Eu cresci ouvindo sobre a importância de ter um bom emprego. Sou de uma geração em que empreendedores eram gente com dinheiro pra investir em outro negócio e ganhar ainda mais grana.
Talvez por isso eu seja tão fascinado com o momento de grandes oportunidades para empreendedores que temos hoje. É algo tão distante da minha visão de mundo original que chega a me deixar pasmo.
O problema é que, se já era difícil jogar a vaquinha do penhasco quando eu era rapazinho, hoje fica mais complicado ainda botar pra rolar morro abaixo a ruminante nem tão gorda, mas que ainda dá leite que baste.
E tenho certeza de que muita gente sente o mesmo que eu, se apegando à falsa segurança de um emprego.
Ainda bem que o mundo mudou. Agora só me resta mudar também.
Direto na têmpora: Mayonaise - Smashing Pumpkins
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terça-feira, agosto 20, 2013
quinta-feira, março 28, 2013
Minha opinião sobre o estágio
Acho que fazer estágio é algo muito diferente hoje do que era na minha época.
Antes de mais nada, ninguém fazia estágio para pagar faculdade. O nome disso era emprego, estágio era outra coisa.
Estágio era pra aprender, pra entrar no mercado, para conhecer os feras. Eu fiz estágio na SMPB com Geraldo Leite, Marcos Camargos Aderbal Teixeira Rocha Jr, Roberto Boca, Ricardo Carvalho, Amaury Vieira Silva e, se me lembro bem, recebi meio salário pra isso. Vou te falar, foi fundamental.
Se eu fosse estudante hoje, aceitaria alegremente meio salário mínimo para fazer estágio com profissionais como Márcia Lima, Cris Cortez, Dan Zecchinelli, Guilherme Araujo e tantos outros.
Claro que o estagiário precisa de uma remuneração digna, mas outro dia eu vi gente reclamando de salário de R$ 1.500,00 para estagiários. Será que é isso mesmo? Mil e quinhentos reais (recebido, não pago) é pouco para quem está estudando fazer um período de aula prática tão importante?
Peraí. É claro que o estagiário contribui com a agência e merece ser recompensado, mas ele está ali pra conhecer, pra ganhar experiência e se formar.
Eu tive estagiários que hoje são profissionais fodaços. Gente como Laura Esteves e André Maia que sempre se importaram mais em crescer do que em fazer o pé de meia enquanto estagiavam.
O resultado aparece depois, quando entram pro mercado e juntam o talento que já têm com a experiência que ganharam. Aí eles arrebentam e ninguém segura.
Mas isso não foi um presente, foi uma vitória. E eles souberam a hora de ouvir, a hora de contribuir e a hora de assumir o show.
Admiro muito gente assim, que entende bem que para poder voar, é preciso primeiro aprender a caminhar.
De novo, sou totalmente a favor de uma remuneração digna para os estagiários, mas acho que muita gente ainda precisa entender que o reconhecimento é uma conquista, não um direito divino. E que poder aprender com quem sabe é uma puta oportunidade.
Direto na têmpora: Amongst the dead forever - Kult Country
Antes de mais nada, ninguém fazia estágio para pagar faculdade. O nome disso era emprego, estágio era outra coisa.
Estágio era pra aprender, pra entrar no mercado, para conhecer os feras. Eu fiz estágio na SMPB com Geraldo Leite, Marcos Camargos Aderbal Teixeira Rocha Jr, Roberto Boca, Ricardo Carvalho, Amaury Vieira Silva e, se me lembro bem, recebi meio salário pra isso. Vou te falar, foi fundamental.
Se eu fosse estudante hoje, aceitaria alegremente meio salário mínimo para fazer estágio com profissionais como Márcia Lima, Cris Cortez, Dan Zecchinelli, Guilherme Araujo e tantos outros.
Claro que o estagiário precisa de uma remuneração digna, mas outro dia eu vi gente reclamando de salário de R$ 1.500,00 para estagiários. Será que é isso mesmo? Mil e quinhentos reais (recebido, não pago) é pouco para quem está estudando fazer um período de aula prática tão importante?
Peraí. É claro que o estagiário contribui com a agência e merece ser recompensado, mas ele está ali pra conhecer, pra ganhar experiência e se formar.
Eu tive estagiários que hoje são profissionais fodaços. Gente como Laura Esteves e André Maia que sempre se importaram mais em crescer do que em fazer o pé de meia enquanto estagiavam.
O resultado aparece depois, quando entram pro mercado e juntam o talento que já têm com a experiência que ganharam. Aí eles arrebentam e ninguém segura.
Mas isso não foi um presente, foi uma vitória. E eles souberam a hora de ouvir, a hora de contribuir e a hora de assumir o show.
Admiro muito gente assim, que entende bem que para poder voar, é preciso primeiro aprender a caminhar.
De novo, sou totalmente a favor de uma remuneração digna para os estagiários, mas acho que muita gente ainda precisa entender que o reconhecimento é uma conquista, não um direito divino. E que poder aprender com quem sabe é uma puta oportunidade.
Direto na têmpora: Amongst the dead forever - Kult Country
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quinta-feira, janeiro 17, 2013
É bom até que não é mais
Tem uma música da Regina Spektor chamada "On The Radio" que em determinado momento diz assim:
"This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath"
Eu acho essa letra linda porque na vida tudo é quase sempre assim: muito bom até que não é mais. O tempo passa, o mundo muda, a gente também. O genial vira bobo, o apaixonante vira chato, o engraçadíssimo vira comum e a gente segue em frente sem ter a obrigação de gostar pra sempre do que já gostou um dia.
Não é falta de esforço, não é desistir das coisas, é simplesmente entender que imobilidade não é exatamente uma qualidade. Pelo menos não na maioria dos casos.
