Meu brinquedo favorito era uma bola de couro pesada demais para a força das minhas pernas. E ainda assim eu enchia o pé e achava que eu era o Rivelino vendo a redonda avançar poucos centímetros.
Meu brinquedo favorito era um capacete de bombeiros muito grande para a minha cabeça que eu tirava dos olhos enquanto dizimava incêndios e salvava vidas sem nunca deixar de fazer eu mesmo a sirene.
Meu brinquedo favorito era um Forte Apache em que eu era os índios e os soldados e montava estratégias e mudava os rumos da batalha com um único herói desgarrado que avançava sozinho e vencia tudo.
Meu brinquedo favorito era ver Sophia brincando. Jogando as bolinhas que faziam barulho, puxando o carrinho que acendia luzes, ninando a Minnie como se fosse um bebê.
Meu brinquedo favorito é ser pai, é dizer pra ela que vá, é pedir a ela que fique, é fazer carinho, é olhar no olho, é ganhar um beijo, é contar histórias. Meu brinquedo favorito é o hoje, meu brinquedo favorito é pra sempre, meu brinquedo favorito é a vida.
Direto na têmpora: One for the road - Arctic Monkeys
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quinta-feira, setembro 12, 2013
segunda-feira, outubro 01, 2012
Quase astronauta
Até pouco tempo estava tudo resolvido: Sophia iria ser astronauta. Só falava nisso, só queria isso.
Na escola começou um projeto sobre o espaço sideral e seu entusiasmo era óbvio até que, no final da semana passada, perguntamos:
- E aí, filhinha, tá gostando do projeto?
- Tô, mas eu não quero mais ser astronauta.
- Ué, mas por quê?
E ela, fazendo sua cara de medo exagerado:
- Por causa do buraco neeegrooo...
Direto na têmpora: Two more years - Bloc Party
Na escola começou um projeto sobre o espaço sideral e seu entusiasmo era óbvio até que, no final da semana passada, perguntamos:
- E aí, filhinha, tá gostando do projeto?
- Tô, mas eu não quero mais ser astronauta.
- Ué, mas por quê?
E ela, fazendo sua cara de medo exagerado:
- Por causa do buraco neeegrooo...
Direto na têmpora: Two more years - Bloc Party
sexta-feira, agosto 24, 2012
Meu amigo, o jerico
Desde que eu era pequeno minha mãe sempre dizia: "pára com isso, menino, que ideia de jerico".
Acho que era a coisa que eu mais ouvia.
Quando eu quis comer algodão porque não me achava fofinho, ela disse isso.
Quando eu resolvi ir atrás da minha paixão, Rapunzel, e eles me acharam pedindo carona na beira da estrada com a mochila no ombro, ela também disse isso.
Até quando eu derreti uma joiazinhas dela pra fazer um megasuperanel ela disse isso!
Fui ouvindo, fui ouvindo e acabei mesmo acreditando que eu tinha um amigo chamado Jerico e que vivia tendo ideias muito legais que minha mãe odiava.
Só muito tempo depois fui saber que jerico era tipo um burro. Naquela época, o Jerico pra mim era um menino da minha idade, do meu tamanho, só que muito mais esperto e maneiro do que eu.
Resolvi assumir a amizade e pra tudo o que eu precisava, sabia que podia contar com o Jerico.
Na hora da prova eu não sabia qual era a capital da Bolívia? Perguntava pro Jerico e a resposta vinha fácil: Inhapim.
Não sabia o que dizer pra menina mais linda da escola? Fala pra ela que você é um robô e que foi programado pra ficar ao lado dela até ganhar um beijo, se não você vai destruir a cidade.
Queria entrar pro time de futebol, mas era péssimo? Vai de óculos escuros e bengala, o treinador vai achar que pra quem é cego você até que joga muito bem.
