- Papai, tô com uma dor bem aqui na "cinturinha" do pé.
Nota do tradutor: na anatomia Sophística, "cinturinha" é aquela parte mais fininha, bem no final da perna, onde a canela se liga ao pé.
Direto na têmpora: Shattered shine - Crystal Stilts
domingo, maio 01, 2011
sexta-feira, abril 29, 2011
Três dinossauros
Pedro Pterodáctilo
Pedro Pterodáctilo tinha uma voz horrível
E voava bem alto quando queria cantar
Lá em cima, sozinho, se achava incrível
E soltava agudos de arrepiar
Mas um dia berrando se distraiu
E foi cantando e voando entusiasmado
Tão alto, tão alto ele subiu
Que chegou perto do sol e saiu todo queimado
Bob Brontossauro
Bob Brontossauro era o maior pescoçudo
Vivia escutando a conversa alheia
Era um fofoqueiro, dava notícia de tudo
E deixava todos de cabeça cheia
Outro dia algum bicho ficou bem zangado
E passou uma rasteira naquele enxerido
O Bob caiu todo desengonçado
E ficou bem quietinho com o pescoço torcido
Tito Tirassonauro
Tito Tiranossauro era assustador
Tinha garras enormes e era muito voraz
Por onde passava levava o pavor
E todos fugiam sem olhar para trás
Mas havia um problema que dava canseira
Ao tiranossauro que comia bichinhos
Quando tinha nas costas alguma coceira
Nunca alcançava com os braços curtinhos
Direto na têmpora: Whistle for the choir - The Fratellis
Pedro Pterodáctilo tinha uma voz horrível
E voava bem alto quando queria cantar
Lá em cima, sozinho, se achava incrível
E soltava agudos de arrepiar
Mas um dia berrando se distraiu
E foi cantando e voando entusiasmado
Tão alto, tão alto ele subiu
Que chegou perto do sol e saiu todo queimado
Bob Brontossauro
Bob Brontossauro era o maior pescoçudo
Vivia escutando a conversa alheia
Era um fofoqueiro, dava notícia de tudo
E deixava todos de cabeça cheia
Outro dia algum bicho ficou bem zangado
E passou uma rasteira naquele enxerido
O Bob caiu todo desengonçado
E ficou bem quietinho com o pescoço torcido
Tito Tirassonauro
Tito Tiranossauro era assustador
Tinha garras enormes e era muito voraz
Por onde passava levava o pavor
E todos fugiam sem olhar para trás
Mas havia um problema que dava canseira
Ao tiranossauro que comia bichinhos
Quando tinha nas costas alguma coceira
Nunca alcançava com os braços curtinhos
Direto na têmpora: Whistle for the choir - The Fratellis
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Os brinquedos
Mais uma historinha "orientada" pelos meninos da AURA.
Eram três amigos bem diferentes
Amigos de verdade, do coração
Espertos, fortes e inteligentes
Um ogro, um burro e um dragão
Você deve estar pensando
“Eu conheço esse esquema,
Eu conheço esse bando
Eles são do cinema”
Mas fique bem atento
Ao que eu vou te dizer
Espere um momento
Que eu vou esclarecer
Esse trio estranho do qual eu falei
Não é do Shrek e nem é da Fiona
Aqui não tem bruxa, aqui não tem rei
Também não tem gato com uma botona
Estes três amigos moram em outro lugar
Um quarto quentinho de um menino sardento
E ficam quietinhos se ele acordar
Guardados no canto de um apartamento
Mas quando o garoto entra em sono profundo
Eles correm e vivem milhões de aventuras
Não são mais bonecos, são donos do mundo
São seres bem vivos, imortais criaturas
Por isso, não trate tão mal seus brinquedos
Não deixe a boneca e o carrinho jogados
Pois cada um deles tem seus segredos
E você não vai querer que eles fiquem zangados
Direto na têmpora: Told you so - The Guggenheim Grotto
Eram três amigos bem diferentes
Amigos de verdade, do coração
Espertos, fortes e inteligentes
Um ogro, um burro e um dragão
Você deve estar pensando
“Eu conheço esse esquema,
Eu conheço esse bando
Eles são do cinema”
Mas fique bem atento
Ao que eu vou te dizer
Espere um momento
Que eu vou esclarecer
Esse trio estranho do qual eu falei
Não é do Shrek e nem é da Fiona
Aqui não tem bruxa, aqui não tem rei
Também não tem gato com uma botona
Estes três amigos moram em outro lugar
Um quarto quentinho de um menino sardento
E ficam quietinhos se ele acordar
Guardados no canto de um apartamento
Mas quando o garoto entra em sono profundo
Eles correm e vivem milhões de aventuras
Não são mais bonecos, são donos do mundo
São seres bem vivos, imortais criaturas
Por isso, não trate tão mal seus brinquedos
Não deixe a boneca e o carrinho jogados
Pois cada um deles tem seus segredos
E você não vai querer que eles fiquem zangados
Direto na têmpora: Told you so - The Guggenheim Grotto
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quinta-feira, abril 28, 2011
Minha cidade
Ipatinga completa hoje amanhã 47 anos. É pouco pra uma cidade daquele tamanho, mas é tempo suficiente pra não ser mais um lugar qualquer.
Sou da primeira geração de pessoas nascidas ali. Ipatinguense da gema, com muito orgulho, filho de pessoas de fora como todas as pessoas dali.
Gente que veio de tudo quanto é lugar, trazendo todo tipo de bagagem, mas que escolheu o encontro dos rios Doce e Piracicaba pra construir uma nova história.
Ipatinga surpreendentemente verde, assustadoramente quente, grande e pequena, tão diferente e tão igual a tantas outras cidades.
Ipatinga de tantos amigos, de tantas memórias, dos tombos de rolimã, das tardes passadas no clube, da subida do morro no meio da noite, de meninos correndo e apagando padrão nas casas.
Ipatinga, capital do aço que eu acho tão doce, você faz parte de mim. E eu espero, com toda vontade do mundo, ainda fazer parte de você.
Direto na têmpora: I feel better - Frightened Rabbit
Sou da primeira geração de pessoas nascidas ali. Ipatinguense da gema, com muito orgulho, filho de pessoas de fora como todas as pessoas dali.
Gente que veio de tudo quanto é lugar, trazendo todo tipo de bagagem, mas que escolheu o encontro dos rios Doce e Piracicaba pra construir uma nova história.
Ipatinga surpreendentemente verde, assustadoramente quente, grande e pequena, tão diferente e tão igual a tantas outras cidades.
Ipatinga de tantos amigos, de tantas memórias, dos tombos de rolimã, das tardes passadas no clube, da subida do morro no meio da noite, de meninos correndo e apagando padrão nas casas.
Ipatinga, capital do aço que eu acho tão doce, você faz parte de mim. E eu espero, com toda vontade do mundo, ainda fazer parte de você.
Direto na têmpora: I feel better - Frightened Rabbit
quarta-feira, abril 27, 2011
Cobrando pela inteligência
Durante anos eu reclamei que nós publicitários recebíamos por espaço em mídia. Não se valorizava a inteligência e a criatividade, não se respeitava a diferença de qualidade entre criativos, impunha-se uma tabela. Enfim, aquele chororô todo que tem lá sua razão.
O problema é que cada vez mais eu venho tentando precificar meus trabalhos com base na inteligência envolvida, no impacto da solução criativa, na complexidade do desafio (afinal, nem todo brief de filme 30" é o mesmo brief de filme 30").
Sabe a que conclusão cheguei? É difícil pra caralho acertar esta equação. É um problema que tenho vivido e que artistas provavelmente vivem também, mas ainda acho que o caminho é esse.
Ainda acho que é possível em uma escala menor, como é o meu caso quando faço freelas, achar fórmulas mais personalizadas para que o valor do trabalho seja determinado de forma mais justa para quem paga e para quem recebe.
Essa semana vou tentar algo assim outra vez. Desejem-me sorte.
Direto na têmpora: Killer Queen - Queen
O problema é que cada vez mais eu venho tentando precificar meus trabalhos com base na inteligência envolvida, no impacto da solução criativa, na complexidade do desafio (afinal, nem todo brief de filme 30" é o mesmo brief de filme 30").
Sabe a que conclusão cheguei? É difícil pra caralho acertar esta equação. É um problema que tenho vivido e que artistas provavelmente vivem também, mas ainda acho que o caminho é esse.
Ainda acho que é possível em uma escala menor, como é o meu caso quando faço freelas, achar fórmulas mais personalizadas para que o valor do trabalho seja determinado de forma mais justa para quem paga e para quem recebe.
Essa semana vou tentar algo assim outra vez. Desejem-me sorte.
Direto na têmpora: Killer Queen - Queen
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terça-feira, abril 26, 2011
Meninos mimados
Meninos mimados acham que são os donos do mundo.
Meninos mimados acham que podem gritar com qualquer um.
Meninos mimados acreditam que a única verdade válida é a deles.
Meninos mimados querem o impossível sempre. E querem rápido. E não admitem contra-argumentação.
Meninos mimados gostam muito mais de falar do que de ouvir.
Meninos mimados acham que sabem tudo de qualquer assunto.
Meninos mimados não suportam o "não".
Meninos mimados consideram "fazer sentido" uma bobagem.
Meninos mimados às vezes trabalham com Comunicação e Marketing.
Direto na têmpora: Dig, Lazarus, dig!!! - Nicik Cave & The Bad Seeds
Meninos mimados acham que podem gritar com qualquer um.
Meninos mimados acreditam que a única verdade válida é a deles.
Meninos mimados querem o impossível sempre. E querem rápido. E não admitem contra-argumentação.
Meninos mimados gostam muito mais de falar do que de ouvir.
Meninos mimados acham que sabem tudo de qualquer assunto.
Meninos mimados não suportam o "não".
Meninos mimados consideram "fazer sentido" uma bobagem.
Meninos mimados às vezes trabalham com Comunicação e Marketing.
Direto na têmpora: Dig, Lazarus, dig!!! - Nicik Cave & The Bad Seeds
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segunda-feira, abril 25, 2011
Crianças e livros
Estive hoje no Sistema Ápice de Ensino para falar com mais de 20 criancas sobre o meu Estranhas Histórias. Mais uma vez, uma experiência tocante, inspiradora e inesquecível.
Todos criaram suas próprias "criancas inventadas", fizeram perguntas e me encheram de carinhos, abraços e beijos. Fui homenageado, mimado e só tenho a cada dia mais vontade de escrever livros infantis. Aliás, na Semana Santa, criei "O Bigode da Bruxa" e já começo a buscar editora pra ele.
Foi uma festa linda e realmente me emocionei quando, ao final, algumas criancas que estavam sem o pais acabaram chorando por não poderem comprar os livros. Deixei um monte por lá e fui embora com a memória de uma carinha triste perguntando:
- Maurilo, mas não pode comprar sem dinheiro?
Me deu vontade de imprimir mais uma fornada do Zunga Birrão (ainda semn editora) e levar de presente pra turma.
Meu muitíssimo obrigado às educadoras Júnia e Kelly, à coordenadora Bete, aos pais e, principalmente, a todas as crianças.
Direto na têmpora: The Swish - The Hold Steady
Todos criaram suas próprias "criancas inventadas", fizeram perguntas e me encheram de carinhos, abraços e beijos. Fui homenageado, mimado e só tenho a cada dia mais vontade de escrever livros infantis. Aliás, na Semana Santa, criei "O Bigode da Bruxa" e já começo a buscar editora pra ele.
Foi uma festa linda e realmente me emocionei quando, ao final, algumas criancas que estavam sem o pais acabaram chorando por não poderem comprar os livros. Deixei um monte por lá e fui embora com a memória de uma carinha triste perguntando:
- Maurilo, mas não pode comprar sem dinheiro?
Me deu vontade de imprimir mais uma fornada do Zunga Birrão (ainda semn editora) e levar de presente pra turma.
Meu muitíssimo obrigado às educadoras Júnia e Kelly, à coordenadora Bete, aos pais e, principalmente, a todas as crianças.
Direto na têmpora: The Swish - The Hold Steady
Novas espécies
GOLFINHO-ROTADOR (Wikipedia)
"O Golfinho-rotador (Stenella longirostris), ou golfinho-fiandeiro-de-bico-comprido, é um golfinho oceânico, encontrado especialmente em águas tropicais e subtropicais.
A espécie possui um bico longo e fino, com a porção distal preta. Seu dorso é mais escuro que seu ventre. Esses animais executam saltos em forma de pirueta, girando várias vezes em torno do eixo do corpo antes de retornar à água, razão do nome popular."
GOLFINHO ARROTADOR (Sophiapedia)
"É arrotador sim, papai, não é rotador. É arrotador porque ele arrota muito."
Direto na têmpora: Ladyflash - The Go! Team
"O Golfinho-rotador (Stenella longirostris), ou golfinho-fiandeiro-de-bico-comprido, é um golfinho oceânico, encontrado especialmente em águas tropicais e subtropicais.
A espécie possui um bico longo e fino, com a porção distal preta. Seu dorso é mais escuro que seu ventre. Esses animais executam saltos em forma de pirueta, girando várias vezes em torno do eixo do corpo antes de retornar à água, razão do nome popular."
GOLFINHO ARROTADOR (Sophiapedia)
"É arrotador sim, papai, não é rotador. É arrotador porque ele arrota muito."
Direto na têmpora: Ladyflash - The Go! Team
quinta-feira, abril 21, 2011
Nanny
Estávamos comentando como é difícil fazer Sophia obedecer de primeira e como quase sempre precisamos falar duas, três, quatro vezes quando minha tia Rosa, sempre de olho na tv, deu uma sugestão.
- Uai, gente, então vocês precisam contratar a Nanny People pra ela.
