Adoro cafés, mas não curto cafés. Se você não entendeu, adoro aqueles lugares onde a gente senta, conversa e muitas pessoas bebem café. Mas não gosto da bebida.
Ainda assim resolvi aproveitar as cortesias que ganhei e, mesmo com as eternas obras na Savassi, fui conferir o CoffeeBreak, uma casa deliciosa ali na Getúlio Vargas.
Levei Fernanda que adora café, Sophia que adora passear e eu mesmo que adoro guloseimas. Foi excelente.
O lugar é muito bonitinho e os cupcakes, cookies e demais coisinhas são perfeitos. Ah, pra não esquecer de falar, Fernanda também deu nota 10 pro café.
PS - Pode até parecer, mas esse NÃO é um post pago. É que eu achei lá bem bacana mesmo.
Direto na têmpora: Six fast bullets - These United States
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terça-feira, agosto 02, 2011
segunda-feira, agosto 10, 2009
No surprises
Sexta passada eu fui à médica e deu-se o esperado: tô podre e preciso perder mais de 30kg (não, 30 não é um número aleatório, eu realmente preciso perder 32,7 kg).
Sendo assim, ainda na sexta passada eu resolvi me despedir deste mundo de prazeres mundanos da forma mais heterodoxa possível, comendo um pão de queijo na chapa com presunto e queijo, tomando um Guarapan e saboreando uma paçoquinha de sobremesa.
Agora, fala a verdade, qual foi a última vez que você viu Guarapan e paçoca em uma mesma frase, em uma mesma foto ou pior, em uma mesma refeição?

Direto na têmpora: The Outsider Steps Inside - The Luminaries
Sendo assim, ainda na sexta passada eu resolvi me despedir deste mundo de prazeres mundanos da forma mais heterodoxa possível, comendo um pão de queijo na chapa com presunto e queijo, tomando um Guarapan e saboreando uma paçoquinha de sobremesa.
Agora, fala a verdade, qual foi a última vez que você viu Guarapan e paçoca em uma mesma frase, em uma mesma foto ou pior, em uma mesma refeição?

Direto na têmpora: The Outsider Steps Inside - The Luminaries
sexta-feira, agosto 07, 2009
Suspiro
- Mamae, eu quero aquele biscoito redondo e que eh branquinho que nem voce, mas nao tem olho.
Fernanda entao mostra varios biscoitos ate que Sophia aponta toda feliz para um pacote.
- Eh esse, mamae!
O "biscoito" era um suspiro.
Pouco depois, fazendo lista de compras, Fernanda pergunta:
- Sophia, voce gosta de banana, de manga, de melancia e de qual outra fruta?
E ela, sem pestanejar:
- De suspiro!
Direto na tempora: Sea Lion Woman - Nina Simone
Fernanda entao mostra varios biscoitos ate que Sophia aponta toda feliz para um pacote.
- Eh esse, mamae!
O "biscoito" era um suspiro.
Pouco depois, fazendo lista de compras, Fernanda pergunta:
- Sophia, voce gosta de banana, de manga, de melancia e de qual outra fruta?
E ela, sem pestanejar:
- De suspiro!
Direto na tempora: Sea Lion Woman - Nina Simone
quinta-feira, julho 30, 2009
Maravilhas gastronômicas de Sophia
- Papai, mamãe, eu vou fazer o jantar pra vocês, tá?
- Oba, o que é que vai ter, Sophia?
- Ó, o que é que vocês não querem no prato? Tem arroz, feijão, carninha, cenoura, macarrão, abóbora, peixinho e catarro.
- Catarro? Tá doida, Sophia? Eu não quero catarro no prato, não.
- Então tá bom, eu vou misturar direitinho pra vocês não verem que tem, tá?
Lembrem-me de nunca, em hipótese nenhuma, deixar a Sophia preparar qualquer tipo de alimento pra mim, ok?
Direto na têmpora: Fell in love with a girl - The White Stripes
- Oba, o que é que vai ter, Sophia?
- Ó, o que é que vocês não querem no prato? Tem arroz, feijão, carninha, cenoura, macarrão, abóbora, peixinho e catarro.
- Catarro? Tá doida, Sophia? Eu não quero catarro no prato, não.
- Então tá bom, eu vou misturar direitinho pra vocês não verem que tem, tá?
Lembrem-me de nunca, em hipótese nenhuma, deixar a Sophia preparar qualquer tipo de alimento pra mim, ok?
Direto na têmpora: Fell in love with a girl - The White Stripes
sexta-feira, maio 08, 2009
No prato
Eu sou muito chato pra comer. Eu não como feijão, ovo, frango e nada do mar. além de não ser fã de bife de fígado e ter uma séria resistência a alguns vegetais.
