Eu, de novo, inventando de compor música. Minha despedida do Clic.
Quem Foi que disse by mauriloandreas
Ficha técnica: Arranjos do Helder e do Luciano (Kundum)
Direto na têmpora: Quem foi que disse - Maurilo Andreas
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segunda-feira, dezembro 19, 2011
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Vídeos da Sophia e afins
Sophia cantando O Leãozinho
Sophia e a Dança Russa no festival do 1o Ato
Sophia e a meninada do Clic em O Soldadinho de Chumbo
Direto na têmpora: Conrad - Jets To Brazil
terça-feira, julho 12, 2011
As crianças que me fizeram virar tubérculo
Este é o último ano da Sophia no Clic. Já estou morrendo de saudades antecipadas daquele lugar que me transformou em tubérculo e que ajudou a Sophia a se tornar confiante, articulada, independente e curiosa como ela é.
Com as crianças do Clic eu virei o Batatão e me sinto quase mais um deles. Conheci e me tornei amigos de seus pais, me senti parte da escola e da comunidade.
Já fiz música para eles, já escrevi textos para eles e hoje estive lá, contando história para eles.
Essa meninada faz parte da minha vida. E como é bom receber cada abraço, cada grito, cada beijo "espontâneo" que arranco deles.
Acho que eu ainda preciso aprender que tudo passa, que as coisas mudam. O Clic ensinou isso pra Sophia, mas parece que essa aula eu perdi.
Direto na têmpora: Fripp - Catherine Wheel
Com as crianças do Clic eu virei o Batatão e me sinto quase mais um deles. Conheci e me tornei amigos de seus pais, me senti parte da escola e da comunidade.
Já fiz música para eles, já escrevi textos para eles e hoje estive lá, contando história para eles.
Essa meninada faz parte da minha vida. E como é bom receber cada abraço, cada grito, cada beijo "espontâneo" que arranco deles.
Acho que eu ainda preciso aprender que tudo passa, que as coisas mudam. O Clic ensinou isso pra Sophia, mas parece que essa aula eu perdi.
Direto na têmpora: Fripp - Catherine Wheel
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Lagarta ou borboleta, sei lá
Depois que fiz o poeminha da lagarta pra turminha da Sophia ela veio me dizer que talvez tenha se confundido e que é bem possível que seja Turma da Borboleta.
Enfim, só pra garantir, segue um texto que já tinha colocado aqui mesmo no Pastelzinho, mas que pode tornar-se subitamente relevante outra vez.
Borboleta é um bichinho que é feito de vento, Sophia, com um pouquinho de tinta em cima.
Borboleta é raiozinho de sol, Sophia, na hora que aprende a brincar.
Borboleta é uma flor que se apaixonou pelo beija-flor e não quis mais saber do chão, Sophia.
Borboleta é um sonhozinho que escapa da nossa cabeça quando a gente acorda feliz, Sophia.
Borboleta é a lagarta, Sophia, quando descobre o que é mágica.
Borboleta, Sophia, é um arco-íris que gosta de flores.
Borboleta é uma paixãozinha bem leve que acaba ganhando asas, Sophia.
Borboleta, Sophia, é uma coisinha feita de todas as cores do "sim".
Borboleta é o que leva a gente, Sophia, quase sem peso, quase só cores, pra onde o nosso "querer" mandar.
Borboleta, Sophia, é o milagre da metamorfose, é o efeito do vento, é um pouco jardim, é um presente que veio do seu pedido, um bichinho que vi de outro jeito com esses olhos que você empresta pra mim.
Direto na têmpora: October - Broken Bells
Enfim, só pra garantir, segue um texto que já tinha colocado aqui mesmo no Pastelzinho, mas que pode tornar-se subitamente relevante outra vez.
Borboleta é um bichinho que é feito de vento, Sophia, com um pouquinho de tinta em cima.
Borboleta é raiozinho de sol, Sophia, na hora que aprende a brincar.
Borboleta é uma flor que se apaixonou pelo beija-flor e não quis mais saber do chão, Sophia.
Borboleta é um sonhozinho que escapa da nossa cabeça quando a gente acorda feliz, Sophia.
Borboleta é a lagarta, Sophia, quando descobre o que é mágica.
Borboleta, Sophia, é um arco-íris que gosta de flores.
Borboleta é uma paixãozinha bem leve que acaba ganhando asas, Sophia.
Borboleta, Sophia, é uma coisinha feita de todas as cores do "sim".
Borboleta é o que leva a gente, Sophia, quase sem peso, quase só cores, pra onde o nosso "querer" mandar.
Borboleta, Sophia, é o milagre da metamorfose, é o efeito do vento, é um pouco jardim, é um presente que veio do seu pedido, um bichinho que vi de outro jeito com esses olhos que você empresta pra mim.
Direto na têmpora: October - Broken Bells
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Turma da Lagarta
Sophia agora é da Turma da Lagarta no Clic e aí eu fiz isso aqui.