Espero do fundo do meu coração que ela tenha confundido Nanny People e Super Nanny.
Direto na têmpora: Move it - Cliff Richard
- Uai, gente, então vocês precisam contratar a Nanny People pra ela.
Espero do fundo do meu coração que ela tenha confundido Nanny People e Super Nanny.
Direto na têmpora: Move it - Cliff Richard
quarta-feira, abril 20, 2011
Para a Semana Santa
Um vídeo belíssimo que vale a pena ver e rever sempre que algo parecer importante demais. Carl Sagan e o nosso pálido ponto azul. Vejo vocês na segunda que vem.
Direto na têmpora: 5K - Matt & Kim
Direto na têmpora: 5K - Matt & Kim
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Adiantando o texto da AURA
Um fazendeiro morava em um sitiozinho com seus três filhos. Era uma família pobre, mas muito feliz e que vivia em um lugar cheio de árvores, com muitas frutas e um riachinho de água fresca que corria ali perto.
Um dia, o fazendeiro descobriu que tinha acertado os números da MegaSena. Era dinheiro demais e todos eles ficaram muito felizes, já pensando nas coisas boas que iriam conseguir.
A primeira coisa que o fazendeiro fez foi ir para a capital e comprar um apartamento bem grande, em um prédio bem alto, no meio de uma cidade enorme. Era um lugar cheio de luxo e conforto, e o fazendeiro levou os filhos pra lá rapidinho.
Só que o tempo foi passando e as crianças não estavam nada felizes. Sentiam falta da rocinha deles e só foram sorrir mesmo quando a avó deles apareceu no apartamento para visitar.
A avó então começou a reparar nos meninos na hora das brincadeiras:
- Esses meninos estão sempre assustados, parecem passarinhos...
Na hora do almoço:
- Esses meninos comem pouco, parecem passarinhos...
Na hora do sono:
- Esses meninos têm o sono leve, parecem passarinhos...
Depois que ela foi embora, as crianças ficaram ainda mais quietas e passavam horas olhando pela janela.
Um dia, o pai estava assistindo alguma coisa em sua supertelevisão de plasma quando de repente um dos meninos se jogou pela janela. Depois dele, veio o outro e também saltou. Antes que o pai pudesse se recuperar do susto, o terceiro fez o mesmo e também se foi.
O pai correu pela janela desesperado. Olhou para o chão, mas não viu nada. Olhou para o céu e percebeu três passarinhos coloridos voando sobre o céu cinza daquela cidade enorme.
Alguns dias depois, cheio de tristeza e de culpa, o pai vendeu o apartamento e voltou para o seu velho sítio. Chegando lá, reparou em três passarinhos coloridos. Um que bebia água no riachinho, outro que bicava uma goiaba em uma das árvores e outro que pousou no ombro dele e começou a cantar, cantar, cantar.
O pai nunca mais saiu do sítio e foi muito feliz com toda aquela beleza à sua volta e com os três passarinhos que viviam livres, felizes e que estavam sempre ao seu lado.
Direto na têmpora: Psychogirl - Jens Lenkman
Um dia, o fazendeiro descobriu que tinha acertado os números da MegaSena. Era dinheiro demais e todos eles ficaram muito felizes, já pensando nas coisas boas que iriam conseguir.
A primeira coisa que o fazendeiro fez foi ir para a capital e comprar um apartamento bem grande, em um prédio bem alto, no meio de uma cidade enorme. Era um lugar cheio de luxo e conforto, e o fazendeiro levou os filhos pra lá rapidinho.
Só que o tempo foi passando e as crianças não estavam nada felizes. Sentiam falta da rocinha deles e só foram sorrir mesmo quando a avó deles apareceu no apartamento para visitar.
A avó então começou a reparar nos meninos na hora das brincadeiras:
- Esses meninos estão sempre assustados, parecem passarinhos...
Na hora do almoço:
- Esses meninos comem pouco, parecem passarinhos...
Na hora do sono:
- Esses meninos têm o sono leve, parecem passarinhos...
Depois que ela foi embora, as crianças ficaram ainda mais quietas e passavam horas olhando pela janela.
Um dia, o pai estava assistindo alguma coisa em sua supertelevisão de plasma quando de repente um dos meninos se jogou pela janela. Depois dele, veio o outro e também saltou. Antes que o pai pudesse se recuperar do susto, o terceiro fez o mesmo e também se foi.
O pai correu pela janela desesperado. Olhou para o chão, mas não viu nada. Olhou para o céu e percebeu três passarinhos coloridos voando sobre o céu cinza daquela cidade enorme.
Alguns dias depois, cheio de tristeza e de culpa, o pai vendeu o apartamento e voltou para o seu velho sítio. Chegando lá, reparou em três passarinhos coloridos. Um que bebia água no riachinho, outro que bicava uma goiaba em uma das árvores e outro que pousou no ombro dele e começou a cantar, cantar, cantar.
O pai nunca mais saiu do sítio e foi muito feliz com toda aquela beleza à sua volta e com os três passarinhos que viviam livres, felizes e que estavam sempre ao seu lado.
Direto na têmpora: Psychogirl - Jens Lenkman
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terça-feira, abril 19, 2011
Bilboquê
Escrever para mim é quase uma necessidade. Não falo apenas do meu trabalho como redator publicitário, mas também do blog, das redes sociais, dos meus pequenos contos, das historinhas infantis, de tudo o que produzo, enfim.
Por isso, vocês não podem acreditar na alegria que vivi hoje na Bilboquê, uma escola de Belo Horizonte que escolheu o meu "Estranhas Histórias" para realizar um trabalho precioso com seus alunos por volta dos 5 anos, mais ou menos da idade da Sophia.
Antes de mais nada, enquanto visitava a escola acompanhado pela Coordenadora Maria Helena, uma turma de criancas me avistou e começou a gritar "Ei, Maurilo" e vieram todos pulando de alegria me abraçar.
Descemos para onde seria o evento e me emocionei com tudo, desde o avental com a temática do livro usada pela educadora Júnia, responsável pelo projeto, até as perguntas que as crianças me fizeram.
A turma escolheu alguns textos e as crianças fizeram cada uma o seu "Estranhas Histórias" personalizado, com ilustrações próprias dos textos. Além disso, fizeram um quebra-cabeça com os personagens, criaram um bonequinho da Maria Mola e, ponto máximo, cada um desenvolveu um personagem original, fez um boneco e escreveu a história. Conheci o João Elétrico, o Menino ET, a Ivete Maluquete, a Menina Flor, o Rafael Boneco de Papel e muitos outros.
Como encerramento, ainda cantaram uma canção de agradecimento falando das crianças inventadas do Sítio do Picapau Amarelo.
Ao Bilboquê, meu agradecimento por este momento tão maravilhoso que faz valer cada linha que já escrevi em minha vida. À Júnia e à Maria Helena, os parabéns pelo cuidado e pela beleza do projeto.
Às crianças Artur, Bernardo, Camila, Gustavo, João Pedro, Natalia, Sara, Vitor e todas as outras de outras turmas que estiveram ali, um beijo enorme e o desejo que continuem tão entusiasmados pela leitura como eu pude ver hoje.
Uma bela manhã de terça salvando um dia que não prometia muito.
Direto na têmpora: Let's Get Out Of This Country - Camera Obscura
Por isso, vocês não podem acreditar na alegria que vivi hoje na Bilboquê, uma escola de Belo Horizonte que escolheu o meu "Estranhas Histórias" para realizar um trabalho precioso com seus alunos por volta dos 5 anos, mais ou menos da idade da Sophia.
Antes de mais nada, enquanto visitava a escola acompanhado pela Coordenadora Maria Helena, uma turma de criancas me avistou e começou a gritar "Ei, Maurilo" e vieram todos pulando de alegria me abraçar.
Descemos para onde seria o evento e me emocionei com tudo, desde o avental com a temática do livro usada pela educadora Júnia, responsável pelo projeto, até as perguntas que as crianças me fizeram.
A turma escolheu alguns textos e as crianças fizeram cada uma o seu "Estranhas Histórias" personalizado, com ilustrações próprias dos textos. Além disso, fizeram um quebra-cabeça com os personagens, criaram um bonequinho da Maria Mola e, ponto máximo, cada um desenvolveu um personagem original, fez um boneco e escreveu a história. Conheci o João Elétrico, o Menino ET, a Ivete Maluquete, a Menina Flor, o Rafael Boneco de Papel e muitos outros.
Como encerramento, ainda cantaram uma canção de agradecimento falando das crianças inventadas do Sítio do Picapau Amarelo.
Ao Bilboquê, meu agradecimento por este momento tão maravilhoso que faz valer cada linha que já escrevi em minha vida. À Júnia e à Maria Helena, os parabéns pelo cuidado e pela beleza do projeto.
Às crianças Artur, Bernardo, Camila, Gustavo, João Pedro, Natalia, Sara, Vitor e todas as outras de outras turmas que estiveram ali, um beijo enorme e o desejo que continuem tão entusiasmados pela leitura como eu pude ver hoje.
Uma bela manhã de terça salvando um dia que não prometia muito.
Direto na têmpora: Let's Get Out Of This Country - Camera Obscura
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Minha Fer
Fernanda acorda hoje com alguns novos motivos para me odiar. Não vem ao caso mencionar aqui quais sejam eles, mas acreditem, ela teria muita razão se fechasse a cara pra mim por umas boas semanas.
Felizmente eu sei que isso não vai acontecer. Não me pergunte como, mas eu sei.
Sei disso como eu soube que aquele reencontro depois de quase 15 anos na Savassi não tinha sido gratuito.
Sei disso como eu sempre soube que as qualidades dela completam os meus defeitos.
Sei disso como soube todas as vezes em que precisei pedir desculpas e mesmo em tantas outras vezes em que por orgulho ou cegueira acabei não pedindo.
Não sei muito do futuro, mas sei do presente. E sei que ainda vou errar muito e dar mais e mais motivos para que ela tenha raiva e se irrite comigo.
Mas sei também que somos dois, que temos sonhos e fazemos coisas que só podemos fazer por sermos nós dois. E muitas vezes eu esqueço de agradecer por ela ter me trazido tudo isso.
Obrigado, minha Fer, por tudo. E foi mal por ontem.
Direto na têmpora: Photograph - Shiny Toy Guns
Felizmente eu sei que isso não vai acontecer. Não me pergunte como, mas eu sei.
Sei disso como eu soube que aquele reencontro depois de quase 15 anos na Savassi não tinha sido gratuito.
Sei disso como eu sempre soube que as qualidades dela completam os meus defeitos.
Sei disso como soube todas as vezes em que precisei pedir desculpas e mesmo em tantas outras vezes em que por orgulho ou cegueira acabei não pedindo.
Não sei muito do futuro, mas sei do presente. E sei que ainda vou errar muito e dar mais e mais motivos para que ela tenha raiva e se irrite comigo.
Mas sei também que somos dois, que temos sonhos e fazemos coisas que só podemos fazer por sermos nós dois. E muitas vezes eu esqueço de agradecer por ela ter me trazido tudo isso.
Obrigado, minha Fer, por tudo. E foi mal por ontem.
Direto na têmpora: Photograph - Shiny Toy Guns
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Fernanda
segunda-feira, abril 18, 2011
Dia Nacional do Livro Infantil
Ela já começou a ler. Descobre significados onde antes apenas havia símbolos mudos, conecta imagem e palavra, depende menos de mim.
É irônico que ela, que me faz querer escrever cada vez mais e melhor, se distancie de mim justamente (mas não somente) por saber ler.
Que leia! Leia muito, leia tudo, tenha uma infância recheada de livros tolos, lindos, poéticos, verdadeiros, incríveis, mágicos. Que ocupe suas horas com páginas e descubra ali muito mais do que eu poderia ensinar.
Sei que não poderei em breve oferecer a exclusividade das histórias pela minha voz, mas ainda poderei oferecer o abraço, o colo, o carinho, o apoio e tudo o que ela pedir.
E quando não me pedir mais nada, ainda assim oferecerei tudo. Cada fibra, cada inutilidade paterna, cada olhar cuidadoso e se ela não perceber, que seja por estar lendo algum livro maravilhoso que conte histórias melhores que as minhas.
Direto na têmpora: Everything with you - The Pains of Being Pure At Heart
É irônico que ela, que me faz querer escrever cada vez mais e melhor, se distancie de mim justamente (mas não somente) por saber ler.
Que leia! Leia muito, leia tudo, tenha uma infância recheada de livros tolos, lindos, poéticos, verdadeiros, incríveis, mágicos. Que ocupe suas horas com páginas e descubra ali muito mais do que eu poderia ensinar.
Sei que não poderei em breve oferecer a exclusividade das histórias pela minha voz, mas ainda poderei oferecer o abraço, o colo, o carinho, o apoio e tudo o que ela pedir.
E quando não me pedir mais nada, ainda assim oferecerei tudo. Cada fibra, cada inutilidade paterna, cada olhar cuidadoso e se ela não perceber, que seja por estar lendo algum livro maravilhoso que conte histórias melhores que as minhas.
Direto na têmpora: Everything with you - The Pains of Being Pure At Heart
Por fazer
Dia após dia é fácil confundir o que tem que ser feito com o que vale ser feito, com o que importa ser feito.
O que tem que ser feito se acumula, fura a fila e se impõe com a força de uma regra ditada de prioridades que não se compreende. Tem que ser feito por alguém pediu, tem que ser feito porque alguém mandou, tem que ser feito porque alguém pagou. "Tem que"é mandatório, não permite argumento ou contradição.
Os "tem que" assumem a sala, inundam a tela e abarrotam a vida. A sombra dos "tem que" obscurece tudo aquilo que realmente vale ser feito, que importa ser feito. Não lhes sobre espaço e não nos sobra tempo. Definham, murcham, perdem a luz. Trocamos o que importa, o que vale pelo que temos que fazer.
