Outro dia alguém pesquisou nas ruas de Nova Iorque e descobriu que muitos teens não fazem ideia de quem foram os Beatles.
Parece absurdo, eu sei, mas os Beatles já se separaram faz tempo, dois deles morreram, não há novas gravações, enfim, a situação tem lá seus atenuantes.
De qualquer forma, eu tenho a impressão de que é possível determinar a idade de alguém pelas celebridades que ele conhece. Usando o futebol como exemplo: se o cara não conhece Nilton Santos ele não é necessariamente jovem. Se o cara não conhece Sócrates, ele com certeza é jovem. Agora, se o cara não conhece o Higuita ele definitivamente não tem mais de 18 anos.
Higuita não diz nada para os jovens-jovens, assim como algum goleiro da Colômbia da década de 60 não diz nada pra mim.
Sendo assim, defino aqui meu padrão de reconhecimento da juventude-jovem pelo Higuita. Se você não conhece o figura, provavelmente ainda não fez vestibular e certamente nunca provou a pururuca Bottrel (ok, se você tem menos de 30 muito dificilmente provou).
Então, fica combinado. Se você, jovem-jovem, quiser conversar com o tio Maurilo como se tivéssemos uma idade mais compatível, procure na Wikipedia tudo sobre o homem da foto aí debaixo.
E pra começar, assista a este vídeo aqui.
Direto na têmpora: Bull rider - The Detours
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sexta-feira, maio 20, 2011
segunda-feira, julho 12, 2010
Copa do Mundo
Lá se foi mais uma Copa do Mundo. Em 70 eu não era nascido; não me lembro de nada de 74 e sobre a de 78 só me recordo do papel picado no campo e de meu pai dizendo que o Brasil saiu invicto.
Em 82 pintei ruas, acreditei, torci e chorei. Em 86 acreditei, torci, bebi e já não chorei. Em 90 não era mais menino e não me empolguei. Em 94 assisti praticamente a tudo do hospital, menos a final que fui ver em casa e que comemorei ainda deitado, estranhando as muletas.
Em 98 torci baixo porque meu sobrinho/afilhado estava em casa. Em 2002 fui campeão novamente, mas dessa vez comemorei em um horário estranho, na cama com minha Fer.
Em 2006 fui torcedor-pai e passei raiva na agência (a mesma Tom pra onde voltei faz um ano) com uma seleção esquisitinha.
Em 2010 vi um técnico que não era técnico e um futebol brasileiro que não era brasileiro. Mas vi também uma final inédita e a Espanha acabando com o estigma de sempre chegar perto, mas nunca chegar lá.
Em 2014 vou assistir a Copa aqui mesmo, quem sabe levar Sophia ao campo. Vou torcer como sempre torço e se vier o título, ótimo. Mas já não vou mais esperar o próximo técnico, o próximo craque, o próximo gênio, a próxima Copa, como eu já fiz um dia.
Hoje eu tenho mais pelo que torcer.

Direto na têmpora: Don't stop believing - Journey
Em 82 pintei ruas, acreditei, torci e chorei. Em 86 acreditei, torci, bebi e já não chorei. Em 90 não era mais menino e não me empolguei. Em 94 assisti praticamente a tudo do hospital, menos a final que fui ver em casa e que comemorei ainda deitado, estranhando as muletas.
Em 98 torci baixo porque meu sobrinho/afilhado estava em casa. Em 2002 fui campeão novamente, mas dessa vez comemorei em um horário estranho, na cama com minha Fer.
Em 2006 fui torcedor-pai e passei raiva na agência (a mesma Tom pra onde voltei faz um ano) com uma seleção esquisitinha.
Em 2010 vi um técnico que não era técnico e um futebol brasileiro que não era brasileiro. Mas vi também uma final inédita e a Espanha acabando com o estigma de sempre chegar perto, mas nunca chegar lá.
Em 2014 vou assistir a Copa aqui mesmo, quem sabe levar Sophia ao campo. Vou torcer como sempre torço e se vier o título, ótimo. Mas já não vou mais esperar o próximo técnico, o próximo craque, o próximo gênio, a próxima Copa, como eu já fiz um dia.
Hoje eu tenho mais pelo que torcer.
Direto na têmpora: Don't stop believing - Journey
sexta-feira, junho 11, 2010
Prioridades
Não é questão de ser vagabundo
Mas sempre no dia em que a Copa começa
Mesmo com todo o trabalho do mundo
O que sobra é preguiça e o que falta é pressa
Direto na têmpora: The worst taste in music - The Radio Dept.
Mas sempre no dia em que a Copa começa
Mesmo com todo o trabalho do mundo
O que sobra é preguiça e o que falta é pressa
Direto na têmpora: The worst taste in music - The Radio Dept.
segunda-feira, maio 31, 2010
Estreando no Mineirão
Ontem resolvi levar a minha Sophia ao Mineirão pela primeira vez. Eu mesmo não ia faz tempo, mas como o campo vai ficar fechado para reforma, fomos.
O passeio foi bem legal e Sophia adorou a festa, ficou feliz com o gol do Galo e depois viu o time tomar de virada e sair perdendo de 3 a 1. Uma boa prévia da raiva que ela ainda vai passar se for mesmo atleticana como pai.
Mas a bagunça foi boa e Sophia ficou linda de uniforme do Galo. Ela, Tomás e Laura gostaram muito, tomaram picolé e só faltou mesmo Ricardinho e Junior estarem vivos ou o Atlético ter qualquer coisa semelhante a um lateral-esquerdo.

O trio de torcedores mirins ainda inocentes quanto ao futebol medíocre que veriam.

Com o Galo ontem foi assim: a alegria acaba logo depois que o jogo começa.