E assim foi. Sempre que eu precisava, o Jerico estava do meu lado. Claro que as sugestões dele nem sempre funcionavam, mas uma coisa eu preciso dizer: ele nunca era chato. Mesmo quando tudo dava errado, eu e ele morríamos de rir e nos preparávamos para outra situação com a mesma vontade de fazer tudo, menos o que todo mundo fazia.
Fui crescendo, entrei para a faculdade, me formei, me casei e hoje trabalho em uma grande empresa. Não vejo mais o Jerico com tanta frequência, mas quando a coisa aperta, quando tudo fica muito comum, eu chamo meu amigo e lá vamos nós descobrir até que ponto somos loucos e até onde os outros são capazes de ir.
Tem dado certo. E sabe a menininha do robô? Tá esperando o nosso terceiro filho.
Valeu, Jerico!
PS - historinha inspirada pela Sophia, que sempre tem as mais adoráveis ideias de jerico.
Direto na têmpora: Naked in the city again - Hot Hot Heat
Acho que era a coisa que eu mais ouvia.
Quando eu quis comer algodão porque não me achava fofinho, ela disse isso.
Quando eu resolvi ir atrás da minha paixão, Rapunzel, e eles me acharam pedindo carona na beira da estrada com a mochila no ombro, ela também disse isso.
Até quando eu derreti uma joiazinhas dela pra fazer um megasuperanel ela disse isso!
Fui ouvindo, fui ouvindo e acabei mesmo acreditando que eu tinha um amigo chamado Jerico e que vivia tendo ideias muito legais que minha mãe odiava.
Só muito tempo depois fui saber que jerico era tipo um burro. Naquela época, o Jerico pra mim era um menino da minha idade, do meu tamanho, só que muito mais esperto e maneiro do que eu.
Resolvi assumir a amizade e pra tudo o que eu precisava, sabia que podia contar com o Jerico.
Na hora da prova eu não sabia qual era a capital da Bolívia? Perguntava pro Jerico e a resposta vinha fácil: Inhapim.
Não sabia o que dizer pra menina mais linda da escola? Fala pra ela que você é um robô e que foi programado pra ficar ao lado dela até ganhar um beijo, se não você vai destruir a cidade.
Queria entrar pro time de futebol, mas era péssimo? Vai de óculos escuros e bengala, o treinador vai achar que pra quem é cego você até que joga muito bem.
E assim foi. Sempre que eu precisava, o Jerico estava do meu lado. Claro que as sugestões dele nem sempre funcionavam, mas uma coisa eu preciso dizer: ele nunca era chato. Mesmo quando tudo dava errado, eu e ele morríamos de rir e nos preparávamos para outra situação com a mesma vontade de fazer tudo, menos o que todo mundo fazia.
Fui crescendo, entrei para a faculdade, me formei, me casei e hoje trabalho em uma grande empresa. Não vejo mais o Jerico com tanta frequência, mas quando a coisa aperta, quando tudo fica muito comum, eu chamo meu amigo e lá vamos nós descobrir até que ponto somos loucos e até onde os outros são capazes de ir.
Tem dado certo. E sabe a menininha do robô? Tá esperando o nosso terceiro filho.
Valeu, Jerico!
PS - historinha inspirada pela Sophia, que sempre tem as mais adoráveis ideias de jerico.
Direto na têmpora: Naked in the city again - Hot Hot Heat
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terça-feira, julho 24, 2012
O jeito dela
Nada é mais italiano do que uma história contada por Sophia.
Da mente para a boca, um torvelinho. Da boca para as mãos, um furacão.
Tirar dela o gesto, é roubar-lhe um pouco da voz, é amansar a fantasia, é fazer dela mais uma menina comum.
Menos italiana, menos força da natureza, menos minha Sophia.
Direto na têmpora: Finish line - Fanfarlo
Da mente para a boca, um torvelinho. Da boca para as mãos, um furacão.
Tirar dela o gesto, é roubar-lhe um pouco da voz, é amansar a fantasia, é fazer dela mais uma menina comum.
Menos italiana, menos força da natureza, menos minha Sophia.
Direto na têmpora: Finish line - Fanfarlo
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segunda-feira, julho 09, 2012
Cadê Sophia?
