Estava em uma cidade do interior fazendo campanha para um candidato à prefeitura quando recebemos o telefonema. Um câmera da nossa equipe tinha flagrado distribuição de gasolina para a população por parte do nosso adversário e havia sido ameaçado por militantes, tendo que se afastar.
O rapaz pedia orientações e aguardava em um local seguro, a alguma distância do posto de gasolina.
Um figurão da política de Minas Gerais, inclusive com atuação em Brasília por muito anos então sentenciou:
- Manda ele ir.
Eu contra-argumentei que o rapaz poderia se machucar ou até coisa pior e tive que ouvir o absurdo.
- Melhor. A gente deixa ele apanhar um pouco e depois manda a polícia pra tirar ele. Aí fica tudo gravado.
Nessa hora eu chamei nosso candidato a prefeito de lado e argumentei.
- Olha, ganhando ou perdendo, essa eleição passa e você continua vivendo aqui com sua mulher, com seus filhos, com seu estabelecimento. O rapaz tem família, não vale a pena essa sujeira pra ser eleito.
Resolveu-se que seria feita uma denúncia à justiça eleitoral, enviada a polícia ao local e uma equipe de segurança para proteger o câmera que continuaria a uma distância segura.
A denúncia não deu em nada, mas nosso "prefeito" foi eleito e, espero, manteve a consciência limpa.
Ontem houve confronto em uma caminhada de Serra no Rio de Janeiro. Houve tumulto, confusão e a notícia que recebi foi de que Serra havia sido agredido.
Não voto em Serra (ou em Dilma), mas achei um absurdo, um ato de desrespeito à democracia e que mostra a falta de preparo do brasileiro para o debate e uma tremenda incapacidade de conviver com a discordância.
No entanto, hoje o meu amigo Zé Álvaro me mostrou um vídeo do SBT sobre a confusão. A postura dos partidários de Dilma foi deplorável, mas não menos feio foi o que Serra fez.
O filme mostra o que parece ser uma bolinha de papel atingindo Serra e o candidato seguindo em frente normalmente, sem nenhum problema. 20 minutos depois, ele recebe uma ligação e começa a sofrer instantaneamente de fortes dores, náusea e tonteiras.
O PSDB divulgou nota dizendo que Serra foi atingido por um objeto pesado, o que contraria o vídeo e o médico não constatou nenhum ferimento local, mas ainda assim concede que as náuseas podem ter sido causadas pelo impacto.
É vale-tudo em dose dupla.
Vale-tudo de quem acha legítimo o confronto físico, a intimidação e a tentativa de agredir Serra, não apenas, mas inclusive com uma bolinha de papel.
Vale-tudo de quem acha legítimo mentir e simular uma situação apenas para desmoralizar a "turma da Dilma", sem perceber que algumas vezes esse tipo de impostura prejudica mais o impostor do que quem quer que seja.
Para mim, mais um argumento em favor da minha decisão de anular meu voto.
O vídeo do acontecido. Prato cheio pra quem gosta de sentir vergonha alheia.
Direto na têmpora: Things - Split Enz
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quinta-feira, outubro 21, 2010
terça-feira, setembro 28, 2010
A chuva e os cavaletes
Chove em Belo Horizonte e seja bem-vinda a chuva que desmancha os cavaletes que invadem canteiros e enchem nossos olhos de feiúra e promessas falsas.
Fica ali, aquele papel encharcado, aquela papa de uma personalidade inventada escorrendo pela sarjeta.
O elefante tosco ensopado, o plástico desmelinguido, mais uma campanha que passa, os mesmos 30% de "renovação". Os mesmos interesses com novas caras ou não.
E eu nem deveria escrever isso, porque eu trabalho com marketing político também e sei que existe gente boa e séria por aí, fazendo a coisa direito e convencendo pelo trabalhos, mas cavalete é foda, meu irmão. Todo esse lixo colorido que nos entope as ruas sem mostrar uma proposta, sem contar uma história, só sujando e massacrando para ver se convence alguém na base da pressão.
