Chove em Belo Horizonte e seja bem-vinda a chuva que desmancha os cavaletes que invadem canteiros e enchem nossos olhos de feiúra e promessas falsas.
Fica ali, aquele papel encharcado, aquela papa de uma personalidade inventada escorrendo pela sarjeta.
O elefante tosco ensopado, o plástico desmelinguido, mais uma campanha que passa, os mesmos 30% de "renovação". Os mesmos interesses com novas caras ou não.
E eu nem deveria escrever isso, porque eu trabalho com marketing político também e sei que existe gente boa e séria por aí, fazendo a coisa direito e convencendo pelo trabalhos, mas cavalete é foda, meu irmão. Todo esse lixo colorido que nos entope as ruas sem mostrar uma proposta, sem contar uma história, só sujando e massacrando para ver se convence alguém na base da pressão.
E contando com a ignorância de muitos, elegem-se alguns. Mas isso a chuva não lava.
Direto na têmpora: Vampire - Sebadoh
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terça-feira, setembro 28, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Spray
Trabalhei em São Bernardo do Campo nas eleições de 2004, tentando a eleição do deputado federal Vicentinho para a prefeitura da cidade. Mesmo com uma bela equipe, foi um trabalho extremamente difícil, já que o outro candidato (que buscava a reeleição) era muito bem avaliado pela população, tinha investido bastante em propaganda durante o seu mandato e, pra piorar, mesmo com o tamanho da cidade não contávamos com tv ou rádio.
O resultado foi o esperado e saímos derrotados do pleito, o que foi uma pena por todas as qualidades que reconheci em Vicentinho, tanto como político quanto como pessoa.
O fato é que gostei bastante de São Bernardo e a cidade me surpreendeu por não ser o lugar poluído e cinza que eu imaginei, muito antes pelo contrário. Só havia uma coisa que me incomodava: o spray.
Não é que chovia em São Bernardo, mas garoava o dia inteiro. Era como se houvesse um daqueles sprinklers sobre a cidade, ligado 24 horas por dia. Cheguei inclusive a convencer o Vicentinho que ele deveria, se fosse eleito, assumir o compromisso de só ligar o spray dia sim, dia não.
Belo Horizonte hoje amanheceu assim, com um sprinkler sobre a cidade e eu, confesso, cheguei a temer por uns 30 dias de spray como vivi em São Bernardo.
Não vai rolar, mas sabe como é, só pra garantir, será que alguém podia pedir pro Lacerda ou pro São Pedro só ligarem isso em dias alternados?
Direto na têmpora: I know what I'm here for - James
O resultado foi o esperado e saímos derrotados do pleito, o que foi uma pena por todas as qualidades que reconheci em Vicentinho, tanto como político quanto como pessoa.
O fato é que gostei bastante de São Bernardo e a cidade me surpreendeu por não ser o lugar poluído e cinza que eu imaginei, muito antes pelo contrário. Só havia uma coisa que me incomodava: o spray.
Não é que chovia em São Bernardo, mas garoava o dia inteiro. Era como se houvesse um daqueles sprinklers sobre a cidade, ligado 24 horas por dia. Cheguei inclusive a convencer o Vicentinho que ele deveria, se fosse eleito, assumir o compromisso de só ligar o spray dia sim, dia não.
Belo Horizonte hoje amanheceu assim, com um sprinkler sobre a cidade e eu, confesso, cheguei a temer por uns 30 dias de spray como vivi em São Bernardo.
Não vai rolar, mas sabe como é, só pra garantir, será que alguém podia pedir pro Lacerda ou pro São Pedro só ligarem isso em dias alternados?
Direto na têmpora: I know what I'm here for - James
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Questão de carma, digo, do Carmo
Chove pra cacete em BH. Em frente à agência, na Av. Afonso Pena, uma árvore caiu agora na hora do almoço. Na frente da escola da Sophia, rua Campanha, rolou outra queda de árvore (e dessa eu tenho foto).

Mas o que mais me impressionou foi a cratera da Senhora do Carmo, que ocupa duas faixas de trânsito na pista mais à direita de quem sobe. O trânsito que já era horroroso depois do servicinho da BHTrans está inconcebível agora. E, se me permitem a ousadia, eu acho que sei a causa. É a maldição por causa do nome.
Lembram quando o Galo pintou o manto da santa de preto e ficou (continua) numa maré de azar horrorosa? Pois suspeito que BH acaba de cair na mesma esparrela.
Foi só transformar o nome da avenida de Nossa Senhora do Carmo para Senhora do Carmo que já rolaram árvore caída fechando duas pistas (tecnicamente é BR, mas na prática ainda é a avenida); um acidente horroroso que envolveu caminhões, ônibus e mortes; a supracitada cratera que é um negócio simplesmente impressionante e engarrafamentos paulistanos.
Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Por isso, fica aqui a minha dica para o Lacerdinha e para a BHTrans, o braço mais incompetente da PBH: voltem o nome para "Nossa Senhora do Carmo" enquanto podem, porque depois que bolas de fogo destruírem a avenida por causa da ira divina não vai adiantar mais.
Direto na têmpora: The Spirit Of Giving - The New Pornographers

Mas o que mais me impressionou foi a cratera da Senhora do Carmo, que ocupa duas faixas de trânsito na pista mais à direita de quem sobe. O trânsito que já era horroroso depois do servicinho da BHTrans está inconcebível agora. E, se me permitem a ousadia, eu acho que sei a causa. É a maldição por causa do nome.
