Trabalhei em São Bernardo do Campo nas eleições de 2004, tentando a eleição do deputado federal Vicentinho para a prefeitura da cidade. Mesmo com uma bela equipe, foi um trabalho extremamente difícil, já que o outro candidato (que buscava a reeleição) era muito bem avaliado pela população, tinha investido bastante em propaganda durante o seu mandato e, pra piorar, mesmo com o tamanho da cidade não contávamos com tv ou rádio.
O resultado foi o esperado e saímos derrotados do pleito, o que foi uma pena por todas as qualidades que reconheci em Vicentinho, tanto como político quanto como pessoa.
O fato é que gostei bastante de São Bernardo e a cidade me surpreendeu por não ser o lugar poluído e cinza que eu imaginei, muito antes pelo contrário. Só havia uma coisa que me incomodava: o spray.
Não é que chovia em São Bernardo, mas garoava o dia inteiro. Era como se houvesse um daqueles sprinklers sobre a cidade, ligado 24 horas por dia. Cheguei inclusive a convencer o Vicentinho que ele deveria, se fosse eleito, assumir o compromisso de só ligar o spray dia sim, dia não.
Belo Horizonte hoje amanheceu assim, com um sprinkler sobre a cidade e eu, confesso, cheguei a temer por uns 30 dias de spray como vivi em São Bernardo.
Não vai rolar, mas sabe como é, só pra garantir, será que alguém podia pedir pro Lacerda ou pro São Pedro só ligarem isso em dias alternados?
Direto na têmpora: I know what I'm here for - James
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quinta-feira, março 04, 2010
quinta-feira, novembro 19, 2009
Ska man
Eu já fui muito fã de ska. Em 92 e 93 havia sempre uma noite reggae na falecida Broaday que acontecia, salvo falha de memória causada pela idade, às quintas-feiras e onde rolava reggae, obviamente, ska, 2-tone e congêneres.
Não era raro sairmos de lá pela manhã e seguirmos direto para a UFMG onde zumbizávamos durante as primeiras aulas ou mesmo dormíamos descaradamente no CEC - Centro de Estudos da Comunicação.
De 94 pra cá eu quase não ouvi mais ska, exceto por um período em 97 em que comprei bastante coisas na também falecida Urban Cave, sempre muito bem assessorado pelo Jeff Kaspar.
Agora, desde o começo do ano, a blip.fm me fez reencontrar ídolos como Hepcat, Rancid, The Specials, Madness, The Mighty Mighty Bosstones, Skatalites e ainda me ajudou a descobrir novos grupos. Isso sem falar que no twitter, descobri que o @rpajuaba (sigam-no!) também é skazeiro véio.
Não tenho mais aquelas noites selvagens de ska, mas confesso, ouço cada vez mais no carro e, às vezes, faço um moonstomping na agência quando não tem ninguém olhando.
Give'em the boot, the roots, the radicals!
Direto na têmpora: Istambul (not Constantinople) - The Four Lads
Não era raro sairmos de lá pela manhã e seguirmos direto para a UFMG onde zumbizávamos durante as primeiras aulas ou mesmo dormíamos descaradamente no CEC - Centro de Estudos da Comunicação.
De 94 pra cá eu quase não ouvi mais ska, exceto por um período em 97 em que comprei bastante coisas na também falecida Urban Cave, sempre muito bem assessorado pelo Jeff Kaspar.
Agora, desde o começo do ano, a blip.fm me fez reencontrar ídolos como Hepcat, Rancid, The Specials, Madness, The Mighty Mighty Bosstones, Skatalites e ainda me ajudou a descobrir novos grupos. Isso sem falar que no twitter, descobri que o @rpajuaba (sigam-no!) também é skazeiro véio.
Não tenho mais aquelas noites selvagens de ska, mas confesso, ouço cada vez mais no carro e, às vezes, faço um moonstomping na agência quando não tem ninguém olhando.
Give'em the boot, the roots, the radicals!
Direto na têmpora: Istambul (not Constantinople) - The Four Lads
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quarta-feira, março 04, 2009
Estranhezas
1) A TIM conseguiu inovar ainda mais na grafia do meu nome: Malrilo. Realmente não há limites para a criatividade humana.