Direto na têmpora: Easy to love - Slut
O passeio foi bem legal e Sophia adorou a festa, ficou feliz com o gol do Galo e depois viu o time tomar de virada e sair perdendo de 3 a 1. Uma boa prévia da raiva que ela ainda vai passar se for mesmo atleticana como pai.
Mas a bagunça foi boa e Sophia ficou linda de uniforme do Galo. Ela, Tomás e Laura gostaram muito, tomaram picolé e só faltou mesmo Ricardinho e Junior estarem vivos ou o Atlético ter qualquer coisa semelhante a um lateral-esquerdo.
O trio de torcedores mirins ainda inocentes quanto ao futebol medíocre que veriam.
Com o Galo ontem foi assim: a alegria acaba logo depois que o jogo começa.
Direto na têmpora: Easy to love - Slut
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Comprando na mão do carrasco
A derrota do Brasil para a Itália em 82 iniciou a derrocada do futebol arte. Obviamente esta é uma opinião minha que pode ou não refletir os fatos, mas tenho a visão clara de que quem abriu campo para toda uma geração de técnicos esquemistas e retranqueiros foi Paolo Rossi com seus três gols.
Sim, como você percebeu eu também fiquei recalcado com a derrota em 82 e, talvez por isso, tenha comemorado o título de 94 com uma ponta de tristeza por ver Dunga como capitão e o futebol burocrático que apresentamos.
Até aí tudo bem, recalque meu, problema meu. Mas ontem, ao fazer compras na Araujo, recebo o cartão do vendedor e me deparo com o nome Paulo Rossi.
- Paulo Rossi? Seu nome é Paulo Rossi, cara? Que coincidência desgraçada, hein? É o mesmo nome do cara que fodeu o Brasil em 82.
- Ah, eu sei, meu nome é por causa dele.
- E seu pai é italiano?
- Não.

Olha aí a prova.
Ok, um pai que não é italiano e coloca o nome do filho brasileiro de Paulo Rossi em homenagem ao artilheiro da Azzurra em 82 é, antes de tudo, um sádico.
É como se eu, atleticano que penou com o Flamengo na década de 80, chama-se um filho de Zico ou um cruzeirense que ao ter um filho por esses dias desse o nome de Verón. Impensável.
Confesso que se eu fosse o velho ainda mais resmungão de alguns anos atrás e os remédios não fossem para a Sophia era até capaz do assunto ter rendido mais, inclusive com ofensas ao progenitor do atendente.
Mas é fim de ano e, amiguinhos, eu ando um doce.
Direto na têmpora: High Lonesome Sound - The Gaslight Anthem
Sim, como você percebeu eu também fiquei recalcado com a derrota em 82 e, talvez por isso, tenha comemorado o título de 94 com uma ponta de tristeza por ver Dunga como capitão e o futebol burocrático que apresentamos.
Até aí tudo bem, recalque meu, problema meu. Mas ontem, ao fazer compras na Araujo, recebo o cartão do vendedor e me deparo com o nome Paulo Rossi.
- Paulo Rossi? Seu nome é Paulo Rossi, cara? Que coincidência desgraçada, hein? É o mesmo nome do cara que fodeu o Brasil em 82.
- Ah, eu sei, meu nome é por causa dele.
- E seu pai é italiano?
- Não.

Olha aí a prova.
Ok, um pai que não é italiano e coloca o nome do filho brasileiro de Paulo Rossi em homenagem ao artilheiro da Azzurra em 82 é, antes de tudo, um sádico.
É como se eu, atleticano que penou com o Flamengo na década de 80, chama-se um filho de Zico ou um cruzeirense que ao ter um filho por esses dias desse o nome de Verón. Impensável.
Confesso que se eu fosse o velho ainda mais resmungão de alguns anos atrás e os remédios não fossem para a Sophia era até capaz do assunto ter rendido mais, inclusive com ofensas ao progenitor do atendente.
Mas é fim de ano e, amiguinhos, eu ando um doce.
Direto na têmpora: High Lonesome Sound - The Gaslight Anthem
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Violência e paixão
Acabou o Brasileirão. Parabéns ao Flamengo, que aproveitou as falhas de Palmeiras e São Paulo, jogou muito bem na reta final e chegou ao título com méritos. Gosto do Andrade e ele merece.
Parabéns ao Botafogo, que escapou, e principalmente ao Fluminense, que de "rebaixado com certeza" em todas conversas, se transformou no terror das 9 últimas rodadas.
Parabéns a Inter, São Paulo e Cruzeiro que garantiram vaga na Libertadores e meus pêsames ao Palmeiras e ao meu Galo, que se mostraram cavalinhos paraguaios de primeira qualidade.
Mais pêsames ainda aos quatro rebaixados que, convenhamos, fizeram por merecer.
Eu gosto muito de futebol (como gosto muito de basquete). Eu gosto de ver torcidas apaixonadas, que fazem do estádio uma festa. Paixão é uma coisa que é sempre maravilhosa de se ver.
O que eu não consigo respeitar é a ligação entre paixão e violência.
Pra mim, quem vai a aeroporto bater em jogador é vagabundo.
Quem espera time sair do estádio pra chutar carros, ônibus e ameaçar é vagabundo.
Quem invade estádio e quebra tudo é vagabundo.
Quem dá porrada em alguém da mesma torcida depois de ganhar um título é vagabundo.
Quem dá porrada em alguém da mesma torcida depois de perder um título e vagabundo.
Quem dá porrada em alguém da outra torcida só porque torce pra outro time é vagabundo.
Para mim, quem usa a paixão como desculpa para a violência é o mesmo tipo de pessoa que bate na mulher ou espanca os filhos. Foi tudo em nome da paixão.
Parabéns aos torcedores que perdendo ou ganhando souberam levar na esportiva os resultados.
Aos vagabundos que batem, quebram e acham que o "amor ao time" justifica vandalismo, estupidez e violência, cadeia.