E contando com a ignorância de muitos, elegem-se alguns. Mas isso a chuva não lava.
Direto na têmpora: Vampire - Sebadoh
Fica ali, aquele papel encharcado, aquela papa de uma personalidade inventada escorrendo pela sarjeta.
O elefante tosco ensopado, o plástico desmelinguido, mais uma campanha que passa, os mesmos 30% de "renovação". Os mesmos interesses com novas caras ou não.
E eu nem deveria escrever isso, porque eu trabalho com marketing político também e sei que existe gente boa e séria por aí, fazendo a coisa direito e convencendo pelo trabalhos, mas cavalete é foda, meu irmão. Todo esse lixo colorido que nos entope as ruas sem mostrar uma proposta, sem contar uma história, só sujando e massacrando para ver se convence alguém na base da pressão.
E contando com a ignorância de muitos, elegem-se alguns. Mas isso a chuva não lava.
Direto na têmpora: Vampire - Sebadoh
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quinta-feira, março 04, 2010
Spray
Trabalhei em São Bernardo do Campo nas eleições de 2004, tentando a eleição do deputado federal Vicentinho para a prefeitura da cidade. Mesmo com uma bela equipe, foi um trabalho extremamente difícil, já que o outro candidato (que buscava a reeleição) era muito bem avaliado pela população, tinha investido bastante em propaganda durante o seu mandato e, pra piorar, mesmo com o tamanho da cidade não contávamos com tv ou rádio.
O resultado foi o esperado e saímos derrotados do pleito, o que foi uma pena por todas as qualidades que reconheci em Vicentinho, tanto como político quanto como pessoa.
O fato é que gostei bastante de São Bernardo e a cidade me surpreendeu por não ser o lugar poluído e cinza que eu imaginei, muito antes pelo contrário. Só havia uma coisa que me incomodava: o spray.
Não é que chovia em São Bernardo, mas garoava o dia inteiro. Era como se houvesse um daqueles sprinklers sobre a cidade, ligado 24 horas por dia. Cheguei inclusive a convencer o Vicentinho que ele deveria, se fosse eleito, assumir o compromisso de só ligar o spray dia sim, dia não.
Belo Horizonte hoje amanheceu assim, com um sprinkler sobre a cidade e eu, confesso, cheguei a temer por uns 30 dias de spray como vivi em São Bernardo.
Não vai rolar, mas sabe como é, só pra garantir, será que alguém podia pedir pro Lacerda ou pro São Pedro só ligarem isso em dias alternados?
Direto na têmpora: I know what I'm here for - James
O resultado foi o esperado e saímos derrotados do pleito, o que foi uma pena por todas as qualidades que reconheci em Vicentinho, tanto como político quanto como pessoa.
O fato é que gostei bastante de São Bernardo e a cidade me surpreendeu por não ser o lugar poluído e cinza que eu imaginei, muito antes pelo contrário. Só havia uma coisa que me incomodava: o spray.
Não é que chovia em São Bernardo, mas garoava o dia inteiro. Era como se houvesse um daqueles sprinklers sobre a cidade, ligado 24 horas por dia. Cheguei inclusive a convencer o Vicentinho que ele deveria, se fosse eleito, assumir o compromisso de só ligar o spray dia sim, dia não.
Belo Horizonte hoje amanheceu assim, com um sprinkler sobre a cidade e eu, confesso, cheguei a temer por uns 30 dias de spray como vivi em São Bernardo.
Não vai rolar, mas sabe como é, só pra garantir, será que alguém podia pedir pro Lacerda ou pro São Pedro só ligarem isso em dias alternados?
Direto na têmpora: I know what I'm here for - James
sexta-feira, setembro 25, 2009
Por trás de um sorriso
Em 2010 teremos eleições para Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Eu adoro trabalhar com marketing político, mas não devo participar do pleito próximo.
O primeiro motivo é que as dificuldades de recebimento e o declínio dos valores pagos aos profissionais realmente desestimula quem trabalha com seriedade.