E aí, esquecemos que houve um dia o desejo de fazer mais do que temos que fazer, mais do que está no contrato, mais do que ordena a rotina. Perdemos as raras e insubstituíveis chances de fazer o que vale a pena ser feito, o que importa ser feito e, principalmente, o que amamos fazer.
Direto na têmpora: A night like this - Caro Emerald
O que tem que ser feito se acumula, fura a fila e se impõe com a força de uma regra ditada de prioridades que não se compreende. Tem que ser feito por alguém pediu, tem que ser feito porque alguém mandou, tem que ser feito porque alguém pagou. "Tem que"é mandatório, não permite argumento ou contradição.
Os "tem que" assumem a sala, inundam a tela e abarrotam a vida. A sombra dos "tem que" obscurece tudo aquilo que realmente vale ser feito, que importa ser feito. Não lhes sobre espaço e não nos sobra tempo. Definham, murcham, perdem a luz. Trocamos o que importa, o que vale pelo que temos que fazer.
E aí, esquecemos que houve um dia o desejo de fazer mais do que temos que fazer, mais do que está no contrato, mais do que ordena a rotina. Perdemos as raras e insubstituíveis chances de fazer o que vale a pena ser feito, o que importa ser feito e, principalmente, o que amamos fazer.
Direto na têmpora: A night like this - Caro Emerald
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domingo, abril 17, 2011
Professora Sophia
Eu falo pra caramba e quem me conhece sabe que dizer isso é dizer pouco pro tanto que eu tagarelo. Obviamente, minha Sophia recebeu essa herança genética mas, de alguma maneira, elevou o falatório descontrolado à décima potência.
Às vezes ela entra em um frenesi de palavrório que nos deixa (e a ela também) exaustos após tamanha enxurrada.
Pois hoje voltando do teatro para casa, minha Sophia iniciou uma aula sobre os antílopes.
- Os antílopes são antigos barcos do oeste que andam pelo deserto...
E partindo da absurda premissa desandou a inventar histórias que envolviam, além dos supracitados antílopes, os egípcios, diversos personagens com vozes diferentes e uma centena de exclamações e trechos de músicas inventadas.
De repente a baixinha estancou a avalanche, interrompeu o fluxo e me perguntou com leve curiosidade.
- Eu estava falando do quê mesmo?
Direto na têmpora: Hands Off She's Mine - The English Beat
Às vezes ela entra em um frenesi de palavrório que nos deixa (e a ela também) exaustos após tamanha enxurrada.
Pois hoje voltando do teatro para casa, minha Sophia iniciou uma aula sobre os antílopes.
- Os antílopes são antigos barcos do oeste que andam pelo deserto...
E partindo da absurda premissa desandou a inventar histórias que envolviam, além dos supracitados antílopes, os egípcios, diversos personagens com vozes diferentes e uma centena de exclamações e trechos de músicas inventadas.
De repente a baixinha estancou a avalanche, interrompeu o fluxo e me perguntou com leve curiosidade.
- Eu estava falando do quê mesmo?
Direto na têmpora: Hands Off She's Mine - The English Beat
sexta-feira, abril 15, 2011
Pedagogicamente falando
Meu texto "Sebastião e Danilo" saiu em duas edições da revista Nova Escola, está sendo utilizado em um livro de português das edições SM e está presente no site de apoio pedagógico ao professor da Editora Saraiva.
Tudo isso me enche muito de orgulho. Muito mesmo. Mas hoje me emocionei de verdade quando minha amiga Lívia veio me contar que o texto foi usado em uma prova do Colégio Loyola, onde estudei.
Me sinto realizado, lisonjeado e me sentiria ainda mais feliz se "Sebastião e Danilo" já tivesse encontrado uma editora para publicá-lo. Estranho pensar que justo meu texto mais lido continua "inédito".
Mas deixemos isso pra lá. A verdade é que estou feliz igual a um menino. Viva Sebastião, via Danilo, viva o tio Maurilo!
Direto na têmpora: Be my baby - Glasvegas
Tudo isso me enche muito de orgulho. Muito mesmo. Mas hoje me emocionei de verdade quando minha amiga Lívia veio me contar que o texto foi usado em uma prova do Colégio Loyola, onde estudei.
Me sinto realizado, lisonjeado e me sentiria ainda mais feliz se "Sebastião e Danilo" já tivesse encontrado uma editora para publicá-lo. Estranho pensar que justo meu texto mais lido continua "inédito".
Mas deixemos isso pra lá. A verdade é que estou feliz igual a um menino. Viva Sebastião, via Danilo, viva o tio Maurilo!
Direto na têmpora: Be my baby - Glasvegas
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sebastião e danilo
Playoffs da NBA
Ninguém se importa, mas seguem aí minhas previsões para os playoffs da NBA. Tá certo que contusões podem alterar o rumo de qualquer aposta, mas fica registrado o meu palpite só pra mostrar que eu devo errar muito mais do que acertar.
LESTE
Chicago Bulls 4 x 1 Indiana Pacers
Miami Heat 4 x 1 Philadelphia 76ers
Boston Celtics 4 x 3 New York Knicks
Orlando Magic 4 x 3 Atlanta Hawks
OESTE
San Antonio Spurs 4 x 2 Memphis Grizzlies
Los Angeles Lakers 4 x 0 New Orleans Hornets
Dallas Mavericks 3 x 4 Portland Trail Blazers
Oklahoma City Thunder 4 x 2 Denver Nuggets
SEGUNDA RODADA LESTE
Chicago Bulls 4 x 2 Orlando Magic
Miami Heat 4 x 2 Boston Celtics
SEGUNDA RODADA OESTE
San Antonio Spurs 2 x 4 Oklahoma City Thunder
Los Angeles Lakers 4 x 1 Portland Trail Blazers
FINAL DO LESTE
Chicago Bulls 2 x 4 Miami Heat
FINAL DO OESTE
Oklahoma City Thunder 2 x 4 Los Angeles Lakers
FINAL DA NBA
Miami Heat 2 x 4 Los Angeles Lakers
É desnecessário dizer que eu nunca torci tanto pra estar errado.
Direto na têmpora: Last dance - The Raveonettes
LESTE
Chicago Bulls 4 x 1 Indiana Pacers
Miami Heat 4 x 1 Philadelphia 76ers
Boston Celtics 4 x 3 New York Knicks
Orlando Magic 4 x 3 Atlanta Hawks
OESTE
San Antonio Spurs 4 x 2 Memphis Grizzlies
Los Angeles Lakers 4 x 0 New Orleans Hornets
Dallas Mavericks 3 x 4 Portland Trail Blazers
Oklahoma City Thunder 4 x 2 Denver Nuggets
SEGUNDA RODADA LESTE
Chicago Bulls 4 x 2 Orlando Magic
Miami Heat 4 x 2 Boston Celtics
SEGUNDA RODADA OESTE
San Antonio Spurs 2 x 4 Oklahoma City Thunder
Los Angeles Lakers 4 x 1 Portland Trail Blazers
FINAL DO LESTE
Chicago Bulls 2 x 4 Miami Heat
FINAL DO OESTE
Oklahoma City Thunder 2 x 4 Los Angeles Lakers
FINAL DA NBA
Miami Heat 2 x 4 Los Angeles Lakers
É desnecessário dizer que eu nunca torci tanto pra estar errado.
Direto na têmpora: Last dance - The Raveonettes
quinta-feira, abril 14, 2011
Céu azul
Eu hoje deveria escrever algo sobre o massacre de Realengo, sobre o sangue dos inocentes, sobre a vergonha de ser humano, sobre a dor, sobre a dor, sobre a dor.
Algo sobre os malditos impostos, sobre o trânsito infernal, sobre o novo banco que me atormenta e a velha dúvida que não me deixa dormir.
Deixar aqui algo sobre o livro que nunca escrevi, sobre a história que ninguém leu, sobre todos os erros que cometi.
Deveria escrever algo, qualquer coisa, sobre a inutilidade de tudo e sobre o imenso vazio que faz questão de engolir os sonhos.
Deveria, deveria mesmo. Mas o céu está tão azul e o dia é sempre tão curto e algum caminho ali fora me espera e prefiro então calar sobre tanto que há nesse mundo, porque escrever é penoso e viver já me é suficiente.
Direto na têmpora: You make me smile - Aloe Blacc
Algo sobre os malditos impostos, sobre o trânsito infernal, sobre o novo banco que me atormenta e a velha dúvida que não me deixa dormir.
Deixar aqui algo sobre o livro que nunca escrevi, sobre a história que ninguém leu, sobre todos os erros que cometi.
Deveria escrever algo, qualquer coisa, sobre a inutilidade de tudo e sobre o imenso vazio que faz questão de engolir os sonhos.
Deveria, deveria mesmo. Mas o céu está tão azul e o dia é sempre tão curto e algum caminho ali fora me espera e prefiro então calar sobre tanto que há nesse mundo, porque escrever é penoso e viver já me é suficiente.
Direto na têmpora: You make me smile - Aloe Blacc
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quarta-feira, abril 13, 2011
Facebook e o mar de lama
O Facebook é o retrato da visão política de um certo segmento da sociedade brasileira. Revoltas de sofá, indignações passageiras sobre fatos isolados e a velha briga de torcidas.
Sim, briga de torcidas daquelas tradicionais, em que a razão não tem vez e as pessoas vociferam sobre a sujeira dos outros sem reparar na própria cara imunda.
É uma alternância que dá vontade de rir: se estoura um escândalo do PT, pessoas X, Y e Z se levantam, enquanto A, B e C ficam sentadas e quietas. Se estoura um escândalo do PSDB (como esse do Edmar Moreira), o movimento se inverte e X, Y e Z se calam e escondem, enquanto A, B e C gritam aos céus a sua indignação.
São poucos os que agem com a coerência de perceber que, independente da sua preferência partidária ou eleitoral, escândalo é escândalo e nós somos os prejudicados. Não dá pra escolher lados na hora do absurdo ou achar normal no seu quintal o que é abominável no do vizinho.
Uma visão comum mesmo só acontece no caso do Tiririca que, aliás, deve ter sido eleito por força divina, porque pelo que eu vejo, ninguém votou no infeliz.
Direto na têmpora: Stand inside your love - Smashing Pumpkins
Sim, briga de torcidas daquelas tradicionais, em que a razão não tem vez e as pessoas vociferam sobre a sujeira dos outros sem reparar na própria cara imunda.
É uma alternância que dá vontade de rir: se estoura um escândalo do PT, pessoas X, Y e Z se levantam, enquanto A, B e C ficam sentadas e quietas. Se estoura um escândalo do PSDB (como esse do Edmar Moreira), o movimento se inverte e X, Y e Z se calam e escondem, enquanto A, B e C gritam aos céus a sua indignação.
São poucos os que agem com a coerência de perceber que, independente da sua preferência partidária ou eleitoral, escândalo é escândalo e nós somos os prejudicados. Não dá pra escolher lados na hora do absurdo ou achar normal no seu quintal o que é abominável no do vizinho.
Uma visão comum mesmo só acontece no caso do Tiririca que, aliás, deve ter sido eleito por força divina, porque pelo que eu vejo, ninguém votou no infeliz.
Direto na têmpora: Stand inside your love - Smashing Pumpkins
terça-feira, abril 12, 2011
Fotos da AURA
O pessoal da AURA mandou algumas fotos da contação de histórias. Olha elas aí.
E, mais uma vez, quem quiser ajudar e puder ajudar com meia hora que seja, vocês não imaginam como faz bem.
Direto na têmpora: Don't Think Twice, It's All Right - Bob Dylan
E, mais uma vez, quem quiser ajudar e puder ajudar com meia hora que seja, vocês não imaginam como faz bem.
Direto na têmpora: Don't Think Twice, It's All Right - Bob Dylan
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segunda-feira, abril 11, 2011
Para um amigo
O problema não é, embora pareça, que tudo na vida tenha um fim.
A questão é que o fim nem sempre é direto, nem sempre é claro, nem sempre simplesmente acontece, mas tergiversa, machuca, se alonga, faz crescer começo e meio onde deveria haver apenas o basta.
O terminar assim dói mais, exige mais e demanda de nós mais do que podemos oferecer. O fim torna-se, assim, fim também de algo em nós mesmos. E ainda assim é preciso continuar.
Muita força, amigo.
Direto na têmpora: The only moment we were alone - Explosions In The Sky
A questão é que o fim nem sempre é direto, nem sempre é claro, nem sempre simplesmente acontece, mas tergiversa, machuca, se alonga, faz crescer começo e meio onde deveria haver apenas o basta.
O terminar assim dói mais, exige mais e demanda de nós mais do que podemos oferecer. O fim torna-se, assim, fim também de algo em nós mesmos. E ainda assim é preciso continuar.
Muita força, amigo.
Direto na têmpora: The only moment we were alone - Explosions In The Sky
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Noite de lua cheia
Fazia um frio danado e era noite de lua cheia. Três meninos caminhavam pela floresta, um agarrado na roupa do outro, tremendo de medo.
Andavam, andavam, andavam e ficavam cada vez mais perdidos, cada vez mais assustados, cada vez com mais fome e com mais sono.
De repente, ouviram um uivo longo e horrível:
- Aaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Os três meninos se agarraram ainda mais. Será que era um lobo? Será que era um monstro? Que bicho faria aquele barulho horrível?
Eles então ficaram quietinhos. De repente, os meninos viram uma luzinha bem ao longe. Foram andando pé ante pé, com muito cuidado e cada vez que escutavam aquele barulho medonho, quase morriam de susto.
De repente, eles chegaram perto da luzinha e viram uma casa escura, velha, caindo aos pedaços. Chegaram perto e deram um pulo! O uivo terrível vinha lá de dentro! E agora, o que eles poderiam fazer?