Por outro lado, eu não sou nada chato pra comer. Já me delicei com a almôndega do Kaol da Vovó, que vinha com o molho solidificado grudado na pelota. Em Copacabana, Bolívia, comi um pão com um presunto de cor esverdeada e duro nas pontas. Já experimentei porquinho da índia, canguru, tanajura e outras delícias exóticas.
Ou seja, eu sou bom mesmo é pra comer porcaria.
Daí que me lembrei de uma jornada gastronômica da qual participei com meu grande amigo BC. Iniciamos os trabalhos no Mercado Central ainda pela manhã, consumindo pão com linguiça, porções de lombo e muita cerveja. Satisfeitos, compramos uma geléia de mocotó e saímos.
Alguns metros à frente, chegamos ao Comi a Kilo, na Augusto de Lima. Tomamos mais algumas cervejas e, lá pelas tantas, começamos a pegar os restos de comida da mesa dos outros enquanto degustávamos a geléia de mocotó.
Não satisfeitos, pedimos mais uma porção de linguiça, um prato feito para cada um e recebemos a carinhosa saudação do dono do bar, Tim Maia, à nossa saída: “Deus conserve o apetite de vocês”.
E foi justamente por ter conservado, que Deus me encontra hoje aqui, com mais de 100 kg e a eterna vontade de comer porcaria. Mesmo depois do almoço.
Direto na têmpora: Armadilha – Finis Africae
Por outro lado, eu não sou nada chato pra comer. Já me delicei com a almôndega do Kaol da Vovó, que vinha com o molho solidificado grudado na pelota. Em Copacabana, Bolívia, comi um pão com um presunto de cor esverdeada e duro nas pontas. Já experimentei porquinho da índia, canguru, tanajura e outras delícias exóticas.
Ou seja, eu sou bom mesmo é pra comer porcaria.
Daí que me lembrei de uma jornada gastronômica da qual participei com meu grande amigo BC. Iniciamos os trabalhos no Mercado Central ainda pela manhã, consumindo pão com linguiça, porções de lombo e muita cerveja. Satisfeitos, compramos uma geléia de mocotó e saímos.
Alguns metros à frente, chegamos ao Comi a Kilo, na Augusto de Lima. Tomamos mais algumas cervejas e, lá pelas tantas, começamos a pegar os restos de comida da mesa dos outros enquanto degustávamos a geléia de mocotó.
Não satisfeitos, pedimos mais uma porção de linguiça, um prato feito para cada um e recebemos a carinhosa saudação do dono do bar, Tim Maia, à nossa saída: “Deus conserve o apetite de vocês”.
E foi justamente por ter conservado, que Deus me encontra hoje aqui, com mais de 100 kg e a eterna vontade de comer porcaria. Mesmo depois do almoço.
Direto na têmpora: Armadilha – Finis Africae
quarta-feira, abril 08, 2009
Porco, o animal mais legal do mundo
O velho Vinicius de Moraes, que sabia das coisas de verdade, escreveu esse poema / música para o porquinho que merece ser citado, pelo menos em parte nesse post:
"Se quiser, me chame
Te darei salame
E a mortadela
Branca, rosa e bela
Num pãozinho quente
Continuando o assunto
Te darei presunto
E na feijoada
Mesmo requentada
Agrado a toda gente
Do rabo ao focinho
Sou todo toicinho
Bota malagueta
Em minha costeleta
Numa gordurinha
Que coisa maluca
Minha pururuca
É uma beleza
Minha calabresa
No azeite fritinha"
Só de ler esse trechinho a boca se enche d'água e as artérias se entopem freneticamente. A única parte macabra da canção é quando o Grande Otelo convida as crianças em tom amistoso para ir pro céu com ele e com a tia vaca, mas tudo bem.
O fato é que os porcos são criaturinhas maravilhosas. Que outro bicho tem aquele rabinho torcidinho, o focinho de tomada e ainda uma infinidade de alimentos deliciosos em si? Como já disse o Vinicius, muito melhor que eu, porco é sinônimo de mortadela, presunto, linguiça, torresmo, lombinho, costelinha e por aí vai.
Os brasileiros (e mais especificamente os mineiros) amam a culinária com base suína. Mas não somos apenas nós, os alemães, por exemplo, um povo racional, frio, mas que ama a comida e a bebida, criou o kassler, o eisbein e a minha perdição, o Käsekrainer (assim mesmo, com maiúscula, porque ele merece).
Quem lê esse blog há mais tempo, sabe que meu grande sonho é largar tudo e montar uma granja de porcos. Não faltam razões comerciais, afetivas e alimentares para tanto.
Por conta de tudo isso é que eu não escondo a minha mágoa com o Oscar, que em 1995 deu o prêmio de melhor filme para Coração Valente, mesmo tendo Babe, o Porquinho na disputa. Não sei se foi uma decisão kosher, uma decisão artística ou uma decisão política, mas nunca um animal tão joinha sofreu tanto preconceito. Tadinho.