O segundo motivo é que eleições estaduais e federais normalmente empregam um número menor de pessoas e consequentemente as oportunidades diminuem.
O terceiro motivo é que, estando bem aqui na Tom, não há porque largar para fazer a campanha.
De qualquer forma, espero trabalhar novamente com marketing político, inclusive porque vejo cada vez mais gente fazendo as mesmas fórmulas ou tentando ser apenas criativoso, sem se preocupar em explorar bem pontos de contato, oportunidades e linguagens para se falar com os vários públicos que compõem uma base de apoio.
Já participei de campanhas políticas que entenderam que o mundo mudou. A maioria, no entanto, vai continuar confiando em filmes requentados, discursos-padrão e confiando no desempenho do candidato quase que exclusivamente como caminho para o resultado positivo.
Enfim, já que o assunto é marketing político. Esse aí abaixo sim, tem motivos para sorrir.
Direto na têmpora: Prometemos não chorar - Barros de Alencar
O primeiro motivo é que as dificuldades de recebimento e o declínio dos valores pagos aos profissionais realmente desestimula quem trabalha com seriedade.
O segundo motivo é que eleições estaduais e federais normalmente empregam um número menor de pessoas e consequentemente as oportunidades diminuem.
O terceiro motivo é que, estando bem aqui na Tom, não há porque largar para fazer a campanha.
De qualquer forma, espero trabalhar novamente com marketing político, inclusive porque vejo cada vez mais gente fazendo as mesmas fórmulas ou tentando ser apenas criativoso, sem se preocupar em explorar bem pontos de contato, oportunidades e linguagens para se falar com os vários públicos que compõem uma base de apoio.
Já participei de campanhas políticas que entenderam que o mundo mudou. A maioria, no entanto, vai continuar confiando em filmes requentados, discursos-padrão e confiando no desempenho do candidato quase que exclusivamente como caminho para o resultado positivo.
Enfim, já que o assunto é marketing político. Esse aí abaixo sim, tem motivos para sorrir.
Barack Obama's amazingly consistent smile from Eric Spiegelman on Vimeo.
Direto na têmpora: Prometemos não chorar - Barros de Alencar
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segunda-feira, abril 20, 2009
É nóis em Brasília
Emocionado e motivado pela minha campanha em prol da corrupção da falta de ética e do total desprezo pela população (já totalmente adotada pelos políticos de Brasília), meu amigo e leitor Ivan Curi mandou o meu santinho para 2010.
A única correção é o nome: a grafia correta é "Maril Shuêra", favor corrigir.

Collor, Jarbas Passarinho, Calheiros, Sarney, me aguardem.
PS - eu não mudei a imagem, mas o pior é que o Ivan corrigiu mesmo. Valeu, Ivan ;-)
Direto na têmpora: I will survive - Cake
A única correção é o nome: a grafia correta é "Maril Shuêra", favor corrigir.

Collor, Jarbas Passarinho, Calheiros, Sarney, me aguardem.
PS - eu não mudei a imagem, mas o pior é que o Ivan corrigiu mesmo. Valeu, Ivan ;-)
Direto na têmpora: I will survive - Cake
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quarta-feira, outubro 29, 2008
Wassup 2008
Lembram do filme Wassup, da Budweiser? Está de volta em uma sacada sensacional de marketing político. Segue o original e a nova versão. Puta inveja de quem criou.
O original.
"Change is what's up."
Direto na têmpora: Mistaken for strangers - The National
O original.
"Change is what's up."
Direto na têmpora: Mistaken for strangers - The National
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sexta-feira, outubro 17, 2008
O substituto
Juro que, depois de 4 posts ontem, resolvi que não postaria hoje, mas aí me lembrei de um caso que preciso contar aqui.
Em certa campanha política, o candidato a prefeito era um excelente administrador, pessoa honesta, competente, mas sem muito trato com o povo. Quando chegava a época de eleições e não tinha mesmo jeito, o homem ia pras ruas pedir voto e tal.
