Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, março 16, 2011

Hoje, 18h32

Funcionário 1
- Porra, ouviu esse trovão?

Funcionário 2
- Aposto que a chuva vai desabar 3 pras 7.

Funcionário 3 em tom desesperançoso
- Foda-se, eu não vou pra casa tão cedo hoje mesmo.




Direto na têmpora: The great beyond - R.E.M.

sexta-feira, maio 28, 2010

Textos que eu gostei de ter feito

As coisas da Gatos Pingados são muito fofas. A Mari Guedes, dona da Gatos Pingados, é um doce. E eu gostei tanto dos textos que escrevi pra lá que até resolvi colocar aqui.

É daquelas parcerias que a gente curte tanto que dá vontade de gritar: "Olha, mãe, fui eu que fiz".

Se você já leu os textos no site, tudo bem. Se não leu, é só clicar na imagem e dar uma olhada. Olha eles aí.




























Direto na têmpora: Bang Bang Bang Bang - Sohodolls

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Bichinhos de estimação

Nosso querido Pedro Sales (@pedrosales) encontrou no aconchego de seu lar um novo amiguinho: Esmegma, o escorpião.

Ontem ele veio brincar com a gente aqui na Tom, mas ficou ali, caladão. Só se estressou mesmo quando colocamos duas formigas e ele chegou a levantar as pinças pra mostrar o seu incômodo.

Diz o Pedro que em casa o Esmegma comeu um pernilongo, mas sei lá, ele tem jeito de quem prefere mesmo uma baratinha.

De qualquer forma, o Esmegma vai deixar saudades e só nos resta torcer para que o Pedro cuide bem do nosso amiguinho. Não se fazem mais escorpiões como aquele.








Direto na têmpora: Have you seen your mother, baby? - Rolling Stones

terça-feira, outubro 13, 2009

Muitas formas de ócio

Se trabalho fosse bom, a gente é que pagaria pra fazer. Claro que é possível (e desejável e bacana) ter satisfação no trabalho, mas uma certeza ninguém me tira: se me pagassem X reais para usar meu tempo como bem entendesse ou 2X reais para trabalhar, eu escolheria sempre a opção X reais.

Tá certo, eu sou um velho resmungão e isso vai se refletir em qualquer tipo de vida que eu leve, imagino eu, mas só de pensar em um dia que contenha a leitura de "No Coração das Trevas" (que comecei ontem), uma ida ao cinema, um momento na piscina com a Sophia, um tempinho só pra mim e pra Fernanda e ainda a possibildiade de escrever alguma coisinha para crianças ou mesmo uma bobagem qualquer sobre qualquer coisa eu fico feliz.

Pode ser que eu sentisse falta de uma rotina ou mesmo de conviver em um ambiente profissional. Pode ser que um dia eu fosse chegar à conclusão de que X reais já não eram suficientes e me arrependeria. Pode ser, mas sinceramente, eu acho difícil pra caramba.







Direto na têmpora: The Emperor's New Clothes - Sinead O'Connor

segunda-feira, junho 08, 2009

Inspirado na concorrência (mas vale pra quase tudo)

Vencer é uma coisa sensacional, quanto a isso não há dúvidas. Mas se tem uma coisa que eu gosto mais do que vencer é fazer alguma coisa da qual me orgulhe.

Essa prova que a gente dá a si mesmo de que pode brilhar e fazer o melhor. Esse presente que a gente guarda dentro de nós e que tem a marca de ter sido bem pensado, bem conduzido, bem feito.

Se isso assegura a vitória ou não, é outra história, nem tudo na vida depende de fazer bem feito. Mas que isso dá um prazer tremendo, dá.

E a gente fica rindo à toa, feliz igual pinto no lixo e doido pra ter a chance de mostrar de novo, pra nós e pra quem quiser ver, de que somos capazes de fazer algo absolutamente bacana.

Absolutamente do caralho.




Direto na têmpora: Sunndal Song - The Apples in Stereo

quinta-feira, abril 30, 2009

Agora em novo endereço

Hoje é meu último dia na Domínio Público. Segunda-feira começo na 18 cheio de vontade, com muitas expectativas e com aquele friozinho na barriga que rola sempre ao mudar de emprego.

Tinha um amigo meu (imaginário ou não, pouco importa) que dizia que não há mudança que não mude o dono. Então vou de malas e espírito prontos, certo de que haverá de mudar pelo menos um pouco do muito que precisa ser mudado em mim. E se eu puder contribuir para mudar algo para melhor nos outros, ótimo.