Direto na têmpora: Sleep Alone - Bat for Lashes
"Se quiser, me chame
Te darei salame
E a mortadela
Branca, rosa e bela
Num pãozinho quente
Continuando o assunto
Te darei presunto
E na feijoada
Mesmo requentada
Agrado a toda gente
Do rabo ao focinho
Sou todo toicinho
Bota malagueta
Em minha costeleta
Numa gordurinha
Que coisa maluca
Minha pururuca
É uma beleza
Minha calabresa
No azeite fritinha"
Só de ler esse trechinho a boca se enche d'água e as artérias se entopem freneticamente. A única parte macabra da canção é quando o Grande Otelo convida as crianças em tom amistoso para ir pro céu com ele e com a tia vaca, mas tudo bem.
O fato é que os porcos são criaturinhas maravilhosas. Que outro bicho tem aquele rabinho torcidinho, o focinho de tomada e ainda uma infinidade de alimentos deliciosos em si? Como já disse o Vinicius, muito melhor que eu, porco é sinônimo de mortadela, presunto, linguiça, torresmo, lombinho, costelinha e por aí vai.
Os brasileiros (e mais especificamente os mineiros) amam a culinária com base suína. Mas não somos apenas nós, os alemães, por exemplo, um povo racional, frio, mas que ama a comida e a bebida, criou o kassler, o eisbein e a minha perdição, o Käsekrainer (assim mesmo, com maiúscula, porque ele merece).
Quem lê esse blog há mais tempo, sabe que meu grande sonho é largar tudo e montar uma granja de porcos. Não faltam razões comerciais, afetivas e alimentares para tanto.
Por conta de tudo isso é que eu não escondo a minha mágoa com o Oscar, que em 1995 deu o prêmio de melhor filme para Coração Valente, mesmo tendo Babe, o Porquinho na disputa. Não sei se foi uma decisão kosher, uma decisão artística ou uma decisão política, mas nunca um animal tão joinha sofreu tanto preconceito. Tadinho.
Direto na têmpora: Sleep Alone - Bat for Lashes
segunda-feira, março 30, 2009
Light
Certas coisas foram criadas com dois objetivos claros: 1) serem deliciosas e 2) fazerem mal à saúde.
Ir contra estes princípios é imoral, deveria ser ilegal e em algumas religiões deve até ser considerado um pecado. Enfim, pode até parecer bacana, mas fique seguro de que não é uma boa idéia. Até porque grande parte das delícias está em saber que aquilo pode te matar. O proibido não é sempre mais gostoso?
Hoje pela manhã a Rosana Hermann mencionou o "Romeu e Julieta On Diet", que consiste em queijo branco fresco e suco light de goiaba. É uma pequena contravenção. Romeu e Julieta só existe com goiabada cascão (de preferência de Campos-RJ) e um queijo mineiro que, aí sim, pode variar entre Serro e Canastra.
Creme de leite não poderia nunca ser light, bem como a feijoada. Não é pra isso que eles existem, meu Deus, é antinatural. Se quer algo que não engorde, coma alface com Club Social, mas não me venha pedir um doce de leite com 70% menos calorias.
Eu ainda acho que as mudanças climáticas no planeta e o estado de decomposição acelerada da espécie humana em geral têm menos a ver com a queima de combustíveis fósseis e mais com essa subversão das leis do universo que inclui pizza de calabresa light da Sadia. Uma aberração.
Esse post foi patrocinado por Coca Cola Zero, um produto com a marca The Coca Cola Company.
Direto na têmpora: Honest Goodbye - Bad Religion
Ir contra estes princípios é imoral, deveria ser ilegal e em algumas religiões deve até ser considerado um pecado. Enfim, pode até parecer bacana, mas fique seguro de que não é uma boa idéia. Até porque grande parte das delícias está em saber que aquilo pode te matar. O proibido não é sempre mais gostoso?
Hoje pela manhã a Rosana Hermann mencionou o "Romeu e Julieta On Diet", que consiste em queijo branco fresco e suco light de goiaba. É uma pequena contravenção. Romeu e Julieta só existe com goiabada cascão (de preferência de Campos-RJ) e um queijo mineiro que, aí sim, pode variar entre Serro e Canastra.
Creme de leite não poderia nunca ser light, bem como a feijoada. Não é pra isso que eles existem, meu Deus, é antinatural. Se quer algo que não engorde, coma alface com Club Social, mas não me venha pedir um doce de leite com 70% menos calorias.
Eu ainda acho que as mudanças climáticas no planeta e o estado de decomposição acelerada da espécie humana em geral têm menos a ver com a queima de combustíveis fósseis e mais com essa subversão das leis do universo que inclui pizza de calabresa light da Sadia. Uma aberração.
Esse post foi patrocinado por Coca Cola Zero, um produto com a marca The Coca Cola Company.