Só deixando claro, não acho que o cara tomar cafezinho com o povo faça dele um prefeito melhor e nem considero o administrador competente e frio um prefeito pior. Só que a arte da política pede este contato, e o calcanhar de Aquiles do caboclo era justamente esse.
Pois bem, nosso prefeito sempre mirava um grupo de longe e ia se aproximando por um lado, enquanto o seu vice chegava pelo outro. A abordagem era direta: “oi, pessoal, tudo bom, vim aqui pedir o voto de vocês para continuar o trabalho, etc, etc.”.
Até aí tudo bem. Só que se o grupo fosse de menores ou se mostrasse antipático a ele, dava-se a seguinte cena. Nosso prefeito encerrava a conversa, apontava pro vice e disparava:
“Vocês conhecem o meu vice, Fulano, olha ele aí.” E antes mesmo de acabar a frase, já estava 5 passos à frente, partindo para outro alvo.
A tática é tão boa que vou começar a usar quando me chamarem para reuniões.
“Vocês conhecem meu dupla, o Maki? Olha ele aí.”
Direto na têmpora: Punch Drunk – Pennywise
Em certa campanha política, o candidato a prefeito era um excelente administrador, pessoa honesta, competente, mas sem muito trato com o povo. Quando chegava a época de eleições e não tinha mesmo jeito, o homem ia pras ruas pedir voto e tal.
Só deixando claro, não acho que o cara tomar cafezinho com o povo faça dele um prefeito melhor e nem considero o administrador competente e frio um prefeito pior. Só que a arte da política pede este contato, e o calcanhar de Aquiles do caboclo era justamente esse.
Pois bem, nosso prefeito sempre mirava um grupo de longe e ia se aproximando por um lado, enquanto o seu vice chegava pelo outro. A abordagem era direta: “oi, pessoal, tudo bom, vim aqui pedir o voto de vocês para continuar o trabalho, etc, etc.”.
Até aí tudo bem. Só que se o grupo fosse de menores ou se mostrasse antipático a ele, dava-se a seguinte cena. Nosso prefeito encerrava a conversa, apontava pro vice e disparava:
“Vocês conhecem o meu vice, Fulano, olha ele aí.” E antes mesmo de acabar a frase, já estava 5 passos à frente, partindo para outro alvo.
A tática é tão boa que vou começar a usar quando me chamarem para reuniões.
“Vocês conhecem meu dupla, o Maki? Olha ele aí.”
Direto na têmpora: Punch Drunk – Pennywise
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sexta-feira, outubro 03, 2008
Lições
1) Eu preciso de um emprego que me permita trabalhar diariamente de bermudas e chinelo.
2) Se alguém não te atende e se esquiva de você repetidas vezes, isso anula o melhor que ela possa estar fazendo por você.
3) As melhores cenas da campanha não podem (e não poderão nunca) entrar no programa do candidato.
4) 4 semanas é muito para algumas coisas e poucquíssimo para outras.
5) A melhor frase da campanha foi de um motorista. "Já fui de tudo nessa vida, menos ladrão. Vote em mim e poderei realizar esse sonho."
Direto na têmpora: Crying in the rain - White Snake
2) Se alguém não te atende e se esquiva de você repetidas vezes, isso anula o melhor que ela possa estar fazendo por você.
3) As melhores cenas da campanha não podem (e não poderão nunca) entrar no programa do candidato.
4) 4 semanas é muito para algumas coisas e poucquíssimo para outras.
5) A melhor frase da campanha foi de um motorista. "Já fui de tudo nessa vida, menos ladrão. Vote em mim e poderei realizar esse sonho."
Direto na têmpora: Crying in the rain - White Snake
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quarta-feira, setembro 24, 2008
Mercadão
Cachaça de Taiobeiras, rapadura batida, mãozinha de madeira para coçar as costas, doce só de pequi e um brinquedinho bobinho para a Sophia. Tudo isso comprado no M
ercado Municipal e com direito a volta para o trabalho de moto-taxi.
