O verdureiro gritava "olha a banaaaaaaana prata, banana caturra e outras verduras".
Yakult vinha uma vez por semana em um carrinho no estilo daqueles de sorvete. Aliás, picolés Yopa só se encontravam assim também.
A Fanta Limão ainda existia e as Mastiguinhas eram motivo de briga porque a mãe dizia que só podíamos comer uma por dia (mesmo assim, descobríamos o esconderijo e roubávamos algumas).
O maior tamanho de Coca Cola era 1 litro, em garrafa de vidro, e durava o final de semana inteiro. E tinha o horrendo Guaraná Skol.
Fora isso, não era difícil encontrar quebra-queixo e chup-chup (de água suja) na porta da escola.
Tínhamos 3, no máximo 4 canais de tv. Não usávamos cinto de segurança e a porta do quintal ficava aberta (não destrancada, aberta mesmo) e nunca fomos roubados.
Íamos de bicicleta até lagoas infestadas de xistose e nadávamos a tarde toda. Colocávamos pedras no trilho de trem, caçávamos teiús (sem matar) e construíamos carrinhos de rolimã.
Agora, o Clic (escola da minha Sophia) propõe o I Festival Clic! de Brincadeiras na Rua, para relembrar brincadeiras como queimada, bolinha de gude, garrafão, salada de fruta, pular corda, bente altas, rouba bandeira, papagaio, pique-esconde, pique-cola e muito mais.
Não sei se ela vai gostar como eu gostava, mas queria agradecer aqui a chance de dividir com ela esse pedacinho do que a gente vivia e amava. Parabéns e obrigado, Clic.
Direto na têmpora: No Panties - Trina