Os três então foram andando de costas quando de repente um homem alto e barbudo, todo sujo de carvão apareceu e segurou os três.
- Ora, ora, vocês por aqui? Venham, venham conhecer minha casa.
Os meninos gritaram, espernearam, tentaram fugir dali, mas o homem era muito forte e levou os três para dentro da casa.
Eles fecharam os olhos e ouviram aquele som assustador de novo, dessa vez do lado da orelha deles e muitos barulhos de pratos, gente falando e... risos.
Peraí, risos!?
Eles então abriram os olhos e, quando viram, tinha um monte de crianças sentadas em volta de uma mesa, comendo ensopados, saladas, carnes e delícias de todo o tipo.
Os meninos pularam de alegria, sentaram com os outros e comeram, comeram, comeram até cansar. E só quando ouviram de novo o uivo é que foram perceber que ele vinha de uma enorme panela de pressão, cheia de mais uma sopa gostosa que eles iam provar em seguida.
Direto na têmpora: Sticky honey - Juliette & The Licks
Andavam, andavam, andavam e ficavam cada vez mais perdidos, cada vez mais assustados, cada vez com mais fome e com mais sono.
De repente, ouviram um uivo longo e horrível:
- Aaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Os três meninos se agarraram ainda mais. Será que era um lobo? Será que era um monstro? Que bicho faria aquele barulho horrível?
Eles então ficaram quietinhos. De repente, os meninos viram uma luzinha bem ao longe. Foram andando pé ante pé, com muito cuidado e cada vez que escutavam aquele barulho medonho, quase morriam de susto.
De repente, eles chegaram perto da luzinha e viram uma casa escura, velha, caindo aos pedaços. Chegaram perto e deram um pulo! O uivo terrível vinha lá de dentro! E agora, o que eles poderiam fazer?
Os três então foram andando de costas quando de repente um homem alto e barbudo, todo sujo de carvão apareceu e segurou os três.
- Ora, ora, vocês por aqui? Venham, venham conhecer minha casa.
Os meninos gritaram, espernearam, tentaram fugir dali, mas o homem era muito forte e levou os três para dentro da casa.
Eles fecharam os olhos e ouviram aquele som assustador de novo, dessa vez do lado da orelha deles e muitos barulhos de pratos, gente falando e... risos.
Peraí, risos!?
Eles então abriram os olhos e, quando viram, tinha um monte de crianças sentadas em volta de uma mesa, comendo ensopados, saladas, carnes e delícias de todo o tipo.
Os meninos pularam de alegria, sentaram com os outros e comeram, comeram, comeram até cansar. E só quando ouviram de novo o uivo é que foram perceber que ele vinha de uma enorme panela de pressão, cheia de mais uma sopa gostosa que eles iam provar em seguida.
Direto na têmpora: Sticky honey - Juliette & The Licks
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domingo, abril 10, 2011
BH - Ipatinga, um roteiro
1) No carro, ainda na ida, ouvindo "O Vira" dos Secos & Molhados:
- Sophia, sabe como chama esse moço que canta essa música?
- Como?
- Ney Matogrosso.
- E como chama essa menina que tá cantando aí?
2) No Beleus, Sophia comendo impressionada o famoso e ainda delicioso pão de queijo:
- Olha, papai, tem queijo!
3) Em Ipatinga, Sophia falando com o namorado da minha tia:
- O meu pai gosta de "rókein".
4) No Salão do Livro, reencontrar Júnia Mayrink, Daniella Bital com o marido e seus 3 filhos lindos, a professora Suzana, Dona Ione, Nena de Castro, Aníbal e família, Fernanda La Noce, Breno Doce (com direito a filho, sobrinho e um dos filhos do Léo Bundão), Paulomar Nascimento, Dona Ione, o pessoal do Clesi, a mãe do Bruno, Professor Amilar e esposa, Lúcio Brum e se esqueci de alguém, me desculpem. E ainda conhecer o cartunista Duke e o "livreiro" Preto.
5) Depois do Salão, visitar o Arábia do meu querido amigo Juquita, encontrar Pedrinho Teixeira e Ana Paula Caixeiro. Receber mensagem do Serginho Simões, encontrar o Tananan no Morro do Pilar, encontrar o Átila no Centro Comercial, encontrar Cristina e seu irmão Rogério Pacheco.
6) Ficar na casa da tia Vanda e conhecer seu namorado Hélio, além de poder passar um tempinho com meu primo Tiago e sua Vanessa prestes a dar à luz.
7) Sophia adorou ver um gambá se equilibrando e percorrendo um quarteirão inteiro sobre os fios de energia.
8) Rever minha casa, com a garganta apertando, dividir tudo com Fernanda e com Sophia, que adorou a viagem.
9) A delicatessen do Elisinho é massa, a Av. Japão tá cheia de estabelecimentos comerciais e o Almanara parece que fechou.
10) Eu, Sophia e Fernanda voltaremos, mas da próxima vez de trem, porque a 381 é simplesmente impraticável.
A verdade é que Ipatinga ainda é minha cidade. Ainda me emociona e me faz ser quem eu sou. Tudo mudou muito da última vez que estive ali, há cerca de 9 anos, mas ainda é o lugar onde me sinto em casa.
A alegria de ver quem eu vi foi enorme e a saudade de quem não encontrei só aumentou. Tudo me parece menor, mas tudo me parece ainda Ipatinga. Lugar que eu amo, pessoas que eu amo, história que sempre será um pouco minha.
Direto na têmpora: Diamonds and rust - Joan Baez
- Sophia, sabe como chama esse moço que canta essa música?
- Como?
- Ney Matogrosso.
- E como chama essa menina que tá cantando aí?
2) No Beleus, Sophia comendo impressionada o famoso e ainda delicioso pão de queijo:
- Olha, papai, tem queijo!
3) Em Ipatinga, Sophia falando com o namorado da minha tia:
- O meu pai gosta de "rókein".
4) No Salão do Livro, reencontrar Júnia Mayrink, Daniella Bital com o marido e seus 3 filhos lindos, a professora Suzana, Dona Ione, Nena de Castro, Aníbal e família, Fernanda La Noce, Breno Doce (com direito a filho, sobrinho e um dos filhos do Léo Bundão), Paulomar Nascimento, Dona Ione, o pessoal do Clesi, a mãe do Bruno, Professor Amilar e esposa, Lúcio Brum e se esqueci de alguém, me desculpem. E ainda conhecer o cartunista Duke e o "livreiro" Preto.
5) Depois do Salão, visitar o Arábia do meu querido amigo Juquita, encontrar Pedrinho Teixeira e Ana Paula Caixeiro. Receber mensagem do Serginho Simões, encontrar o Tananan no Morro do Pilar, encontrar o Átila no Centro Comercial, encontrar Cristina e seu irmão Rogério Pacheco.
6) Ficar na casa da tia Vanda e conhecer seu namorado Hélio, além de poder passar um tempinho com meu primo Tiago e sua Vanessa prestes a dar à luz.
7) Sophia adorou ver um gambá se equilibrando e percorrendo um quarteirão inteiro sobre os fios de energia.
8) Rever minha casa, com a garganta apertando, dividir tudo com Fernanda e com Sophia, que adorou a viagem.
9) A delicatessen do Elisinho é massa, a Av. Japão tá cheia de estabelecimentos comerciais e o Almanara parece que fechou.
10) Eu, Sophia e Fernanda voltaremos, mas da próxima vez de trem, porque a 381 é simplesmente impraticável.
A verdade é que Ipatinga ainda é minha cidade. Ainda me emociona e me faz ser quem eu sou. Tudo mudou muito da última vez que estive ali, há cerca de 9 anos, mas ainda é o lugar onde me sinto em casa.
A alegria de ver quem eu vi foi enorme e a saudade de quem não encontrei só aumentou. Tudo me parece menor, mas tudo me parece ainda Ipatinga. Lugar que eu amo, pessoas que eu amo, história que sempre será um pouco minha.
Direto na têmpora: Diamonds and rust - Joan Baez
sexta-feira, abril 08, 2011
Ipatinga outra vez
Sophia vai conhecer a cidade em que os pais nasceram. Vai passar na frente do Hospital Márcio Cunha, do Colégio São Francisco Xavier, das casas onde vivemos boa parte das nossas vidas e do Clube Morro do Pilar.
Fora isso, vai ver o pai de novo vendendo livros, conversando com as pessoas, falando com quem gosta de ler.
É quase nada, mas pra mim é tanto, que uma viagenzinha de um dia pro outro já me atinge como uma pedrada de emoção.
Ah, segue a ficha do evento:
Salão do Livro do Vale do Aço
Centro Cultural Usiminas - Shopping do Vale
Sábado, 9 de abril
15 horas no Café Literário
Quem puder, apareça!
Direto na têmpora: Love - The Cult
Fora isso, vai ver o pai de novo vendendo livros, conversando com as pessoas, falando com quem gosta de ler.
É quase nada, mas pra mim é tanto, que uma viagenzinha de um dia pro outro já me atinge como uma pedrada de emoção.
Ah, segue a ficha do evento:
Salão do Livro do Vale do Aço
Centro Cultural Usiminas - Shopping do Vale
Sábado, 9 de abril
15 horas no Café Literário
Quem puder, apareça!
Direto na têmpora: Love - The Cult
quinta-feira, abril 07, 2011
O cachorro comeu o meu foundphotos, fessôra.
Ah, os loucos anos antes da invenção do selim para bicicletas.
Mais uma tarde vazia de sexta-feira na Câmara dos Deputados.
Pouca gente sabe, mas a história de Chucky, o brinquedo assassino foi baseada no pequeno Danny Daniels e seu terrível ursinho zumbi, que acabou ficando de fora do filme.
Direto na têmpora: Dance wid' me - Hepcat
Mais uma tarde vazia de sexta-feira na Câmara dos Deputados.
Pouca gente sabe, mas a história de Chucky, o brinquedo assassino foi baseada no pequeno Danny Daniels e seu terrível ursinho zumbi, que acabou ficando de fora do filme.
Direto na têmpora: Dance wid' me - Hepcat
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Pedra de atiradeira
Essa acabou de acontecer no carro durante a hora do almoço. Estávamos ouvindo Águas de Março quando Sophia disse:
- Papai, eu seio o que "pedra de atiradeira".
- É mesmo, Sophia, o que é?
- É pedra que o Pedrinho do Sítio coloca no "bulldog" pra matar passarinho.
- No "bulldog"?
- É, quem deu o "bulldog" pra ele foi a vovó Benta, mas matar passarinho não é legal.
E eu lá, segurando pra não rir.
Direto na têmpora: You're all I need to get by - Marvin Gaye & Tammi Terrell
- Papai, eu seio o que "pedra de atiradeira".
- É mesmo, Sophia, o que é?
- É pedra que o Pedrinho do Sítio coloca no "bulldog" pra matar passarinho.
- No "bulldog"?
- É, quem deu o "bulldog" pra ele foi a vovó Benta, mas matar passarinho não é legal.
E eu lá, segurando pra não rir.
Direto na têmpora: You're all I need to get by - Marvin Gaye & Tammi Terrell
Emagrecimento rápido
Já faz um tempo que estou vergonhosamente gordo. Preciso me cuidar, comer melhor e nos últimos dias tenho tentando fazer exatamente isso, mesmo que seja aos poucos.
Ontem na padaria eu recusei um pão de queijo com o argumento de que queria emagrecer e a minha Sophia, ouvindo aquilo, foi e voltou com um daqueles iogurtes líquidos tipo Molico.
- Papai, esse aqui faz emagrecer, toma!
Achando graça naquilo, peguei o potinho e bebi. Ela então complementou orgulhosa:
- Isso... tomou tudo? Olha, já emagreceu bem, viu?
Acho que ela pensou que se eu tomasse uns 15, ia sair da padaria magrinho, magrinho.
Direto na têmpora: He doesn't know why - Fleet Foxes
Ontem na padaria eu recusei um pão de queijo com o argumento de que queria emagrecer e a minha Sophia, ouvindo aquilo, foi e voltou com um daqueles iogurtes líquidos tipo Molico.
- Papai, esse aqui faz emagrecer, toma!
Achando graça naquilo, peguei o potinho e bebi. Ela então complementou orgulhosa:
- Isso... tomou tudo? Olha, já emagreceu bem, viu?
Acho que ela pensou que se eu tomasse uns 15, ia sair da padaria magrinho, magrinho.
Direto na têmpora: He doesn't know why - Fleet Foxes
quarta-feira, abril 06, 2011
Nascido pra fazer isso ou aquilo
Você não nasceu para ser um líder. Você não nasceu para ser escravo.
Você não nasceu para ser babaca, você não nasceu para ser um gênio, você não nasceu para ser artista
Você não nasceu para ser pai ou mãe, bom filho ou mau marido. Você não nasceu para ser um estorvo e muito menos para ser o salvador de ninguém.
Você não nasceu para ser publicitário, médico ou advogado, dentista, engenheiro ou jogador de futebol.
Você nasceu para a mágoa e para a alegria, para acertar e para errar, para sentir dor e para fazer doer.
Você nasceu para ser humano com tudo o que isso implica, para inventar um caminho ou seguir uma estrada, para ser ovelha e lobo e acima de tudo gente.
Você não nasceu para ser isso ou aquilo.
Nasceu para ser o que conseguir ser.
Direto na têmpora:No backbone - The Lemonheads
Você não nasceu para ser babaca, você não nasceu para ser um gênio, você não nasceu para ser artista
Você não nasceu para ser pai ou mãe, bom filho ou mau marido. Você não nasceu para ser um estorvo e muito menos para ser o salvador de ninguém.
