Provavelmente a maioria de vocês não sabe, mas Kendrick Perkins é um pivô relativamente baixo para a posição, com médias de 6,4 rebotes e 6,1 pontos por jogo.
Perkins jogou toda a sua carreira, até fevereiro de 2011, com os Celtics, ganhou um título e chegou a outra final. Em março, Perkins fez parte de uma série de trocas, indo parar no Oklahoma City Thunders, enquanto o Boston recebeu Nenad Krstic, um pivô mais alto com médias de 5,5 rebotes e 10,1 pontos e ainda Jeff Green, um ala jovem com médias de 5,6 rebotes e 14,1 pontos.
Os números dizem que foi uma grande troca, mas mesmo na NBA, uma liga regida pelas estatísticas, números contam apenas parte da história.
Assim que a troca foi feita eu disse, e o meu amigo Gui Deus pode confirmar: "os Celtics perderam a boa chance que tinham de ganhar o título em 2011."
O título ainda não foi decidido, na verdade não estamos sequer nos playoffs, mas o Boston que liderava o Leste com facilidade já caiu para segundo e está prestes a escorregar para terceiro depois da troca.
Kendrick Perkins faz falta pela presença física, pela liderança, pela postura defensiva, pelo companheirismo e entrosamento com os colegas, pelo respeito, ou medo, que impõe aos adversários. Nada disso pode ser traduzido em números ou substituído por estatísticas melhores. Não é assim que se mede o valor de um atleta ou de qualquer outro profissional.
O que vale de verdade são os benefícios e valores intangíveis que eles trazem para o jogo. E para perceber isso é preciso sensibilidade e capacidade de avaliar pessoas.
Se você ficou curioso, depois da troca o Boston, que tinha melhor campanha, ganhou 9 e perdeu 7 e o Thunder levou 11 e perdeu 4, sendo que com Perkins saudável são 5 vitórias e só uma derrota.
Culpa dos malditos intangíveis.
Direto na têmpora: Some velvet morning - Primal Scream
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sábado, março 26, 2011
quarta-feira, junho 18, 2008
Booooostoooon Ceeeeeltiiiiiics
39 pontos de vantagem, um show de defesa e o primeiro título para Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e o veteraníssimo PJ Brown. Esperei 22 anos mas está aí: 17 títulos, no dia 17, número de John Havlicek! Celtics! Celtics! Celtics!
Juro que queria escrever mais, mas vou pular mais um pouco na sala com meu pijama e a camisa oficial do Paul Pierce por cima. Ceeeeeeeeeltiiiiiiics!
Direto na têmpora: os gritos de KG e a torcida no Garden.
Juro que queria escrever mais, mas vou pular mais um pouco na sala com meu pijama e a camisa oficial do Paul Pierce por cima. Ceeeeeeeeeltiiiiiiics!
Direto na têmpora: os gritos de KG e a torcida no Garden.
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segunda-feira, maio 12, 2008
Supergrupos
Eu sempre acreditei que a soma das partes quase nunca garante a qualidade do todo. Claro que existem exceções, como o Dream Team (Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, charles Barkley, etc), mas pensemos nos milhares de vezes em que os tais grandes projetos deram errado. Só 3 exemplos para você refletir:
O ataque dos sonhos, com Sávio, Romário e Edmundo: três craques no auge (ou quase) de suas carreiras, unidos para passar vergonha e causar enjôos em milhões de rubronegros.
Asia, com Steve Howe, Carl Palmer e John Wetton: o guitarrista do Yes; o baterista do emerson, Lake & Palmer; o baixista do King Crimson e uma bandazinha muito da chué, que só fez sucesso com a farofíssima "Heat of the Moment".
Selegalo, com Renato Gaúcho, Neto, Gaúcho e Luís Carlos Winck: quatro nomes em voga na época que trouxeram resultados pífios e viraram motivo de chacota. Um erro a não ser repetido.
Tem também o Mr. Big e aquele Real Madri recente, mas prefiro nem tocar no assunto para não ter dores de cabeça e espasmos.
No entanto, confesso que escrevo sobre o tema apenas por uma uestão egoísta, já que os Celtics uniram Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett. Apesar do sucesso durante toda a temporada, o grupo começa a derrapar nos playoffs. Devo me preocupar ou devo acreditar que eles sejam, na verdade, uma reencarnação do Dream Team? Bom, se forem pelo menos um hit como os Amigos sertanejos (Zezé, Luciano, Leandro, Leonardo, Chitãozinho e Xororó), já tá bão.
