Alguém politicamente incorreto diria que a morte da Amy Winehouse deveria ser seguida de uma pessoa com um cartaz feito toscamente em casa com a mensagem: "Eu já sabia".
Poucas mortes foram tão anunciadas quanto a dela. Todo mundo via, todo mundo sabia que ia acontecer e não era interesse de ninguém fazer nada. Sempre é ruim quando isso acontece, mas infelizmente acho que ainda veremos acontecer outras vezes.
Agora, eu acho uma bobagem imensa compara a morte de Amy com a de Janis, Hendrix, Morrison e Kurt Cobain apenas pela idade. É uma forçação de barra tremenda para arranjar notícia.
Antes de mais nada, Janis, Hendrix e Morrison sim, podem se comparar um ao outro. viveram em uma época de excessos, experimentação, um caso geracional de abuso. Morreram 20 astros do rock como poderiam ter morrido 200. Era uma coisa da época.
Ninguém poderia, por exemplo, apontar o dedo para Hendrix e dizer "esse cara está exagerado" quando do lado dele estavam Keith Richards, Eric Clapton e Jimmy Paige. Os que morreram pegavam pesado, mas a maioria dos que sobreviveram também.
No caso de Amy, não. Estamos na época de um bom-mocismo exagerado e ela chamava a atenção justamente porque tinha um problema. Era a exceção, e não a regra, o que deixa ainda mais flagrante o fato de que ninguém se importou em ajudá-la.
São épocas diferentes, realidades diferentes, motivos diferentes. A única coisa em comum é a idade, oq eu me parece muito pouco para criar uma ligação. John Bonham e Keith Moon morreram ambos com 32 anos e têm tanto em comum com a Amy quanto qualquer um dos outros.
Acho que a morte de Amy teria mais a ver com a de Kurt Cobain. A incapacidade de lidar com a fama, a pressão da imprensa, o escrutínio público. Ele escolheu a arma e ela usou outros meios.
Acredito mesmo que Amy está mais para o suicídio de Kurt do que para a consequência de um estilo de vida comum ao ambiente e à época dos outros três.
Dito tudo isto, é apenas a minha opinião. E só é uma pena mesmo não poder esperar mais canções cantadas por aquela bela voz.
Direto na têmpora: Infinity milk - Dananananaykroyd
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segunda-feira, julho 25, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
Duas bonitinhas da Sophia
Anteontem perdemos uma pessoa da família e fomos explicando para a minha Sophia que tio Paulinho (tio-avô dela) havia virado estrelinha e que por isso estávamos tristes, etc. Aí, bem na hora de dormir, Fernanda e ela tiveram um diálogo mais ou menos assim:
- Mamãe, vamos rezar pro tio Paulinho ser bem feliz na casinha nova dele?
- Vamos sim, Sophia.
Rezaram e depois a pequena continuou.
- Mamãe, bichinho quando morre vira caveirinha, não é?
- É, sim, filha.
- E porque é que a gente vira estrelinha?
- A gente vira caveirinha também, filha, mas é que tem uma coisa dentro da gente chamada alma que faz a gente sentir e pensar que vai pro Céu e vira estrelinha.
- É o coração?
- Não, é outra coisa...
Foi daí pra cima. E eu que não participei do papo fiquei feliz por saber da curiosidade dela, do carinho dela com o Paulinho e mais feliz ainda porque não ter que responder essas coisas complicadas que eu mesmo não entendo.
__//__
Hoje a minha Sophia escutou Adele pela primeira vez. A música terminou e ela pediu pra repetir.
Depois da segunda audição de "Someone like you" eu coloquei outra música e ela perguntou:
- É a mesma moça?
- É, sim.
- A voz dela é liiiiinnnndaaaaa.
É mesmo, Sophia, e se você leitor pasteleiro não conhece, olha aí.
Direto na têmpora: No more "I love yous" - The Lover Speaks
- Mamãe, vamos rezar pro tio Paulinho ser bem feliz na casinha nova dele?
- Vamos sim, Sophia.
Rezaram e depois a pequena continuou.
- Mamãe, bichinho quando morre vira caveirinha, não é?
- É, sim, filha.
- E porque é que a gente vira estrelinha?
- A gente vira caveirinha também, filha, mas é que tem uma coisa dentro da gente chamada alma que faz a gente sentir e pensar que vai pro Céu e vira estrelinha.
- É o coração?
- Não, é outra coisa...
Foi daí pra cima. E eu que não participei do papo fiquei feliz por saber da curiosidade dela, do carinho dela com o Paulinho e mais feliz ainda porque não ter que responder essas coisas complicadas que eu mesmo não entendo.
__//__
Hoje a minha Sophia escutou Adele pela primeira vez. A música terminou e ela pediu pra repetir.
Depois da segunda audição de "Someone like you" eu coloquei outra música e ela perguntou:
- É a mesma moça?
- É, sim.
- A voz dela é liiiiinnnndaaaaa.
É mesmo, Sophia, e se você leitor pasteleiro não conhece, olha aí.