Ondulando ela vai, como o lápis sobre uma carta
O bicho se empreguiça, se empanturra e nunca se farta
Ai, como come a lagarta
De tanto se encher fica gorda, feliz como pinto no lixo
E segue sempre faminta, com seu andar de encolhe-espicho
Ai, como come esse bicho
Até que se vê enorme, de forma bela e roliça
E sente soprar nos olhos alguma antiga preguiça
Ai, uma rede de treliça
Se enrola toda de seda, quietinha na posição
Seu casulo é sua cama e dormir sua profissão
Ai, ter o sonho como função
Então, desperta diversa, impossível reconhecer
Agora já é borboleta, que nunca se soube ser
Ai, lagarta virou borboleta, vida nova para viver
Direto na têmpora: Someone like you - Adele
Ondulando ela vai, como o lápis sobre uma carta
O bicho se empreguiça, se empanturra e nunca se farta
Ai, como come a lagarta
De tanto se encher fica gorda, feliz como pinto no lixo
E segue sempre faminta, com seu andar de encolhe-espicho
Ai, como come esse bicho
Até que se vê enorme, de forma bela e roliça
E sente soprar nos olhos alguma antiga preguiça
Ai, uma rede de treliça
Se enrola toda de seda, quietinha na posição
Seu casulo é sua cama e dormir sua profissão
Ai, ter o sonho como função
Então, desperta diversa, impossível reconhecer
Agora já é borboleta, que nunca se soube ser
Ai, lagarta virou borboleta, vida nova para viver
Direto na têmpora: Someone like you - Adele
terça-feira, janeiro 18, 2011
Volta às aulas
Sophia andava com muita saudade dos seus coleguinhas de Clic. Ontem, ela chegou em casa bem mais feliz.
- Quase toda a meninada já voltou de férias! Só falta o Fê e a Luana Figueiredo.
Em seguida, com uma ponta de tristeza, desilusão e saudade, completou.
- Eu acho que a Luana Figueiredo desistiu de estudar...
Direto na têmpora: The robots - Kraftwerk
- Quase toda a meninada já voltou de férias! Só falta o Fê e a Luana Figueiredo.
Em seguida, com uma ponta de tristeza, desilusão e saudade, completou.
- Eu acho que a Luana Figueiredo desistiu de estudar...
Direto na têmpora: The robots - Kraftwerk
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Homenagem aos amigos, ao Clic, à turminha da Sophia
Eu sou um apaixonado pelo Clic. Se lá Sophia fez grandes amigos e está vivendo anos inesquecíveis da sua vida, eu também encontrei pessoas especiais e aprendi lições importantes como "não vale rir do amigo pelado", entre outras.
Compus essa música para homenagear o Clic, a meninada e todos os amigos que a gente faz para a vida toda. O Barral e a equipe da Neutra gravaram e fizeram o arranjo e eu só não sei quem foram a intérprete e a banda porque o velho Gérson ainda não me passou a ficha técnica
Espero que gostem.
Direto na têmpora: Book of stories - The Drums
Compus essa música para homenagear o Clic, a meninada e todos os amigos que a gente faz para a vida toda. O Barral e a equipe da Neutra gravaram e fizeram o arranjo e eu só não sei quem foram a intérprete e a banda porque o velho Gérson ainda não me passou a ficha técnica
Espero que gostem.
Direto na têmpora: Book of stories - The Drums
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Para a Turma do Sorvete
A Turma do Sorvete, lá do clic, vai ser divida em duas hoje. Fica aí uma historinha pra despedir da fase antiga e começar a nova etapa.
A beterraba Roxinha
Não havia naquela horta nenhuma ave, inseto, animal ou vegetal mais ranzinza do que a Roxinha. Desde que nasceu e era só uma pelotinha roxa ela já brigava com todo mundo e vivia sempre brava e gritando.
Roxinha era bem redonda e muito bonitinha, mas ninguém conseguia ficar perto dela porque ela vivia xingando todo mundo. Era só alguma planta chegar um pouco mais perto dela que a brigaiada começava.
- Ei! O que é que você está fazendo aqui? Essa área é minha, vai embora agora, xô, passa!
Pra falar a verdade, até mesmo os passarinhos e as minhocas, se ficam em volta dela, mesmo sem querer, já levavam bronca. Era muito difícil aquela Roxinha.
Agora, o que eu não tinha contado ainda é que a Roxinha vivia na horta do Clic, uma escolinha muito especial com uma meninada muito bacana. E nessa escolinha, tinha a Turma do Sorvete que era uma festa só.
Um dia desses, a Turma do Sorvete estava mexendo na hortinha quando, de repente, viram uma coisinha roxa sair da terra, levantando as folhinhas como se fossem duas mãozinhas e berrando bem alto.
- Ei, sua meninada bagunceira! Quem deixou vocês mexerem aqui na minha casa? Vocês acham que mandam aqui, é? Olha que eu saio da terra e dou uma mordida no nariz de cada um, viu? Agora vão embora, sai, sai!
Depois daquela gritaiada toda, a Sophia olhou pra Ailinha; a Ailinha olhou pro João Guerra; o João Guerra olhou pra Juju Bernardi; a Juju Bernardi olhou pro Nicolas; o Nicolas olhou pro Tomás; o Tomás olhou pra Clara Nelson; a Clara Nelson olhou pra Valentina; a Valentina olhou pro Augusto; o Augusto olhou pra Luana Jacques; a Luana Jacques olhou pra Ana Esteves; a Ana Esteves olhou pro Pablo; o Pablo olhou pra Ana Luisa; a Ana Luisa olhou pro Fernando; o Fernando olhou pra Luana Figueiredo; a Luana Figueiredo olhou pro Davi; o Davi olhou pra Isadora e a Isadora olhou pro Vitor.