2) Em uma esquina com a avenida Afonso Pena, gansos, galinhas e afins, que habitam uma casa próxima, circulam livremente. Entendeu porque a gente diz que BH é uma roça grande?

"A casa do Mazaropi é logo em frente. Qualquer dúvida, pergunte ao ganso."
Direto na têmpora: The Slow Descent Into Alcoholism - The New Pornographers
2) Em uma esquina com a avenida Afonso Pena, gansos, galinhas e afins, que habitam uma casa próxima, circulam livremente. Entendeu porque a gente diz que BH é uma roça grande?

"A casa do Mazaropi é logo em frente. Qualquer dúvida, pergunte ao ganso."
Direto na têmpora: The Slow Descent Into Alcoholism - The New Pornographers
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quarta-feira, julho 16, 2008
É muita gente péssima
Desde que vim para Belo Horizonte, cerquei-me de pessoas do mais baixo calão, como alguns casos que postei aqui provam.
Pois bem, havia uma menina em minha sala durante o segundo ano, chamemo-na de Miss Celulite, que era simplesmente intragável. Acabado o período letivo há cerca de um mês, estávamos eu e meu amiguinho BC passeando pelo BH Shopping quando somos abordados por Miss Celulite.
- Oi, Maurilo, oi, BC, tudo beleza?
- Pois não? - responde BC - Nós nos conhecemos?
- Que é isso, BC, sou a Miss Celulite, nós estudamos juntos no Loyola.
- Você estudou comigo? Tem certeza? Não lembro mesmo.
- BC, você foi da minha sala por 5 anos! A gente estudava junto até um mês atrás!
E ele, calmamente:
- Olha, você devia ser muito insignificante, porque eu não faço a mínima idéia de quem você seja.
E sai andando como se nada tivesse acontecido.
Eu fiquei por ali, fazendo cara de paisagem, na dúvida se ria ou se ficava com pena. Fiz os dois.
Direto na têmpora: Mais uma de amor - Blitz
Pois bem, havia uma menina em minha sala durante o segundo ano, chamemo-na de Miss Celulite, que era simplesmente intragável. Acabado o período letivo há cerca de um mês, estávamos eu e meu amiguinho BC passeando pelo BH Shopping quando somos abordados por Miss Celulite.
- Oi, Maurilo, oi, BC, tudo beleza?
- Pois não? - responde BC - Nós nos conhecemos?
- Que é isso, BC, sou a Miss Celulite, nós estudamos juntos no Loyola.
- Você estudou comigo? Tem certeza? Não lembro mesmo.
- BC, você foi da minha sala por 5 anos! A gente estudava junto até um mês atrás!
E ele, calmamente:
- Olha, você devia ser muito insignificante, porque eu não faço a mínima idéia de quem você seja.
E sai andando como se nada tivesse acontecido.
Eu fiquei por ali, fazendo cara de paisagem, na dúvida se ria ou se ficava com pena. Fiz os dois.
Direto na têmpora: Mais uma de amor - Blitz
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quarta-feira, abril 09, 2008
Comida di Buteco
Já estão divulgados os bares participantes do Comida di Buteco. Escolhi meus favoritos "no papel", mas como não saboreei nenhum ainda, vou me eximir de qualquer porcariada que meus leitores venham a consumir por indicação deste prestigioso blog.
Bar do Véio: caracol de carne de porco recheado com presunto e queijo coalho, batata corada, molho de ervas com azeite e molho de goiaba.
Café Palhares: crocante ninho de batata, recheado com lingüiça de pernil, lâminas de torresmo, pães de queijo e molho.
Casa Cheia: almôndegas de carne-de-sol recheadas com queijo ao creme de abóbora com manjericão.
Escritório da Cerveja: fraldinha ao molho de cerveja preta com creme de cebola. Batata bolinha com pimenta calabresa e torresminho.
E o favoritíssimo deste blog, para horror da Fernanda, CHAPA DO DEDO!
Bar do Dedinho: lingüiça cuiabana coberta com queijo minas ralado mais filé acebolado e torresmo carnudo.
Direto na têmpora: Little wing - Jimi Hendrix
Bar do Véio: caracol de carne de porco recheado com presunto e queijo coalho, batata corada, molho de ervas com azeite e molho de goiaba.