Direto na têmpora: No more "I love yous" - The Lover Speaks
segunda-feira, maio 02, 2011
Teorias da Conspiração
Mal Osama Bin Laden foi declarado morto e começaram as teorias conspiratórias dizendo que sem fotos do corpo, filmagens, etc tudo não passa de uma grande farsa.
Claro que todos nós sabemos que mentir sobre um fato não seria algo exatamente raro na história do Governo Americano (procure no Google: "Bush" e "weapons of mass destruction"), mas me parece um risco tolo a se correr apenas por um impulso na popularidade.
Vamos supor que seja tudo mentira. Obama ganha popularidade, fica favoritíssimo à reeleição e começam a pipocar vídeos de Osama segurando jornais do dia na mão, dizendo que tudo não passa de mentira dos porcos imperialistas e que o povo americano vai sofrer as consquências.
Duvido muito que o governo dos EUA fosse encarar um risco assim. E, acredite, se Bin Laden está livre e vivo, ele não vai deixar uma mentirinha tola assim passar em branco.
Por isso, por mais que ache que teorias conspiratórias dão bons filmes, prefiro passar o ônus da prova ao falecido (ou não) Osama. Se estiver vivo, apareça e acabe com mais uma grande mentira patrocinada pelo poder dos EUA. Se morreu, aproveite as virgens.
Eu, na minha modesta opinião terceiro mundista (inocência?), duvido que alguém se arriscaria a um blefe desse tamanho, com tantas chances de dar errado e que coloca tanta coisa em risco.
Direto na têmpora: Metal heart - Cat Power
Claro que todos nós sabemos que mentir sobre um fato não seria algo exatamente raro na história do Governo Americano (procure no Google: "Bush" e "weapons of mass destruction"), mas me parece um risco tolo a se correr apenas por um impulso na popularidade.
Vamos supor que seja tudo mentira. Obama ganha popularidade, fica favoritíssimo à reeleição e começam a pipocar vídeos de Osama segurando jornais do dia na mão, dizendo que tudo não passa de mentira dos porcos imperialistas e que o povo americano vai sofrer as consquências.
Duvido muito que o governo dos EUA fosse encarar um risco assim. E, acredite, se Bin Laden está livre e vivo, ele não vai deixar uma mentirinha tola assim passar em branco.
Por isso, por mais que ache que teorias conspiratórias dão bons filmes, prefiro passar o ônus da prova ao falecido (ou não) Osama. Se estiver vivo, apareça e acabe com mais uma grande mentira patrocinada pelo poder dos EUA. Se morreu, aproveite as virgens.
Eu, na minha modesta opinião terceiro mundista (inocência?), duvido que alguém se arriscaria a um blefe desse tamanho, com tantas chances de dar errado e que coloca tanta coisa em risco.
Direto na têmpora: Metal heart - Cat Power
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quinta-feira, outubro 14, 2010
97 anos
Às vezes a morte é apenas uma formalidade que a vida impõe.
Minha avó Geralda morreu há cerca de 3 horas, aos 97 anos, mas nos últimos dias já não era a minha avó.
Já não era a senhora que comia suspiros com a boca mais boa e fazia a massa de pão de queijo com as próprias mãos.
Já não era a senhora de memória prodigiosa e de uma vaidade doce, beirando a adolescência.
Já não era a senhora que me contava casos e conversava horas e horas sobre qualquer assunto.
Já não era sequer a senhora que, mesmo cega, acompanhava a novela e adorava rir do mal feito.
Não sei o que penso da morte e do que acontece quando nosso corpo já não pode mais continuar. Não sei no que acredito, mas sei o que Dona Geralda merece, e se existe realmente um Deus ela está agora no meio de uma daquelas risadas que a faziam se curvar de tanta alegria.
E, caramba, como eu sinto saudades.
PS - Em janeiro de 2010 eu contei um pouco da história da minha avó Geralda no Pastelzinho. Foi ela mesma quem me ditou e se você quiser ler, está aqui.
Direto na têmpora: Juicy - Better Than Ezra
Minha avó Geralda morreu há cerca de 3 horas, aos 97 anos, mas nos últimos dias já não era a minha avó.
Já não era a senhora que comia suspiros com a boca mais boa e fazia a massa de pão de queijo com as próprias mãos.
Já não era a senhora de memória prodigiosa e de uma vaidade doce, beirando a adolescência.
Já não era a senhora que me contava casos e conversava horas e horas sobre qualquer assunto.
Já não era sequer a senhora que, mesmo cega, acompanhava a novela e adorava rir do mal feito.
Não sei o que penso da morte e do que acontece quando nosso corpo já não pode mais continuar. Não sei no que acredito, mas sei o que Dona Geralda merece, e se existe realmente um Deus ela está agora no meio de uma daquelas risadas que a faziam se curvar de tanta alegria.
E, caramba, como eu sinto saudades.
PS - Em janeiro de 2010 eu contei um pouco da história da minha avó Geralda no Pastelzinho. Foi ela mesma quem me ditou e se você quiser ler, está aqui.
