NOT é a sigla para Núcleo de Ortopedia e Traumatologia. Meu ortopedista atende lá e hoje estive ali para uma consulta agendada para as 14h40.
50 minutos depois eu ainda estava na recepção.
Isso porque o NOT agenda as consultas, mas obriga você a pegar senha e aguardar para ser atendido. Ou seja, marquei a consulta para as 14h40, cheguei às 14h40, mas quando peguei a senha havia 26 pessoas na minha frente.
Aí fica a dúvida, se a senha é por ordem de chegada, de que adianta marcar hora? Fiquei 50 minutos para ser atendido na recepção e 20 minutos dentro do consultório médico.
Obviamente reclamei e pedi a presença de uma supervisora. Seguiu-se o seguinte:
- O NOT consegue entender a falta de respeito que esse procedimento significa com todos nós que estamos aqui? Essa gente toda está aqui há 40, 50 minutos mesmo tendo agendado consulta. É gente que saiu do trabalho, gente que pegou ônibus, gente com dor que se esforçou para chegar na hora marcada pra isso?
- É que nós estamos reformulando a recepção.
- Então por que isso não é avisado? Por que vocês não dão essa notícia pelo telefone, não comunicam que vai ser por ordem de chegada?
- Pois é, a gente está reformulando, tem dois atendentes em treinamento, eles estão até de crachá, olha lá...
- Olha, eu nem vou discutir isso. A responsabilidade é de vocês. Nós somos as vítimas. E tem mais, aqui tá cheio de pessoas idosas, um calor tremendo e vocês não tiveram a cortesia de oferecer um copo d'água pra eles.
- Não, mas aqui tá cheio de bebedores.
- Mas as pessoas estão de muletas, de cadeiras de rodas, custava trazer água pra elas?
- Era só pedir. Se pedir, a gente não vai negar água, não.
Foi aí que eu percebi que aquela era uma conversa inútil e que eles realmente não percebem o quanto estão sendo desrespeitosos.
É como se escapasse à compreensão deles de que aqueles sentados ali não são cartões de convênio ou apenas gente que incomoda por estar com dor. São pessoas, são gente, e bastaria isso para que merecessem respeito.
Mas isso eles não entendem. Simplesmente não entendem.
Direto na têmpora: Sun drenched witch - The Bullets
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quinta-feira, setembro 01, 2011
segunda-feira, agosto 01, 2011
iPhone da Silva
Depois que meu iPhone caiu de face no chão e se esborrachou resolvi sondar preços de um novo na Vivo.
- Eu queria saber quanto me custaria para comprar um iPhone se eu usasse meus pontos.
- Você quer um iPhone de qual marca?
(silêncio confuso)
- ... iPhone 4?
- Não, eu preciso saber se é iPhone da Motorola, da Nokia, de qual marca, entendeu?
(silêncio perplexo)
- É da Apple.
- E... E... E...
(silêncio desesperado)
- Olha, é com A. A-P-P-L-E.
- Ah, tá! Agora eu achei.
Direto na têmpora: Homme - Brazilian Girls
- Eu queria saber quanto me custaria para comprar um iPhone se eu usasse meus pontos.
- Você quer um iPhone de qual marca?
(silêncio confuso)
- ... iPhone 4?
- Não, eu preciso saber se é iPhone da Motorola, da Nokia, de qual marca, entendeu?
(silêncio perplexo)
- É da Apple.
- E... E... E...
(silêncio desesperado)
- Olha, é com A. A-P-P-L-E.
- Ah, tá! Agora eu achei.
Direto na têmpora: Homme - Brazilian Girls
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quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Revista semanal
Já assinei a revista Veja. Já assinei a revista Época. Já assinei a revista Isto É.
Já faz um tempo que não vejo mais motivos para assinar.
Não é nem porque eu tenha algo específico contra uma ou outra das supracitadas publicações, mas é que pra mim elas, como "entidade", representam a centralização da informação, a uniformização da opinião, além de um conteúdo que chega com uma semana de atraso.
Faz um bom tempo que existem canais confiáveis, mais isentos ou mais panfletários, na internet. Canais mais ágeis, mais abertos ao debate, mais claros em suas intenções, mais facilmente comparáveis aos que têm uma postura diversa.
Por isso, quando alguém de uma dessas revistas me liga oferecendo assinatura, tenho para com eles a mesma paciência que teria com um vendedor de enciclopédias. Ouço, sou solícito e até solidário por saber que a função deles já viveu dias melhores.
Demoro-me a dizer o "não" que já está na boca desde a identificação do profissional.
Não sei bem porquê. Talvez eu ache que eles não tenham ilusões quanto ao que vendem e precisem apenas ser ouvidos. Talvez eu queira prestar atenção no esforço empreendido para "empurrar" publicações que já foram tão desejadas.
Realmente não sei dizer.
Só sei dizer que se você trabalha no telemarketing de alguma revista semanal, pode ligar pra mim.
Eu não vou comprar, mas por Deus, eu irei te ouvir.
Direto na têmpora: Intuition - Feist
Já faz um tempo que não vejo mais motivos para assinar.
Não é nem porque eu tenha algo específico contra uma ou outra das supracitadas publicações, mas é que pra mim elas, como "entidade", representam a centralização da informação, a uniformização da opinião, além de um conteúdo que chega com uma semana de atraso.
Faz um bom tempo que existem canais confiáveis, mais isentos ou mais panfletários, na internet. Canais mais ágeis, mais abertos ao debate, mais claros em suas intenções, mais facilmente comparáveis aos que têm uma postura diversa.
Por isso, quando alguém de uma dessas revistas me liga oferecendo assinatura, tenho para com eles a mesma paciência que teria com um vendedor de enciclopédias. Ouço, sou solícito e até solidário por saber que a função deles já viveu dias melhores.
Demoro-me a dizer o "não" que já está na boca desde a identificação do profissional.
Não sei bem porquê. Talvez eu ache que eles não tenham ilusões quanto ao que vendem e precisem apenas ser ouvidos. Talvez eu queira prestar atenção no esforço empreendido para "empurrar" publicações que já foram tão desejadas.
Realmente não sei dizer.
Só sei dizer que se você trabalha no telemarketing de alguma revista semanal, pode ligar pra mim.
Eu não vou comprar, mas por Deus, eu irei te ouvir.
Direto na têmpora: Intuition - Feist
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terça-feira, fevereiro 09, 2010
Telemarketing ativo, um pedacinho do inferno só pra você.
Meu grande amigo Deomar (@deooliveira) odeia telemarketing, o que faz dele uma pessoa absolutamente normal.
Pois outro dia o Deo recebeu uma ligação que transcorreu mais ou menos assim:
- Sr. Deomar, boa tarde. Aqui é Fulano de Tal, da Claro, o senhor é cliente Vivo correto?
- Sim.
- E o senhor ainda tem vínculo contratual com a Vivo?
- Tenho.
- E o senhor não estaria interessado em conhecer as condições que a Claro lhe oferece para trocar de operadora?
- Bom, na verdade para mudar de operadora eu teria interesse se fosse para ganhar um iPhone.
- Ah, é? Só que isso aqui não é Criança Esperança, não, falô!
E tum! Desliga o telefone na cara do Deo.