Eles ficaram sem entender nada. Pensaram, pensaram e resolveram dar um jeito naquilo. Afinal, a meninada da Turma do Sorvete adorava a horta, suas minhocas e os seus vegetais deliciosos. Eles então juntaram suas cabeças e fizeram um plano.
A Maria estava na cozinha quando a meninada da Turma do Sorvete chegou bem de mansinho e conversou como se a Maria nem estivesse lá.
- Vocês viram aquela beterraba linda na hortinha?
- Nossa! Ela era grande mesmo.
- E linda, deve estar deliciosa.
Quando a meninada saiu, a Maria pensou.
- Olha que boa idéia, vou até a hortinha, pego a beterraba e faço uma saladinha deliciosa pra Turma do Sorvete.
Naquele mesmo momento, a Roxinha estava tirando um cochilo e nem viu quando a Maria puxou ela da terra, levou pra cozinha e começou a descascar. Quando a Roxinha acordou e viu que estava pelada, ficou furiosa. Ela olhou pra Maria e começou a gritar.
- Ei, você aí com a faca na mão. Foi você que descascou minha roupa e me deixou pelada? Ah, você vai ver! Eu vou dar uma boa mordida no seu nariz, sua doidinha!
A Maria ficou muito assustada e começou a falar.
- N-n-n-não, dona beterraba, desculpa. Eu nem sabia que você falava. É que a Turma do Sorvete passou por aqui e falou que tinha uma beterraba linda na horta aí...
A Roxinha entendeu tudo.
- A-há! Foram aqueles safadinhos da Turma do Sorvete! Mas eles vão se ver comigo.
A Roxinha então saiu pisando duro e procurando a meninada da Turma do Sorvete para dar uma mordida no nariz de cada um. Quando ela entrou na sala do lanche e viu que estavam todos lá ela subiu na mesa e continuou gritando.
- Foram vocês que mandaram aquela moça me deixar pelada, né, seus narigudos? Mas vocês vão ver! Agora vocês não me escapam!
A Turma do Sorvete ficou bem paradinha e de repente a Sophia olhou pra Ailinha; a Ailinha olhou pro João Guerra; o João Guerra olhou pra Juju Bernardi; a Juju Bernardi olhou pro Nicolas; o Nicolas olhou pro Tomás; o Tomás olhou pra Clara Nelson; a Clara Nelson olhou pra Valentina; a Valentina olhou pro Augusto; o Augusto olhou pra Luana Jacques; a Luana Jacques olhou pra Ana Esteves; a Ana Esteves olhou pro Pablo; o Pablo olhou pra Ana Luisa; a Ana Luisa olhou pro Fernando; o Fernando olhou pra Luana Figueiredo; a Luana Figueiredo olhou pro Davi; o Davi olhou pra Isadora e a Isadora olhou pro Vitor.
Todos juntos pularam sobre a Roxinha, toda linda e descascadinha e nhac! Comeram ela todinha.
Direto na têmpora: The Opposite Of Hallelujah - Jens Lekman
A beterraba Roxinha
Não havia naquela horta nenhuma ave, inseto, animal ou vegetal mais ranzinza do que a Roxinha. Desde que nasceu e era só uma pelotinha roxa ela já brigava com todo mundo e vivia sempre brava e gritando.
Roxinha era bem redonda e muito bonitinha, mas ninguém conseguia ficar perto dela porque ela vivia xingando todo mundo. Era só alguma planta chegar um pouco mais perto dela que a brigaiada começava.
- Ei! O que é que você está fazendo aqui? Essa área é minha, vai embora agora, xô, passa!
Pra falar a verdade, até mesmo os passarinhos e as minhocas, se ficam em volta dela, mesmo sem querer, já levavam bronca. Era muito difícil aquela Roxinha.
Agora, o que eu não tinha contado ainda é que a Roxinha vivia na horta do Clic, uma escolinha muito especial com uma meninada muito bacana. E nessa escolinha, tinha a Turma do Sorvete que era uma festa só.
Um dia desses, a Turma do Sorvete estava mexendo na hortinha quando, de repente, viram uma coisinha roxa sair da terra, levantando as folhinhas como se fossem duas mãozinhas e berrando bem alto.
- Ei, sua meninada bagunceira! Quem deixou vocês mexerem aqui na minha casa? Vocês acham que mandam aqui, é? Olha que eu saio da terra e dou uma mordida no nariz de cada um, viu? Agora vão embora, sai, sai!