Sim, eu sou um velho resmungão e sim, eu gosto de futebol, mas eu acho realmente que está na hora de algumas pessoas reverem suas prioridades.
Direto na têmpora: Blue Jeans & White T-Shirts - The Gaslight Anthem
Parabéns ao Botafogo, que escapou, e principalmente ao Fluminense, que de "rebaixado com certeza" em todas conversas, se transformou no terror das 9 últimas rodadas.
Parabéns a Inter, São Paulo e Cruzeiro que garantiram vaga na Libertadores e meus pêsames ao Palmeiras e ao meu Galo, que se mostraram cavalinhos paraguaios de primeira qualidade.
Mais pêsames ainda aos quatro rebaixados que, convenhamos, fizeram por merecer.
Eu gosto muito de futebol (como gosto muito de basquete). Eu gosto de ver torcidas apaixonadas, que fazem do estádio uma festa. Paixão é uma coisa que é sempre maravilhosa de se ver.
O que eu não consigo respeitar é a ligação entre paixão e violência.
Pra mim, quem vai a aeroporto bater em jogador é vagabundo.
Quem espera time sair do estádio pra chutar carros, ônibus e ameaçar é vagabundo.
Quem invade estádio e quebra tudo é vagabundo.
Quem dá porrada em alguém da mesma torcida depois de ganhar um título é vagabundo.
Quem dá porrada em alguém da mesma torcida depois de perder um título e vagabundo.
Quem dá porrada em alguém da outra torcida só porque torce pra outro time é vagabundo.
Para mim, quem usa a paixão como desculpa para a violência é o mesmo tipo de pessoa que bate na mulher ou espanca os filhos. Foi tudo em nome da paixão.
Parabéns aos torcedores que perdendo ou ganhando souberam levar na esportiva os resultados.
Aos vagabundos que batem, quebram e acham que o "amor ao time" justifica vandalismo, estupidez e violência, cadeia.
Sim, eu sou um velho resmungão e sim, eu gosto de futebol, mas eu acho realmente que está na hora de algumas pessoas reverem suas prioridades.
Direto na têmpora: Blue Jeans & White T-Shirts - The Gaslight Anthem
quinta-feira, julho 16, 2009
Torcedor é torcedor
Eu sou suspeito pra falar, porque o Deo (@deoliveira) é um grande amigo meu, mas acho que ele deveria ser um exemplo para quem gosta de futebol. O Deo é cruzeirense apaixonado e de pavio curtíssimo, sendo assim o que ele faz? Não enche o saco de ninguém pra que ninguém encha o seu saco.
O Rafinha (@rafaelcorreia) é outro cruzeirense que dá bom exemplo e brinca com os outros, mas sabe aguentar brincadeira. Mais uma vez posso estar sendo influenciado pelo fato de que ele é um grande amigo.
Agora, o que me enche as medidas é o povo que passa o dia inteiro enchendo a paciência quando acha que está por cima e depois não aguenta a brincadeira quando perde.
O Twitter tem mostrado isso claramente e é, confesso, um dos motivos que me fez perder o tesão pelo futebol: a "paixão" ficou séria demais.
Eu gostava de futebol era justamente quando a gente sentava num boteco pra ver o jogo e enchia o saco de quem perdia ou aguentava a gozação quando era derrotado. Depois, ficávamos horas por ali, tomando cerveja e mantendo a esportiva e o bom humor sempre.
Sim, torcedor é torcedor. Sim, eu sou um velho resmungão. Mas na minha opinião, paixão é algo muito diferente de fanatismo.
Direto na têmpora: Venus - Shocking Blue
O Rafinha (@rafaelcorreia) é outro cruzeirense que dá bom exemplo e brinca com os outros, mas sabe aguentar brincadeira. Mais uma vez posso estar sendo influenciado pelo fato de que ele é um grande amigo.
Agora, o que me enche as medidas é o povo que passa o dia inteiro enchendo a paciência quando acha que está por cima e depois não aguenta a brincadeira quando perde.
O Twitter tem mostrado isso claramente e é, confesso, um dos motivos que me fez perder o tesão pelo futebol: a "paixão" ficou séria demais.
Eu gostava de futebol era justamente quando a gente sentava num boteco pra ver o jogo e enchia o saco de quem perdia ou aguentava a gozação quando era derrotado. Depois, ficávamos horas por ali, tomando cerveja e mantendo a esportiva e o bom humor sempre.
Sim, torcedor é torcedor. Sim, eu sou um velho resmungão. Mas na minha opinião, paixão é algo muito diferente de fanatismo.
Direto na têmpora: Venus - Shocking Blue
segunda-feira, junho 01, 2009
NBA, Roland Garros e a Copa do Mundo
Eu sei, eu sei, ninguém liga para a NBA. Bom, eu ligo. E o James, o Ronan Sato, o Gui de Deus e o Raphael Crespo, mas acho que mais ninguém.
O fato é que eu queria ver LeBron James e Kobe Bryant na final da NBA e, mais do que isso, o Cleveland, depois da saída do Boston, era o time da minha torcida: tinha um grande jogador, era capaz de bater os Lakers e contava ainda com um brasileiro esforçado.
Ia tudo muito bem até que, perdendo por 2 a 1 a série, o Mo Williams (jogador do Cleveland) afirma que eles são o melhor time do basquete e que vão eliminar o Orlando.
Pra mim, jogador que garante uma vitória é burro. E pedante. E desrespeitoso com o adversário. A partir daí comecei a torcer pro Orlando e agora só posso esperar que Dwight Howard encarne o Superman, que a chuva de 3 pontos caia e que o Magic leve o título. É improvável, mas foi o que me restou.
Em Roland Garros, Rafael Nadal era imbatível. E perdeu. Federer tinha a grande chance de sua vida de igualar o recorde de Pete Sampras e de vencer o Grand Slam da França pela primeira vez, completando sua coleção com os quatro títulos mais importantes do tênis.