Direto na têmpora: It don't matter to me - Bread
O ataque dos sonhos, com Sávio, Romário e Edmundo: três craques no auge (ou quase) de suas carreiras, unidos para passar vergonha e causar enjôos em milhões de rubronegros.
Asia, com Steve Howe, Carl Palmer e John Wetton: o guitarrista do Yes; o baterista do emerson, Lake & Palmer; o baixista do King Crimson e uma bandazinha muito da chué, que só fez sucesso com a farofíssima "Heat of the Moment".
Selegalo, com Renato Gaúcho, Neto, Gaúcho e Luís Carlos Winck: quatro nomes em voga na época que trouxeram resultados pífios e viraram motivo de chacota. Um erro a não ser repetido.
Tem também o Mr. Big e aquele Real Madri recente, mas prefiro nem tocar no assunto para não ter dores de cabeça e espasmos.
No entanto, confesso que escrevo sobre o tema apenas por uma uestão egoísta, já que os Celtics uniram Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett. Apesar do sucesso durante toda a temporada, o grupo começa a derrapar nos playoffs. Devo me preocupar ou devo acreditar que eles sejam, na verdade, uma reencarnação do Dream Team? Bom, se forem pelo menos um hit como os Amigos sertanejos (Zezé, Luciano, Leandro, Leonardo, Chitãozinho e Xororó), já tá bão.
Direto na têmpora: It don't matter to me - Bread
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Riding the K-Train
Já que estamos naquela época mágica em que quase niguém lê o pastelzinho, vou aproveitar e seguir minha linha de postagens que só eu gosto. Depois de abordar escritores obscuros, livros de meu interesse e um comercial sooperdooper de bacana, chegou a vez da NBA e dos Boston Celtics.
Há alguns meses, os Celics, depois de adicionarem Ray Allen, trocaram 7 jogadores por Kevin Garnett. O resultado foi, além da chegada de jogadores novos como James Posey, Scott Pollard, Eddie House e outros, uma mudança completa no perfil da equipe. Os número não mentem jamais.
- Depois da troca em que os TWolves levaram 7 jogadores e Boston ficou com Garnett, os TWolves são o último lugar disparado da liga e Boston o primeiro.
- Na temporada anterior, Boston acabou o ano com 24 vitórias em 82 jogos. Com KG são 27 vitórias em 30 jogos.
- Os Celtics agora têm a melhor defesa da NBA.
- Após dois anos fora dos playoffs, Boston só não chega esse ano se Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett perderem em conjunto pelo menos 60 jogos.
- Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett têm, enfim, uma chance real de ganhar um merecidíssimo título.
- Os Celtics venceram todas as 9 partidas contra times do poderoso Oeste.
- Apenas 5 outros times chegaram a 30 partidas com apenas 3 derrotas na história da NBA.
- Com o título dos Red Sox no baseball, a campanha invicta dos Patriots no futebol americano e a nova era dos Celtics, Boston deve ser o melhor lugar do mundo para um fã de esportes viver.
Eu sei, eu sei, ninguém se interessa, but I'm loving it, baby! Ah, aproveitando o ensejo, segue o sensacional comercial da Adidas estrelando o nosso amantíssimo Garnett, ainda nos seus tempos obscuros com os Timberwolves.
Take us there, KG!
Direto na têmpora: A whisper - Coldplay
Há alguns meses, os Celics, depois de adicionarem Ray Allen, trocaram 7 jogadores por Kevin Garnett. O resultado foi, além da chegada de jogadores novos como James Posey, Scott Pollard, Eddie House e outros, uma mudança completa no perfil da equipe. Os número não mentem jamais.
- Depois da troca em que os TWolves levaram 7 jogadores e Boston ficou com Garnett, os TWolves são o último lugar disparado da liga e Boston o primeiro.
- Na temporada anterior, Boston acabou o ano com 24 vitórias em 82 jogos. Com KG são 27 vitórias em 30 jogos.
- Os Celtics agora têm a melhor defesa da NBA.
- Após dois anos fora dos playoffs, Boston só não chega esse ano se Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett perderem em conjunto pelo menos 60 jogos.
- Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett têm, enfim, uma chance real de ganhar um merecidíssimo título.
- Os Celtics venceram todas as 9 partidas contra times do poderoso Oeste.