Direto na têmpora: Honest Goodbye - Bad Religion
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Cogumelos
Gabrielzinho do Irajá, meu companheirinho de labuta, trouxe uma deliciosa seleção de cogumelos orgânicos colhidos no latifúndio (pouco) produtivo de sua família.
A verdade é que eu adoro cogumelos: Paris, Shitake, Shimeji, Hiratake, Maitake, Portobello, não interessa. Se tem cogumelo, tem o redatozim na área.
Aqui em Belo Horizonte tem um restaurante chamado República do Jambreiro que é especializado nestas criaturinhas incríveis, mas agora com o fornecimento de qualidade providenciado pelo nosso resmungãozinho irajaense, existe a grande possibilidade de que eu volte a cozinhar e banque uma concorrência à República.
Sim, porque além de um velho resmungão, eu também me viro um pouquito pela cozinha. E eu não sei se vocês sabem, mas comigo, ah, comigo é na inhanha.
Direto na têmpora: Rust - Echo & The Bunnymen
A verdade é que eu adoro cogumelos: Paris, Shitake, Shimeji, Hiratake, Maitake, Portobello, não interessa. Se tem cogumelo, tem o redatozim na área.
Aqui em Belo Horizonte tem um restaurante chamado República do Jambreiro que é especializado nestas criaturinhas incríveis, mas agora com o fornecimento de qualidade providenciado pelo nosso resmungãozinho irajaense, existe a grande possibilidade de que eu volte a cozinhar e banque uma concorrência à República.
Sim, porque além de um velho resmungão, eu também me viro um pouquito pela cozinha. E eu não sei se vocês sabem, mas comigo, ah, comigo é na inhanha.
Direto na têmpora: Rust - Echo & The Bunnymen
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Venezuela Blues
10 coisas de que vou sentir falta agora que meus pais voltaram da Venezuela, mas das quais abro mão alegremente para ter a presença deles aqui. A propósito, a ordem dos itens é irrelevante.
1) Queijo Guayanés: gorduroso, sim, mas juro que é difícil arranjar outro queijo tão gostoso, mesmo aqui em Minas Gerais. Com certas combinações, fica quase celestial, o que nos leva ao item 2.
2) Cachapa: a cachapa é, discutivelmente, a grande invenção da história venezuelana. A cachapa con queso (guayanés obviamente) é algo capaz de iluminar o mais sombrio dos dias.
3) A proximidade com o Caribe: para quem mora longe do mar, a possibilidade de uma viagem de 4 horas de carro levar a algumas das mais belas praias do mundo é, no mínimo, muito atraente. Playa Blanca, Curaçao, Aruba, Bonnaire, lugares que só conheci porque meus pais moravam por ali.
4) Os parques de Puerto Ordaz: uma cidade onde o rio Orinoco encontra o rio Caroní só poderia mesmo ter uma porrada de parques bacanas. Iguanas soltas, muito verde e uma quantidade absurda de água em locais muito bonitos. E o que é melhor, a 15 minutos de qualquer lugar.
5) Chocolates El Rey: pode ser surpresa para alguns, mas a Venezuela produz grandes chocolates. O El Rey de 41% de cacau, o de 58% de cacau e o de 70 e tantos por cento de cacau são verdadeiras preciosidades sem as quais terei que viver.
6) O quintal da casa dos meus pais: piscina, árvores frutíferas, uma varanda deliciosa e muito verde. Queria que a Sophia tivesse conhecido aquele quintal hoje ao invés de com apenas 4 meses.
7) Colônia Tovar: pertinho de Puerto Ordaz com morangos, friozinho(!) e boas cervejas. Nem é tão lindo assim, mas que diferença de Puerto Ordaz.
8) O Teleférico de Caracas, no Cerro El Avila: do calor infernal de Caracas ao frio do Cerro El Avila, a 2153 metros. A vista é linda, a subida é muito bacana e a viagem vale a pena.
9) Arepa: nenhum café da manhã na Venezuela está completo se não tiver arepas. É como um café da manhã em hotel do nordeste sem tapioca.
10) O tax-free da Ilha Margarita: claro, a ilha tem algumas praias legais e hotéis bem bacanas, mas nada como fazer compras pagando bem mais baratinho do que aqui e ainda dormir na casa dos pais. Deveria ter comprado 3 relógios Swatch ao invés de um só quando estive lá.
Direto na têmpora: Mr. Tough - Yo La Tengo
1) Queijo Guayanés: gorduroso, sim, mas juro que é difícil arranjar outro queijo tão gostoso, mesmo aqui em Minas Gerais. Com certas combinações, fica quase celestial, o que nos leva ao item 2.
2) Cachapa: a cachapa é, discutivelmente, a grande invenção da história venezuelana. A cachapa con queso (guayanés obviamente) é algo capaz de iluminar o mais sombrio dos dias.