Pois hoje, contra Tommy Haas, Federer perdeu os dois primeiros sets. "Vai jogar a chance fora", pensei. De repente, como já vez antes nesse mesmo torneio, Federer começa a jogar e mete 6-4, 6-0 e 6-2. Acho arriscada essa tática de "resolver jogar"só quando tudo parece perdido e considero este um dos anos mais equilibrados em Roland Garros, mas parece que agora vai. E eu torço pra que um dos mais brilhantes tenistas de todos os tempos confirme em números o talento que o mundo inteiro já viu.
Na Copa do Mundo de 2014, o projeto de Brasília foi aprovado e teremos um estádio com capacidade para 70 mil pessoas no Distrito Federal. 70 mil pessoas que irão lotar o estádio para acompanhar os jogos de equipes tradicionais como Gama e Brasiliense. 70 mil pessoas em cada jogo do campeonato brasiliense. 70 mil pessoas que poderão ver jogos como Gama x Ituiutaba na Série C ou Brasiliense x Duque de Caxias na Série B.
70 mil pessoas. Justo, muito justo, o futebol de Brasília e os cofres públicos merecem um estádio desse porte.
Direto na têmpora: Black Blade - Blue Öyster Cult
O fato é que eu queria ver LeBron James e Kobe Bryant na final da NBA e, mais do que isso, o Cleveland, depois da saída do Boston, era o time da minha torcida: tinha um grande jogador, era capaz de bater os Lakers e contava ainda com um brasileiro esforçado.
Ia tudo muito bem até que, perdendo por 2 a 1 a série, o Mo Williams (jogador do Cleveland) afirma que eles são o melhor time do basquete e que vão eliminar o Orlando.
Pra mim, jogador que garante uma vitória é burro. E pedante. E desrespeitoso com o adversário. A partir daí comecei a torcer pro Orlando e agora só posso esperar que Dwight Howard encarne o Superman, que a chuva de 3 pontos caia e que o Magic leve o título. É improvável, mas foi o que me restou.
Em Roland Garros, Rafael Nadal era imbatível. E perdeu. Federer tinha a grande chance de sua vida de igualar o recorde de Pete Sampras e de vencer o Grand Slam da França pela primeira vez, completando sua coleção com os quatro títulos mais importantes do tênis.
Pois hoje, contra Tommy Haas, Federer perdeu os dois primeiros sets. "Vai jogar a chance fora", pensei. De repente, como já vez antes nesse mesmo torneio, Federer começa a jogar e mete 6-4, 6-0 e 6-2. Acho arriscada essa tática de "resolver jogar"só quando tudo parece perdido e considero este um dos anos mais equilibrados em Roland Garros, mas parece que agora vai. E eu torço pra que um dos mais brilhantes tenistas de todos os tempos confirme em números o talento que o mundo inteiro já viu.
Na Copa do Mundo de 2014, o projeto de Brasília foi aprovado e teremos um estádio com capacidade para 70 mil pessoas no Distrito Federal. 70 mil pessoas que irão lotar o estádio para acompanhar os jogos de equipes tradicionais como Gama e Brasiliense. 70 mil pessoas em cada jogo do campeonato brasiliense. 70 mil pessoas que poderão ver jogos como Gama x Ituiutaba na Série C ou Brasiliense x Duque de Caxias na Série B.
70 mil pessoas. Justo, muito justo, o futebol de Brasília e os cofres públicos merecem um estádio desse porte.
Direto na têmpora: Black Blade - Blue Öyster Cult
terça-feira, março 10, 2009
Hooligans
Eu gosto de futebol bem mais do que gosto de ir ao estádio. Isso às vezes é bom e outras é ruim, mas me lembrei de quando estava com Fernanda em Praga, na única vez que fui à Europa e surgiu a oportunidade de assistir Sparta Praga e Manchester United.
Falei com a patroa, ela liberou e eu já estava todo animadão, afinal, assistir a um jogo desses não acontece qualquer dia.
Na manhã da partida, saímos para a praça e começamos a perceber a presença inequívoca dos torcedores ingleses já às 9h da matina. Eu, que meço 1,81 e peso cento e alguns quilos era pequeno perto dos gringos (todos com mulheres e filhos, a propósito).
Às 11h já podíamos ouvir os ingleses dizendo "vamos deixar as mulheres por aí e beber".
Às 14h a praça estava tomada por centenas de torcedores britânicos, completamente bêbados, agressivos, provocando os checos e gritando a plenos pulmões. Foi nesse momento que desisti de ir ao jogo.
Saí com a Fernanda, tivemos uma noite agradável em Lesser Town e no dia seguinte fui ver as manchetes: "Torcedores do Manchester quebram estádio, batem nos torcedores do Sparta e atacam a polícia.".
É por isso que cada vez fica mais difícil me encontrar nos grandes clássicos como Atlético e Social. Sou um torcedor de sofá assumido e muito feliz com isso.
Direto na têmpora: German love - Starfucker
Falei com a patroa, ela liberou e eu já estava todo animadão, afinal, assistir a um jogo desses não acontece qualquer dia.
Na manhã da partida, saímos para a praça e começamos a perceber a presença inequívoca dos torcedores ingleses já às 9h da matina. Eu, que meço 1,81 e peso cento e alguns quilos era pequeno perto dos gringos (todos com mulheres e filhos, a propósito).
Às 11h já podíamos ouvir os ingleses dizendo "vamos deixar as mulheres por aí e beber".
Às 14h a praça estava tomada por centenas de torcedores britânicos, completamente bêbados, agressivos, provocando os checos e gritando a plenos pulmões. Foi nesse momento que desisti de ir ao jogo.
