Amiguinhos, trago más (ou boas) notícias: o Facebook não representa a verdade absoluta. É um nicho, um espaço de opinião importante, mas também um lugar para muita gente que replica textos ou conteúdos sem que isso reflita suas atitudes ou visões de mundo.
E para fazer isso de uma maneira apartidária e não ideológica, vou citar dois exemplos em lados opostos do campo político: Marcio Lacerda e Dilma.
Nos meses antes da eleição, ninguém foi tão repudiado no Facebook quanto Marcio Lacerda. Um fato que parece ter representado pouco quando o prefeito foi reeleito com relativa tranquilidade no primeiro turno.
Atualmente, minha timeline parece uma sessão de descarrego contra a Dilma. Ainda assim, a última pesquisa dá números recordes de aprovação popular com 78% de "curtir" para seu desempenho pessoal e 62% para o de seu governo.
O que isso quer dizer? Que existe outro mundo fora do Facebook e que pode ser muito bom olhar pra ele antes de se convencer de tantas verdades postadas ali diariamente.
Nenhuma novidade, eu sei, mas é sempre bom lembrar.
Direto na têmpora: When I'm with you - Best Coast
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sexta-feira, dezembro 14, 2012
terça-feira, janeiro 03, 2012
Os jovens velhos
Eu invejo os da geração de hoje por serem nativos digitais. Acho que eles têm uma oportunidade de ouro para transformar os meios digitais enquanto consumidores e atores na circulação das mensagens.
Por isso talvez eu me assuste tanto quand me deparo com jovens velhos, gente de 20 anos ou menos que quer ditar regras para tudo. Perfil de twitter de carro só pode falar sobre carro, Facebook de shopping só pode falar sobre compras e promoções, blog de agência de publicidade tem que ser um portifólio online.
Esse raciocínio tolo deve significar que se você está namorando só pode falar de amor com ela. Se está na pelada com os amigos, não pode falar de política, só de futebol.
Quanto mais eu trabalho em comunicação, mais eu acredito que as relações das pessoas com as marcas se dão além dos produtos e serviços em si (e graças a Deus a agência em que eu trabalho pensa assim também). Infelizmente algumas pessoas pensam como se pensava há 50 anos e jogam fora a oportunidade de inovar, de viver seu tempo com o que ele tem de bom.
Pobres coitados. Tão jovens e já tão velhos.
Direto na têmpora: Eyelids - Fridge
Por isso talvez eu me assuste tanto quand me deparo com jovens velhos, gente de 20 anos ou menos que quer ditar regras para tudo. Perfil de twitter de carro só pode falar sobre carro, Facebook de shopping só pode falar sobre compras e promoções, blog de agência de publicidade tem que ser um portifólio online.
Esse raciocínio tolo deve significar que se você está namorando só pode falar de amor com ela. Se está na pelada com os amigos, não pode falar de política, só de futebol.
Quanto mais eu trabalho em comunicação, mais eu acredito que as relações das pessoas com as marcas se dão além dos produtos e serviços em si (e graças a Deus a agência em que eu trabalho pensa assim também). Infelizmente algumas pessoas pensam como se pensava há 50 anos e jogam fora a oportunidade de inovar, de viver seu tempo com o que ele tem de bom.
Pobres coitados. Tão jovens e já tão velhos.
Direto na têmpora: Eyelids - Fridge
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sexta-feira, julho 01, 2011
A greve e o twitter
A NBA está de greve. Ruim para os fãs, ruim para a Liga e, provavelmente, ruim para os donos e jogadores.
A única coisa boa é rir do ridículo que a situação gera. Por exemplo, o jornalista Ric Bucher acaba de twittar o seguinte:
"NBA GMs/coaches can still follow their players on Twitter during lockout. But a mention or re-tweet? $1 million fine + maybe loss of picks."
Se você não fala inglês, o textinho singelo diz que técnicos e General Managers dos times podem seguir os jogadores no Twitter, mas se retuitarem algo de autoria ou mencionarem os jogadores, podem levar multa de um milhão de dólares e ainda perder seu direito a escolha no draft.
Lógico que isso gerou piadas como: "se um técnico quiser cutucar um jogador no FB ele pode?". Mas a coisa é mais séria.
A situação, que realmente parece ridícula, mostra que as redes sociais já não são coisinha de meninada como muitos pensam, mas um meio de comunicação e interação que precisa ser levado em conta em qualquer processo coletivo, seja ele institucional, organizacional ou mercadológico.