Claro que não vale pra tudo, mas vale muito pra empresas. O que era lindo ontem é comum hoje. O que era fundamental é desnecessário, o que era uma fórmula vira uma bobagem.
Porque o tempo passou, o mundo mudou e tem gente que n ão quer ver, não quer entender que "you try until you can't". Simples assim.
Não é ingratidão com o passado, com o vivido, com o caminho trilhado. É saber que tudo tem seu tempo e que evoluir é o exercício de reconhecer e escolher caminhos novos.
E que tudo aquilo que funcionava muito bem um dia pode deixar de funcionar.
Direto na têmpora: Monsterpussy - The Vaselines
"This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath"
Eu acho essa letra linda porque na vida tudo é quase sempre assim: muito bom até que não é mais. O tempo passa, o mundo muda, a gente também. O genial vira bobo, o apaixonante vira chato, o engraçadíssimo vira comum e a gente segue em frente sem ter a obrigação de gostar pra sempre do que já gostou um dia.
Não é falta de esforço, não é desistir das coisas, é simplesmente entender que imobilidade não é exatamente uma qualidade. Pelo menos não na maioria dos casos.
Claro que não vale pra tudo, mas vale muito pra empresas. O que era lindo ontem é comum hoje. O que era fundamental é desnecessário, o que era uma fórmula vira uma bobagem.
Porque o tempo passou, o mundo mudou e tem gente que n ão quer ver, não quer entender que "you try until you can't". Simples assim.
Não é ingratidão com o passado, com o vivido, com o caminho trilhado. É saber que tudo tem seu tempo e que evoluir é o exercício de reconhecer e escolher caminhos novos.
E que tudo aquilo que funcionava muito bem um dia pode deixar de funcionar.
Direto na têmpora: Monsterpussy - The Vaselines
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quinta-feira, agosto 16, 2012
O que a gente tem a dizer
Durante anos encontrei profissionais de publicidade que sabiam exatamente como dizer as coisas. Como dizer que o consumidor iria pagar mais, como dizer que aquela promoção era imperdível, como dizer que meu achocolatado era melhor do que o outro. Na verdade, sempre fui, ou tentei ser, um deles.
Os reis da forma, os mestres da boa ideia. Admirava, admiro e respeito todos eles. O título que marca, o roteiro bem sacado são uma forma de trazer leveza, beleza e criatividade ao dia do público. E de vender, é claro.
O problema é que, já faz algum tempo, somos convidados a participar do processo de descobrir, junto ao cliente, "o que deve ser dito". É um passo anterior, que fornece a base para a grande ideia sobre "como dizer".
Talvez seja um momento mais assustador do que a chegada do computador e mais revolucionário do que a popularização da internet. Precisamos nos envolver mais, abrir nossas mentes para outros processos, outras demandas, outras questões.
O desafio de sermos mais completos do que julgávamos necessário faz com que uns aproveitem e outros se encolham.
Por enquanto é uma decisão de cada um. Em pouco tempo será uma questão de sobrevivência. Melhor escolher seu lado agora e arregaçar as mangas, filhote.
Direto na têmpora: One - Vampire Weekend
Os reis da forma, os mestres da boa ideia. Admirava, admiro e respeito todos eles. O título que marca, o roteiro bem sacado são uma forma de trazer leveza, beleza e criatividade ao dia do público. E de vender, é claro.
O problema é que, já faz algum tempo, somos convidados a participar do processo de descobrir, junto ao cliente, "o que deve ser dito". É um passo anterior, que fornece a base para a grande ideia sobre "como dizer".
Talvez seja um momento mais assustador do que a chegada do computador e mais revolucionário do que a popularização da internet. Precisamos nos envolver mais, abrir nossas mentes para outros processos, outras demandas, outras questões.
O desafio de sermos mais completos do que julgávamos necessário faz com que uns aproveitem e outros se encolham.
Por enquanto é uma decisão de cada um. Em pouco tempo será uma questão de sobrevivência. Melhor escolher seu lado agora e arregaçar as mangas, filhote.
Direto na têmpora: One - Vampire Weekend
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quarta-feira, junho 06, 2012
A teoria do problema
Pode reclamar, pode xingar, pode querer se matar, pode querer dar porrada, pode chorar, pode fingir de morto, pode brigar, pode questionar, pode argumentar, pode explicar, pode detonar, pode fingir que nem liga, pode nem ligar, pode fazer o que você quiser, mas RESOLVA A PORRA DO PROBLEMA!
Direto na têmpora: Let me on out - The Raveonettes
Direto na têmpora: Let me on out - The Raveonettes
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terça-feira, novembro 29, 2011
Iveco
Trabalhei por dois anos na Domínio Público e, mesmo depois de ter saído, acompanhei o trabalho da agência para a Iveco. É um belíssimo caso de construção de marca, mesmo com todas as dificuldades de se atender a conta (e acreditem, é difícil em um grau que nem dá pra contar aqui).
Agora, a Iveco sai da Domínio Público por causa de um alinhamento, ou seja, a conta do Brasil tem que ser atendida pela mesma agência que atende mundialmente a marca.
Perde a Domínio Público onde tenho muitos amigos, perde o mercado mineiro com a saída de uma conta internacional e, na minha opinião, perde a Iveco.
Infelizmente essa dinâmica do mercado é um tanto comum e não é raro ver contas valorizadas aqui saírem para se tornar apenas mais uma em outro lugar. Pode ser vaidade, pode ser ilusão, pode ser uma determinação externa. Cada caso é um caso, mas como norma o resultado só costuma ser positivo para a nova agência da conta. E muitas vezes nem faz tanta diferença assim para eles.
Por isso eu me orgulho e torço para que cada vez mais o empresário mineiro entenda que vale a pena ficar aqui em Minas Gerais. Quanto mais empresas ficarem e acreditarem, menos talentos precisam sair e mais valorizados somos todos.