Minhas primeiras compras em Montes Claros cobriram quase tudo que eu preciso levar pra casa. Só falta a carne serenada de João Maia que, se tudo der certo, eu compro na segunda.
Falta uma semana e tudo certo. Inclusive, parece que hoje chove!
Direto na têmpora: Ainda é cedo – Legião Urbana
ercado Municipal e com direito a volta para o trabalho de moto-taxi.
Minhas primeiras compras em Montes Claros cobriram quase tudo que eu preciso levar pra casa. Só falta a carne serenada de João Maia que, se tudo der certo, eu compro na segunda.
Falta uma semana e tudo certo. Inclusive, parece que hoje chove!
Direto na têmpora: Ainda é cedo – Legião Urbana
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terça-feira, setembro 16, 2008
Estratégia de campanha
Ok, é maldade e eu sou uma pessoa horrível, mas o que você faria se coordenasse o marketing deste candidato? Eu voltava pra casa.
"É, Laurão, agora fodeu. Vou nessa, meu chapa."
Direto na têmpora: All or nothing - Small Faces
"É, Laurão, agora fodeu. Vou nessa, meu chapa."
Direto na têmpora: All or nothing - Small Faces
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Um atreta de primeira
A grande diversão aqui na casa é o ping pong. Ando jogando até bem para quem não praticava o nobre esporte chinês (essa porra é chinesa?) há tanto tempo.
Mas foi no meio de uma partida mais acirrada que eu percebi o quanto estou sedentário. Em meio à disputa, só conseguia pensar que aquilo ali era como uma versão piorada do tênis do Wii.
Eu realmente preciso voltar a me exercitar quando voltar a BH.
Direto na têmpora: Cannonball - Breeders
Mas foi no meio de uma partida mais acirrada que eu percebi o quanto estou sedentário. Em meio à disputa, só conseguia pensar que aquilo ali era como uma versão piorada do tênis do Wii.
Eu realmente preciso voltar a me exercitar quando voltar a BH.
Direto na têmpora: Cannonball - Breeders
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segunda-feira, setembro 08, 2008
Helicóptero
Sábado ouvi um caso bom demais. Dizem que o ex-governador Hélio Garcia estava iniciando uma nova campanha e resolveu conversar com o publicitário Nizan Guanaes.
Segundo dizem, Hélio Garcia só se reunia para tratar de assuntos estratégicos em sua fazenda. A espera era grande e o velho político começou a ficar impaciente.
"Esse cara tá demorando. Ele vem ou não vem? Cadê o homem?"
No que o assessor respondia, explicava e pedia calma, dizendo que o marketeiro não tardaria.
De repente, um helicóptero sobrevoa a fazenda e o assessor diz "é ele". Os dois se levantavam, caminham até o local da aterrisagem e Hélio Garcia, que desde então não tinha dito mais nada, observa o helicóptero, olha a figura do Nizan e manda:
"Essa porra vai ficar cara pra caralho!"
Direto na têmpora: Dazzle – Siouxsie and The Banshees
Segundo dizem, Hélio Garcia só se reunia para tratar de assuntos estratégicos em sua fazenda. A espera era grande e o velho político começou a ficar impaciente.
"Esse cara tá demorando. Ele vem ou não vem? Cadê o homem?"
No que o assessor respondia, explicava e pedia calma, dizendo que o marketeiro não tardaria.
De repente, um helicóptero sobrevoa a fazenda e o assessor diz "é ele". Os dois se levantavam, caminham até o local da aterrisagem e Hélio Garcia, que desde então não tinha dito mais nada, observa o helicóptero, olha a figura do Nizan e manda:
"Essa porra vai ficar cara pra caralho!"
Direto na têmpora: Dazzle – Siouxsie and The Banshees
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segunda-feira, agosto 11, 2008
São os trouxas astronautas?