E não dá mais pra fugir disso.
Direto na têmpora: Balloons - Foals
A única coisa boa é rir do ridículo que a situação gera. Por exemplo, o jornalista Ric Bucher acaba de twittar o seguinte:
"NBA GMs/coaches can still follow their players on Twitter during lockout. But a mention or re-tweet? $1 million fine + maybe loss of picks."
Se você não fala inglês, o textinho singelo diz que técnicos e General Managers dos times podem seguir os jogadores no Twitter, mas se retuitarem algo de autoria ou mencionarem os jogadores, podem levar multa de um milhão de dólares e ainda perder seu direito a escolha no draft.
Lógico que isso gerou piadas como: "se um técnico quiser cutucar um jogador no FB ele pode?". Mas a coisa é mais séria.
A situação, que realmente parece ridícula, mostra que as redes sociais já não são coisinha de meninada como muitos pensam, mas um meio de comunicação e interação que precisa ser levado em conta em qualquer processo coletivo, seja ele institucional, organizacional ou mercadológico.
E não dá mais pra fugir disso.
Direto na têmpora: Balloons - Foals
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segunda-feira, maio 16, 2011
Eternos 3 anos de idade
Certas pessoas nunca ultrapassam os seus 3 anos de idade. Gostam de ver sempre as mesmas coisas, de ler sempre os mesmos livros, de brincar sempre nos mesmos brinquedos.
Extraem um grande prazer não da variedade, do inusitado, do ousado, mas da repetição. Confortam-se com a segurança de ouvir as mesmas expressões, de seguir a sequência que tranquiliza, de encontrar o reconfortante final sem surpresas.
Gente assim é fundamental em determinados cargos em que a constância e a repetição de ações mostram-se fundamentais, mas quando trabalham com marketing ou comunicação produzem os maiores desastres. São inimigos convictos da criatividade, defensors de fórmulas que possam ser usadas milhares de vezes em qualquer situação, avessos ao risco.
São crianças de 3 anos rindo das piadas que já conhecem, teimando em pasteurizar a mensagem, negando-se a entender que o mundo não é seguro, não é imutável, não é só deles e não é aconchegante como o velho dvd que se assiste pela milhonésima vez.
Direto na têmpora: The greatest - Cat Power
Extraem um grande prazer não da variedade, do inusitado, do ousado, mas da repetição. Confortam-se com a segurança de ouvir as mesmas expressões, de seguir a sequência que tranquiliza, de encontrar o reconfortante final sem surpresas.
Gente assim é fundamental em determinados cargos em que a constância e a repetição de ações mostram-se fundamentais, mas quando trabalham com marketing ou comunicação produzem os maiores desastres. São inimigos convictos da criatividade, defensors de fórmulas que possam ser usadas milhares de vezes em qualquer situação, avessos ao risco.
São crianças de 3 anos rindo das piadas que já conhecem, teimando em pasteurizar a mensagem, negando-se a entender que o mundo não é seguro, não é imutável, não é só deles e não é aconchegante como o velho dvd que se assiste pela milhonésima vez.
Direto na têmpora: The greatest - Cat Power
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terça-feira, abril 26, 2011
Meninos mimados
Meninos mimados acham que são os donos do mundo.
Meninos mimados acham que podem gritar com qualquer um.
Meninos mimados acreditam que a única verdade válida é a deles.
Meninos mimados querem o impossível sempre. E querem rápido. E não admitem contra-argumentação.
Meninos mimados gostam muito mais de falar do que de ouvir.
Meninos mimados acham que sabem tudo de qualquer assunto.
Meninos mimados não suportam o "não".
Meninos mimados consideram "fazer sentido" uma bobagem.
Meninos mimados às vezes trabalham com Comunicação e Marketing.
Direto na têmpora: Dig, Lazarus, dig!!! - Nicik Cave & The Bad Seeds
Meninos mimados acham que podem gritar com qualquer um.
Meninos mimados acreditam que a única verdade válida é a deles.
Meninos mimados querem o impossível sempre. E querem rápido. E não admitem contra-argumentação.
Meninos mimados gostam muito mais de falar do que de ouvir.
Meninos mimados acham que sabem tudo de qualquer assunto.
Meninos mimados não suportam o "não".