Uma lástima mesmo a saída da Iveco. Perdemos todos.
Direto na têmpora: Me and my gin - Little Miss Higgins
Agora, a Iveco sai da Domínio Público por causa de um alinhamento, ou seja, a conta do Brasil tem que ser atendida pela mesma agência que atende mundialmente a marca.
Perde a Domínio Público onde tenho muitos amigos, perde o mercado mineiro com a saída de uma conta internacional e, na minha opinião, perde a Iveco.
Infelizmente essa dinâmica do mercado é um tanto comum e não é raro ver contas valorizadas aqui saírem para se tornar apenas mais uma em outro lugar. Pode ser vaidade, pode ser ilusão, pode ser uma determinação externa. Cada caso é um caso, mas como norma o resultado só costuma ser positivo para a nova agência da conta. E muitas vezes nem faz tanta diferença assim para eles.
Por isso eu me orgulho e torço para que cada vez mais o empresário mineiro entenda que vale a pena ficar aqui em Minas Gerais. Quanto mais empresas ficarem e acreditarem, menos talentos precisam sair e mais valorizados somos todos.
Uma lástima mesmo a saída da Iveco. Perdemos todos.
Direto na têmpora: Me and my gin - Little Miss Higgins
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segunda-feira, novembro 21, 2011
Sophia conhece o Sujismundo
Se você tem uns 40 anos ou mais, pode ser que se lembre do Sujismundo, o personagem porcalhão que era a grande atração de uma campanha de informação sobre higiene e limpeza do Governo nos anos 70. Pois eu me lembro bem e adorava o personagem quando tinha meus 6 ou 7 anos.
Ontem, quando Sophia resistia ao banho noturno, me lembrei da figura e resolvi mostrar alguns filmezinhos da época pra ela (God save Youtube). Resultado? Tomou o banho na boa, foi dormir e acordou falando sobre como adorou as aventuras do Sujismundo, de seu filhinho e do Doutor Prevenildo.
Hoje eu tenho o compromisso de mostrar mais alguns e chego à conclusão de que certas coisas são realmente atemporais.
PS - Os vídeos usam a grafia "Sugismundo", mas a wikipedia e a maioria dos artigos prefere "Sujismundo", por isso adotei a segunda.
Direto na têmpora: Pride and joy - Marvin Gaye
Ontem, quando Sophia resistia ao banho noturno, me lembrei da figura e resolvi mostrar alguns filmezinhos da época pra ela (God save Youtube). Resultado? Tomou o banho na boa, foi dormir e acordou falando sobre como adorou as aventuras do Sujismundo, de seu filhinho e do Doutor Prevenildo.
Hoje eu tenho o compromisso de mostrar mais alguns e chego à conclusão de que certas coisas são realmente atemporais.
PS - Os vídeos usam a grafia "Sugismundo", mas a wikipedia e a maioria dos artigos prefere "Sujismundo", por isso adotei a segunda.
Direto na têmpora: Pride and joy - Marvin Gaye
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quinta-feira, novembro 17, 2011
50 anos da Comunicação Social na UFMG
Eu me formei em 93 como Bacharel em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela UFMG. Hoje, depois de uns 15 anos, voltei à Fafich para comemorar os 50 anos do curso.
Eu adorei estudar na Federal e mais especificamente no Campus. É uma puta mistura de visões, opiniões, estilos e formações que acabam abrindo a cabeça para caminhos diferentes daqueles com os quais eu estava familiarizado.
Fiz muitos amigos, alguns com os quais mantenho contato e outros não. Conheci professores motivados e motivadores como a Carla Madeira e o falecido Baesse e outros não.
Foi bom pra caramba e hoje me arrependo de não ter investido um pouco mais para concluir também o curso de jornalismo ou iniciar um mestrado logo após a formatura. Poderia ter sido bom, mas eu realmente estava louco pra sair pro mercado.
Só sei que foi bom voltar à UFMG, rever amigos como a Rafa, o Elias Sunshine, a Carla e o Fred. E foi melhor ainda por ter sido como convidado para um evento tão bacana como foi esse.
Direto na têmpora: Dig dug - We Are Scientists
Eu adorei estudar na Federal e mais especificamente no Campus. É uma puta mistura de visões, opiniões, estilos e formações que acabam abrindo a cabeça para caminhos diferentes daqueles com os quais eu estava familiarizado.
Fiz muitos amigos, alguns com os quais mantenho contato e outros não. Conheci professores motivados e motivadores como a Carla Madeira e o falecido Baesse e outros não.
Foi bom pra caramba e hoje me arrependo de não ter investido um pouco mais para concluir também o curso de jornalismo ou iniciar um mestrado logo após a formatura. Poderia ter sido bom, mas eu realmente estava louco pra sair pro mercado.
Só sei que foi bom voltar à UFMG, rever amigos como a Rafa, o Elias Sunshine, a Carla e o Fred. E foi melhor ainda por ter sido como convidado para um evento tão bacana como foi esse.
Direto na têmpora: Dig dug - We Are Scientists
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quinta-feira, agosto 11, 2011
Para não ser unidimensional
Oscar Schmidt foi um excelente pontuador no basquete. Seu arremesso de três pontos era mortal e o Brasil deve a ele o ouro e uma partida memorável, que deveria virar filme, na final do Panamericano de 87 contra os americanos.
Michael Jordan começou a carreira como um jogador ágil, de grande impulsão, atlético e excelente pontuador. Excelente na universidade, entrou na NBA como uma grande promessa.
Não satisfeito, Michael Jordan praticou e desenvolveu um arremesso de média e longa distância extremamente eficiente, transformou sua presença no garrafão em uma ameaça real, tornou-se um jogador de defesa implacável e um "passador" dos melhores.
Ainda hoje é considerado o melhor jogador de basquete da história.