Saí com a Fernanda, tivemos uma noite agradável em Lesser Town e no dia seguinte fui ver as manchetes: "Torcedores do Manchester quebram estádio, batem nos torcedores do Sparta e atacam a polícia.".
É por isso que cada vez fica mais difícil me encontrar nos grandes clássicos como Atlético e Social. Sou um torcedor de sofá assumido e muito feliz com isso.
Direto na têmpora: German love - Starfucker
segunda-feira, março 09, 2009
Viva eu, viva tudo, viva o Chico Barrigudo
Gostei do momento do Ronaldão X-Tudo. Não vi o jogo todo, mas assim que acabou a partida do Galo, a Globo mudou para o clássico Palmeiras e Corinthians a tempo de presenciar o gol ao vivo.
Aquela histeria normal da Globo e do corinthianíssimo Kleber até conseguiram diminuir o brilho do momento, mas Ronaldo fez a coisa certa e calou a boca, deixando a babaquice para os babacas.
Ronaldo foi um craque, um puta craque quando esteve no auge e merecia acabar a carreira de forma menos melancólica do que se anunciava. Não foi o melhor jogador que eu já vi jogar, mas fica entre os 10.
Até aí tudo certo, mas ter que aguentar o sr. "Regra é Clara" dizendo que o juiz foi insensível porque deu amarelo pro ídolo dele é péssimo. O cara que é sempre inflexível no achincalhe aos árbitros defendendo o amigo pessoal em rede nacional sem nenhum argumento técnico que não seja a insensibilidade foi algo bem triste.
Outra coisa, foi um gol de oportunismo, de boa colocação e muitíssimo importante por acontecer nos descontos, contra o Palmeiras e após uma falha horrorosa do Felipe e de um ano de crise sem precendentes na vida do Ronaldo, mas golaço? Golaço seria o chute de fora da área entrar no ângulo e pronto. Golaço é exagero até para os mais ronaldistas.
Mas enfim, parabéns por Ronaldo e que bom que um dos grandes craques do meu tempo não vai terminar a carreira como eu cheguei a pensar que ele fosse.
Direto na têmpora: Little Shell - John Voorhees
Aquela histeria normal da Globo e do corinthianíssimo Kleber até conseguiram diminuir o brilho do momento, mas Ronaldo fez a coisa certa e calou a boca, deixando a babaquice para os babacas.
Ronaldo foi um craque, um puta craque quando esteve no auge e merecia acabar a carreira de forma menos melancólica do que se anunciava. Não foi o melhor jogador que eu já vi jogar, mas fica entre os 10.
Até aí tudo certo, mas ter que aguentar o sr. "Regra é Clara" dizendo que o juiz foi insensível porque deu amarelo pro ídolo dele é péssimo. O cara que é sempre inflexível no achincalhe aos árbitros defendendo o amigo pessoal em rede nacional sem nenhum argumento técnico que não seja a insensibilidade foi algo bem triste.
Outra coisa, foi um gol de oportunismo, de boa colocação e muitíssimo importante por acontecer nos descontos, contra o Palmeiras e após uma falha horrorosa do Felipe e de um ano de crise sem precendentes na vida do Ronaldo, mas golaço? Golaço seria o chute de fora da área entrar no ângulo e pronto. Golaço é exagero até para os mais ronaldistas.
Mas enfim, parabéns por Ronaldo e que bom que um dos grandes craques do meu tempo não vai terminar a carreira como eu cheguei a pensar que ele fosse.
Direto na têmpora: Little Shell - John Voorhees
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009
O Welton Felipe da propaganda
O Clube Atlético Mineiro tem um zagueiro de nome Welton Felipe. É um garoto grandalhão, bem intencionado, mas extremamente atrapalhado. Sabe aquele neto carinhoso que corre pra dar um abração na avó, mas aí exagera na força e quebra o pescoço da velha? O Welton Felipe é assim. Mesmo sem ser maldoso ou violento, prevejo para ele uma carreira cheia de expulsões e pênaltis cometidos.
Pois trabalhei com um certo profissional que era o Welton Felipe da propaganda. Não era mal intencionado de jeito nenhum, mas sempre metia os pés pelas mãos na hora de lidar com a equipe. Na verdade, metia os pés pelas mãos em quase tudo o que envolvesse relacionar-se com as pessoas.
Uma notícia importante para todos ele contava, em segredo, apenas para dois e criava a rádio peão ele próprio com efeitos desastrosos. Era, enfim, um perigoso trapalhão.
Ainda me lembro que, para sanar um certo boato, chamou 5 pessoas da equipe e teve conversas pessoais com cada uma. Quando sentamos para conversar, cada um tinha recebido uma versão do fato. Ou seja, o boato transformou-se imediatamente em caos.
Não era maldoso, longe disso, mas quebrou muitos fêmures por aí o nosso Welton Felipe da propaganda.
Direto na têmpora: Her way of praying - The Jesus & Mary Chain
Pois trabalhei com um certo profissional que era o Welton Felipe da propaganda. Não era mal intencionado de jeito nenhum, mas sempre metia os pés pelas mãos na hora de lidar com a equipe. Na verdade, metia os pés pelas mãos em quase tudo o que envolvesse relacionar-se com as pessoas.
Uma notícia importante para todos ele contava, em segredo, apenas para dois e criava a rádio peão ele próprio com efeitos desastrosos. Era, enfim, um perigoso trapalhão.
Ainda me lembro que, para sanar um certo boato, chamou 5 pessoas da equipe e teve conversas pessoais com cada uma. Quando sentamos para conversar, cada um tinha recebido uma versão do fato. Ou seja, o boato transformou-se imediatamente em caos.
Não era maldoso, longe disso, mas quebrou muitos fêmures por aí o nosso Welton Felipe da propaganda.
Direto na têmpora: Her way of praying - The Jesus & Mary Chain
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Maravilhas do esporte
Recebi do Cabido e tive que postar.