Meninos mimados consideram "fazer sentido" uma bobagem.
Meninos mimados às vezes trabalham com Comunicação e Marketing.
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quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Gesto
Um gesto nem sempre é uma declaração de intenções. Pode ser um reflexo, um movimento involuntário, uma reação, um descuido, algo isolado.
É imprudente, para quem o recebe, pensar excessivamente o gesto. É fundamental para quem o comete, se for esse o caso, deixar clara a sua função.
Comunicação pode ser isso, então, a arte de reduzir a distância entre intenção e gesto. Seja você uma empresa, seja você um consumidor, seja você simplesmente alguém que tem o que dizer.
Direto na têmpora: Your love - The Outfield
É imprudente, para quem o recebe, pensar excessivamente o gesto. É fundamental para quem o comete, se for esse o caso, deixar clara a sua função.
Comunicação pode ser isso, então, a arte de reduzir a distância entre intenção e gesto. Seja você uma empresa, seja você um consumidor, seja você simplesmente alguém que tem o que dizer.
Direto na têmpora: Your love - The Outfield
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Nas sociais
Para quem já entendeu que é impossível pensar a comunicação sem pensar mídias sociais, aprenda que não adianta se apegar apenas à ferramenta.
Optar pelo monólogo nas mídias sociais é tão tolo e tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Tentar ser o que todos querem e esquecer quem você é, qual é o seu core business, qual a personalidade do seu produto é tão tolo quanto anunciar em todos os horários de todos os canais de tv.
Querer estar nas mídias sociais sem querer brigar, sem querer pedir desculpas, sem querer aproveitar o feedback para alterar os rumos da sua comunicação (não a sua essência) é tão inútil quanto ter um SAC que nunca atende o cliente.
Ainda vejo empresas entendendo que atuar nas mídias sociais é como veicular um anúncio.
Ainda vejo profissionais de comunicação se apegando ao jeito antigo de fazer as coisas e tentando simplesmente aplicar velhas fórmulas a um novo sistema.
Ainda vejo gente com saudade das charretes tentando usar cenoura e alfafa para fazer os carros andarem.
Direto na têmpora: So bored - Wavves
Optar pelo monólogo nas mídias sociais é tão tolo e tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Tentar ser o que todos querem e esquecer quem você é, qual é o seu core business, qual a personalidade do seu produto é tão tolo quanto anunciar em todos os horários de todos os canais de tv.
Querer estar nas mídias sociais sem querer brigar, sem querer pedir desculpas, sem querer aproveitar o feedback para alterar os rumos da sua comunicação (não a sua essência) é tão inútil quanto ter um SAC que nunca atende o cliente.
Ainda vejo empresas entendendo que atuar nas mídias sociais é como veicular um anúncio.
Ainda vejo profissionais de comunicação se apegando ao jeito antigo de fazer as coisas e tentando simplesmente aplicar velhas fórmulas a um novo sistema.
Ainda vejo gente com saudade das charretes tentando usar cenoura e alfafa para fazer os carros andarem.
Direto na têmpora: So bored - Wavves
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quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Revista semanal
Já assinei a revista Veja. Já assinei a revista Época. Já assinei a revista Isto É.
Já faz um tempo que não vejo mais motivos para assinar.
Não é nem porque eu tenha algo específico contra uma ou outra das supracitadas publicações, mas é que pra mim elas, como "entidade", representam a centralização da informação, a uniformização da opinião, além de um conteúdo que chega com uma semana de atraso.
Faz um bom tempo que existem canais confiáveis, mais isentos ou mais panfletários, na internet. Canais mais ágeis, mais abertos ao debate, mais claros em suas intenções, mais facilmente comparáveis aos que têm uma postura diversa.
Por isso, quando alguém de uma dessas revistas me liga oferecendo assinatura, tenho para com eles a mesma paciência que teria com um vendedor de enciclopédias. Ouço, sou solícito e até solidário por saber que a função deles já viveu dias melhores.
Demoro-me a dizer o "não" que já está na boca desde a identificação do profissional.
Não sei bem porquê. Talvez eu ache que eles não tenham ilusões quanto ao que vendem e precisem apenas ser ouvidos. Talvez eu queira prestar atenção no esforço empreendido para "empurrar" publicações que já foram tão desejadas.
Realmente não sei dizer.
Só sei dizer que se você trabalha no telemarketing de alguma revista semanal, pode ligar pra mim.