Seria injusto da minha parte dizer que Oscar nunca trabalhou para melhorar as outras partes do seu jogo, mas se trabalhou não teve muito sucesso. Tornou-se um jogador que investiu em seu ponto forte até se tornar excelente nele, mas ficou unidimensional.
Jordan investiu tempo e esforço justamente no que não era bom. Tornou-se completo, versátil, praticamente impossível de ser detido. Recusou-se a tentar cobrir seus defeitos com seus pontos fortes e evoluiu. Encarou cada limitação de frente e trabalhou à exaustão.
Fica aí um bom conselho para você que é excelente em um tipo de função. Quando disser "eu não sou bom nisso", não o faça como uma desculpa para se livrar da tarefa, mas como promessa de que vai melhorar. Torne-se indispensável por vários motivos e não apenas por um.
Acredite, é sempre bom ter um "jogo" mais completo.
Direto na têmpora: Dirty boots - Sonic Youth
Michael Jordan começou a carreira como um jogador ágil, de grande impulsão, atlético e excelente pontuador. Excelente na universidade, entrou na NBA como uma grande promessa.
Não satisfeito, Michael Jordan praticou e desenvolveu um arremesso de média e longa distância extremamente eficiente, transformou sua presença no garrafão em uma ameaça real, tornou-se um jogador de defesa implacável e um "passador" dos melhores.
Ainda hoje é considerado o melhor jogador de basquete da história.
Seria injusto da minha parte dizer que Oscar nunca trabalhou para melhorar as outras partes do seu jogo, mas se trabalhou não teve muito sucesso. Tornou-se um jogador que investiu em seu ponto forte até se tornar excelente nele, mas ficou unidimensional.
Jordan investiu tempo e esforço justamente no que não era bom. Tornou-se completo, versátil, praticamente impossível de ser detido. Recusou-se a tentar cobrir seus defeitos com seus pontos fortes e evoluiu. Encarou cada limitação de frente e trabalhou à exaustão.
Fica aí um bom conselho para você que é excelente em um tipo de função. Quando disser "eu não sou bom nisso", não o faça como uma desculpa para se livrar da tarefa, mas como promessa de que vai melhorar. Torne-se indispensável por vários motivos e não apenas por um.
Acredite, é sempre bom ter um "jogo" mais completo.
Direto na têmpora: Dirty boots - Sonic Youth
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sexta-feira, agosto 05, 2011
O manual
Leia o manual.
Entenda o manual.
Jogue o manual no lixo.
Se eu pudesse dar um conselho assim, sem pensar, na lata, seria esse.
O problema é que se eu refletisse um pouco mais, provavelmente não seria tão radical. Mudaria uma coisinha ou outra e daria um conselho leite morno com torrada quentinha.
E seria uma das piores coisas que eu poderia fazer.
Estou falando sobre comunicação e criatividade, mas poderia estar falando sobre muitas outras coisas das nossas vidas tão cheias de fórmulas, padrões, limites, regras, muros e placas.
Não pense você que eu sou contra as regras. Bobagem. Eu acredito, aplico e defendo muitas regras, mas sou um adepto maior ainda de conhecê-las bem e saber escolher a hora de quebrá-las.
Nós fazemos parte de uma profissão que tem o desafio diário de despertar as pessoas do seu torpor cotidiano com alguma mensagem relevante e criativa. Ok, nem sempre o motivo que as faz abrir os ouvidos para o que dizemos merece essa atenção, mas isso é outra discussão.
O que eu estou dizendo é que é uma lástima trabalhar com publicidade se não for para ignorar o manual e tentar algo novo de vez em quando e que é muito chato se convencer de que o caminho seguro é o melhor caminho.
Enfim, apesar de todas as desculpas que todos nós podemos dar, dormir agarradinho com o manual é simplesmente um grande desperdício de oportunidades.
Direto na têmpora: This love is fucking right! - The Pains Of Being Pure At Heart
Entenda o manual.
Jogue o manual no lixo.
Se eu pudesse dar um conselho assim, sem pensar, na lata, seria esse.
O problema é que se eu refletisse um pouco mais, provavelmente não seria tão radical. Mudaria uma coisinha ou outra e daria um conselho leite morno com torrada quentinha.
E seria uma das piores coisas que eu poderia fazer.
Estou falando sobre comunicação e criatividade, mas poderia estar falando sobre muitas outras coisas das nossas vidas tão cheias de fórmulas, padrões, limites, regras, muros e placas.
Não pense você que eu sou contra as regras. Bobagem. Eu acredito, aplico e defendo muitas regras, mas sou um adepto maior ainda de conhecê-las bem e saber escolher a hora de quebrá-las.
Nós fazemos parte de uma profissão que tem o desafio diário de despertar as pessoas do seu torpor cotidiano com alguma mensagem relevante e criativa. Ok, nem sempre o motivo que as faz abrir os ouvidos para o que dizemos merece essa atenção, mas isso é outra discussão.
O que eu estou dizendo é que é uma lástima trabalhar com publicidade se não for para ignorar o manual e tentar algo novo de vez em quando e que é muito chato se convencer de que o caminho seguro é o melhor caminho.
Enfim, apesar de todas as desculpas que todos nós podemos dar, dormir agarradinho com o manual é simplesmente um grande desperdício de oportunidades.
Direto na têmpora: This love is fucking right! - The Pains Of Being Pure At Heart
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sexta-feira, julho 15, 2011
Direito divino
Anda circulando um texto de Eliane Brum, da revista Época, com o título "Meu filho, você não merece nada".
O texto é muito bacana e é interessante como reflete o microcosmo da publicidade. Cada vez mais vemos alguns jovens não especialmente talentosos adentrando a profissão e cobrando reconhecimento / valorização / salários iguais aos de profissionais experientes, premiados e reconhecidos.