3) A proximidade com o Caribe: para quem mora longe do mar, a possibilidade de uma viagem de 4 horas de carro levar a algumas das mais belas praias do mundo é, no mínimo, muito atraente. Playa Blanca, Curaçao, Aruba, Bonnaire, lugares que só conheci porque meus pais moravam por ali.
4) Os parques de Puerto Ordaz: uma cidade onde o rio Orinoco encontra o rio Caroní só poderia mesmo ter uma porrada de parques bacanas. Iguanas soltas, muito verde e uma quantidade absurda de água em locais muito bonitos. E o que é melhor, a 15 minutos de qualquer lugar.
5) Chocolates El Rey: pode ser surpresa para alguns, mas a Venezuela produz grandes chocolates. O El Rey de 41% de cacau, o de 58% de cacau e o de 70 e tantos por cento de cacau são verdadeiras preciosidades sem as quais terei que viver.
6) O quintal da casa dos meus pais: piscina, árvores frutíferas, uma varanda deliciosa e muito verde. Queria que a Sophia tivesse conhecido aquele quintal hoje ao invés de com apenas 4 meses.
7) Colônia Tovar: pertinho de Puerto Ordaz com morangos, friozinho(!) e boas cervejas. Nem é tão lindo assim, mas que diferença de Puerto Ordaz.
8) O Teleférico de Caracas, no Cerro El Avila: do calor infernal de Caracas ao frio do Cerro El Avila, a 2153 metros. A vista é linda, a subida é muito bacana e a viagem vale a pena.
9) Arepa: nenhum café da manhã na Venezuela está completo se não tiver arepas. É como um café da manhã em hotel do nordeste sem tapioca.
10) O tax-free da Ilha Margarita: claro, a ilha tem algumas praias legais e hotéis bem bacanas, mas nada como fazer compras pagando bem mais baratinho do que aqui e ainda dormir na casa dos pais. Deveria ter comprado 3 relógios Swatch ao invés de um só quando estive lá.
Direto na têmpora: Mr. Tough - Yo La Tengo
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Rabanada
Em novembro, estive presente com contos / crônicas / textos em 4 revistas: Nova Escola, Banco Mercantil do Brasil, Shopping Cidade e Alphaville Campinas. Em uma delas, se não me engano a do Cidade, a personagem da minha historinha era louca por rabanada.
E agora, com o natal se aproximando, lembro que existem poucas coisas no mundo melhores do que rabanadas recém-feitas, quentinhas, cobertas de açúcar, enfim, um convite ao prazer e ao colesterol alto.
Sendo assim, abro de público uma medida provisória para o Programa CSN (Cansei de ser Nhonho): em dezembro, sempre que houver a possibilidade de comer rabanadas frescas, o regime fica de altas.
É isso aí, todo homem tem seu preço e o meu é um belo prato de rabanadas, ou um torresmo do Bar da Tia, mas aí já é outra história e outra causa de enfarte.
Direto na têmpora: Your love alone is not enough – Manic Street Preachers
E agora, com o natal se aproximando, lembro que existem poucas coisas no mundo melhores do que rabanadas recém-feitas, quentinhas, cobertas de açúcar, enfim, um convite ao prazer e ao colesterol alto.
Sendo assim, abro de público uma medida provisória para o Programa CSN (Cansei de ser Nhonho): em dezembro, sempre que houver a possibilidade de comer rabanadas frescas, o regime fica de altas.
É isso aí, todo homem tem seu preço e o meu é um belo prato de rabanadas, ou um torresmo do Bar da Tia, mas aí já é outra história e outra causa de enfarte.
Direto na têmpora: Your love alone is not enough – Manic Street Preachers
quarta-feira, setembro 24, 2008
Mercadão
Cachaça de Taiobeiras, rapadura batida, mãozinha de madeira para coçar as costas, doce só de pequi e um brinquedinho bobinho para a Sophia. Tudo isso comprado no M
ercado Municipal e com direito a volta para o trabalho de moto-taxi.
Minhas primeiras compras em Montes Claros cobriram quase tudo que eu preciso levar pra casa. Só falta a carne serenada de João Maia que, se tudo der certo, eu compro na segunda.
Falta uma semana e tudo certo. Inclusive, parece que hoje chove!
Direto na têmpora: Ainda é cedo – Legião Urbana
ercado Municipal e com direito a volta para o trabalho de moto-taxi.
Minhas primeiras compras em Montes Claros cobriram quase tudo que eu preciso levar pra casa. Só falta a carne serenada de João Maia que, se tudo der certo, eu compro na segunda.
Falta uma semana e tudo certo. Inclusive, parece que hoje chove!
Direto na têmpora: Ainda é cedo – Legião Urbana
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sexta-feira, agosto 29, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
Comida di Buteco
Já estão divulgados os bares participantes do Comida di Buteco. Escolhi meus favoritos "no papel", mas como não saboreei nenhum ainda, vou me eximir de qualquer porcariada que meus leitores venham a consumir por indicação deste prestigioso blog.