Direto na têmpora: Juicy - Better Than Ezra
sexta-feira, junho 18, 2010
Saramago e a intolerância
José Saramago foi autor de alguns dos textos mais poderosos que li em toda a minha vida. O primeiro texto dele que li foi a introdução do livro Terra, do fotógrafo Sebastião Salgado. Independente de opiniões políticas ou diferencas ideológicas sobre o direito à propriedade, um material comovente.
Na descrição do primeiro estupro do Ensaio Sobre a Cegueira, Saramago me fez interromper a leitura, jogar o livro à cama e me levantar completamente alterado enquanto resmungava "filho da puta, filho da puta", diante de uma Fernanda confusa com a cena.
Em Saramago, a ausência da pontuação sempre me pareceu um dividir com o leitor o ritmo do texto. Uma generosidade que nos permite, ao ler, sermos cúmplices de um mestre.
Fora isso, Saramago era ateu e comunista. Opção dele, direito dele, posturas que não tem nada a ver com a qualidade de sua obra. No entanto, hoje a senhora Iara Meirelles (@iara_meirelles) foi citada pela candidata a presidente Marina Silva com a frase: "Como podemos lamentar a morte de uma pessoa que blasfemou contra Deus a vida toda?"
Marina lidou mal com o assunto ao citar sem comentar no próprio texto, criou uma situação embaraçosa para si mesma, mas depois ficou claro que ela não compactuava com a opinião da pessoa.
Como podemos lamentar a morte de uma pessoa que blasfemou contra Deus a vida toda? Isso é intolerância no estado mais puro, é desejar ou achar merecida a morte de quem não concorda conosco. O direito a não ter fé não é tão importante quanto o direito à fé?
Não sei qual é a religião da senhora Iara e não me importa. Tenho certeza de que a visão absurda dela sobre o mundo diz mais sobre sua própria personalidade do que sobre as pessoas que frequentam a sua igreja, qualquer que ela seja.
No entanto, sinto vergonha e pena. Vergonha por imaginar alguém tão obtuso repassando esta visão extremista e impiedosa para criancas, por exemplo. E pena pelas pessoas todas que ainda confundem ou sofrem com a proximidade ultrajante entre discordância e intolerância.
Se Saramago pudesse ressucitar, pediria um texto sobre a Iara. Se bem que ele já escreveu um texto maravilhoso sobre a cegueira. Talvez seja suficiente.
Direto na têmpora: The Bellhop - Pomegranates
Na descrição do primeiro estupro do Ensaio Sobre a Cegueira, Saramago me fez interromper a leitura, jogar o livro à cama e me levantar completamente alterado enquanto resmungava "filho da puta, filho da puta", diante de uma Fernanda confusa com a cena.
Em Saramago, a ausência da pontuação sempre me pareceu um dividir com o leitor o ritmo do texto. Uma generosidade que nos permite, ao ler, sermos cúmplices de um mestre.
Fora isso, Saramago era ateu e comunista. Opção dele, direito dele, posturas que não tem nada a ver com a qualidade de sua obra. No entanto, hoje a senhora Iara Meirelles (@iara_meirelles) foi citada pela candidata a presidente Marina Silva com a frase: "Como podemos lamentar a morte de uma pessoa que blasfemou contra Deus a vida toda?"
Marina lidou mal com o assunto ao citar sem comentar no próprio texto, criou uma situação embaraçosa para si mesma, mas depois ficou claro que ela não compactuava com a opinião da pessoa.
Como podemos lamentar a morte de uma pessoa que blasfemou contra Deus a vida toda? Isso é intolerância no estado mais puro, é desejar ou achar merecida a morte de quem não concorda conosco. O direito a não ter fé não é tão importante quanto o direito à fé?
Não sei qual é a religião da senhora Iara e não me importa. Tenho certeza de que a visão absurda dela sobre o mundo diz mais sobre sua própria personalidade do que sobre as pessoas que frequentam a sua igreja, qualquer que ela seja.
No entanto, sinto vergonha e pena. Vergonha por imaginar alguém tão obtuso repassando esta visão extremista e impiedosa para criancas, por exemplo. E pena pelas pessoas todas que ainda confundem ou sofrem com a proximidade ultrajante entre discordância e intolerância.
Se Saramago pudesse ressucitar, pediria um texto sobre a Iara. Se bem que ele já escreveu um texto maravilhoso sobre a cegueira. Talvez seja suficiente.
Direto na têmpora: The Bellhop - Pomegranates
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terça-feira, março 02, 2010
Len Bias
Len Bias nunca jogou pelos Celtics, nunca comemorou um título da NBA e nunca usou sua camisa número 30. Len Bias não foi MVP, não recebeu milhões de dólares da Reebok e não estrelou em um único filme de Hollywood.
O parágrafo anterior está cheio de motivos pelos quais você nunca deve ter ouvido falar de Len Bias, mas se você era um fã dos Celtics em 86 e acompanhou os 20 anos de sofrimento que se seguiram, esse parágrafo diz quase tudo o que você precisa saber sobre Len Bias.
