quarta-feira, outubro 07, 2009

Flanelinhas na mira

Eu sou um velho resmungão e eu odeio flanelinhas. Quando um flanelinha argumenta que está trabalhando e tentando ganhar seu dinheiro honestamente ele esquece que "extorsão" não é exatamente uma prática recoberta de lisura.

Flanelinhas utilizam a ameaça velada (e às vezes nem tão velada assim) para ganhar o seu dinheiro e, para mim, qualquer um que utilize o medo do outro a seu favor não merece crédito ou respeito.

Existem flanelinhas gente boa? Sim, da mesma forma que não é raro ver sequestrados elogiando o sequestrador gente boa. Colocando o crime e a violência de lado, a vítima pode até mesmo chegar a considerá-los como amigos.

Isso é resultado do excesso de carros, da ausência de estacionamentos, do Faixa Azul, do desemprego, do mau planejamento da cidade? Não sei, só sei que a coisa saiu de controle e piora a cada dia.

Agora, lendo a manchete no jornal que diz que a PM está combatendo os flanelinhas, não consigo acreditar que algo vá mudar (eu sou um velho resmungão, não se esqueça). Talvez os flanelinhas tenham vindo para ficar, assim como os despachantes de passaporte, que também utilizam a ineficiência ou precariedade de uma situação para "arranjar as coisas mais rapidinho".

Enfim, eu torço por um mundo sem flanelinhas, assim como eu torço por um mundo sem exame de próstata, mas acho sinceramente que nenhum dos dois vai se tornar realidade. Pelo menos não enquanto eu estiver vivo.




Direto na têmpora: She Don't Use Jelly - The Flaming Lips

12 comentários:

tita disse...

Afe..tenho piripaques com eles...

redatozim disse...

Em BH eles são uma praga, tita, estão em todos os cantos.

Renata disse...

Falou tudo que estava "entalado" aqui. Eu simplesmente ODEIO flanelinhas, todos eles. Odeio com muita força.

redatozim disse...

E eles continuarão por todo o sempre, Renata, infelizmente.

adriana disse...

Quando estou muito atacada e me deparo com o inevitável: "posso olhar o carro pra senhora, dona?", costumo responder (baixo e sem que o dito ouça): "pode olhar pra onde quiser, este é um país livre". Eu sei, não adianta nada. Eles não ouvem e, se ouvissem, não ligariam. Mas na volta, também não dou dinheiro algum. É uma vingança silenciosa e singela. Mas faz um bem ...

redatozim disse...

Eu também costumo dar bastante calote, adriana, mas confesso que às vezes basta ver um flanelinha guardando uma vaga para levar o carro pro estacionamento mesmo pagando mais caro. Por isso eu não reclamo de shopping.

Gui disse...

Para te deixar mais feliz já inventaram uma forma de fazer exame de prostata através de exame sangüineo... rs

redatozim disse...

Até onde eu sei, Gui, o exame ajuda, mas não substitui a dedada.

Danuza Falabella disse...

morte aos flanelinhas. Nunca vou me esquecer quando ainda trabalhava na TOM nos idos FOR e cheguei no meu carro por volta das 20h pra ir embora pra casa e vi que não possuia mais os espelhos retrovisores de ambos os lados...tive que voltar dirigindo usando o espelho interno, ruminando odio e querendo ver a morte agonizante do flanelinha que fez isso. O pior que eu sabia qual dos putos era mas não tinha como provar. Que morram podres. ODIO.

redatozim disse...

é um povinho que eu também passaria muito bem sem ter que nunca ter visto, danny

Leo disse...

Com os flanelinhas, infelizmente, você ainda via continuar sofrendo por muito muito tempo. Mas pelo menos pro passaporte o problema acabou. Desburocratizou total. Até eu, mula que sou, tirei sozinho sem qualquer problema.

redatozim disse...

Faz tempo que eu não tiro passaporte, Leo, mas vou acreditar em você.