A festa já ia começar, mas
cadê Sophia Comelli? Ninguém sabia.
Todo mundo já tinha chegado,
a música estava animada, mas nada da Sophia chegar.
Tinham jogos, brincadeiras,
correria e diversão, mas cadê Sophia Comelli? Não tinha chegado, não…
Foi aí que, um pouco
preocupada, a meninada do Bolão começou a imaginar.
- Será que um E.T., chegou na casa dela para tomar chá?
– perguntou Enzo.
- Pode ter sido que as plantas cresceram tanto que ela
não conseguiu sair – argumentou Ana Carolina.
- E se o pai dela virou um urso? – disse João Pedro.
- E se a mãe dela virou uma pata? – espantou-se Maria.
- Hmmm… eu acho que ela ficou comendo amora até perder
a hora – rimou o Lucas Szuster.
- Ou comendo broa até ficar à toa – completou Sophia
Zeferino.
- Pra mim, ela atrasou porque choveu mel e ela ficou
grudada – sugeriu o João Victor.
- Pois, pra mim, ela quis vestir uma roupa de geleia e
ficou toda atrapalhada – respondeu a Ana.
- Eu acho que uma bruxa quis sequestrá-la – assustou-se
o Pedro França.
- Eu acho que um ogro deixou ela presa dentro da mala –
gritou a Julinha.
- Aposto que ela errou o caminho e foi parar na Bahia –
pensou alto o Henrique.
- Ou pegou um ônibus e foi visitar a tia – falou
baixinho a Lalá.
- O foguete dela pode ter ficado sem gasolina – comentou
o Dudu.
- Ela pode ter ficado conversando com um sapo bonina –
arriscou a Cacá.
- Vai que um elefante sentou no pé dela – exclamou o
Thomás.
- Vai que a cara dela ficou toda amarela – emendou a
Nicole.
- Quem sabe ela está cuidando de mil gatos? – supôs o
Marcelo.
- Quem sabe ela precisou comprar mil sapatos? – divagou
a Jojô.
- Ela pode ter ganhado um sorteio de um milhão –
animou-se o Lucas Passeado.
- Ela pode ter ficado afundada no colchão – matutou o
João Camilo.
Estavam todos assim,
imaginando coisas malucas, quando chegou a Sophia bem feliz e sorridente.
- SOPHIA, ONDE VOCÊ ESTAVA? – berraram todos juntos.
E então ela respondeu.
- Meninada, meninada, vocês não sabem o que aconteceu.
Eu já estava saindo de casa quando um E.T. amigo meu apareceu para tomar chá.
Quando ele foi embora, eu tentei vir, mas as plantas tinham crescido tanto que
fecharam a porta. Aí eu cortei tudo, mas meu pai virou um urso, minha mãe virou
uma pata e eu demorei um tempão pra desfazer o feitiço. Quando eu acabei,
fiquei horas comendo amoras e depois comendo broa. Aí caiu uma chuva de mel e
eu fiquei toda grudada, vesti minha roupa de geleia e fiquei toda atrapalhada.
Quando estava prontinha, uma bruxa tentou me sequestrar. Escapei dela, mas um
ogro me pegou e prendeu dentro da mala. Foi uma luta pra escapar, mas saí
correndo, errei o caminho e fui parar na Bahia. Precisava voltar depressa,
então peguei um ônibus, mas, no meio do caminho, resolvi visitar minha tia. Pra
chegar na hora, só mesmo de foguete, mas, imaginem só, o meu estava sem
gasolina. Fiquei triste, mas aí chegou um sapo bonina e conversou comigo pra me
animar. Quando fui me levantar, tinha um elefante no meu pé. Briguei pra ele
sair e fiquei com a cara amarela de tanto gritar. Enquanto tiravam o elefante
do meu pé e eu lavava meu rosto, passaram mil gatinhos e eu resolvi cuidar de
todos eles. Foi aí que eu lembrei de um monte de aniversários e fui na loja
comprar mil sapatos de presente. Comprei um cupom e ganhei um milhão na hora.