Os Celtics foram campeões em 1986 com um time que incluía 3 dos 50 maiores jogadores de todos os tempos da NBA: Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish. Naquele ano, graças a algumas trocas feitas pelo genial Red Auerbach, Boston tinha ainda o número 2 no draft e não havia dúvidas sobre quem o time escolheria. Cleveland, que escolheria primeiro, precisava de um pivô e Boston poderia selecionar Len Bias, considerado o que havia de mais próximo a Michael Jordan na época.
Lenny Bias foi escolhido pelos Celtics e, na festa de comemoração ainda na noite do draft, teve uma parada cardíaca causada pelo consumo de cocaína com alto grau de pureza.
Eu já conhecia essa história, mas ontem a ESPN passou um documentário sobre a morte de Len Bias que eu queria realmente ter visto. Não consegui assistir inteiro, mas fico pensando como a morte deste jovem de 22 anos teve implicações não apenas em sua família, mas em toda a NBA e nos Celtics especificamente. Nem mesmo a morte de Reggie Lewis em plena quadra (2'20 do video) alguns anos depois teria tanto impacto.
Não sei se o Boston ganharia mais títulos com Bias ou mesmo se ele seria uma grande estrela. Ele poderia machucar o joelho na pré-temporada de 87 e nunca mais ser o mesmo, quem sabe? Pelo menos ele teria recebido 20 mil dólares por mês durante dois anos na pior das hipóteses.
O fato é que Len Bias foi uma história interrompida e que deixa milhares de "como seria se" para os fãs da NBA.
Você provavelmente nunca ouviu falar de Len Bias, mas ele tinha 22 anos quando morreu e, cara, ele era bom.
Direto na têmpora: Birthday - The Bird And The Bee
O parágrafo anterior está cheio de motivos pelos quais você nunca deve ter ouvido falar de Len Bias, mas se você era um fã dos Celtics em 86 e acompanhou os 20 anos de sofrimento que se seguiram, esse parágrafo diz quase tudo o que você precisa saber sobre Len Bias.
Os Celtics foram campeões em 1986 com um time que incluía 3 dos 50 maiores jogadores de todos os tempos da NBA: Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish. Naquele ano, graças a algumas trocas feitas pelo genial Red Auerbach, Boston tinha ainda o número 2 no draft e não havia dúvidas sobre quem o time escolheria. Cleveland, que escolheria primeiro, precisava de um pivô e Boston poderia selecionar Len Bias, considerado o que havia de mais próximo a Michael Jordan na época.
Lenny Bias foi escolhido pelos Celtics e, na festa de comemoração ainda na noite do draft, teve uma parada cardíaca causada pelo consumo de cocaína com alto grau de pureza.
Eu já conhecia essa história, mas ontem a ESPN passou um documentário sobre a morte de Len Bias que eu queria realmente ter visto. Não consegui assistir inteiro, mas fico pensando como a morte deste jovem de 22 anos teve implicações não apenas em sua família, mas em toda a NBA e nos Celtics especificamente. Nem mesmo a morte de Reggie Lewis em plena quadra (2'20 do video) alguns anos depois teria tanto impacto.
Não sei se o Boston ganharia mais títulos com Bias ou mesmo se ele seria uma grande estrela. Ele poderia machucar o joelho na pré-temporada de 87 e nunca mais ser o mesmo, quem sabe? Pelo menos ele teria recebido 20 mil dólares por mês durante dois anos na pior das hipóteses.
O fato é que Len Bias foi uma história interrompida e que deixa milhares de "como seria se" para os fãs da NBA.
Você provavelmente nunca ouviu falar de Len Bias, mas ele tinha 22 anos quando morreu e, cara, ele era bom.
Direto na têmpora: Birthday - The Bird And The Bee
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Sem perdão
Eu não sou especialmente bom em perdoar, seja em coisas grande ou pequenas. É um defeito meu que tento melhorar e que venho conseguido alterar pouquinho, baby steps e tal.
Talvez por isso eu não consiga me colocar no lugar do Ricardo aqui da Tom, que teve a sobrinha de 4 anos assassinada estupidamente(como se houvesse assassinato que não fosse estúpido) por um vizinho de 16.
Eu não consigo imaginar a dor da família ou como estejam lidando com os pais do monstro. Mais do que isso, eu não consigo sequer imaginar que em dois anos ele estará solto por ser menor.
Eu, que sequer faço parte da família, desejo a ele as piores coisas que eu possa desejar a outro ser humano. Eu não me interesso pelos motivos que esse rapaz possa dar e não acredito na justiça. Nesse caso, eu sequer compreendo a recuperação como uma possibilidade ou alternativa de interesse da sociedade.
Eu não sei se o Ricardo e sua família irão perdoar o rapaz. Eu sei que eu não perdoaria e, sinto muito, não me envergonho nem um pouco disso.
Direto na têmpora: You've got the love - Florence and the Machine
Talvez por isso eu não consiga me colocar no lugar do Ricardo aqui da Tom, que teve a sobrinha de 4 anos assassinada estupidamente(como se houvesse assassinato que não fosse estúpido) por um vizinho de 16.
