Não é raro ouvir dizer que muitas escolas reclama das crianças do Clic. São questionadores, opiniativos, participam demais.
Tendem a incomodar por não serem passivos, o que é praticamente uma exigência de vários locais de ensino.
Engraçado como o que parece um problema para algumas pessoas é exatamente o que eu esperava quando coloquei a Sophia no Clic. Sempre me considerei um pai linha dura, que cobra educação e respeito, mas nunca um pai que tolhe a liberdade de expressão e a criatividade. Pelo contrário, estimulo e faço de tudo para que ela forme suas opiniões, crie seus gostos, discuta, pergunte e debata as coisas.
Se eu fizer meu dever de casa direito, não criarei um cordeirinho feliz, mas um ser humano inquieto e que vai se decepcionar e frustar como todos os outros, mas nunca por se apequenar diante da vida.
É sinceramente o que eu espero.
Direto na têmpora: Boy - Ra Ra Riot
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quarta-feira, julho 27, 2011
quinta-feira, março 03, 2011
Aprendizado
As universidades sempre foram centros de produção de conhecimento. Ali as inovações eram desenvolvidas, debatidas, analisadas e redistribuídas para novos alunos prontos para assimiliar o conteúdo e dar o próximo passo.
Algo mudou. Em algumas áreas mais do que em outras, o conhecimento se reparte, agrega e distribui com mais eficiência fora do ambiente universitário do que na própria instituição.
O saber ficou mais fluido e passou a circular de maneira mais informal e - alerta de clichê - colaborativa.
No caso da comunicação isso é ainda mais flagrante. O ambiente universitário médio, por onde passam grande parte dos novos profissionais, muitas vezes tem que se contentar com estudar o ontem e o anteontem por culpa da velocidade da informação e da inovação constante.
Conseguir professores que se mantenham atualizados e atentos ao que ocorre no instante preciso, tendo o pulso da evolução dos meios e das mudanças que isso causa é um exercício extremamente complexo em um ambiente de competitividade cada vez maior e com salários ainda mais achatados como ocorre no segmento de ensino superior.
Não é que seja preciso abolir o currículo tradicional, mas acredito que seria o caso de encontrarmos novos formatos para uma formação verdadeiramente útil e que não se traduza apenas em um diploma que, na prática, não é sequer exigido.
Talvez pensar em cursos mais modulares partindo de uma base fixa, talvez criar uma rede de instituições de ensino que se complementassem na formação de um curso quase personalizado.
Realmente não tenho a resposta definitiva, mas acho que em um momento em que não nos cansamos de discutir os rumos da publicidade, os novos formatos de relações entre empresas e consumidores e mesmo entre pessoas e pessoas, é fundamental questionar também a formação dos novos profissionais e os processos através dos quais ela ocorre.
Não falo aqui apenas de máquinas ou de ensino à distância, mas de uma discussão fundamental sobre o tradicional ambiente universitário. Se o profissional de 1990 precisou evoluir e se reinventar para existir no mundo de hoje, por que o mesmo não aconteceria com o formato do ensino superior?
Direto na têmpora: We're looking for a lot of love - Hot Chip
Algo mudou. Em algumas áreas mais do que em outras, o conhecimento se reparte, agrega e distribui com mais eficiência fora do ambiente universitário do que na própria instituição.
O saber ficou mais fluido e passou a circular de maneira mais informal e - alerta de clichê - colaborativa.
No caso da comunicação isso é ainda mais flagrante. O ambiente universitário médio, por onde passam grande parte dos novos profissionais, muitas vezes tem que se contentar com estudar o ontem e o anteontem por culpa da velocidade da informação e da inovação constante.
Conseguir professores que se mantenham atualizados e atentos ao que ocorre no instante preciso, tendo o pulso da evolução dos meios e das mudanças que isso causa é um exercício extremamente complexo em um ambiente de competitividade cada vez maior e com salários ainda mais achatados como ocorre no segmento de ensino superior.
Não é que seja preciso abolir o currículo tradicional, mas acredito que seria o caso de encontrarmos novos formatos para uma formação verdadeiramente útil e que não se traduza apenas em um diploma que, na prática, não é sequer exigido.
Talvez pensar em cursos mais modulares partindo de uma base fixa, talvez criar uma rede de instituições de ensino que se complementassem na formação de um curso quase personalizado.
Realmente não tenho a resposta definitiva, mas acho que em um momento em que não nos cansamos de discutir os rumos da publicidade, os novos formatos de relações entre empresas e consumidores e mesmo entre pessoas e pessoas, é fundamental questionar também a formação dos novos profissionais e os processos através dos quais ela ocorre.
Não falo aqui apenas de máquinas ou de ensino à distância, mas de uma discussão fundamental sobre o tradicional ambiente universitário. Se o profissional de 1990 precisou evoluir e se reinventar para existir no mundo de hoje, por que o mesmo não aconteceria com o formato do ensino superior?
Direto na têmpora: We're looking for a lot of love - Hot Chip
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