Tenho a língua solta
E todas as palavras já ditas escapando por entre os dentes
Direto na têmpora: Samba do Avião - Tom Jobim
quinta-feira, agosto 23, 2007
Boca suja
Quem visita o blog da TOM já leu, quem não visita pode ler agora. A história é, vergonhosamente, verídica.
Minha sogra foi comprar uma ração para sua cadelinha Magnólia em uma conceituada petshop da zona sul. Ao ser atendida, pediu algumas dicas sobre os melhores produtos no que foi prontamente atendida pelo prestativo vendedor:
"Ah, essa aqui é a melhor do mercado. Tem ômega 6, vitaminas e faz o cachorro cagar bem menos."
Assustada com o linguajar pouco apropriado para um vendedor de tão prestigioso estabelecimento, ainda mais diante de uma senhora, minha sogra ainda tentou ajudá-lo.
"Certo, então reduz o volume de fezes, é isso?"
"Isso, o cachorro caga muito menos. Caga menos e fede bem menos também, viu?"
A partir daí aquela petshop ficou totalmente de fora da lista de compras para a Magnólia.
Direto na têmpora: Viola enluarada - Marcos Valle & MPB4
Minha sogra foi comprar uma ração para sua cadelinha Magnólia em uma conceituada petshop da zona sul. Ao ser atendida, pediu algumas dicas sobre os melhores produtos no que foi prontamente atendida pelo prestativo vendedor:
"Ah, essa aqui é a melhor do mercado. Tem ômega 6, vitaminas e faz o cachorro cagar bem menos."
Assustada com o linguajar pouco apropriado para um vendedor de tão prestigioso estabelecimento, ainda mais diante de uma senhora, minha sogra ainda tentou ajudá-lo.
"Certo, então reduz o volume de fezes, é isso?"
"Isso, o cachorro caga muito menos. Caga menos e fede bem menos também, viu?"
A partir daí aquela petshop ficou totalmente de fora da lista de compras para a Magnólia.
Direto na têmpora: Viola enluarada - Marcos Valle & MPB4
quarta-feira, agosto 22, 2007
Tudo é Jazz ou ajuda eu, moço
Em setembro teremos o Tudo é Jazz em Ouro Preto. Esse ano tem Joshua Redman, Madeleine Peyroux, Oscar Castro Neves e outros fodões do ramo. Pois bem, inicio oficialmente a partir de agora a campanha de doações para a minha presença no evento.
Quem tiver ingressos para qualquer dos três dias (ou preferencialmente para os três), por favor, lembre-se do pobre amiguinho aqui que ainda tem os ingressos da mulher para pagar.
Conto com a colaboração e com a caridade de todos vocês, almas benevolentes. Não me deixem só!
Direto na têmpora: Above ground - Norah Jones
Quem tiver ingressos para qualquer dos três dias (ou preferencialmente para os três), por favor, lembre-se do pobre amiguinho aqui que ainda tem os ingressos da mulher para pagar.
Conto com a colaboração e com a caridade de todos vocês, almas benevolentes. Não me deixem só!
Direto na têmpora: Above ground - Norah Jones
Morfologia
Tenho pé-de-valsa
Mas nos tendões algo desafina enquanto danço
Tenho veia poética
E só me falta o sangue que nela corra
Tenho olho clínico
Que a retina-paciente se recusa a enxergar
Tenho ouvidos moucos
E uns tantos gritos roucos de não se fazer ouvir
Tenho a alma leve
De um peso sutil que me afunda no chão
Tenho coração de pedra
E sobre ele não se edificará minha igreja
Direto na têmpora: What Sarah said - Death Cab for Cutie
Mas nos tendões algo desafina enquanto danço
Tenho veia poética
E só me falta o sangue que nela corra
Tenho olho clínico
Que a retina-paciente se recusa a enxergar
Tenho ouvidos moucos
E uns tantos gritos roucos de não se fazer ouvir
Tenho a alma leve
De um peso sutil que me afunda no chão
Tenho coração de pedra
E sobre ele não se edificará minha igreja
Direto na têmpora: What Sarah said - Death Cab for Cutie
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terça-feira, agosto 21, 2007
Estudos Avançados da Fauna Publicitária
Tem gente que acha que atendimento é tudo igual: bobagem. Existem dezenas de tipos diferentes catalogados pelo CEBRACOM – Centro de Estudos dos Braços Compridos e a cada dia surge uma nova e atemorizante variedade. Como não sou expert no tema e tenho apenas uma curiosidade mórbida pela espécie, citarei apenas cinco dos modelos mais comuns encontrados na nossa vida selvagem.
Os Criativos – Sugerem títulos, mudam layouts por conta própria, chegam a dar sugestões de roteiro diretamente para o cliente durante as apresentações. Profissionais pró-ativos, nunca deixam a falta de talento ou de ridículo atrapalhar sua sanha criativa.
Os Múcios – havia um personagem do Jô Soares (sim, o Jô já foi humorista, meus leitores petizes) chamado Múcio que concordava sempre com seus interlocutores. Se um era a favor da pena de morte ele prontamente concordava. Assim que o outro mostrava opinião contrária ele imediatamente virava casaca com seu indefectível “por outro lado” prognata. Pois bem, os Múcios vivem assim, concordando despudoradamente com criação e com o cliente ao mesmo tempo, não importando o quanto eles tenham visões opostas. Costumam ter carreiras longas e odiosas.
Os Polianas – A campanha acaba de ser reduzida a pó, o prazo é de poucas horas, o pedido entra apenas na sexta-feira às 19h, pouco importa, para os Polianas tudo tem seu lado bom. “Geeenteee, o cliente amoooooouuuuuu a campanha. O texto está bombado, o layout ele não gostou, o roteiro vai ter que ser refeito, mas o jeito que o endereço entrou nas peças ele amou.” São os causadores (e vítimas) mais comuns de homicídios em agências de propaganda.
Os Pôncios Pilatos – Jogam a campanha na mesa do cliente e lavam as mãos. Quase sempre levam Jesus Cristo, mas só voltam com Barrabás aprovado.
Os Prolixos – Sabe aqueles pedidos de trabalho com 7 laudas para solicitar uma faixa de rua? Essa é uma das maneiras mais fáceis de reconhecer um Prolixo. Na apresentação com o cliente, desfia um rosário de termos marketescos, espalha palavras de impacto, insere alguns jargões e voilá, perde 40 minutos da reunião para porra nenhuma. É um mestre em produzir bocejos e pode chegar a triplicar a quantidade de café consumida em uma reunião. Normalmente é demitido ainda no meio de algum discurso.
Como eu disse, existem também outros exemplares, como os Competentes, os Envolvidos, os Racionais. Trabalhei com muitos deles e são excelentes para conviver e produzir, mas dão pouquíssimo assunto para pastel.
Direto na têmpora: Africa - Toto
Os Criativos – Sugerem títulos, mudam layouts por conta própria, chegam a dar sugestões de roteiro diretamente para o cliente durante as apresentações. Profissionais pró-ativos, nunca deixam a falta de talento ou de ridículo atrapalhar sua sanha criativa.
Os Múcios – havia um personagem do Jô Soares (sim, o Jô já foi humorista, meus leitores petizes) chamado Múcio que concordava sempre com seus interlocutores. Se um era a favor da pena de morte ele prontamente concordava. Assim que o outro mostrava opinião contrária ele imediatamente virava casaca com seu indefectível “por outro lado” prognata. Pois bem, os Múcios vivem assim, concordando despudoradamente com criação e com o cliente ao mesmo tempo, não importando o quanto eles tenham visões opostas. Costumam ter carreiras longas e odiosas.
Os Polianas – A campanha acaba de ser reduzida a pó, o prazo é de poucas horas, o pedido entra apenas na sexta-feira às 19h, pouco importa, para os Polianas tudo tem seu lado bom. “Geeenteee, o cliente amoooooouuuuuu a campanha. O texto está bombado, o layout ele não gostou, o roteiro vai ter que ser refeito, mas o jeito que o endereço entrou nas peças ele amou.” São os causadores (e vítimas) mais comuns de homicídios em agências de propaganda.
Os Pôncios Pilatos – Jogam a campanha na mesa do cliente e lavam as mãos. Quase sempre levam Jesus Cristo, mas só voltam com Barrabás aprovado.
Os Prolixos – Sabe aqueles pedidos de trabalho com 7 laudas para solicitar uma faixa de rua? Essa é uma das maneiras mais fáceis de reconhecer um Prolixo. Na apresentação com o cliente, desfia um rosário de termos marketescos, espalha palavras de impacto, insere alguns jargões e voilá, perde 40 minutos da reunião para porra nenhuma. É um mestre em produzir bocejos e pode chegar a triplicar a quantidade de café consumida em uma reunião. Normalmente é demitido ainda no meio de algum discurso.
Como eu disse, existem também outros exemplares, como os Competentes, os Envolvidos, os Racionais. Trabalhei com muitos deles e são excelentes para conviver e produzir, mas dão pouquíssimo assunto para pastel.
Direto na têmpora: Africa - Toto
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segunda-feira, agosto 20, 2007
The whole world in his hands
Um filme bacana demais da Adidas que eu fiz questão de rever só pra lembrar que o Garnett hoje é dos Celtics. Independente de NBA ou não, é um filmaço que vale a pena ser visto.
Direto na têmpora: Brain Stew - Greenday
Direto na têmpora: Brain Stew - Greenday
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Nem acarajé, nem Chiclete com Banana, é assim que eu gosto da Bahia
Passei quatro dias em Salvador e o que eu tenho a dizer é o seguinte:
- O filé do Juarez é melhor ainda do que eu esperava.
- O Bar da Ponta também é ótimo.
- O sorvete da Ribeira é sensacional, mas é longe pra burro.
- O Amado é um dos restaurantes mais bacanas onde já estive, mas é caro pra burro.
- O termo “baianada” para descrever ações absurdas no trânsito não é preconceituoso ou maldoso, ele apenas retrata com clareza uma realidade.
- Gostei bastante do Elevador Lacerda e do Pelourinho.
- Tem muita coisa precisando de uma bela reforma ou melhor utilização na cidade.
- O Mercado Modelo é mais legal de se ver do que de se visitar.
- O Forte de São Marcelo é bem mais legal de se visitar do que de se ver.
- O Maria Mata Mouro é um senhor restaurante.
- O Pestana é um senhor hotel (ainda mais quando você fica em quarto superior ao esperado / combinado).
- O Shopping Salvador é bem bonito. O Iguatemi é um pombal.
- O dique do Itororó foi uma belíssima surpresa.
- A Praia do Forte é bacaníssima e uma ótima pedida pra voltar com a Sophia.
- Imbassaí é linda, linda, linda, mas tem uma onda meio estranha, sei lá.
- Xandy ainda existe na Bahia, provando mais uma vez que para o mal não há limites.
- Tem umas estátuas boterísticas de uma gordinhas em Ondina que são bem legaizinhas.
- Os doces portugueses do restaurante Conventual, no sensacional Convento do Carmo, são incríveis, fantásticos e absurdantes. Mas a latinha de Coca custa R$ 6,00!!!!!
- Os planos inclinados são um negócio muito doido.
- A Fonte Nova está, como o time do Bahia, caindo aos pedaços.
- O “Encontro das Nádegas” é uma das esculturas mais esquisitas de todos os tempos.
- Eu e Fernanda adoramos Salvador. Já fiquei com vontade de voltar.
Direto na têmpora: Mulheres de Atenas - Chico Buarque
- O filé do Juarez é melhor ainda do que eu esperava.
- O Bar da Ponta também é ótimo.
- O sorvete da Ribeira é sensacional, mas é longe pra burro.
- O Amado é um dos restaurantes mais bacanas onde já estive, mas é caro pra burro.
- O termo “baianada” para descrever ações absurdas no trânsito não é preconceituoso ou maldoso, ele apenas retrata com clareza uma realidade.
- Gostei bastante do Elevador Lacerda e do Pelourinho.
- Tem muita coisa precisando de uma bela reforma ou melhor utilização na cidade.
- O Mercado Modelo é mais legal de se ver do que de se visitar.
- O Forte de São Marcelo é bem mais legal de se visitar do que de se ver.
- O Maria Mata Mouro é um senhor restaurante.
- O Pestana é um senhor hotel (ainda mais quando você fica em quarto superior ao esperado / combinado).
- O Shopping Salvador é bem bonito. O Iguatemi é um pombal.
- O dique do Itororó foi uma belíssima surpresa.
- A Praia do Forte é bacaníssima e uma ótima pedida pra voltar com a Sophia.
- Imbassaí é linda, linda, linda, mas tem uma onda meio estranha, sei lá.
- Xandy ainda existe na Bahia, provando mais uma vez que para o mal não há limites.
- Tem umas estátuas boterísticas de uma gordinhas em Ondina que são bem legaizinhas.
- Os doces portugueses do restaurante Conventual, no sensacional Convento do Carmo, são incríveis, fantásticos e absurdantes. Mas a latinha de Coca custa R$ 6,00!!!!!
- Os planos inclinados são um negócio muito doido.
- A Fonte Nova está, como o time do Bahia, caindo aos pedaços.
- O “Encontro das Nádegas” é uma das esculturas mais esquisitas de todos os tempos.
- Eu e Fernanda adoramos Salvador. Já fiquei com vontade de voltar.
Direto na têmpora: Mulheres de Atenas - Chico Buarque
terça-feira, agosto 07, 2007
Fechado, closed, cerrado, fermé, geschlossen, chiuso, gesloten, csukott
Esta pastelaria fechou. Obrigado a quem visitou e, pra despedir, vai aí um Dennis McHale sem tradução porca.
Ciao ciao, amiguinhos.
Like it or not
Forget the roses
Embrace the thorns
Like it or not
That´s what you got
That´s what I brought
That´s what it is
Forget the candy
The heart-shaped boxes
The smiley faces
And pinky laces
Forget the kisses
The cosy hugs
The pretty dresses
Your silly hair
Forget the promises
The magic spells
The soft words
All you meant well
Forget it all
Forget it now
Today is blood
It´s painful blood
Like it or not
That´s what you got
That´s what I brought
That´s what it is
Direto na têmpora: The well and the lighthouse - Arcade Fire
Ciao ciao, amiguinhos.
Like it or not
Forget the roses
Embrace the thorns
Like it or not
That´s what you got
That´s what I brought
That´s what it is
Forget the candy
The heart-shaped boxes
The smiley faces
And pinky laces
Forget the kisses
The cosy hugs
The pretty dresses
Your silly hair
Forget the promises
The magic spells
The soft words
All you meant well
Forget it all
Forget it now
Today is blood
It´s painful blood
Like it or not
That´s what you got
That´s what I brought
That´s what it is
Direto na têmpora: The well and the lighthouse - Arcade Fire
segunda-feira, agosto 06, 2007
Perspectiva
É muito engraçada a perspectiva de quem está de fora de determinado assunto. Por exemplo, quem não conhece futebol americano tem a clara sensação de que aquilo é uma porradaria sem sentido, já quem conhece (ou boa parte de quem conhece) costuma ser bastante apaixonado.
O mesmo se dá com ambientes corporativos (com o perdão da má palavra). Normalmente quem atende apenas o cliente A, acredita que ele é um monstro, até que chega alguém que já trabalhou com os clientes B, C e D e diz tranqüilamente que A é um cordeirinho. Por cliente entenda-se o profissional, não a empresa.
Eu já rodei bem no mercado mineiro e posso dizer, tranqüilamente, que já trabalhei com pelo menos um cliente top five em termos de escrotice. Obviamente não posso dizer o nome do Freddie Krueger aqui, mas aposto a grana que for que ele está entre os cinco mais monstruosos.
O fato é que já ter trabalhado com o próprio Lúcifer me dá uma certa casca grossa e eu consigo até me surpreender positivamente com certas pessoas tidas e havidas como monstros do pântano, mas que na verdade não passam de saltitantes sapinhos.
Só não descobri ainda se isso é bom ou ruim.
Direto na têmpora: Juvenar - Karnak
O mesmo se dá com ambientes corporativos (com o perdão da má palavra). Normalmente quem atende apenas o cliente A, acredita que ele é um monstro, até que chega alguém que já trabalhou com os clientes B, C e D e diz tranqüilamente que A é um cordeirinho. Por cliente entenda-se o profissional, não a empresa.
Eu já rodei bem no mercado mineiro e posso dizer, tranqüilamente, que já trabalhei com pelo menos um cliente top five em termos de escrotice. Obviamente não posso dizer o nome do Freddie Krueger aqui, mas aposto a grana que for que ele está entre os cinco mais monstruosos.
O fato é que já ter trabalhado com o próprio Lúcifer me dá uma certa casca grossa e eu consigo até me surpreender positivamente com certas pessoas tidas e havidas como monstros do pântano, mas que na verdade não passam de saltitantes sapinhos.
Só não descobri ainda se isso é bom ou ruim.
Direto na têmpora: Juvenar - Karnak
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sexta-feira, agosto 03, 2007
Paiaço
Comprei um Homer Simpson de pelúcia que dança e canta Macho Man, além de falar outras 4 frases. Como eu sou o verdadeiro manchild, adulteen e coisas do gênero, comprei pra mim, não para a Sophia. Além disso, adquiri um jack-in-the box do Krusty na mesma loja virtual.
Chego em casa, Sophia vê o Homer e imediatamente começa a pedir: "Paiaço, Paiaço". Pronto, o que seria meu Simpson de estimação virou o palhaço da Sophia. E o que é pior, uma das mais eficientes soluções para fazê-la parar de chorar por qualquer motivo é colocar o pobre pra cantar o sucesso do Village People enquanto eu danço freneticamente tentando animar a pequena.
É nessas horas que eu tenho que concordar com a Luísa, minha sobrinha, que ao saber que a Fernanda estava grávida exclamou incrédula: "mas o Maurilo é muito imaturo pra ser pai". Maldita sabedoria infantil.