Eu não vou comprar, mas por Deus, eu irei te ouvir.
Direto na têmpora: Intuition - Feist
Já faz um tempo que não vejo mais motivos para assinar.
Não é nem porque eu tenha algo específico contra uma ou outra das supracitadas publicações, mas é que pra mim elas, como "entidade", representam a centralização da informação, a uniformização da opinião, além de um conteúdo que chega com uma semana de atraso.
Faz um bom tempo que existem canais confiáveis, mais isentos ou mais panfletários, na internet. Canais mais ágeis, mais abertos ao debate, mais claros em suas intenções, mais facilmente comparáveis aos que têm uma postura diversa.
Por isso, quando alguém de uma dessas revistas me liga oferecendo assinatura, tenho para com eles a mesma paciência que teria com um vendedor de enciclopédias. Ouço, sou solícito e até solidário por saber que a função deles já viveu dias melhores.
Demoro-me a dizer o "não" que já está na boca desde a identificação do profissional.
Não sei bem porquê. Talvez eu ache que eles não tenham ilusões quanto ao que vendem e precisem apenas ser ouvidos. Talvez eu queira prestar atenção no esforço empreendido para "empurrar" publicações que já foram tão desejadas.
Realmente não sei dizer.
Só sei dizer que se você trabalha no telemarketing de alguma revista semanal, pode ligar pra mim.
Eu não vou comprar, mas por Deus, eu irei te ouvir.
Direto na têmpora: Intuition - Feist
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terça-feira, julho 13, 2010
Parece continuação
Ontem falei da Blockbuster e hoje falo do Jornal do Brasil, que vai abandonar a versão impressa para existir apenas na internet.
O desafio da mudança é, como em quase tudo o que diz respeito à internet, como monetarizar. Ou seja, como manter uma estrutura profissional, como ser remunerado, como cobrar por informação relevante e mostrar-se, se não indispensável, pelo menos desejado.
E essa redescoberta das formas de ser pago pede evolução, pede ousadia, pede salto sem rede de segurança.
Toda essa transformação oferece riscos, mas é um risco mínimo perto da decisão pela imobilidade.
Direto na têmpora: The cave - Mumford & Sons
O desafio da mudança é, como em quase tudo o que diz respeito à internet, como monetarizar. Ou seja, como manter uma estrutura profissional, como ser remunerado, como cobrar por informação relevante e mostrar-se, se não indispensável, pelo menos desejado.
E essa redescoberta das formas de ser pago pede evolução, pede ousadia, pede salto sem rede de segurança.
Toda essa transformação oferece riscos, mas é um risco mínimo perto da decisão pela imobilidade.
Direto na têmpora: The cave - Mumford & Sons
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segunda-feira, julho 12, 2010
As coisas mudam, queridão
Dizem que a Blockbuster vai acabar.
Bom, não é exatamente uma surpresa. O negócio da Blockbuster se baseia no fornecimento de um serviço que vai se tornando mais irrelevante a cada segundo. Afinal, não é de hoje que podemos baixar filmes em casa e assistir com qualidade cada vez maior.
Para mim, um dos maiores pecados do mundo de hoje é a arrogância de se imaginar indispensável, insubstituível, insuperável, indestrutível. Não estou dizendo que essa tenha sido a postura da Blockbuster, mas não é raro empresas que se baseiam em tamanho serem massacradas por outras menores que acreditam na constante reinvenção e na capacidade de adaptação.
Se existe uma certeza nessa vida é que impérios caem e o mundo segue em frente. A história não é complacente com os grandes e cada vez mais empresas insistem em não compreender isso.
E enquanto a vontade de evoluir não se tornar uma atividade diária, uma obrigação profissional, veremos acumulados ao lado da estrada montes enferrujados de logomarcas que apostaram na não-mudança.
Direto na têmpora: Staring At The Rude Boys - The Ruts
Bom, não é exatamente uma surpresa. O negócio da Blockbuster se baseia no fornecimento de um serviço que vai se tornando mais irrelevante a cada segundo. Afinal, não é de hoje que podemos baixar filmes em casa e assistir com qualidade cada vez maior.
Para mim, um dos maiores pecados do mundo de hoje é a arrogância de se imaginar indispensável, insubstituível, insuperável, indestrutível. Não estou dizendo que essa tenha sido a postura da Blockbuster, mas não é raro empresas que se baseiam em tamanho serem massacradas por outras menores que acreditam na constante reinvenção e na capacidade de adaptação.
