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segunda-feira, agosto 10, 2009

Revoluções e imitações

Talvez nem todo mundo saiba, mas os últimos 3 meses foram uma completa insanidade na minha vida profissional.

Saí da Domínio Público em uma situação no mínimo estranha (inclusive devendo uma conversa para agradecer ao Paulo Silva e demonstrar alguns pontos de vista) e fui para a 18.

Mal cheguei na 18 e recebi um convite da ProBrasil. Mesmo adorando verdadeiramente a 18, fiz a escolha por um desafio profissional que me pareceu interessantíssimo em uma agência com um perfil único no mercado mineiro.

A ProBrasil foi uma agência que me impressionou demais por seu profissionalismo, pela vontade de ir além da sua equipe e por sua estrutura bem organizada. Quando achei que ia sossegar, a Tom me ligou com apenas 3 dias de ProBrasil e não tive como resistir. Nototal, fiquei apenas 8 dias por ali.

Sendo assim, para quem ainda não sabe, em 3 meses passei pela Domínio, 18, ProBrasil e agora estou na Tom. Agora que você já sabe da história, vamos ao post em si.

Já disse ao vivo, no twitter e agora aqui, que a dobradinha Ricardo Eletro / ProBrasil dita hoje a linguagem de varejo no país. O estilo de locução, a interpretação da atriz, as "paradinhas", tudo isso vem servindo de "inspiração" para a concorrência.

Agora, no entanto, as Casas Bahia assumiram que, apesar de serem o maior anunciante do país, não passam de uma vendinha de esquina na hora de copiar descaradamente a comunicação do concorrente.

Alem de chupar descaradamente o posicionamento "cobre tudo", as Casas Bahia tentaram usar o dono e agora copiam até o visual da campanha, trocando apenas as listras amarelas e pretas do Ricardo por outras vermelhas e pretas.

Acredito plenamente que essa boquetaria publicitária não é uma decisão estratégica da Young & Rubicam, agência que atende as Casas Bahia. Aliás, quero muito acreditar nisso. A mim parece que, para manter a conta extremamente lucrativa, faz-se tudo, até submeter-se ao ridículo sob mando do cliente.

Sinto muita vergonha e me apiedo dos profissionais da Y&R que são obrigados a praticar uma felação descarada no trabalho da ProBrasil e submeter-se à condição vergonhosa de divulgar um anunciante sem criatividade, sem posicionamento e sem identidade. Acreditem, nenhum profissional de criação tem prazer em se prestar a esse tipo de situação.

Mesmo que nunca tivesse passado pela ProBrasil, iria sentir a mesma coisa. É uma vergonha que um anunciante do porte das Casas Bahia precisa rastejar tanto para combater a concorrência.

Seria menos vexamoso contratar toda a equipe da ProBrasil e "dar um sumiço" no Ricardo. Pelo menos a admissão de incompetência não seria tão pública como é hoje no horário nobre.




Direto na têmpora: You can't always get what you want - Rusted Root

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Los Chupa Cabras 2

Essa quem achou foi o Edu, do Eu Consumo. Antes que alguém pergunte, sim, a da Vitelli é mais antiga. E como diria Galvão Bueno: "é, amigo, não tem mais bobo na propaganda não".






Direto na têmpora: Welcome to the cruel world - Ben Harper