Depois daquela gritaiada toda, a Sophia olhou pra Ailinha; a Ailinha olhou pro João Guerra; o João Guerra olhou pra Juju Bernardi; a Juju Bernardi olhou pro Nicolas; o Nicolas olhou pro Tomás; o Tomás olhou pra Clara Nelson; a Clara Nelson olhou pra Valentina; a Valentina olhou pro Augusto; o Augusto olhou pra Luana Jacques; a Luana Jacques olhou pra Ana Esteves; a Ana Esteves olhou pro Pablo; o Pablo olhou pra Ana Luisa; a Ana Luisa olhou pro Fernando; o Fernando olhou pra Luana Figueiredo; a Luana Figueiredo olhou pro Davi; o Davi olhou pra Isadora e a Isadora olhou pro Vitor.
Eles ficaram sem entender nada. Pensaram, pensaram e resolveram dar um jeito naquilo. Afinal, a meninada da Turma do Sorvete adorava a horta, suas minhocas e os seus vegetais deliciosos. Eles então juntaram suas cabeças e fizeram um plano.
A Maria estava na cozinha quando a meninada da Turma do Sorvete chegou bem de mansinho e conversou como se a Maria nem estivesse lá.
- Vocês viram aquela beterraba linda na hortinha?
- Nossa! Ela era grande mesmo.
- E linda, deve estar deliciosa.
Quando a meninada saiu, a Maria pensou.
- Olha que boa idéia, vou até a hortinha, pego a beterraba e faço uma saladinha deliciosa pra Turma do Sorvete.
Naquele mesmo momento, a Roxinha estava tirando um cochilo e nem viu quando a Maria puxou ela da terra, levou pra cozinha e começou a descascar. Quando a Roxinha acordou e viu que estava pelada, ficou furiosa. Ela olhou pra Maria e começou a gritar.
- Ei, você aí com a faca na mão. Foi você que descascou minha roupa e me deixou pelada? Ah, você vai ver! Eu vou dar uma boa mordida no seu nariz, sua doidinha!
A Maria ficou muito assustada e começou a falar.
- N-n-n-não, dona beterraba, desculpa. Eu nem sabia que você falava. É que a Turma do Sorvete passou por aqui e falou que tinha uma beterraba linda na horta aí...
A Roxinha entendeu tudo.
- A-há! Foram aqueles safadinhos da Turma do Sorvete! Mas eles vão se ver comigo.
A Roxinha então saiu pisando duro e procurando a meninada da Turma do Sorvete para dar uma mordida no nariz de cada um. Quando ela entrou na sala do lanche e viu que estavam todos lá ela subiu na mesa e continuou gritando.
- Foram vocês que mandaram aquela moça me deixar pelada, né, seus narigudos? Mas vocês vão ver! Agora vocês não me escapam!
A Turma do Sorvete ficou bem paradinha e de repente a Sophia olhou pra Ailinha; a Ailinha olhou pro João Guerra; o João Guerra olhou pra Juju Bernardi; a Juju Bernardi olhou pro Nicolas; o Nicolas olhou pro Tomás; o Tomás olhou pra Clara Nelson; a Clara Nelson olhou pra Valentina; a Valentina olhou pro Augusto; o Augusto olhou pra Luana Jacques; a Luana Jacques olhou pra Ana Esteves; a Ana Esteves olhou pro Pablo; o Pablo olhou pra Ana Luisa; a Ana Luisa olhou pro Fernando; o Fernando olhou pra Luana Figueiredo; a Luana Figueiredo olhou pro Davi; o Davi olhou pra Isadora e a Isadora olhou pro Vitor.
Todos juntos pularam sobre a Roxinha, toda linda e descascadinha e nhac! Comeram ela todinha.
Direto na têmpora: The Opposite Of Hallelujah - Jens Lekman
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sexta-feira, novembro 20, 2009
Retrato falado
segunda-feira, novembro 09, 2009
Bumba meu pai
Sábado teve festa no Clic. Apresentações culturais lindinhas da meninada com direito à Sophia cantando bonitinha de me fazer chorar na frente dos outros.
Mais do que isso, teve bumba-meu-boi e o Marquinhos, professor de música do Clic, me chamou pra fazer o papel do bovino em questão. Já estava pegando a "fantasia" quando Sophia se agarrou a mim e pedia quase descontrolada "não vai, papai, eu não quero, me dá colo."
Tentei conversar com ela, mas nada demovia a criança. Passado um tempo perguntei porque ela não queria deixar eu me vestir de boi e ela extremamente nervosa disse que não sabia. Deixei passar mais um tempinho e perguntei outra vez:
- Sophia porque você não deixou o papai ser o boi?
- Não sei.
- Você ficou com ciúme do papai?
- Fiquei. Não brinca com a meninada, tá? Só comigo.
E aí eu me derreto todo e chego a achar ciúme um negócio bonitinho.

Sophia arrebentando no berimbau durante o Sábado Aberto do Clic.
Direto na têmpora: Enjoy Yourself (It's Later Than You Think) - Louis Prima
Mais do que isso, teve bumba-meu-boi e o Marquinhos, professor de música do Clic, me chamou pra fazer o papel do bovino em questão. Já estava pegando a "fantasia" quando Sophia se agarrou a mim e pedia quase descontrolada "não vai, papai, eu não quero, me dá colo."
Tentei conversar com ela, mas nada demovia a criança. Passado um tempo perguntei porque ela não queria deixar eu me vestir de boi e ela extremamente nervosa disse que não sabia. Deixei passar mais um tempinho e perguntei outra vez:
- Sophia porque você não deixou o papai ser o boi?