"I´m shaved and I´m showered and I´m Shuper Shexy"
Direto na têmpora: 20 times - Chixdiggit
Chego em casa, Sophia vê o Homer e imediatamente começa a pedir: "Paiaço, Paiaço". Pronto, o que seria meu Simpson de estimação virou o palhaço da Sophia. E o que é pior, uma das mais eficientes soluções para fazê-la parar de chorar por qualquer motivo é colocar o pobre pra cantar o sucesso do Village People enquanto eu danço freneticamente tentando animar a pequena.
É nessas horas que eu tenho que concordar com a Luísa, minha sobrinha, que ao saber que a Fernanda estava grávida exclamou incrédula: "mas o Maurilo é muito imaturo pra ser pai". Maldita sabedoria infantil.

"I´m shaved and I´m showered and I´m Shuper Shexy"
Direto na têmpora: 20 times - Chixdiggit
quinta-feira, agosto 02, 2007
Ainda rock and roll
Muita gente já ouviu falar do Dread Zeppelin, aquela banda que tocava hits do Led Zeppelin com um vocalista chamado Tortelvis que cantava com as roupas, a voz e os trejeitos de Mr. Presley. Uma salada maluca, mas muito divertida.
Pois outro dia o Sr. Maki Sangawa trouxe até mim as peripécias do Beatallica, uma banda que toca canções dos Beatles com arranjos (e letras) apropriadas para o Metallica. Além da voz ser Hetfield puro, os covers são muito engraçados.
Segue um clip de cada um pra vocês conferirem. O Dread Zeppelin manda Immigrant Song e o Beattalica chega com A Garage Dayz Nite(A Hard Day´s Night). Depois me contem o que acharam.
Tortelvis delivers
Detalhe para o solo de baixo
Direto na têmpora: Rock music - Pixies
Pois outro dia o Sr. Maki Sangawa trouxe até mim as peripécias do Beatallica, uma banda que toca canções dos Beatles com arranjos (e letras) apropriadas para o Metallica. Além da voz ser Hetfield puro, os covers são muito engraçados.
Segue um clip de cada um pra vocês conferirem. O Dread Zeppelin manda Immigrant Song e o Beattalica chega com A Garage Dayz Nite(A Hard Day´s Night). Depois me contem o que acharam.
Tortelvis delivers
Detalhe para o solo de baixo
Direto na têmpora: Rock music - Pixies
quarta-feira, agosto 01, 2007
Dupla identidade
Lembrei hoje de um caso bobo que vivo contando pros outros, mas que nunca tinha postado aqui. Estava eu a garimpar discos na Galeria do Rock quando, ao entrar em uma lojinha, reparo que o vendedor parece familiar.
"Cara, não sei se já te falaram mas você é igualzinho ao Clemente dos Inocentes."
"Eu SOU o Clemente dos Inocentes."
"Ah, então é por isso que parece tanto."
Depois disso ficamos conversando sobre um show que ele havia dado em Ipatinga no ano de 86, o famoso Uai 2 (não me pergunte onde foi o 1) que contou com Lobão, Titãs, RPM e outras grandes bandas da época. O show dos Inocentes rolou às 5h da matina debaixo de um toró inclemente (sem trocadilhos) e com um máximo de 20 espectadores, sendo que eu era um deles.
Enfim, a gente tem dessas coisas, achar que só porque o cara faz músicas de que você gosta não precisa de um emprego. E enquanto o Clemente rala na sua lojinha, o Alexandre Pires segue cada vez mais rico. Bah!

Clemente, vocalista / guitarrista / balconista fazendo cara de mau.
Direto na têmpora: First drag of the day - Bob Mould
"Cara, não sei se já te falaram mas você é igualzinho ao Clemente dos Inocentes."
"Eu SOU o Clemente dos Inocentes."
"Ah, então é por isso que parece tanto."
Depois disso ficamos conversando sobre um show que ele havia dado em Ipatinga no ano de 86, o famoso Uai 2 (não me pergunte onde foi o 1) que contou com Lobão, Titãs, RPM e outras grandes bandas da época. O show dos Inocentes rolou às 5h da matina debaixo de um toró inclemente (sem trocadilhos) e com um máximo de 20 espectadores, sendo que eu era um deles.
Enfim, a gente tem dessas coisas, achar que só porque o cara faz músicas de que você gosta não precisa de um emprego. E enquanto o Clemente rala na sua lojinha, o Alexandre Pires segue cada vez mais rico. Bah!

Clemente, vocalista / guitarrista / balconista fazendo cara de mau.
Direto na têmpora: First drag of the day - Bob Mould
Atari
Apesar do fracasso das estampas no camiseteria (agora em caixa baixa só de vingança), o Atari continua sendo uma das minhas grandes referências estéticas. Aí, quando eu vi esse filme no Vizinho da Besta, tive que postar aqui. Divirtam-se oitentistas!
Direto na têmpora: Alma não tem cor - Karnak
Direto na têmpora: Alma não tem cor - Karnak
terça-feira, julho 31, 2007
Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen
Eu sei, eu sei, ninguém se importa com a NBA, mas depois da notícia de que os Celtics vão começar a temporada 2007/08 com o power trio de Allen, Garnett e Pierce eu não poderia deixar de postar sobre o assunto.
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!
Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!
Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker
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Antonioni e Bergman
Ontem morreram Antonioni e Bergman, dois dos maiores cineastas da história. Do Antonioni só assisti Zabriskie Point e Blow Up, do Bergman eu vi O Sétimo Selo, Morangos Silvestres, Fanny e Alexander, Gritos e Sussurros. É pouco, eu sei, mas são muitos filmes para se ver e muito pouco tempo, ainda mais quando falamos de obras mais antigas, com cópias difíceis de achar, etc, etc.
De qualquer forma, fica aqui o compromisso de assistir mais coisas dos mestres. Como eu disse no blog do Jonga , perde quem ama o cinema.
Direto na têmpora: Driven to tears – The Police
De qualquer forma, fica aqui o compromisso de assistir mais coisas dos mestres. Como eu disse no blog do Jonga , perde quem ama o cinema.
Direto na têmpora: Driven to tears – The Police
segunda-feira, julho 30, 2007
Eu consumo
Meu ex-dupla e grande figura Eduardo César tá com um blog muito bacana. Já linkei aí ao lado, mas indico mesmo uma visita cuidadosa ao Eu Consumo.
Belo trabalho, Edu. Boa sorte.
Direto na têmpora: Dazed and confused - Led Zeppelin
Belo trabalho, Edu. Boa sorte.
Direto na têmpora: Dazed and confused - Led Zeppelin
Raul, Ruy e outros Castros
Hoje estava ouvindo o José Lino na Itatiaia e o tema era a “fuga” da delegação cubana. De repente, no meio da conversa um dos convidados comenta que ficou indignado com a atitude do irmão de Fidel Castro, o Ruy Castro. A partir da confusão do rapaz não consegui mais ouvir o programa. Primeiro porque fiquei imaginando o que teria acontecido com Raul, o verdadeiro herdeiro do trono cubano, segundo porque fiquei pensando os motivos que teriam levado o escritor Ruy Castro a assumir o poder na ilha.
Ruy pode ter aproveitado a oportunidade da sucessão do velho líder para, talvez, ampliar seu rol de biografados, que já conta com Garrincha e Nelson Rodrigues, com as presenças ilustres de Fidel Castro, do boxeador Teófilo Stevenson ou do falecido Ibrahim Ferrer. Aliás, ser “el presidente” de Cuba seria um adendo interessante à biografia do próprio Ruy Castro, nosso mineiro de Caratinga.
Ah, como eu torci pro tal convidado do José Lino estar certo. Seria muito mais bacana que a realidade. Ao invés disso, segue tudo na mesma: o Ruy escrevendo, o Raul substituindo e o Fidel se agüentando. Ces´t la vie.
Direto na têmpora: I´ve seen all good people - Yes
Ruy pode ter aproveitado a oportunidade da sucessão do velho líder para, talvez, ampliar seu rol de biografados, que já conta com Garrincha e Nelson Rodrigues, com as presenças ilustres de Fidel Castro, do boxeador Teófilo Stevenson ou do falecido Ibrahim Ferrer. Aliás, ser “el presidente” de Cuba seria um adendo interessante à biografia do próprio Ruy Castro, nosso mineiro de Caratinga.
Ah, como eu torci pro tal convidado do José Lino estar certo. Seria muito mais bacana que a realidade. Ao invés disso, segue tudo na mesma: o Ruy escrevendo, o Raul substituindo e o Fidel se agüentando. Ces´t la vie.
Direto na têmpora: I´ve seen all good people - Yes
sexta-feira, julho 27, 2007
O nome da coisa
Eu lembrei de um caso muito bacana outro dia, mas sabia que não poderia contar aqui por causa das implicações aos profissionais envolvidos. Pois bem, vou mudar produto, nomes e tudo mais e torcer pra ninguém fazer a ligação com a história real, porque foi realmente inacreditável.
Cliente novo, um empreendimento grande (digamos, um supermercado), o dono da agência resolve contratar um escritório de design para fazer a marca. O nome estava definido: Supermercado Jeremias.
Tempos depois o designer traz a logo, com um grande SJ, o cliente aprova e tudo caminha bem até que em plena reunião o dono da agência tem uma idéia brilhante: que tal mudar o nome? E sugere algo como Hiper Vendas. O cliente gosta do nome, aprova e o dono da agência vai levar a notícia à sua equipe de criação. Enquanto ele falava todo entusiasmado sobre sua brilhante sugestão eu levanto a bola: "ok, mas o designer vai ter que mudar a marca, né?"
"Ué, por quê?"
"Bom, a marca é SJ, o nome do negócio agora é Hiper Vendas, ou seja HV."
"Ah, isso não tem problema não."
"Como, não? a marca vai ter as iniciais diferentes do empreendimento."
"Olha, deixa pra lá, o cliente já aprovou, está tudo certo, vai sair assim."
Todo mundo ficou ali, olhando pra aquilo meio constrangido, sem saber o que dizer.
Pouco depois saí da agência e não acompanhei mais o processo do famigerado "case", mas o legal mesmo foi ver que, menos de dois anos depois, o Hiper Vendas mudou de nome e agora chama de novo Supermercado Jeremias. Nada como o tempo para expôr os idiotas e os gênios.
Direto na têmpora: Não identificado - Portastatic
Cliente novo, um empreendimento grande (digamos, um supermercado), o dono da agência resolve contratar um escritório de design para fazer a marca. O nome estava definido: Supermercado Jeremias.
Tempos depois o designer traz a logo, com um grande SJ, o cliente aprova e tudo caminha bem até que em plena reunião o dono da agência tem uma idéia brilhante: que tal mudar o nome? E sugere algo como Hiper Vendas. O cliente gosta do nome, aprova e o dono da agência vai levar a notícia à sua equipe de criação. Enquanto ele falava todo entusiasmado sobre sua brilhante sugestão eu levanto a bola: "ok, mas o designer vai ter que mudar a marca, né?"
"Ué, por quê?"
"Bom, a marca é SJ, o nome do negócio agora é Hiper Vendas, ou seja HV."
"Ah, isso não tem problema não."
"Como, não? a marca vai ter as iniciais diferentes do empreendimento."
"Olha, deixa pra lá, o cliente já aprovou, está tudo certo, vai sair assim."
Todo mundo ficou ali, olhando pra aquilo meio constrangido, sem saber o que dizer.
Pouco depois saí da agência e não acompanhei mais o processo do famigerado "case", mas o legal mesmo foi ver que, menos de dois anos depois, o Hiper Vendas mudou de nome e agora chama de novo Supermercado Jeremias. Nada como o tempo para expôr os idiotas e os gênios.
Direto na têmpora: Não identificado - Portastatic
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quinta-feira, julho 26, 2007
Mr. Shuêra Simpson
O site do filme dos Simpsons é muito bacana. Vale a pena entrar e fazer seu avatar só mesmo pra ver como você seria se fosse uma criatura amarela e escrota. O meu não ficou 100%, mas foi o melhor que rolou dentro das opções que oferecem. A calva, por exemplo, não tinha na medida certa, mas até que ficou joinha.

Mr. Shuêra há 2 meses

Mr. Shuêra hoje (ou quase)
Direto na têmpora: Wait for the beep - Ron Carter
Mr. Shuêra há 2 meses
Mr. Shuêra hoje (ou quase)
Direto na têmpora: Wait for the beep - Ron Carter
Guiñazú oficial
Seguindo a dica do famigerado José Garapa resolvi comprar uma camisa oficial do Inter com o nome do Guiñazú (meu alter-ego poeta, pra quem não sabe). Olha aí o retrato da bacanuda com o tradicional erro de grafia (notem que o til está no A e não no N). Mas se o povo não certa Maurilo, nem Andreas (e algumas vezes nem Silveira), como eu posso exigir que acertem Guiñazú?

Direto na têmpora: Cry me a river - Diana Krall
Direto na têmpora: Cry me a river - Diana Krall
quarta-feira, julho 25, 2007
Apto. do zelador
No térreo, perto da quadra de esportes, ficava o apartamento do zelador. Vivia ali sozinho havia muitos anos, mais tempo do que a grande maioria das pessoas do prédio.
Quem entrasse no apartamentinho veria que ele se resumia a uma cama de solteiro de armar, um pequeno banheiro com uma cortina com motivos tropicais para dar privacidade ao banho e uma diminuta cozinha.
De resto, eram prateleiras de metal onde se acumulavam resistências queimadas de chuveiros, maçanetas rotas, buchas de torneiras, lâmpadas quebradas, persianas esgarçadas, cacos de vasos, lascas de móveis, restos de reboco e todo um mundo de inutilidades, detalhes de outras vidas, um arremedo de história.
Zelar pelo que nunca foi seu, reparar o que ele próprio nunca quebrou, ouvir o que nunca pediu e seguir, o cômodo cada vez mais apertado, trabalhando em um eterno favor à espera do próximo toque do interfone.
Direto na têmpora: Ne me quitte pas – Nina Simone
Quem entrasse no apartamentinho veria que ele se resumia a uma cama de solteiro de armar, um pequeno banheiro com uma cortina com motivos tropicais para dar privacidade ao banho e uma diminuta cozinha.
De resto, eram prateleiras de metal onde se acumulavam resistências queimadas de chuveiros, maçanetas rotas, buchas de torneiras, lâmpadas quebradas, persianas esgarçadas, cacos de vasos, lascas de móveis, restos de reboco e todo um mundo de inutilidades, detalhes de outras vidas, um arremedo de história.
Zelar pelo que nunca foi seu, reparar o que ele próprio nunca quebrou, ouvir o que nunca pediu e seguir, o cômodo cada vez mais apertado, trabalhando em um eterno favor à espera do próximo toque do interfone.
Direto na têmpora: Ne me quitte pas – Nina Simone
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terça-feira, julho 24, 2007
Jogatina
Sim, eu ainda sigo a NBA. Acompanho o draft, acesso diariamente o www.espn.com e, pelo menos uma vez por semana, visito os sites do Boston Herald e do Boston Globe para saber como andam as coisas com os meus cada vez mais depauperados Celtics.
Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.
Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.
Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.
Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.
Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...
Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados
Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.
Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.
Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.
Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.
Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...
Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados
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segunda-feira, julho 23, 2007
Inutilidades
O Flavio Canto, mesmo com o cotovelo arrebentado, voltou ao tatame para receber o ippon de seu adversário. Questão de vergonha na cara.
O Waldir Pires foi afastado, mas os presidentes da Anac e Infraero continuam lá, firmões. Questão de falta de vergonha na cara.
Minha camisa “Will work for food” já foi eliminada da disputa do Camiseteria por sua baixíssima pontuação. Obrigado e meus pêsames para quem votou.
A camisa “Make love, not war” permanece viva, mas eu prevejo outro fracasso. Obrigado e muuuiiita fé para quem votou.
O Zetti foi demitido. Já foi tarde.
ACM morreu. Já foi...
Às vezes eu posto umas 3 vezes ao dia. Papo pro ar.
Às vezes eu posto porcarias assim só pra não ficar em branco. Papo furado.
Direto na têmpora: As rosas não falam - Itamaraty
O Waldir Pires foi afastado, mas os presidentes da Anac e Infraero continuam lá, firmões. Questão de falta de vergonha na cara.
Minha camisa “Will work for food” já foi eliminada da disputa do Camiseteria por sua baixíssima pontuação. Obrigado e meus pêsames para quem votou.
A camisa “Make love, not war” permanece viva, mas eu prevejo outro fracasso. Obrigado e muuuiiita fé para quem votou.
O Zetti foi demitido. Já foi tarde.
ACM morreu. Já foi...
Às vezes eu posto umas 3 vezes ao dia. Papo pro ar.
Às vezes eu posto porcarias assim só pra não ficar em branco. Papo furado.
Direto na têmpora: As rosas não falam - Itamaraty
sexta-feira, julho 20, 2007
Para Francisco
Minha querida Cris Guerra começou um blog lindo para o Cisco, filhinho dela e do meu grande amigo que nos deixou, o Gui Fraga.
Vale a pena conferir e lembrar que a Cris, além de um humor maravilhoso, é de uma delicadeza que não tem tamanho. O link já está aí do lado.
Direto na têmpora: Fire - Lizz Wright
Vale a pena conferir e lembrar que a Cris, além de um humor maravilhoso, é de uma delicadeza que não tem tamanho. O link já está aí do lado.
Direto na têmpora: Fire - Lizz Wright
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quinta-feira, julho 19, 2007
Simpático, mas incompetente
Tem um vídeo da época dos grandes festivais que mostra Caetano Veloso em um chilique homérico junto com os Mutantes (quebrando o pau no fundo enquanto ele verborrageia geral) e Gilberto Gil.
Um clássico da histeria veadal mesclada com frases bacanas como "Deus está solto" e "vocês vão matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem". Enfim, uma gaiola das loucas tropical com Caetando divertidíssimo ao tentar ser sério.
Não entrando no mérito da originalidade do protesto, da qualidade do Caetano como músico ou do gigantismo de seu ego e de seu histrionismo, esse vídeo tem um comentário genial: "o júri é muito simpático, mas é incompetente".
Depois dos últimos acontecimentos, sempre que vejo o Waldir Pires penso numa versão desse trecho da fala do Caetano: "O ministro é simpático, mas é incompetente. Muito incompetente. Incompetente pra cacete!"
Pelamordedeus, alguém aposente o velhinho antes que ele mate mais gente.
Direto na têmpora: Tecnicolor - Mutantes
Um clássico da histeria veadal mesclada com frases bacanas como "Deus está solto" e "vocês vão matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem". Enfim, uma gaiola das loucas tropical com Caetando divertidíssimo ao tentar ser sério.
Não entrando no mérito da originalidade do protesto, da qualidade do Caetano como músico ou do gigantismo de seu ego e de seu histrionismo, esse vídeo tem um comentário genial: "o júri é muito simpático, mas é incompetente".
Depois dos últimos acontecimentos, sempre que vejo o Waldir Pires penso numa versão desse trecho da fala do Caetano: "O ministro é simpático, mas é incompetente. Muito incompetente. Incompetente pra cacete!"
Pelamordedeus, alguém aposente o velhinho antes que ele mate mais gente.
Direto na têmpora: Tecnicolor - Mutantes
quarta-feira, julho 18, 2007
Camiseteria
Amigos, leitores e transeuntes em geral, eu e o Menino Monstro estamos concorrendo no site camiseteria com as duas estampas abaixo. Passe lá, cadastre-se e vote nas duas (com a nota máxima, claro). A dupla agradece penhorada.