É lógico que existem profissionais extremamente jovens e que demonstram uma maturidade impressionante, uma qualidade de texto ou leiaute acima da média. São as exceções e, normalmente, são também os mais humildes.
Humildes porque sabem que possuem o talento para ir mais longe e que não é vergonha aprender com os outros. Não precisam vestir a fantasia de gênio e inventar um brilho que ainda não têm.
Ah, meus jovens publicitários, como me dói dizer que vocês estão caindo no conto da celebridade instantânea do BBB. Como eu acho triste ter que explicar que ninguém é Pelé tendo jogado só cinco partidas. Uma carreira se constrói ganhando um leão por dia ou pelo menos mostrando que se dá conta do recado em campanhas nacionais e cartões de natal igualmente.
O melhor favor que já me fizeram foi olharem meu portifólio e dizerem: "tá legal, mas você precisa sair dessa fase de trocadilhos e piadinhas" quando eu tinha 3 anos de profissão. Fiquei puto, mas calei, escutei e aprendi. Poucos conselhos me serviram tanto.
Por isso, se algum dia alguém te disser que você não é assim tão bom quanto acha, não fique bravo. Não o chame de burro, não se ache um injustiçado e nem faça beicinho.
Entenda o que está sendo dito. Peça uma segunda, uma terceira, uma quarta opinião se for preciso, mas não feche os olhos.
Acredite, só porque você se acha um gênio, não quer dizer que seja verdade.
Direto na têmpora: All in white - The Vaccines
O texto é muito bacana e é interessante como reflete o microcosmo da publicidade. Cada vez mais vemos alguns jovens não especialmente talentosos adentrando a profissão e cobrando reconhecimento / valorização / salários iguais aos de profissionais experientes, premiados e reconhecidos.
É lógico que existem profissionais extremamente jovens e que demonstram uma maturidade impressionante, uma qualidade de texto ou leiaute acima da média. São as exceções e, normalmente, são também os mais humildes.
Humildes porque sabem que possuem o talento para ir mais longe e que não é vergonha aprender com os outros. Não precisam vestir a fantasia de gênio e inventar um brilho que ainda não têm.
Ah, meus jovens publicitários, como me dói dizer que vocês estão caindo no conto da celebridade instantânea do BBB. Como eu acho triste ter que explicar que ninguém é Pelé tendo jogado só cinco partidas. Uma carreira se constrói ganhando um leão por dia ou pelo menos mostrando que se dá conta do recado em campanhas nacionais e cartões de natal igualmente.
O melhor favor que já me fizeram foi olharem meu portifólio e dizerem: "tá legal, mas você precisa sair dessa fase de trocadilhos e piadinhas" quando eu tinha 3 anos de profissão. Fiquei puto, mas calei, escutei e aprendi. Poucos conselhos me serviram tanto.
Por isso, se algum dia alguém te disser que você não é assim tão bom quanto acha, não fique bravo. Não o chame de burro, não se ache um injustiçado e nem faça beicinho.
Entenda o que está sendo dito. Peça uma segunda, uma terceira, uma quarta opinião se for preciso, mas não feche os olhos.
Acredite, só porque você se acha um gênio, não quer dizer que seja verdade.
Direto na têmpora: All in white - The Vaccines
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segunda-feira, julho 11, 2011
Menos um grande
Jackson Drummond Zuim morreu no último sábado, foi cremado ontem e eu só soube hoje. Não pude me despedir do cara que, se não era um amigo próximo, foi fundamental em minha carreira.
Zuim era talentoso, engraçado, generoso e marcou uma época da publicidade em Minas Gerais.
Conheci seus casos antes de conhecê-lo e, mesmo com pouco tempo de contato, recebi dele uma ajuda para mudar de emprego. Quando cheguei na nova agência, passei três meses com salários atrasados, uma estrutura péssima e liguei de novo pra ele e sua voz de baixo profundo.
- Porra, Zuim, esse lugar é uma zona, os caras não pagam, assim não dá.
- Ô, Barão (Barão era como Zuim chamava todo mundo), cê tá insatisfeito?
- Tô, Zuim, aqui é muito ruim.
- Então peraí.
E em menos de dois dias eu estava saindo daquele lugar para um emprego novo e muito melhor onde fiquei mais de dois anos.
Agora, foi-se embora o Zuim. A última vez que o encontrei foi em 2008 e escrevi isso aqui.
Hoje, não tenho a dizer além de um muito obrigado e vai com Deus a um dos grandes redatores que Minas já teve.
Direto na têmpora: One fine day - Cracker
Zuim era talentoso, engraçado, generoso e marcou uma época da publicidade em Minas Gerais.
Conheci seus casos antes de conhecê-lo e, mesmo com pouco tempo de contato, recebi dele uma ajuda para mudar de emprego. Quando cheguei na nova agência, passei três meses com salários atrasados, uma estrutura péssima e liguei de novo pra ele e sua voz de baixo profundo.
- Porra, Zuim, esse lugar é uma zona, os caras não pagam, assim não dá.
- Ô, Barão (Barão era como Zuim chamava todo mundo), cê tá insatisfeito?
- Tô, Zuim, aqui é muito ruim.
- Então peraí.
E em menos de dois dias eu estava saindo daquele lugar para um emprego novo e muito melhor onde fiquei mais de dois anos.
Agora, foi-se embora o Zuim. A última vez que o encontrei foi em 2008 e escrevi isso aqui.
Hoje, não tenho a dizer além de um muito obrigado e vai com Deus a um dos grandes redatores que Minas já teve.
Direto na têmpora: One fine day - Cracker
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terça-feira, junho 21, 2011
Atendimento
Eu já disse e repito: eu posso criticar algum profissional de atendimento, mas nunca a profissão de atendimento.
É fundamental ter alguém que consiga combinar firmeza, flexibilidade e argumentar sem se deixar levar pela emoção e avaliando até onde a argumentação pode ir sem prejudicar agência ou cliente.