É sacanagem pra caralho e o Deomar já acionou a Claro para ferrar esse vagabundo, mas eu ri muito.
Direto na têmpora: Hurt - Johnny Cash
Pois outro dia o Deo recebeu uma ligação que transcorreu mais ou menos assim:
- Sr. Deomar, boa tarde. Aqui é Fulano de Tal, da Claro, o senhor é cliente Vivo correto?
- Sim.
- E o senhor ainda tem vínculo contratual com a Vivo?
- Tenho.
- E o senhor não estaria interessado em conhecer as condições que a Claro lhe oferece para trocar de operadora?
- Bom, na verdade para mudar de operadora eu teria interesse se fosse para ganhar um iPhone.
- Ah, é? Só que isso aqui não é Criança Esperança, não, falô!
E tum! Desliga o telefone na cara do Deo.
É sacanagem pra caralho e o Deomar já acionou a Claro para ferrar esse vagabundo, mas eu ri muito.
Direto na têmpora: Hurt - Johnny Cash
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quarta-feira, janeiro 06, 2010
Submergir! Submergir!
No dia 20 de dezembro eu pedi um livro, dois joguinhos de Wii e um Pula Pirata para a Sophia através do Submarino.
De lá pra cá eles adiaram a entrega dos produtos, cancelaram a entrega dos joguinhos de Wii mesmo tendo autorizado a compra junto ao cartão de crédito, tentaram a primeira entrega em um domingo, ignoraram meu aviso de que não haveria ninguém em casa no dia da terceira tentativa de entrega, avisaram que o pedido voltaria ao estoque e disseram que eu precisaria esperar para cancelar a compra.
Quando eu achei que estava tudo resolvido e já havia desistido, até por recomendação do próprio Submarino, da compra, surpresa! Entregaram o livro e o Pula Pirata anteontem mesmo tendo avisado que não haveria mais tentativas.
Agora, para colocar a cereja no bolo da incompetência recebo, dois dias depois dos produtos terem chegado à minha casa, o seguinte email:
"Informamos que seu pedido 000000000 está em processo de devolução devido Ausência do destinatário no ato das três tentativas de entrega. Desta forma, retornará ao nosso Centro de Distribuição e após a confirmação de chegada em nosso estoque, providenciaremos o cancelamento e posteriormente o reembolso ou reenvio.
Pedimos gentilmente que aguarde a confirmação desta devolução através de seu e-mail.
Permanecemos a sua disposição para mais esclarecimentos.
Ter você a bordo será sempre um imenso prazer para nossa tripulação!
Atenciosamente,
Xxxxxxxxxxxx Xxxxxxxxx
BackOffice Delivery Submarino
www.submarino.com.br"
Minha resposta não poderia ser outra:
"Xxxxxxxxxxxxx,
não me surpreende receber este email devido à desorganização que o Submarino vem mostrando ao longo deste pedido. Foram várias confusões de informação entre equipe de entrega e equipe de atendimento Submarino, além de atrasos e um total descaso dos atendentes via telefone.
O fato é que o pedido já foi entregue, o livro já foi lido e o brinquedo (que eu já havia comprado novamente em outro lugar) já foi até dado para outra criança.
Foi realmente um prazer encerrar minha última (definitivamente a última) compra com o Submarino com esse leve toque de humor por parte de vocês.
Grande abraço,
Maurilo."
Direto na têmpora: Over it - Dinosaur Jr
De lá pra cá eles adiaram a entrega dos produtos, cancelaram a entrega dos joguinhos de Wii mesmo tendo autorizado a compra junto ao cartão de crédito, tentaram a primeira entrega em um domingo, ignoraram meu aviso de que não haveria ninguém em casa no dia da terceira tentativa de entrega, avisaram que o pedido voltaria ao estoque e disseram que eu precisaria esperar para cancelar a compra.
Quando eu achei que estava tudo resolvido e já havia desistido, até por recomendação do próprio Submarino, da compra, surpresa! Entregaram o livro e o Pula Pirata anteontem mesmo tendo avisado que não haveria mais tentativas.
Agora, para colocar a cereja no bolo da incompetência recebo, dois dias depois dos produtos terem chegado à minha casa, o seguinte email:
"Informamos que seu pedido 000000000 está em processo de devolução devido Ausência do destinatário no ato das três tentativas de entrega. Desta forma, retornará ao nosso Centro de Distribuição e após a confirmação de chegada em nosso estoque, providenciaremos o cancelamento e posteriormente o reembolso ou reenvio.
Pedimos gentilmente que aguarde a confirmação desta devolução através de seu e-mail.
Permanecemos a sua disposição para mais esclarecimentos.
Ter você a bordo será sempre um imenso prazer para nossa tripulação!
Atenciosamente,
Xxxxxxxxxxxx Xxxxxxxxx
BackOffice Delivery Submarino
www.submarino.com.br"
Minha resposta não poderia ser outra:
"Xxxxxxxxxxxxx,
não me surpreende receber este email devido à desorganização que o Submarino vem mostrando ao longo deste pedido. Foram várias confusões de informação entre equipe de entrega e equipe de atendimento Submarino, além de atrasos e um total descaso dos atendentes via telefone.
O fato é que o pedido já foi entregue, o livro já foi lido e o brinquedo (que eu já havia comprado novamente em outro lugar) já foi até dado para outra criança.
Foi realmente um prazer encerrar minha última (definitivamente a última) compra com o Submarino com esse leve toque de humor por parte de vocês.
Grande abraço,
Maurilo."
Direto na têmpora: Over it - Dinosaur Jr
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segunda-feira, julho 13, 2009
Claro que é fumo
Mês passado eu perdi a conta da Claro para o modem do meu notebook. A segunda via chegou algum tempo depois, avisando que caso o pagamento não fosse efetuado o serviço seria bloqueado.
Achei justíssimo o aviso e na manhã seguinte paguei a conta. Assunto resolvido, vida que segue.
Ou assim eu pensava. Dois dias depois fui acessar o note e nem sinal de conexão. Liguei para saber o motivo e me informaram que o serviço havia sido bloqueado.
- Peraí, vocês mandaram o aviso, eu paguei no dia seguinte e ainda assim o serviço foi bloqueado?
- Ah, já está quitado mesmo, nós vamos desbloquear.
- Olha, nem precisa, me passa pro cancelamento.
20 minutos depois me atende o fulano.
- Em que posso estar ajudando, senhor?
- Quero cancelar meu modem.
Expliquei a situação e o rapaz ainda tentou contra-argumentar.
- Mas não foi a Claro que fez isto, senhor, foi o sistema.
- Certo, o sistema da Vivo? Da Tim? Da Oi? Pois é, meu amigo, do mesmo jeito que você é a Claro quando fala comigo, o sistema também é a Claro quando me trata como vagabundo.
Passada a encheção de saco normal, cancelei. No dia seguinte fui trocar o chip do meu modem e, ao chegar em outra operadora, me avisaram que estava bloqueado. Voltei a procurar a Claro e eles me explicaram um processo com cerca de 10 dias de duração para desbloquear.
Puto da vida, fechei com outra operadora que me deu um modem novo, destruí o modem antigo e passei na loja da Claro, todo feliz, para devolver o modem antigo devidamente eviscerado.