Mudar é bom, não importa o motivo. E o motivo, no caso, é ser feliz. Então vamos nessa. E bom feriado a todos.




Direto na têmpora: Two Princes - The Spin Doctors

terça-feira, março 17, 2009

O mais burro da sala

Desde a mais tenra idade sou acompanhado pela nítida sensação de ser o mais burro da sala. De qualquer sala, entenda-se bem.

Com o tempo esta sensação foi se agravando, tomando proporções alarmantes e eu me pego às vezes imaginando que chego a ser de outra espécie, um degrau anterior na escala evolutiva.

Reuniões de trabalho, por exemplo, são para mim momentos de devaneio e pânico. Minha mente vaga pelos recônditos do universo enquanto são discutidas estratégias e esquemas que eu não compreendo minimamente.

São tantas palavras grandes, tantos gráficos, tantas variáveis que eu me nego a oferecer a solução simples que pensei para a questão. É simples demais, claro que não vai funcionar.

E se ao final de todas as discussões, as decisões tomadas ainda me parecem absurdas e inúteis, não me preocupo. Confio, apenas. Afinal, esse é o grande trunfo de ser o mais burro da sala: confiar cegamente e não questionar nunca os gênios, sejam eles quem forem.




Direto na têmpora: Everybody's gotta learn sometime - Beck

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Tudo em ordem

Fevereiro é meu último mês na Domínio Público e as conversas com o mercado têm sido boas e os convites interessantes e os rumos diferentes e as vontades muitas e as certezas menores e os medos alguns e os apoios imensos e eu olho pra frente e só consigo pensar "fica bem, está tudo em ordem, meu velho".


PS - Agora todo post do pastelzinho tem um marcador. Assim, fica mais fácil vasculhar assuntos antigos e fuçar "poesia", por exemplo, ou "Sophia". Não ficou 100%, mas já ajuda.




Direto na têmpora: Do the dog - The Specials

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Cataclisma em Nova Lima

Teve até granizinho mixuruca. E faz uns 15 minutos que rolou.



Foi agorinha mesmo.




Direto na têmpora: Reckless - Tilly and the Wall

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Na canela

O Tiãozinho, meu colega de trabalho, é uma figuraça. Principalmente quando faz a piada sem querer, ele é imbatível.

Pois hoje, o Fafá fez alguma sobre o peso do Tiãozinho e ele, imediatamente, gritou para a Operações:

"Aí, Bárbara, tá tirando nóis, os gordinho."

A sorte dele é que a Bárbara é muito na paz.




Direto na têmpora: The River - Bruce Springsteen

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Absurdos

Agências de publicidade são o grande reino dos absurdos. Até aí, nenhuma novidade, mas tinha um cara com quem eu trabalhava que dava um verdadeiro show.

Cada pedido de trabalho seguia o mesmo padrão: conversinha mole (1) + prazo fictício (2) + briefing porco (3) + falso pedido de desculpas (4) + beijomeliga (5).

Para quem não entendeu, um exemplo fictício:

"Pessoal, como todos sabem estamos em um processo de redimensionamento da visão morfo-psico-funcional do cliente em relação aos objetivos mercadoanalíticos da linha de produtos (1). Por causa disso, surgiu uma demanda urgente e precisaremos desenvolver um folder institucional para hoje às 16h (2). Na verdade, sabemos pouco sobre o conteúdo da peça. Podemos sugerir os temas, pensar em um formato, já que a abordagem deve ser geral, mas sem perder o foco (3). Eu sei que é difícil trabalhar assim, que está faltando informação e que o prazo está puxado, mas foi o que conseguimos (4). Se quiserem conversar e trocar uma idéia, talvez ajude (5)."

Invariavelmente tínhamos que ligar para a criatura e, surpresa, ele passava o briefing completo por telefone. Normal, normalíssimo.

Ah, e a aprovação da peça sempre era feita 3 dias depois do prazo passado, afinal a pressa sempre é um conceito muito relativo e a necessidade também.




Direto na têmpora: Over at the Frankenstein place - Rocky Horror Show

terça-feira, janeiro 20, 2009

Boca a Boca

No boca a boca o problema é certeiro
O dizer se confunde ao chegar no ouvido
A orelha suja e a cabeça confusa
lhe alteram inteiramente o sentido

Se eu digo tu, ele entende cu
Se eu digo fim, ele entende sim
E o que eu digo só tem a verdade
Se for ouvido mesmo por mim.




