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segunda-feira, maio 16, 2011

Eternos 3 anos de idade

Certas pessoas nunca ultrapassam os seus 3 anos de idade. Gostam de ver sempre as mesmas coisas, de ler sempre os mesmos livros, de brincar sempre nos mesmos brinquedos.

Extraem um grande prazer não da variedade, do inusitado, do ousado, mas da repetição. Confortam-se com a segurança de ouvir as mesmas expressões, de seguir a sequência que tranquiliza, de encontrar o reconfortante final sem surpresas.

Gente assim é fundamental em determinados cargos em que a constância e a repetição de ações mostram-se fundamentais, mas quando trabalham com marketing ou comunicação produzem os maiores desastres. São inimigos convictos da criatividade, defensors de fórmulas que possam ser usadas milhares de vezes em qualquer situação, avessos ao risco.

São crianças de 3 anos rindo das piadas que já conhecem, teimando em pasteurizar a mensagem, negando-se a entender que o mundo não é seguro, não é imutável, não é só deles e não é aconchegante como o velho dvd que se assiste pela milhonésima vez.




Direto na têmpora: The greatest - Cat Power

terça-feira, maio 10, 2011

O olhar criativo

Darei duas palestras este mês sobre o olhar criativo. Escolhi o tema porque ainda me impressiono com quantas pessoas se autodefinem como "não-criativas" ou "pouco criativas".

É muita gente que ainda não percebeu que a criatividade é um exercício diário e que está muito além da função (no caso da propaganda) do redator e do diretor de arte.

Eu considero que olhar criativamente para as coisas, raciocinar de maneira nova sobre um velho problema, buscar a inovação nos relacionamentos são obrigações de praticamente todo profissional.

Para mim, alçar a criatividade ao status de privilégio de poucos é um equívoco que muitas empresas, de qualquer segmento, ainda cometem e tendem a continuar cometendo.

Dito isso, criatividade também requer um exercício de humildade. É preciso ouvir que a ideia não é boa, que o processo não funciona, que alguém achou um caminho melhor.

E, principalmente, ser criativo não quer dizer de maneira alguma que você tenha direito de mexer no meu texto, porra!



PS - Tirando o último parágrafo que é obviamente uma brincadeira, o resto do texto tá valendo e eu assino embaixo.





Direto na têmpora: I'm on standby - Grandaddy