Resumindo, um bom atendimento e um bom revisor valem ouro para redatores (ou pelo menos para mim).
Daí que me lembrei de um certo dono de agência que reuniu sua equipe de criativos para opinar sobre a equipe de atendimento. A pergunta foi direta:
- Qual o melhor profissional de atendimento da agência na opinião de vocês?
A resposta foi unânime:
- Fulana de Tal.
O dono pareceu ficar intrigado com a resposta e aí argumentou-se que a pessoa em questão sabia ser firme com o cliente, defendia as ideias e, ao mesmo tempo, sabia trazer feedbacks negativos de forma clara, além de manter todos sempre a par do andamento dos trabalhos.
O dono pensou e respondeu:
- Engraçado, eu prefiro Beltrana de Tal. Se eu ligo pra elas as quatro da manhã ela atende, a outra não.
Em meio ao olhar incrédulo e rompendo o silêncio dos criativos uma voz surgiu para resumir a situação.
- Então você precisa é de um amigo, pô, não é de um atendimento.
Reunião encerrada.
Direto na têmpora: Brainstorm - Arctic Monkeys
É fundamental ter alguém que consiga combinar firmeza, flexibilidade e argumentar sem se deixar levar pela emoção e avaliando até onde a argumentação pode ir sem prejudicar agência ou cliente.
Resumindo, um bom atendimento e um bom revisor valem ouro para redatores (ou pelo menos para mim).
Daí que me lembrei de um certo dono de agência que reuniu sua equipe de criativos para opinar sobre a equipe de atendimento. A pergunta foi direta:
- Qual o melhor profissional de atendimento da agência na opinião de vocês?
A resposta foi unânime:
- Fulana de Tal.
O dono pareceu ficar intrigado com a resposta e aí argumentou-se que a pessoa em questão sabia ser firme com o cliente, defendia as ideias e, ao mesmo tempo, sabia trazer feedbacks negativos de forma clara, além de manter todos sempre a par do andamento dos trabalhos.
O dono pensou e respondeu:
- Engraçado, eu prefiro Beltrana de Tal. Se eu ligo pra elas as quatro da manhã ela atende, a outra não.
Em meio ao olhar incrédulo e rompendo o silêncio dos criativos uma voz surgiu para resumir a situação.
- Então você precisa é de um amigo, pô, não é de um atendimento.
Reunião encerrada.
Direto na têmpora: Brainstorm - Arctic Monkeys
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segunda-feira, junho 06, 2011
Followers and friends
O que faz você seguir alguém que não conhece no Twitter? O que leva alguém perfeitamente reservado e sensato escolher uma pessoa que nunca viu para iniciar uma amizade no Facebook? Que assuntos fidelizam você a um blog? Que afinidades aproximam você de uma página da web?
Agimos por impulso na internet. Mostramos ali as coisas que realmente nos iteressam, mesmo que elas não estejam presentes em nossos discursos ou na persona que construímos e ostentamos diariamente.
É muito esclarecedor conhecer alguém através das referências que ele nos passa quando está sendo realmente ele mesmo. Aliás, vale como reflexão sobre nós mesmos, como uma ferramentazinha de auto-conhecimento, se preferirem.
E ainda assim, muitas empresas (e agências) insistem em menosprezar todo o retorno que vem através de buzz e de tendências que surgem nestes ambientes. Definir uma estratégia para eles, então? Impensável.
Acho que falta pra esses caras a compreensão de que seguidores e amigos podem virar, quando tratados com respeito e criatividade, consumidores e embaixadores da marca.
Direto na têmpora: The holiday song - The Pixies
Agimos por impulso na internet. Mostramos ali as coisas que realmente nos iteressam, mesmo que elas não estejam presentes em nossos discursos ou na persona que construímos e ostentamos diariamente.
É muito esclarecedor conhecer alguém através das referências que ele nos passa quando está sendo realmente ele mesmo. Aliás, vale como reflexão sobre nós mesmos, como uma ferramentazinha de auto-conhecimento, se preferirem.
E ainda assim, muitas empresas (e agências) insistem em menosprezar todo o retorno que vem através de buzz e de tendências que surgem nestes ambientes. Definir uma estratégia para eles, então? Impensável.
Acho que falta pra esses caras a compreensão de que seguidores e amigos podem virar, quando tratados com respeito e criatividade, consumidores e embaixadores da marca.
Direto na têmpora: The holiday song - The Pixies
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segunda-feira, maio 16, 2011
Eternos 3 anos de idade
Certas pessoas nunca ultrapassam os seus 3 anos de idade. Gostam de ver sempre as mesmas coisas, de ler sempre os mesmos livros, de brincar sempre nos mesmos brinquedos.
Extraem um grande prazer não da variedade, do inusitado, do ousado, mas da repetição. Confortam-se com a segurança de ouvir as mesmas expressões, de seguir a sequência que tranquiliza, de encontrar o reconfortante final sem surpresas.
Gente assim é fundamental em determinados cargos em que a constância e a repetição de ações mostram-se fundamentais, mas quando trabalham com marketing ou comunicação produzem os maiores desastres. São inimigos convictos da criatividade, defensors de fórmulas que possam ser usadas milhares de vezes em qualquer situação, avessos ao risco.
São crianças de 3 anos rindo das piadas que já conhecem, teimando em pasteurizar a mensagem, negando-se a entender que o mundo não é seguro, não é imutável, não é só deles e não é aconchegante como o velho dvd que se assiste pela milhonésima vez.
Direto na têmpora: The greatest - Cat Power
Extraem um grande prazer não da variedade, do inusitado, do ousado, mas da repetição. Confortam-se com a segurança de ouvir as mesmas expressões, de seguir a sequência que tranquiliza, de encontrar o reconfortante final sem surpresas.