Direto na têmpora: She's my best friend - Of Montreal

terça-feira, janeiro 13, 2009

Parece mentira

Uma historinha fictícia, pero no mucho.

“Ô, rapaz, sua braguilha está aberta.”

“Não, não tá.”

“Tá sim, eu to vendo, olha aí.”

Uma conferida rápida e o outro se mantém firme.

“Não, fechadinha.”

“Cê tá doido, eu to vendo sua cueca daqui. É vermelha e tem alguma coisa escrita em preto.”

“Realmente minha cueca é assim, mas eu não acredito que minha braguilha esteja aberta. E quer saber? Você só está falando isso pra me incomodar.”

E foi embora, cueca à mostra e todo satisfeito.




Direto na têmpora: A brief celebration of indifference - Mudhoney

O não-sutil

Eu sou a favor da clareza nas relações profissionais. Tá certo que clareza pode se confundir com grosseria, mas esse é um risco calculado que eu acho melhor correr. É que ao contrário de muita gente no meio publicitário, eu não tenho a menor vocação para puxa-saco.

Daí que uma ex-colega de trabalho, da qual eu reclamava incessantemente, resolveu me interpelar ao final do expediente.

Queridinha do chefe e cheia de si, ela me parou no corredor e mandou ver:

"Maurilo, você vive reclamando do meu trabalho, está sempre achando ruim, me desculpe, mas acho que isso é pessoal."

"Olha, Fulaninha, eu não tenho nada pessoal contra você, nós temos inclusive amigos comuns e você me parece até simpática. Meu problema com você não é pessoal, é profissional."

E daí em diante discorri um rosário sobre como ela era desleixada com os pedidos de trabalho, incompetente na coleta do briefing e incapaz de discernir uma boa idéia de um cliché.

Poucos dias depois recebi uma proposta e mudei de emprego, mas acho que o papo surtiu efeito. É que outro dia fui saber que a menina largou o atendimento e trabalha hoje em outra área. Dizem que é péssima na nova atividade também, mas pelo menos ela se tocou.




Direto na têmpora: The Gold Song - Bouncing Souls

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Corporações

Grandes corporações são ambientes em que:

- todo mundo pode dizer não para o seu trabalho, mas pouquíssima gente pode dizer sim;

- o chefe houve todo mundo, mas decide independente do que qualquer um diga;

- "vestir a camisa" e "sofrer lavagem cerebral" são conceitos perigosamente próximos;

- os acertos são da empresa, os erros são dos fornecedores;

- nenhum processo é tão simples quanto parece;

- nenhum problema é tão pequeno quanto parece;

- nenhum colega é tão amigo quanto parece.


Claro que é tudo exagero, brincadeira e momice de um velho resmungão. Resumindo, se alguém puder me indicar, tô animando com uma grande corporação fácil (o pior é que é sério).




Direto na têmpora: Fell down the stairs - Tilly and The Wall

terça-feira, dezembro 16, 2008

O oco

Eu juro que consigo ouvir o oco dentro da minha cabeça. Parece que toda a inteligência foi sugada de dentro do meu crânio (tá certo, deve ter levado 3 ou 4 segundos) e que nada mais sai dali de dentro.

Nada de genial ou de minimamente interessante passa perto do meu cérebro e a previsão do tempo indica que vai continuar assim até 2009. Como eu sou um velho resmungão, não me deixo vencer por esta enorme lacuna de idéias e simplesmente reclamo de tudo. Ao invés de fazer algo que presta, opto por causar problemas questionando a tudo e a todos.

Então, siga meu conselho, quando você se perceber um enorme deserto de originalidade, resmungue, critique, seja (ainda mais) chato. Acredite, funciona. É aquela mesma teoria de que quanto menos se sabe, mais se escreve em uma prova.

Resumindo, não existe nada errado com os outros. Simplesmente e conscientemente, o chato sou eu. Seja um você também.




Direto na têmpora: Hate you - Reel Big Fish

quinta-feira, dezembro 04, 2008

MegaSena

Eu nunca vou ganhar na MegaSena. Não tem problema nenhum, estou bem confortável com isso. Tá certo que um dos principais motivos da minha certeza é o fato de eu não jogar, o que dificulta bastante o êxito na empreitada, mas tem outras coisas também.


1) Eu odeio “reply to all”

É sério, eu acho que certas pessoas deveriam ter a ferramenta “reply to all” retirada permanentemente de seus computadores para não amolarem os outros com assuntos irrelevantes. O que isso tem a ver com a Mega? Simples, sempre que tem um bolão na empresa, todo mundo fica fazendo comentários e dando “reply to all”, ou seja, no final do dia você recebeu 389 emails de encheção sobre o bolão que não deu em nada.