Para votar nessa estampa, clique aqui.

Para votar nessa estampa, clique aqui.
Direto na têmpora: Garota de Berlim - Tokyo

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Direto na têmpora: Garota de Berlim - Tokyo
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Rogério Fernandes
terça-feira, julho 17, 2007
Codinomes
Primeiro dia da lua-de-mel, chegada no aeroporto de Joanesburgo. Cansadíssimos após o vôo e penando ainda com o fuso, já que eram 9h da manhã no relógio, mas 4h da matina pra nós, procuramos em volta por alguém que nos buscasse. Olhamos em volta e, em meio ao mar de plaquetinhas, nenhuma dizia Mr. and Mrs. Silveira.
Saímos, trocamos dinheiro, enrolamos por ali, voltamos e nada. De repente, noto um senhor com uma cartolina que diz: “Mr. Shuêra.” Imediatamente afirmo para a Fernanda, “aquele ali sou eu”. E ela, descrente, “o que isso, Maurilo, o que é que Shuêra tem a ver?”. “Fernanda, venha comigo, eu sou o Mister Shuêra.”
E era. Depois veio a confusão do overbooking, mas isso é já é outra história que o Mr. Shuêra aqui prefere nem lembrar.
Direto na têmpora: Norwegian Wood – The Beatles
Saímos, trocamos dinheiro, enrolamos por ali, voltamos e nada. De repente, noto um senhor com uma cartolina que diz: “Mr. Shuêra.” Imediatamente afirmo para a Fernanda, “aquele ali sou eu”. E ela, descrente, “o que isso, Maurilo, o que é que Shuêra tem a ver?”. “Fernanda, venha comigo, eu sou o Mister Shuêra.”
E era. Depois veio a confusão do overbooking, mas isso é já é outra história que o Mr. Shuêra aqui prefere nem lembrar.
Direto na têmpora: Norwegian Wood – The Beatles
segunda-feira, julho 16, 2007
Blue Rio
Sábado estive no Rio para assistir ao Blue Man Group. Não dá pra comparar com nada que eu já tenha visto. O espetáculo todo é de um bom humor e de uma inventividade sensacionais (isso sem falar que a música é do caralho). Vou colocar um clipezinho aqui pra quem quiser dar uma sapeada, apesar de não ter como passar nem um milésimo do que é o concerto todo.
Mas o bom da viagem foi também perceber que estou me reaproximando do Rio. Nos últimos anos andei decepcionado com a cidade, assustado com a violência, chateado com a sujeira e com a bagunça em algumas das vezes mais recentes que estive lá. No entanto, isso vem mudando e já fico até animado quando a Fernanda (que é simplesmente apaixonada por lá) sugere algum programa por aquelas plagas.
Quando eu era criança ia ao Rio praticamente todo janeiro. Era sempre uma viagem divertida, com praia, zôo, bondinho, comida de hotel, muito cinema e, mais que tudo, o maravilhoso Festival do Sorvete no Tívoli Park. Pra quem é mais novo, o Tívoli era um dos maiores parques de diversão do país e, em janeiro, sediava o Festival do Sorvete em que cada ingresso dava direito a sorvete a vontade durante toda a permanência.
Eu nunca passei mal, mas imagine milhares de crianças na roda gigante, montanha russa e trem fantasma após consumir litros e litros de sorvete. Para os pais deveria ser um suplício, inclusive pelas filas, mas para nós era a melhor coisa do mundo.
Agora já não há mais Tívoli, mas ainda assim quero planejar uma viagem ao Rio com a Sophia. Se ela gostar metade do que eu gostava já vai ter valido a pena.
PS – Brasil campeão da Liga Mundial com 3 a 1 na Rússia. Brasil 3 a 0 nos hermanos na final da Copa América. Se eu não fosse atleticano teria sido o fim de semana perfeito.
Direto na têmpora: Sugarhigh – Coyote Shivers
Mas o bom da viagem foi também perceber que estou me reaproximando do Rio. Nos últimos anos andei decepcionado com a cidade, assustado com a violência, chateado com a sujeira e com a bagunça em algumas das vezes mais recentes que estive lá. No entanto, isso vem mudando e já fico até animado quando a Fernanda (que é simplesmente apaixonada por lá) sugere algum programa por aquelas plagas.
Quando eu era criança ia ao Rio praticamente todo janeiro. Era sempre uma viagem divertida, com praia, zôo, bondinho, comida de hotel, muito cinema e, mais que tudo, o maravilhoso Festival do Sorvete no Tívoli Park. Pra quem é mais novo, o Tívoli era um dos maiores parques de diversão do país e, em janeiro, sediava o Festival do Sorvete em que cada ingresso dava direito a sorvete a vontade durante toda a permanência.
Eu nunca passei mal, mas imagine milhares de crianças na roda gigante, montanha russa e trem fantasma após consumir litros e litros de sorvete. Para os pais deveria ser um suplício, inclusive pelas filas, mas para nós era a melhor coisa do mundo.
Agora já não há mais Tívoli, mas ainda assim quero planejar uma viagem ao Rio com a Sophia. Se ela gostar metade do que eu gostava já vai ter valido a pena.
PS – Brasil campeão da Liga Mundial com 3 a 1 na Rússia. Brasil 3 a 0 nos hermanos na final da Copa América. Se eu não fosse atleticano teria sido o fim de semana perfeito.
Direto na têmpora: Sugarhigh – Coyote Shivers
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Um tempo
Dona Esther pendurava as roupas no varal, a grama aparada sob seus pés. A gente se deitava naquele verde fresco achando que o quintal tinha léguas e o dia bonito refletido na saia branca fazia a gente desviar os olhos, talvez com vergonha da mulher que não havia dentro da roupa.
Ali tinha formiga lava-pé, tinha cupim, tinha centopéia e besourinhos meio bronze com um laranja por dentro das asas. A gente encostava o ouvido no chão pra ouvir o úmido do quintal. Que vida seria aquela debaixo da gente? E imaginávamos cidades de barro macio onde as minhocas sabiam tudo.
Dona Esther saía e o varal era um painel multicor. Brancas com brancas, cores com cores e uma perdida calcinha vermelha já se relava no sóbrio terno azul marinho de meu avô. Era da Santa, a filha moça da Dona Esther, e só de pensar nela o sol já dava um calor novo, que arrepiava.
Dali a pouco o Cláudio chegava gritando e roubava da gente aquele torpor de musgo. A Lala tomava um suco de laranja, eu e o Lucas corríamos com goiabas nas mãos pra ver quem chegava primeiro na kombi enquanto o Cláudio piava agourento “vaicaí, vaicaí, ói, vaicaí”.
Mas ali, naqueles dias bonitos, a gente não caía ainda. E ia pra escola se rindo, perfumados de terra e goiaba vermelha.
Direto na têmpora: Summer´s almost gone - The Doors
Ali tinha formiga lava-pé, tinha cupim, tinha centopéia e besourinhos meio bronze com um laranja por dentro das asas. A gente encostava o ouvido no chão pra ouvir o úmido do quintal. Que vida seria aquela debaixo da gente? E imaginávamos cidades de barro macio onde as minhocas sabiam tudo.
Dona Esther saía e o varal era um painel multicor. Brancas com brancas, cores com cores e uma perdida calcinha vermelha já se relava no sóbrio terno azul marinho de meu avô. Era da Santa, a filha moça da Dona Esther, e só de pensar nela o sol já dava um calor novo, que arrepiava.
Dali a pouco o Cláudio chegava gritando e roubava da gente aquele torpor de musgo. A Lala tomava um suco de laranja, eu e o Lucas corríamos com goiabas nas mãos pra ver quem chegava primeiro na kombi enquanto o Cláudio piava agourento “vaicaí, vaicaí, ói, vaicaí”.
Mas ali, naqueles dias bonitos, a gente não caía ainda. E ia pra escola se rindo, perfumados de terra e goiaba vermelha.
Direto na têmpora: Summer´s almost gone - The Doors
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sexta-feira, julho 13, 2007
It's rock and roll, baby
Hoje, 13 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Rock. E eu, no dia 11 de janeiro de 1985, assistia do alto dos meus 13 anos de idade os shows do Iron Maiden e Queen no Rock in Rio I. Depois disso, lojas como a Cogumelo, Câmbio Negro, Urban Cave e muita grana gasta em bolachas.
Para você que gosta do bom e velho rock’n’roll, uma boa e nem tão antiga assim que ouvi pela primeira vez quando subia a Nossa Senhora do Carmo e que me pirou o cabeção.
Direto na têmpora: Hallowed be thy name – Iron Maiden
Para você que gosta do bom e velho rock’n’roll, uma boa e nem tão antiga assim que ouvi pela primeira vez quando subia a Nossa Senhora do Carmo e que me pirou o cabeção.
Direto na têmpora: Hallowed be thy name – Iron Maiden
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Vergonha na cara
A Assembléia Legislativa de Minas Gerais acaba de me sair com uma ótima: aumentou o foro privilegiado de três para 1.981 autoridades no Estado.
Antes apenas três pessoas - o governador e os presidentes do Legislativo e do Judiciário - poderiam ser denunciadas apenas pelo procurador-geral de Justiça. Agora o privilégio foi ampliado para o vice-governador, advogado-geral do Estado, secretários de Estado, juízes, desembargadores, membros do Ministério Público, conselheiros do Tribunal de Contas e (surpresa!!!!) deputados.
E a todas essas meus amigos da TOM e da ASA lutando para fazer uma publicidade eficiente e criativa sobre o lado bom da casa. Com tanta sujeira e falta de vergonha entre os deputados só posso desejar muito boa sorte a vocês, amiguinhos.
Direto na têmpora: The more you ignore me, the closer I get - Morrisey
Antes apenas três pessoas - o governador e os presidentes do Legislativo e do Judiciário - poderiam ser denunciadas apenas pelo procurador-geral de Justiça. Agora o privilégio foi ampliado para o vice-governador, advogado-geral do Estado, secretários de Estado, juízes, desembargadores, membros do Ministério Público, conselheiros do Tribunal de Contas e (surpresa!!!!) deputados.
E a todas essas meus amigos da TOM e da ASA lutando para fazer uma publicidade eficiente e criativa sobre o lado bom da casa. Com tanta sujeira e falta de vergonha entre os deputados só posso desejar muito boa sorte a vocês, amiguinhos.
Direto na têmpora: The more you ignore me, the closer I get - Morrisey
Lamento de um futuro calvo
Henrique Lisandro está careca
Assim como era Drummond de Andrade
Guimarães Rosa ostentava a calva
Até com ponta de vaidade
Bruce Willis é liso em cima
Aeroporto de mil mosquitos
E Sean Connery reforça a fama
De que os carecas são mais bonitos
Picasso foi gênio
Gandhi foi santo
Zidane foi craque
Vinicius, um encanto
É de se invejar o clã
Das nobres cabeças sem pêlos
Estou em ótima companhia
Mas eu queria era ter cabelos
Direto na têmpora: Flipper - Joelho de Porco
Assim como era Drummond de Andrade
Guimarães Rosa ostentava a calva
Até com ponta de vaidade
Bruce Willis é liso em cima
Aeroporto de mil mosquitos
E Sean Connery reforça a fama
De que os carecas são mais bonitos
Picasso foi gênio
Gandhi foi santo
Zidane foi craque
Vinicius, um encanto
É de se invejar o clã
Das nobres cabeças sem pêlos
Estou em ótima companhia
Mas eu queria era ter cabelos
Direto na têmpora: Flipper - Joelho de Porco
quarta-feira, julho 11, 2007
Sobre a neblina
Acabei de ler sábado o livro "Sobre a neblina", da Kiti, vulgo Christiane Tassis. Muito bacana, ainda mais levando-se em conta que eu li logo na seqüência de "Ensaio sobre a Cegueira" do Saramago.
O fato é que duas coisas me encheram da mais profunda e torturante inveja. A primeira invejinha foi causada por confirmar o que eu já suspeitava: a Kiti escreve muito melhor que eu. A segunda inveja foi de vê-la publicada por uma editora. Em nenhum dos dois casos o sentimento é nocivo (pelo menos não a ela), mas faz pensar. E no meu caso, pensar quase nunca é bom. Enfim, continuemos aqui, escrevendo bolotas e correndo atrás pra ver se algum excêntrico bota grana.
PS 1 - Já está inclusive linkado aí no cardápio ao lado o Basicamente Isso, blog da Kiti.
PS 2 - Retirei alguns links de blogs que me pareciam mortos. Su e Turca, se voltarem é só avisar que eu linko de novo, viu?
Direto na têmpora: Same old song - The Pietasters
O fato é que duas coisas me encheram da mais profunda e torturante inveja. A primeira invejinha foi causada por confirmar o que eu já suspeitava: a Kiti escreve muito melhor que eu. A segunda inveja foi de vê-la publicada por uma editora. Em nenhum dos dois casos o sentimento é nocivo (pelo menos não a ela), mas faz pensar. E no meu caso, pensar quase nunca é bom. Enfim, continuemos aqui, escrevendo bolotas e correndo atrás pra ver se algum excêntrico bota grana.
PS 1 - Já está inclusive linkado aí no cardápio ao lado o Basicamente Isso, blog da Kiti.
PS 2 - Retirei alguns links de blogs que me pareciam mortos. Su e Turca, se voltarem é só avisar que eu linko de novo, viu?
Direto na têmpora: Same old song - The Pietasters
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É o cúmulo
Já está listado aí ao lado, aliás com um caso sensacional, o blog É o cúmulo, da minha amiga Marceleza. Um foro democrático para descer a lenha em serviços falhos e instituições degradadas como empresas de telefonia, lojas de som e acessórios e outras fubangadas. Entrem e confiram a paixão avassaladora da moça pelo Ronaldinho Gaúcho.
Direto na têmpora: The Frayed Ends of Sanity - Metallica.
Direto na têmpora: The Frayed Ends of Sanity - Metallica.
terça-feira, julho 10, 2007
Apelidos
Apelidos são uma bênção ou uma praga. Por exemplo, Vampeta pode até parecer uma praga, mas não tenho dúvidas de que o apelido foi responsável por 70% da notoriedade que o volante Marcos André Batista Santos desfrutou em sua carreira. O mesmo vale para Antonio José da Silva Filho, o Biro-Biro.
Por outro lado, alguns apelidos são sarnas das quais a vítima não consegue se livrar por mais que tente. Tenho um amigo de Ipatinga, hoje alto funcionário de uma empresa, que tinha um apelido bastante infeliz em sua infância. Não posso reproduzir aqui para não entregar o supracitado, mas suponhamos que fosse Cavuco.
Pois bem, outro dia encontrei com uma outra amiga (não-ipatinguense) e ela me disse que trabalhava na empresa X. Eu disse, “bacana, tenho um amigo lá, o Cavuco”. Enquanto ela olhava com estranhamento expliquei: “Cavuco é o apelido do Fulano de Tal”.
Um tempo depois a tal amiga me liga pra dizer, entre risadas, que o apelido se espalhou pela empresa até chegar ao ponto do Cavuco ter que chamar um por um à sua sala para dizer que não admitiria mais este tipo de tratamento, que ali ele era o Dr. Fulano de Tal.
As brincadeiras com o apelido cessaram, mas segundo minha amiga, ninguém mais respeitou o Cavuc..., digo, o Dr. Fulano de Tal como antes.
Direto na têmpora: Sabotage – Beastie Boys
Por outro lado, alguns apelidos são sarnas das quais a vítima não consegue se livrar por mais que tente. Tenho um amigo de Ipatinga, hoje alto funcionário de uma empresa, que tinha um apelido bastante infeliz em sua infância. Não posso reproduzir aqui para não entregar o supracitado, mas suponhamos que fosse Cavuco.
Pois bem, outro dia encontrei com uma outra amiga (não-ipatinguense) e ela me disse que trabalhava na empresa X. Eu disse, “bacana, tenho um amigo lá, o Cavuco”. Enquanto ela olhava com estranhamento expliquei: “Cavuco é o apelido do Fulano de Tal”.
Um tempo depois a tal amiga me liga pra dizer, entre risadas, que o apelido se espalhou pela empresa até chegar ao ponto do Cavuco ter que chamar um por um à sua sala para dizer que não admitiria mais este tipo de tratamento, que ali ele era o Dr. Fulano de Tal.
As brincadeiras com o apelido cessaram, mas segundo minha amiga, ninguém mais respeitou o Cavuc..., digo, o Dr. Fulano de Tal como antes.
Direto na têmpora: Sabotage – Beastie Boys
segunda-feira, julho 09, 2007
Rascunho
Meus textos são apressados, sem paciência de se explicarem, de criar climas, de ambientar.
Meus textos são um embolar de frases, sem respiro, ou com inspirações curtas demais, que nem chegam aos pulmões.
Meus textos são defeitos agrupados, erros acumulados, dúvidas empilhadas sem saber o como dizer.
Meus textos sou eu falando desembestado, sem pensar, sem medir, sem reolhar. São o impresso e o expresso desse meu próprio rascunho de ser.
Direto na têmpora: A view to a kill - Duran Duran
Meus textos são um embolar de frases, sem respiro, ou com inspirações curtas demais, que nem chegam aos pulmões.
Meus textos são defeitos agrupados, erros acumulados, dúvidas empilhadas sem saber o como dizer.
Meus textos sou eu falando desembestado, sem pensar, sem medir, sem reolhar. São o impresso e o expresso desse meu próprio rascunho de ser.
Direto na têmpora: A view to a kill - Duran Duran
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Monstros
Quando eu era criança vivia desenhando monstros. Sob a influência de Ultraman, Ultraseven e demais heróis japoneses, criava monstros com poderes diferenciados, montava uma galeria e iniciava um torneio pra saber qual o mais forte. A escolha do vencedor era muitas vezes dividida com meus pais, apesar de eu raramente levar a opinião deles em conta (eram leigos, afinal).
Não desenho mais monstros. Crio alguns, no entanto, cada vez mais fortes, maiores, indestrutíveis. E já não preciso escolher entre eles qual vai ser o vencedor.
Direto na têmpora: Crazy Love – Bryan Ferry and the Roxy Music
Não desenho mais monstros. Crio alguns, no entanto, cada vez mais fortes, maiores, indestrutíveis. E já não preciso escolher entre eles qual vai ser o vencedor.
Direto na têmpora: Crazy Love – Bryan Ferry and the Roxy Music
Pequeno dicionário Sophístico
Achã – maçã
Apa/apo – água
Beleta – borboleta
Chinilo – chinelo
Petito (com "t"s pronunciados ao estilo paulista) – pinóquio
Shalom / shalão – coração
Tchutcho – suco
Tílho (também com "t" paulista) - coelho
Tô - biscoito
Tóla – história / livro
E a cada dia um vocábulo novo e aquela alegria de ver Sophia apontando pra camisetinha dos Beatles que fiz pra ela e dizendo Bítu.
Direto na têmpora: Romance ideal - Paralamas do Sucesso
Apa/apo – água
Beleta – borboleta
Chinilo – chinelo
Petito (com "t"s pronunciados ao estilo paulista) – pinóquio
Shalom / shalão – coração
Tchutcho – suco
Tílho (também com "t" paulista) - coelho
Tô - biscoito
Tóla – história / livro
E a cada dia um vocábulo novo e aquela alegria de ver Sophia apontando pra camisetinha dos Beatles que fiz pra ela e dizendo Bítu.
Direto na têmpora: Romance ideal - Paralamas do Sucesso
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sexta-feira, julho 06, 2007
Outro Capítulo 1
Os quatro estavam na sala, conversavam com simpatia, mas alguma reserva. Em cada rosto um pouco de ansiedade, dúvida talvez em um olhar. Conheciam-se há muito pouco tempo para intimidades e sabiam que aquele encontro não era uma situação social comum.
Falavam sobre o preparo de um certo tipo de mariscos muito apreciado no litoral sul italiano quando F contorceu-se brevemente e com um grunhido curto foi ao solo. Os três se entreolharam sem saber muito bem o que fazer. Esperavam pelo fato, mas agora sentiam-se confusos, como se nunca houvessem pensado no próximo passo.
Ficaram assim por alguns segundos até que X falou: “melhor começarmos. Não sabemos quanto tempo vai demorar e o jantar é amanhã”.
Direto na têmpora: A song about walls - Geraldine Fibbers
Falavam sobre o preparo de um certo tipo de mariscos muito apreciado no litoral sul italiano quando F contorceu-se brevemente e com um grunhido curto foi ao solo. Os três se entreolharam sem saber muito bem o que fazer. Esperavam pelo fato, mas agora sentiam-se confusos, como se nunca houvessem pensado no próximo passo.
Ficaram assim por alguns segundos até que X falou: “melhor começarmos. Não sabemos quanto tempo vai demorar e o jantar é amanhã”.
Direto na têmpora: A song about walls - Geraldine Fibbers
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quinta-feira, julho 05, 2007
Cinema finlandês
Marcelo conheceu Tânia no cinema. Ele pipoqueiro, ela bilheteira. Em cartaz um filme finlandês, inteiramente passado em um frigorífico, com pouquíssimos diálogos. Ela adora pipoca com bastante manteiga, o Marcelo descobriu por acaso. Ele nunca assistiu a um filme finlandês.
Foram pegos transando na última fila durante uma sessão vazia quando ela estava de folga. Ela por cima dele, ele muito sem jeito.
A irmã pergunta: “Como é que você apronta essa, Marcelo? Fez a moça perder o emprego!”
“Cê já assistiu filme finlandês, Cuca? Então fica quieta, ué.”
Marcelo passou a levar o carrinho para um cursinho ali perto, Tânia foi trabalhar numa loja de tecidos e Cuca, por via das dúvidas, levou o namorado no dia seguinte pra assistir ao tal filme finlandês.
Direto na têmpora: A praça - Maurício Pereira
Foram pegos transando na última fila durante uma sessão vazia quando ela estava de folga. Ela por cima dele, ele muito sem jeito.
A irmã pergunta: “Como é que você apronta essa, Marcelo? Fez a moça perder o emprego!”
“Cê já assistiu filme finlandês, Cuca? Então fica quieta, ué.”
Marcelo passou a levar o carrinho para um cursinho ali perto, Tânia foi trabalhar numa loja de tecidos e Cuca, por via das dúvidas, levou o namorado no dia seguinte pra assistir ao tal filme finlandês.
Direto na têmpora: A praça - Maurício Pereira
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quarta-feira, julho 04, 2007
Fatos e fotos
No aniversário de Laura - herdeira do Barão de Popcards - e na festa junina do Clic, dois momentos da minha Sophia.