Gente assim é fundamental em determinados cargos em que a constância e a repetição de ações mostram-se fundamentais, mas quando trabalham com marketing ou comunicação produzem os maiores desastres. São inimigos convictos da criatividade, defensors de fórmulas que possam ser usadas milhares de vezes em qualquer situação, avessos ao risco.
São crianças de 3 anos rindo das piadas que já conhecem, teimando em pasteurizar a mensagem, negando-se a entender que o mundo não é seguro, não é imutável, não é só deles e não é aconchegante como o velho dvd que se assiste pela milhonésima vez.
Direto na têmpora: The greatest - Cat Power
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quarta-feira, abril 27, 2011
Cobrando pela inteligência
Durante anos eu reclamei que nós publicitários recebíamos por espaço em mídia. Não se valorizava a inteligência e a criatividade, não se respeitava a diferença de qualidade entre criativos, impunha-se uma tabela. Enfim, aquele chororô todo que tem lá sua razão.
O problema é que cada vez mais eu venho tentando precificar meus trabalhos com base na inteligência envolvida, no impacto da solução criativa, na complexidade do desafio (afinal, nem todo brief de filme 30" é o mesmo brief de filme 30").
Sabe a que conclusão cheguei? É difícil pra caralho acertar esta equação. É um problema que tenho vivido e que artistas provavelmente vivem também, mas ainda acho que o caminho é esse.
Ainda acho que é possível em uma escala menor, como é o meu caso quando faço freelas, achar fórmulas mais personalizadas para que o valor do trabalho seja determinado de forma mais justa para quem paga e para quem recebe.
Essa semana vou tentar algo assim outra vez. Desejem-me sorte.
Direto na têmpora: Killer Queen - Queen
O problema é que cada vez mais eu venho tentando precificar meus trabalhos com base na inteligência envolvida, no impacto da solução criativa, na complexidade do desafio (afinal, nem todo brief de filme 30" é o mesmo brief de filme 30").
Sabe a que conclusão cheguei? É difícil pra caralho acertar esta equação. É um problema que tenho vivido e que artistas provavelmente vivem também, mas ainda acho que o caminho é esse.
Ainda acho que é possível em uma escala menor, como é o meu caso quando faço freelas, achar fórmulas mais personalizadas para que o valor do trabalho seja determinado de forma mais justa para quem paga e para quem recebe.
Essa semana vou tentar algo assim outra vez. Desejem-me sorte.
Direto na têmpora: Killer Queen - Queen
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terça-feira, abril 26, 2011
Meninos mimados
Meninos mimados acham que são os donos do mundo.
Meninos mimados acham que podem gritar com qualquer um.
Meninos mimados acreditam que a única verdade válida é a deles.
Meninos mimados querem o impossível sempre. E querem rápido. E não admitem contra-argumentação.
Meninos mimados gostam muito mais de falar do que de ouvir.
Meninos mimados acham que sabem tudo de qualquer assunto.
Meninos mimados não suportam o "não".
Meninos mimados consideram "fazer sentido" uma bobagem.
Meninos mimados às vezes trabalham com Comunicação e Marketing.
Direto na têmpora: Dig, Lazarus, dig!!! - Nicik Cave & The Bad Seeds
Meninos mimados acham que podem gritar com qualquer um.
Meninos mimados acreditam que a única verdade válida é a deles.
Meninos mimados querem o impossível sempre. E querem rápido. E não admitem contra-argumentação.
Meninos mimados gostam muito mais de falar do que de ouvir.
Meninos mimados acham que sabem tudo de qualquer assunto.
Meninos mimados não suportam o "não".
Meninos mimados consideram "fazer sentido" uma bobagem.
Meninos mimados às vezes trabalham com Comunicação e Marketing.
Direto na têmpora: Dig, Lazarus, dig!!! - Nicik Cave & The Bad Seeds
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quinta-feira, março 24, 2011
Todo mundo pode ser redator publicitário
Qualquer um pode ter uma ideia genial, criar um título bacana, fazer um filme que emociona.
Qualquer um pode pegar um texto, mudar duas palavras e dizer com propriedade "agora sim, tá perfeito".
Qualquer um pode traduzir em poucas palavras toda a complexidade de uma estratégia de branding ou o posicionamento de uma marca.
Qualquer um pode fazer peças que traduzam os anseios de uma empresa e ao mesmo tempo encantem o seu público, mesmo com uma absurda limitação de verba.
Qualquer um pode oferecer uma solução rápida e eficiente para os problemas mais cabeludos, qualquer um pode desenvolver um raciocínio inovador para as demandas mais triviais, qualquer um pode chegar a uma forma absolutamente original de tratar o tema mais batido do mundo.
Se você acredita nisso, se você realmente acredita que qualquer um pode ser um redator publicitário, parabéns: você provavelmente está bem preparado para viver uma longa carreira como cliente.
Uma campanha do AMADOR - Associação das Mães e Amigos do Redator.
Direto na têmpora: Horror Hotel - The Misfits
Qualquer um pode pegar um texto, mudar duas palavras e dizer com propriedade "agora sim, tá perfeito".
Qualquer um pode traduzir em poucas palavras toda a complexidade de uma estratégia de branding ou o posicionamento de uma marca.
Qualquer um pode fazer peças que traduzam os anseios de uma empresa e ao mesmo tempo encantem o seu público, mesmo com uma absurda limitação de verba.
Qualquer um pode oferecer uma solução rápida e eficiente para os problemas mais cabeludos, qualquer um pode desenvolver um raciocínio inovador para as demandas mais triviais, qualquer um pode chegar a uma forma absolutamente original de tratar o tema mais batido do mundo.
Se você acredita nisso, se você realmente acredita que qualquer um pode ser um redator publicitário, parabéns: você provavelmente está bem preparado para viver uma longa carreira como cliente.