Acredito que o mundo possa ser dividido entre “otários” e “espertos”. Não é uma percepção original, mas é uma boa forma de ver as coisas.
Pois bem, em certa campanha política de que participei, o candidato a prefeito era um cara simpático, bonzinho, mas claramente alguém sem pulso. O partido dele era, digamos, o PMDB.
Naquele momento, ele enfrentava um oponente que estava na prefeitura e que era conhecido por trabalhar muito, no velho estilo “rouba, mas faz”. Para dar mais força ao nosso candidato, o grupo sugeriu um vice que era, digamos do PT, que tinha pretensões de ser prefeito, mas não tinha condições. Fecharam o acordo e lá se foi a banda.
No primeiro dia, o vice começou a criticar o jingle, exigiu estar presente em todas as peças junto com o cabeça de chapa, chegou a arrancar por conta própria uma faixa que não tinha foto sua. E o prefeito ali, só olhando.
Com uma semana de comitê, uma mesa já tinha a estrela e o símbolo do PT, partido fictício do rapaz. Com duas semanas, o vice mandou tirar a agência da campanha e colocou a sua, afastou três diretores de outros partidos e nomeou seu braço direito para tocar tudo. E o prefeito ali, só olhando.
Ganhando ou perdendo a eleição, o vice se fortaleceria e sairia candidato mais forte em 4 anos. Já o prefeito, mesmo ganhando, perderia todo o apoio que tinha e passaria a ser fantoche do vice.
Taí uma amostra de que o otário pode até ser chefe do esperto, mas no final, ele sempre sai por baixo. E se você acha que isso só acontece em política, é bom certificar-se de que você não é um otário e ficar de olho nos espertos do seu trabalho.
Direto na têmpora: Samba em prelúdio – Vinicius de Moraes
Pois bem, em certa campanha política de que participei, o candidato a prefeito era um cara simpático, bonzinho, mas claramente alguém sem pulso. O partido dele era, digamos, o PMDB.
Naquele momento, ele enfrentava um oponente que estava na prefeitura e que era conhecido por trabalhar muito, no velho estilo “rouba, mas faz”. Para dar mais força ao nosso candidato, o grupo sugeriu um vice que era, digamos do PT, que tinha pretensões de ser prefeito, mas não tinha condições. Fecharam o acordo e lá se foi a banda.
No primeiro dia, o vice começou a criticar o jingle, exigiu estar presente em todas as peças junto com o cabeça de chapa, chegou a arrancar por conta própria uma faixa que não tinha foto sua. E o prefeito ali, só olhando.
Com uma semana de comitê, uma mesa já tinha a estrela e o símbolo do PT, partido fictício do rapaz. Com duas semanas, o vice mandou tirar a agência da campanha e colocou a sua, afastou três diretores de outros partidos e nomeou seu braço direito para tocar tudo. E o prefeito ali, só olhando.
Ganhando ou perdendo a eleição, o vice se fortaleceria e sairia candidato mais forte em 4 anos. Já o prefeito, mesmo ganhando, perderia todo o apoio que tinha e passaria a ser fantoche do vice.
Taí uma amostra de que o otário pode até ser chefe do esperto, mas no final, ele sempre sai por baixo. E se você acha que isso só acontece em política, é bom certificar-se de que você não é um otário e ficar de olho nos espertos do seu trabalho.
Direto na têmpora: Samba em prelúdio – Vinicius de Moraes
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quarta-feira, maio 14, 2008
Bobo mesmo sou eu
Existe um certo publicitário espertíssimo que protagonizou uma das maiores cenas de cara de pau da propaganda mineira. Vou contar o dele daqui a pouco, mas antes conto outro rapidinho.
Campanha política, o "redator não tão rapaz assim" é contratado e recebe o aviso do chefe: "aqui tem horário, chegamos às 8h da manhã sem atraso e saímos até as 22h da noite, sem exceção." Primeiro dia, chega às 11h e é repreendido. Segundo dia, chega às 11h30 e recebe o ultimato. Terceiro dia, chega só à tarde e é demitido. Depois, mexe os pauzinhos e consegue, via outro político, um cargo igual, na mesma campanha, só que sem compromisso de horário. Êita nóis.
