súbito" e "súdito" não é algo tão horrorizante, mas isso me faz pensar em como veicular um trabalho nacionalmente coloca a gente diante da possibilidade do ridículo sempre.
Eu, que sou uma mula quando o assunto é a flor do inácio inculta e bela, agradeço sempre por ter meu trabalho revisado por profissionais. Aliás, até já falei disso aqui antes.
É que quando alguém se mete a escrever pros outros como eu, mesmo que seja em uma humilde pastelaria, revisão faz falta. Tá certo que aqui, por bondade dos leitores, ninguém reclama.
Mas, em um anúncio, o bicho pega. Imagina se um revisor desses daqui tem um mal "súdito" e a responsabilidade cai pra mim?
Direto na têmpora: Hound Dog - Elvis Presley
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segunda-feira, novembro 09, 2009
Tio Maurilo, o tolo
Entrei na livraria e escolhi dois livros, um infantil e um romance. Aproximei-me do atendente e na hora de pagar fui pedir o desconto que o Clic oferece aos pais de alunos.
- Ah, eu tenho um desconto de 15%, beleza?
- Desconto?
- É, o desconto do Clic. Eu tô com a mensalidade aqui pra comprovar que minha filha estuda lá.
- Tudo bem, mas a livraria não tem convênio com ninguém.
- Claro que tem, eu recebi o email.
E diante da negativa do atendente e do gerente que já se aproximara, saquei o celular e fui ler o email em voz alta:
- "O Café com Letras, além dos bons títulos, está dando 15% de desconto aos pais das crianças do CLIC, na compra de livros, mediante comprovante de matrícula (que pode ser boleto bancário)." Viu? Tá aqui no email.
- Ah, sim, senhor, mas aqui é a Livraria da Travessa, o Café com Letras fica logo ali, duas quadras abaixo.
Agora eu pergunto: será que um dia eu vou aprender?
Direto na têmpora: Hazy shade of winter - The Bangles
- Ah, eu tenho um desconto de 15%, beleza?
- Desconto?
- É, o desconto do Clic. Eu tô com a mensalidade aqui pra comprovar que minha filha estuda lá.
- Tudo bem, mas a livraria não tem convênio com ninguém.
- Claro que tem, eu recebi o email.
E diante da negativa do atendente e do gerente que já se aproximara, saquei o celular e fui ler o email em voz alta:
- "O Café com Letras, além dos bons títulos, está dando 15% de desconto aos pais das crianças do CLIC, na compra de livros, mediante comprovante de matrícula (que pode ser boleto bancário)." Viu? Tá aqui no email.
- Ah, sim, senhor, mas aqui é a Livraria da Travessa, o Café com Letras fica logo ali, duas quadras abaixo.
Agora eu pergunto: será que um dia eu vou aprender?
Direto na têmpora: Hazy shade of winter - The Bangles
quinta-feira, novembro 05, 2009
Confrei
Quando eu era pequeno meu pai encucou com um vegetal chamado confrei.
Ralou o joelho? Coloca confrei. Hematoma? Confrei nele. Problemas dermatológicos? Dá-lhe confrei.
Não sei se funcionava ou não (é até provável que sim), mas de uma coisa eu tenho certeza: se confrei curasse burrice, eu ia comprar uns 100 quilos hoje e sair distribuindo na rua.

Isso aqui é que é confrei, ó.
Direto na têmpora: Can't smile without you - The Carpenters
Ralou o joelho? Coloca confrei. Hematoma? Confrei nele. Problemas dermatológicos? Dá-lhe confrei.
Não sei se funcionava ou não (é até provável que sim), mas de uma coisa eu tenho certeza: se confrei curasse burrice, eu ia comprar uns 100 quilos hoje e sair distribuindo na rua.

Isso aqui é que é confrei, ó.
Direto na têmpora: Can't smile without you - The Carpenters
sexta-feira, setembro 11, 2009
O mudinho que não há em mim
Confesso, eu sou daqueles caras que sempre tem algo a dizer. Sempre tem uma brincadeirinha, um comentariozinho, uma opiniãozinha e isso, sinceramente, é um lixo. Até porque 90% das coisas que eu falo são besteiras, e deste total 60% causam algum embaraço.