- Moço, não precisava destruir o modem... por que você não deu pra alguém?
- Minha filha, infelizmente não tem ninguém de quem eu goste tão pouco.
E hoje estamos aí, conectados via modem Tim e felizes para sempre até que o primeiro problema apareça.
Direto na têmpora: Roots Radicals - Rancid
Achei justíssimo o aviso e na manhã seguinte paguei a conta. Assunto resolvido, vida que segue.
Ou assim eu pensava. Dois dias depois fui acessar o note e nem sinal de conexão. Liguei para saber o motivo e me informaram que o serviço havia sido bloqueado.
- Peraí, vocês mandaram o aviso, eu paguei no dia seguinte e ainda assim o serviço foi bloqueado?
- Ah, já está quitado mesmo, nós vamos desbloquear.
- Olha, nem precisa, me passa pro cancelamento.
20 minutos depois me atende o fulano.
- Em que posso estar ajudando, senhor?
- Quero cancelar meu modem.
Expliquei a situação e o rapaz ainda tentou contra-argumentar.
- Mas não foi a Claro que fez isto, senhor, foi o sistema.
- Certo, o sistema da Vivo? Da Tim? Da Oi? Pois é, meu amigo, do mesmo jeito que você é a Claro quando fala comigo, o sistema também é a Claro quando me trata como vagabundo.
Passada a encheção de saco normal, cancelei. No dia seguinte fui trocar o chip do meu modem e, ao chegar em outra operadora, me avisaram que estava bloqueado. Voltei a procurar a Claro e eles me explicaram um processo com cerca de 10 dias de duração para desbloquear.
Puto da vida, fechei com outra operadora que me deu um modem novo, destruí o modem antigo e passei na loja da Claro, todo feliz, para devolver o modem antigo devidamente eviscerado.
- Moço, não precisava destruir o modem... por que você não deu pra alguém?
- Minha filha, infelizmente não tem ninguém de quem eu goste tão pouco.
E hoje estamos aí, conectados via modem Tim e felizes para sempre até que o primeiro problema apareça.
Direto na têmpora: Roots Radicals - Rancid
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segunda-feira, abril 20, 2009
Vivo, a Net da telefonia móvel?
As pessoas que me ligam da Vivo aparecem para mim como número bloqueado. O meu número também aparece para as outras pessoas como bloqueado. O que fiz? Liguei para a Vivo e descobri que a culpa é minha por ser muito burro e não deles.
A Vivo mudou o sistema, o que me obriga a alterar uma opção no meu celular para que meu número fique visível para os outros. A Vivo me avisou disso? Não. Me explicou como fazer a mudança? Não. E eu ainda aprendi que este é na verdade um ponto positivo, um novo serviço da Vivo que eu, como sou muito burro, não adivinhei antes.
Ah, redatozim, você ainda precisa comer muito feijão pra ser digno de usar o serviço de empresas como a Vivo e a Net. Eita nóis!
Direto na têmpora: Freeway - Aimee Mann
A Vivo mudou o sistema, o que me obriga a alterar uma opção no meu celular para que meu número fique visível para os outros. A Vivo me avisou disso? Não. Me explicou como fazer a mudança? Não. E eu ainda aprendi que este é na verdade um ponto positivo, um novo serviço da Vivo que eu, como sou muito burro, não adivinhei antes.
Ah, redatozim, você ainda precisa comer muito feijão pra ser digno de usar o serviço de empresas como a Vivo e a Net. Eita nóis!
Direto na têmpora: Freeway - Aimee Mann
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Vivo
quarta-feira, abril 08, 2009
Ô, Net, vai tomar no cu
Eu sei, eu sei, palavrões não são legais, principalmente em um blog de reputação ilibada como este, mas não pude me conter.
Todo mundo sabe que a Net é a pior empresa do mundo em prestação de serviços e relacionamento com o cliente. Até aí, nenhuma dúvida. Mas mesmo depois de ter deixado de ser cliente da Net, ela me segue e me incomoda. Foram duas encheções de saco gratuitas nos últimos dez dias, cada uma mais inconveniente do que a outra. Isso não é uma empresa, porra, isso é um encosto!
Sendo assim, queria sugerir a alguém mais articulado, mais capaz e mais bem relacionado que eu (ou seja, praticamente qualquer pessoa) a criação do evento "Ô, Net, vai tomar no cu".
A idéia seria combinar nacionalmente um dia e horário para que todas as pessoas deste imenso Brasil pudessem se reunir diante de alguma unidade da Net e gritar por 15 minutos seguidos o bordão "Ô, Net, vai tomar no cu".
Não que isso vá mudar alguma coisa, afinal, quem demonstra tanto desprezo pela qualidade e pelos clientes não vai se comover como um achincalhezinho qualquer em via pública. Os caras são péssimos e gostam disso, oras. Mas pelo menos seria uma forma de desabafarmos e mostrarmos a quem ainda não é cliente desta corja que o melhor é continuar a não sê-lo.
Mas, enfim, eu sou um velho resmungão e nunca vou criar uma ação assim. Sé reclamo e jogo a idéia mesmo. Alguém se quiser que leve adiante.
Direto na têmpora: Dead sound - The Raveonettes
Todo mundo sabe que a Net é a pior empresa do mundo em prestação de serviços e relacionamento com o cliente. Até aí, nenhuma dúvida. Mas mesmo depois de ter deixado de ser cliente da Net, ela me segue e me incomoda. Foram duas encheções de saco gratuitas nos últimos dez dias, cada uma mais inconveniente do que a outra. Isso não é uma empresa, porra, isso é um encosto!
Sendo assim, queria sugerir a alguém mais articulado, mais capaz e mais bem relacionado que eu (ou seja, praticamente qualquer pessoa) a criação do evento "Ô, Net, vai tomar no cu".
A idéia seria combinar nacionalmente um dia e horário para que todas as pessoas deste imenso Brasil pudessem se reunir diante de alguma unidade da Net e gritar por 15 minutos seguidos o bordão "Ô, Net, vai tomar no cu".
Não que isso vá mudar alguma coisa, afinal, quem demonstra tanto desprezo pela qualidade e pelos clientes não vai se comover como um achincalhezinho qualquer em via pública. Os caras são péssimos e gostam disso, oras. Mas pelo menos seria uma forma de desabafarmos e mostrarmos a quem ainda não é cliente desta corja que o melhor é continuar a não sê-lo.
Mas, enfim, eu sou um velho resmungão e nunca vou criar uma ação assim. Sé reclamo e jogo a idéia mesmo. Alguém se quiser que leve adiante.
Direto na têmpora: Dead sound - The Raveonettes
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Vingancinha
Consegui ficar integralmente livre da net. Agora só falta que os rapazes busquem o equipamento lá em casa e kaput.
Acontece que, justo na hora de encerrar o relacionamento, bateu em mim aquela vontade pequena e mesquinha de vingança. Como não vou viajar no carnaval e no sábado cedo a babá estará lá em casa, não resisti e marquei a visita pro sábado de carnaval. Afinal, não é feriado e ninguém pode me negar serviço. Além do quê, com a gleice por lá, eu nem preciso estar no local.