Café Palhares: crocante ninho de batata, recheado com lingüiça de pernil, lâminas de torresmo, pães de queijo e molho.
Casa Cheia: almôndegas de carne-de-sol recheadas com queijo ao creme de abóbora com manjericão.
Escritório da Cerveja: fraldinha ao molho de cerveja preta com creme de cebola. Batata bolinha com pimenta calabresa e torresminho.
E o favoritíssimo deste blog, para horror da Fernanda, CHAPA DO DEDO!
Bar do Dedinho: lingüiça cuiabana coberta com queijo minas ralado mais filé acebolado e torresmo carnudo.
Direto na têmpora: Little wing - Jimi Hendrix
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
Fofão
Já havia escrito, nesse post antigo aqui, sobre meu relacionamento afetivo com a Av. Prudente de Morais. Na Prudente havia a Doce Vida, o Fox, a Riccio e todos eles fecharam. Com eles, foi-se uma das melhores partes da minha vida.
Pois neste fim-de-semana tive que me emocionar com o fechamento do Fofão. Passei na Prudente e parei, na expectativa de saborear o melhor risole de milho de BH, quando me deparei com as portas fechadas e o singelo cartazinho escrito à mão que comunicava o encerramento das atividades e agradecia aos clientes pela preferência em todos esses anos.
Senti uma dor física com o fechamento do Fofão, a certeza de que esse fim sem aviso prévio encerrou um ciclo pra mim. As ruas agora já sabem que não sou mais o jovem cabeludo que morava em frente à barragem do Santa Lúcia quando ali era só mato. Não caminho mais pela Prudente para ver meus tios, não sigo pra escola, não como mais o risole, nem tomo chopp com os colegas de colégio. Não envio cartas, não danço na Guilden, não fico sentado na Doce Vida, não vivo mais como já vivi.
Sou um outro Maurilo, mais velho e, de certa forma, até bem mais feliz. Mas ainda assim dói não me reconhecer aqui como já não me reconheço em Ipatinga, e essa cidade que deixo pra Sophia já não é mesmo minha.
Direto na têmpora: Cinema Mudo - Paralamas do Sucesso
Pois neste fim-de-semana tive que me emocionar com o fechamento do Fofão. Passei na Prudente e parei, na expectativa de saborear o melhor risole de milho de BH, quando me deparei com as portas fechadas e o singelo cartazinho escrito à mão que comunicava o encerramento das atividades e agradecia aos clientes pela preferência em todos esses anos.
Senti uma dor física com o fechamento do Fofão, a certeza de que esse fim sem aviso prévio encerrou um ciclo pra mim. As ruas agora já sabem que não sou mais o jovem cabeludo que morava em frente à barragem do Santa Lúcia quando ali era só mato. Não caminho mais pela Prudente para ver meus tios, não sigo pra escola, não como mais o risole, nem tomo chopp com os colegas de colégio. Não envio cartas, não danço na Guilden, não fico sentado na Doce Vida, não vivo mais como já vivi.
Sou um outro Maurilo, mais velho e, de certa forma, até bem mais feliz. Mas ainda assim dói não me reconhecer aqui como já não me reconheço em Ipatinga, e essa cidade que deixo pra Sophia já não é mesmo minha.
Direto na têmpora: Cinema Mudo - Paralamas do Sucesso
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sexta-feira, junho 08, 2007
Sessão Tripla
Logo que me mudei pra BH criei um hábito bastante interessante para minhas tardes de ócio (que no meu primeiro ano aqui foram muitas, já que logo passei a seguir a filosofia do Bruno Coelho que duvidava da inteligência de se estudar durante um período letivo inteiro quando seria muito mais prático estudar apenas um mês na recuperação): a sessão tripla.
A sessão tripla consistia em sair de casa logo após o almoço, assistir a sessão das 14h em um cinema qualquer (Acaiaca, Brasil, Royal), das 16h no Palladium e fechar no Jacques às 18h. Tudo isso a pé, o que pedia um planejamento cuidadoso de distâncias e horários que era metade da graça da atividade.
Obviamente no final do dia os três filmes estavam completamente misturados no cabeção e a comédia da primeira película se mesclava com a sanguinolência do segundo roteiro e terminava toda embolada com o drama chorão derradeiro.