Quem nunca comeu brigadeiro quando come se lambuza.

A maior lindeza do arraial.
Direto na têmpora: Common Uncommunicability - Os Mulheres Negras
Quem nunca comeu brigadeiro quando come se lambuza.
A maior lindeza do arraial.
Direto na têmpora: Common Uncommunicability - Os Mulheres Negras
terça-feira, julho 03, 2007
Cozinhão
Meu apartamento é bem bacaninha. Tem uma área externa legal, a gente fez umas reformas nele, enfim, é um bom canto pra se morar. Só tem um defeito grave: a cozinha é ruim de conversar.
Cozinha pra mim tem que ter espaço pra mesa, tem que ser iluminada e, de preferência, ter uma janela com vista. É que eu adoro jogar conversa fora na cozinha, ficar olhando a comida ser preparada sem atropelar o processo, só naquele calorzinho, naquele cheirinho bom. Tomar uma cerveja e beliscar direto do fogão também não é má idéia.
Na casa da minha bisavó em Ouro Preto era assim, inclusive com direito a fogão a lenha. Não peço tanto. Me basta um banquinho de madeira no canto, um fogão de oito bocas e um bom espaço de circulação. Pode ser difícil achar algo assim em apartamento e não sei se é uma opção pra mim mudar para uma casa, mas que um dia ainda vou escolher moradia pela cozinha, isso eu vou.
Direto na têmpora: Misfire - Queen
Cozinha pra mim tem que ter espaço pra mesa, tem que ser iluminada e, de preferência, ter uma janela com vista. É que eu adoro jogar conversa fora na cozinha, ficar olhando a comida ser preparada sem atropelar o processo, só naquele calorzinho, naquele cheirinho bom. Tomar uma cerveja e beliscar direto do fogão também não é má idéia.
Na casa da minha bisavó em Ouro Preto era assim, inclusive com direito a fogão a lenha. Não peço tanto. Me basta um banquinho de madeira no canto, um fogão de oito bocas e um bom espaço de circulação. Pode ser difícil achar algo assim em apartamento e não sei se é uma opção pra mim mudar para uma casa, mas que um dia ainda vou escolher moradia pela cozinha, isso eu vou.
Direto na têmpora: Misfire - Queen
segunda-feira, julho 02, 2007
Cow are you?
Nunca fui muito fã de reuniões com clientes. Na verdade, nunca fui muito fã de reuniões com quem quer que seja. Sempre fico com a sensação de que contribuo pouco e atrapalho muito com meu falatório descontrolado.
Pois parece que essa minha aversão é maior do que eu próprio imagino. Outro dia um certo cambojano veio me lembrar que, quando trabalhava em uma certa agência, eu tinha uma estratégia maravilhosa para escapar de reuniões. Sempre que havia a possibilidade ou a menção de uma reunião com o cliente no dia seguinte eu aparecia vestido com minha camisa de vaquinha. Explico: a camisa de vaquinha era uma camisa da Elvira Matilde totalmente malhada (malhada como as vacas são malhadas) e com uma vaquinha na frente que dizia “Cow are you?”.
Era só me ver vestido com ela que o dono da agência me escusava do compromisso dizendo “vai ter gente demais, não precisa ir não” ou “sua pauta ta cheia, deixa pra lá” ou ainda “o conceito tá bem fechadinho, a gente se acerta”.
Ah, que saudades da minha blusa de vaquinha.
Direto na têmpora: No surprises - Radiohead
Pois parece que essa minha aversão é maior do que eu próprio imagino. Outro dia um certo cambojano veio me lembrar que, quando trabalhava em uma certa agência, eu tinha uma estratégia maravilhosa para escapar de reuniões. Sempre que havia a possibilidade ou a menção de uma reunião com o cliente no dia seguinte eu aparecia vestido com minha camisa de vaquinha. Explico: a camisa de vaquinha era uma camisa da Elvira Matilde totalmente malhada (malhada como as vacas são malhadas) e com uma vaquinha na frente que dizia “Cow are you?”.
Era só me ver vestido com ela que o dono da agência me escusava do compromisso dizendo “vai ter gente demais, não precisa ir não” ou “sua pauta ta cheia, deixa pra lá” ou ainda “o conceito tá bem fechadinho, a gente se acerta”.
Ah, que saudades da minha blusa de vaquinha.
Direto na têmpora: No surprises - Radiohead
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sexta-feira, junho 29, 2007
Prozac pros coelhinhos
Roubei lá no Achei por aí. Vale a pena conferir os outros suicídios aqui e morrer de rir.