- Para que dia o senhor gostaria de estar marcando a retirada do equipamento, senhor?
- Sábado, dia 21, pela manhã.
- Sábado de carnaval?
- Isso.
- O senhor vai estar em casa?
- Sim.
- Não vai viajar?
- Não.
- Mas o senhor não prefere um dia de semana para estar evitando qualquer imprevisto?
- Não, prefiro dia 21, sábado.
- E se o técnico não encontrar ninguém lá?
- Ele vai encontrar. Marca no sábado.
- Ok, então, sábado de carnaval, né? O senhor não vai estar preferindo outro dia mesmo, né?
- Exato. Sábado de carnaval, dia 21 de fevereiro, espero vocês pela manhã lá em casa. Sem falta.
E o atendente entre confuso e desanimado:
- Ok, senhor, vou estar agendando então...
Ah, como eu adoro ser pequeno, mesquinho e vingativo.
Direto na têmpora: Sea of love - Cat Power
Acontece que, justo na hora de encerrar o relacionamento, bateu em mim aquela vontade pequena e mesquinha de vingança. Como não vou viajar no carnaval e no sábado cedo a babá estará lá em casa, não resisti e marquei a visita pro sábado de carnaval. Afinal, não é feriado e ninguém pode me negar serviço. Além do quê, com a gleice por lá, eu nem preciso estar no local.
- Para que dia o senhor gostaria de estar marcando a retirada do equipamento, senhor?
- Sábado, dia 21, pela manhã.
- Sábado de carnaval?
- Isso.
- O senhor vai estar em casa?
- Sim.
- Não vai viajar?
- Não.
- Mas o senhor não prefere um dia de semana para estar evitando qualquer imprevisto?
- Não, prefiro dia 21, sábado.
- E se o técnico não encontrar ninguém lá?
- Ele vai encontrar. Marca no sábado.
- Ok, então, sábado de carnaval, né? O senhor não vai estar preferindo outro dia mesmo, né?
- Exato. Sábado de carnaval, dia 21 de fevereiro, espero vocês pela manhã lá em casa. Sem falta.
E o atendente entre confuso e desanimado:
- Ok, senhor, vou estar agendando então...
Ah, como eu adoro ser pequeno, mesquinho e vingativo.
Direto na têmpora: Sea of love - Cat Power
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terça-feira, fevereiro 03, 2009
Absurdos
Agências de publicidade são o grande reino dos absurdos. Até aí, nenhuma novidade, mas tinha um cara com quem eu trabalhava que dava um verdadeiro show.
Cada pedido de trabalho seguia o mesmo padrão: conversinha mole (1) + prazo fictício (2) + briefing porco (3) + falso pedido de desculpas (4) + beijomeliga (5).
Para quem não entendeu, um exemplo fictício:
"Pessoal, como todos sabem estamos em um processo de redimensionamento da visão morfo-psico-funcional do cliente em relação aos objetivos mercadoanalíticos da linha de produtos (1). Por causa disso, surgiu uma demanda urgente e precisaremos desenvolver um folder institucional para hoje às 16h (2). Na verdade, sabemos pouco sobre o conteúdo da peça. Podemos sugerir os temas, pensar em um formato, já que a abordagem deve ser geral, mas sem perder o foco (3). Eu sei que é difícil trabalhar assim, que está faltando informação e que o prazo está puxado, mas foi o que conseguimos (4). Se quiserem conversar e trocar uma idéia, talvez ajude (5)."
Invariavelmente tínhamos que ligar para a criatura e, surpresa, ele passava o briefing completo por telefone. Normal, normalíssimo.
Ah, e a aprovação da peça sempre era feita 3 dias depois do prazo passado, afinal a pressa sempre é um conceito muito relativo e a necessidade também.
Direto na têmpora: Over at the Frankenstein place - Rocky Horror Show
Cada pedido de trabalho seguia o mesmo padrão: conversinha mole (1) + prazo fictício (2) + briefing porco (3) + falso pedido de desculpas (4) + beijomeliga (5).
Para quem não entendeu, um exemplo fictício:
"Pessoal, como todos sabem estamos em um processo de redimensionamento da visão morfo-psico-funcional do cliente em relação aos objetivos mercadoanalíticos da linha de produtos (1). Por causa disso, surgiu uma demanda urgente e precisaremos desenvolver um folder institucional para hoje às 16h (2). Na verdade, sabemos pouco sobre o conteúdo da peça. Podemos sugerir os temas, pensar em um formato, já que a abordagem deve ser geral, mas sem perder o foco (3). Eu sei que é difícil trabalhar assim, que está faltando informação e que o prazo está puxado, mas foi o que conseguimos (4). Se quiserem conversar e trocar uma idéia, talvez ajude (5)."
Invariavelmente tínhamos que ligar para a criatura e, surpresa, ele passava o briefing completo por telefone. Normal, normalíssimo.
Ah, e a aprovação da peça sempre era feita 3 dias depois do prazo passado, afinal a pressa sempre é um conceito muito relativo e a necessidade também.
Direto na têmpora: Over at the Frankenstein place - Rocky Horror Show
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quarta-feira, novembro 19, 2008
The horror, the horror
Pois bem, alguns de vocês já sabem, mas optei por um TIM Fixo. Ao contrário da primeira mula que me atendeu e informou que eu não poderia receber o fone em um lugar e pagar em outro, uma segunda funcionária explicou que a outra sofria de algum tipo de demência e concretizou a venda.
Ficou combinado que a cobrança iria para o endereço residencial e que o telefone chegaria aqui no trabalho pra mim, afinal, é onde eu passo a maior parte do dia e a chance de me encontrar cresce exponencialmente.
Pois bem, o aparelho chegou hoje (suspiro longo e doloroso) lá em casa.
PS – O que me faz manter a sanidade é que poucas coisas são mais engraçadas do que a Sophia imitando o Randolph, do Monstros SA.
Direto na têmpora: Little Red - Kate Nash
Ficou combinado que a cobrança iria para o endereço residencial e que o telefone chegaria aqui no trabalho pra mim, afinal, é onde eu passo a maior parte do dia e a chance de me encontrar cresce exponencialmente.
Pois bem, o aparelho chegou hoje (suspiro longo e doloroso) lá em casa.
PS – O que me faz manter a sanidade é que poucas coisas são mais engraçadas do que a Sophia imitando o Randolph, do Monstros SA.
Direto na têmpora: Little Red - Kate Nash
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sexta-feira, novembro 14, 2008
Atendimento
Meu telefone da NET Embratel teve problemas durante uma semana seguida. Agendei a visita e ninguém apareceu. Liguei para reclamar e vieram me dizer que o problema não era na minha casa, por isso não foram até lá. Mentira, minha linha continuava sem funcionar.
Fiquei puto e cancelei o fixo da NET Embratel.
Liguei para a GVT e fui muito bem atendido. Marcaram a instalação para o dia seguinte. Ligaram em seguida explicando que não iam instalar, mas apenas avaliar questões técnicas. Nunca apareceram.
Fiquei puto e cancelei o fixo da GVT antes mesmo da instalação.
Liguei para a OI. 6 pessoas me atenderam e foi impossível que qualquer uma delas me passasse sequer as opções de linha, pacotes e preços.