- Não sei.
- Você ficou com ciúme do papai?
- Fiquei. Não brinca com a meninada, tá? Só comigo.
E aí eu me derreto todo e chego a achar ciúme um negócio bonitinho.
Sophia arrebentando no berimbau durante o Sábado Aberto do Clic.
Direto na têmpora: Enjoy Yourself (It's Later Than You Think) - Louis Prima
segunda-feira, julho 27, 2009
Turma do Porquinho na versão sênior
Eu adoro o fato da minha Sophia estudar no Clic. É uma indicação que faço para quaisquer pais de crianças pequenas, sem medo de errar.
Só que ao longo desse ano, o Clic vem me proporcionando uma coisa que vai além da alegria de ter uma filha estudando ali: novos amigos.
Cinemas, teatrinhos, visitas à casa dos coleguinhas, parques de diversão e viagens em família aproximaram os pais da Turma do Porquinho a um ponto em que levar as crianças para brincarem juntas vira apenas um pretexto para que a gente se veja.
Neste último final de semana, fomos 8 famílias que se conheceram através do Clic para um sítio em Lagoa Santa e só posso dizer que se eu pudesse, voltaria pra lá sexta que vem. A Marli e a Silmara cuidaram da gente como se fôssemos realeza e isso foi só o começo.
Foram muitas risadas, muita conversa fiada, muita carne e muita cerveja, tudo isso regado ao prazer de ver Sophia, Luana Jacques, Juju Bernardi, Aninha (e Felipe), Imila, Lelê (e Luiza), Tomás e Valentina brincando o tempo todo com pouquíssimas discussões, birras ou contusões.
Fora isso, é sensacional conversar com o Alexandre que, apesar do título de Garota Piscina Mackenzie em 95 e de levantar 200 kg de supino, continua um cara de coração enorme e de um bom humor a toda prova.
O Toninho, com quem retomei um contato que se iniciou há mais de 10 anos e que continua o mal humorado mais divertido do planeta, além de ter medo de apenas 3 coisas: exame de próstata, Latino e soluço.
O Renatinho que, além de ter nos apresentado o sítio, compensa o fato de ser cruzeirense com uma simpatia e uma capacidade de receber bem que superam qualquer expectativa e tornam impossível não gostar dele. Além de ser mestre churrasqueiro, é claro.
O Martín, que consegue reverter qualquer preconceito que se possa ter contra os argentinos, que é capaz de fazer o melhor Chimichurri do mundo, que arrebenta no churrasco e que é papo bom sóbrio ou tonto, de manhã ou de noite.
O Ronnie, de quem eu já vi show na época do Ataque Epilético mas não sabia que era ele, que inventou o melhor apelido que uma esposa pode ter e que consegue rir e fazer rir de qualquer tema, sempre sendo ácido, mas nunca com mau gosto.
O Tiago, que chegou depois, entrou mudo e quase saiu calado (mas quando falou, falou bem) e disputou cabeça a cabeça o Troféu "Bunda na Cadeira" com o Alexandre e o Ronnie.
Além deles, as meninas adultas arrebentaram. A monitora de aventuras noturnas Adriana e seu "uniforme" de porquinho; a Juliana que levou e fez arte com a meninada (no melhor sentido); a Renata Jacques que fez o possível e o impossível para defender o indefensável (o marido, claro); a Renata Lazzeri que usou pijama de caveira e abalou na festinha; a Lu que está sempre rindo e que mostra que os humores opostos se atraem; a Marta que consegue a façanha de ser uma presença sempre constante e nunca impositiva; a Luana que coloca o sorriso em primeiro lugar mesmo quando fala muito sério. Iso sem falar, é claro, na minha Fer que vai direto pro céu, tadinha.
Lógico que faltaram muitos pais e muitos filhos, mas aí é questão de espaço e infelizmente não cabe todo mundo. Resumindo, foi um senhor final de semana. E que não tenha sido o último.
Direto na têmpora: We Could Send Letters - Aztec Camera
Só que ao longo desse ano, o Clic vem me proporcionando uma coisa que vai além da alegria de ter uma filha estudando ali: novos amigos.
Cinemas, teatrinhos, visitas à casa dos coleguinhas, parques de diversão e viagens em família aproximaram os pais da Turma do Porquinho a um ponto em que levar as crianças para brincarem juntas vira apenas um pretexto para que a gente se veja.
Neste último final de semana, fomos 8 famílias que se conheceram através do Clic para um sítio em Lagoa Santa e só posso dizer que se eu pudesse, voltaria pra lá sexta que vem. A Marli e a Silmara cuidaram da gente como se fôssemos realeza e isso foi só o começo.
Foram muitas risadas, muita conversa fiada, muita carne e muita cerveja, tudo isso regado ao prazer de ver Sophia, Luana Jacques, Juju Bernardi, Aninha (e Felipe), Imila, Lelê (e Luiza), Tomás e Valentina brincando o tempo todo com pouquíssimas discussões, birras ou contusões.