Direto na têmpora: Boys Boys Boys - Sabrina

Direto na têmpora: Boys Boys Boys - Sabrina
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Zen Master
Hoje fui ao centro comprar um presente no Maletta, buscar cobertores para doação, passar no Banco do Brasil e deixar umas canetas na Bico de Pena. O Léo Oliveira estava comigo e, antes de resolver as pendengas, resolvemos almoçar na Cantina do Lucas. Deu-se que a demora foi tanta que não fiz porra nenhuma e ainda atrasei pra pegar a Sophia e levar para a escola. Eu sempre achei que depois da morte do Seu Olímpio o atendimento no Lucas fosse melhorar, mas confirmou-se hoje que eu estava enganado.
Escrevo isso porque me lembrei agora de um carnaval em Porto Seguro, quando a rodoviária ficava ainda fora da cidade. Chegamos após uma longa viagem e logo entramos na fila para comprar a passagem de volta, evitando os atropelos dos dias seguintes.
Ninguém na cabine e nenhum aviso. Ficamos ali cerca de meia hora e nenhuma alma se dispunha a nos atender. Havia um grupinho que conversava em um dos bancos desde que chegamos e resolvi perguntar a eles sobre o funcionamento da venda de bilhetes. Mal terminei de falar e um deles se levantou todo solícito “Ah, vocês querem é comprar passagem? Então é comigo.” e dirigiu-se a seu posto para nos atender.
O fato de eu nunca ter cometido um único homicídio é a prova cabal de que eu estou a um passo de me tornar um Sadhu.
Direto na têmpora: Epic - Faith No More
Escrevo isso porque me lembrei agora de um carnaval em Porto Seguro, quando a rodoviária ficava ainda fora da cidade. Chegamos após uma longa viagem e logo entramos na fila para comprar a passagem de volta, evitando os atropelos dos dias seguintes.
Ninguém na cabine e nenhum aviso. Ficamos ali cerca de meia hora e nenhuma alma se dispunha a nos atender. Havia um grupinho que conversava em um dos bancos desde que chegamos e resolvi perguntar a eles sobre o funcionamento da venda de bilhetes. Mal terminei de falar e um deles se levantou todo solícito “Ah, vocês querem é comprar passagem? Então é comigo.” e dirigiu-se a seu posto para nos atender.
O fato de eu nunca ter cometido um único homicídio é a prova cabal de que eu estou a um passo de me tornar um Sadhu.
Direto na têmpora: Epic - Faith No More
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quinta-feira, junho 28, 2007
The haka
A Iveco na Europa tem um negócio genial que é a ligação entre um de seus produtos e os All Blacks. Para quem não sabe, os All Blacks são a seleção da Nova Zelândia, uma das maiores equipes de rugby do mundo.
Infelizmente, apesar de ser maravilhosa, a comunicação não é facilmente aplicável no Brasil até pelo pouco conhecimento do esporte aqui, mas vale visitar o site do Stralis para ver como o trabalho é bacana.
De qualquer forma, olha aí um Haka curtinho. Depois me diga sinceramente, você encara a turminha?
Direto na têmpora: Mardito fiapo de manga - Joelho de Porco
Infelizmente, apesar de ser maravilhosa, a comunicação não é facilmente aplicável no Brasil até pelo pouco conhecimento do esporte aqui, mas vale visitar o site do Stralis para ver como o trabalho é bacana.
De qualquer forma, olha aí um Haka curtinho. Depois me diga sinceramente, você encara a turminha?
Direto na têmpora: Mardito fiapo de manga - Joelho de Porco
quarta-feira, junho 27, 2007
Aniversário
Hoje é aniversário da Fer. Na falta de coisa melhor, vai uma homenagem do Guiñazú.
Cumpleaños
Comemoremos, pois hoje aniversaria o meu amor.
Tudo se cale que não for um bom desejo ou um suspiro de admiração.
Tudo repouse e seja calmo onde pouse o seu olhar.
Tudo reflita o que dela brilha.
Hoje aniversaria o meu amor.
E isso não explicam os calendários, não traduzem as certidões.
É mais que uma data. Um início, talvez.
Porque hoje aniversaria o meu amor e isso não é fim ou metade.
É um principiar sempre, em sorrisos, no franzir a testa, no falar em dengos e charmes.
É o sonho que vivo e escolho.
É o meu amor, que hoje aniversaria.
Alberto Guiñazú
Direto na têmpora: The 13th - The Cure
Cumpleaños
Comemoremos, pois hoje aniversaria o meu amor.
Tudo se cale que não for um bom desejo ou um suspiro de admiração.
Tudo repouse e seja calmo onde pouse o seu olhar.
Tudo reflita o que dela brilha.
Hoje aniversaria o meu amor.
E isso não explicam os calendários, não traduzem as certidões.
É mais que uma data. Um início, talvez.
Porque hoje aniversaria o meu amor e isso não é fim ou metade.
É um principiar sempre, em sorrisos, no franzir a testa, no falar em dengos e charmes.
É o sonho que vivo e escolho.
É o meu amor, que hoje aniversaria.
Alberto Guiñazú
Direto na têmpora: The 13th - The Cure
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terça-feira, junho 26, 2007
Jet leg
Hoje virei a noite trabalhando, saí da agência às 6h15 da matina, fui dormir às 10h30, acordei às 13h30 e voltei pra ralar às 16h30. Parece que acabei de chegar na Mandchúria e o fuso tá começando a fazer efeito. Até o português eu to com dificuldade de entender.
Direto na têmpora: Meu mundo e nada mais – Maurício Pereira
Direto na têmpora: Meu mundo e nada mais – Maurício Pereira
segunda-feira, junho 25, 2007
Você não me engana, Clemente
Tava ouvindo hoje uma música dos Inocentes chamada Pesadelo. Já tinha ouvido várias vezes, mas hoje a letra me chamou a atenção.
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente, olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Pensei involuntariamente cá com os meus botões: “engraçado, essa letra é muito bacana, poética, não parece coisa do Clemente”. Eu sei, eu sei, escrevendo assim parece que eu odeio as letras do Clemente / Inocentes e nem é isso, é só que o estilo era outro, mais refinado.
De qualquer forma, quando fui buscar na net a referência, não deu outra: os versos são do Paulo César Pinheiro e o burrão aqui nem conhecia. No mais, é como diz o outro, de onde não se espera nada é que não vem porcaria nenhuma mesmo.
Direto na têmpora: Fallin’ – Teenage Fan Club & De La Soul
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente, olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Pensei involuntariamente cá com os meus botões: “engraçado, essa letra é muito bacana, poética, não parece coisa do Clemente”. Eu sei, eu sei, escrevendo assim parece que eu odeio as letras do Clemente / Inocentes e nem é isso, é só que o estilo era outro, mais refinado.
De qualquer forma, quando fui buscar na net a referência, não deu outra: os versos são do Paulo César Pinheiro e o burrão aqui nem conhecia. No mais, é como diz o outro, de onde não se espera nada é que não vem porcaria nenhuma mesmo.
Direto na têmpora: Fallin’ – Teenage Fan Club & De La Soul
sexta-feira, junho 22, 2007
Tradutozim
Olhaí um Dennis McHale sobre as despedidas mal-feitas da vida. Ah, com direto a tradução porca, é claro.
I didn’t want you to see me
So I covered my face
And I crawled out the door
So quietly, so slowly
That I missed for a second
You were closing your eyes.
(Dennis McHale)
Eu não queria que você me visse
Então cobri meu rosto
E rastejei porta afora
Tão silenciosamente, tão vagarosamente
Que por um segundo eu não vi
Você tapando seu olhos.
PS - Alguém aí tem um amigo que vá pros EUA (ou venha) por agora e esteja disposto a me trazer uma câmera digital? Tô precisando desse apoio logístico e quem puder ajudar será regiamente elogiado.
Direto na têmpora: Your time is gonna come – Led Zeppelin
I didn’t want you to see me
So I covered my face
And I crawled out the door
So quietly, so slowly
That I missed for a second
You were closing your eyes.
(Dennis McHale)
Eu não queria que você me visse
Então cobri meu rosto
E rastejei porta afora
Tão silenciosamente, tão vagarosamente
Que por um segundo eu não vi
Você tapando seu olhos.
PS - Alguém aí tem um amigo que vá pros EUA (ou venha) por agora e esteja disposto a me trazer uma câmera digital? Tô precisando desse apoio logístico e quem puder ajudar será regiamente elogiado.
Direto na têmpora: Your time is gonna come – Led Zeppelin
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quinta-feira, junho 21, 2007
Aquela que matou o guarda
Não sei o que o Mantega anda tomando, mas vou querer duas garrafas pra esse fim de semana.
Mantega: crise aérea é sinal de prosperidade.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou, nesta quinta-feira, que haja um "caos aéreo" no Brasil. Os atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos são, segundo ele, "parte do preço do sucesso da economia". O ministro acredita que o motivo dos atrasos é o "aumento do fluxo de tráfego por causa da prosperidade do País".
Direto na têmpora: Next year, baby - Jamie Cullum
Mantega: crise aérea é sinal de prosperidade.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou, nesta quinta-feira, que haja um "caos aéreo" no Brasil. Os atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos são, segundo ele, "parte do preço do sucesso da economia". O ministro acredita que o motivo dos atrasos é o "aumento do fluxo de tráfego por causa da prosperidade do País".
Direto na têmpora: Next year, baby - Jamie Cullum
Tarantino's mind
Pouco me importa como você vai arranjar 15 minutos pra assistir a esse filme aqui ou no Google Video. O que me importa é que você não deixe de ver de maneira nenhuma. O Selton Mello e o Seu Jorge estão simplesmente geniais. A dica vale especialmente para a elite descolada da Tom. Imperdível.
PS- Antes que eu me esqueça, quem passou a dica foi o João Pegão, também conhecido como Gabriel Cisalpino.
Direto na têmpora: Ashes - Ben Harper
PS- Antes que eu me esqueça, quem passou a dica foi o João Pegão, também conhecido como Gabriel Cisalpino.
Direto na têmpora: Ashes - Ben Harper
quarta-feira, junho 20, 2007
O balão vai subindo...
Já estamos no dia 20 de junho e até agora não participei de uma única festa junina. Minha sorte é que dia 30 tem a festa junina da Sophia pra salvar o mês, mas mesmo assim duvido que vá ter quentão ou cachaça. Isso sem falar que tem hora pra começar e pra terminar. E eu ainda joguei fora a chance de ir à festa junina do Minas neste fim de semana. Raios! Raios duplos! Raios triplos!
Depois as pessoas reclamam quando eu tenho crise de abstinência pela falta de pé de moleque no sangue e saio por aí agredindo pessoas com um mínimo jeito de capiau ou depredando logradouros com o nome de Santo Antônio, São Pedro e São João.
Direto na têmpora: Tanto quanto eu - Ira!
Depois as pessoas reclamam quando eu tenho crise de abstinência pela falta de pé de moleque no sangue e saio por aí agredindo pessoas com um mínimo jeito de capiau ou depredando logradouros com o nome de Santo Antônio, São Pedro e São João.
Direto na têmpora: Tanto quanto eu - Ira!
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terça-feira, junho 19, 2007
Beijocas
Sophia aprendeu a dar beijinho de esquimó, de borboleta e de vaca. Na verdade ela dá o beijo de esquimó, dá o beijo de borboleta e aí fala "muuuu" e encolhe o rosto pra não levar a lambidona que é o beijo de vaca.
E sabe-se lá porque, eu acho isso a coisa mais maravilhosa do mundo.
Direto na têmpora: She's a mistery to me - Roy Orbison
E sabe-se lá porque, eu acho isso a coisa mais maravilhosa do mundo.
Direto na têmpora: She's a mistery to me - Roy Orbison
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Sophia
segunda-feira, junho 18, 2007
De novo o pipi
Como linkei no post anterior, aproveitei para reler o pipi e trouxe cá esta preciosa citação do gajo:
"Sempre que posso, não uso preservativo porque a Igreja é contra. E eu, nestas merdas do sexo, sigo sempre os ensinamentos do Vaticano. Afinal, ninguém percebe mais de pirocada do que os cardeais. Se eles não querem que se use, algum desarranjo a borracha há de fazer ao caralho. Eles lá sabem."
Genial no que pese (ou justamente por isso) a total incorreção política, moral e religiosa.
Direto na têmpora: Something to believe in - The Offspring
"Sempre que posso, não uso preservativo porque a Igreja é contra. E eu, nestas merdas do sexo, sigo sempre os ensinamentos do Vaticano. Afinal, ninguém percebe mais de pirocada do que os cardeais. Se eles não querem que se use, algum desarranjo a borracha há de fazer ao caralho. Eles lá sabem."
Genial no que pese (ou justamente por isso) a total incorreção política, moral e religiosa.
Direto na têmpora: Something to believe in - The Offspring
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Cupido
A Renata do Devaneios me indicou ao prêmio Blogs que falam de Amor, principalmente (ou exclusivamente) por causa do Guiñazú. Não sei se mereço a honra e nem sei se tenho os 10 (!?) blogs para indicar na mesma categoria, mas agradeço penhorado e envio aí uma lista dos que me vêem imediatamente à cabeça:
Devaneios e Desabafos (e nem é pra retribuir a indicação)
Mothern (tem amor maior que amor de mãe?)
Dedo de Moça (amor em forma de poesia)
Verbo Fundamental (amor e saudade do outro lado do oceano)
Descabimento (amor com jeito de conversa à beira do fogão de lenha)
O meu pipi (amor com humor, sacanagem e sotaque lusitano falecido em 2003)
Acho que nenhum deles fala do mesmo amor ou mesmo fala de amor o tempo todo, mas taí a lista.
Direto na têmpora: Mob job - Pat Metheny & Ornette Coleman
Devaneios e Desabafos (e nem é pra retribuir a indicação)
Mothern (tem amor maior que amor de mãe?)
Dedo de Moça (amor em forma de poesia)
Verbo Fundamental (amor e saudade do outro lado do oceano)
Descabimento (amor com jeito de conversa à beira do fogão de lenha)
O meu pipi (amor com humor, sacanagem e sotaque lusitano falecido em 2003)
Acho que nenhum deles fala do mesmo amor ou mesmo fala de amor o tempo todo, mas taí a lista.
Direto na têmpora: Mob job - Pat Metheny & Ornette Coleman
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sexta-feira, junho 15, 2007
A data
Jerônimo sabia exatamente quando ia morrer: 26 de janeiro de 2009. O horário em si, com minutos e segundos, ele não adivinhava, mas o dia era certeza sem fim e sem fundo, travada no verso da mente.
Não foi médico em diagnóstico, cigana em charlatanices, juiz em comando ou matador em encomenda quem marcou o fato, a data. Foi ele próprio, num acordar entressonhos quando tinha 8 anos. Ele mesmo Jerônimo, de visão intra e noção extra, súbita, definitiva.
E Jerônimo viveu-se assim, carregando o maior dos pesos que é saber o próprio fim sem adiamento ou surpresa. Não fez nada além da conta, não consumiu-se em desespero, não foi doidivanas impensado. Trabalhou, casou, teve 4 filhos e calou sua data para o mundo. Segredo em silêncio. Próprio.
No dia 26 de janeiro de 2009, Jerônimo acordou noite ainda em breu e carregou o revólver sonolento e virgem, semiguardado no armário de limpeza. Andou desvestido para o lote vago no fim do quarteirão, sentou-se leve e puxou o gatilho. Arma colada na têmpora.
Jerônimo só faleceu em oficial no 11 de novembro de 2013. Vegetou semigente e semicerto por 4 anos e alguma coisa. Leito branco, rostos brancos. Morreu um pouco na sua própria data e o resto tanto na hora do destino pronto. Nem cara, nem coroa. A moeda às vezes cai mesmo é em pé.
PS: Pra não dizer que não falei da NBA, surra de 4 a 0 do San Antonio Spurs sobre o Cleveland. A humilhação só não foi maior porque a série acaba com 4 vitórias.
Direto na têmpora: Nos cafundó do Zé - Ruy Maurity
Não foi médico em diagnóstico, cigana em charlatanices, juiz em comando ou matador em encomenda quem marcou o fato, a data. Foi ele próprio, num acordar entressonhos quando tinha 8 anos. Ele mesmo Jerônimo, de visão intra e noção extra, súbita, definitiva.
E Jerônimo viveu-se assim, carregando o maior dos pesos que é saber o próprio fim sem adiamento ou surpresa. Não fez nada além da conta, não consumiu-se em desespero, não foi doidivanas impensado. Trabalhou, casou, teve 4 filhos e calou sua data para o mundo. Segredo em silêncio. Próprio.
No dia 26 de janeiro de 2009, Jerônimo acordou noite ainda em breu e carregou o revólver sonolento e virgem, semiguardado no armário de limpeza. Andou desvestido para o lote vago no fim do quarteirão, sentou-se leve e puxou o gatilho. Arma colada na têmpora.
Jerônimo só faleceu em oficial no 11 de novembro de 2013. Vegetou semigente e semicerto por 4 anos e alguma coisa. Leito branco, rostos brancos. Morreu um pouco na sua própria data e o resto tanto na hora do destino pronto. Nem cara, nem coroa. A moeda às vezes cai mesmo é em pé.
PS: Pra não dizer que não falei da NBA, surra de 4 a 0 do San Antonio Spurs sobre o Cleveland. A humilhação só não foi maior porque a série acaba com 4 vitórias.
Direto na têmpora: Nos cafundó do Zé - Ruy Maurity
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quinta-feira, junho 14, 2007
O verdadeiro Guiñazú
Revelação chocante! Guiñazú não só existe como é argentino, jogava futebol no Paraguai e agora está se transferindo para o Inter de Porto Alegre.
Meu mundo caiu. Para saber mais, leia a notícia na íntegra aqui.

Olha aí o Guiñazú jogando o fino da bola.
Direto na têmpora: Só delírio - Telex
Meu mundo caiu. Para saber mais, leia a notícia na íntegra aqui.

Olha aí o Guiñazú jogando o fino da bola.
Direto na têmpora: Só delírio - Telex
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futebol
Globelezação
Não tenho uma opinião muito clara sobre a globalização. Na verdade nem acho que precise ter já que ela acontece à minha revelia, mas gostaria de deixar claro aqui o meu apoio total e irrestrito à globelezação.
A globelezação é um processo que evolui ainda muito lentamente, mas que eu creio ser fundamental para o surgimento da paz mundial, para a cura do câncer e para o combate à corrupção. É muito simples: a idéia é que surjam cada vez mais mulatas como a Valéria Valenssa em diversos locais do mundo.

Valéria Valenssa? Não, apenas a recepcionista do seu hotel em Tóquio.
Você está passeando por Bergen na Noruega, sem falar uma palavra em norueguês ou inglês e pow! Dá de cara com uma policial clone da globeleza pronta pra lhe ajudar. Aquela bagunça pra entrar no metrô em Nova Iorque e a pessoa que se esfrega em você pra conseguir caber no vagão já lotado é ninguém menos que uma sósia da Valéria Valenssa. Aeroporto de Buenos Aires e a mulher escrota da alfândega é quem? Exatamente! Outro clone da globeleza.
Seria o fim do mau humor e o turismo internacional ficaria muito mais divertido. A única dúvida é: será que o Hans Donner topa?
PS: nos links de bons blogs temos agora dois novos endereços o blog do cejunior e o Dom Caixote. Vale a pena fazer uma visita.
Direto na têmpora: Melody – Rolling Stones
A globelezação é um processo que evolui ainda muito lentamente, mas que eu creio ser fundamental para o surgimento da paz mundial, para a cura do câncer e para o combate à corrupção. É muito simples: a idéia é que surjam cada vez mais mulatas como a Valéria Valenssa em diversos locais do mundo.