Por exemplo, outro dia estive um bar do qual era frequentador assíduo há alguns anos. O marido toca, a mulher gerencia e, lá pelas tantas, o músico atca de Roberto Carlos e a mulher vem flanando na direção da nossa mesa e cantando:
- Nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho o amor maior do mundo...
E o bocão aqui logo responde, todo cheio de graça e romance.
- É, e ele tá bem ali no palco tocando, né?
- Que é isso, meu filho, eu separei faz 3 anos e estou feliz, casada com um médico, lindo, rico...
Direto na têmpora: Lonesome Town - Zooey Deschanel
Por exemplo, outro dia estive um bar do qual era frequentador assíduo há alguns anos. O marido toca, a mulher gerencia e, lá pelas tantas, o músico atca de Roberto Carlos e a mulher vem flanando na direção da nossa mesa e cantando:
- Nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho o amor maior do mundo...
E o bocão aqui logo responde, todo cheio de graça e romance.
- É, e ele tá bem ali no palco tocando, né?
- Que é isso, meu filho, eu separei faz 3 anos e estou feliz, casada com um médico, lindo, rico...
Direto na têmpora: Lonesome Town - Zooey Deschanel
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terça-feira, setembro 08, 2009
Ainda mais surdo, ainda mais burro
Eu já contei aqui que sou ótimo pra entender letras de música de um jeito absurdo.
Já falei da música do Metrô em que a Virginie cantava "Meu amor se zangou de ciúme chorou" e eu ouvia "Meu amor se zangou DISSE UH e chorou".
Já contei também que Sonífera Ilha, dos Titãs, pra mim era "SÓ NI VER A ILHA".
Não contei antes, mas conto agora que, naquela música do "ele tomou um banho de água fresca no lindo lago do amor", o Gonzaguinha cantava "a chuva abençoou" e eu mandava ver um visceral "A CHUVA MENSTRUOOOOU".
Achava que nada me superaria em quesito de surdez / burrice, mas aí veio o Auzier do Pedacinhos do Céu me contar que um antigo professor de violão dele interpretava Raul Seixas aos berros de "Eu sou Aristóbagoooooo, eu sou Aristóbagoooo, vocês precisam acreditar em mim, eu sou Aristóbagoooooo".
E assim caminha a humanidade.
Direto na têmpora: Space Monkey - Patti Smith
Já falei da música do Metrô em que a Virginie cantava "Meu amor se zangou de ciúme chorou" e eu ouvia "Meu amor se zangou DISSE UH e chorou".
Já contei também que Sonífera Ilha, dos Titãs, pra mim era "SÓ NI VER A ILHA".
Não contei antes, mas conto agora que, naquela música do "ele tomou um banho de água fresca no lindo lago do amor", o Gonzaguinha cantava "a chuva abençoou" e eu mandava ver um visceral "A CHUVA MENSTRUOOOOU".
Achava que nada me superaria em quesito de surdez / burrice, mas aí veio o Auzier do Pedacinhos do Céu me contar que um antigo professor de violão dele interpretava Raul Seixas aos berros de "Eu sou Aristóbagoooooo, eu sou Aristóbagoooo, vocês precisam acreditar em mim, eu sou Aristóbagoooooo".
E assim caminha a humanidade.
Direto na têmpora: Space Monkey - Patti Smith
quarta-feira, agosto 26, 2009
Diversão no elevador
Eu e Grazi do Véi subíamos para uma reunião quando uma senhora entrou e, na dúvida sobre o seu andar, apertou vários botões. Assim que ela saiu um peão que também estava na caixa metálica se pronunciou:
- A véia vai afundá a butuêra toda. Meteu a mão no código de Brian.
E antes que eu percebesse que "código de Brian" significava na verdade "código Braile", ele arrematou.
- Tem muita gente burra nesse Brasil.
Direto na têmpora: The Freest Man - Tilly and the Wall
- A véia vai afundá a butuêra toda. Meteu a mão no código de Brian.