Eu não consigo imaginar a dor da família ou como estejam lidando com os pais do monstro. Mais do que isso, eu não consigo sequer imaginar que em dois anos ele estará solto por ser menor.
Eu, que sequer faço parte da família, desejo a ele as piores coisas que eu possa desejar a outro ser humano. Eu não me interesso pelos motivos que esse rapaz possa dar e não acredito na justiça. Nesse caso, eu sequer compreendo a recuperação como uma possibilidade ou alternativa de interesse da sociedade.
Eu não sei se o Ricardo e sua família irão perdoar o rapaz. Eu sei que eu não perdoaria e, sinto muito, não me envergonho nem um pouco disso.
Direto na têmpora: You've got the love - Florence and the Machine
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Sander
Conhecia Luís Sander há mais de 10 anos. Fizemos vários trabalhos juntos, sendo o último em dezembro passado para a Faculdade Pitágoras. Durante as filmagens, conversamos e rimos como há muito tempo não fazíamos.
Há pouquíssimo tempo ele teve a idéia e estávamos planejando uma animação com os Freak Children. A reunião sobre o projeto com o Denis Leroy foi marcada e desmarcada algumas vezes porque Sander andava meio doente e ralando muito.
No começo do ano, enviei uma música que compus e cantei com a Sophia para o Sander, perguntando se ele achava que poderia virar um clipezinho em animação. Fora isso, volta e meia brincamos um com o outro via Facebook. Esse foi o último email que recebi dele, no dia 8 de janeiro.
"Que coisa mais linda, Maurilo! Claro que rola! Precisamos conversar logo sobre tudo isso, mas tô numa correria insuportável nesses dias, um janeiro como eu não via faz tempo. Vou colocar a cabeça no lugar primeiro (estou meio doente e trabalhando em dobro - normal, né?) e vamos tentar nos falar na semana que vem sim, sem falta, quando as coisas estiverem mais engatilhadas na minha cabeça e na produtora, ok?
(Ouvir sua filha cantando no final me fez ficar sorrindo aqui, pensativo, e a noite ficou mais bonita, mais leve. Muito obrigado!)
Grande abraço!"
Fique com Deus, Sander, que a gente fica aqui sentindo saudades e pedindo para conhecer mais gente como você.
Direto na têmpora: Mad about you - Hooverphonic
Há pouquíssimo tempo ele teve a idéia e estávamos planejando uma animação com os Freak Children. A reunião sobre o projeto com o Denis Leroy foi marcada e desmarcada algumas vezes porque Sander andava meio doente e ralando muito.
No começo do ano, enviei uma música que compus e cantei com a Sophia para o Sander, perguntando se ele achava que poderia virar um clipezinho em animação. Fora isso, volta e meia brincamos um com o outro via Facebook. Esse foi o último email que recebi dele, no dia 8 de janeiro.
"Que coisa mais linda, Maurilo! Claro que rola! Precisamos conversar logo sobre tudo isso, mas tô numa correria insuportável nesses dias, um janeiro como eu não via faz tempo. Vou colocar a cabeça no lugar primeiro (estou meio doente e trabalhando em dobro - normal, né?) e vamos tentar nos falar na semana que vem sim, sem falta, quando as coisas estiverem mais engatilhadas na minha cabeça e na produtora, ok?
(Ouvir sua filha cantando no final me fez ficar sorrindo aqui, pensativo, e a noite ficou mais bonita, mais leve. Muito obrigado!)
Grande abraço!"
Fique com Deus, Sander, que a gente fica aqui sentindo saudades e pedindo para conhecer mais gente como você.
Direto na têmpora: Mad about you - Hooverphonic
terça-feira, outubro 27, 2009
Elvis
Minha Sophia tem um livrinho lindo chamado "Mas por quê??! A história de Elvis", que conta a caminhada de uma menininha pelo parque enquanto vai enterrar um passarinho morto.
Ontem Fernanda estava lendo para ela e, enquanto explicava que estavam enterrando o passarinho porque ele tinha morrido, Sophia perguntou:
- E ele ficou cantando debaixo da terra?
E depois ainda emendou:
- Como é que ele foi pro céu se colocaram ele debaixo da terra?
Ainda bem que eu estava em aula e foi a Fernanda quem teve que explicar.
Direto na têmpora: If i didn't love you - The Specials
Ontem Fernanda estava lendo para ela e, enquanto explicava que estavam enterrando o passarinho porque ele tinha morrido, Sophia perguntou:
- E ele ficou cantando debaixo da terra?
E depois ainda emendou:
- Como é que ele foi pro céu se colocaram ele debaixo da terra?
Ainda bem que eu estava em aula e foi a Fernanda quem teve que explicar.
Direto na têmpora: If i didn't love you - The Specials
sexta-feira, junho 26, 2009
Obituário
Pode parecer macabro, mas ontem eu estava escrevendo sobre a morte de Farrah Fawcett e, quando li a notícia sobre o enfarte de Michael Jackson, resolvi esperar.
