quarta-feira, maio 02, 2007

O que voce nao ve

Eu acredito piamente que não se tem controle sobre porra nenhuma. Não se controlam as mudanças do mercado, não se controla a chegada da doença, não se controla o outro.
Segurança é só um outro deus que a gente inventa pra deitar e dormir tranqüilo. E a sorte fica sendo então sua única rede. Melhor não cair, irmão. Hoje não.


"And you may find yourself
living in a shotgun shack
And you may find yourself
in another part of the world
And you may find yourself
behind the wheel of a large automobile
And you may find yourself
in a beautiful house, with a beautiful wife
And you may ask yourself
well...how did I get here?

Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.

And you may ask yourself
How do I work this?
And you may ask yourself
Where is that large automobile?
And you may tell yourself
This is not my beautiful house!
And you may tell yourself
This is not my beautiful wife!

Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the moneys gone
Once in a lifetime/water flowing underground.

And you may ask yourself
What is that beautiful house?
And you may ask yourself
Where does that highway go?
And you may ask yourself
Am I right? ...am I wrong?
And you may tell yourself
My god!...what have I done?"

(Talking Heads)




Direto na têmpora: Once in a lifetime - Talking Heads

6 comentários:

Adriana disse...

Tudo bem que não dá pra controlar muita coisa. Mas que tudo seja uma questão de sorte ... Sei não. Ouvi outro dia que Picasso, ao ser perguntado por uma jovem repórter, se se considerava um sujeito de sorte, respondeu: "me considero uma pessoa de sorte, sim. Mas toda vez que a sorte me procura, me acha trabalhando no meu ateliê".

Redatozim disse...

Concordo que nem tudo é sorte, tem que trabalhar, correr atrás, ser uma boa pessoa, mas ainda assim somos impotentes diante do acaso. Sendo trágico, um câncer poderia ter matado Picasso aos 16 anos. Os pais poderiam ter sofrido um contratempo e ter faltado a ele as condições para exercer sua arte. Ou seja, em condições ideais de temperatura e pressão, tudo depende só da gente, mas a gente não controla nem temperatura e nem pressão.

Adriana disse...

Também concordo com seu ponto. O acaso existe, o controle é, quase sempre, ilusão. A questão é que, às vezes, o câncer não vem, o carro não atropela, o avião não cai. E aí, o que vale? É lógico que nem tudo que a gente planta, colhe.Mas a gente só colhe o que planta.

Redatozim disse...

Acho que estamos próximos de um consenso, Dri. Se a segurança não existe, se o controle é ilusão, plantemos e tenhamos orgulho do que fizemos, até porque é só isso que podemos fazer.
Mas que a gente fique sabendo que, na hora do furacão, nenhuma rede é bastante e só se pode contar com a sorte. Enfim, foi o que tentei dizer com o post e acho que a música dos THs fala sobre isso também. Quando a gente vê, a vida fez mais com a gente do que a gente com ela risos

Rubens disse...

Não creio que "Segurança é só um outro deus que a gente inventa pra deitar e dormir tranqüilo". Eu creio que a única e verdadeira segurança está em Deus, único, onipotente, onipresente e onisciente. Questão de fé pessoal.

Redatozim disse...

Eu acho que independente da fé em Deus a gente inventa muitos outros deuses no nosso dia a dia. A gente inventa uma segurança que não existe, a gente ccondiciona nossa felicidade a deuses como o consumo ou a estética, enfim, a gente cria um mundo cheio de irrealidades pra se sentir melhor. Não sei se ficou claro, mas de qualquer forma fico feliz que você tenha essa segurança vinda da sua fé, Rubéola.