Estava muito cansada de tanta atividade, então fui tirar um cochilo e, juro que
é verdade, fiquei afundada no colchão. Quando consegui me livrar, peguei o
dinheiro do sorteio, comprei um avião e pedi pro moço me trazer até aqui.
E aí, depois de tanta
conversa, de tanta bagunça, de tanta aventura, de tanta história e de tanta
confusão, sabe o que acontece? A festa acabou. Ah, e esta história também.
Tchau!
Direto na têmpora: On Melancholy Hill - Gorillaz
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segunda-feira, junho 18, 2012
Sertanejo
Sou do fazendeiro o oposto
Na lida que inventei
Amores, sortes e gosto
Colho mais do que plantei
Não há horta ou semeadura
Não se tira do mal a raiz
E ainda assim há fartura
De tudo o que faz feliz
Na chuva ou na estiagem
Sol rachando ou geada
Minha terra não é miragem
É vida que me foi dada
Ao fim desta safra tardia
Retorno à terra enfim
Deixando semente em Sophia
O bem que existiu em mim
Direto na têmpora: This city's a mess - Said The Whale
Na lida que inventei
Amores, sortes e gosto
Colho mais do que plantei
Não há horta ou semeadura
Não se tira do mal a raiz
E ainda assim há fartura
De tudo o que faz feliz
Na chuva ou na estiagem
Sol rachando ou geada
Minha terra não é miragem
É vida que me foi dada
Ao fim desta safra tardia
Retorno à terra enfim
Deixando semente em Sophia
O bem que existiu em mim
Direto na têmpora: This city's a mess - Said The Whale
sexta-feira, junho 08, 2012
Leitorinha
Sophia comprou seu primeiro livro "grande" para ler sozinha: "Tito, o cãozinho roubado". DEita na sala para ler. Lê antes de dormir. Senta com o livro à mesa. Uma delícia de se ver como ela diz em tons de conquista que já acabou a página 19.
E lá vai ela, parecida comigo em algumas coisas, com a Fernanda em outras e com ela mesma em muitas.
Minha leitorinha, meu denguinho, minha menina tão melhor que eu.
Direto na têmpora: Turn to stone - Electric Light Orchestra
E lá vai ela, parecida comigo em algumas coisas, com a Fernanda em outras e com ela mesma em muitas.
Minha leitorinha, meu denguinho, minha menina tão melhor que eu.
Direto na têmpora: Turn to stone - Electric Light Orchestra
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quinta-feira, abril 05, 2012
Sua mão que me guia
Os antigos navegantes aprenderam a ler as estrelas para chegar. Nunca se estava irremediavelmente perdido enquanto sobre sua cabeça houvesse um céu e dentro dela uma esperança.
Hoje é mais fácil perder-se, mesmo com aparelhos, mapas, computadores, satélites. Em algum momento deixamos de olhar para o céu sobre nossas cabeças. Em algum momento nos abandonou a esperança.
E assim começamos a criar nossas próprias estrelas, que podem ter a forma de um sonho, de uma paixão ou simplesmente de duas mãos.
Duas pequenas mãos que seguram as minhas e me guiam por um mundo cada vez mais escuro em que já não me enxergo.
Duas mãos e um sorriso.
Duas mãos e mil cachos.
Duas mãos e um coração.
Duas mãos e o nome Sophia: minha filha, minha vida, minha estrela, meu guia.
Direto na têmpora: The other side of zero - Elizabeth & The Catapult
Hoje é mais fácil perder-se, mesmo com aparelhos, mapas, computadores, satélites. Em algum momento deixamos de olhar para o céu sobre nossas cabeças. Em algum momento nos abandonou a esperança.
E assim começamos a criar nossas próprias estrelas, que podem ter a forma de um sonho, de uma paixão ou simplesmente de duas mãos.
Duas pequenas mãos que seguram as minhas e me guiam por um mundo cada vez mais escuro em que já não me enxergo.