- Apenas 5 outros times chegaram a 30 partidas com apenas 3 derrotas na história da NBA.
- Com o título dos Red Sox no baseball, a campanha invicta dos Patriots no futebol americano e a nova era dos Celtics, Boston deve ser o melhor lugar do mundo para um fã de esportes viver.
Eu sei, eu sei, ninguém se interessa, but I'm loving it, baby! Ah, aproveitando o ensejo, segue o sensacional comercial da Adidas estrelando o nosso amantíssimo Garnett, ainda nos seus tempos obscuros com os Timberwolves.
Take us there, KG!
Direto na têmpora: A whisper - Coldplay
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
Massachusetts
Na época em que a Band transmitia os jogos da NBA (estamos falando de 98, por aí), quem narrava os jogos era o Marco Aurélio e o comentarista era o Álvaro José. Eu e Diogo, meu irmão, assistíamos às transmissões e, durante uma partida dos Celtics, testemunhamos este diálogo maravilhoso.
MARCO AURÉLIO: O Boston Celtics, equipe de Machachuchets... Massassussets... Machassustets...
ÁLVARO JOSÉ (interrompe, salvando o amigo em apuros): Massachusetts, estado americano da costa leste, etc, etc, etc.
Depois de 5 minutos de um explicação geo-político-sócio-histórica sobre Massachussets e arredores, Marco Aurélio volta à carga.
MARCO AURÉLIO: Taí nosso professor Álvaro José (pausa longuíssima) Machachuzets.
Direto na têmpora: Pony - Tom Waits
MARCO AURÉLIO: O Boston Celtics, equipe de Machachuchets... Massassussets... Machassustets...
ÁLVARO JOSÉ (interrompe, salvando o amigo em apuros): Massachusetts, estado americano da costa leste, etc, etc, etc.
Depois de 5 minutos de um explicação geo-político-sócio-histórica sobre Massachussets e arredores, Marco Aurélio volta à carga.
MARCO AURÉLIO: Taí nosso professor Álvaro José (pausa longuíssima) Machachuzets.
Direto na têmpora: Pony - Tom Waits
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segunda-feira, agosto 20, 2007
The whole world in his hands
Um filme bacana demais da Adidas que eu fiz questão de rever só pra lembrar que o Garnett hoje é dos Celtics. Independente de NBA ou não, é um filmaço que vale a pena ser visto.
Direto na têmpora: Brain Stew - Greenday
Direto na têmpora: Brain Stew - Greenday
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terça-feira, julho 31, 2007
Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen
Eu sei, eu sei, ninguém se importa com a NBA, mas depois da notícia de que os Celtics vão começar a temporada 2007/08 com o power trio de Allen, Garnett e Pierce eu não poderia deixar de postar sobre o assunto.
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!
Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!
Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker
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terça-feira, julho 24, 2007
Jogatina
Sim, eu ainda sigo a NBA. Acompanho o draft, acesso diariamente o www.espn.com e, pelo menos uma vez por semana, visito os sites do Boston Herald e do Boston Globe para saber como andam as coisas com os meus cada vez mais depauperados Celtics.
Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.
Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.
Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.
Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.
Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...
Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados
Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.
Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.
Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.
Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.
Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...
Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados
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terça-feira, maio 22, 2007
Clube Morro do Pilar
Ipatinga fazia um calor saudita. A gente chegava da aula, almoçava e já queria correr pro clube só pra ficar ali, o dia inteiro na piscina tomando coca-cola e eskibon. No meio tempo jogávamos futebol, vôlei, basquete, brincávamos de pique-bandeira (valendo tortura), enfim, a tarde voava.
Mas me lembrei disso porque o clube fechava às segundas e aí batia o desespero. A solução era entrar escondido e ficar igual jacaré, só com os zoim pra fora d'água.
Numa dessas incursões encontramos um caminhão de sorvetes Kibon parado na área de descarga, transferindo seus produtos para o bar do clube. Ficamos na espreita e cada um roubou uma cixa de sorvetes sem nem saber o sabor.
Ao chegar na rua, nos escondemos na área do Grande Hotel e fomos ver nossos tesouros. Uma caixa de Calypso (um sorvete comprido de limão que você apertava a base e ele subia mais ou menos como a ereção de um cachorro), outra de Double Cup (um sorvete de abacaxi com calda de tangerina anexa para você misturar) e por fim uma de Cornetto (esse não precisa explicar).