E antes que eu percebesse que "código de Brian" significava na verdade "código Braile", ele arrematou.
- Tem muita gente burra nesse Brasil.
Direto na têmpora: The Freest Man - Tilly and the Wall
sexta-feira, agosto 14, 2009
Decisões drásticas
Quando você não entende como atravessar um obstáculo, faça como eu e como o rapaz do vídeo. Não pense em nada e vá sem medo.
Direto na têmpora: Every day is sunday - Slackers
Direto na têmpora: Every day is sunday - Slackers
terça-feira, agosto 11, 2009
Vinição, o retrô
Hoje eu tive uma experiência meio surreal ao encontrar um propect que me disse não acreditar que alguém realmente leia as notícias pela internet. Fiquei com a clara impressão de ter encontrado alguém cuja mente parou no século XII.
Nada contra ler jornais. Eu, por minha opção de ficar offline nos fins de semana, sempre leio, mas daí a achar que a internet é coisa de meninada maluquinha que não liga pro mundo é meio neanderthal demais pra mim. Principalmente quando o assunto é a comunicação de um empresa.
Daí que me lembrei do bom Vinicius de Moraes. Lendo as obras completas do poetinha fiquei sabendo que ele não só fazia crítica de cinema, como era um defensor do cinema mudo. Você consegue imaginar algo mais surreal do que Vinicius de Moraes, um cara tido como vanguarda defendendo o cinema mudo?
Não sei se Vinicius mudou de opinião depois (ainda estou lendo essa parte do livro), mas uma coisa eu garanto, daqui a 5 anos a opinião desse "cliente" vai ser muito diferente do que é hoje, provavelmente com um leve toque de arrependimento.
Direto na têmpora: Say please - Monsters of Folk
Nada contra ler jornais. Eu, por minha opção de ficar offline nos fins de semana, sempre leio, mas daí a achar que a internet é coisa de meninada maluquinha que não liga pro mundo é meio neanderthal demais pra mim. Principalmente quando o assunto é a comunicação de um empresa.
Daí que me lembrei do bom Vinicius de Moraes. Lendo as obras completas do poetinha fiquei sabendo que ele não só fazia crítica de cinema, como era um defensor do cinema mudo. Você consegue imaginar algo mais surreal do que Vinicius de Moraes, um cara tido como vanguarda defendendo o cinema mudo?
Não sei se Vinicius mudou de opinião depois (ainda estou lendo essa parte do livro), mas uma coisa eu garanto, daqui a 5 anos a opinião desse "cliente" vai ser muito diferente do que é hoje, provavelmente com um leve toque de arrependimento.
Direto na têmpora: Say please - Monsters of Folk
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terça-feira, agosto 04, 2009
Promoção imperdível
Estava vagando pela internet em busca de um novo monitor para o computador lá de casa quando me deparei com uma grande oferta no site da Expander Informática. Monitor AOC de 19 polegadas de R$ 473,00 por R$ 486,00. Isso é que é promoção!

Direto na têmpora: Ska La-Carte - The Scofflaws

Direto na têmpora: Ska La-Carte - The Scofflaws
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segunda-feira, agosto 03, 2009
Parabéns, ficou uma bosta
A nova propaganda do Harpic Power Plus começa com a Ingrid Guimarães tocando a campainha em uma casa, com um microfone na mão. A pessoa abre a porta e dá-se o seguinte diálogo:
Dona de casa em tom de surpresa ao ver a atriz global batendo à sua porta:
- Ingrid?
Ingrid Guimarães:
- Oi, Juliaaaa. Posso ver o que você usa para limpar o seu vaso sanitário?
Ok, se você já viu algo mais surreal, ridículo e sem sentido, por favor, me avise. Antes de mais nada, eu não sei qual foi o cachê da Ingrid Guimarães pra esse comercial, mas foi pouco. É dos maiores micos que já vi alguém pagando em rede nacional.
Que tipo de impulso mórbido levaria alguém a visitar um desconhecido com a ignóbil desculpa de conhecer sua privada? Se bem que como a Ingrid já sabia o nome da Julia de antemão, talvez elas não sejam estranhas e tenham intimidade suficiente para que uma visite o troninho da outra sem grandes cerimônias.