Valéria Valenssa? Não, apenas a recepcionista do seu hotel em Tóquio.
Você está passeando por Bergen na Noruega, sem falar uma palavra em norueguês ou inglês e pow! Dá de cara com uma policial clone da globeleza pronta pra lhe ajudar. Aquela bagunça pra entrar no metrô em Nova Iorque e a pessoa que se esfrega em você pra conseguir caber no vagão já lotado é ninguém menos que uma sósia da Valéria Valenssa. Aeroporto de Buenos Aires e a mulher escrota da alfândega é quem? Exatamente! Outro clone da globeleza.
Seria o fim do mau humor e o turismo internacional ficaria muito mais divertido. A única dúvida é: será que o Hans Donner topa?
PS: nos links de bons blogs temos agora dois novos endereços o blog do cejunior e o Dom Caixote. Vale a pena fazer uma visita.
Direto na têmpora: Melody – Rolling Stones
quarta-feira, junho 13, 2007
Um espetáculo!
Ontem fui comemorar o Dia dos Namorados em um concerto sensacional do Nelson Freire. Simplesmente impecável até que ele resolve, no terceiro bis, tocar Jesus Alegria dos Homens. Nada contra a música em questão, pelamordedeus nem pensem nisso, mas é que assim que ele começou a tocar o jagunço atrás de mim começou a solfejar a canção. Foi uma experiência difícil, mas o incauto foi abafado pelos protestos gerais e calou-se.
Aí eu lembrei do dia em que eu e Fernanda fomos a São Paulo assistir a Carreras, Domingo e Pavarotti, mas acabamos curtindo um show dos Quatro Tenores. Sim, é verdade, atrás de nós, acompanhado do filho e de alguns amigos, o quarto tenor exibia seus maviosos gorjeios em acompanhamento aos três esforçados cantores.
Pouco importava que ele não conhecesse a letra, que sua afinação fosse questionável e sua voz medonha, o importante era deixar falar (ou no caso praticamente berrar) a emoção. Não adiantou também que eu me virasse incessantemente, fizesse “ssshhhhhh” ou mesmo exclamasse “cala a boca, caralho”. Não, não, não. O quarto tenor estava ali e não iria deixar de lado o seu grande momento passar incólume.
E eu ali, só pensando que iria passar a noite em um motel de beira de estrada e depois dirigir mais 500 km pra voltar a BH na manhã seguinte. Malditos cantores de platéia!
Direto na têmpora: 4:33 AM (Running Shoes) – Roger Waters
Aí eu lembrei do dia em que eu e Fernanda fomos a São Paulo assistir a Carreras, Domingo e Pavarotti, mas acabamos curtindo um show dos Quatro Tenores. Sim, é verdade, atrás de nós, acompanhado do filho e de alguns amigos, o quarto tenor exibia seus maviosos gorjeios em acompanhamento aos três esforçados cantores.
Pouco importava que ele não conhecesse a letra, que sua afinação fosse questionável e sua voz medonha, o importante era deixar falar (ou no caso praticamente berrar) a emoção. Não adiantou também que eu me virasse incessantemente, fizesse “ssshhhhhh” ou mesmo exclamasse “cala a boca, caralho”. Não, não, não. O quarto tenor estava ali e não iria deixar de lado o seu grande momento passar incólume.
E eu ali, só pensando que iria passar a noite em um motel de beira de estrada e depois dirigir mais 500 km pra voltar a BH na manhã seguinte. Malditos cantores de platéia!
Direto na têmpora: 4:33 AM (Running Shoes) – Roger Waters
terça-feira, junho 12, 2007
Rapidinha pra fechar o dia
Quando eu era bem pequeno ouvia sempre meu pai falar “Ô meu Deus do céu, sô!” toda vez que estava irritado. Juro que só um pouco mais velho fui entender que o que ele dizia não era “Ô meu Deus do Celso”.
Direto na têmpora: Funky monks – Red Hot Chili Peppers
Direto na têmpora: Funky monks – Red Hot Chili Peppers
Gastão pergunta
Meu dileto amigo e grevista engajado, Ewerton Gastão, aproveita o tempo livre que a paralisação do Banco Central lhe oferece para debater assuntos como “a quantas anda a situação da Venezuela” e “que tipo de filho da puta é o Chávez”.
Não satisfeito em tergiversar sobre tais temas com os coleguinhas subversivos, Ewerton me envolve na situação e pede que, na condição de filho de brasileiros que vivem na Venezuela, dê o meu pitaco (ou pior, reproduza a opinião dos meus genitores) sobre o tema.
Eu, como não tenho um pingo de vergonha na cara, vou aqui discorrer sobre as questões propostas como se realmente tivesse um mínimo conhecimento. Preparem-se que lá vem bobagem.
Meu pai diz que a Venezuela é o Brasil há 30 ou 40 anos e realmente em muitas coisas é. Por exemplo, duas maiores hidrelétricas da Venezuela e dois de seus maiores rios estão em Puerto Ordaz (cidade de meus pais), mas existe um racionamento de água que vai das 23h até as 5h. A sensação de viver às margens do deserto de Gobi é ridícula.
O exemplo serve pra mostrar como o excesso do petróleo fez da Venezuela (não necessariamente do povo) uma referência de preguiça. Melhorar pra quê se tem tanto petróleo?
Aí entra Chavito. O cara foi golpista, é populista até o talo e tem fortes tendências ditatoriais, mas deu passos importantes pra tirar o país da inércia.
Por exemplo, grande parte dos protestos contra Chávez é pelo fato dele fechar empresas que não paguem seus impostos. Isso porque durante décadas sonegar não dava cadeia e nem punição. Era comum não pagar e pronto, então quem levava vantagem acha um absurdo.
Outro detalhe é o limite da compra de dólares no câmbio oficial e a desdolarização da economia. Antes a evasão de divisas era liberada, o dólar era moeda não oficial e tava tudo bem. Foi só o homem estancar a sangria que lá veio pedrada. Isso sem falar que a maioria das decisões foi referendada pelo voto popular e, ao contrário de Cuba, as eleições são acompanhadas por organismos internacionais e ocorrem dentro de certos limites de transparência e seriedade.
Agora, é um governo que não investiu na indústria de base como deveria, que comprou brigas internacionais absurdas e prejudiciais e que vem perdendo a capa de “democrático” para se revelar despótico e intolerante. Sem falar que nunca é bom para o povo ter um líder que se perpetua no poder por tempo indeterminado, o que desestimula o debate e as visões diferentes de desenvolvimento, responsabilidade social, etc.
Resumindo, na minha opinião Chávez é um mal necessário para a Venezuela. O país precisava de alguém que tomasse certas iniciativas, que enfrentasse certos poderes, que não tivesse tanto rabo preso. Mas que não vai acabar com tranqüilidade essa história, isso não vai mesmo.
Respondido, meu bom Gastrópodo?
Direto na têmpora: Suicidal Failure – Suicidal Tendencies
Não satisfeito em tergiversar sobre tais temas com os coleguinhas subversivos, Ewerton me envolve na situação e pede que, na condição de filho de brasileiros que vivem na Venezuela, dê o meu pitaco (ou pior, reproduza a opinião dos meus genitores) sobre o tema.
Eu, como não tenho um pingo de vergonha na cara, vou aqui discorrer sobre as questões propostas como se realmente tivesse um mínimo conhecimento. Preparem-se que lá vem bobagem.
Meu pai diz que a Venezuela é o Brasil há 30 ou 40 anos e realmente em muitas coisas é. Por exemplo, duas maiores hidrelétricas da Venezuela e dois de seus maiores rios estão em Puerto Ordaz (cidade de meus pais), mas existe um racionamento de água que vai das 23h até as 5h. A sensação de viver às margens do deserto de Gobi é ridícula.
O exemplo serve pra mostrar como o excesso do petróleo fez da Venezuela (não necessariamente do povo) uma referência de preguiça. Melhorar pra quê se tem tanto petróleo?
Aí entra Chavito. O cara foi golpista, é populista até o talo e tem fortes tendências ditatoriais, mas deu passos importantes pra tirar o país da inércia.
Por exemplo, grande parte dos protestos contra Chávez é pelo fato dele fechar empresas que não paguem seus impostos. Isso porque durante décadas sonegar não dava cadeia e nem punição. Era comum não pagar e pronto, então quem levava vantagem acha um absurdo.
Outro detalhe é o limite da compra de dólares no câmbio oficial e a desdolarização da economia. Antes a evasão de divisas era liberada, o dólar era moeda não oficial e tava tudo bem. Foi só o homem estancar a sangria que lá veio pedrada. Isso sem falar que a maioria das decisões foi referendada pelo voto popular e, ao contrário de Cuba, as eleições são acompanhadas por organismos internacionais e ocorrem dentro de certos limites de transparência e seriedade.
Agora, é um governo que não investiu na indústria de base como deveria, que comprou brigas internacionais absurdas e prejudiciais e que vem perdendo a capa de “democrático” para se revelar despótico e intolerante. Sem falar que nunca é bom para o povo ter um líder que se perpetua no poder por tempo indeterminado, o que desestimula o debate e as visões diferentes de desenvolvimento, responsabilidade social, etc.
Resumindo, na minha opinião Chávez é um mal necessário para a Venezuela. O país precisava de alguém que tomasse certas iniciativas, que enfrentasse certos poderes, que não tivesse tanto rabo preso. Mas que não vai acabar com tranqüilidade essa história, isso não vai mesmo.
Respondido, meu bom Gastrópodo?
Direto na têmpora: Suicidal Failure – Suicidal Tendencies
12 de junho
Os dedos dele entrelaçados nos cabelos dela.
Os olhos dela repousando no sorriso dele.
Juntos há um dia? Um ano? Uma vida?
Namorados fazem do tempo um brinquedo.
E de se amar brincam eternamente.
Docemente.
Adolescentemente.
(Alberto Guiñazú)
Direto na têmpora: Merman - Tori Amos
Os olhos dela repousando no sorriso dele.
Juntos há um dia? Um ano? Uma vida?
Namorados fazem do tempo um brinquedo.
E de se amar brincam eternamente.
Docemente.
Adolescentemente.
(Alberto Guiñazú)
Direto na têmpora: Merman - Tori Amos
segunda-feira, junho 11, 2007
Capítulo 1
Na rua Belisário Cortez, bem ao lado da funerária, ficava o Bar do Neco. Na esquina de baixo, a rua da zona com suas casinhas em seqüência, quase todas de paredes cor-de-rosa ou verde-claro, cortesia das tintas distribuídas há uns 6 ou 7 anos por um comerciante local que queria melhorar o aspecto da região.
Era uma rua asfaltada, limpa, de iluminação amarelada. O movimento já fora bem maior e hoje as mulheres exageradamente maquiadas e exiguamente vestidas chamam menos a atenção do que os avisos de “residência familiar” dependurados em alguns portões para evitar as confusões dos bêbados ou novatos durante a madrugada.
Todas as quartas o Renato saía do Bar do Neco depois de tomar uma cerveja com o pessoal da gráfica e descia a rua. O olho puxava para a esquina. Renato tinha 18 anos e não conhecia ainda uma mulher. Seu namoro com a Cida era sério e só sério, já que ela brecava suas vontades com um fervor religioso que refletia a educação e as cobranças da família. Olhava, o corpo adernava, imantado, mas o pudor vencia e Renato rumava pra casa com o passo calmo das noites de quarta-feira.
A avó já dormia, inundando a salinha de um ronco forte. Na geladeira um pedaço de queijo, um copo de leite e o corpo pedia cama. Escovava os dentes com uma pressa pouco higiênica e começava a rezar enquanto bochechava e preparava-se para cuspir o dentifrício: amanhã era quinta e quintas são dias bons.
Acordava com a avó cantando um samba antigo, o mesmo de todas as manhãs: “E quando à Terra eu voltar, sei que estão me esperando, numa prova de alegria eu vou chegar sambando”. Achava aquilo muito estranho, misturar samba com viagens espaciais e ainda mais com a avó cantando, mas gostava e sorria, era seu melhor jeito de começar a manhã. O pão quente com muita manteiga e o café forte enchiam o estômago e mandavam Renato pra rua. Quintas-feiras são boas.
Direto na têmpora: Uma barata chamada Kafka - Inimigos do Rei
Era uma rua asfaltada, limpa, de iluminação amarelada. O movimento já fora bem maior e hoje as mulheres exageradamente maquiadas e exiguamente vestidas chamam menos a atenção do que os avisos de “residência familiar” dependurados em alguns portões para evitar as confusões dos bêbados ou novatos durante a madrugada.
Todas as quartas o Renato saía do Bar do Neco depois de tomar uma cerveja com o pessoal da gráfica e descia a rua. O olho puxava para a esquina. Renato tinha 18 anos e não conhecia ainda uma mulher. Seu namoro com a Cida era sério e só sério, já que ela brecava suas vontades com um fervor religioso que refletia a educação e as cobranças da família. Olhava, o corpo adernava, imantado, mas o pudor vencia e Renato rumava pra casa com o passo calmo das noites de quarta-feira.
A avó já dormia, inundando a salinha de um ronco forte. Na geladeira um pedaço de queijo, um copo de leite e o corpo pedia cama. Escovava os dentes com uma pressa pouco higiênica e começava a rezar enquanto bochechava e preparava-se para cuspir o dentifrício: amanhã era quinta e quintas são dias bons.
Acordava com a avó cantando um samba antigo, o mesmo de todas as manhãs: “E quando à Terra eu voltar, sei que estão me esperando, numa prova de alegria eu vou chegar sambando”. Achava aquilo muito estranho, misturar samba com viagens espaciais e ainda mais com a avó cantando, mas gostava e sorria, era seu melhor jeito de começar a manhã. O pão quente com muita manteiga e o café forte enchiam o estômago e mandavam Renato pra rua. Quintas-feiras são boas.
Direto na têmpora: Uma barata chamada Kafka - Inimigos do Rei
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DNA
Sábado a Sophia experimentou refrigerante pela primeira vez. Foi um gole de coca-cola que ela cuspiu imediatamente com uma divertidíssima cara de nojo e alguns tremeliques involuntários pelo corpo.
Além disso, Sophia não é fã de carne de boi e está cada dia mais linda. Aí eu me pergunto: quem será o pai verdadeiro dessa criança, meu Deus!?
Direto na têmpora: House of pain - Van Halen
Além disso, Sophia não é fã de carne de boi e está cada dia mais linda. Aí eu me pergunto: quem será o pai verdadeiro dessa criança, meu Deus!?
Direto na têmpora: House of pain - Van Halen
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sexta-feira, junho 08, 2007
Sessão Tripla
Logo que me mudei pra BH criei um hábito bastante interessante para minhas tardes de ócio (que no meu primeiro ano aqui foram muitas, já que logo passei a seguir a filosofia do Bruno Coelho que duvidava da inteligência de se estudar durante um período letivo inteiro quando seria muito mais prático estudar apenas um mês na recuperação): a sessão tripla.
A sessão tripla consistia em sair de casa logo após o almoço, assistir a sessão das 14h em um cinema qualquer (Acaiaca, Brasil, Royal), das 16h no Palladium e fechar no Jacques às 18h. Tudo isso a pé, o que pedia um planejamento cuidadoso de distâncias e horários que era metade da graça da atividade.
Obviamente no final do dia os três filmes estavam completamente misturados no cabeção e a comédia da primeira película se mesclava com a sanguinolência do segundo roteiro e terminava toda embolada com o drama chorão derradeiro.
Tirando isso, era um programa simplesmente genial. Você sentia que tinha aproveitado a tarde ao máximo, ficava sempre em dia com os lançamentos e ainda poupava tempo do seu fim de semana para fazer coisas mais produtivas como beber desgovernadamente.
Então ta resolvido: no próximo feriado eu pego uma sessão tripla de qualquer jeito pra matar saudades. Se a Fernanda deixar, eu pego.
Direto na têmpora: Radio Friendly Unit Shifter - Nirvana
A sessão tripla consistia em sair de casa logo após o almoço, assistir a sessão das 14h em um cinema qualquer (Acaiaca, Brasil, Royal), das 16h no Palladium e fechar no Jacques às 18h. Tudo isso a pé, o que pedia um planejamento cuidadoso de distâncias e horários que era metade da graça da atividade.
Obviamente no final do dia os três filmes estavam completamente misturados no cabeção e a comédia da primeira película se mesclava com a sanguinolência do segundo roteiro e terminava toda embolada com o drama chorão derradeiro.
Tirando isso, era um programa simplesmente genial. Você sentia que tinha aproveitado a tarde ao máximo, ficava sempre em dia com os lançamentos e ainda poupava tempo do seu fim de semana para fazer coisas mais produtivas como beber desgovernadamente.
Então ta resolvido: no próximo feriado eu pego uma sessão tripla de qualquer jeito pra matar saudades. Se a Fernanda deixar, eu pego.
Direto na têmpora: Radio Friendly Unit Shifter - Nirvana
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Malditos Spurs
Não que alguém se importe em plena sexta-feira depois de um feriado (ok, talvez o James), mas ontem foi o pior jogo de uma final de NBA dos últimos anos. Para falar a verdade, possivelmente de todos os tempos.
O segundo quarto foi um lixo e o LeBron James (teoricamente um futuro Jordan) foi horrendo. Em 7 tentativas conseguiu acertar 0 no primeiro tempo do jogo inteiro. Sim, 0 em 7 nos primeiros dois quartos. Até o Anderson Varejão tava melhor que BronBron.
Agora é ficar com sono o dia inteiro e torcer pra que o San Antonio acabe logo com isso. Aliás, só pra esclarecer, eu até gosto dos Spurs, mas é que eles são como o Grêmio no auge: cansa ver aquele joguinho feijão com arroz e uma superdefesa ganhar todo ano.
Ah, como eu detesto ainda me importar com o basquete da NBA. Aposto que isso é praga do Rubinho.
Direto na têmpora: Mamma Maria – Ricchi e Poveri
O segundo quarto foi um lixo e o LeBron James (teoricamente um futuro Jordan) foi horrendo. Em 7 tentativas conseguiu acertar 0 no primeiro tempo do jogo inteiro. Sim, 0 em 7 nos primeiros dois quartos. Até o Anderson Varejão tava melhor que BronBron.
Agora é ficar com sono o dia inteiro e torcer pra que o San Antonio acabe logo com isso. Aliás, só pra esclarecer, eu até gosto dos Spurs, mas é que eles são como o Grêmio no auge: cansa ver aquele joguinho feijão com arroz e uma superdefesa ganhar todo ano.
Ah, como eu detesto ainda me importar com o basquete da NBA. Aposto que isso é praga do Rubinho.
Direto na têmpora: Mamma Maria – Ricchi e Poveri
quarta-feira, junho 06, 2007
Nojinho
Tem um caso muito escroto de uma agência que trabalhei que quem tiver nojinhos é melhor nem ler.
Houve uma época em que um dos sanitários da agência andou entupindo muito e o técnico que foi visitar chegou ao veredicto de que a causa eram pedaços de algodão usados de forma indevida por algum funcionário como substitutos de papel higiênico.
Lógico que o assunto virou piada e um começou a insinuar que o outro tinha hemorróidas, ao que este respondia que era um terceiro que usava o algodão por ser mais delicadinho naquela região, enfim, uma baixaria.
O fato é que mesmo com os repetidos avisos sobre os malefícios da malfadada prática, o “cagão misterioso” (como ficou conhecido nosso pequeno contraventor) insistia na preservação de sua retaguarda com um produto mais suave que o tradicional Neve.
Num acesso de fúria diante de tanta insubordinação o dono da agência irrompe no banheiro e, encontrando um algodão usado na lixeira, recolhe o material, aproxima do nariz e declara enquanto cheira freneticamente a “prova”: “Olhai, é cocô! É cocô sim! Não é possível!”
Ainda estava segurando o queixo diante da cena quando um gaiato ao meu lado comentou: “Pois pra mim o cagão é ele mesmo. Ninguém pega em bosta alheia assim com tanta autoridade”.
Só não caí na gargalhada ali mesmo na frente do patrão porque precisava muito do emprego.
Direto na têmpora: I'm waiting for the man - Velvet Underground
Houve uma época em que um dos sanitários da agência andou entupindo muito e o técnico que foi visitar chegou ao veredicto de que a causa eram pedaços de algodão usados de forma indevida por algum funcionário como substitutos de papel higiênico.
Lógico que o assunto virou piada e um começou a insinuar que o outro tinha hemorróidas, ao que este respondia que era um terceiro que usava o algodão por ser mais delicadinho naquela região, enfim, uma baixaria.
O fato é que mesmo com os repetidos avisos sobre os malefícios da malfadada prática, o “cagão misterioso” (como ficou conhecido nosso pequeno contraventor) insistia na preservação de sua retaguarda com um produto mais suave que o tradicional Neve.
Num acesso de fúria diante de tanta insubordinação o dono da agência irrompe no banheiro e, encontrando um algodão usado na lixeira, recolhe o material, aproxima do nariz e declara enquanto cheira freneticamente a “prova”: “Olhai, é cocô! É cocô sim! Não é possível!”
Ainda estava segurando o queixo diante da cena quando um gaiato ao meu lado comentou: “Pois pra mim o cagão é ele mesmo. Ninguém pega em bosta alheia assim com tanta autoridade”.
Só não caí na gargalhada ali mesmo na frente do patrão porque precisava muito do emprego.
Direto na têmpora: I'm waiting for the man - Velvet Underground
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Clemente