Mas o caso bom mesmo é do outro caboclo, esse Diretor de Arte. Quinta-feira, campanha grande para ser entregue no dia seguinte e ele marca uma reunião com o cliente bem cedinho.
Na manhã seguinte, 9h e nada. 9h30 e nada. A pessoa de Operações liga desesperadamente para o celular do cara e ninguém atende. E o pior, o trabalho que ele ficou de entregar não estava na agência.
A partir daí, tudo vira um pandemônio: gente que não tinha nada a ver com o pato tem que criar a campanha urgente e sem nenhuma orientação, o cliente esperando, o atendimento enlouquecido, a pauta de todo mundo virada do avesso por causa do folgadinho.
Passado o furacão, o cara liga às 18h para o celular da Operações e pergunta todo calmo por que ela havia ligado. A mulher então desanca o desgraçado, xinga de tudo o que é nome, execra, amaldiçoa e, quando dá uma pausa, houve a resposta com voz de bêbado: "ué, eu achei que hoje era sábado".
Isso sim, é um filho da puta. E o otário, como sempre, sou eu.
Direto na têmpora: Let's dance - David Bowie
Campanha política, o "redator não tão rapaz assim" é contratado e recebe o aviso do chefe: "aqui tem horário, chegamos às 8h da manhã sem atraso e saímos até as 22h da noite, sem exceção." Primeiro dia, chega às 11h e é repreendido. Segundo dia, chega às 11h30 e recebe o ultimato. Terceiro dia, chega só à tarde e é demitido. Depois, mexe os pauzinhos e consegue, via outro político, um cargo igual, na mesma campanha, só que sem compromisso de horário. Êita nóis.
Mas o caso bom mesmo é do outro caboclo, esse Diretor de Arte. Quinta-feira, campanha grande para ser entregue no dia seguinte e ele marca uma reunião com o cliente bem cedinho.
Na manhã seguinte, 9h e nada. 9h30 e nada. A pessoa de Operações liga desesperadamente para o celular do cara e ninguém atende. E o pior, o trabalho que ele ficou de entregar não estava na agência.
A partir daí, tudo vira um pandemônio: gente que não tinha nada a ver com o pato tem que criar a campanha urgente e sem nenhuma orientação, o cliente esperando, o atendimento enlouquecido, a pauta de todo mundo virada do avesso por causa do folgadinho.
Passado o furacão, o cara liga às 18h para o celular da Operações e pergunta todo calmo por que ela havia ligado. A mulher então desanca o desgraçado, xinga de tudo o que é nome, execra, amaldiçoa e, quando dá uma pausa, houve a resposta com voz de bêbado: "ué, eu achei que hoje era sábado".
Isso sim, é um filho da puta. E o otário, como sempre, sou eu.
Direto na têmpora: Let's dance - David Bowie
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segunda-feira, setembro 25, 2006
Programa Eleitoral Gratuito
Recebida do Gastão uma citação genial para estes tempos de pleito eleitoral:
"Democracia é eu mandar em você. Ditadura é você mandar em mim."
Millôr Fernandes.
Direto na têmpora: Sunshine of your love - Cream
"Democracia é eu mandar em você. Ditadura é você mandar em mim."
Millôr Fernandes.
Direto na têmpora: Sunshine of your love - Cream
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quinta-feira, agosto 03, 2006
Politiquinha
Agosto já começou e eu nem ouvi propostas de largar emprego pra fazer política: coisas que satisfação profissional e filhota nova em casa garantem. Mas paira a dúvida, como estará a verba esse ano? Oferta eu sei que tem, mas será que estão pagando bem? Será que estão pagando? Daqui a dois anos, se tudo der certo, eu volto. Porque pode até ser um bichinho complicado, mas é gostoso fazer essa tal de política.
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