Suspeito, no entanto, que a atriz bancou a stalker e ficou rondando a família durante um tempo até definir o melhor horário para saciar sua sanha sanitarista e bater um papinho mais descontraído com a Julia sem ser incomodada.
Voltando ao comercial, esse tipo de iniciativa "surpresa" é bastante temerário. E se o último usuário não tivesse dado descarga? E se o Tio Jarbas tivesse chegado da feijoada com os amigos e interditado o cômodo? E se a Julia já usasse o Harpic Power Plus e ainda assim o vasso estivesse podre?
Acho que sou meio purista pra essas coisas, mas se a Ingrid batesse lá em casa, com um maldito microfone na mão e pedisse pra conhecer minha privada, teria só uma resposta pra ela:
- Pô, Ingrid, na boa, vai tomá no cu.
Harpic Power Plus, Ingrid e Julia vivem o sonho de milhões de pessoas: passar ridículo na tv.
Direto na têmpora: Not a crime - Gogol Bordello
Dona de casa em tom de surpresa ao ver a atriz global batendo à sua porta:
- Ingrid?
Ingrid Guimarães:
- Oi, Juliaaaa. Posso ver o que você usa para limpar o seu vaso sanitário?
Ok, se você já viu algo mais surreal, ridículo e sem sentido, por favor, me avise. Antes de mais nada, eu não sei qual foi o cachê da Ingrid Guimarães pra esse comercial, mas foi pouco. É dos maiores micos que já vi alguém pagando em rede nacional.
Que tipo de impulso mórbido levaria alguém a visitar um desconhecido com a ignóbil desculpa de conhecer sua privada? Se bem que como a Ingrid já sabia o nome da Julia de antemão, talvez elas não sejam estranhas e tenham intimidade suficiente para que uma visite o troninho da outra sem grandes cerimônias.
Suspeito, no entanto, que a atriz bancou a stalker e ficou rondando a família durante um tempo até definir o melhor horário para saciar sua sanha sanitarista e bater um papinho mais descontraído com a Julia sem ser incomodada.
Voltando ao comercial, esse tipo de iniciativa "surpresa" é bastante temerário. E se o último usuário não tivesse dado descarga? E se o Tio Jarbas tivesse chegado da feijoada com os amigos e interditado o cômodo? E se a Julia já usasse o Harpic Power Plus e ainda assim o vasso estivesse podre?
Acho que sou meio purista pra essas coisas, mas se a Ingrid batesse lá em casa, com um maldito microfone na mão e pedisse pra conhecer minha privada, teria só uma resposta pra ela:
- Pô, Ingrid, na boa, vai tomá no cu.
Harpic Power Plus, Ingrid e Julia vivem o sonho de milhões de pessoas: passar ridículo na tv.
Direto na têmpora: Not a crime - Gogol Bordello
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sexta-feira, julho 17, 2009
Uma leve mudança de briefing
Esse caso já passou pelo Piores Briefings do Mundo, mas como ontem eu contei aqui na agência e todo mundo ficou chocado, resolvi postar no Pastelzinho também.
Eu atendia uma certa empresa que sempre rendia boas histórias. Pois bem, um dia recebemos a notícia de que um dos produtos do nosso cliente havia recebido vários prêmios em sua categoria. Foram muitas as conquistas e por isso foi solicitada uma campanha para divulgar o status de "melhor do ano".
Fizemos uma campanha direta que era baseada em idéias que exaltavam o produto como "O melhor do ano" e no layout a série de prêmios para comprovar. Nada genial, tudo caretinha, mas adequado e bem feitinho.
Aos poucos o cliente foi solicitando para acrescentar informações: "coloque aí as principais características do produto", "precisamos de diversas fotos de detalhes" "e as revendas? Tem que entrar os endereços e telefones das revendas".
A peça foi inchando, inchando, até que demos um basta e falamos pro atendimento que assim não dava. Estava praticamente ilegível, não vendia mais o conceito de "melhor do ano", enfim, estava completamente descaracterizado e sem propósito.