Duas mãos e um sorriso.
Duas mãos e mil cachos.
Duas mãos e um coração.
Duas mãos e o nome Sophia: minha filha, minha vida, minha estrela, meu guia.
Direto na têmpora: The other side of zero - Elizabeth & The Catapult
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quinta-feira, março 15, 2012
Injustiças
Eu e minha Sophia no carro há menos de 1 hora.
- Papai, qual é o mês mais curto.
- Fevereiro.
- Porque tem 29 dias, né?
- É, às vezes tem 29 e às vezes tem 28.
- Como assim?
- É que tem um negócio chamado ano bissexto: de quatro em quatro anos fevereiro fica com 29 dias, entendeu?
- Mais ou menos.
- É assim, esse ano teve 29 dias em fevereiro, né? Então ano que vem tem 28 e no outro 28 e no outro 28. Depois volta pra 29. É 28, 28, 28, 29. 28, 28, 28, 29, entendeu agora?
- São três 28 e só um 29?
- Exato.
- Mas isso não é justo...
Direto na têmpora: Ride into the sun - The Velvet Underground
- Papai, qual é o mês mais curto.
- Fevereiro.
- Porque tem 29 dias, né?
- É, às vezes tem 29 e às vezes tem 28.
- Como assim?
- É que tem um negócio chamado ano bissexto: de quatro em quatro anos fevereiro fica com 29 dias, entendeu?
- Mais ou menos.
- É assim, esse ano teve 29 dias em fevereiro, né? Então ano que vem tem 28 e no outro 28 e no outro 28. Depois volta pra 29. É 28, 28, 28, 29. 28, 28, 28, 29, entendeu agora?
- São três 28 e só um 29?
- Exato.
- Mas isso não é justo...
Direto na têmpora: Ride into the sun - The Velvet Underground
Sophia e as músicas
Às vezes quando estamos só eu e minha Sophia no carro eu coloco alguma música e percebo que ela ficou quieta. Olho para trás e percebo que ela está mirando o nada, ouvindo com algo além dos ouvidos.
A música acaba e ela, sem se mover diz apenas "de novo", com a voz mais ausente do mundo. E eu repito a canção enquanto ela sente aquilo como tudo deve ser sentido.
E nessas horas eu sinto que alguém no mundo me entende. E amo que eu e a minha Sophia tenhamos coisas em comum como uma música qualquer para amar.
A de hoje foi essa.
Direto na têmpora: Our lies - Rasputina
A música acaba e ela, sem se mover diz apenas "de novo", com a voz mais ausente do mundo. E eu repito a canção enquanto ela sente aquilo como tudo deve ser sentido.
E nessas horas eu sinto que alguém no mundo me entende. E amo que eu e a minha Sophia tenhamos coisas em comum como uma música qualquer para amar.
A de hoje foi essa.
Direto na têmpora: Our lies - Rasputina
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Farol de São Tomé
A família da Fernanda tem uma casa em Farol de São Tomé, município de Campos, no Rio de Janeiro e fomos para lá no carnaval.
Após o terceiro dia, animadíssima com o sol, mar e praia, Sophia declarou:
- Essa é a melhor viagem da minha vida!
- Melhor que Porto de Galinhas?
- Melhor!
- Melhor que a Praia do Forte?
- Melhor!
- Melhor que o Rio de Janeiro?
- Melhor!
E eu, maligno, pensando no futuro.
- Melhor que a Disney?
Ela então me olhou muito séria e disse:
- Olha, papai, eu nunca fui à Disney e sempre fui doida pra ir, mas agora eu só quero vir aqui pra sempre!
Corta para o pai rindo loucamente por dentro e imaginando tudo o que ele poderá comprar com a grana economizada.
Direto na têmpora: No way - Sonic Youth
Após o terceiro dia, animadíssima com o sol, mar e praia, Sophia declarou:
- Essa é a melhor viagem da minha vida!
- Melhor que Porto de Galinhas?