2) Eu controlo bem a minha inveja

Esse negócio de todo mundo ganhar e você ficar de fora não me incomoda tanto. Se todo mundo ficar rico, beleza, parabéns, fazer o quê, né?


3) Eu acredito na “lei da compensação”

Na minha opinião, ninguém pode ter só sorte ou só azar. As coisas tendem a ser compensadas (até tenho uma cronicazinha sobre isso) e eu ando muito bem, obrigado. Não vou arriscar a sorte que eu tenho com saúde, família, amigos e trabalho por causa de um jogo.

Bobagem? Sem dúvida. Mas não é bobagem também acreditar, semana após semana, que com uma chance de sucesso de 1 em 50.063.860, vale a pena jogar na Mega?



PS1 – Se a turma da Domínio ganhar o bolão da Mega este post será sumariamente deletado e eu passarei a elogiar desbragadamente a inteligência e a perspicácia deste grupo de pessoas benevolentes que irão me ajudar a quitar meu carro.

PS2 – A promoção dos copinhos acaba amanhã e restam apenas 10 caixinhas. Aproveitem!




Direto na têmpora: Red Right Ankle - The Decemberists

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Identidade

Um post bem rápido,porque a palestra está começando. Você escolhe quem quer ser aos 12, aos 18, aos 25, enfim, durante toda a vida. Em cada esquina, em cada dúvida, em cada decisão.

Tenho 37 anos e, apesar de pessoalmente ter uma boa noção e quem sou, profissionalmente, estou repensando quem eu quero ser e quais as condições que tenho pra isso.

Me sinto com 12 de novo. Melhor do que me sentir com 60.




Direto na têmpora: Maps - Yeah Yeah Yeahs

segunda-feira, novembro 24, 2008

O pequeno outro

Existem poucas maneiras mais fáceis de alguém parecer bom do que fazer os outros parecerem ruins. Eu sei, eu já usei essa tática e ela funciona bem em certas discussões.

Acredite, eu não me orgulho disso. É uma estratégia baixa, que desvia o foco das suas limitações e deficiências em determinado assunto para o oponente de forma geral.

Nizan usou isso na discussão com Fabio Fernandes quando, ao invés de discutir em alto nível, fazia caretas para o público a cada crítica de Fabio.

Jogadores de futebol fazem isso quando têm dificuldade em marcar algum adversário de equipe menor e desandam a falar sobre salários.

O Muricy fez isso com os jornalistas ontem quando disse que o time seria blindado e que agora "acabou entrevistinha exclusiva", como se não houvesse importância na função dos outro. Em seguida desculpou-se.

Alguns clientes são assim, referem-se ao trabalho publicitário como algo menor e escondem suas limitações, seu despreparo, sua total incapacidade de analisar tecnicamente uma peça atrás de diminutivos e brincadeirinhas.

Infelizmente não são raros clientes assim. Mesquinhos, bobinhos, pequenos. Clientinhos.




Direto na têmpora: Are you gonna be my girl? - Jet

terça-feira, novembro 18, 2008

Fala que nem homem, caraya!

Um amigo meu está fazendo um livro para um artista. O prazo se aproximando do final, a coisa apertando, o artista liga e começa com o papinho “sabe como é, muita coisa acumulada, correria, se precisar você fica fim de semana pra gente dar um gás, né?”.

No que meu amigo respondeu prontamente. “Não. Se quiser você vire as noites e me entregue no prazo”

Perfeito e coisa que deveria ser feita mais vezes por diversos setores de atividade e, mais especificamente, por diversos setores de uma agência. Aí, vendo esse caso, lembrei de um amigo de Ipatinga que, junto com outros dois foi para a sala do temido Professor Tavares por alguma bagunça.

“Denílson, quanto tempo você acha que merece de suspensão?”

“Ah, Professor Tavares, eu acho que já me arrependi, sei que estava errado, um dia está bom.”

“E você, Marco Valério?”

“Eu acho também, Professor Tavares, um dia tá bom.”

“Tarcísio, e você? Quantos dias?”

“Duzentos, trezentos, quinhentos, pode fazer o que quiser, eu já passei mesmo.”

Enfim, às vezes a gente tem que lembrar que falar grosso não dói. E, mais importante, é fundamental.




Direto na têmpora: Dr. Satan's Echo Chamber – The Upsetters