Lógico que não poderíamos levar tudo pra casa sem o risco de uma grande surra e tampouco conseguiríamos comer aquela pancada de sorvetes numa sentada. O resultado foi que, enquanto uns comiam só o topo dos Cornettos e jogavam fora as casquinhas, outros viravam a calda de tangerina do Double Cup nos cabelos exclamando "Creme rinse! Creme rinse!" Enquanto isso eu descia a rua calmamente expelindo os Calypsos dentro dos canos de descarga dos carros estacionados.
Ah, meu passado, vandalismo é teu nome.
PS - Se alguém aí tem coração e paciência, por favor torça imensamente para que os Celtics fiquem com um dos 2 primeiros drafts da NBA hoje à noite. É um pedido tão pequeno e vai ajudar tanto pra próxima temporada... me ajuda aí, vai.
Direto na tiempora: A obra - Sexo Explícito
Mas me lembrei disso porque o clube fechava às segundas e aí batia o desespero. A solução era entrar escondido e ficar igual jacaré, só com os zoim pra fora d'água.
Numa dessas incursões encontramos um caminhão de sorvetes Kibon parado na área de descarga, transferindo seus produtos para o bar do clube. Ficamos na espreita e cada um roubou uma cixa de sorvetes sem nem saber o sabor.
Ao chegar na rua, nos escondemos na área do Grande Hotel e fomos ver nossos tesouros. Uma caixa de Calypso (um sorvete comprido de limão que você apertava a base e ele subia mais ou menos como a ereção de um cachorro), outra de Double Cup (um sorvete de abacaxi com calda de tangerina anexa para você misturar) e por fim uma de Cornetto (esse não precisa explicar).
Lógico que não poderíamos levar tudo pra casa sem o risco de uma grande surra e tampouco conseguiríamos comer aquela pancada de sorvetes numa sentada. O resultado foi que, enquanto uns comiam só o topo dos Cornettos e jogavam fora as casquinhas, outros viravam a calda de tangerina do Double Cup nos cabelos exclamando "Creme rinse! Creme rinse!" Enquanto isso eu descia a rua calmamente expelindo os Calypsos dentro dos canos de descarga dos carros estacionados.
Ah, meu passado, vandalismo é teu nome.
PS - Se alguém aí tem coração e paciência, por favor torça imensamente para que os Celtics fiquem com um dos 2 primeiros drafts da NBA hoje à noite. É um pedido tão pequeno e vai ajudar tanto pra próxima temporada... me ajuda aí, vai.
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quinta-feira, março 01, 2007
DJ
Tem alguém sacaneando com os meus Celtics esse ano. Depois do Red Auerbach, agora foi a vez de Dennis Johnson (armador nos dois últimos títulos de Boston) falecer. Ontem foi o tributo a ele e eu me lembrei de que o vi num jogo de basquete entre Brasil e EUA no Minas. Fui com o Edu e meu sogro e, ao perceber que ele era o técnico dos EUA, me posicionei estrategicamente na saída do vestiário e pedi um autógrafo que o craque, surpreso por ser reconhecido, deu de bom grado.
Para saber o quanto o cara era bom e querido, aqui fala um pouquinho sobre a carreira, a figura e a despedida dele. Grande jogador, grande figura, péssima notícia.
Definitivamente tem alguém sacaneando os Celtics.
Direto na têmpora: My father's gun - Elton John
Para saber o quanto o cara era bom e querido, aqui fala um pouquinho sobre a carreira, a figura e a despedida dele. Grande jogador, grande figura, péssima notícia.
Definitivamente tem alguém sacaneando os Celtics.
Direto na têmpora: My father's gun - Elton John
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segunda-feira, outubro 30, 2006
Red Auerbach is dead
Esse site não é sobre basquete (na verdade, é sobre o quê?), mas para quem é fã do esporte e acompanha desde 84 não dá pra deixar de falar sobre a morte de Red Auerbach aos 89 anos. O cara ganhou 8 títulos em 9 anos, 16 no total e descobriu alguns dos maiores talentos da NBA. Em Boston, Red era uma das coisas mais parecidas com Deus que já se viu. Eu, que só assisti a um jogo dos Celtics ao vivo (e nem foi no Garden) fico com a impressão de que a mística vai se perdendo aceleradamente e o time está cada vez mais perto de ser só mais um. Uma pena, Red.
Direto na têmpora: School - Supertramp
Direto na têmpora: School - Supertramp
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