- Melhor!
- Melhor que a Praia do Forte?
- Melhor!
- Melhor que o Rio de Janeiro?
- Melhor!
E eu, maligno, pensando no futuro.
- Melhor que a Disney?
Ela então me olhou muito séria e disse:
- Olha, papai, eu nunca fui à Disney e sempre fui doida pra ir, mas agora eu só quero vir aqui pra sempre!
Corta para o pai rindo loucamente por dentro e imaginando tudo o que ele poderá comprar com a grana economizada.
Direto na têmpora: No way - Sonic Youth
terça-feira, janeiro 10, 2012
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Uma semana de atraso
Sophia demorou uma semana para nascer. O parto estava previsto para o dia 22 de dezembro, mas ela só foi dar as caras mesmo no dia 29.
Uma semana que ela me deve de pegá-la no colo, de cheirar seu hálito, de dar banho e fazer dormir.
Uma semana a menos de nós dois que eu tento recuperar em cada abraço, a cada história que conto, a cada eu te amo que digo.
Uma semana em que fui apenas humano, sem a superdor de um pai.
Uma semana que ela me deve e que me paga sorriso a sorriso, beijo a beijo, carinho a carinho.
Uma semana que ainda me faz tanta falta mesmo depois de 6 anos.
O que eu queria mesmo, daqueles quereres de pedir ajoelhado e chorando, era essa semana de volta, meu doce.
Mais sete dias depois que eu morresse, desafiando o tempo e a vida, pra fazer tudo o que faltou, pra dizer tudo o que eu não disse, para fazer valer tanto amor que eu sinto por você.
Feliz aniversário, minha Sophia. Te amo para sempre e mais uma semana.
Direto na têmpora: Can't stand losing you - The Police
Uma semana que ela me deve de pegá-la no colo, de cheirar seu hálito, de dar banho e fazer dormir.
Uma semana a menos de nós dois que eu tento recuperar em cada abraço, a cada história que conto, a cada eu te amo que digo.
Uma semana em que fui apenas humano, sem a superdor de um pai.
Uma semana que ela me deve e que me paga sorriso a sorriso, beijo a beijo, carinho a carinho.
Uma semana que ainda me faz tanta falta mesmo depois de 6 anos.
O que eu queria mesmo, daqueles quereres de pedir ajoelhado e chorando, era essa semana de volta, meu doce.
Mais sete dias depois que eu morresse, desafiando o tempo e a vida, pra fazer tudo o que faltou, pra dizer tudo o que eu não disse, para fazer valer tanto amor que eu sinto por você.
Feliz aniversário, minha Sophia. Te amo para sempre e mais uma semana.
Direto na têmpora: Can't stand losing you - The Police
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quinta-feira, dezembro 22, 2011
6 anos
Quando minha Sophia era pequenininha ela adorava que eu cantasse para ela. Além de Blackbird, dos Beatles (nossa música desde antes de ela nascer) eu cantava outras.
Colocava ela no meu colo e ninava cantando Cheek to Cheek bem baixinho. Ela dormia quietinha e tranquila como se meu braço fosse a casa dela.
Ainda é.
E sempre vai ser, minha Sophia.
Direto na têmpora: Cheek to cheek - Fred Astaire
Colocava ela no meu colo e ninava cantando Cheek to Cheek bem baixinho. Ela dormia quietinha e tranquila como se meu braço fosse a casa dela.
Ainda é.
E sempre vai ser, minha Sophia.
Direto na têmpora: Cheek to cheek - Fred Astaire
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Choro
A primeira vez que eu ouvi o choro da Sophia eu sorri.
Não era um lamento suave ou tranquilo, era um urro que clamava vida, um grito primal que celebrava um começo.
Só fui chorar depois, quando fiquei sozinho, civilizado e escondido.
Direto na têmpora: The geeks were right - The Faint
Não era um lamento suave ou tranquilo, era um urro que clamava vida, um grito primal que celebrava um começo.