Você não nasceu para ser publicitário, médico ou advogado, dentista, engenheiro ou jogador de futebol.
Você nasceu para a mágoa e para a alegria, para acertar e para errar, para sentir dor e para fazer doer.
Você nasceu para ser humano com tudo o que isso implica, para inventar um caminho ou seguir uma estrada, para ser ovelha e lobo e acima de tudo gente.
Você não nasceu para ser isso ou aquilo.
Nasceu para ser o que conseguir ser.
Direto na têmpora:No backbone - The Lemonheads
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terça-feira, abril 05, 2011
Mais uma pequena tragédia cotidiana
O texto abaixo foi criado como uma piada. Talvez seja impróprio para menores, talvez ofenda os politicamente corretos e talvez incomode os que não têm senso de humor. Leia por sua conta e risco.
Na segunda-feira, Lélio acordou com uma estranha vontade de comer repolho.
Nunca havia gostado de repolho, nunca havia suportado repolho e agora aquilo, um desejo incontrolável, uma ânsia soberana de se alimentar apenas de repolho.
Comeu até se fartar, se empanturrou do vegetal e foi dormir saciado, exausto, exalando repolho. Praticamente uma overdose.
Na terça-feira, Lélio acordou com uma estranha vontade de pintar paredes.
Nunca havia pintado paredes, nunca tinha segurado um pincel e agora aquilo, um desejo incontrolável, uma ânsia soberana de não fazer nada além de pintar paredes.
Pintou paredes até se fartar, se lambuzou de tinta e foi dormir realizado, exausto, sonhando com paredes pintadas. Praticamente uma overdose.
Na quarta-feira, Lélio acordou com uma estranha vontade de dar a bunda.
Direto na têmpora: Machine Civilization - World Order
Na segunda-feira, Lélio acordou com uma estranha vontade de comer repolho.
Nunca havia gostado de repolho, nunca havia suportado repolho e agora aquilo, um desejo incontrolável, uma ânsia soberana de se alimentar apenas de repolho.
Comeu até se fartar, se empanturrou do vegetal e foi dormir saciado, exausto, exalando repolho. Praticamente uma overdose.
Na terça-feira, Lélio acordou com uma estranha vontade de pintar paredes.
Nunca havia pintado paredes, nunca tinha segurado um pincel e agora aquilo, um desejo incontrolável, uma ânsia soberana de não fazer nada além de pintar paredes.
Pintou paredes até se fartar, se lambuzou de tinta e foi dormir realizado, exausto, sonhando com paredes pintadas. Praticamente uma overdose.
Na quarta-feira, Lélio acordou com uma estranha vontade de dar a bunda.
Direto na têmpora: Machine Civilization - World Order
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Chantagista
Sophia é ciumenta pra caramba. Muito mesmo.
Só pra vocês terem uma ideia, na última sexta-feira a Lílian, que anda tendo que dormir lá em casa por causa de problemas pessoais, mencionou que ia sair com as amigas para uma pizzaria.
Sophia mais do que depressa resolveu fazer um sorteio:
- Hmmmmmm... acho que eu vou querer dormir com aaaa... Lílian!
- Poxa, Sophia, hoje não dá. Vou sair com as minhas amigas.
E ela, achando que lançava um cheque-mate:
- Ah, é? Mas você prefere sair com as amigas ou dormir com a pessoa que você mais ama, hein?
Direto na têmpora: Our window - Noah And The Whale
Só pra vocês terem uma ideia, na última sexta-feira a Lílian, que anda tendo que dormir lá em casa por causa de problemas pessoais, mencionou que ia sair com as amigas para uma pizzaria.
Sophia mais do que depressa resolveu fazer um sorteio:
- Hmmmmmm... acho que eu vou querer dormir com aaaa... Lílian!
- Poxa, Sophia, hoje não dá. Vou sair com as minhas amigas.
E ela, achando que lançava um cheque-mate:
- Ah, é? Mas você prefere sair com as amigas ou dormir com a pessoa que você mais ama, hein?
Direto na têmpora: Our window - Noah And The Whale
segunda-feira, abril 04, 2011
Minibiografia profissional
Eu tinha um post prontinho na minha cabeça sobre uma minibiografia profissional que iria colocar aqui, falando das agências por onde passei, da época em que larguei tudo e fui fazer shiatsu em Curitiba (é verdade), das pessoas que cruzaram o meu caminho e das lições que eu aprendi.
Mas aí apareceu um trampo, eu ouvi uma música do Sebadoh e tudo degringolou. Aliás, ando com um déficit de atenção que tá uma coisa mítica.
Sendo assim, deixo pra vocês a ridícula lição: apenas dentro da sua cabeça uma ideia ainda não vale porcaria nenhuma. Por isso, ajam mais. E amanhã eu tento escrever alguma coisa melhor.
Ah, quer mais uma lição? I can't see, do Sebadoh tira qualquer um do prumo.
Direto na têmpora: I can't see - Sebadoh
Mas aí apareceu um trampo, eu ouvi uma música do Sebadoh e tudo degringolou. Aliás, ando com um déficit de atenção que tá uma coisa mítica.
Sendo assim, deixo pra vocês a ridícula lição: apenas dentro da sua cabeça uma ideia ainda não vale porcaria nenhuma. Por isso, ajam mais. E amanhã eu tento escrever alguma coisa melhor.
Ah, quer mais uma lição? I can't see, do Sebadoh tira qualquer um do prumo.
Direto na têmpora: I can't see - Sebadoh
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sexta-feira, abril 01, 2011
O anticase
Sou cliente do Banco Real desde 1991. Já fiz financiamentos, já contratei um seguro de vida, já peguei empréstimos, já investi, já tive conta de pessoa física e de pessoa jurídica, já passei por uma mudança grande com a chegada do ABN e agora, pela primeira vez, estou decidido a deixar a instituição.
Na verdade, meu problema não é com o Banco Real, que construiu comigo uma relação de 20 anos e conquistou minha fidelidade. Meu problema é com o Santander, o banco que está jogando estes 20 anos no lixo.
O site do Santander funciona quando bem entende, os sistemas ficaram mais confusos, as máquinas de auto-atendimento pioraram, enfim, não houve um único benefício após a mudança.
Hoje, por exemplo, tentei agendar o pagamento do financiamento do meu carro para o dia 25 de abril via site e fui informado da impossibilidade de realizar o agendamento.
Fui a uma agência e tentei as máquinas de auto-atendimento: erro.
Liguei para o atendimento telefônico e fui transferido para a parte de financiamentos do Santander.
Sem conseguir resolver, argumentaram que precisaria entrar em contato com a Aymoré, em um número de São Paulo.
Liguei para a Aymoré, mas indicaram que a solução estaria na Financeira Renault.
Entrei em contato com a Financeira Renault (parte do Grupo Santander) e me disseram que o problema estava no banco.
Voltei a ligar para o atendimento telefônico do Santander que acusou um problema sistêmico e me orientou a tentar o agendamente via internet.
Ou seja, praticamente 6 horas e algumas úlceras depois, voltei ao ponto de onde saí.
Mas se você acha que parou por aí, engana-se. O perfil do Santander no twitter me interpelou bastante friamente sobre qual seria o motivo da minha insatisfação e me chamou sabe como? De Maurílio, mesmo que meu perfil fosse @maurilo.
O Santander é o anticase de branding, é a demonstração clara de que 20 anos de construção de uma marca podem ser jogados fora por alguns poucos meses de incompetência.
E, sim, é incompetência pura. Se eu desconfio que certas empresas responsáveis pelo trânsito de determinadas capitais agem de qualquer jeito por pura sacanagem ou simplesmente porque estão pouco se fodendo, não tenho a mesma impressão do santander. É falta de competência, de organização, é simplesmente falta de qualidade para fazer melhor.
Por tudo isso, depois de 20 anos estou mudando. Alguém me indica outro banco?
Direto na têmpora: What a beautiful day - Levellers
Na verdade, meu problema não é com o Banco Real, que construiu comigo uma relação de 20 anos e conquistou minha fidelidade. Meu problema é com o Santander, o banco que está jogando estes 20 anos no lixo.
O site do Santander funciona quando bem entende, os sistemas ficaram mais confusos, as máquinas de auto-atendimento pioraram, enfim, não houve um único benefício após a mudança.
Hoje, por exemplo, tentei agendar o pagamento do financiamento do meu carro para o dia 25 de abril via site e fui informado da impossibilidade de realizar o agendamento.
Fui a uma agência e tentei as máquinas de auto-atendimento: erro.
Liguei para o atendimento telefônico e fui transferido para a parte de financiamentos do Santander.
Sem conseguir resolver, argumentaram que precisaria entrar em contato com a Aymoré, em um número de São Paulo.
Liguei para a Aymoré, mas indicaram que a solução estaria na Financeira Renault.
Entrei em contato com a Financeira Renault (parte do Grupo Santander) e me disseram que o problema estava no banco.
Voltei a ligar para o atendimento telefônico do Santander que acusou um problema sistêmico e me orientou a tentar o agendamente via internet.
Ou seja, praticamente 6 horas e algumas úlceras depois, voltei ao ponto de onde saí.
Mas se você acha que parou por aí, engana-se. O perfil do Santander no twitter me interpelou bastante friamente sobre qual seria o motivo da minha insatisfação e me chamou sabe como? De Maurílio, mesmo que meu perfil fosse @maurilo.
O Santander é o anticase de branding, é a demonstração clara de que 20 anos de construção de uma marca podem ser jogados fora por alguns poucos meses de incompetência.
E, sim, é incompetência pura. Se eu desconfio que certas empresas responsáveis pelo trânsito de determinadas capitais agem de qualquer jeito por pura sacanagem ou simplesmente porque estão pouco se fodendo, não tenho a mesma impressão do santander. É falta de competência, de organização, é simplesmente falta de qualidade para fazer melhor.
Por tudo isso, depois de 20 anos estou mudando. Alguém me indica outro banco?
Direto na têmpora: What a beautiful day - Levellers
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quinta-feira, março 31, 2011
Raios! Acho que eu pisei num foundphotos...
Mme. Louise Petrét, a visionária belga que passou os melhores anos de sua vida tentando ensinar conchinhas a voarem.
O pequeno Teddy e sua mãe, que o obrigou a se vestir como menina até os 17 anos, mas depois desistiu.
Ô, Mercedes, me dá um gole dessa merda aí!
Direto na têmpora: That's what you get - Paramore
O pequeno Teddy e sua mãe, que o obrigou a se vestir como menina até os 17 anos, mas depois desistiu.
Ô, Mercedes, me dá um gole dessa merda aí!
Direto na têmpora: That's what you get - Paramore
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quarta-feira, março 30, 2011
As revoluções e o sofá
Ninguém defende e respeita tanto as redes sociais como instrumento de transformação das relações quanto eu. Falo sobre isso, discuto sobre isso, tento sempre trabalhar com isso.
Mas tem um outro lado que me incomoda e que acontece cada vez mais: o ativismo de sofá.
Gente que adere a causas, assina listas virtuais de protesto, utiliza tags contra isso ou aquilo, mas não move um músculo além disso. O posicionamento político, moral e social está no copiar e colar, no movimento do mouse, no botão de curtir, mas falta o outro lado.
Entendam, eu não tenho nada contra este tipo de iniciativa digital de combate ou apoio a o que quer que seja, desde que não achemos que isso basta. Não dá pra manter todos os hábitos, confortos e rotinas e clamar por mudança em um post.
Também não tenho nada contra quem quer distância de qualquer tipo de questionamento, que não se importa com o rumo das coisas, mas assume essa postura e lida com as consequências como quem está diante de uma fatalidade. É direito de cada um seguir o rumo que lhe impõem e se contentar com isso.
O que não dá é pra continuar votando sem se envolver no debate político e achar que vai mudar o Brasil porque repassou um email. Aí é inocência pra lá da borda.
É preciso mais. Muito mais. E enquanto não tomarmos consciência disso, continuaremos ditadores e revoltosos apenas em nossas próprias e confortáveis cadeiras. E o Bolsonaro e o Tiririca irão continuar sendo eleitos.
Direto na têmpora: Pearl necklace - ZZ Top
Mas tem um outro lado que me incomoda e que acontece cada vez mais: o ativismo de sofá.
Gente que adere a causas, assina listas virtuais de protesto, utiliza tags contra isso ou aquilo, mas não move um músculo além disso. O posicionamento político, moral e social está no copiar e colar, no movimento do mouse, no botão de curtir, mas falta o outro lado.
Entendam, eu não tenho nada contra este tipo de iniciativa digital de combate ou apoio a o que quer que seja, desde que não achemos que isso basta. Não dá pra manter todos os hábitos, confortos e rotinas e clamar por mudança em um post.
Também não tenho nada contra quem quer distância de qualquer tipo de questionamento, que não se importa com o rumo das coisas, mas assume essa postura e lida com as consequências como quem está diante de uma fatalidade. É direito de cada um seguir o rumo que lhe impõem e se contentar com isso.
O que não dá é pra continuar votando sem se envolver no debate político e achar que vai mudar o Brasil porque repassou um email. Aí é inocência pra lá da borda.
É preciso mais. Muito mais. E enquanto não tomarmos consciência disso, continuaremos ditadores e revoltosos apenas em nossas próprias e confortáveis cadeiras. E o Bolsonaro e o Tiririca irão continuar sendo eleitos.
Direto na têmpora: Pearl necklace - ZZ Top
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terça-feira, março 29, 2011
A medida do carinho
Eu sempre fui desmedido em meus carinhos. Gosto do abraço apertado, de jogar pro ar, de grudar com vontade. Meu carinho é arrebatamento puro, carece de delicadeza.
Na AURA estou aprendendo, a duras penas, que é possível amar muito e leve. Dosar o toque, evitar o abraço, privilegiar a sensibilidade.