Por que será que o apelido dele era bengala?
Direto na têmpora: Last verb - The Bear Quartet

Por que será que o apelido dele era bengala?
Direto na têmpora: Last verb - The Bear Quartet
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segunda-feira, dezembro 08, 2008
Feriado
Hoje é feriado em BH, ou seja, não ia postar. Mas, enquanto estou na casa do sogro, resolvi dizer apenas que fiquei imensamente feliz com a queda do Vasco (me desculpem os vascaínos). Os motivos são 3:
1) O mal que o Eurico Miranda representava para o futebol brasileiro merecia ser punido, mesmo que depois da saída do caboclo.
2) Depois que o Galo caiu, qualquer grande que cai me deixa feliz. Revanchismo de sofredor, eu sei.
3) Imagina se ano que vem o Ipatinga volta pra Primeirona e o Vasco continua? Vai ser a únicaq forma de diminuir a vergonha que foi essa temporada do Tigre. Se só caíssem pequenos não ia ter graça.
Então, até amanhã.
Direto na têmpora: Leader of the Pack - Twisted Sister
1) O mal que o Eurico Miranda representava para o futebol brasileiro merecia ser punido, mesmo que depois da saída do caboclo.
2) Depois que o Galo caiu, qualquer grande que cai me deixa feliz. Revanchismo de sofredor, eu sei.
3) Imagina se ano que vem o Ipatinga volta pra Primeirona e o Vasco continua? Vai ser a únicaq forma de diminuir a vergonha que foi essa temporada do Tigre. Se só caíssem pequenos não ia ter graça.
Então, até amanhã.
Direto na têmpora: Leader of the Pack - Twisted Sister
segunda-feira, novembro 17, 2008
Torcedor de c... é r...
Estava acompanhando essa briga entre os torcedores do Palmeiras e o Luxemburgo no aeroporto e relembrando um conceito que sempre tive na cabeça: cara que vai atrás de jogador (ou técnico) de futebol pra dar porrada é porque não conhece os prazeres do sexo.
Ou de ficar deitado no sofá. Ou de um bom livro. Ou mesmo de rever o jogo pela televisão.
Adoro futebol, mas não cabe na minha cabeça esse tipo de atitude. Primeiro, se o jogador é ruim, a culpa não é dele, é da diretoria que deu o emprego a ele. Demite, caramba. Se o cara sai pra beber à noite e rende em campo, tudo bem. Se não rende, banco ou rua. Por que é que eu vou perder o meu tempo brigando com um cara desses?
Mas, enfim, futebol é paixão. Se bem que eu nunca saí pra dar porrada em alguma paixão minha.
Direto na têmpora: Foux du Fafa - Flight of the Conchords
Ou de ficar deitado no sofá. Ou de um bom livro. Ou mesmo de rever o jogo pela televisão.
Adoro futebol, mas não cabe na minha cabeça esse tipo de atitude. Primeiro, se o jogador é ruim, a culpa não é dele, é da diretoria que deu o emprego a ele. Demite, caramba. Se o cara sai pra beber à noite e rende em campo, tudo bem. Se não rende, banco ou rua. Por que é que eu vou perder o meu tempo brigando com um cara desses?
Mas, enfim, futebol é paixão. Se bem que eu nunca saí pra dar porrada em alguma paixão minha.
Direto na têmpora: Foux du Fafa - Flight of the Conchords
quinta-feira, outubro 16, 2008
Pelé
Eu conheci um goleiro que se achava a peça mais importante do time.
Não só em sua posição, é claro, mas de uma maneira geral.
Para começar, ele tinha certeza de que era melhor do que os zagueiros.
Ele também se achava melhor do que os homens de meio campo, é claro.
Era óbvio, pra ele, que nenhum atacante do time chegava a seus pés.
E, pra finalizar, ele conhecia muito mais da parte tática do que o próprio técnico.
Enquanto isso, o time perdia de lavada, frango atrás de frango.
Direto na têmpora: And I Was a Boy From School – Portastatic
Não só em sua posição, é claro, mas de uma maneira geral.
Para começar, ele tinha certeza de que era melhor do que os zagueiros.
Ele também se achava melhor do que os homens de meio campo, é claro.
Era óbvio, pra ele, que nenhum atacante do time chegava a seus pés.
E, pra finalizar, ele conhecia muito mais da parte tática do que o próprio técnico.
Enquanto isso, o time perdia de lavada, frango atrás de frango.
Direto na têmpora: And I Was a Boy From School – Portastatic
quarta-feira, julho 30, 2008
Ficçãozinha leve
Ní era um craque de bola. Jogando com a 10 no time do seu bairro, tinha se tornado temido pelos adversários, respeitado pelos companheiros de time e adorado pela torcida.
Quando o Ní tocava na bola, era show garantido: passes precisos, dribles desconcertantes, um cabeceio certeiro e uma bomba na perna esquerda. Ní desequilibrava.
No entanto, mesmo com um futebol tão vistoso, Ní era a vítima preferida das gozações dos amigos. É que antes de toda partida era sempre o mesmo ritual: um passe de arruda pelo corpo, três beijos na figa, um trevo de quatro folhas no meião esquerdo e um patuazinho costurado dentro do calção.
O pessoal pegava no pé e não deixava o titular absoluto em paz. Ele, tentando manter a calma, respondia sempre: “seguro morreu de velho”. E o povo morria de rir das precauções do Ní.
Um dia, técnico novo no time. Uma semana de treinos e o Professor Bretinhas se encantou com o talento do Ní. Dia de jogo e o Ní começa a benzeção, patuá daqui, trevo dali, o Bretinhas se irritou:
- “Peraí, Ní, você é um craque, rapaz, pra quê essa bobagem toda?”
E o Ní, do mesmo jeito de sempre:
- “É melhor prevenir do que remediar, professor.”