Tirando isso, era um programa simplesmente genial. Você sentia que tinha aproveitado a tarde ao máximo, ficava sempre em dia com os lançamentos e ainda poupava tempo do seu fim de semana para fazer coisas mais produtivas como beber desgovernadamente.
Então ta resolvido: no próximo feriado eu pego uma sessão tripla de qualquer jeito pra matar saudades. Se a Fernanda deixar, eu pego.
Direto na têmpora: Radio Friendly Unit Shifter - Nirvana
A sessão tripla consistia em sair de casa logo após o almoço, assistir a sessão das 14h em um cinema qualquer (Acaiaca, Brasil, Royal), das 16h no Palladium e fechar no Jacques às 18h. Tudo isso a pé, o que pedia um planejamento cuidadoso de distâncias e horários que era metade da graça da atividade.
Obviamente no final do dia os três filmes estavam completamente misturados no cabeção e a comédia da primeira película se mesclava com a sanguinolência do segundo roteiro e terminava toda embolada com o drama chorão derradeiro.
Tirando isso, era um programa simplesmente genial. Você sentia que tinha aproveitado a tarde ao máximo, ficava sempre em dia com os lançamentos e ainda poupava tempo do seu fim de semana para fazer coisas mais produtivas como beber desgovernadamente.
Então ta resolvido: no próximo feriado eu pego uma sessão tripla de qualquer jeito pra matar saudades. Se a Fernanda deixar, eu pego.
Direto na têmpora: Radio Friendly Unit Shifter - Nirvana
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quinta-feira, maio 03, 2007
Sob pressao
Tinha uma churrascaria na Raja perto do Choppão (ou era o próprio Choppão, já não me lembro) onde fomos uma vez participar do rodízio. Chegamos cedo e ficamos ali por umas boas 4 horas comendo como bezerros.
Comemos pra caralho, muito, de verdade, de com força e, ao pedir a conta, o garçom chega com a notícia de que o estabelecimento resolvera cobrar dois rodízios por pessoa devido ao nosso consumo excessivo. Obviamente ficamos putos com aquilo, explicamos que o rodízio é risco, afinal tem gente que não come nada e tem ogros como nós, mas o que conseguimos foi apenas a redução para um rodízio e meio por pessoa.
Assim que o garçom voltou encontrou as mesas vazias, enquanto descíamos em desabalada carreira até a casa do Bruninho. Um soberbo cano.
Mas contei essa história porque lembrei de um finalista amigo meu que, trabalhando em uma agência, estava penando com uns painéis. De meia em meia hora o formato mudava e ele puto refazia tudo. Até que às 19h o dono da agência chega e diz que o formato mudou de novo e que ele teria que refazer tudo (mais uma vez) para aquele mesmo dia.
"Ok", disse ele, "só vou dar uma passada ali". Saiu da agência e nunca mais voltou.
Direto na têmpora: Empty parks - Tom Waits
Comemos pra caralho, muito, de verdade, de com força e, ao pedir a conta, o garçom chega com a notícia de que o estabelecimento resolvera cobrar dois rodízios por pessoa devido ao nosso consumo excessivo. Obviamente ficamos putos com aquilo, explicamos que o rodízio é risco, afinal tem gente que não come nada e tem ogros como nós, mas o que conseguimos foi apenas a redução para um rodízio e meio por pessoa.
Assim que o garçom voltou encontrou as mesas vazias, enquanto descíamos em desabalada carreira até a casa do Bruninho. Um soberbo cano.
Mas contei essa história porque lembrei de um finalista amigo meu que, trabalhando em uma agência, estava penando com uns painéis. De meia em meia hora o formato mudava e ele puto refazia tudo. Até que às 19h o dono da agência chega e diz que o formato mudou de novo e que ele teria que refazer tudo (mais uma vez) para aquele mesmo dia.
"Ok", disse ele, "só vou dar uma passada ali". Saiu da agência e nunca mais voltou.
Direto na têmpora: Empty parks - Tom Waits
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sexta-feira, abril 27, 2007
Fauna nativa
Às 6 da manhã na barragem do Santa Lúcia tem 5 patos, 3 garças, 4 martins pescadores (ou algo que o valha), uma tartaruguinha tomando sol no meio da lagoa e a anta aqui fazendo exercício.