Bar do Véio: caracol de carne de porco recheado com presunto e queijo coalho, batata corada, molho de ervas com azeite e molho de goiaba.
Café Palhares: crocante ninho de batata, recheado com lingüiça de pernil, lâminas de torresmo, pães de queijo e molho.
Casa Cheia: almôndegas de carne-de-sol recheadas com queijo ao creme de abóbora com manjericão.
Escritório da Cerveja: fraldinha ao molho de cerveja preta com creme de cebola. Batata bolinha com pimenta calabresa e torresminho.
E o favoritíssimo deste blog, para horror da Fernanda, CHAPA DO DEDO!
Bar do Dedinho: lingüiça cuiabana coberta com queijo minas ralado mais filé acebolado e torresmo carnudo.
Direto na têmpora: Little wing - Jimi Hendrix
Bar do Véio: caracol de carne de porco recheado com presunto e queijo coalho, batata corada, molho de ervas com azeite e molho de goiaba.
Café Palhares: crocante ninho de batata, recheado com lingüiça de pernil, lâminas de torresmo, pães de queijo e molho.
Casa Cheia: almôndegas de carne-de-sol recheadas com queijo ao creme de abóbora com manjericão.
Escritório da Cerveja: fraldinha ao molho de cerveja preta com creme de cebola. Batata bolinha com pimenta calabresa e torresminho.
E o favoritíssimo deste blog, para horror da Fernanda, CHAPA DO DEDO!
Bar do Dedinho: lingüiça cuiabana coberta com queijo minas ralado mais filé acebolado e torresmo carnudo.
Direto na têmpora: Little wing - Jimi Hendrix
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quarta-feira, março 26, 2008
Queijo, muito queijo
Meu amigo e roedor de pupunha, Glauquito de Ananindeua, costuma referir-se a mim pela maldosa alcunha de “comedor de queijo”, devido à minha mineiridade nagô. Ou xangô, sei lá.
Pois bem, sendo o queijo o verdadeiro manjar dos deuses e motivo principal pelo qual a vaca é considerada um animal sagrado em várias países, segue aí uma lista das 7 maravilhas do mundo queijoso, mesmo que nem todas elas venham de bovinos.
Em tempo, a numeração não se refere à ordem de delícia, é apenas uma referência para quem não sabe contar.
1) Melado com queijo.
2) Queijo da Serra da Estrela com azeite.
3) Pão de queijo caseiro da roça.
4) Queijo Canastra bem curado e acompanhado de cachaça.
5) Pizza de queijo Brie com damascos.
6) Goiabada cascão com queijo Minas.
7) Cachapa com queijo Guayanés.
Direto na têmpora: Build me a mountain - Genesis
Pois bem, sendo o queijo o verdadeiro manjar dos deuses e motivo principal pelo qual a vaca é considerada um animal sagrado em várias países, segue aí uma lista das 7 maravilhas do mundo queijoso, mesmo que nem todas elas venham de bovinos.
Em tempo, a numeração não se refere à ordem de delícia, é apenas uma referência para quem não sabe contar.
1) Melado com queijo.
2) Queijo da Serra da Estrela com azeite.
3) Pão de queijo caseiro da roça.
4) Queijo Canastra bem curado e acompanhado de cachaça.
5) Pizza de queijo Brie com damascos.
6) Goiabada cascão com queijo Minas.
7) Cachapa com queijo Guayanés.
Direto na têmpora: Build me a mountain - Genesis
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Restrições alimentares
Eu sou muito chato pra comer. Muito, de verdade. Não como ovo, não como peixe, não como feijão, não como berinjela e, principalmente, não como frango. Poupem seus expletivos. Já ouvi todo o tipo de comentário sobre esta minha dieta limitada e nenhuma me comoveu. Não como porque não gosto e pronto.
Acontece que, até chegar nessa atitude zen de perceber que não preciso gostar de tudo pra agradar todo mundo, passei por poucas e boas quando era criança. Principalmente com o maldito frango. Não era raro encontrar alguém bastante solícito para me apresentar receitas diferentes que transformariam o odioso galináceo e um manjar dos deuses.
“Ah, mas você não gosta de frango porque nunca provou o empadão de galinha da Vó Bituca.”
“Você acha que não gosta! O frango ao molho de anchovas da minha mãe todo mundo adora!”
“Olha, vou te fazer um favor, vou fazer pra você um frango fritinho com salada de nabo e funcho que vai mudar sua opinião.”
Enfim, caí em todo o tipo de esparrela e provei as mais bizarras receitas para chegar à conclusão inequívoca de que frango é frango e eu não gosto, porra!
Portanto, se algum dos estimados leitores me convidar algum dia para um almoço, jantar ou qualquer comilança congênere, lembre-se: nada supera a simplicidade do bife, batata frita e arroz.