Uma campanha do AMADOR - Associação das Mães e Amigos do Redator.
Direto na têmpora: Horror Hotel - The Misfits
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quinta-feira, março 10, 2011
Criatividade
Assim que eu fiz meu primeiro estágio, fiquei absurdado de ver como a criatividade é algo que responde bem a prazos e limites.
Juro que quando recebi meu primeiro job em uma agência (um anúncio para uma marca de sapatos femininos com dois dias de prazo) eu pensei em desistir. "Eu nunca vou conseguir um título do caralho pra isso em 48 horas. Nunca!". Mal sabia eu que um dia mataria por prazos assim.
O fato é que consegui, recebi alguns elogios e aprendi logo de cara que a criatividade é facilmente direcionável quando se tem um problema a ser resolvido em mãos. Talvez não seja o melhor, talvez não seja genial, mas é sempre possível conseguir uma solução adequada.
Claro que às vezes vem uma inspiração sabe-se lá de onde e você tira leite de pedra até nos trabalhinhos mais comuns, mas aí é que está a diferença. Criatividade não é inspiração.
Em publicidade não se pode contar com a inspiração, não se pode depender do lampejo, do insight, porque temos prazos, verbas e demandas a serem respeitados. O que podemos e devemos fazer é transformar nossa mente em solo fértil para que o "lance genial" surja com mais frequência.
Eu tento fazer isso com livros, filmes, música, redes sociais e inutilidades em geral que me mantenham intelectualmente ativo e interessado. Outras pessoas preferem outros caminhos.
De qualquer forma, a criatividade é o exercício de olhar as coisas de outra forma, de listar possibilidades, formatos, combinações, de evitar e de usar bem o clichê. Criatividade é acenar com brinquedinhos e guloseimas para atrair a solução que está entocada em algum canto do cérebro.
Como eu disse no começo do parágrafo anterior, é exercício. E já aconteceu mais de uma vez que, usando a criatividade, eu conseguisse extrair a fórceps a solução muito bacana que a inspiração não me trouxe de mão beijada.
Direto na têmpora: My Best Friend's Girl - The Cars
Juro que quando recebi meu primeiro job em uma agência (um anúncio para uma marca de sapatos femininos com dois dias de prazo) eu pensei em desistir. "Eu nunca vou conseguir um título do caralho pra isso em 48 horas. Nunca!". Mal sabia eu que um dia mataria por prazos assim.
O fato é que consegui, recebi alguns elogios e aprendi logo de cara que a criatividade é facilmente direcionável quando se tem um problema a ser resolvido em mãos. Talvez não seja o melhor, talvez não seja genial, mas é sempre possível conseguir uma solução adequada.
Claro que às vezes vem uma inspiração sabe-se lá de onde e você tira leite de pedra até nos trabalhinhos mais comuns, mas aí é que está a diferença. Criatividade não é inspiração.
Em publicidade não se pode contar com a inspiração, não se pode depender do lampejo, do insight, porque temos prazos, verbas e demandas a serem respeitados. O que podemos e devemos fazer é transformar nossa mente em solo fértil para que o "lance genial" surja com mais frequência.
Eu tento fazer isso com livros, filmes, música, redes sociais e inutilidades em geral que me mantenham intelectualmente ativo e interessado. Outras pessoas preferem outros caminhos.
De qualquer forma, a criatividade é o exercício de olhar as coisas de outra forma, de listar possibilidades, formatos, combinações, de evitar e de usar bem o clichê. Criatividade é acenar com brinquedinhos e guloseimas para atrair a solução que está entocada em algum canto do cérebro.
Como eu disse no começo do parágrafo anterior, é exercício. E já aconteceu mais de uma vez que, usando a criatividade, eu conseguisse extrair a fórceps a solução muito bacana que a inspiração não me trouxe de mão beijada.
Direto na têmpora: My Best Friend's Girl - The Cars
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Nas sociais
Para quem já entendeu que é impossível pensar a comunicação sem pensar mídias sociais, aprenda que não adianta se apegar apenas à ferramenta.
Optar pelo monólogo nas mídias sociais é tão tolo e tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Tentar ser o que todos querem e esquecer quem você é, qual é o seu core business, qual a personalidade do seu produto é tão tolo quanto anunciar em todos os horários de todos os canais de tv.
Querer estar nas mídias sociais sem querer brigar, sem querer pedir desculpas, sem querer aproveitar o feedback para alterar os rumos da sua comunicação (não a sua essência) é tão inútil quanto ter um SAC que nunca atende o cliente.
Ainda vejo empresas entendendo que atuar nas mídias sociais é como veicular um anúncio.
Ainda vejo profissionais de comunicação se apegando ao jeito antigo de fazer as coisas e tentando simplesmente aplicar velhas fórmulas a um novo sistema.
Ainda vejo gente com saudade das charretes tentando usar cenoura e alfafa para fazer os carros andarem.
Direto na têmpora: So bored - Wavves
Optar pelo monólogo nas mídias sociais é tão tolo e tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Tentar ser o que todos querem e esquecer quem você é, qual é o seu core business, qual a personalidade do seu produto é tão tolo quanto anunciar em todos os horários de todos os canais de tv.
Querer estar nas mídias sociais sem querer brigar, sem querer pedir desculpas, sem querer aproveitar o feedback para alterar os rumos da sua comunicação (não a sua essência) é tão inútil quanto ter um SAC que nunca atende o cliente.
Ainda vejo empresas entendendo que atuar nas mídias sociais é como veicular um anúncio.
Ainda vejo profissionais de comunicação se apegando ao jeito antigo de fazer as coisas e tentando simplesmente aplicar velhas fórmulas a um novo sistema.
Ainda vejo gente com saudade das charretes tentando usar cenoura e alfafa para fazer os carros andarem.
Direto na têmpora: So bored - Wavves
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