São crianças com limitações e dores e impedimentos e embora seja precisa amá-las exageradamente, é preciso ser moderado no contato.
É difícil pra mim, mas estou aprendendo. Abaixo, uma foto da turminha que lá esteve hoje e a historinha que fiz a partir do pedido deles de incluir: falcão de fogo, vizinho e dentes-de-sabre. A próxima terá: três meninos, um lobo, uma noite de lua cheia.
Atrás, da esq. para a dir.: Eric, Juninho, Sabrina, Samara e Vanderlúcio. Na frente, da esq. para a dir.: Emerson, Oseias, Rainer, Evelyn e Lorena.
O falcão de fogo
Do lado da casa de um homem, vivia um falcão de fogo, em cima de uma grande árvore. Era um pássaro muito bonito, de asas brilhantes e bico forte, rápido como uma flecha.
Só que tinha um problema, só o homem conseguia ver o pássaro, ninguém mais.
E aí aconteceu o que a gente já sabia que ia acontecer: o homem ficou com fama de doido. Todo mundo ria dele e gritava “olha lá o doido do falcão”, “lá vai o maluco que vê bichos de fogo”.
Mas o homem nem ligava, continuava olhando pro pássaro na árvore ao lado e acreditando nele como quem acredita nas próprias mãos.
Um dia, uma chuva muito forte caiu na cidade. O rio subiu e muitas casas foram inundadas. Pessoas ficaram presas em cima dos telhados, gente se agarrou a árvores e ninguém sabia o que fazer.
O homem que todos achavam louco morava em um lugar bem alto e lá de cima viu aquilo tudo acontecer. Ele então foi correndo pra árvore e começou a pedir socorro para o falcão de fogo:
- Ajuda eles, falcão! Você é forte, você é rápido, você pode salvar essa gente!
Enquanto isso, lá embaixo na cidade, a água continuava subindo. Já tinha gente achando que ia se afogar quando, de repente, um rastro flamejante desceu como um raio e começou a pegar pessoas em suas garras e levar embora.
No começo todos se assustaram, mas depois começaram a perceber que aquela luz estava levando todos para um lugar seco e seguro. Em poucos minutos, todo mundo estava salvo.
A partir daquele dia, ninguém nunca mais duvidou do homem. Eles ainda não viam o falcão, mas aprenderam a acreditar que nem tudo o que é verdadeiro a gente consegue enxergar.
E por isso, quando o homem contou que tinha um tigre dentes-de-sabre morando em um quartinho da sua casa, ninguém duvidou, ninguém riu, ninguém achou que ele estava maluco.
Todos deram os parabéns ao homem e ficaram muito felizes em saber que além do falcão de fogo, a cidade agora tinha outro amigo para cuidar deles, mesmo que eles não pudessem ver.
Afinal, tem muitas coisas que a gente só enxerga de verdade, com os olhos do coração.
Direto na têmpora: Be sweet - The Afghan Whigs
Na AURA estou aprendendo, a duras penas, que é possível amar muito e leve. Dosar o toque, evitar o abraço, privilegiar a sensibilidade.
São crianças com limitações e dores e impedimentos e embora seja precisa amá-las exageradamente, é preciso ser moderado no contato.
É difícil pra mim, mas estou aprendendo. Abaixo, uma foto da turminha que lá esteve hoje e a historinha que fiz a partir do pedido deles de incluir: falcão de fogo, vizinho e dentes-de-sabre. A próxima terá: três meninos, um lobo, uma noite de lua cheia.
Atrás, da esq. para a dir.: Eric, Juninho, Sabrina, Samara e Vanderlúcio. Na frente, da esq. para a dir.: Emerson, Oseias, Rainer, Evelyn e Lorena.
O falcão de fogo
Do lado da casa de um homem, vivia um falcão de fogo, em cima de uma grande árvore. Era um pássaro muito bonito, de asas brilhantes e bico forte, rápido como uma flecha.
Só que tinha um problema, só o homem conseguia ver o pássaro, ninguém mais.
E aí aconteceu o que a gente já sabia que ia acontecer: o homem ficou com fama de doido. Todo mundo ria dele e gritava “olha lá o doido do falcão”, “lá vai o maluco que vê bichos de fogo”.
Mas o homem nem ligava, continuava olhando pro pássaro na árvore ao lado e acreditando nele como quem acredita nas próprias mãos.
Um dia, uma chuva muito forte caiu na cidade. O rio subiu e muitas casas foram inundadas. Pessoas ficaram presas em cima dos telhados, gente se agarrou a árvores e ninguém sabia o que fazer.
O homem que todos achavam louco morava em um lugar bem alto e lá de cima viu aquilo tudo acontecer. Ele então foi correndo pra árvore e começou a pedir socorro para o falcão de fogo:
- Ajuda eles, falcão! Você é forte, você é rápido, você pode salvar essa gente!
Enquanto isso, lá embaixo na cidade, a água continuava subindo. Já tinha gente achando que ia se afogar quando, de repente, um rastro flamejante desceu como um raio e começou a pegar pessoas em suas garras e levar embora.
No começo todos se assustaram, mas depois começaram a perceber que aquela luz estava levando todos para um lugar seco e seguro. Em poucos minutos, todo mundo estava salvo.
A partir daquele dia, ninguém nunca mais duvidou do homem. Eles ainda não viam o falcão, mas aprenderam a acreditar que nem tudo o que é verdadeiro a gente consegue enxergar.
E por isso, quando o homem contou que tinha um tigre dentes-de-sabre morando em um quartinho da sua casa, ninguém duvidou, ninguém riu, ninguém achou que ele estava maluco.
Todos deram os parabéns ao homem e ficaram muito felizes em saber que além do falcão de fogo, a cidade agora tinha outro amigo para cuidar deles, mesmo que eles não pudessem ver.
Afinal, tem muitas coisas que a gente só enxerga de verdade, com os olhos do coração.
Direto na têmpora: Be sweet - The Afghan Whigs
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segunda-feira, março 28, 2011
Oyster Boy e as Estranhas Histórias
Meu livro Estranha Histórias foi descaradamente inspirado por Tim Burton e seu The Melancholy Death of Oyster Boy.
Fiz roupinhas pra Sophia com os personagens, comprei a edição capa dura em inglês e ainda hoje leio as histórias do "livro assustador", como ela diz.
Então, segue aí uma das minhas favoritas pra quem ainda não conhece passar a conhecer e comprar o do Tim Burton e, é claro, o meu.
Her skin is white cloth,
and she's all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.
She has many different zombies
who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.
But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets too close to her,
the pins stick farther in.
Direto na têmpora: Fool's day - Blur
Fiz roupinhas pra Sophia com os personagens, comprei a edição capa dura em inglês e ainda hoje leio as histórias do "livro assustador", como ela diz.
Então, segue aí uma das minhas favoritas pra quem ainda não conhece passar a conhecer e comprar o do Tim Burton e, é claro, o meu.
Her skin is white cloth,
and she's all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.
She has many different zombies
who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.
But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets too close to her,
the pins stick farther in.
Direto na têmpora: Fool's day - Blur
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Música é instinto
Bobby McFerrin dá um show ao demonstrar como a escala pentatônica é inerente ao ser humano. O vídeo é antigo e eu, desgraçadamente, só assisti ontem quando meus irmãos me mostraram.
Veja. É simplesmente maravilhoso.
Direto na têmpora: Insane inside - Smoke Fish
Veja. É simplesmente maravilhoso.
Direto na têmpora: Insane inside - Smoke Fish
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sábado, março 26, 2011
Kendrick Perkins e os intangíveis
Provavelmente a maioria de vocês não sabe, mas Kendrick Perkins é um pivô relativamente baixo para a posição, com médias de 6,4 rebotes e 6,1 pontos por jogo.
Perkins jogou toda a sua carreira, até fevereiro de 2011, com os Celtics, ganhou um título e chegou a outra final. Em março, Perkins fez parte de uma série de trocas, indo parar no Oklahoma City Thunders, enquanto o Boston recebeu Nenad Krstic, um pivô mais alto com médias de 5,5 rebotes e 10,1 pontos e ainda Jeff Green, um ala jovem com médias de 5,6 rebotes e 14,1 pontos.
Os números dizem que foi uma grande troca, mas mesmo na NBA, uma liga regida pelas estatísticas, números contam apenas parte da história.
Assim que a troca foi feita eu disse, e o meu amigo Gui Deus pode confirmar: "os Celtics perderam a boa chance que tinham de ganhar o título em 2011."
O título ainda não foi decidido, na verdade não estamos sequer nos playoffs, mas o Boston que liderava o Leste com facilidade já caiu para segundo e está prestes a escorregar para terceiro depois da troca.
Kendrick Perkins faz falta pela presença física, pela liderança, pela postura defensiva, pelo companheirismo e entrosamento com os colegas, pelo respeito, ou medo, que impõe aos adversários. Nada disso pode ser traduzido em números ou substituído por estatísticas melhores. Não é assim que se mede o valor de um atleta ou de qualquer outro profissional.
O que vale de verdade são os benefícios e valores intangíveis que eles trazem para o jogo. E para perceber isso é preciso sensibilidade e capacidade de avaliar pessoas.
Se você ficou curioso, depois da troca o Boston, que tinha melhor campanha, ganhou 9 e perdeu 7 e o Thunder levou 11 e perdeu 4, sendo que com Perkins saudável são 5 vitórias e só uma derrota.
Culpa dos malditos intangíveis.
Direto na têmpora: Some velvet morning - Primal Scream
Perkins jogou toda a sua carreira, até fevereiro de 2011, com os Celtics, ganhou um título e chegou a outra final. Em março, Perkins fez parte de uma série de trocas, indo parar no Oklahoma City Thunders, enquanto o Boston recebeu Nenad Krstic, um pivô mais alto com médias de 5,5 rebotes e 10,1 pontos e ainda Jeff Green, um ala jovem com médias de 5,6 rebotes e 14,1 pontos.
Os números dizem que foi uma grande troca, mas mesmo na NBA, uma liga regida pelas estatísticas, números contam apenas parte da história.
Assim que a troca foi feita eu disse, e o meu amigo Gui Deus pode confirmar: "os Celtics perderam a boa chance que tinham de ganhar o título em 2011."
O título ainda não foi decidido, na verdade não estamos sequer nos playoffs, mas o Boston que liderava o Leste com facilidade já caiu para segundo e está prestes a escorregar para terceiro depois da troca.
Kendrick Perkins faz falta pela presença física, pela liderança, pela postura defensiva, pelo companheirismo e entrosamento com os colegas, pelo respeito, ou medo, que impõe aos adversários. Nada disso pode ser traduzido em números ou substituído por estatísticas melhores. Não é assim que se mede o valor de um atleta ou de qualquer outro profissional.
O que vale de verdade são os benefícios e valores intangíveis que eles trazem para o jogo. E para perceber isso é preciso sensibilidade e capacidade de avaliar pessoas.
Se você ficou curioso, depois da troca o Boston, que tinha melhor campanha, ganhou 9 e perdeu 7 e o Thunder levou 11 e perdeu 4, sendo que com Perkins saudável são 5 vitórias e só uma derrota.
Culpa dos malditos intangíveis.
Direto na têmpora: Some velvet morning - Primal Scream
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sexta-feira, março 25, 2011
Sophia, eu, o bigode.
Essa sessão de fotos me rendeu mais uma tarde usando bigodes ;-)
Direto na têmpora: Corduroy - Pearl Jam
Direto na têmpora: Corduroy - Pearl Jam
El retuerno del Bigodón
Sophia pediu pra eu fazer a barba. Então hoje, quando comecei o processo de barbeamento total, negociei com ela a possibilidade de ficar só de bigode pelo menos até a hora do almoço.
Ela autorizou e deu-se isso aí que está na foto abaixo.
A foto original.
A foto do sex symbol que eu emulo.
Fernanda odiou e obviamente evita me beijar, mas eu achei do caralho e, se pudesse, usaria só bigode pro resto da vida.
Enfim, o melhor mesmo foi Sophia que, ao me ver sem a barba exclamou:
- Papai, você tá tão novinho nas bochechas!
Direto na têmpora: Destroy the evidence - Casiotone for the Painfuly Alone
Ela autorizou e deu-se isso aí que está na foto abaixo.
A foto original.
A foto do sex symbol que eu emulo.
Fernanda odiou e obviamente evita me beijar, mas eu achei do caralho e, se pudesse, usaria só bigode pro resto da vida.
Enfim, o melhor mesmo foi Sophia que, ao me ver sem a barba exclamou:
- Papai, você tá tão novinho nas bochechas!
Direto na têmpora: Destroy the evidence - Casiotone for the Painfuly Alone
quinta-feira, março 24, 2011
Todo mundo pode ser redator publicitário
Qualquer um pode ter uma ideia genial, criar um título bacana, fazer um filme que emociona.
Qualquer um pode pegar um texto, mudar duas palavras e dizer com propriedade "agora sim, tá perfeito".
Qualquer um pode traduzir em poucas palavras toda a complexidade de uma estratégia de branding ou o posicionamento de uma marca.
Qualquer um pode fazer peças que traduzam os anseios de uma empresa e ao mesmo tempo encantem o seu público, mesmo com uma absurda limitação de verba.
Qualquer um pode oferecer uma solução rápida e eficiente para os problemas mais cabeludos, qualquer um pode desenvolver um raciocínio inovador para as demandas mais triviais, qualquer um pode chegar a uma forma absolutamente original de tratar o tema mais batido do mundo.
Se você acredita nisso, se você realmente acredita que qualquer um pode ser um redator publicitário, parabéns: você provavelmente está bem preparado para viver uma longa carreira como cliente.
Uma campanha do AMADOR - Associação das Mães e Amigos do Redator.