Fiquei puto e nunca sequer peguei o fixo da Oi.
Vou ficar sem telefone fixo em casa e foda-se. Em um mercado com tanta empresa porcaria, me recuso a ter contato com essa gente. Se quiserem, me liguem no celular.
Ah, é preciso fazer um adendo. A TIM, obviamente, não poderia me decepcionar. FEchado o pacote, disseram que eu teria que estar em casa para receber o aparelho e deram um prazo de até 10 dias para a entrega. Argumentei que trabalho e que não poderia ficar 10 dias em casa esperando, será que não poderiam entregar no trabalho? Não, se entregarem aí, a cobrança tem que ir para este endereço. E se eu for demitido amanhã? É um problema seu, senhor.
Direto na têmpora: Star sail - The Verve
Fiquei puto e cancelei o fixo da NET Embratel.
Liguei para a GVT e fui muito bem atendido. Marcaram a instalação para o dia seguinte. Ligaram em seguida explicando que não iam instalar, mas apenas avaliar questões técnicas. Nunca apareceram.
Fiquei puto e cancelei o fixo da GVT antes mesmo da instalação.
Liguei para a OI. 6 pessoas me atenderam e foi impossível que qualquer uma delas me passasse sequer as opções de linha, pacotes e preços.
Fiquei puto e nunca sequer peguei o fixo da Oi.
Vou ficar sem telefone fixo em casa e foda-se. Em um mercado com tanta empresa porcaria, me recuso a ter contato com essa gente. Se quiserem, me liguem no celular.
Ah, é preciso fazer um adendo. A TIM, obviamente, não poderia me decepcionar. FEchado o pacote, disseram que eu teria que estar em casa para receber o aparelho e deram um prazo de até 10 dias para a entrega. Argumentei que trabalho e que não poderia ficar 10 dias em casa esperando, será que não poderiam entregar no trabalho? Não, se entregarem aí, a cobrança tem que ir para este endereço. E se eu for demitido amanhã? É um problema seu, senhor.
Direto na têmpora: Star sail - The Verve
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sexta-feira, outubro 24, 2008
Para o post 900: as 3 piores empresas
1) Vivo / Tim (empate técnico)
É difícil decidir entre a empresa cujos atendentes do telemarketing parecem ter saído de uma lobotomia e a empresa que te roubou sorrateiramente durante pelo menos um mês.
Enquanto o atendimento telefônico da Vivo já me proporcionou momentos maravilhosos como o atendente dizendo "então muda de operadora" ou uma outra que ficou falando mal de mim (e eu ouvi porque ela esqueceu de dar o mute), a Tim "adicionou" ligações minhas para a Fernanda, de um ou dois centavos, durante um mês em que meu celular esteve simplesmente desligado.
Difícil escolher, o primeiro lugar fica com as duas.
2) Banco do Brasil
Ok, o atendimento telefônico é ruim, mas o pessoal é bem pior. A burocracia está presente nas mínimas ações, as filas são enormes e a falta de interesse pelo seu problema é marcante. Uma vez por mês eu fico irritado, incomodado e intratável por causa deles.
O Banco do Brasil é a minha menstruação.
3) Macal
A concorrente mais nova, com potencial para chegar ao primeiro lugar. Atrasaram o piso, atrasaram a entrega do acabamento, prejudicaram os instaladores terceirizados, mentiram deslavadamente e o vendedor falava mal do gerente pelas costas. Uma verdadeira zona, onde não se pode confiar em ninguém e onde o ferro vai sempre pro seu lado.
Menção honrosa: Retes
No natal do ano passado, atrasaram o prazo de entrega das fotos em 3 horas e não avisaram, sumiram a foto que minha filha tirou com Papai Noel e ainda disseram na loja que não tinham SAC. Tinham, conforme descobri na internet, e foi usado para desancar os incompetentes.
Direto na têmpora: Everybody's drunk - Reel Big Fish
É difícil decidir entre a empresa cujos atendentes do telemarketing parecem ter saído de uma lobotomia e a empresa que te roubou sorrateiramente durante pelo menos um mês.
Enquanto o atendimento telefônico da Vivo já me proporcionou momentos maravilhosos como o atendente dizendo "então muda de operadora" ou uma outra que ficou falando mal de mim (e eu ouvi porque ela esqueceu de dar o mute), a Tim "adicionou" ligações minhas para a Fernanda, de um ou dois centavos, durante um mês em que meu celular esteve simplesmente desligado.
Difícil escolher, o primeiro lugar fica com as duas.
2) Banco do Brasil
Ok, o atendimento telefônico é ruim, mas o pessoal é bem pior. A burocracia está presente nas mínimas ações, as filas são enormes e a falta de interesse pelo seu problema é marcante. Uma vez por mês eu fico irritado, incomodado e intratável por causa deles.
O Banco do Brasil é a minha menstruação.
3) Macal
A concorrente mais nova, com potencial para chegar ao primeiro lugar. Atrasaram o piso, atrasaram a entrega do acabamento, prejudicaram os instaladores terceirizados, mentiram deslavadamente e o vendedor falava mal do gerente pelas costas. Uma verdadeira zona, onde não se pode confiar em ninguém e onde o ferro vai sempre pro seu lado.
Menção honrosa: Retes
No natal do ano passado, atrasaram o prazo de entrega das fotos em 3 horas e não avisaram, sumiram a foto que minha filha tirou com Papai Noel e ainda disseram na loja que não tinham SAC. Tinham, conforme descobri na internet, e foi usado para desancar os incompetentes.
Direto na têmpora: Everybody's drunk - Reel Big Fish
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terça-feira, outubro 21, 2008
Da área
Gostei do ad da MPM para o Dia do Atendimento, mas vou falar que, em algumas agências, ele teria que ser página dupla e como umas 4 ou 5 aprovações a mais durante o processo.

Acrescente mais uns 3 "pensar em desistir" e está ok.
A trilha é foda. A direção de arte é foda. O filme, obviamente, é foda. Valeu a dica, Cesinha.
Run, Maurilo, run.
Direto na têmpora: Studying Stones – Ani DiFranco

Acrescente mais uns 3 "pensar em desistir" e está ok.
A trilha é foda. A direção de arte é foda. O filme, obviamente, é foda. Valeu a dica, Cesinha.
Run, Maurilo, run.
Direto na têmpora: Studying Stones – Ani DiFranco
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quinta-feira, agosto 21, 2008
Questão de horário
Estava lendo o "Piores Briefings do Mundo" e achei essa carta aqui que, mesmo que seja inventada, é um retrato fiel da postura de algumas agências de propaganda. Leiam e depois eu conto um casinho.
"Mal brifada,
Acho absurdo você sair pro almoço sempre no mesmo horário sem ser flexível. Ti liguei por inúmeras vezes entre meio dia e meio dia e meio a respeito do job que eu tinha postado ao meio dia pra entrega a meio dia e meio e voc~e não estava. Não só você não estava mas ninguém atendeu a porra do telefone. Este email é de lamento por que o que tinha que ter ido pro ar ao meio e meio não foi e agora estou aguentando o meu chefe falar no meu ouvido. Ag~encia tem que trabalhar na hora do almoço. Não da pra fazer almoço todo dia na hora do almoço entende. Você tem que ser mais flexível com horário de almoço. Revesa, se vira que vc não é quadrada.