Se existe uma certeza nessa vida é que impérios caem e o mundo segue em frente. A história não é complacente com os grandes e cada vez mais empresas insistem em não compreender isso.
E enquanto a vontade de evoluir não se tornar uma atividade diária, uma obrigação profissional, veremos acumulados ao lado da estrada montes enferrujados de logomarcas que apostaram na não-mudança.
Direto na têmpora: Staring At The Rude Boys - The Ruts
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sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Natural born digitals
Eu não sou um nativo digital. Eu me lembro quando meu pai comprou nossa primeira tv a cores, me lembro do Telejogo, do orelhão de ficha e das linhas de telefone fixas caríssimas. O telefone, aliás, era de disco e tinha fio.
Eu ouvia música em vinil ou fita cassete e vi nascer o walkman. Também vi nascer o cd e o dvd, além de acompanhar o primeiro console de Atari e o videocassete do berço ao túmulo, sendo que o Beta morreu bem antes do VHS.
No meu ensino médio, computadores em casa eram um raridade e não havia celulares. Nos meus estágios trabalhei com máquina de escrever (aliás, ganhei uma quando entrei na faculdade) e quando me formei, o laboratório de redação da UFMG ainda não tinha computadores.
Em 98, apenas um dos computadores da agência em que eu trabalhava contava com internet e os emails eram por setor. Ex.: criacao@xxxcomunicacao.com.br. Conheci o ICQ e o mIRC.
Ao contrário do que este breve histórico deixa transparecer, não tenho 70 anos, mas 38. Vocês que são nativos digitais levam sobre mim uma enorme vantagem de conhecerem as novas formas de comunicação e relacionamento de uma maneira muito mais natural.
Em 2003 comecei a colaborar com um site de produção cultural independente e dali tirei os textos que compuseram meu primeiro livro "Incultos".
Em 2004, a Ju Sampaio, uma das autoras do Mothern, me apresentou os blogs.
Em 2005 comecei a me interessar seriamente pela internet não apenas como usuário, mas profissionalmente.
Em 2006 ajudei a plantar a semente da vinda do Guilherme Boechat (e de todo um raciocínio estratégico em meios online) para a Tom e comecei com o Pastelzinho.
Em 2007 / 2008, o Paulo Silva, da Domínio Público, me ajudou muito investindo em cursos e na minha formação no que diz respeito a web.
Continuo estudando, gerando conteúdo nos mais diversos formatos e conversando com uma infinidade de pessoas mais competentes e com visões diferentes da minha.
Não sou o que se pode chamar de profissional de web, mas sou um profissional de comunicação que já compreendeu que não existe diferença entre online e offline. Minha carreira depende disso, minha visão de mundo abraça isso. Em contrapartida, só leio livros "analógicos", não blogo e nem uso meios digitais no final de semana (tirando iPhone).
Como já disse, não sou um nativo digital. Vocês que o são, saibam aproveitar. E lembrem-se de que tudo morre e muda com uma rapidez impressionante e que o moderninho de hoje, assim que para de se mover, é o obsoleto de amanhã.
Direto na têmpora: Paper planes - I'm From Barcelona
Eu ouvia música em vinil ou fita cassete e vi nascer o walkman. Também vi nascer o cd e o dvd, além de acompanhar o primeiro console de Atari e o videocassete do berço ao túmulo, sendo que o Beta morreu bem antes do VHS.
No meu ensino médio, computadores em casa eram um raridade e não havia celulares. Nos meus estágios trabalhei com máquina de escrever (aliás, ganhei uma quando entrei na faculdade) e quando me formei, o laboratório de redação da UFMG ainda não tinha computadores.
Em 98, apenas um dos computadores da agência em que eu trabalhava contava com internet e os emails eram por setor. Ex.: criacao@xxxcomunicacao.com.br. Conheci o ICQ e o mIRC.
Ao contrário do que este breve histórico deixa transparecer, não tenho 70 anos, mas 38. Vocês que são nativos digitais levam sobre mim uma enorme vantagem de conhecerem as novas formas de comunicação e relacionamento de uma maneira muito mais natural.
Em 2003 comecei a colaborar com um site de produção cultural independente e dali tirei os textos que compuseram meu primeiro livro "Incultos".