Direto na têmpora: A lavadeira, o varal e a saudade – Os Mulheres Negras
Acontece que, até chegar nessa atitude zen de perceber que não preciso gostar de tudo pra agradar todo mundo, passei por poucas e boas quando era criança. Principalmente com o maldito frango. Não era raro encontrar alguém bastante solícito para me apresentar receitas diferentes que transformariam o odioso galináceo e um manjar dos deuses.
“Ah, mas você não gosta de frango porque nunca provou o empadão de galinha da Vó Bituca.”
“Você acha que não gosta! O frango ao molho de anchovas da minha mãe todo mundo adora!”
“Olha, vou te fazer um favor, vou fazer pra você um frango fritinho com salada de nabo e funcho que vai mudar sua opinião.”
Enfim, caí em todo o tipo de esparrela e provei as mais bizarras receitas para chegar à conclusão inequívoca de que frango é frango e eu não gosto, porra!
Portanto, se algum dos estimados leitores me convidar algum dia para um almoço, jantar ou qualquer comilança congênere, lembre-se: nada supera a simplicidade do bife, batata frita e arroz.
Direto na têmpora: A lavadeira, o varal e a saudade – Os Mulheres Negras
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Fofão
Já havia escrito, nesse post antigo aqui, sobre meu relacionamento afetivo com a Av. Prudente de Morais. Na Prudente havia a Doce Vida, o Fox, a Riccio e todos eles fecharam. Com eles, foi-se uma das melhores partes da minha vida.
Pois neste fim-de-semana tive que me emocionar com o fechamento do Fofão. Passei na Prudente e parei, na expectativa de saborear o melhor risole de milho de BH, quando me deparei com as portas fechadas e o singelo cartazinho escrito à mão que comunicava o encerramento das atividades e agradecia aos clientes pela preferência em todos esses anos.
Senti uma dor física com o fechamento do Fofão, a certeza de que esse fim sem aviso prévio encerrou um ciclo pra mim. As ruas agora já sabem que não sou mais o jovem cabeludo que morava em frente à barragem do Santa Lúcia quando ali era só mato. Não caminho mais pela Prudente para ver meus tios, não sigo pra escola, não como mais o risole, nem tomo chopp com os colegas de colégio. Não envio cartas, não danço na Guilden, não fico sentado na Doce Vida, não vivo mais como já vivi.
Sou um outro Maurilo, mais velho e, de certa forma, até bem mais feliz. Mas ainda assim dói não me reconhecer aqui como já não me reconheço em Ipatinga, e essa cidade que deixo pra Sophia já não é mesmo minha.
Direto na têmpora: Cinema Mudo - Paralamas do Sucesso
Pois neste fim-de-semana tive que me emocionar com o fechamento do Fofão. Passei na Prudente e parei, na expectativa de saborear o melhor risole de milho de BH, quando me deparei com as portas fechadas e o singelo cartazinho escrito à mão que comunicava o encerramento das atividades e agradecia aos clientes pela preferência em todos esses anos.
Senti uma dor física com o fechamento do Fofão, a certeza de que esse fim sem aviso prévio encerrou um ciclo pra mim. As ruas agora já sabem que não sou mais o jovem cabeludo que morava em frente à barragem do Santa Lúcia quando ali era só mato. Não caminho mais pela Prudente para ver meus tios, não sigo pra escola, não como mais o risole, nem tomo chopp com os colegas de colégio. Não envio cartas, não danço na Guilden, não fico sentado na Doce Vida, não vivo mais como já vivi.
Sou um outro Maurilo, mais velho e, de certa forma, até bem mais feliz. Mas ainda assim dói não me reconhecer aqui como já não me reconheço em Ipatinga, e essa cidade que deixo pra Sophia já não é mesmo minha.
Direto na têmpora: Cinema Mudo - Paralamas do Sucesso
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segunda-feira, dezembro 17, 2007
Gunaná
Faz menos de 1 hora que provei o picolé de guaraná da Kibon e ainda estou sob impacto da experiência. Putaqueopariuébompracaralho!!!
Quem puder, prove, porque é realmente gostoso.

Direto dos céus para você, consumidor.
Direto na têmpora: Louie Louie - The Kinks
Quem puder, prove, porque é realmente gostoso.

Direto dos céus para você, consumidor.
Direto na têmpora: Louie Louie - The Kinks
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terça-feira, janeiro 16, 2007
Quero que o mundo acabe em pamonha
A Época está falando disso, o Fantástico está falando disso, o Menino Monstro está falando disso, enfim, os principais meios de comunicação de massa estão todos preocupados com o fim do mundo.
Eu acho até bom. Essas coisas normalmente pegam a gente de surpresa, tipo um tsunami. Quando você abaixar pra pegar o sabonete, pronto, acabou-se o mundo e você nem viu. Tragédias são assim, tímidas, reservadas, detestam ser vistas vistas com antecedência e é por isso que eu não me preocupo tanto com esse assunto.
