Sábado estive no Rio para assistir ao Blue Man Group. Não dá pra comparar com nada que eu já tenha visto. O espetáculo todo é de um bom humor e de uma inventividade sensacionais (isso sem falar que a música é do caralho). Vou colocar um clipezinho aqui pra quem quiser dar uma sapeada, apesar de não ter como passar nem um milésimo do que é o concerto todo.
Mas o bom da viagem foi também perceber que estou me reaproximando do Rio. Nos últimos anos andei decepcionado com a cidade, assustado com a violência, chateado com a sujeira e com a bagunça em algumas das vezes mais recentes que estive lá. No entanto, isso vem mudando e já fico até animado quando a Fernanda (que é simplesmente apaixonada por lá) sugere algum programa por aquelas plagas.
Quando eu era criança ia ao Rio praticamente todo janeiro. Era sempre uma viagem divertida, com praia, zôo, bondinho, comida de hotel, muito cinema e, mais que tudo, o maravilhoso Festival do Sorvete no Tívoli Park. Pra quem é mais novo, o Tívoli era um dos maiores parques de diversão do país e, em janeiro, sediava o Festival do Sorvete em que cada ingresso dava direito a sorvete a vontade durante toda a permanência.
Eu nunca passei mal, mas imagine milhares de crianças na roda gigante, montanha russa e trem fantasma após consumir litros e litros de sorvete. Para os pais deveria ser um suplício, inclusive pelas filas, mas para nós era a melhor coisa do mundo.
Agora já não há mais Tívoli, mas ainda assim quero planejar uma viagem ao Rio com a Sophia. Se ela gostar metade do que eu gostava já vai ter valido a pena.
PS – Brasil campeão da Liga Mundial com 3 a 1 na Rússia. Brasil 3 a 0 nos hermanos na final da Copa América. Se eu não fosse atleticano teria sido o fim de semana perfeito.
Direto na têmpora: Sugarhigh – Coyote Shivers