Lembram quando o Galo pintou o manto da santa de preto e ficou (continua) numa maré de azar horrorosa? Pois suspeito que BH acaba de cair na mesma esparrela.
Foi só transformar o nome da avenida de Nossa Senhora do Carmo para Senhora do Carmo que já rolaram árvore caída fechando duas pistas (tecnicamente é BR, mas na prática ainda é a avenida); um acidente horroroso que envolveu caminhões, ônibus e mortes; a supracitada cratera que é um negócio simplesmente impressionante e engarrafamentos paulistanos.
Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Por isso, fica aqui a minha dica para o Lacerdinha e para a BHTrans, o braço mais incompetente da PBH: voltem o nome para "Nossa Senhora do Carmo" enquanto podem, porque depois que bolas de fogo destruírem a avenida por causa da ira divina não vai adiantar mais.
Direto na têmpora: The Spirit Of Giving - The New Pornographers
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sexta-feira, outubro 30, 2009
Sophia e a chuva
Um dia, muito antes de você nascer, fez-se a chuva, Sophia.
E então o homem descobriu a chuva escorrendo em seu rosto e viu que era bom.
E vieram as poças no chão quase virgem, o cheiro de terra molhada, a planta que crescia mais verde, a pele se arrepiando.
E o homem pisou as poças, cheirou a terra, colheu a planta e se arrepiou de gosto.
E mesmo antes de você nascer a chuva já caía em dezembro, Sophia, e a gente já sabia a chuva como já adivinhava você.
E foi por isso que eu não estranhei, na hora exata que você nasceu, que eu me sentisse um pouco eu mesmo chuva. E de te olhar pequenina e de te querer tanto, meus olhos molharam um mundo e eu quis sair correndo para pisar as poças e cheirar a terra e colher a planta e sentir um arrepio que não tem tamanho.
E esse amor que choveu em mim e essa chuva que eu fui um pouco ainda estão aqui, com a sensação de um 29 de dezembro que vai ser sempre nosso. Minha Sophia.
PS - Foi a Sophia quem pediu que eu escrevesse sobre ela e o vento, ela e as borboletas, ela e a chuva. Acabou-se a série, mas fica muita vontade de escrever mais.
Direto na têmpora: Heartbreak Stroll - The Raveonettes
E então o homem descobriu a chuva escorrendo em seu rosto e viu que era bom.
E vieram as poças no chão quase virgem, o cheiro de terra molhada, a planta que crescia mais verde, a pele se arrepiando.
E o homem pisou as poças, cheirou a terra, colheu a planta e se arrepiou de gosto.
E mesmo antes de você nascer a chuva já caía em dezembro, Sophia, e a gente já sabia a chuva como já adivinhava você.
E foi por isso que eu não estranhei, na hora exata que você nasceu, que eu me sentisse um pouco eu mesmo chuva. E de te olhar pequenina e de te querer tanto, meus olhos molharam um mundo e eu quis sair correndo para pisar as poças e cheirar a terra e colher a planta e sentir um arrepio que não tem tamanho.
E esse amor que choveu em mim e essa chuva que eu fui um pouco ainda estão aqui, com a sensação de um 29 de dezembro que vai ser sempre nosso. Minha Sophia.
PS - Foi a Sophia quem pediu que eu escrevesse sobre ela e o vento, ela e as borboletas, ela e a chuva. Acabou-se a série, mas fica muita vontade de escrever mais.
Direto na têmpora: Heartbreak Stroll - The Raveonettes
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Cataclisma em Nova Lima
Teve até granizinho mixuruca. E faz uns 15 minutos que rolou.
Foi agorinha mesmo.
Direto na têmpora: Reckless - Tilly and the Wall
Foi agorinha mesmo.
Direto na têmpora: Reckless - Tilly and the Wall
terça-feira, novembro 27, 2007
Cataclisma
Um conhecido meu das antigas sempre dizia adorar cataclismas. Pois bem, ontem o Igor deve ter se refestelado. Com o céu desabando, enquanto atravessava os 7 ou 8 rios que cruzavam as ruas até chegar em casa, Fernanda me liga e diz que o apartamento está inundando.
Moramos no térreo, com duas áreas externas, e o fato já havia ocorrido em 2005, com Fernanda grávida. Não sei dizer qual foi pior, mas na última noite a água chegou ao nosso quarto.
Foi um exercício de calma, principalmente por causa da Sophia, mas também por causa do preço exorbitante cobrado para desentupir o maldito ralo fora do horário do comercial e com os “profissionais” contratados percebendo a calamidade no local.
De qualquer forma, só de chegar em casa e ver a baixinha, ilhada em cima de nossa cama, olhar pra mim e dizer “Olha, papai, água, bagunça.”, já tirou metade do peso que uma noite assim teria.
Direto na têmpora: Deixei de Fumar/Cana Caiana - Raimundos
Moramos no térreo, com duas áreas externas, e o fato já havia ocorrido em 2005, com Fernanda grávida. Não sei dizer qual foi pior, mas na última noite a água chegou ao nosso quarto.
Foi um exercício de calma, principalmente por causa da Sophia, mas também por causa do preço exorbitante cobrado para desentupir o maldito ralo fora do horário do comercial e com os “profissionais” contratados percebendo a calamidade no local.
De qualquer forma, só de chegar em casa e ver a baixinha, ilhada em cima de nossa cama, olhar pra mim e dizer “Olha, papai, água, bagunça.”, já tirou metade do peso que uma noite assim teria.
Direto na têmpora: Deixei de Fumar/Cana Caiana - Raimundos
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