Só fui chorar depois, quando fiquei sozinho, civilizado e escondido.
Direto na têmpora: The geeks were right - The Faint
terça-feira, dezembro 20, 2011
O primeiro livro da minha Sophia
A IDEIA DO CONTADOR DE HISTÓRIAS.
ERA UMA VEZ UM CONTADOR DE HISTÓRIAS. ELE CONTAVA MUITAS HISTÓRIAS.
ÀS VEZES ELE CONTAVA INCRÍVEIS.
UM DIA ELE CANSOU DE SER UM CONTADOR DE HISTÓRIAS.
QUEM CONTARÁ HISTÓRIAS?
ELE VOLTOU PARA O SEU TRABALHO.
ELE APRENDEU A NÃO DEIXAR O SEU TRABALHO.
O FIM.
Direto na têmpora: You don't love me - The Kooks
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segunda-feira, dezembro 19, 2011
Quem foi que disse
Eu, de novo, inventando de compor música. Minha despedida do Clic.
Quem Foi que disse by mauriloandreas
Ficha técnica: Arranjos do Helder e do Luciano (Kundum)
Direto na têmpora: Quem foi que disse - Maurilo Andreas
Quem Foi que disse by mauriloandreas
Ficha técnica: Arranjos do Helder e do Luciano (Kundum)
Direto na têmpora: Quem foi que disse - Maurilo Andreas
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Vídeos da Sophia e afins
Sophia cantando O Leãozinho
Sophia e a Dança Russa no festival do 1o Ato
Sophia e a meninada do Clic em O Soldadinho de Chumbo
Direto na têmpora: Conrad - Jets To Brazil
quinta-feira, novembro 24, 2011
Timidez
Ah, minha Sophia, que timidez inventada é essa? Esse rosto escondido, esse riso contido, esse bico fechado que interrompe a torrente de falar?
Deixa disso, minha Sophia, que seu sorriso evitado é quase um pecado e pra quem já sabe seu riso, dá vontade de chorar.
Direto na têmpora: I wouldn't believe your radio - Stereophonics
Deixa disso, minha Sophia, que seu sorriso evitado é quase um pecado e pra quem já sabe seu riso, dá vontade de chorar.
Direto na têmpora: I wouldn't believe your radio - Stereophonics
segunda-feira, novembro 21, 2011
Sophia conhece o Sujismundo
Se você tem uns 40 anos ou mais, pode ser que se lembre do Sujismundo, o personagem porcalhão que era a grande atração de uma campanha de informação sobre higiene e limpeza do Governo nos anos 70. Pois eu me lembro bem e adorava o personagem quando tinha meus 6 ou 7 anos.
Ontem, quando Sophia resistia ao banho noturno, me lembrei da figura e resolvi mostrar alguns filmezinhos da época pra ela (God save Youtube). Resultado? Tomou o banho na boa, foi dormir e acordou falando sobre como adorou as aventuras do Sujismundo, de seu filhinho e do Doutor Prevenildo.
Hoje eu tenho o compromisso de mostrar mais alguns e chego à conclusão de que certas coisas são realmente atemporais.
PS - Os vídeos usam a grafia "Sugismundo", mas a wikipedia e a maioria dos artigos prefere "Sujismundo", por isso adotei a segunda.
Direto na têmpora: Pride and joy - Marvin Gaye
Ontem, quando Sophia resistia ao banho noturno, me lembrei da figura e resolvi mostrar alguns filmezinhos da época pra ela (God save Youtube). Resultado? Tomou o banho na boa, foi dormir e acordou falando sobre como adorou as aventuras do Sujismundo, de seu filhinho e do Doutor Prevenildo.
Hoje eu tenho o compromisso de mostrar mais alguns e chego à conclusão de que certas coisas são realmente atemporais.
PS - Os vídeos usam a grafia "Sugismundo", mas a wikipedia e a maioria dos artigos prefere "Sujismundo", por isso adotei a segunda.
Direto na têmpora: Pride and joy - Marvin Gaye
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