O atendimento concordou, ligou pro cliente e logo, logo voltou com o retorno.
- "O cliente também está achando as peças muito poluídas. Vamos tirar as menções aos prêmios e deixar o resto do conteúdo."
Juro, às vezes eu queria que essas histórias fossem todas de ficção.
Direto na têmpora: Borracho - Infectious Grooves
Eu atendia uma certa empresa que sempre rendia boas histórias. Pois bem, um dia recebemos a notícia de que um dos produtos do nosso cliente havia recebido vários prêmios em sua categoria. Foram muitas as conquistas e por isso foi solicitada uma campanha para divulgar o status de "melhor do ano".
Fizemos uma campanha direta que era baseada em idéias que exaltavam o produto como "O melhor do ano" e no layout a série de prêmios para comprovar. Nada genial, tudo caretinha, mas adequado e bem feitinho.
Aos poucos o cliente foi solicitando para acrescentar informações: "coloque aí as principais características do produto", "precisamos de diversas fotos de detalhes" "e as revendas? Tem que entrar os endereços e telefones das revendas".
A peça foi inchando, inchando, até que demos um basta e falamos pro atendimento que assim não dava. Estava praticamente ilegível, não vendia mais o conceito de "melhor do ano", enfim, estava completamente descaracterizado e sem propósito.
O atendimento concordou, ligou pro cliente e logo, logo voltou com o retorno.
- "O cliente também está achando as peças muito poluídas. Vamos tirar as menções aos prêmios e deixar o resto do conteúdo."
Juro, às vezes eu queria que essas histórias fossem todas de ficção.
Direto na têmpora: Borracho - Infectious Grooves
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terça-feira, junho 30, 2009
Do jeitinho que o doutor receitou
Há algum tempo eu fui a um dermatologista sobre um problema na unha do dedo mindinho do pé esquerdo. A unha estava esfarelando, coçando, definitivamente tinha alguma coisa errada ali.
O doutor olhou praquilo como se fosse algo absolutamente corriqueiro e pediu exames. Fui ao laboratório, tirei uma amostra e busquei os resultados alguns dias depois.
Quando levei ao médico, ele leu aquilo com a maior calma do mundo e disse: "ah, os exames estão limpos, isso aí não é nada, não".
Meio sem acreditar, olhei pra ele e deu-se o diálogo.
- Então é pra fazer outros exames?
- Não, isso aí não é nada mesmo. Deu tudo negativo.
- Tá, mas você vai receitar um remédio, né?
- Não, os exames deram negativos.
- Olha, com todo o respeito aos exames, você tá vendo a minha unha? Isso é normal? A sua unha é assim? Pois é, então não dá pra ficar desse jeito, concorda?
E ele, parecendo não entender.
- Não, não, não, os exames estão negativos, pode ir tranquilo.
Na mesma semana fui a outro médico, fiz os exames e comecei o tratamento contra o maldito fungo que havia se instalado ali.
Direto na têmpora: Spin the bottle - Juliana Hatfield
O doutor olhou praquilo como se fosse algo absolutamente corriqueiro e pediu exames. Fui ao laboratório, tirei uma amostra e busquei os resultados alguns dias depois.
Quando levei ao médico, ele leu aquilo com a maior calma do mundo e disse: "ah, os exames estão limpos, isso aí não é nada, não".
Meio sem acreditar, olhei pra ele e deu-se o diálogo.
- Então é pra fazer outros exames?
- Não, isso aí não é nada mesmo. Deu tudo negativo.
- Tá, mas você vai receitar um remédio, né?
- Não, os exames deram negativos.
- Olha, com todo o respeito aos exames, você tá vendo a minha unha? Isso é normal? A sua unha é assim? Pois é, então não dá pra ficar desse jeito, concorda?
E ele, parecendo não entender.
- Não, não, não, os exames estão negativos, pode ir tranquilo.
Na mesma semana fui a outro médico, fiz os exames e comecei o tratamento contra o maldito fungo que havia se instalado ali.
Direto na têmpora: Spin the bottle - Juliana Hatfield
terça-feira, junho 09, 2009
Segurança máxima
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