terça-feira, maio 12, 2009

Uh, tempo bom.

O verdureiro gritava "olha a banaaaaaaana prata, banana caturra e outras verduras".

Yakult vinha uma vez por semana em um carrinho no estilo daqueles de sorvete. Aliás, picolés Yopa só se encontravam assim também.

A Fanta Limão ainda existia e as Mastiguinhas eram motivo de briga porque a mãe dizia que só podíamos comer uma por dia (mesmo assim, descobríamos o esconderijo e roubávamos algumas).

O maior tamanho de Coca Cola era 1 litro, em garrafa de vidro, e durava o final de semana inteiro. E tinha o horrendo Guaraná Skol.

Fora isso, não era difícil encontrar quebra-queixo e chup-chup (de água suja) na porta da escola.

Tínhamos 3, no máximo 4 canais de tv. Não usávamos cinto de segurança e a porta do quintal ficava aberta (não destrancada, aberta mesmo) e nunca fomos roubados.

Íamos de bicicleta até lagoas infestadas de xistose e nadávamos a tarde toda. Colocávamos pedras no trilho de trem, caçávamos teiús (sem matar) e construíamos carrinhos de rolimã.

Agora, o Clic (escola da minha Sophia) propõe o I Festival Clic! de Brincadeiras na Rua, para relembrar brincadeiras como queimada, bolinha de gude, garrafão, salada de fruta, pular corda, bente altas, rouba bandeira, papagaio, pique-esconde, pique-cola e muito mais.

Não sei se ela vai gostar como eu gostava, mas queria agradecer aqui a chance de dividir com ela esse pedacinho do que a gente vivia e amava. Parabéns e obrigado, Clic.




Direto na têmpora: No Panties - Trina

27 comentários:

Camila Florêncio disse...

Foda chegar ao ponto de transformar em evento, coisas que eram cotidianas...

redatozim disse...

Ainda bem que temos gente que pensa em valorizar um tempo que se acaba, Camila. Ainda bem.

Mariana Iza disse...

abuuuuuuuuuuu........saudade fudida :'(

redatozim disse...

saudade demais, mariana

Elias disse...

Não tenho saudade nenhuma de nada disso (talvez das Mastiguinhas).

Quem me dera ter na minha infância Cartoon Network, PlayStation e banda larga.

redatozim disse...

Não me fez a menor falta, Elias, e não trocaria toda a tecnologia do mundo por 10 minutos na piscina do clube naquela época. Mas cada um, cada um.

Cabido disse...

Eu também não trocaria tecnologia nenhuma pelas coisas da minha infância.

Acho até que as "infâncias" estão piorando: A do meu avô deve ter sido melhor que a do meu pai, que foi melhor que a minha, e por ai vai...

Dessas ai só não me lembro da Fanta Limão e do Guaraná Skol!
Tempo bão mesmo!!

Mariana Iza disse...

Não é por nada não Elias mas infancia boa foi ha muito tempo atrás, quanto nós tinhamos liberdade pra brincar em qualquer lugar e sempre com muita gente. Concordo com Redatozim, que não fez falta nenhuma até porque agora esas coisas tambem nem chamam minha atenção.....tempos aqueles

Gastão disse...

Redatozim, meu irmão, bons tempos...

O Miguel praticamente não brincou na rua. Já pirei com isto, me culpando. Depois percebi que (mesmo em Lafaiete) brincar na rua é coisa rara. Aliviou minha culpa, mas me fez pensar, com certa apreensão, em que tipo de adultos esses meninos serão.

Hoje não tenho tanta apreensão. Acho que ele vai se lembrar da própria infância com o mesmo gosto com que nós nos lembramos da nossa. As brincadeiras no pátio da escola, no clube, até mesmo os Lego e Hot Wheels, e até mesmo os eletrônicos.

Acho que minha infância foi melhor que a do meu pai e a do meu filho, mas não sei se eles concordariam.

Eu já falei com o Miguel que na minha infância a TV não tinha controle remoto, computador e internet não existiam nem em sonho, e a casa da gente ficava de porta aberta, e ele olhou abismado.

Penso que talvez um dia ele fale com os filhos que na infância dele as crianças não clonavam seus animais de estimação, computadores ficavam em mesas e bois tinham apenas quatro patas. E meus netos ficarão admirados...

(me desculpe pelo comentário gigante)

zega disse...

caraia, mastiguinhas... nem me lembrava, mas posso perfeitamente sentir o cheiro. viagem, né?

redatozim disse...

Cabido, pra falar a verdade, acho quye a melhor infância é aquela que a gente vive, seja como for.

Sendo assim, a sua vai ser sempre a melhor, mas no que eu puder contribuir pra da Sophia ser bastante boa, vou fazer o que puder.

redatozim disse...

O lance do Elias é reclamar, Mariana, mas algo me diz que ele já brincou muito de passa-anel (ops)

redatozim disse...

Que é isso, Gasta, excelente comentário. E como eu já disse pro CAbido, infância boa é a que a gente viveu, ou seja, concordamos.

redatozim disse...

tem disso mesmo na memória da gente, zega.

Gastão disse...

Concordo com o Zega! Eu também senti o cheiro das Mastiguinhas®! Aquele cheiro de remédio com edulcorante.

Gostosas demais as tais das Mastiguinhas... Uma só por dia.

ndms disse...

Sem esquecer da " PENTE ALTA " É isso?

redatozim disse...

e é claro q vc se lembra do ex jogador Renato Mastiguinhas, Gasta.

redatozim disse...

é bente altas,ndms, tá na lista

Gastão disse...

Não seria Fernando Mastiguinhas? Fernando Roberto, acho...

redatozim disse...

Gastão, acho que aquele Renato Pelicano, que foi do Galo, também era Mastiguinhas, não era não?

Gastão disse...

Lembro de Renato Pelicano não...

No Galo, na década de 80, eu lembro de Renato Dramático e Renato Pé-Murcho, ou Renato Morungaba, aquele que foi do Guarani.

E do Fernando Roberto Mastiguinhas, que foi do Galo também.

redatozim disse...

O Renato Dramático era o Renato Pelicano por causa daquela boca de ovo dele. Eu achava que era o Mastiguinhas também, mas pode ser o Fernando Roberto, vai saber.

Tita disse...

Eu amoooooo quebra-queixo...por aqui quase não tem mais aqueles caras com a caixa de metal, na cabeça, gritando "japonêeees"...uma dificuldade encontrar...só tem industrializado...

Tita disse...

Mastiguinhas? Deve ter outro nome aqui no Recife...rs...

redatozim disse...

Tita, Mastiguinhas era industrializado, tinha o mesmo nome no Brasil todo. Talvez não seja da sua época mesmo, eu é que tô velho rs

adriana disse...

EU SOU MUITO FELIZ DE RELEMBRAR,ESSAS COISAS MASTIGUINHA ERA TUDO DE BOM

redatozim disse...

era bom mesmo, adriana, eita saudades!