Obs: em dez minutos da pra comer. trás um lanchinho
Obrigada,
sua amiga
XXXXXXXXXXXXXX"
Pois bem, o dono de certo lugar que trabalhei chamou a criação para uma reunião, já que muitas reclamações estavam sendo feitas sobre a equipe de atendimento da agência. Em certo momento, pediu a opinião do pessoal sobre quem seria o melhor atendimento. A decisão foi unânime e todos apontaram Fulana como a melhor disparada, ou melhor, como a única "gerente de conta" realmente competente do time. Surpreso, o dono do estabelecimento respondeu:
"Ah, mas eu acho a Ciclana melhor. Se eu ligo pra Fulana às 4 da manhã ela nunca atende, já a Ciclana está sempre disponível, a qualquer hora do dia ou da noite."
Por favor, não me perguntem o que é preciso resolver às 4 da manhã quando todos os veículos, todos os fornecedores, a agência e o próprio cliente estão fechados. Prefiro não saber.
Direto na têmpora: Perfect Example - Hüsker Dü
"Mal brifada,
Acho absurdo você sair pro almoço sempre no mesmo horário sem ser flexível. Ti liguei por inúmeras vezes entre meio dia e meio dia e meio a respeito do job que eu tinha postado ao meio dia pra entrega a meio dia e meio e voc~e não estava. Não só você não estava mas ninguém atendeu a porra do telefone. Este email é de lamento por que o que tinha que ter ido pro ar ao meio e meio não foi e agora estou aguentando o meu chefe falar no meu ouvido. Ag~encia tem que trabalhar na hora do almoço. Não da pra fazer almoço todo dia na hora do almoço entende. Você tem que ser mais flexível com horário de almoço. Revesa, se vira que vc não é quadrada.
Obs: em dez minutos da pra comer. trás um lanchinho
Obrigada,
sua amiga
XXXXXXXXXXXXXX"
Pois bem, o dono de certo lugar que trabalhei chamou a criação para uma reunião, já que muitas reclamações estavam sendo feitas sobre a equipe de atendimento da agência. Em certo momento, pediu a opinião do pessoal sobre quem seria o melhor atendimento. A decisão foi unânime e todos apontaram Fulana como a melhor disparada, ou melhor, como a única "gerente de conta" realmente competente do time. Surpreso, o dono do estabelecimento respondeu:
"Ah, mas eu acho a Ciclana melhor. Se eu ligo pra Fulana às 4 da manhã ela nunca atende, já a Ciclana está sempre disponível, a qualquer hora do dia ou da noite."
Por favor, não me perguntem o que é preciso resolver às 4 da manhã quando todos os veículos, todos os fornecedores, a agência e o próprio cliente estão fechados. Prefiro não saber.
Direto na têmpora: Perfect Example - Hüsker Dü
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segunda-feira, março 24, 2008
Empresas que odiamos
A Varig acaba de entrar no panteão das empresas que eu realmente odeio com todas as minhas forças.
A TIM ocupa o topo da lista, já que eu descobri que a empresa me roubava sistematicamente. Com meu celular no conserto, desligado, a TIM cobrou ligações de 1 ou 2 centavos diariamente para o número da Fernanda. Ou seja, como era o número mais usado, não dava pra conferir tudo e eles faturavam trinta centavos por mês. Pouco? Depende, em 10 milhões de clientes são R$ 3 milhões de reais por mês.
Reclamei indignado e a resposta da TIM foi: “ok, a gente devolve os trinta centavos”. Saí da empresa para nunca mais voltar.
A Retes tem um caso escroto que já citei aqui no pastelzinho, mas acaba de perder o segundo lugar para a Varig, que realmente se superou.
A Varig me estragou a Semana Santa já que, pela segunda vez em menos de duas semanas de passagens emitidas, cancelou meu vôo de volta. Além disso, como as milhas são ganhas, eu não posso resolver o problema, apenas a pessoa que me passou as mesmas. Ou seja, eu já paguei as taxas, a passagem já está em meu nome, mas eles continuam tratando o assunto como milhagem. Outra: e se o cara que passou as milhas morre? Não se resolve o problema? Eu vou e não volto de viagem?
Uma pena que empresas das quais a gente gosta façam de tudo para que possamos odiá-las. E no caso da Varig, através da qual já viajei muitíssimo, a dor é ainda muito pior. Antes tivessem quebrado com dignidade e deixado os passageiros livres desta bagunça.
Direto na têmpora: Wailing Wall - The Cure
A TIM ocupa o topo da lista, já que eu descobri que a empresa me roubava sistematicamente. Com meu celular no conserto, desligado, a TIM cobrou ligações de 1 ou 2 centavos diariamente para o número da Fernanda. Ou seja, como era o número mais usado, não dava pra conferir tudo e eles faturavam trinta centavos por mês. Pouco? Depende, em 10 milhões de clientes são R$ 3 milhões de reais por mês.
Reclamei indignado e a resposta da TIM foi: “ok, a gente devolve os trinta centavos”. Saí da empresa para nunca mais voltar.
A Retes tem um caso escroto que já citei aqui no pastelzinho, mas acaba de perder o segundo lugar para a Varig, que realmente se superou.
A Varig me estragou a Semana Santa já que, pela segunda vez em menos de duas semanas de passagens emitidas, cancelou meu vôo de volta. Além disso, como as milhas são ganhas, eu não posso resolver o problema, apenas a pessoa que me passou as mesmas. Ou seja, eu já paguei as taxas, a passagem já está em meu nome, mas eles continuam tratando o assunto como milhagem. Outra: e se o cara que passou as milhas morre? Não se resolve o problema? Eu vou e não volto de viagem?
Uma pena que empresas das quais a gente gosta façam de tudo para que possamos odiá-las. E no caso da Varig, através da qual já viajei muitíssimo, a dor é ainda muito pior. Antes tivessem quebrado com dignidade e deixado os passageiros livres desta bagunça.
Direto na têmpora: Wailing Wall - The Cure
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segunda-feira, novembro 19, 2007
Ego Sum Bagus Plenus
A Retes vem me tirando do sério desde sábado. Primeiro, deixei 65 fotos digitais para ampliar e me pediram 3 horas, com o prazo prometido para 15h35. Como de praxe, solicitaram meu telefone e eu, simpaticão, passei logo dois.
Voltei às 17h para pegar as fotos e, para minha irritação, ainda não estavam prontas. A partir daí o que ocorreu foi uma tragédia do varejo em sua mais completa tradução (aliás, se a TOM e a Marcelinha do É o Cúmulo quiserem pegar esse caso, fiquem à vontade).
Além do absurdo do atraso exagerado, por que ninguém me ligou para avisar do problema, mesmo estando de posse de dois números de contato meus? Para esclarecer essas e outras dúvidas, pedi para chamarem a gerente e o vendedor me avisou que ela não poderia me atender porque estava "meigarrada".
Pedi um SAC e disseram que a Retes não tinha, mas que eu podia falar com o SAC do BH Shopping. Subi ao terceiro piso para reclamar e só então, 1h40 depois do prazo prometido, a Retes me ligou pra dizer que as fotos estavam prontas.