Fora isso, é sensacional conversar com o Alexandre que, apesar do título de Garota Piscina Mackenzie em 95 e de levantar 200 kg de supino, continua um cara de coração enorme e de um bom humor a toda prova.
O Toninho, com quem retomei um contato que se iniciou há mais de 10 anos e que continua o mal humorado mais divertido do planeta, além de ter medo de apenas 3 coisas: exame de próstata, Latino e soluço.
O Renatinho que, além de ter nos apresentado o sítio, compensa o fato de ser cruzeirense com uma simpatia e uma capacidade de receber bem que superam qualquer expectativa e tornam impossível não gostar dele. Além de ser mestre churrasqueiro, é claro.
O Martín, que consegue reverter qualquer preconceito que se possa ter contra os argentinos, que é capaz de fazer o melhor Chimichurri do mundo, que arrebenta no churrasco e que é papo bom sóbrio ou tonto, de manhã ou de noite.
O Ronnie, de quem eu já vi show na época do Ataque Epilético mas não sabia que era ele, que inventou o melhor apelido que uma esposa pode ter e que consegue rir e fazer rir de qualquer tema, sempre sendo ácido, mas nunca com mau gosto.
O Tiago, que chegou depois, entrou mudo e quase saiu calado (mas quando falou, falou bem) e disputou cabeça a cabeça o Troféu "Bunda na Cadeira" com o Alexandre e o Ronnie.
Além deles, as meninas adultas arrebentaram. A monitora de aventuras noturnas Adriana e seu "uniforme" de porquinho; a Juliana que levou e fez arte com a meninada (no melhor sentido); a Renata Jacques que fez o possível e o impossível para defender o indefensável (o marido, claro); a Renata Lazzeri que usou pijama de caveira e abalou na festinha; a Lu que está sempre rindo e que mostra que os humores opostos se atraem; a Marta que consegue a façanha de ser uma presença sempre constante e nunca impositiva; a Luana que coloca o sorriso em primeiro lugar mesmo quando fala muito sério. Iso sem falar, é claro, na minha Fer que vai direto pro céu, tadinha.
Lógico que faltaram muitos pais e muitos filhos, mas aí é questão de espaço e infelizmente não cabe todo mundo. Resumindo, foi um senhor final de semana. E que não tenha sido o último.
Direto na têmpora: We Could Send Letters - Aztec Camera
segunda-feira, julho 13, 2009
Bolo
Eu queria ter foto pra colocar nesse post, mas vou ficar devendo. O fato é que a Turma do Porquinho (a turma da Sophia no Clic) criou uma prática que vem revolucionando os aniversários infantis.
Acho que foi no aniversário da Juju Bernardi (se não foi, me perdoem) que aconteceu pela primeira vez de colocarem, além do bolo da festa, um bolinho menor pra que a criançada pudesse avançar, enfiar as mão, se lambuzar, enfim, comer como um bolo de aniversário deve ser comido, sem pratinhos, sem faquinhas, sem frescura.
O negócio foi um sucesso tão grande que virou tradição na turma. A molecada adora, os pais se divertem e o "bolo principal" fica intacto.
O pior mesmo é quando algum avô, tio ou mesmo pai desavisado vê a cena e, sem entender nada, começa a tentar conter a meninada.
- Não gente, vocês estão destruindo o bolo, para, gente paaaaaraaaaaaaa!!!
- Calma, tia Eunice, é assim mesmo.
- Assim mesmo? Eles estão destruindo o bolo, minha filha.
- Eu sei, tia, mas o bolo é pra eles fazerem isso mesmo.
- ...
- A meninada gosta, sabe?
Direto na têmpora: Down In The Tube Station At Midnight - The Jam
Acho que foi no aniversário da Juju Bernardi (se não foi, me perdoem) que aconteceu pela primeira vez de colocarem, além do bolo da festa, um bolinho menor pra que a criançada pudesse avançar, enfiar as mão, se lambuzar, enfim, comer como um bolo de aniversário deve ser comido, sem pratinhos, sem faquinhas, sem frescura.
O negócio foi um sucesso tão grande que virou tradição na turma. A molecada adora, os pais se divertem e o "bolo principal" fica intacto.
O pior mesmo é quando algum avô, tio ou mesmo pai desavisado vê a cena e, sem entender nada, começa a tentar conter a meninada.
- Não gente, vocês estão destruindo o bolo, para, gente paaaaaraaaaaaaa!!!
- Calma, tia Eunice, é assim mesmo.
- Assim mesmo? Eles estão destruindo o bolo, minha filha.
- Eu sei, tia, mas o bolo é pra eles fazerem isso mesmo.
- ...
- A meninada gosta, sabe?
Direto na têmpora: Down In The Tube Station At Midnight - The Jam
terça-feira, maio 26, 2009
A berinjela e a turma do porquinho
Essa foi a pedido da Camila, do Clic, para toda a turma da Sophia. É berinjela de novo, meu povo.