Direto na têmpora: Horror Hotel - The Misfits
Qualquer um pode pegar um texto, mudar duas palavras e dizer com propriedade "agora sim, tá perfeito".
Qualquer um pode traduzir em poucas palavras toda a complexidade de uma estratégia de branding ou o posicionamento de uma marca.
Qualquer um pode fazer peças que traduzam os anseios de uma empresa e ao mesmo tempo encantem o seu público, mesmo com uma absurda limitação de verba.
Qualquer um pode oferecer uma solução rápida e eficiente para os problemas mais cabeludos, qualquer um pode desenvolver um raciocínio inovador para as demandas mais triviais, qualquer um pode chegar a uma forma absolutamente original de tratar o tema mais batido do mundo.
Se você acredita nisso, se você realmente acredita que qualquer um pode ser um redator publicitário, parabéns: você provavelmente está bem preparado para viver uma longa carreira como cliente.
Uma campanha do AMADOR - Associação das Mães e Amigos do Redator.
Direto na têmpora: Horror Hotel - The Misfits
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A casa da Rainha da Noite
Sophia anda apaixonada pela ópera A Flauta Mágica, de Mozart. Comprei nas bancas como parte de uma coleção indicada pelo Ivan Pawlow e hoje a baixinha já reconhece A Rainha da Noite, Tamina e, é claro, o seu favorito Papageno.
Pois hoje, ouvindo pela milésima vez o dueto do Papageno e da sua Papagena, Sophia perguntou se os dois eram meio aves e meio gente de verdade. Titubiei, enrolei e não respondi. Poucos segundos depois, minha Sophia volta à carga:
- Papai, um dia a gente pode ir na casa da Rainha da Noite?
Fiquei ali, feito uma besta, balbuciando qualquer coisa e morrendo de dó de explicar que aquela maravilha que deixava ela tão encantada era apenas fantasia.
Papageno e Papagena.
Direto na têmpora: Blah Blah Blah - Say Hi To Your Mom
Pois hoje, ouvindo pela milésima vez o dueto do Papageno e da sua Papagena, Sophia perguntou se os dois eram meio aves e meio gente de verdade. Titubiei, enrolei e não respondi. Poucos segundos depois, minha Sophia volta à carga:
- Papai, um dia a gente pode ir na casa da Rainha da Noite?
Fiquei ali, feito uma besta, balbuciando qualquer coisa e morrendo de dó de explicar que aquela maravilha que deixava ela tão encantada era apenas fantasia.
Papageno e Papagena.
Direto na têmpora: Blah Blah Blah - Say Hi To Your Mom
Antipatizantes
A Mega-Sena antipatiza comigo. Meus joelhos também. Aliás, acho que as coisas têm uma relação afetiva conosco que a gente só não percebe se não quiser.
Algumas pessoas são adoradas pelos semáforos e outras são odiadas pelos elevadores. Portas se fecham mais rápido para alguns, eletrodomésticos duram mais para outros, sabonetes praticamente se desfazem ao primeiro toque de certas pessoas.
É inexplicável, mas existe essa preferência dos seres inanimados por um ou outro. Comigo a coisa é clara: números me odeiam.
Se o negócio é sorteio, qualquer que seja ele, pode contar com uma chance a mais de ganhar se eu estiver no meio. Não levo nada em bingo, que dirá na já citada Mega-Sena.
Em compensação sabe com o quê eu tenho sorte? Celular. Mesmo com um probleminha aqui e outro ali, nunca perdi o aparelho e, mais importante, quase nunca recebo ligações quando estou no cinema.
O fato é que objetos podem te amar, odiar ou simplesmente desprezar.
E se você acha que não há vergonha maior para um marido do que mostrar-se inútil para abrir latas e afins, lembre-se: não há muito o que você possa fazer. Quando as latas de azeitona são seduzidas pelo mais leve toque de sua esposa, mas resistem bravamente a qualquer tipo de avanço seu, a culpa não é sua fraqueza.
É resultado apenas do maldito temperamento da porra do vidro de azeitona.
Direto na têmpora: Law of nature - Juliana Hatfield
Algumas pessoas são adoradas pelos semáforos e outras são odiadas pelos elevadores. Portas se fecham mais rápido para alguns, eletrodomésticos duram mais para outros, sabonetes praticamente se desfazem ao primeiro toque de certas pessoas.
É inexplicável, mas existe essa preferência dos seres inanimados por um ou outro. Comigo a coisa é clara: números me odeiam.
Se o negócio é sorteio, qualquer que seja ele, pode contar com uma chance a mais de ganhar se eu estiver no meio. Não levo nada em bingo, que dirá na já citada Mega-Sena.
Em compensação sabe com o quê eu tenho sorte? Celular. Mesmo com um probleminha aqui e outro ali, nunca perdi o aparelho e, mais importante, quase nunca recebo ligações quando estou no cinema.
O fato é que objetos podem te amar, odiar ou simplesmente desprezar.
E se você acha que não há vergonha maior para um marido do que mostrar-se inútil para abrir latas e afins, lembre-se: não há muito o que você possa fazer. Quando as latas de azeitona são seduzidas pelo mais leve toque de sua esposa, mas resistem bravamente a qualquer tipo de avanço seu, a culpa não é sua fraqueza.
É resultado apenas do maldito temperamento da porra do vidro de azeitona.
Direto na têmpora: Law of nature - Juliana Hatfield
quarta-feira, março 23, 2011
Como esse cara fala
Eu ontem passei mais de uma hora falando para os estudantes de comunicação da Faculdade Promove de BH.
Não posso dizer que tenha falado "com" eles, porque como sempre eu despejei a verborreia sem direito de resposta ou contradição.
Ainda assim, eles aplaudiram no final e eu fiquei aqui, cheio de orgulho besta de achar que esse falatório danado pode ter ajudado alguém.
Pessoal do Promove, muito obrigado, e precisando é só chamar.
Direto na têmpora: For the girl - The Fratellis
Não posso dizer que tenha falado "com" eles, porque como sempre eu despejei a verborreia sem direito de resposta ou contradição.
Ainda assim, eles aplaudiram no final e eu fiquei aqui, cheio de orgulho besta de achar que esse falatório danado pode ter ajudado alguém.
Pessoal do Promove, muito obrigado, e precisando é só chamar.
Direto na têmpora: For the girl - The Fratellis
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terça-feira, março 22, 2011
A menina e o porquinho
Ela me chama de Porquinho, ela tem o abraço mais gostoso do mundo e inventa nomes para todos os seus bichinhos e briga e perde a paciência e gosta e desgosta de uva de um jeito que ninguém entende.
Ela diz que ainda não aprendeu e pede pra gente ensinar, se cobra demais e ama os próprios cachinhos e fala sozinha andando pela casa e agitando as mãos e dizendo histórias que eu jamais saberia contar.
Ela escreve cartas para os amigos sem ainda saber escrever e decora falas de filmes e imita vozes e pede carinho nas axilas e grita o grito mais agudo e ri o riso mais gostoso e quer ter sempre a palavra final.
Ela me ensina todo dia que ser pai é ter paciência, que ser pai é errar e ser amado, que ser pai é ser presente mesmo de longe, que ser pai é ter a certeza, depois do grito, de que todo grito é desperdício e que bom mesmo seriam o abraço e o beijo e o sonho.
Mas ela é assim e eu sou assado. E ela ainda vai ser tudo quando eu sou cada vez menos. Ela aprende o que eu esqueço, ela acredita onde eu duvido, ela enxerga onde eu já me perdi de vista.
Ela é o começo de uma Sophia, de toda Sophia, de muitas Sophias e eu sou alguém que olha e que se confunde todo entre ser pai e querer ficar olhando e curtindo o milagre de vê-la se transformar em si mesma.
Direto na têmpora: Girl - Built to Spill
Ela diz que ainda não aprendeu e pede pra gente ensinar, se cobra demais e ama os próprios cachinhos e fala sozinha andando pela casa e agitando as mãos e dizendo histórias que eu jamais saberia contar.
Ela escreve cartas para os amigos sem ainda saber escrever e decora falas de filmes e imita vozes e pede carinho nas axilas e grita o grito mais agudo e ri o riso mais gostoso e quer ter sempre a palavra final.
Ela me ensina todo dia que ser pai é ter paciência, que ser pai é errar e ser amado, que ser pai é ser presente mesmo de longe, que ser pai é ter a certeza, depois do grito, de que todo grito é desperdício e que bom mesmo seriam o abraço e o beijo e o sonho.
Mas ela é assim e eu sou assado. E ela ainda vai ser tudo quando eu sou cada vez menos. Ela aprende o que eu esqueço, ela acredita onde eu duvido, ela enxerga onde eu já me perdi de vista.
Ela é o começo de uma Sophia, de toda Sophia, de muitas Sophias e eu sou alguém que olha e que se confunde todo entre ser pai e querer ficar olhando e curtindo o milagre de vê-la se transformar em si mesma.
Direto na têmpora: Girl - Built to Spill
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Sophia
segunda-feira, março 21, 2011
Hope Sandoval
Você também viveu os anos 90?
Você também se lembra de Mazzy Star?
Você também era apaixonado pela Hope Sandoval?
Pois hoje eu estava ouvindo obsessivamente Sometimes Always do The Jesus & Mary Chain e resolvi rever o vídeo da canção.
Eu me lembrava claramente do clipe se passar em um pub, mas não recordava de jeito nenhum quem era a moça que cantava. E foi assim que, ao acessar o Youtube, tive a belíssima surpresa de rever Hope Sandoval e descobrir (será que eu já soube disso e esqueci?) que era ela que dividia o vocal com Jim Reid.
Confesso, eu curtia Mazzy Star, mas gostava mesmo era da moça. Não que ela fosse uma lindeza assoberbante, mas como meu amigo Jônio Bethônico tinha lá sua paixonite pela PJ Harvey, meu lance era com a Hope Sandoval. Cada doido com sua mania.
Por conta disso e por conta da minha obsessão musical de hoje, toma aí, ó.
Direto na têmpora: Happy - Mazzy Star
Você também se lembra de Mazzy Star?
Você também era apaixonado pela Hope Sandoval?
Pois hoje eu estava ouvindo obsessivamente Sometimes Always do The Jesus & Mary Chain e resolvi rever o vídeo da canção.
Eu me lembrava claramente do clipe se passar em um pub, mas não recordava de jeito nenhum quem era a moça que cantava. E foi assim que, ao acessar o Youtube, tive a belíssima surpresa de rever Hope Sandoval e descobrir (será que eu já soube disso e esqueci?) que era ela que dividia o vocal com Jim Reid.
Confesso, eu curtia Mazzy Star, mas gostava mesmo era da moça. Não que ela fosse uma lindeza assoberbante, mas como meu amigo Jônio Bethônico tinha lá sua paixonite pela PJ Harvey, meu lance era com a Hope Sandoval. Cada doido com sua mania.
Por conta disso e por conta da minha obsessão musical de hoje, toma aí, ó.
Direto na têmpora: Happy - Mazzy Star
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domingo, março 20, 2011
Grito de guerra
O fim de semana foi uma delícia. Ontem fomos a Macacos e na volta subimos na torre do Alta Vila pra conferir a lua absurda que andou pelo céu.
A lua tava exibida no sábado.
Hoje fomos ao cinema e, na volta, passamos na casa dos meus sogros.
Estávamos brincando de vôlei com balão, Sophia dividiu a família em duas equipes e a partida estava emocionante quando a Renata, tia da Sophia, resolveu animar a pequena.
- Sophia, qual é o grito de guerra do nosso time?
E a baixinha mais do que depressa.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrggggggggggghhhhhh!
Não foi criativo, mas foi um grito, pô.
Sophia aprendeu a usar os cachos como porta-canetas. Juro.
Direto na têmpora: Love is rare - Morcheeba
A lua tava exibida no sábado.
Hoje fomos ao cinema e, na volta, passamos na casa dos meus sogros.
Estávamos brincando de vôlei com balão, Sophia dividiu a família em duas equipes e a partida estava emocionante quando a Renata, tia da Sophia, resolveu animar a pequena.
- Sophia, qual é o grito de guerra do nosso time?
E a baixinha mais do que depressa.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrggggggggggghhhhhh!
Não foi criativo, mas foi um grito, pô.
Sophia aprendeu a usar os cachos como porta-canetas. Juro.
Direto na têmpora: Love is rare - Morcheeba
sexta-feira, março 18, 2011
Nevando na Sophia
- Papai eu queria que aqui tivesse neve pra eu poder brincar nela.
- Deve ser legal mesmo, Sophia, mas muita neve é ruim, porque as pessoas nem podem sair de casa, as ruas ficam fechadas, complica tudo. Aí muita neve não é legal, né?
- É, podia nevar só sabado e domingo...
Direto na têmpora: The dazzled - Crystal Stilts
- Deve ser legal mesmo, Sophia, mas muita neve é ruim, porque as pessoas nem podem sair de casa, as ruas ficam fechadas, complica tudo. Aí muita neve não é legal, né?
- É, podia nevar só sabado e domingo...
Direto na têmpora: The dazzled - Crystal Stilts
Profissionalmente incorreto
Advogado é aquele cara que trabalha com terno e bravata.
Publicitário é aquele cara que sabe que propaganda é a lama do negócio.
Médico é aquele cara que só atende quem é paciente mesmo.
Jornalista é aquele cara que relata os fatos com toda a isenção do dono do jornal.
Engenheiro de trânsito é aquele cara que desenha o sistema de circulação perfeito para uma cidade sem carros, ônibus e pessoas.
Dentista é aquele cara que cuida dos dentes da boca e cobra os olhos da cara.
Desenvolvedor de tecnologia é aquele cara que inventa algo de que você não precisava, que vai te dar muita dor de cabeça e sem o qual você nunca mais vai conseguir viver.