Em 2004, a Ju Sampaio, uma das autoras do Mothern, me apresentou os blogs.
Em 2005 comecei a me interessar seriamente pela internet não apenas como usuário, mas profissionalmente.
Em 2006 ajudei a plantar a semente da vinda do Guilherme Boechat (e de todo um raciocínio estratégico em meios online) para a Tom e comecei com o Pastelzinho.
Em 2007 / 2008, o Paulo Silva, da Domínio Público, me ajudou muito investindo em cursos e na minha formação no que diz respeito a web.
Continuo estudando, gerando conteúdo nos mais diversos formatos e conversando com uma infinidade de pessoas mais competentes e com visões diferentes da minha.
Não sou o que se pode chamar de profissional de web, mas sou um profissional de comunicação que já compreendeu que não existe diferença entre online e offline. Minha carreira depende disso, minha visão de mundo abraça isso. Em contrapartida, só leio livros "analógicos", não blogo e nem uso meios digitais no final de semana (tirando iPhone).
Como já disse, não sou um nativo digital. Vocês que o são, saibam aproveitar. E lembrem-se de que tudo morre e muda com uma rapidez impressionante e que o moderninho de hoje, assim que para de se mover, é o obsoleto de amanhã.
Direto na têmpora: Paper planes - I'm From Barcelona
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sexta-feira, setembro 11, 2009
Vendedores de enciclopédias
Meus pais moraram na Venezuela durante os 3 primeiros anos de vida da minha Sophia. Além das poucas visitas anuais, Sophia conheceu vovô e vovó pela webcam. Quando eu estava em Montes Claros fazendo campanha política, também era a internet que nos mantinha próximos.
Estamos superando a era da proximidade para viver a era da afinidade. Você não se relaciona mais só com quem está próximo, mas com quem divide interesses, vontades, pontos de vista y otras cositas más com a sua pessoa.
Você não precisa mais conversar só com quem gosta de futebol, mesmo sendo fã de basquete. Você não precisa aceitar o prato do dia. Você não precisa perder contato pela distância. Na verdade, na questão do afastamento o tempo vem substituindo a distância com folgas.
Isso vale tanto para relacionamentos pessoais, de consumo ou profissionais. Mas é no campo profissinal que eu chego ao ponto que queria e que não tem nada de novo: cuidado para não se tornar um vendedor de enciclopédias.
Muito cuidado para não ligar o seu jeito de ver o mundo, o seu raciocínio criativo a formatos. Pense em como falar com pessoas e não como encaixar a sua mensagem em caixas. Conte histórias, escute histórias, invente histórias.
Na era da afinidade, o diálogo vale mais. Ninguém precisa mais te ouvir simplesmente porque você grita e nem adianta tanto mostrar a sua cara para o vizinho em qualquer oportunidade.
Hoje vocês têm que conversar pelo simples fato de que têm algo em comum. E se o assunto não render, a afinidade e a sua chance de ser ouvido morrem. Kaput.
Direto na têmpora: Alive and kicking - Simple Minds
Estamos superando a era da proximidade para viver a era da afinidade. Você não se relaciona mais só com quem está próximo, mas com quem divide interesses, vontades, pontos de vista y otras cositas más com a sua pessoa.
Você não precisa mais conversar só com quem gosta de futebol, mesmo sendo fã de basquete. Você não precisa aceitar o prato do dia. Você não precisa perder contato pela distância. Na verdade, na questão do afastamento o tempo vem substituindo a distância com folgas.
Isso vale tanto para relacionamentos pessoais, de consumo ou profissionais. Mas é no campo profissinal que eu chego ao ponto que queria e que não tem nada de novo: cuidado para não se tornar um vendedor de enciclopédias.
Muito cuidado para não ligar o seu jeito de ver o mundo, o seu raciocínio criativo a formatos. Pense em como falar com pessoas e não como encaixar a sua mensagem em caixas. Conte histórias, escute histórias, invente histórias.
Na era da afinidade, o diálogo vale mais. Ninguém precisa mais te ouvir simplesmente porque você grita e nem adianta tanto mostrar a sua cara para o vizinho em qualquer oportunidade.
Hoje vocês têm que conversar pelo simples fato de que têm algo em comum. E se o assunto não render, a afinidade e a sua chance de ser ouvido morrem. Kaput.
Direto na têmpora: Alive and kicking - Simple Minds
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