A Turma do Porquinho e a berinjela
Na horta do Clic
Faceira e bela
Nasceu de repente
Uma tal berinjela
Uma não, foram muitas
Pra lá de dezena
Se você não as viu
Imagine a cena
A Turma do Porquinho
Ficou toda agitada
E a Julinha pediu
A "beri"na salada
O Pablo logo avisou
"Vou dar uma dentada"
E comeu de uma vez
A berinjela empanada
"Frita é muito gostosa"
Se apressou Valentina
E o Tomás rapidinho
Concordou com a menina
A Sophia gritou
Com alegria tamanha
"Berinjela pra mim
Tem que ser na lasanha"
O João Guerra e a Ana
O Augusto e a Isadora
Se o prato tem berinjela
Essa turma adora
A berinjela em pasta
Quem pegou foi a Ailinha
E passou um tantão
na sua torradinha
A Ana Luisa viu a planta
Bem lá do meio da rua
E de longe ela gritou
"Será que dá pra comer crua?
Berinjela gostosa
Na panela bem funda
Para as duas Luanas
De segunda a segunda
O Fernando lambeu os beiços
E o Victor ficou bem feliz
Comeram tanta berinjela
Que sujaram até o nariz
E toda a meninada
Quando entra no Clic
Vê o pé carregado
E de tão feliz dá chilique
Berinjelas roxinhas
De casca macia
Brilhantes e fortes
De cara sadia
"Que plantas mais lindas"
Todo o Clic dizia
"Berinjela é perfeita
Pra comer todo dia"
Direto na têmpora: Old White Lincoln - The Gaslight Anthem
A Turma do Porquinho e a berinjela
Na horta do Clic
Faceira e bela
Nasceu de repente
Uma tal berinjela
Uma não, foram muitas
Pra lá de dezena
Se você não as viu
Imagine a cena
A Turma do Porquinho
Ficou toda agitada
E a Julinha pediu
A "beri"na salada
O Pablo logo avisou
"Vou dar uma dentada"
E comeu de uma vez
A berinjela empanada
"Frita é muito gostosa"
Se apressou Valentina
E o Tomás rapidinho
Concordou com a menina
A Sophia gritou
Com alegria tamanha
"Berinjela pra mim
Tem que ser na lasanha"
O João Guerra e a Ana
O Augusto e a Isadora
Se o prato tem berinjela
Essa turma adora
A berinjela em pasta
Quem pegou foi a Ailinha
E passou um tantão
na sua torradinha
A Ana Luisa viu a planta
Bem lá do meio da rua
E de longe ela gritou
"Será que dá pra comer crua?
Berinjela gostosa
Na panela bem funda
Para as duas Luanas
De segunda a segunda
O Fernando lambeu os beiços
E o Victor ficou bem feliz
Comeram tanta berinjela
Que sujaram até o nariz
E toda a meninada
Quando entra no Clic
Vê o pé carregado
E de tão feliz dá chilique
Berinjelas roxinhas
De casca macia
Brilhantes e fortes
De cara sadia
"Que plantas mais lindas"
Todo o Clic dizia
"Berinjela é perfeita
Pra comer todo dia"
Direto na têmpora: Old White Lincoln - The Gaslight Anthem
quarta-feira, maio 13, 2009
O Batatão sou eu
No aniversário da Sophia algumas coleguinhas estavam dentro de uma casinha de brinquedo, comendo batatinhas fritas, quando eu cheguei da janela e gritei: "Ah, suas batatinhas, o Batatão veio pegar vocês!". Elas saíram correndo e eu atrás durante boa parte da festa.
O que foi uma brincadeira inocente, virou um monstro. Hoje eu sou o Batatão. Chego no Clic para buscar a minha Sophia e a meninada, mesmo os que não são da turma dela, começa a gritar "Batatão! Batatão!".
Um deles veio me confessar, com cara de muito sapeca, que chegou a chamar o pai de Batatão.
As educadoras me informaram que a frase "o pai da Sophia é o Batatão" é recorrente na turma.
E hoje pela manhã, a Adriana, mãe da Julinha Bernardi, veio me dizer que a filha passou a chamar todos os adultos de Batatão.
Ou seja, enquanto muitas pessoas querem ser grandes profissionais, empresários de sucesso ou personalidades famosas, eu ando cada vez mais perto de me tornar uma lenda urbana infantil.
Direto na têmpora: Eternally Lonely - Jesus Licks
O que foi uma brincadeira inocente, virou um monstro. Hoje eu sou o Batatão. Chego no Clic para buscar a minha Sophia e a meninada, mesmo os que não são da turma dela, começa a gritar "Batatão! Batatão!".
Um deles veio me confessar, com cara de muito sapeca, que chegou a chamar o pai de Batatão.
As educadoras me informaram que a frase "o pai da Sophia é o Batatão" é recorrente na turma.
E hoje pela manhã, a Adriana, mãe da Julinha Bernardi, veio me dizer que a filha passou a chamar todos os adultos de Batatão.
Ou seja, enquanto muitas pessoas querem ser grandes profissionais, empresários de sucesso ou personalidades famosas, eu ando cada vez mais perto de me tornar uma lenda urbana infantil.
Direto na têmpora: Eternally Lonely - Jesus Licks
terça-feira, maio 12, 2009
Uh, tempo bom.
O verdureiro gritava "olha a banaaaaaaana prata, banana caturra e outras verduras".
Yakult vinha uma vez por semana em um carrinho no estilo daqueles de sorvete. Aliás, picolés Yopa só se encontravam assim também.
