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quinta-feira, janeiro 17, 2013

É bom até que não é mais

Tem uma música da Regina Spektor chamada "On The Radio" que em determinado momento diz assim:

"This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath"


Eu acho essa letra linda porque na vida tudo é quase sempre assim: muito bom até que não é mais. O tempo passa, o mundo muda, a gente também. O genial vira bobo, o apaixonante vira chato, o engraçadíssimo vira comum e a gente segue em frente sem ter a obrigação de gostar pra sempre do que já gostou um dia.

Não é falta de esforço, não é desistir das coisas, é simplesmente entender que imobilidade não é exatamente uma qualidade. Pelo menos não na maioria dos casos.


Claro que não vale pra tudo, mas vale muito pra empresas. O que era lindo ontem é comum hoje. O que era fundamental é desnecessário, o que era uma fórmula vira uma bobagem.


Porque o tempo passou, o mundo mudou e tem gente que n ão quer ver, não quer entender que "you try until you can't". Simples assim.

Não é ingratidão com o passado, com o vivido, com o caminho trilhado. É saber que tudo tem seu tempo e que evoluir é o exercício de reconhecer e escolher caminhos novos.


E que tudo aquilo que funcionava muito bem um dia pode deixar de funcionar.




Direto na têmpora: Monsterpussy - The Vaselines

quinta-feira, março 03, 2011

Aprendizado

As universidades sempre foram centros de produção de conhecimento. Ali as inovações eram desenvolvidas, debatidas, analisadas e redistribuídas para novos alunos prontos para assimiliar o conteúdo e dar o próximo passo.

Algo mudou. Em algumas áreas mais do que em outras, o conhecimento se reparte, agrega e distribui com mais eficiência fora do ambiente universitário do que na própria instituição.

O saber ficou mais fluido e passou a circular de maneira mais informal e - alerta de clichê - colaborativa.

No caso da comunicação isso é ainda mais flagrante. O ambiente universitário médio, por onde passam grande parte dos novos profissionais, muitas vezes tem que se contentar com estudar o ontem e o anteontem por culpa da velocidade da informação e da inovação constante.

Conseguir professores que se mantenham atualizados e atentos ao que ocorre no instante preciso, tendo o pulso da evolução dos meios e das mudanças que isso causa é um exercício extremamente complexo em um ambiente de competitividade cada vez maior e com salários ainda mais achatados como ocorre no segmento de ensino superior.

Não é que seja preciso abolir o currículo tradicional, mas acredito que seria o caso de encontrarmos novos formatos para uma formação verdadeiramente útil e que não se traduza apenas em um diploma que, na prática, não é sequer exigido.

Talvez pensar em cursos mais modulares partindo de uma base fixa, talvez criar uma rede de instituições de ensino que se complementassem na formação de um curso quase personalizado.

Realmente não tenho a resposta definitiva, mas acho que em um momento em que não nos cansamos de discutir os rumos da publicidade, os novos formatos de relações entre empresas e consumidores e mesmo entre pessoas e pessoas, é fundamental questionar também a formação dos novos profissionais e os processos através dos quais ela ocorre.

Não falo aqui apenas de máquinas ou de ensino à distância, mas de uma discussão fundamental sobre o tradicional ambiente universitário. Se o profissional de 1990 precisou evoluir e se reinventar para existir no mundo de hoje, por que o mesmo não aconteceria com o formato do ensino superior?




Direto na têmpora: We're looking for a lot of love - Hot Chip