Ao pegar as fotos, nenhuma compensação foi oferecida, mas pelo menos um rapaz me passou o SAC da Retes que sim, existe e é 0800. Liguei insistentemente, mas não fui atendido. Como tinha tirado foto da Sophia com Papai Noel e, descobri depois, ela deveria ser retirada na Retes, preferi me acalmar e buscar na segunda.
Pois bem, hoje liguei pro SAC da Retes e fui atendido. O SAC não funciona fim de semana, mas isso não consta em nenhum dos materiais impressos onde está o telefone do serviço. Relevei e fui buscar a foto da Sophia com o bom velhinho.
Resumindo uma história que já está demasiado longa, depois de 20 minutos procurando entre mais de 20 álbuns (por duas vezes), descubro que a foto NÃO ESTAVA LÁ! Chutei o balde, xinguei meia dúzia de filhos da puta, peguei meu dinheiro de volta e resolvi que nunca mais trabalho com a Retes. Aliás, se dependesse de mim, enforcaria todos com rolos de filme em praça pública. E ainda fotografava prta usar como fotocamisa.
PS1: Pra quem não sabe, o título "Ego sum bagus plenus" é latim porco pra "eu estou de saco cheio".
PS2: Já está devidamente listado ao lado o blog "Na Batedeira", da queridíssima Mari do Pedrão. Visitem.
PS3: Se você é novinho, esses PSs aqui não querem dizer Playstation, e sim, Post Scriptum.
Direto na têmpora: Strange - Built to Spill
Voltei às 17h para pegar as fotos e, para minha irritação, ainda não estavam prontas. A partir daí o que ocorreu foi uma tragédia do varejo em sua mais completa tradução (aliás, se a TOM e a Marcelinha do É o Cúmulo quiserem pegar esse caso, fiquem à vontade).
Além do absurdo do atraso exagerado, por que ninguém me ligou para avisar do problema, mesmo estando de posse de dois números de contato meus? Para esclarecer essas e outras dúvidas, pedi para chamarem a gerente e o vendedor me avisou que ela não poderia me atender porque estava "meigarrada".
Pedi um SAC e disseram que a Retes não tinha, mas que eu podia falar com o SAC do BH Shopping. Subi ao terceiro piso para reclamar e só então, 1h40 depois do prazo prometido, a Retes me ligou pra dizer que as fotos estavam prontas.
Ao pegar as fotos, nenhuma compensação foi oferecida, mas pelo menos um rapaz me passou o SAC da Retes que sim, existe e é 0800. Liguei insistentemente, mas não fui atendido. Como tinha tirado foto da Sophia com Papai Noel e, descobri depois, ela deveria ser retirada na Retes, preferi me acalmar e buscar na segunda.
Pois bem, hoje liguei pro SAC da Retes e fui atendido. O SAC não funciona fim de semana, mas isso não consta em nenhum dos materiais impressos onde está o telefone do serviço. Relevei e fui buscar a foto da Sophia com o bom velhinho.
Resumindo uma história que já está demasiado longa, depois de 20 minutos procurando entre mais de 20 álbuns (por duas vezes), descubro que a foto NÃO ESTAVA LÁ! Chutei o balde, xinguei meia dúzia de filhos da puta, peguei meu dinheiro de volta e resolvi que nunca mais trabalho com a Retes. Aliás, se dependesse de mim, enforcaria todos com rolos de filme em praça pública. E ainda fotografava prta usar como fotocamisa.
PS1: Pra quem não sabe, o título "Ego sum bagus plenus" é latim porco pra "eu estou de saco cheio".
PS2: Já está devidamente listado ao lado o blog "Na Batedeira", da queridíssima Mari do Pedrão. Visitem.
PS3: Se você é novinho, esses PSs aqui não querem dizer Playstation, e sim, Post Scriptum.
Direto na têmpora: Strange - Built to Spill
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terça-feira, outubro 09, 2007
Contos de fodas
O reizinho era cheio de vontades. Pedia uma coisa de manhã, à tarde mudava de idéia, de noite já pensava outra coisa. E ai de quem não atendesse seus pedidos. Levava bronquinha e ficava sem jantar. O reizinho era terrível. Outro problema era que o reizinho tinha alergia à palavra não. Se alguém o contrariava, ficava vermelho e já começava a reclamar, a esbravejar. O reizinho adorava mostrar quem manda.
Mas o pior é que em volta do reizinho tinha um monte de bobinhos da corte que adoravam tudo o que ele fazia. Não só acatavam todos os caprichos, mas também repetiam o exemplo com os outros membros da corte, exigindo tudo para agora, fazendo birrinhas, batendo o pé e mudando de idéia a toda hora sem motivo nenhum que não fosse o próprio umbiguinho.
Tudo ficção, claro, tudo conto de fadas, mas agora eu pergunto: alguém aí também já andou prestando serviços pra esse reino?
Direto na têmpora: Adição Subtração – Trio Soneca
Mas o pior é que em volta do reizinho tinha um monte de bobinhos da corte que adoravam tudo o que ele fazia. Não só acatavam todos os caprichos, mas também repetiam o exemplo com os outros membros da corte, exigindo tudo para agora, fazendo birrinhas, batendo o pé e mudando de idéia a toda hora sem motivo nenhum que não fosse o próprio umbiguinho.
Tudo ficção, claro, tudo conto de fadas, mas agora eu pergunto: alguém aí também já andou prestando serviços pra esse reino?
Direto na têmpora: Adição Subtração – Trio Soneca
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quinta-feira, setembro 13, 2007
Na reta
Trabalhei por um bom tempo numa locadora de vídeos (sim, crianças, fitas VHS, já que na época não existia DVD). Havia ali um cliente chatíssimo que sempre reclamava dos filmes, das indicações, dos prazos de devolução, enfim, de tudo, e mesmo havendo 3 outras locadoras na região, continuava nosso cliente.
Num dia de péssimo humor sou abordado pela figurinha com aquela expressão nadegal inconfundível: "me sugere um filme?" Naquele momento me lembrei que "Os Imperdoáveis" (Gene Hackman, Richard Harris e Clint Eastwood) tinha acabado de chegar. Filmaço de quatro costados, indicação sem erro.
No que pegou a fita, nosso amigo fez um muxoxo e resmungou "ah, não gosto de western". Não sei se pelo mau humor ou por confiar muito na película, respondi: "Olha, pode levar. Se você não gostar eu pago o seu aluguel e ainda peço demissão.". A criatura olhou pra mim espantada, mas alugou o material.
Na noite seguinte o infeliz volta e esboça o primeiro sorriso em meses "muito bom, pode continuar no emprego, viu?".
Contei essa historieta verídica só para agradecer aos atendimentos (raros) que colocam o seu na reta na hora de vender uma campanha em que acreditam. Aos que não fazem isso, que se calam, que se omitem, que tratam o trabalho como se não tivesse nada a ver com eles, acho que ainda há vagas nessa locadora em que trabalhei faz 15 anos, se quiserem eu indico.
PS1: hoje estarei no Tudo é Jazz curtindo Joshua Redman, um dos grandes fodas ainda vivos do jazz.
