sexta-feira, junho 29, 2007

Zen Master

Hoje fui ao centro comprar um presente no Maletta, buscar cobertores para doação, passar no Banco do Brasil e deixar umas canetas na Bico de Pena. O Léo Oliveira estava comigo e, antes de resolver as pendengas, resolvemos almoçar na Cantina do Lucas. Deu-se que a demora foi tanta que não fiz porra nenhuma e ainda atrasei pra pegar a Sophia e levar para a escola. Eu sempre achei que depois da morte do Seu Olímpio o atendimento no Lucas fosse melhorar, mas confirmou-se hoje que eu estava enganado.
Escrevo isso porque me lembrei agora de um carnaval em Porto Seguro, quando a rodoviária ficava ainda fora da cidade. Chegamos após uma longa viagem e logo entramos na fila para comprar a passagem de volta, evitando os atropelos dos dias seguintes.
Ninguém na cabine e nenhum aviso. Ficamos ali cerca de meia hora e nenhuma alma se dispunha a nos atender. Havia um grupinho que conversava em um dos bancos desde que chegamos e resolvi perguntar a eles sobre o funcionamento da venda de bilhetes. Mal terminei de falar e um deles se levantou todo solícito “Ah, vocês querem é comprar passagem? Então é comigo.” e dirigiu-se a seu posto para nos atender.
O fato de eu nunca ter cometido um único homicídio é a prova cabal de que eu estou a um passo de me tornar um Sadhu.




Direto na têmpora: Epic - Faith No More

2 comentários:

zega disse...

e o leão, lembra dele? um sujeito caolho meio mendigo que recitava poemas com bafo de cachaça? outra figura do maletão...

Redatozim disse...

Tinha um que chapuletava e cantava óperas com um vozeirão de baixo. Um loiro, magrelo de óculos. Aquilo ali era (é) um ninho de freaks, Zega.