Eu tive um casal de bulldogs: Clemente e Daphine. Clemente morreu, mas Daphine continua lá, bastante reclusa e sendo alimentada pela Sophia diariamente.
O Clemente era um bulldog branco, gigantesco e que odiava a Fernanda. Ele se dava bem com todo mundo, mas tinha uma birra da Fernanda que era descomunal.
Logo que a gente se casou, recém-chegados da lua-de-mel, uma roupa novíssima da Fernanda esperava sobre a bancada para ser passada. Num acesso de fúria Clemente subiu na bancada, pegou a blusa e a destroçou completamente sem dó, nem piedade. O detalhe é que as roupas sempre ficaram ali e ele nunca se incomodou enquanto eram só as minhas.
Parece bobagem, mas foi a partir dali que eu percebi que estava saindo de um nível de relaçao pra começar outro.
Direto na têmpora: Sua Cara - Virna Lisi
terça-feira, junho 05, 2007
Um pouco de medo
Ofereço-te um pouco de susto para que não penses em mim com certeza.
Quero de ti esta pressa, esta urgência um tanto sofrida de não me saberes aqui amanhã.
E se repito o veneno, se falto o remédio, se traio a ginástica, é que me encanta oferecer-te esse pouco de medo, essa delicada pulga que pouso atrás de tua orelha e que, amestrada, te faz mais minha.
Mais minha.
Mais minha.
Direto na têmpora: Adágio - Marco Antônio Araújo
Quero de ti esta pressa, esta urgência um tanto sofrida de não me saberes aqui amanhã.
E se repito o veneno, se falto o remédio, se traio a ginástica, é que me encanta oferecer-te esse pouco de medo, essa delicada pulga que pouso atrás de tua orelha e que, amestrada, te faz mais minha.
Mais minha.
Mais minha.
Direto na têmpora: Adágio - Marco Antônio Araújo
segunda-feira, junho 04, 2007
Day #1
Aqui na Domínio faz frio 24 horas por dia. Sem exagero. A grande vantagem é que aquela briguinha de “liga o ar”, “desliga o ar” não existe sequer em pensamento. No mais, a vista é bacanaça e tem uma boa galera conhecida.
O lado ruim é que a procura de vagas nas ruas, provavelmente por causa dos hospitais, é um inferno, o que me obrigou a virar mensalista de um estacionamento.
Coisinhas do primeiro dia, nada demais não, só mesmo pra não dizer que não postei nada.
Direto na têmpora: First day on a brand new planet - Yatsura
O lado ruim é que a procura de vagas nas ruas, provavelmente por causa dos hospitais, é um inferno, o que me obrigou a virar mensalista de um estacionamento.
Coisinhas do primeiro dia, nada demais não, só mesmo pra não dizer que não postei nada.
Direto na têmpora: First day on a brand new planet - Yatsura
quinta-feira, maio 31, 2007
Ciao
Mudar de casa depois de dois anos dói. Fica a vontade de acertar mais do que eu pude aqui e de ser feliz como fui nesse tempo. Obrigado a todo mundo da TOM e que a Domínio seja um desafio positivo.
Direto na têmpora: Have a cigar - Pink Floyd
Direto na têmpora: Have a cigar - Pink Floyd
quarta-feira, maio 30, 2007
Cabirecas
Descobri hoje que o Roger odeia cabirecas. Desse simples fato surgiu uma enorme discussão que levantou verdades e mitos em torno dos cabirecas para os quais nenhum de nós tem respostas. De qualquer forma, ficam aí os temas para discussão quando você estiver na dúvida entre aparar as unhas do pé ou começar a ler algum livro do Sidney Sheldon.

Mestre dos Magos, o maior cabireca de todos os tempos?
1) Os cabirecas não têm mulher pra dizer que aquilo é ridículo?
2) Os cabirecas preferem esse corte porque lembra de alguma época feliz de suas vidas?
3) O Washington Olivetto é ou não um cabireca?
4) Qual o cabireca-mor: Alcindo (ex-Flamengo e Kashima) ou o Mestre dos Magos?
5) É possível ser cabireca e gente boa ao mesmo tempo?
6) Quem já usou mullets será inevitavelmente um cabireca?
7) O cabireca é um cabeludo que perdeu os cabelos ou um careca que resolveu deixá-los crescer?
8) Ser cabireca vicia?
9) Ser cabireca será cool algum dia?
10) Será o Maurilo um cabireca potencial?
Enfim, questões fundamentais para entender este mundo cada vez mais competitivo e globalizado.
Direto na têmpora: Ghostbusters - Ray Parker Jr.

Mestre dos Magos, o maior cabireca de todos os tempos?
1) Os cabirecas não têm mulher pra dizer que aquilo é ridículo?
2) Os cabirecas preferem esse corte porque lembra de alguma época feliz de suas vidas?
3) O Washington Olivetto é ou não um cabireca?
4) Qual o cabireca-mor: Alcindo (ex-Flamengo e Kashima) ou o Mestre dos Magos?
5) É possível ser cabireca e gente boa ao mesmo tempo?
6) Quem já usou mullets será inevitavelmente um cabireca?
7) O cabireca é um cabeludo que perdeu os cabelos ou um careca que resolveu deixá-los crescer?
8) Ser cabireca vicia?
9) Ser cabireca será cool algum dia?
10) Será o Maurilo um cabireca potencial?
Enfim, questões fundamentais para entender este mundo cada vez mais competitivo e globalizado.
Direto na têmpora: Ghostbusters - Ray Parker Jr.
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Rogério Fernandes
terça-feira, maio 29, 2007
Wild wild west
A Adriana (sócia da TOM) e o Fabio (seu marido) estão fazendo uma senhora viagem que inclui a Route 66, Grand Canyon e muitas outras coisas legais, tudo em cima de uma Harley Davidson.
Quem curte Harleys, road trips ou simplesmente fotos bacanas precisa acessar o blog da viagem.
Direto na têmpora: Quebra-cabeça - Paulinho Soares
Quem curte Harleys, road trips ou simplesmente fotos bacanas precisa acessar o blog da viagem.
Direto na têmpora: Quebra-cabeça - Paulinho Soares
segunda-feira, maio 28, 2007
Derretendo
Quando alguém pergunta pra minha Sophia "o que é que a Sophia é do papai?" Ela responde cheia de dengo "Amooooor".
E aí se eu morro hoje, vou com um sorriso na alma que não tem tamanho e nem fim.
Direto na têmpora: Flugufrelsarinn - Sigur Rós
E aí se eu morro hoje, vou com um sorriso na alma que não tem tamanho e nem fim.
Direto na têmpora: Flugufrelsarinn - Sigur Rós
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sexta-feira, maio 25, 2007
Uma boa do Paul e do Art
Tinha esquecido como era triste e muito bacana a letra de Slip Slidin' Away. Ouvi hoje de novo e tô postando aí um trecho para quem possa se interessar.
Slip Slidin' Away
(Simon and Garfunkel)
And I know a father
Who had a son
He longed to tell him all the reasons
For the things he'd done
He came a long way
Just to explain
He kissed his boy as he lay sleeping
Then he turned around and headed home again
Slip slidin' away
Slip slidin' away
You know the nearer your destination
The more you're slip slidin' away
God only knows
God makes his plan
The information's unavailable
To the mortal man
We work our jobs
Collect our pay
Believe we're gliding down the highway
When in fact we're slip slidin' away
Direto na têmpora: You are everything - Marvin Gaye
Slip Slidin' Away
(Simon and Garfunkel)
And I know a father
Who had a son
He longed to tell him all the reasons
For the things he'd done
He came a long way
Just to explain
He kissed his boy as he lay sleeping
Then he turned around and headed home again
Slip slidin' away
Slip slidin' away
You know the nearer your destination
The more you're slip slidin' away
God only knows
God makes his plan
The information's unavailable
To the mortal man
We work our jobs
Collect our pay
Believe we're gliding down the highway
When in fact we're slip slidin' away
Direto na têmpora: You are everything - Marvin Gaye
Cobertura 803
Frio, cirúrgico, um dos maiores torturadores do Brasil durante a ditadura. Capaz de saber o momento exato de suspender o castigo para evitar o descanso indesejado do desmaio. Um gênio em seu ofício.
Com a volta da democracia, recebeu uma polpuda recompensa pelos serviços prestados (e para manter a boca fechada) e foi alocado em alguma repartição pública obscura.
Mirrado, mínimo, insignificante, era tratado com desdém pelos moradores que o chamavam apenas de “o velho do 803”. Mas à noite, sentado no vaso de sua cobertura, vingava-se de todos quando sabia seus excrementos escorrendo pelas veias do velho prédio e quase gritava: “Comunistazinhos filhos da puta. Cago na cabeça de todos vocês. Filhos da puta.”
Direto na têmpora: The day I tried to live - Soundgarden
Com a volta da democracia, recebeu uma polpuda recompensa pelos serviços prestados (e para manter a boca fechada) e foi alocado em alguma repartição pública obscura.
Mirrado, mínimo, insignificante, era tratado com desdém pelos moradores que o chamavam apenas de “o velho do 803”. Mas à noite, sentado no vaso de sua cobertura, vingava-se de todos quando sabia seus excrementos escorrendo pelas veias do velho prédio e quase gritava: “Comunistazinhos filhos da puta. Cago na cabeça de todos vocês. Filhos da puta.”
Direto na têmpora: The day I tried to live - Soundgarden
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Cobertura 801
Depois de anos brigando traçaram uma linha imaginária dividindo o apartamento. Usavam a cozinha em turnos, dormiam em quartos diferentes, comiam em horários distintos.
Um dia ele acordou estranho, ela acordou mudada. Não eram os mesmos. O melhor dele havia ficado em algum lugar do espaço dela, o mais alegre dela se perdeu em algum canto da área dele. E eles nunca encontraram.
Venderam o imóvel e saíram. Um para cada lado, um de cada jeito. Cada um sem seu canto. Incompletos e novos.
Direto na têmpora: Sexy M.F. - Prince
Um dia ele acordou estranho, ela acordou mudada. Não eram os mesmos. O melhor dele havia ficado em algum lugar do espaço dela, o mais alegre dela se perdeu em algum canto da área dele. E eles nunca encontraram.
Venderam o imóvel e saíram. Um para cada lado, um de cada jeito. Cada um sem seu canto. Incompletos e novos.
Direto na têmpora: Sexy M.F. - Prince
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quinta-feira, maio 24, 2007
Tá reclamando de quê?
Hoje foi levada à minha atenção a existência da CONLUTAS - COORDENAÇÃO NACIONAL DE LUTAS (existe mesmo e o site é esse).
Pelo que eu entendi, se você tem uma luta, qualquer luta, você pode se unir à CONLUTAS: melhores salários, a situação dos sem-teto, direitos dos aposentados, oposição às reformas da previdência ou à ocupação do Haiti, pouco importa. O negócio é brigar pelos seus direitos e chamar a CONLUTAS pra ficar do seu lado.
Não tenho nada contra qualquer um dos movimentos sociais e políticos listados acima (nem contra os não-listados), mas pra mim a existência de uma Coordenação Nacional Compra Briga é algo simplesmente sensacional.
Tô pensando seriamente em fundar a CONMACHO - COORDENAÇÃO NACIONAL DOS MARIDOS SEM CHOPP, essa sim uma luta digna que precisa ser encarada com mais respeito pela sociedade como um todo.
Direto na têmpora: House of the rising sun - The Animals
Pelo que eu entendi, se você tem uma luta, qualquer luta, você pode se unir à CONLUTAS: melhores salários, a situação dos sem-teto, direitos dos aposentados, oposição às reformas da previdência ou à ocupação do Haiti, pouco importa. O negócio é brigar pelos seus direitos e chamar a CONLUTAS pra ficar do seu lado.
Não tenho nada contra qualquer um dos movimentos sociais e políticos listados acima (nem contra os não-listados), mas pra mim a existência de uma Coordenação Nacional Compra Briga é algo simplesmente sensacional.
Tô pensando seriamente em fundar a CONMACHO - COORDENAÇÃO NACIONAL DOS MARIDOS SEM CHOPP, essa sim uma luta digna que precisa ser encarada com mais respeito pela sociedade como um todo.
Direto na têmpora: House of the rising sun - The Animals
quarta-feira, maio 23, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Clube Morro do Pilar
Ipatinga fazia um calor saudita. A gente chegava da aula, almoçava e já queria correr pro clube só pra ficar ali, o dia inteiro na piscina tomando coca-cola e eskibon. No meio tempo jogávamos futebol, vôlei, basquete, brincávamos de pique-bandeira (valendo tortura), enfim, a tarde voava.
Mas me lembrei disso porque o clube fechava às segundas e aí batia o desespero. A solução era entrar escondido e ficar igual jacaré, só com os zoim pra fora d'água.
Numa dessas incursões encontramos um caminhão de sorvetes Kibon parado na área de descarga, transferindo seus produtos para o bar do clube. Ficamos na espreita e cada um roubou uma cixa de sorvetes sem nem saber o sabor.
Ao chegar na rua, nos escondemos na área do Grande Hotel e fomos ver nossos tesouros. Uma caixa de Calypso (um sorvete comprido de limão que você apertava a base e ele subia mais ou menos como a ereção de um cachorro), outra de Double Cup (um sorvete de abacaxi com calda de tangerina anexa para você misturar) e por fim uma de Cornetto (esse não precisa explicar).
Lógico que não poderíamos levar tudo pra casa sem o risco de uma grande surra e tampouco conseguiríamos comer aquela pancada de sorvetes numa sentada. O resultado foi que, enquanto uns comiam só o topo dos Cornettos e jogavam fora as casquinhas, outros viravam a calda de tangerina do Double Cup nos cabelos exclamando "Creme rinse! Creme rinse!" Enquanto isso eu descia a rua calmamente expelindo os Calypsos dentro dos canos de descarga dos carros estacionados.
Ah, meu passado, vandalismo é teu nome.
PS - Se alguém aí tem coração e paciência, por favor torça imensamente para que os Celtics fiquem com um dos 2 primeiros drafts da NBA hoje à noite. É um pedido tão pequeno e vai ajudar tanto pra próxima temporada... me ajuda aí, vai.
Direto na tiempora: A obra - Sexo Explícito
Mas me lembrei disso porque o clube fechava às segundas e aí batia o desespero. A solução era entrar escondido e ficar igual jacaré, só com os zoim pra fora d'água.
Numa dessas incursões encontramos um caminhão de sorvetes Kibon parado na área de descarga, transferindo seus produtos para o bar do clube. Ficamos na espreita e cada um roubou uma cixa de sorvetes sem nem saber o sabor.
Ao chegar na rua, nos escondemos na área do Grande Hotel e fomos ver nossos tesouros. Uma caixa de Calypso (um sorvete comprido de limão que você apertava a base e ele subia mais ou menos como a ereção de um cachorro), outra de Double Cup (um sorvete de abacaxi com calda de tangerina anexa para você misturar) e por fim uma de Cornetto (esse não precisa explicar).
Lógico que não poderíamos levar tudo pra casa sem o risco de uma grande surra e tampouco conseguiríamos comer aquela pancada de sorvetes numa sentada. O resultado foi que, enquanto uns comiam só o topo dos Cornettos e jogavam fora as casquinhas, outros viravam a calda de tangerina do Double Cup nos cabelos exclamando "Creme rinse! Creme rinse!" Enquanto isso eu descia a rua calmamente expelindo os Calypsos dentro dos canos de descarga dos carros estacionados.
Ah, meu passado, vandalismo é teu nome.
PS - Se alguém aí tem coração e paciência, por favor torça imensamente para que os Celtics fiquem com um dos 2 primeiros drafts da NBA hoje à noite. É um pedido tão pequeno e vai ajudar tanto pra próxima temporada... me ajuda aí, vai.
Direto na tiempora: A obra - Sexo Explícito
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segunda-feira, maio 21, 2007
Grande
Só sabe o que é grande a mão que arranca do infinito um pedaço. O sonho que não cabe em si, o ato que não cabe em frase, o limite que a gente empurra até esquecer, docemente, que ele um dia foi barreira.
Só sabe o que é ser grande quem tem no peito o ser muitos. Quem faz da vida um plural e salta leve, sabendo outro braço no ar.
Só sabe o que é ser grande quem olha e não vê tamanho, mas sabe enxergar a alma.”
(Alberto Guiñazú)
Direto na têmpora: Lavorare Stanca/Rio-Bahia - Fellini
Só sabe o que é ser grande quem tem no peito o ser muitos. Quem faz da vida um plural e salta leve, sabendo outro braço no ar.
Só sabe o que é ser grande quem olha e não vê tamanho, mas sabe enxergar a alma.”
(Alberto Guiñazú)
Direto na têmpora: Lavorare Stanca/Rio-Bahia - Fellini
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quinta-feira, maio 17, 2007
Cartões escrotos
O site someecards tem cartões escrotos para todas as situações. A Tetê do Roger me indicou e eu já até escolhi o cartão ideal pra mim.