O fato é que aos 50 anos morreu um dos maiores astros da música pop de todos os tempos. Já escrevi sobre ele no Pastelzinho aqui e aqui.
Uma voz única, grandes sucessos e uma incrível capacidade de deixar tudo isso em segundo plano com suas esquisitices.
Nunca fui um grande fã de Jacko, mas não dá pra negar que Off the Wall e Thriller são dois dos maiores álbuns pop de todos os tempos. Isso sem mencionar os Jackson Five.
Enfim, fica aqui a lembrança de um ícone controverso e talentoso. E de uma das mulheres mais belas e cativantes que a telinha já viu, cuja morte perdeu (para a mídia) a relevância e vai acabar ficando à sombra de um ídolo.

Aqui você aparece na foto e Jacko não, viu, Farrah?
Um fenômeno pop.
Direto na têmpora: Please - The Apples in Stereo
O fato é que aos 50 anos morreu um dos maiores astros da música pop de todos os tempos. Já escrevi sobre ele no Pastelzinho aqui e aqui.
Uma voz única, grandes sucessos e uma incrível capacidade de deixar tudo isso em segundo plano com suas esquisitices.
Nunca fui um grande fã de Jacko, mas não dá pra negar que Off the Wall e Thriller são dois dos maiores álbuns pop de todos os tempos. Isso sem mencionar os Jackson Five.
Enfim, fica aqui a lembrança de um ícone controverso e talentoso. E de uma das mulheres mais belas e cativantes que a telinha já viu, cuja morte perdeu (para a mídia) a relevância e vai acabar ficando à sombra de um ídolo.

Aqui você aparece na foto e Jacko não, viu, Farrah?
Um fenômeno pop.
Direto na têmpora: Please - The Apples in Stereo
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Michael Jackson,
morte
sexta-feira, maio 22, 2009
Zé Rodrix
Zé Rodrix morreu. Músico talentoso, jingleiro fenomenal.
Quando criança, adorava "Mestre Jonas", "Soy Latino Americano" e muito mais. E, como publicitário, sempre admirei seus trabalhos como o jingle da GM e este da Pepsi, que é o retrato fiel de uma época.
Compadre meu (pelo menos em espírito), vá em paz.
Só tem amor quem tem amor pra dar.
"Eu vou te encontrar,
Nos muros cobertos de folhas,
Lugares adormecidos pelo tempo,
Eu vou te encontrar,
Em outras passagens dessa vida,
Quando tiver mais coisa pra dizer,
Eu vou te encontrar nas torres de 130 andares,
Por trás das malhas de vidro,
Caindo no esquecimento,
No futuro que eu não sei se haverá,
Vou te escutar,
Nas finas antenas de metal,
Vou ver teus desenhos no jornal,
Um rosto distante se apagando
No meio da multidão."
(Sá, Rodrix e Guarabyra)
Direto na têmpora: Desenhos no jornal - Sá, Rodrix e Guarabyra
Quando criança, adorava "Mestre Jonas", "Soy Latino Americano" e muito mais. E, como publicitário, sempre admirei seus trabalhos como o jingle da GM e este da Pepsi, que é o retrato fiel de uma época.
Compadre meu (pelo menos em espírito), vá em paz.
Só tem amor quem tem amor pra dar.
"Eu vou te encontrar,
Nos muros cobertos de folhas,
Lugares adormecidos pelo tempo,
Eu vou te encontrar,
Em outras passagens dessa vida,
Quando tiver mais coisa pra dizer,
Eu vou te encontrar nas torres de 130 andares,
Por trás das malhas de vidro,
Caindo no esquecimento,
No futuro que eu não sei se haverá,
Vou te escutar,
Nas finas antenas de metal,
Vou ver teus desenhos no jornal,
Um rosto distante se apagando
No meio da multidão."
(Sá, Rodrix e Guarabyra)
Direto na têmpora: Desenhos no jornal - Sá, Rodrix e Guarabyra
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Eartha Kitt
A Eartha Kitt morreu. Além de uma cantora bacana, Eartha Kitt foi um tesão de Mulher Gato no Batman da tv.
Por isso, em homenagem à Eartha, vai aí um tributo a três das minhas catwomen favoritas: a supracitada Ms. Kitt, Julie Newmar e, é claro, Michelle Pfeiffer.
Não é à toa que eu sempre torcia contra o Batman. Maldito morcego.

Saudades da Eartha.

Saudades da Julie.

Saudades da Michelle.
Direto na têmpora: Change is hard - She & Him
Por isso, em homenagem à Eartha, vai aí um tributo a três das minhas catwomen favoritas: a supracitada Ms. Kitt, Julie Newmar e, é claro, Michelle Pfeiffer.
Não é à toa que eu sempre torcia contra o Batman. Maldito morcego.

Saudades da Eartha.

Saudades da Julie.

Saudades da Michelle.
