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segunda-feira, junho 01, 2009

NBA, Roland Garros e a Copa do Mundo

Eu sei, eu sei, ninguém liga para a NBA. Bom, eu ligo. E o James, o Ronan Sato, o Gui de Deus e o Raphael Crespo, mas acho que mais ninguém.

O fato é que eu queria ver LeBron James e Kobe Bryant na final da NBA e, mais do que isso, o Cleveland, depois da saída do Boston, era o time da minha torcida: tinha um grande jogador, era capaz de bater os Lakers e contava ainda com um brasileiro esforçado.

Ia tudo muito bem até que, perdendo por 2 a 1 a série, o Mo Williams (jogador do Cleveland) afirma que eles são o melhor time do basquete e que vão eliminar o Orlando.

Pra mim, jogador que garante uma vitória é burro. E pedante. E desrespeitoso com o adversário. A partir daí comecei a torcer pro Orlando e agora só posso esperar que Dwight Howard encarne o Superman, que a chuva de 3 pontos caia e que o Magic leve o título. É improvável, mas foi o que me restou.

Em Roland Garros, Rafael Nadal era imbatível. E perdeu. Federer tinha a grande chance de sua vida de igualar o recorde de Pete Sampras e de vencer o Grand Slam da França pela primeira vez, completando sua coleção com os quatro títulos mais importantes do tênis.

Pois hoje, contra Tommy Haas, Federer perdeu os dois primeiros sets. "Vai jogar a chance fora", pensei. De repente, como já vez antes nesse mesmo torneio, Federer começa a jogar e mete 6-4, 6-0 e 6-2. Acho arriscada essa tática de "resolver jogar"só quando tudo parece perdido e considero este um dos anos mais equilibrados em Roland Garros, mas parece que agora vai. E eu torço pra que um dos mais brilhantes tenistas de todos os tempos confirme em números o talento que o mundo inteiro já viu.

Na Copa do Mundo de 2014, o projeto de Brasília foi aprovado e teremos um estádio com capacidade para 70 mil pessoas no Distrito Federal. 70 mil pessoas que irão lotar o estádio para acompanhar os jogos de equipes tradicionais como Gama e Brasiliense. 70 mil pessoas em cada jogo do campeonato brasiliense. 70 mil pessoas que poderão ver jogos como Gama x Ituiutaba na Série C ou Brasiliense x Duque de Caxias na Série B.

70 mil pessoas. Justo, muito justo, o futebol de Brasília e os cofres públicos merecem um estádio desse porte.




Direto na têmpora: Black Blade - Blue Öyster Cult

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Esportes

O fim de semana foi pródigo em grandes decisões. O Superbowl foi melhor do que eu esperava e a final do Australian Open foi mais um clássico de 5 sets entre Nadal e Federer.

No entanto, a imagem mais marcante para mim foi a de um Federer emocionado, sem conseguir fazer o discurso de vice-campeão. Faltando um título de Grand Slam apenas para se igualar a Pete Sampras como o maior ganhador da história do esporte, o suíço só conseguiu dizer entre lágrimas: "God, it's killing me."

Nadal é mais jovem, mais forte e tem potencial para ser (se já não é) um dos grandes de todos os tempos. Provou, como já tinha feito em Wimbledon, que não é mais apenas um fenômeno do saibro.

O choro de Federer é, para mim, a representação máxima da nossa incapacidade de aceitar a queda. O homem é um gênio no que faz, um exemplo, um atleta completo que, há pouco menos de 6 meses venceu o US Open. Resumindo, uma trajetória como poucas vezes se viu. Mas ele sabe que o 14o título não virá fácil como vieram tantos dos outros anteriores. Se é que virá. O 15o, que era quase uma certeza, agora é uma probabilidade menor do que muitos, inclusive eu, gostariam de admitir.

Acho que a decadência é pior para os atletas. Atores, músicos, escritores, pintores dependem menos do talento físico para combinar qualidade e longevidade. O atleta sabe fazer, quer fazer, mas o corpo não deixa.

E nos esportes individuais essa verdade é ainda mais cruel. Lembro do Dream Team original e de como me incomodava ver Larry Bird deitado e tratando das costas a cada intervalo. Mas ali ele tinha outros ao seu lado, outros grandes como ele, e levou a medalha. Final feliz que não aconteceria em um esporte individual.

Fiquei triste por Federer, como fiquei por Guga, como fiquei até por Mike Tyson. Tem sempre alguém mais novo, mais forte e melhor chegando. É a regra, é a vida.

O ídolo só não envelhece na história.




Direto na têmpora: Spark Plug - Stereolab

quinta-feira, novembro 13, 2008

Exercícios

Ao invés de combater o fumo, o governo deveria começar hoje mesmo a combater o esporte. Depois de um ano de saudável inatividade, retornei ontem ao cruel e desagradável mundo da atividade física apenas para acordar hoje como quem passou a noite apanhando.

O plano divino para o homem foi muito claro: "sentarás em teu sofá, assistirás televisão, tomarás cerveja e comerás porcaria". Agora, não me pergunte qual o plano divino para as mulheres porque eu não faço a mínima idéia.

Era pra ser assim e pronto, sem complicação. Acho até que o Veríssimo tem um texto maravilhoso sobre isso, mas estou muito dolorido pra procurar.

A verdade é que o programa "Cansei de Ser Nhonho" cobra de mim este esforço e eu faço diligentemente, mas sem nenhum prazer. Quando tudo parar de doer, escrevo mais.




Direto na têmpora: Woo Hoo - Kings of Leon

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Tênis, o melhor esporte do mundo

Mesmo correndo o risco de uma surra homérica em casa, demonstro aqui minha total aprovação à final do Australian Open 2008. Sábado às 6h30 da matina estarei ligado na ESPN para acompanhar o evento. Todo roxo, mas lá, firme.


Decisão impossível: para quem torcer?




Direto na têmpora: Pizza cutter - Letters to Cleo

segunda-feira, setembro 10, 2007

O caboclo é foda

Sou fã de tênis e posso dizer que tenho sido privilegiado. Acompanhei ao longo dos anos alguns dos melhores jogadores da história do esporte: Borg, Connors, McEnroe, Becker, Lendl, Agassi, Sampras e aquele que parece ser o melhor de todos os tempos, Roger Federer.

Ontem o rapaz de 26 anos conquistou seu 12o título de Grand Slam. São 5 em Wimbledon, 4 no US Open e 3 no Australian Open. Ainda não conquistou Roland Garros, mas dos citados acima, só Agassi venceu nos quatro pisos, e nunca no mesmo ano. Além disso, essa foi a décima final seguida de Grand Slam disputada por Federer, sendo que ele venceu 8, perdendo as outras duas para Nadal na França.

O recorde em títulos de Gand Slam é do Sampras, 14, mas ele só atingiu essa marca aos 31 anos. Ano que vem, nessa mesma época, Federer já pode ter batido mais esse recorde (e tudo indica que será assim). São 188 semanas seguidas como líder do ranking, marca que nenhum outro tenista, homem ou mulher, obteve.

Resumindo, esse post é só pra dizer que essa é uma ótima época pra quem gosta de tênis. O suíço é realmente foda.




Direto na têmpora: Flores astrais - Secos e Molhados