Mas legal mesmo é ver uma tartaruga bem ali, no meio daquele lugar que já foi puro matagal coisa de 15 anos atrás. Legal que nem o jacaré que tinha no Belvedere quando eu morava lá e as capivaras da Pampulha.
Acabou que fiquei com saudades da Mirtes e do Teobaldo, as duas salamandras que eu tinha e adoravam Mozart. Acho que eu preciso de uma roça pra visitar urgente. E o pior é que acabei de sair de férias e não aproveitei a chance. Damn it!
Direto na têmpora: Vem fazer gluglu - Sergio Malandro
Mas legal mesmo é ver uma tartaruga bem ali, no meio daquele lugar que já foi puro matagal coisa de 15 anos atrás. Legal que nem o jacaré que tinha no Belvedere quando eu morava lá e as capivaras da Pampulha.
Acabou que fiquei com saudades da Mirtes e do Teobaldo, as duas salamandras que eu tinha e adoravam Mozart. Acho que eu preciso de uma roça pra visitar urgente. E o pior é que acabei de sair de férias e não aproveitei a chance. Damn it!
Direto na têmpora: Vem fazer gluglu - Sergio Malandro
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quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Logradouros
Eu acredito que alguns lugares acabam virando personagens da vida da gente. Em Ipatinga teve o Clube Morro do Pilar, a velha casa da rua Alfa e o Centro Comercial do Cariru.
Aqui em BH, entre outros lugares, não dá pra esquecer a Av. Prudente de Morais. Quando eu vinha pra cá, ainda pequeno, descia com minha tia para fazer compras na Camponesa, um mercadinho que havia por ali, onde depois foi o Champion que agora está desativado. Favor não confundir com a Nova Camponesa, que eu só fui conhecer bem depois e que não ficava na Prudente.
Até hoje tem a Fofão, com o melhor risole de milho do planeta e um pão de queijo de respeito. Comprava figurinhas e quadrinhos na Riccio e, quando me mudei pra BH ainda sem telefone, era também no correio da Prudente que mandava cartas para meus amigos.
Meus dois irmãos estudaram por ali: um no Pitágoras, outro no Montessori. Nos meses que meu pai morou comigo, antes da família toda se mudar, vivíamos no Piuzana, com seus espetinhos deliciosos e cerveja gelada. Tinha também a carrocinha de churros que ficava no CB e que agora está no Cosmic Bowling, e a Guilden bem no comecinho, quando ainda era reduto dark.
No Banco Real da Prudente abri minha primeira conta bancária e por ali voltei a pé várias manhãs, direto do Savassinuca. Aliás, por ali eu ia a pé pra casa do Gastão, pro Fox, pro Loyola e até pra rodoviária.
Foi no Hermes Pardini da Prudente que descobrimos que a Fernanda estava grávida da Sophia.
Dessas bobagenzinhas e desses fatos inesquecíveis se faz uma rua. No caso, uma avenida. Até porque em “avenida”, quem tem lembrança quase sempre consegue ler “e na vida”. E se a gente olha direito, descobre que a vida da gente ficou mesmo um pouco ali. Se Deus quiser, pra nunca mais sair.
Direto na têmpora: Lost in the harbour - Tom Waits
Aqui em BH, entre outros lugares, não dá pra esquecer a Av. Prudente de Morais. Quando eu vinha pra cá, ainda pequeno, descia com minha tia para fazer compras na Camponesa, um mercadinho que havia por ali, onde depois foi o Champion que agora está desativado. Favor não confundir com a Nova Camponesa, que eu só fui conhecer bem depois e que não ficava na Prudente.
Até hoje tem a Fofão, com o melhor risole de milho do planeta e um pão de queijo de respeito. Comprava figurinhas e quadrinhos na Riccio e, quando me mudei pra BH ainda sem telefone, era também no correio da Prudente que mandava cartas para meus amigos.
Meus dois irmãos estudaram por ali: um no Pitágoras, outro no Montessori. Nos meses que meu pai morou comigo, antes da família toda se mudar, vivíamos no Piuzana, com seus espetinhos deliciosos e cerveja gelada. Tinha também a carrocinha de churros que ficava no CB e que agora está no Cosmic Bowling, e a Guilden bem no comecinho, quando ainda era reduto dark.