Direto na têmpora: Change is hard - She & Him
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sexta-feira, setembro 12, 2008
Bullies
Eu fui durante um bom o tempo, o “cara dos bulldogs” ali perto de casa. Sempre que saía com Clemente e Dadá, o povo parava, conversava, elogiava os dois.
O Clemente morreu já faz uns 4 anos e ontem foi a vez da Dadá. Estou longe e acho que isso me fez sentir menos a partida dela.
Não sou mais o cara dos bulldogs, a não ser pela tatuagem na perna. Esse bulldog fica pra sempre.

O bulldog que me resta.
Direto na têmpora: Marquee Moon - Television
O Clemente morreu já faz uns 4 anos e ontem foi a vez da Dadá. Estou longe e acho que isso me fez sentir menos a partida dela.
Não sou mais o cara dos bulldogs, a não ser pela tatuagem na perna. Esse bulldog fica pra sempre.

O bulldog que me resta.
Direto na têmpora: Marquee Moon - Television
quinta-feira, setembro 04, 2008
Homem que é homem
Homem que é homem usa chapéu, óculos escuros e ninguém ri na cara dele.
Homem que é homem ouve Evaldo Braga, mas segura a onda e não chora.
Homem que é homem não acha que existe pinga forte ou cachaça ardida demais.
Homem que é homem é meio sósia do Jece Valadão.
Homem que é homem morre de tiro de marido corno, bebida ou câncer na próstata.
Vai com Deus, Waldick.

Direto na têmpora: Upon This Tidal Wave Of Young Blood – Clap Your Hands Say Yeah
Homem que é homem ouve Evaldo Braga, mas segura a onda e não chora.
Homem que é homem não acha que existe pinga forte ou cachaça ardida demais.
Homem que é homem é meio sósia do Jece Valadão.
Homem que é homem morre de tiro de marido corno, bebida ou câncer na próstata.
Vai com Deus, Waldick.

Direto na têmpora: Upon This Tidal Wave Of Young Blood – Clap Your Hands Say Yeah
Labels:
homenagem,
morte,
Waldick Soriano
segunda-feira, junho 23, 2008
Etapas
Tem uma fase da vida em que todo final de semana você vai a uma festa de 15 anos, quer você seja convidado, quer não.
Depois, vem a fase das formaturas. Aí você só vai se for convidado, mas sempre tem uma. Na verdade, não raramente você tem que escolher entre duas que acontecem na mesma data.
Seguem-se as fases dos casamentos, dos filhos, das separações e das mortes. Graças a Deus, ainda não cheguei na fase das mortes em seqüência dos amigos, mas a dos ídolos já começou.
Na sexta morreu André Valli, o eterno Visconde de Sabugosa. Antes dele, foram a Zilka Salaberry (Dona Benta), a Jacira Sampaio (Tia Anastácia) e o Samuel Santos (Tio Barnabé), ficou só a meninada.
O Sítio do Pica-Pau Amarelo que eu conheci está acabando. É um ciclo, eu sei, mas que dá saudade, dá.

Lá vai o Visconde, encontrar Dona Benta e Monteiro Lobato.
Direto na têmpora: O Vira - Secos e Molhados
Depois, vem a fase das formaturas. Aí você só vai se for convidado, mas sempre tem uma. Na verdade, não raramente você tem que escolher entre duas que acontecem na mesma data.
Seguem-se as fases dos casamentos, dos filhos, das separações e das mortes. Graças a Deus, ainda não cheguei na fase das mortes em seqüência dos amigos, mas a dos ídolos já começou.
Na sexta morreu André Valli, o eterno Visconde de Sabugosa. Antes dele, foram a Zilka Salaberry (Dona Benta), a Jacira Sampaio (Tia Anastácia) e o Samuel Santos (Tio Barnabé), ficou só a meninada.
O Sítio do Pica-Pau Amarelo que eu conheci está acabando. É um ciclo, eu sei, mas que dá saudade, dá.

Lá vai o Visconde, encontrar Dona Benta e Monteiro Lobato.
Direto na têmpora: O Vira - Secos e Molhados
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Sítio do Pica-Pau Amarelo
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
O cara que mora do seu lado
O prédio onde eu moro é muito louco. Há uns 15 anos, o cara que morava no meu apê foi assassinado, dentro do prédio, por causa de uma briga sobre vagas de garagem.
Logo que me mudei não era raro ouvir os gritos de "me dá dinheiro, mãe, eu vou te matar" e coisas do gênero. O rapaz, viciado em diversos tipos de drogas, chegou a tomar uma porrada na cabeça do vigia do prédio com um cano de ferro. Depois, quando a mãe e o pai entraram na justiça para decidir quem NÃO ficaria com a guarda dele, mudaram do prédio.
Do outro lado do corredor, tinha um que fazia festa de segunda a segunda, com direito a putaiada e, quando a gente reclamava, a resposta era "sou solteiro, faço festa mesmo". O detalhe é que ele tinha seus 40 e poucos anos. A polícia ia lá pelas reclamações de barulho pelo menos uma vez por semana.