- “Nada disso, quem tem futebol não precisa de mandinga. Pára com isso e vai aquecer.”
Contrariado, ele foi, entrou em campo e, com menos de 3 minutos de bola rolando, acertou a trave ao tentar uma cabeçada. Foi levado para o vestiário desacordado para o desespero do Bretinhas.
Passado o susto, Ní se recuperou e voltou a tempo de ajudar o time a vencer o jogo. Depois disso, antes de todo jogo, o Professor Bretinhas ficava colado no Ní
- “Beija essa figa direito, rapaz! E esse patuá, não ta descosturando não? Cuidado com o trevo, menino! Seguro morreu de velho, sabia?”
Direto na têmpora: Come fly with me - Frank Sinatra
Quando o Ní tocava na bola, era show garantido: passes precisos, dribles desconcertantes, um cabeceio certeiro e uma bomba na perna esquerda. Ní desequilibrava.
No entanto, mesmo com um futebol tão vistoso, Ní era a vítima preferida das gozações dos amigos. É que antes de toda partida era sempre o mesmo ritual: um passe de arruda pelo corpo, três beijos na figa, um trevo de quatro folhas no meião esquerdo e um patuazinho costurado dentro do calção.
O pessoal pegava no pé e não deixava o titular absoluto em paz. Ele, tentando manter a calma, respondia sempre: “seguro morreu de velho”. E o povo morria de rir das precauções do Ní.
Um dia, técnico novo no time. Uma semana de treinos e o Professor Bretinhas se encantou com o talento do Ní. Dia de jogo e o Ní começa a benzeção, patuá daqui, trevo dali, o Bretinhas se irritou:
- “Peraí, Ní, você é um craque, rapaz, pra quê essa bobagem toda?”
E o Ní, do mesmo jeito de sempre:
- “É melhor prevenir do que remediar, professor.”
- “Nada disso, quem tem futebol não precisa de mandinga. Pára com isso e vai aquecer.”
Contrariado, ele foi, entrou em campo e, com menos de 3 minutos de bola rolando, acertou a trave ao tentar uma cabeçada. Foi levado para o vestiário desacordado para o desespero do Bretinhas.
Passado o susto, Ní se recuperou e voltou a tempo de ajudar o time a vencer o jogo. Depois disso, antes de todo jogo, o Professor Bretinhas ficava colado no Ní
- “Beija essa figa direito, rapaz! E esse patuá, não ta descosturando não? Cuidado com o trevo, menino! Seguro morreu de velho, sabia?”
Direto na têmpora: Come fly with me - Frank Sinatra
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futebol,
literatura
segunda-feira, maio 12, 2008
Supergrupos
Eu sempre acreditei que a soma das partes quase nunca garante a qualidade do todo. Claro que existem exceções, como o Dream Team (Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, charles Barkley, etc), mas pensemos nos milhares de vezes em que os tais grandes projetos deram errado. Só 3 exemplos para você refletir:
O ataque dos sonhos, com Sávio, Romário e Edmundo: três craques no auge (ou quase) de suas carreiras, unidos para passar vergonha e causar enjôos em milhões de rubronegros.
Asia, com Steve Howe, Carl Palmer e John Wetton: o guitarrista do Yes; o baterista do emerson, Lake & Palmer; o baixista do King Crimson e uma bandazinha muito da chué, que só fez sucesso com a farofíssima "Heat of the Moment".
Selegalo, com Renato Gaúcho, Neto, Gaúcho e Luís Carlos Winck: quatro nomes em voga na época que trouxeram resultados pífios e viraram motivo de chacota. Um erro a não ser repetido.
Tem também o Mr. Big e aquele Real Madri recente, mas prefiro nem tocar no assunto para não ter dores de cabeça e espasmos.
No entanto, confesso que escrevo sobre o tema apenas por uma uestão egoísta, já que os Celtics uniram Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett. Apesar do sucesso durante toda a temporada, o grupo começa a derrapar nos playoffs. Devo me preocupar ou devo acreditar que eles sejam, na verdade, uma reencarnação do Dream Team? Bom, se forem pelo menos um hit como os Amigos sertanejos (Zezé, Luciano, Leandro, Leonardo, Chitãozinho e Xororó), já tá bão.
Direto na têmpora: It don't matter to me - Bread
O ataque dos sonhos, com Sávio, Romário e Edmundo: três craques no auge (ou quase) de suas carreiras, unidos para passar vergonha e causar enjôos em milhões de rubronegros.
Asia, com Steve Howe, Carl Palmer e John Wetton: o guitarrista do Yes; o baterista do emerson, Lake & Palmer; o baixista do King Crimson e uma bandazinha muito da chué, que só fez sucesso com a farofíssima "Heat of the Moment".
Selegalo, com Renato Gaúcho, Neto, Gaúcho e Luís Carlos Winck: quatro nomes em voga na época que trouxeram resultados pífios e viraram motivo de chacota. Um erro a não ser repetido.
Tem também o Mr. Big e aquele Real Madri recente, mas prefiro nem tocar no assunto para não ter dores de cabeça e espasmos.
No entanto, confesso que escrevo sobre o tema apenas por uma uestão egoísta, já que os Celtics uniram Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett. Apesar do sucesso durante toda a temporada, o grupo começa a derrapar nos playoffs. Devo me preocupar ou devo acreditar que eles sejam, na verdade, uma reencarnação do Dream Team? Bom, se forem pelo menos um hit como os Amigos sertanejos (Zezé, Luciano, Leandro, Leonardo, Chitãozinho e Xororó), já tá bão.
Direto na têmpora: It don't matter to me - Bread
domingo, dezembro 02, 2007
Bola na rede
O campeonato brasileiro terminou hoje. O campeão a gente já conhece faz tempo, mas o legal de pontos corridos é justamente que sempre tem alguma coisa valendo até o final.