Direto na têmpora: Any old actress - Rasputina

Direto na têmpora: Any old actress - Rasputina
Shocking
Já vi mil vezes e continuo rachando de rir a cada uma delas. A forma mais prática (e menos arriscada) de descobrir se um amigo é veado.
Direto na têmpora: Under Pressure - Queen
Direto na têmpora: Under Pressure - Queen
quarta-feira, maio 16, 2007
Seleção
Picumã, Cara de Plástico, Jota Jota, Medonho e Mocó. Cheiroso, Retalho e Patola. Galvinha, Borréia e Xué.
Para você a lista acima se refere:
a) aos meliantes mais procurados do Rio de Janeiro;
b) à escalação do imbatível São Bento de Sorocaba de 1934;
c) à turminha de amigos do Ilacir, paste-up aqui da TOM.
O resultado da pesquisa será publicado na próxima VIP junto com um ensaio sensual da Zulaiê Cobra. Confira!
Direto na têmpora: Inútil - Ultraje a Rigor
Para você a lista acima se refere:
a) aos meliantes mais procurados do Rio de Janeiro;
b) à escalação do imbatível São Bento de Sorocaba de 1934;
c) à turminha de amigos do Ilacir, paste-up aqui da TOM.
O resultado da pesquisa será publicado na próxima VIP junto com um ensaio sensual da Zulaiê Cobra. Confira!
Direto na têmpora: Inútil - Ultraje a Rigor
Apto 202
Morava sozinho. Acordava às 6 da manhã, almoçava na fábrica, chegava em casa às 8 da noite. Aos sábados via televisão. Aos domingos pedia uma pizza e caminhava na calçada.
Um dia subiu as escadas, andar por andar, e trocou todos os capachos dos apartamentos de lugar. Passou o domingo rindo baixinho em casa. Nem foi caminhar na calçada.
Direto na têmpora: Beast of burden - Rolling Stones
Um dia subiu as escadas, andar por andar, e trocou todos os capachos dos apartamentos de lugar. Passou o domingo rindo baixinho em casa. Nem foi caminhar na calçada.
Direto na têmpora: Beast of burden - Rolling Stones
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terça-feira, maio 15, 2007
Tosse, tosse, todo mundo tossindo
Faz coisa de 15 dias que tusso sem parar. O Roger acha que é escorbuto e a Fernanda acha que é falta de vergonha porque eu não cuido direito. Não tiro a razão de nenhum dos dois, mas a verdade é que, como nunca fumei e durante boa parte da vida fiz exercícios, tenho um pulmão em ótimo estado que troco por dois joelhos bem conservados.
Ok, o "pulmão em ótimo estado" pode ser um exagero se levarmos em conta a distinta possibilidade de conter uma leve tuberculose, mas ainda assim é uma bela barganha.
Se alguém se interessar, favor mandar sua proposta pelos comments. Não aceitamos próteses ortopédicas ou joelhos femininos, já que a criança aqui é peso pesado.
PS - Quem tem um mínimo interesse por esportes precisa acompanhar os playoffs da NBA. Já teve zebras, violência, partidas clássicas, enfim, it's faaaaaaaaantastic.
Direto na têmpora: Bitter Sweet Symphony - The Verve
Ok, o "pulmão em ótimo estado" pode ser um exagero se levarmos em conta a distinta possibilidade de conter uma leve tuberculose, mas ainda assim é uma bela barganha.
Se alguém se interessar, favor mandar sua proposta pelos comments. Não aceitamos próteses ortopédicas ou joelhos femininos, já que a criança aqui é peso pesado.
PS - Quem tem um mínimo interesse por esportes precisa acompanhar os playoffs da NBA. Já teve zebras, violência, partidas clássicas, enfim, it's faaaaaaaaantastic.
Direto na têmpora: Bitter Sweet Symphony - The Verve
segunda-feira, maio 14, 2007
Momento deprê
Vai aí um Guiñazú pra lá da curva de deprê.
Respiro
"Esta cidade que somente no escuro se mostra fala com o olfato, não com os olhos. Cidade que exala e sussurra aromas, do podre ao perfume, do excremento ao canteiro, manjares dos deuses e restos mortais.
Cidade que inspiro e sufoco. Olhos cerrados, peito aberto e um sótão de certezas a desabar diariamente."
Direto na têmpora: Here - Pavement
Respiro
"Esta cidade que somente no escuro se mostra fala com o olfato, não com os olhos. Cidade que exala e sussurra aromas, do podre ao perfume, do excremento ao canteiro, manjares dos deuses e restos mortais.
Cidade que inspiro e sufoco. Olhos cerrados, peito aberto e um sótão de certezas a desabar diariamente."
Direto na têmpora: Here - Pavement
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Granjinha de porco
Pra mais um daqueles dias onde eu daria tudo pra montar minha granjinha de porco e ficar lendo na varanda até adormecer na rede (sim, eu sou um capiau recalcado).
Pois é, pra quê?
Sidney Miller
"O imposto, a conta, o bazar barato
O relógio aponta o momento exato
da morte incerta, a gravata enforca
o sapato aperta, o país exporta.
E na minha porta, ninguém quer ver
Uma sombra morta, pois é, pra quê?
(...)
No fim do mundo há um tesouro
Quem for primeiro carrega o ouro
A vida passa no meu cigarro
Quem tem mais pressa que arranje um carro
Pra andar ligeiro, sem ter porque
Sem ter pra onde, pois é, prá quê?"
Direto na têmpora: Pois é, pra quê? - MPB4
Pois é, pra quê?
Sidney Miller
"O imposto, a conta, o bazar barato
O relógio aponta o momento exato
da morte incerta, a gravata enforca
o sapato aperta, o país exporta.
E na minha porta, ninguém quer ver
Uma sombra morta, pois é, pra quê?
(...)
No fim do mundo há um tesouro
Quem for primeiro carrega o ouro
A vida passa no meu cigarro
Quem tem mais pressa que arranje um carro
Pra andar ligeiro, sem ter porque
Sem ter pra onde, pois é, prá quê?"
Direto na têmpora: Pois é, pra quê? - MPB4
quinta-feira, maio 10, 2007
Kaiser Soze
Hoje eu e Dani Laborna ficamos discutindo (conversando) sobre uma figura e me lembrei do Kaiser Soze. Quem viu "Os Suspeitos" se lembra do criminoso lendário que todos insistem em culpar. Seria ele uma lenda? Seria ele real, mas satisfeitíssimo em ser visto como uma lenda?
De qualquer forma, lembrei de uma frase do filme que considero genial e que serve tanto aos argumentos da Laborna quanto aos meus. E pra quem não participou do papo, serve como uma das citações mais bacanas da história do cinema: "The greatest trick the Devil ever pulled was convincing man he didn't exist".
Ou, numa tradução porca "o maior truque do diabo foi convencer o homem de que ele não existia".
Direto na têmpora: Daughter - Pearl Jam
De qualquer forma, lembrei de uma frase do filme que considero genial e que serve tanto aos argumentos da Laborna quanto aos meus. E pra quem não participou do papo, serve como uma das citações mais bacanas da história do cinema: "The greatest trick the Devil ever pulled was convincing man he didn't exist".
Ou, numa tradução porca "o maior truque do diabo foi convencer o homem de que ele não existia".
Direto na têmpora: Daughter - Pearl Jam
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Kaiser Soze
quarta-feira, maio 09, 2007
Cobertura 802
Júlio tinha 53, uma BMW ‘07, uma tv de plasma 50’ e uma namorada de 22. Morava sozinho em sua cobertura, mas quase nunca ficava por ali. Se não estava no escritório, estava em alguma rave madrugada afora.
Júlio quase não conversava com a Cuca (a tal namorada de 22): faltava assunto e sobrava tesão. Era secretamente invejado por amigos, colegas de trabalho e vizinhos, mas o que ninguém sabia é que, nos poucos momentos em que ficava em casa, Júlio abria um guaraná, assava um pão de queijo e colocava Frank Sinatra na maior altura. Era o único momento em que pensava seriamente em desistir dessa vida e começar a envelhecer.
Mas aí a Cuca ligava e já viu, né? Não dá pra perder o DJ Koslowski na Chucha Madre.
Direto na têmpora: ABC - Jackson Five
Júlio quase não conversava com a Cuca (a tal namorada de 22): faltava assunto e sobrava tesão. Era secretamente invejado por amigos, colegas de trabalho e vizinhos, mas o que ninguém sabia é que, nos poucos momentos em que ficava em casa, Júlio abria um guaraná, assava um pão de queijo e colocava Frank Sinatra na maior altura. Era o único momento em que pensava seriamente em desistir dessa vida e começar a envelhecer.
Mas aí a Cuca ligava e já viu, né? Não dá pra perder o DJ Koslowski na Chucha Madre.
Direto na têmpora: ABC - Jackson Five
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Apto 103
O gato de Helena sabia tudo o que ela sentia. Cada segredo, cada dúvida, cada medo, cada alegria, tudo era confidenciado ao bichano.
Um dia o gatinho soltou um miado que parecia dizer “João”. Amanheceu morto com veneno de rato misturado na ração.
Helena detesta fofoca.
Direto na têmpora: Come and buy my toys - David Bowie
Um dia o gatinho soltou um miado que parecia dizer “João”. Amanheceu morto com veneno de rato misturado na ração.
Helena detesta fofoca.
Direto na têmpora: Come and buy my toys - David Bowie
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terça-feira, maio 08, 2007
Classicos da web
Pra você que não viveu os primórdios da web, esse é o famoso Frog in a Blender (sapo no liquidificador) do Joe Cartoon. Tosco e divertido como você merece.

Direto na têmpora: I just want to make love to you - Foghat

Direto na têmpora: I just want to make love to you - Foghat
segunda-feira, maio 07, 2007
A vida supera a arte
Dono da agência entra com o pai na Criação e berra: "Isso tudo aqui é meu, pai!!!"
O pai então responde com um sorriso: "Aquela moreninha gostosa da recepção também?"
Cai o pano.
Direto na têmpora: Lazy eye - Silversun Pickups
O pai então responde com um sorriso: "Aquela moreninha gostosa da recepção também?"
Cai o pano.
Direto na têmpora: Lazy eye - Silversun Pickups
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Foi-se
Morreu o Deputado Federal Enéas Carneiro. Além de um bordão inesquecível (Meu nome é Enééééaaaaas), de votações expressivas e de uma personalidade (pra não falar do visual) marcante, Enéas deixou a certeza de que existe espaço para os freaks no Brasil. Agora é esperar que Clodovil carregue a tocha com dignidade.

Direto na têmpora: Frida - Sanseverino

Direto na têmpora: Frida - Sanseverino
quinta-feira, maio 03, 2007
Sob pressao
Tinha uma churrascaria na Raja perto do Choppão (ou era o próprio Choppão, já não me lembro) onde fomos uma vez participar do rodízio. Chegamos cedo e ficamos ali por umas boas 4 horas comendo como bezerros.
Comemos pra caralho, muito, de verdade, de com força e, ao pedir a conta, o garçom chega com a notícia de que o estabelecimento resolvera cobrar dois rodízios por pessoa devido ao nosso consumo excessivo. Obviamente ficamos putos com aquilo, explicamos que o rodízio é risco, afinal tem gente que não come nada e tem ogros como nós, mas o que conseguimos foi apenas a redução para um rodízio e meio por pessoa.
Assim que o garçom voltou encontrou as mesas vazias, enquanto descíamos em desabalada carreira até a casa do Bruninho. Um soberbo cano.
Mas contei essa história porque lembrei de um finalista amigo meu que, trabalhando em uma agência, estava penando com uns painéis. De meia em meia hora o formato mudava e ele puto refazia tudo. Até que às 19h o dono da agência chega e diz que o formato mudou de novo e que ele teria que refazer tudo (mais uma vez) para aquele mesmo dia.
"Ok", disse ele, "só vou dar uma passada ali". Saiu da agência e nunca mais voltou.
Direto na têmpora: Empty parks - Tom Waits
Comemos pra caralho, muito, de verdade, de com força e, ao pedir a conta, o garçom chega com a notícia de que o estabelecimento resolvera cobrar dois rodízios por pessoa devido ao nosso consumo excessivo. Obviamente ficamos putos com aquilo, explicamos que o rodízio é risco, afinal tem gente que não come nada e tem ogros como nós, mas o que conseguimos foi apenas a redução para um rodízio e meio por pessoa.
Assim que o garçom voltou encontrou as mesas vazias, enquanto descíamos em desabalada carreira até a casa do Bruninho. Um soberbo cano.
Mas contei essa história porque lembrei de um finalista amigo meu que, trabalhando em uma agência, estava penando com uns painéis. De meia em meia hora o formato mudava e ele puto refazia tudo. Até que às 19h o dono da agência chega e diz que o formato mudou de novo e que ele teria que refazer tudo (mais uma vez) para aquele mesmo dia.
"Ok", disse ele, "só vou dar uma passada ali". Saiu da agência e nunca mais voltou.
Direto na têmpora: Empty parks - Tom Waits
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quarta-feira, maio 02, 2007
Odair, o macho
Um cara que lança uma letra assim coisa de 40 anos atrás só pode ser macho de verdade. A música é genial, mas como eu não sei colocar áudio no blog, saca só a primeira parte da mensagem:
"Eu tenho
um quadro todo moderninho
que foi pintado com carinho
presente de um amigo meu
Eu tenho
uma jaqueta tão surrada
que há tanto tempo está guardada
mas hoje à noite eu vou usar"
Coisa de gênio. Não é à toa que eu já era fã do Odair José muito antes dessa onda revival que começou por agora.
Direto na têmpora: Eu tenho - Odair José
"Eu tenho
um quadro todo moderninho
que foi pintado com carinho
presente de um amigo meu
Eu tenho
uma jaqueta tão surrada
que há tanto tempo está guardada
mas hoje à noite eu vou usar"
Coisa de gênio. Não é à toa que eu já era fã do Odair José muito antes dessa onda revival que começou por agora.
Direto na têmpora: Eu tenho - Odair José
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Odair José
O que voce nao ve
Eu acredito piamente que não se tem controle sobre porra nenhuma. Não se controlam as mudanças do mercado, não se controla a chegada da doença, não se controla o outro.
Segurança é só um outro deus que a gente inventa pra deitar e dormir tranqüilo. E a sorte fica sendo então sua única rede. Melhor não cair, irmão. Hoje não.
"And you may find yourself
living in a shotgun shack
And you may find yourself
in another part of the world
And you may find yourself
behind the wheel of a large automobile
And you may find yourself
in a beautiful house, with a beautiful wife
And you may ask yourself
well...how did I get here?
Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.
And you may ask yourself
How do I work this?
And you may ask yourself
Where is that large automobile?
And you may tell yourself
This is not my beautiful house!
And you may tell yourself
This is not my beautiful wife!
Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the moneys gone
Once in a lifetime/water flowing underground.
And you may ask yourself
What is that beautiful house?
And you may ask yourself
Where does that highway go?
And you may ask yourself
Am I right? ...am I wrong?
And you may tell yourself
My god!...what have I done?"
(Talking Heads)
Direto na têmpora: Once in a lifetime - Talking Heads
Segurança é só um outro deus que a gente inventa pra deitar e dormir tranqüilo. E a sorte fica sendo então sua única rede. Melhor não cair, irmão. Hoje não.
"And you may find yourself
living in a shotgun shack
And you may find yourself
in another part of the world
And you may find yourself
behind the wheel of a large automobile
And you may find yourself
in a beautiful house, with a beautiful wife
And you may ask yourself
well...how did I get here?
Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.
And you may ask yourself
How do I work this?
And you may ask yourself
Where is that large automobile?
And you may tell yourself
This is not my beautiful house!
And you may tell yourself
This is not my beautiful wife!
Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the moneys gone
Once in a lifetime/water flowing underground.
And you may ask yourself
What is that beautiful house?
And you may ask yourself
Where does that highway go?
And you may ask yourself
Am I right? ...am I wrong?
And you may tell yourself
My god!...what have I done?"
(Talking Heads)
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