Ontem à noite, outro vizinho morreu de overdose, ostentando 8 picadas em um dos braços. Aí você pergunta: "moras na Pedreira Prado Lopes?" E eu penso bastante, mas bastante mesmo antes de responder que não.
Direto na têmpora: Butterfly on a wheel - The Mission
Logo que me mudei não era raro ouvir os gritos de "me dá dinheiro, mãe, eu vou te matar" e coisas do gênero. O rapaz, viciado em diversos tipos de drogas, chegou a tomar uma porrada na cabeça do vigia do prédio com um cano de ferro. Depois, quando a mãe e o pai entraram na justiça para decidir quem NÃO ficaria com a guarda dele, mudaram do prédio.
Do outro lado do corredor, tinha um que fazia festa de segunda a segunda, com direito a putaiada e, quando a gente reclamava, a resposta era "sou solteiro, faço festa mesmo". O detalhe é que ele tinha seus 40 e poucos anos. A polícia ia lá pelas reclamações de barulho pelo menos uma vez por semana.
Ontem à noite, outro vizinho morreu de overdose, ostentando 8 picadas em um dos braços. Aí você pergunta: "moras na Pedreira Prado Lopes?" E eu penso bastante, mas bastante mesmo antes de responder que não.
Direto na têmpora: Butterfly on a wheel - The Mission
sexta-feira, janeiro 18, 2008
No tabuleiro do Bobby Fischer tem
A morte de Bobby Fischer, um dos mais geniais (e insanos) enxadristas de todos os tempos me pegou de surpresa.
O cara foi campeão americano de xadrez aos 14 anos, Grande Mestre aos 15 e o primeiro americano campeão mundial de xadrez em 1972. Indiscutivelmente um fodão entre fodões.
No entanto, perdeu o título em 75 porque não quis jogar contra o Karpov, deixou o xadrez, sumiu por ano sem que ninguém soubesse seu paradeiro, foi preso por desafiar sanções americanas à Iugoslávia em 92, fazia comentários antisemitas mesmo sendo filho de judeus e em 2005 renunciou à cidadania americana e virou islandês.
Daí que comecei a pensar, alguém aí sabe por onde anda o Mequinho?
Direto na têmpora: Purple Rain - Prince
O cara foi campeão americano de xadrez aos 14 anos, Grande Mestre aos 15 e o primeiro americano campeão mundial de xadrez em 1972. Indiscutivelmente um fodão entre fodões.
No entanto, perdeu o título em 75 porque não quis jogar contra o Karpov, deixou o xadrez, sumiu por ano sem que ninguém soubesse seu paradeiro, foi preso por desafiar sanções americanas à Iugoslávia em 92, fazia comentários antisemitas mesmo sendo filho de judeus e em 2005 renunciou à cidadania americana e virou islandês.
Daí que comecei a pensar, alguém aí sabe por onde anda o Mequinho?
Direto na têmpora: Purple Rain - Prince
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quinta-feira, setembro 13, 2007
Desencarnado
Morreu Pedro de Lara e levou com ele o Salsi Fufu. Aos 82 anos, Pedro é hoje apenas uma página do meu almanaque dos anos 80. E como dói.
Direto na têmpora: Cerdo - Molotov
Direto na têmpora: Cerdo - Molotov
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Pedro de Lara
quinta-feira, setembro 06, 2007
Pavarotti
Normalmente o "Direto na têmpora" que fica ao fim de cada post reflete apenas a música que eu estava ouvindo quando comecei ou acabei de postar. Essa é a regra em 99,9% dos casos.
Hoje, no entanto, a homenagem não está no post, mas no "Direto na têmpora", com uma das músicas favoritas dos meus pais (no caso do meu pai, certamente a preferida) magistralmente interpretada por Luciano Pavarotti, que faleceu hoje aos 71 anos.
Direto na têmpora: Una furtiva lagrima - Luciano Pavarotti
Hoje, no entanto, a homenagem não está no post, mas no "Direto na têmpora", com uma das músicas favoritas dos meus pais (no caso do meu pai, certamente a preferida) magistralmente interpretada por Luciano Pavarotti, que faleceu hoje aos 71 anos.
Direto na têmpora: Una furtiva lagrima - Luciano Pavarotti
terça-feira, julho 31, 2007
Antonioni e Bergman
Ontem morreram Antonioni e Bergman, dois dos maiores cineastas da história. Do Antonioni só assisti Zabriskie Point e Blow Up, do Bergman eu vi O Sétimo Selo, Morangos Silvestres, Fanny e Alexander, Gritos e Sussurros. É pouco, eu sei, mas são muitos filmes para se ver e muito pouco tempo, ainda mais quando falamos de obras mais antigas, com cópias difíceis de achar, etc, etc.
De qualquer forma, fica aqui o compromisso de assistir mais coisas dos mestres. Como eu disse no blog do Jonga , perde quem ama o cinema.
Direto na têmpora: Driven to tears – The Police
De qualquer forma, fica aqui o compromisso de assistir mais coisas dos mestres. Como eu disse no blog do Jonga , perde quem ama o cinema.
Direto na têmpora: Driven to tears – The Police
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