Meu Galo vai disputar a Sulamericana no ano do centenário e terminou o ano com 10 partidas seguidas sem perder, o que é muito bacana levando-se em conta o elenco da equipe.
O Cruzeiro conseguiu a vaga na Libertadores por méritos próprios e graças ao Atlético. Não pelo jogo contra o Palmeiras, em que nossa obrigação era mesmo vencer, mas pelas duas partidas que perdemos para o rival, ou seja 6 pontinhos.
E last but not least, não posso deixar de mostrar minha alegria pela queda do Curinguinha. E podem me chamar de hiena, mas os motivos são 3 e são claros:
- ouvir o Kleber Machado, o corintiano mais descarado da tv, narrar a derrocada do seu amado timão;
- ver o Vampeta, um mau-caráter e aproveitador exemplar, ser rebaixado;
- a maravilhosa justiça poética de justamente uma derrota do Inter (que aliás não facilitou pro Goiás), o time que teve o título vergonhosamente roubado pela diretoria alvinegra a coisa de dois anos atrás, causar a queda do Corinthians.
Enfim, o Marcelo Branquinho que me perdoe, mas foi bom demais.
Direto na têmpora: Everybody wants to rule the world – The Bad Plus
Meu Galo vai disputar a Sulamericana no ano do centenário e terminou o ano com 10 partidas seguidas sem perder, o que é muito bacana levando-se em conta o elenco da equipe.
O Cruzeiro conseguiu a vaga na Libertadores por méritos próprios e graças ao Atlético. Não pelo jogo contra o Palmeiras, em que nossa obrigação era mesmo vencer, mas pelas duas partidas que perdemos para o rival, ou seja 6 pontinhos.
E last but not least, não posso deixar de mostrar minha alegria pela queda do Curinguinha. E podem me chamar de hiena, mas os motivos são 3 e são claros:
- ouvir o Kleber Machado, o corintiano mais descarado da tv, narrar a derrocada do seu amado timão;
- ver o Vampeta, um mau-caráter e aproveitador exemplar, ser rebaixado;
- a maravilhosa justiça poética de justamente uma derrota do Inter (que aliás não facilitou pro Goiás), o time que teve o título vergonhosamente roubado pela diretoria alvinegra a coisa de dois anos atrás, causar a queda do Corinthians.
Enfim, o Marcelo Branquinho que me perdoe, mas foi bom demais.
Direto na têmpora: Everybody wants to rule the world – The Bad Plus
quarta-feira, novembro 28, 2007
Vai óleo de peroba aí?
Depoimento do Governador Jacques Wagner sobre a possibilidade de pagar indenização às vítimas do desabamento de parte da arquibancada no estádio da Fonte Nova, um dos piores do Brasil.
“Não sei se ela (a indenização às famílias) cabe no momento. Indenização passa uma idéia de culpa. Não me sinto culpado pela tragédia, mas responsável. A Fonte Nova é um estádio público. Antes (da indenização) tem a perícia, o laudo, o julgamento. Se a Justiça determinar o pagamento, vamos cumprir, claro. Mas, agora, estamos tomando todas as providências para dar conforto às famílias”.
Queria aproveitar pra dizer ao Tião Lopinha que não me considero na obrigação de indenizá-lo por ter porrado o seu carro enquanto dirigia alcoolizado e em alta velocidade. Indenização passa a idéia de culpa e eu não me sinto culpado, mas responsável. Emprestar o seu carro pra mim foi um ato de impensado seu e, portanto, a culpa é toda sua.
Direto na têmpora: Cuidado com Nixon - Sexo Explícito
“Não sei se ela (a indenização às famílias) cabe no momento. Indenização passa uma idéia de culpa. Não me sinto culpado pela tragédia, mas responsável. A Fonte Nova é um estádio público. Antes (da indenização) tem a perícia, o laudo, o julgamento. Se a Justiça determinar o pagamento, vamos cumprir, claro. Mas, agora, estamos tomando todas as providências para dar conforto às famílias”.
Queria aproveitar pra dizer ao Tião Lopinha que não me considero na obrigação de indenizá-lo por ter porrado o seu carro enquanto dirigia alcoolizado e em alta velocidade. Indenização passa a idéia de culpa e eu não me sinto culpado, mas responsável. Emprestar o seu carro pra mim foi um ato de impensado seu e, portanto, a culpa é toda sua.
Direto na têmpora: Cuidado com Nixon - Sexo Explícito
quarta-feira, novembro 14, 2007
Tiiiigreeeeee!!! Tiiiigreeeeee!!! Tiiiigreeeeee!!!
Ontem o Tigre do Vale do Aço, o glorioso Ipatinga marcou mais uma conquista em sua história. Primeira divisão do Campeonato Brasileiro de forma inabalável, inquestionável e merecidíssima.
Comemorei sozinho no carro quando voltava da faculdade para agência às 23h, fui parabenizado hoje cedo pela Sophia e pela Fernanda (inclusive com gritinhos de "tigre" da Sophia quando viu o mascote do time na tv), já recebi ligações da Adriana Machado e parabéns de boa parte da equipe da Domínio Público.
Obrigado a todos pela lembrança e salve o Todo-Poderoso Tigrão! Avante, Ipatinga!

Direto na têmpora: Decades - Joy Division
Comemorei sozinho no carro quando voltava da faculdade para agência às 23h, fui parabenizado hoje cedo pela Sophia e pela Fernanda (inclusive com gritinhos de "tigre" da Sophia quando viu o mascote do time na tv), já recebi ligações da Adriana Machado e parabéns de boa parte da equipe da Domínio Público.
Obrigado a todos pela lembrança e salve o Todo-Poderoso Tigrão! Avante, Ipatinga!

Direto na têmpora: Decades - Joy Division
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