No Banco Real da Prudente abri minha primeira conta bancária e por ali voltei a pé várias manhãs, direto do Savassinuca. Aliás, por ali eu ia a pé pra casa do Gastão, pro Fox, pro Loyola e até pra rodoviária.
Foi no Hermes Pardini da Prudente que descobrimos que a Fernanda estava grávida da Sophia.
Dessas bobagenzinhas e desses fatos inesquecíveis se faz uma rua. No caso, uma avenida. Até porque em “avenida”, quem tem lembrança quase sempre consegue ler “e na vida”. E se a gente olha direito, descobre que a vida da gente ficou mesmo um pouco ali. Se Deus quiser, pra nunca mais sair.
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quarta-feira, setembro 13, 2006
Ajax
Meu primeiro carro foi um fusquinha 66 branco que meu pai ganhou em uma rifa. O nome era Ajax, o furacão branco, em referência ao slogan de um produto de limpeza da época. Pois Ajax vinha ainda com o Tibilinha, um caranguejo daqueles que costumam vir nas marchas de fuscas bem antigos, e que contava com o diferencial de poder ser retirado a qualquer momento, bastando desenroscá-lo. Tibilinha assistiu aulas comigo na faculdade, tomou chopps no Sea Lord, visitou muitos fins de mundo nessas Minas Gerais, enfim, fez parte de bons anos da minha vida.
Mas esse post é pra falar de outra característica bacana do Ajax. Como eu morava no Santo Antônio, invariavelmente tinha que pegar uma subida para chegar em casa. Porque o Santo Antônio, como Ouro Preto, desafia as leis da física: se para ir do ponto A ao B você sobe, pode ter certeza de que para voltar do B para o A vai subir outra vez. Uma grande e íngreme Rua do Amendoim.
Pois bem, o Ajax tinha o hábito de, no meio dessas precipícicas subidas, simplesmente largar o banco do motorista. Ou seja, enquanto o motor urrava pra aguentar o morro, eu me via com o banco colado no assento traseiro, praticamente pendurado pelo volante e acelerando apenas com a ponta do pé até o próximo trecho plano. O resultado foi que, durante anos, peguei a estranha mania de só dirigir segurando o banco com uma das mãos.
Saudades do Ajax, do Tibilinha e de uma época em que eu ainda era mais novo que meus carros.
Direto na têmpora: My poor brain - Foo Fighters
Mas esse post é pra falar de outra característica bacana do Ajax. Como eu morava no Santo Antônio, invariavelmente tinha que pegar uma subida para chegar em casa. Porque o Santo Antônio, como Ouro Preto, desafia as leis da física: se para ir do ponto A ao B você sobe, pode ter certeza de que para voltar do B para o A vai subir outra vez. Uma grande e íngreme Rua do Amendoim.
Pois bem, o Ajax tinha o hábito de, no meio dessas precipícicas subidas, simplesmente largar o banco do motorista. Ou seja, enquanto o motor urrava pra aguentar o morro, eu me via com o banco colado no assento traseiro, praticamente pendurado pelo volante e acelerando apenas com a ponta do pé até o próximo trecho plano. O resultado foi que, durante anos, peguei a estranha mania de só dirigir segurando o banco com uma das mãos.
Saudades do Ajax, do Tibilinha e de uma época em que eu ainda era mais novo que meus carros.
Direto na têmpora: My poor brain - Foo Fighters
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segunda-feira, agosto 28, 2006
Comite Savassinuca
Passei na frente do antigo Savassinuca e vi que hoje lá funciona um comitê eleitoral. Saudades daqueles velhos tempos quando aquela esquina era um lugar onde as pessoas jogavam sinuca e ficavam só batendo papo, falando mal dos outros, sem nada demais pra pensar, realizar e sem se preocuparem com mais ninguém.
...
Pensando bem, tirando a sinuca não mudou tanto assim.
Direto na têmpora: Bike - Pink Floyd
...
Pensando bem, tirando a sinuca não mudou tanto assim.
Direto na têmpora: Bike - Pink Floyd
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