Mas como o tema tá na boca do povo, vamos lá. Se eu tivesse que escolher um fim do mundo, seria em derivados de milho. Uma avalanche de pamonha, uma congestão com curau ou uma enchente de suco de milho. Qualquer um desses está servindo bem.
Já que nem a ciência e nem os místicos sabem me dar a causa, a data e os melhores points para curtir o fim do mundo, escolho o esqueminha que mais me apraz. Então é isso, quero que o mundo acabe em pamonha com queijo. E se o Seu Zé (que trás curau toda quarta aqui na Tom) acompanhar o Pastelzinho, vai aí a dica de contribuição para o apocalipse. Pode aumentar a produção, tio.
Em uma matéria relacionada ao maravilhoso mundo da pamonha, nossa repórter de campo Dani Laborna mostra uma brilhante estratégia de marketing que foge ao tradicional esquemão da Brasília velha com alto-falante em cima.
Direto na têmpora: Eclipse Oculto - Caetano Veloso
Eu acho até bom. Essas coisas normalmente pegam a gente de surpresa, tipo um tsunami. Quando você abaixar pra pegar o sabonete, pronto, acabou-se o mundo e você nem viu. Tragédias são assim, tímidas, reservadas, detestam ser vistas vistas com antecedência e é por isso que eu não me preocupo tanto com esse assunto.
Mas como o tema tá na boca do povo, vamos lá. Se eu tivesse que escolher um fim do mundo, seria em derivados de milho. Uma avalanche de pamonha, uma congestão com curau ou uma enchente de suco de milho. Qualquer um desses está servindo bem.
Já que nem a ciência e nem os místicos sabem me dar a causa, a data e os melhores points para curtir o fim do mundo, escolho o esqueminha que mais me apraz. Então é isso, quero que o mundo acabe em pamonha com queijo. E se o Seu Zé (que trás curau toda quarta aqui na Tom) acompanhar o Pastelzinho, vai aí a dica de contribuição para o apocalipse. Pode aumentar a produção, tio.
Em uma matéria relacionada ao maravilhoso mundo da pamonha, nossa repórter de campo Dani Laborna mostra uma brilhante estratégia de marketing que foge ao tradicional esquemão da Brasília velha com alto-falante em cima.
Direto na têmpora: Eclipse Oculto - Caetano Veloso
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sexta-feira, dezembro 01, 2006
Quindim de melado
Segue um apelo dramático a todos os entendidos em culinária: eu ando DESESPERADO atrás da receita do quindim de melado e não acho. Vou até escrever pra Ana Maria Braga e ver se consigo a resposta com ela, mas se alguém descobrir antes, mande pra mim, por favor! A única dica que posso dar é que tinha essa maravilha na Doces de Portugal e, através de minha incrível perspicácia, deduzo que seja uma receita portuguesa.
Agradeço penhorado desde já e chega de postar, porque hoje que eu exagerei.
Inté!
Direto na têmpora: Cochise - Audioslave
Agradeço penhorado desde já e chega de postar, porque hoje que eu exagerei.
Inté!
Direto na têmpora: Cochise - Audioslave
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segunda-feira, setembro 25, 2006
O boteco do outro lado da Lapis
Tinha um boteco muito copo sujo do outro lado da Lápis Raro. Enquanto o povo ia lanchar na padaria ou no bar da esquina, eu, Gui Fraga e Henrique Lisandro descobrimos este boteco e nele nos deliciávamos com iguarias light como torresmo, pão com linguiça e provolone desidratado.
O pão com linguiça, aliás, era extremamente gostoso e passou a ser comentado na criação, ganhando uma certa aura de comidinha especial. Um dia conseguimos arrastar a Carla Madeira, dona da agência pra experimentar o famoso sanduíche. Ela cheia de considerações quanto à higiene e o padrão de qualidade do local e nós cheios de certezas e de argumentos pró-linguiça. Sentamos, pedimos o sanduíche e, na primeira mordida da Carla, vem junto com a linguiça um longo e encaracolado fio de cabelo.
Minha tendência é acreditar que esta foi a primeira e última vez que a Carla comeu um pão com linguiça naquele recinto.
Direto na têmpora: Pump - Sugarcubes
O pão com linguiça, aliás, era extremamente gostoso e passou a ser comentado na criação, ganhando uma certa aura de comidinha especial. Um dia conseguimos arrastar a Carla Madeira, dona da agência pra experimentar o famoso sanduíche. Ela cheia de considerações quanto à higiene e o padrão de qualidade do local e nós cheios de certezas e de argumentos pró-linguiça. Sentamos, pedimos o sanduíche e, na primeira mordida da Carla, vem junto com a linguiça um longo e encaracolado fio de cabelo.
Minha tendência é acreditar que esta foi a primeira e última vez que a Carla comeu um pão com linguiça naquele recinto.
Direto na têmpora: Pump - Sugarcubes
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