PS2: graças à socialite Carmita Almeida e seu cônjuge Parrogé, amanhã eu e Fernanda voltaremos a Ouro Preto para curtir Omar Avital e Madeleine Peyroux. Valeu, Cacate e Paulo Rogério!
PS3: até sábado o Tigre de Aço pode assumir a liderança da série B. E já que meu Galo não rende, dá-lhe Ipatinga!
Direto na têmpora: Jackals, False Grails: The Lonesome Era - Pavement
Num dia de péssimo humor sou abordado pela figurinha com aquela expressão nadegal inconfundível: "me sugere um filme?" Naquele momento me lembrei que "Os Imperdoáveis" (Gene Hackman, Richard Harris e Clint Eastwood) tinha acabado de chegar. Filmaço de quatro costados, indicação sem erro.
No que pegou a fita, nosso amigo fez um muxoxo e resmungou "ah, não gosto de western". Não sei se pelo mau humor ou por confiar muito na película, respondi: "Olha, pode levar. Se você não gostar eu pago o seu aluguel e ainda peço demissão.". A criatura olhou pra mim espantada, mas alugou o material.
Na noite seguinte o infeliz volta e esboça o primeiro sorriso em meses "muito bom, pode continuar no emprego, viu?".
Contei essa historieta verídica só para agradecer aos atendimentos (raros) que colocam o seu na reta na hora de vender uma campanha em que acreditam. Aos que não fazem isso, que se calam, que se omitem, que tratam o trabalho como se não tivesse nada a ver com eles, acho que ainda há vagas nessa locadora em que trabalhei faz 15 anos, se quiserem eu indico.
PS1: hoje estarei no Tudo é Jazz curtindo Joshua Redman, um dos grandes fodas ainda vivos do jazz.
PS2: graças à socialite Carmita Almeida e seu cônjuge Parrogé, amanhã eu e Fernanda voltaremos a Ouro Preto para curtir Omar Avital e Madeleine Peyroux. Valeu, Cacate e Paulo Rogério!
PS3: até sábado o Tigre de Aço pode assumir a liderança da série B. E já que meu Galo não rende, dá-lhe Ipatinga!
Direto na têmpora: Jackals, False Grails: The Lonesome Era - Pavement
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terça-feira, agosto 21, 2007
Estudos Avançados da Fauna Publicitária
Tem gente que acha que atendimento é tudo igual: bobagem. Existem dezenas de tipos diferentes catalogados pelo CEBRACOM – Centro de Estudos dos Braços Compridos e a cada dia surge uma nova e atemorizante variedade. Como não sou expert no tema e tenho apenas uma curiosidade mórbida pela espécie, citarei apenas cinco dos modelos mais comuns encontrados na nossa vida selvagem.
Os Criativos – Sugerem títulos, mudam layouts por conta própria, chegam a dar sugestões de roteiro diretamente para o cliente durante as apresentações. Profissionais pró-ativos, nunca deixam a falta de talento ou de ridículo atrapalhar sua sanha criativa.
Os Múcios – havia um personagem do Jô Soares (sim, o Jô já foi humorista, meus leitores petizes) chamado Múcio que concordava sempre com seus interlocutores. Se um era a favor da pena de morte ele prontamente concordava. Assim que o outro mostrava opinião contrária ele imediatamente virava casaca com seu indefectível “por outro lado” prognata. Pois bem, os Múcios vivem assim, concordando despudoradamente com criação e com o cliente ao mesmo tempo, não importando o quanto eles tenham visões opostas. Costumam ter carreiras longas e odiosas.
Os Polianas – A campanha acaba de ser reduzida a pó, o prazo é de poucas horas, o pedido entra apenas na sexta-feira às 19h, pouco importa, para os Polianas tudo tem seu lado bom. “Geeenteee, o cliente amoooooouuuuuu a campanha. O texto está bombado, o layout ele não gostou, o roteiro vai ter que ser refeito, mas o jeito que o endereço entrou nas peças ele amou.” São os causadores (e vítimas) mais comuns de homicídios em agências de propaganda.
Os Pôncios Pilatos – Jogam a campanha na mesa do cliente e lavam as mãos. Quase sempre levam Jesus Cristo, mas só voltam com Barrabás aprovado.
Os Prolixos – Sabe aqueles pedidos de trabalho com 7 laudas para solicitar uma faixa de rua? Essa é uma das maneiras mais fáceis de reconhecer um Prolixo. Na apresentação com o cliente, desfia um rosário de termos marketescos, espalha palavras de impacto, insere alguns jargões e voilá, perde 40 minutos da reunião para porra nenhuma. É um mestre em produzir bocejos e pode chegar a triplicar a quantidade de café consumida em uma reunião. Normalmente é demitido ainda no meio de algum discurso.
Como eu disse, existem também outros exemplares, como os Competentes, os Envolvidos, os Racionais. Trabalhei com muitos deles e são excelentes para conviver e produzir, mas dão pouquíssimo assunto para pastel.
Direto na têmpora: Africa - Toto
Os Criativos – Sugerem títulos, mudam layouts por conta própria, chegam a dar sugestões de roteiro diretamente para o cliente durante as apresentações. Profissionais pró-ativos, nunca deixam a falta de talento ou de ridículo atrapalhar sua sanha criativa.
Os Múcios – havia um personagem do Jô Soares (sim, o Jô já foi humorista, meus leitores petizes) chamado Múcio que concordava sempre com seus interlocutores. Se um era a favor da pena de morte ele prontamente concordava. Assim que o outro mostrava opinião contrária ele imediatamente virava casaca com seu indefectível “por outro lado” prognata. Pois bem, os Múcios vivem assim, concordando despudoradamente com criação e com o cliente ao mesmo tempo, não importando o quanto eles tenham visões opostas. Costumam ter carreiras longas e odiosas.
Os Polianas – A campanha acaba de ser reduzida a pó, o prazo é de poucas horas, o pedido entra apenas na sexta-feira às 19h, pouco importa, para os Polianas tudo tem seu lado bom. “Geeenteee, o cliente amoooooouuuuuu a campanha. O texto está bombado, o layout ele não gostou, o roteiro vai ter que ser refeito, mas o jeito que o endereço entrou nas peças ele amou.” São os causadores (e vítimas) mais comuns de homicídios em agências de propaganda.
Os Pôncios Pilatos – Jogam a campanha na mesa do cliente e lavam as mãos. Quase sempre levam Jesus Cristo, mas só voltam com Barrabás aprovado.
Os Prolixos – Sabe aqueles pedidos de trabalho com 7 laudas para solicitar uma faixa de rua? Essa é uma das maneiras mais fáceis de reconhecer um Prolixo. Na apresentação com o cliente, desfia um rosário de termos marketescos, espalha palavras de impacto, insere alguns jargões e voilá, perde 40 minutos da reunião para porra nenhuma. É um mestre em produzir bocejos e pode chegar a triplicar a quantidade de café consumida em uma reunião. Normalmente é demitido ainda no meio de algum discurso.
Como eu disse, existem também outros exemplares, como os Competentes, os Envolvidos, os Racionais. Trabalhei com muitos deles e são excelentes para conviver e produzir, mas dão pouquíssimo assunto para pastel.
Direto na têmpora: Africa - Toto
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