A Fanta Limão ainda existia e as Mastiguinhas eram motivo de briga porque a mãe dizia que só podíamos comer uma por dia (mesmo assim, descobríamos o esconderijo e roubávamos algumas).
O maior tamanho de Coca Cola era 1 litro, em garrafa de vidro, e durava o final de semana inteiro. E tinha o horrendo Guaraná Skol.
Fora isso, não era difícil encontrar quebra-queixo e chup-chup (de água suja) na porta da escola.
Tínhamos 3, no máximo 4 canais de tv. Não usávamos cinto de segurança e a porta do quintal ficava aberta (não destrancada, aberta mesmo) e nunca fomos roubados.
Íamos de bicicleta até lagoas infestadas de xistose e nadávamos a tarde toda. Colocávamos pedras no trilho de trem, caçávamos teiús (sem matar) e construíamos carrinhos de rolimã.
Agora, o Clic (escola da minha Sophia) propõe o I Festival Clic! de Brincadeiras na Rua, para relembrar brincadeiras como queimada, bolinha de gude, garrafão, salada de fruta, pular corda, bente altas, rouba bandeira, papagaio, pique-esconde, pique-cola e muito mais.
Não sei se ela vai gostar como eu gostava, mas queria agradecer aqui a chance de dividir com ela esse pedacinho do que a gente vivia e amava. Parabéns e obrigado, Clic.
Direto na têmpora: No Panties - Trina
Yakult vinha uma vez por semana em um carrinho no estilo daqueles de sorvete. Aliás, picolés Yopa só se encontravam assim também.
A Fanta Limão ainda existia e as Mastiguinhas eram motivo de briga porque a mãe dizia que só podíamos comer uma por dia (mesmo assim, descobríamos o esconderijo e roubávamos algumas).
O maior tamanho de Coca Cola era 1 litro, em garrafa de vidro, e durava o final de semana inteiro. E tinha o horrendo Guaraná Skol.
Fora isso, não era difícil encontrar quebra-queixo e chup-chup (de água suja) na porta da escola.
Tínhamos 3, no máximo 4 canais de tv. Não usávamos cinto de segurança e a porta do quintal ficava aberta (não destrancada, aberta mesmo) e nunca fomos roubados.
Íamos de bicicleta até lagoas infestadas de xistose e nadávamos a tarde toda. Colocávamos pedras no trilho de trem, caçávamos teiús (sem matar) e construíamos carrinhos de rolimã.
Agora, o Clic (escola da minha Sophia) propõe o I Festival Clic! de Brincadeiras na Rua, para relembrar brincadeiras como queimada, bolinha de gude, garrafão, salada de fruta, pular corda, bente altas, rouba bandeira, papagaio, pique-esconde, pique-cola e muito mais.
Não sei se ela vai gostar como eu gostava, mas queria agradecer aqui a chance de dividir com ela esse pedacinho do que a gente vivia e amava. Parabéns e obrigado, Clic.
Direto na têmpora: No Panties - Trina
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Sophia
quarta-feira, outubro 31, 2007
Alcagüete
Sophia tem um caderninho onde as educadoras sempre mandam notícias do dia dela na escola, dizendo se comeu bem, quantas vezes fez xixi ou cocô, do que brincou, etc. Um dia desses chega a seguinte mensagem no caderninho: "Durante uma discussão um coleguinha mordeu a perna da Sophia. Conversamos e ficou tudo bem".
A escolha da palavra "coleguinha" é, claramente, uma forma de preservar a identidade da outra criança, evitando que os pais criem birra, reclamem com os outros pai e coisas do gênero, mesmo sabendo que mordidas e tapas são comuns entre crianças dessa idade.
Ao ler aquilo, perguntei logo à Sophia "morderam a perna da Sophia?" Ela então acena positivamente com a cabeça e responde na bucha, estragando o segredo bem guardado pelas educadoras: "Mordeu. Não pode, Ana, não pode".
Ah, como é bom criar uma dedo-duro em casa.
Direto na têmpora: Quizás, quizás, quizás - Nat King Cole
A escolha da palavra "coleguinha" é, claramente, uma forma de preservar a identidade da outra criança, evitando que os pais criem birra, reclamem com os outros pai e coisas do gênero, mesmo sabendo que mordidas e tapas são comuns entre crianças dessa idade.
Ao ler aquilo, perguntei logo à Sophia "morderam a perna da Sophia?" Ela então acena positivamente com a cabeça e responde na bucha, estragando o segredo bem guardado pelas educadoras: "Mordeu. Não pode, Ana, não pode".
Ah, como é bom criar uma dedo-duro em casa.
Direto na têmpora: Quizás, quizás, quizás - Nat King Cole
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Decorativo
Meramente decorativo é o que você se sente quando sua filha de 1 ano e 1 mês, no primeiro dia de escolinha, brinca durante o tempo todo, não pede colo e nem sequer se abala com os seus chamados para ir embora. Tudo bem que filho a gente cria pro mundo, mas a minha não, pô!
Direto na têmpora: I come from a land down under - Men at work
Direto na têmpora: I come from a land down under - Men at work
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