Veterinário é aquele cara que cuida do seu amigo, mas cobra de você.
Gigolô é aquele cara que administra o restaurante e ainda bate na comida.
Professor é aquele cara que ensina 95% de tudo o que você vai esquecer ao longo da vida.
Direto na têmpora: Salute your solution - The Raconteurs
Publicitário é aquele cara que sabe que propaganda é a lama do negócio.
Médico é aquele cara que só atende quem é paciente mesmo.
Jornalista é aquele cara que relata os fatos com toda a isenção do dono do jornal.
Engenheiro de trânsito é aquele cara que desenha o sistema de circulação perfeito para uma cidade sem carros, ônibus e pessoas.
Dentista é aquele cara que cuida dos dentes da boca e cobra os olhos da cara.
Desenvolvedor de tecnologia é aquele cara que inventa algo de que você não precisava, que vai te dar muita dor de cabeça e sem o qual você nunca mais vai conseguir viver.
Veterinário é aquele cara que cuida do seu amigo, mas cobra de você.
Gigolô é aquele cara que administra o restaurante e ainda bate na comida.
Professor é aquele cara que ensina 95% de tudo o que você vai esquecer ao longo da vida.
Direto na têmpora: Salute your solution - The Raconteurs
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quinta-feira, março 17, 2011
Falando pra criançada
Hoje estive na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH para conversar com a meninada da Escola Municipal Ulisses Guimarães.
Obviamente a conversa foi quase nada e passamos meia hora contando histórias, rindo e bagunçando.
E aproveitando que o assunto é literatura infantil, aproveito pra colocar aqui o poeminha que os meninos da AURA me encomendaram falando de Power Rangers, praia, camarões e Dia das Bruxas.
Com areia até o joelho
Na frente daquele marzão
O Power Ranger vermelho
Vendia o seu camarão
Estava juntando dinheiro
Pra comprar sua fantasia
De polícia ou marinheiro
E depois viajar para a Bahia
A festa das Bruxas ele queria ver
Dançar fantasiado e feliz
Por isso trabalhava até anoitecer
Cheio de protetor no nariz
Até aí, tudo muito legal
O Dia das Bruxas é mesmo estupendo
Mas existia um segredo mortal
Que o Power Ranger vivia escondendo
E o que o tal Power Ranger magrelo
Contou para pouca gente
É que chegou na praia amarelo
Mas foi avermelhando com o sol quente
Direto na têmpora: Just looking - Stereophonics
Obviamente a conversa foi quase nada e passamos meia hora contando histórias, rindo e bagunçando.
E aproveitando que o assunto é literatura infantil, aproveito pra colocar aqui o poeminha que os meninos da AURA me encomendaram falando de Power Rangers, praia, camarões e Dia das Bruxas.
Com areia até o joelho
Na frente daquele marzão
O Power Ranger vermelho
Vendia o seu camarão
Estava juntando dinheiro
Pra comprar sua fantasia
De polícia ou marinheiro
E depois viajar para a Bahia
A festa das Bruxas ele queria ver
Dançar fantasiado e feliz
Por isso trabalhava até anoitecer
Cheio de protetor no nariz
Até aí, tudo muito legal
O Dia das Bruxas é mesmo estupendo
Mas existia um segredo mortal
Que o Power Ranger vivia escondendo
E o que o tal Power Ranger magrelo
Contou para pouca gente
É que chegou na praia amarelo
Mas foi avermelhando com o sol quente
Direto na têmpora: Just looking - Stereophonics
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quarta-feira, março 16, 2011
Hoje, 18h32
Funcionário 1
- Porra, ouviu esse trovão?
Funcionário 2
- Aposto que a chuva vai desabar 3 pras 7.
Funcionário 3 em tom desesperançoso
- Foda-se, eu não vou pra casa tão cedo hoje mesmo.
Direto na têmpora: The great beyond - R.E.M.
- Porra, ouviu esse trovão?
Funcionário 2
- Aposto que a chuva vai desabar 3 pras 7.
Funcionário 3 em tom desesperançoso
- Foda-se, eu não vou pra casa tão cedo hoje mesmo.
Direto na têmpora: The great beyond - R.E.M.
terça-feira, março 15, 2011
Na cara
Eu estava conversando com minha polida colega e socialite de primeira Carmita Almeida sobre o péssimo hábito de falar mal dos outros pela frente.
Gente, é muita falta de educação falar mal de alguém na própria cara do caluniado. Causa conflitos, gera atritos, estremece relações.
Por isso, gostaria de garantir a todos vocês que se algum dia eu precisar descer a lenha em um dos queridos leitores, fá-lo-ei como mandam a ética e os bons modos: às escondidas.
Sem mais para o momento, um beijo nas crianças e saudações àquela sua tia que faz uma broa de fubá daqui, ó.
Direto na têmpora: Some guys have all the luck - Rod Stewart
Gente, é muita falta de educação falar mal de alguém na própria cara do caluniado. Causa conflitos, gera atritos, estremece relações.
Por isso, gostaria de garantir a todos vocês que se algum dia eu precisar descer a lenha em um dos queridos leitores, fá-lo-ei como mandam a ética e os bons modos: às escondidas.
Sem mais para o momento, um beijo nas crianças e saudações àquela sua tia que faz uma broa de fubá daqui, ó.
Direto na têmpora: Some guys have all the luck - Rod Stewart
Terças
As terças viraram dias especiais desde que comecei a ir contar minhas histórias na AURA. Hoje contei pra eles a historinha do Burumbá e eles desenharam como seria o bichinho.
Das três vezes que fui à AURA, apenas uma criança esteve presente em todas as visitas: Maria Clara. Eu evito perguntar que tipo de câncer eles têm, mas é invariavelmente bom fazê-los sorrir e se encantar um pouco. Principalmente quando estão presentes crianças como o Raininho, que mal conseguia ficar acordado por causa da medicação pesada, mas que ainda assim riu e participou.
Não dá pra falar aqui sobre cada um deles e nem sobre como eu me emociono e torço para que todos melhorem rápido e cresçam fortes para espalhar algum tipo de amor pelo mundo.
Saio de lá leve, completo, pronto para o dia. E se ao sair às vezes choro no carro e abraço Sophia com mais força do que ela suporta é porque sei que a vida está aí fora, espreitando, e não nos resta fazer muita coisa além de amar e cuidar de quem podemos.
E disso eu já não abro mão.
Raininho, Maria Clara, eu, Maria Raimunda e Otávio.
A Maria Raimunda fez esse Burumbá.
Direto na têmpora: Be my thrill - The Weepies
Das três vezes que fui à AURA, apenas uma criança esteve presente em todas as visitas: Maria Clara. Eu evito perguntar que tipo de câncer eles têm, mas é invariavelmente bom fazê-los sorrir e se encantar um pouco. Principalmente quando estão presentes crianças como o Raininho, que mal conseguia ficar acordado por causa da medicação pesada, mas que ainda assim riu e participou.
Não dá pra falar aqui sobre cada um deles e nem sobre como eu me emociono e torço para que todos melhorem rápido e cresçam fortes para espalhar algum tipo de amor pelo mundo.
Saio de lá leve, completo, pronto para o dia. E se ao sair às vezes choro no carro e abraço Sophia com mais força do que ela suporta é porque sei que a vida está aí fora, espreitando, e não nos resta fazer muita coisa além de amar e cuidar de quem podemos.
E disso eu já não abro mão.
Raininho, Maria Clara, eu, Maria Raimunda e Otávio.
A Maria Raimunda fez esse Burumbá.
Direto na têmpora: Be my thrill - The Weepies
Bulldog e você, tudo a ver.
Entenda porque eu tenho tudo a ver com bulldogs. E você também.
Direto na têmpora: Beat it - Pomplamoose
Direto na têmpora: Beat it - Pomplamoose
segunda-feira, março 14, 2011
Zona de conforto
Outro dia uma pessoa que respeito muito me mandou um email e usou a expressão "zona de conforto" em uma situação que considerei bastante infeliz.
Até aí tudo bem, eu vivo usando expressões mal colocadas em todo tipo de situação, mas aconteceu que eu peguei birra da tal "zona de conforto".
A verdade é que "zona de conforto" está virando um daqueles eufemismos corporativos que tanto irritam a gente e eu, como velho resmungão que sou, não posso me furtar a fazer a velha brincadeirinha que todo mundo já recebeu por email mostrando o verdadeiro significado das coisas.
O que é dito
A equipe precisa estar preparada para sair da sua zona de conforto.
O que significa
Alguém aí trouxe vaselina?
O que é dito
Você precisa ser mais proativo.
O que significa
Eu não te pago pra passar o dia inteiro no Facebook.
O que é dito
O mercado de publicidade mudou.
O que significa
Aumento? Nem fodendo.
A verdade é que me parece haver hoje uma verdadeira luxúria por essas palavrinhas que não dizem o que querem dizer. É uma vontade de inventar adjetivos e substantivos pra significar as mesmas coisas de sempre, mas soando como se estivéssemos inventando a roda.
Enfim, eu sou um velho (indivíduo da melhor idade) resmungão (com foco em questionamentos) e o que mata é essa preguiça de sair da minha velha e ensebada zona de conforto.
Direto na têmpora: The lights go down - Electric Light Orchestra
Até aí tudo bem, eu vivo usando expressões mal colocadas em todo tipo de situação, mas aconteceu que eu peguei birra da tal "zona de conforto".
A verdade é que "zona de conforto" está virando um daqueles eufemismos corporativos que tanto irritam a gente e eu, como velho resmungão que sou, não posso me furtar a fazer a velha brincadeirinha que todo mundo já recebeu por email mostrando o verdadeiro significado das coisas.
O que é dito
A equipe precisa estar preparada para sair da sua zona de conforto.
O que significa
Alguém aí trouxe vaselina?
O que é dito
Você precisa ser mais proativo.
O que significa
Eu não te pago pra passar o dia inteiro no Facebook.
O que é dito
O mercado de publicidade mudou.
O que significa
Aumento? Nem fodendo.
A verdade é que me parece haver hoje uma verdadeira luxúria por essas palavrinhas que não dizem o que querem dizer. É uma vontade de inventar adjetivos e substantivos pra significar as mesmas coisas de sempre, mas soando como se estivéssemos inventando a roda.
Enfim, eu sou um velho (indivíduo da melhor idade) resmungão (com foco em questionamentos) e o que mata é essa preguiça de sair da minha velha e ensebada zona de conforto.
Direto na têmpora: The lights go down - Electric Light Orchestra
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Moleques
Eu e meus irmãos tínhamos uma arma de chumbinho quando éramos criança. Atirávamos em latas colocadas sobre o muro e coisas assim, mas com exceção do Diogo que dizimava calangos, evitávamos animais.
Pois um dia estávamos tentando acertar algo quando surgiu meu pai.
- Vocês são muito ruins de mira... me dá isso aqui. Quer ver que eu acerto naquela lâmpada?
Apontou a arma para uma lâmpada na casa do vizinho de trás e atirou com a certeza de que iria errar. Pow! Não deu outra e acertou em cheio.
Na mesma hora entregou a causadora da tragédia pra nós e avisou:
- Qualquer coisa a culpa é de vocês, hein?
No dia seguinte o vizinho de trás foi conversar com ele e meu pai imediatamente iniciou a falação:
- Pois é, Fulano, esses meninos são fogo. Eu já falei pra não brincarem com a arma no quintal, já disse que ia dar problema. Você me desculpe, viu? Chegando em casa eu vou dar um castigo neles e a lâmpada você deixa que eu pago.
Então o vizinho abre um sorriso e diz:
- Sabe o que é, Nilo, o Beltrano que é seu vizinho de lado viu que foi você quem atirou.
O vizinho então caiu na gargalhada e meu pai pediu desculpas como deu, pagou o que devia e nunca mais tocou em uma arma de chumbinho.
Direto na têmpora: Loving cup - The Rolling Stones
Pois um dia estávamos tentando acertar algo quando surgiu meu pai.
- Vocês são muito ruins de mira... me dá isso aqui. Quer ver que eu acerto naquela lâmpada?
Apontou a arma para uma lâmpada na casa do vizinho de trás e atirou com a certeza de que iria errar. Pow! Não deu outra e acertou em cheio.
Na mesma hora entregou a causadora da tragédia pra nós e avisou:
- Qualquer coisa a culpa é de vocês, hein?
No dia seguinte o vizinho de trás foi conversar com ele e meu pai imediatamente iniciou a falação:
- Pois é, Fulano, esses meninos são fogo. Eu já falei pra não brincarem com a arma no quintal, já disse que ia dar problema. Você me desculpe, viu? Chegando em casa eu vou dar um castigo neles e a lâmpada você deixa que eu pago.
Então o vizinho abre um sorriso e diz:
- Sabe o que é, Nilo, o Beltrano que é seu vizinho de lado viu que foi você quem atirou.
O vizinho então caiu na gargalhada e meu pai pediu desculpas como deu, pagou o que devia e nunca mais tocou em uma arma de chumbinho.
Direto na têmpora: Loving cup - The Rolling Stones
sexta-feira, março 11, 2011
On the radio
Porque eu hoje estou sem tempo e porque eu acho que é assim mesmo, vai um trecho de "On The Radio", da Regina Spektor.
This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath
Direto na têmpora: I can't dance - Genesis
This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath
Direto na têmpora: I can't dance - Genesis
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quinta-feira, março 10, 2011
Criatividade
Assim que eu fiz meu primeiro estágio, fiquei absurdado de ver como a criatividade é algo que responde bem a prazos e limites.
Juro que quando recebi meu primeiro job em uma agência (um anúncio para uma marca de sapatos femininos com dois dias de prazo) eu pensei em desistir. "Eu nunca vou conseguir um título do caralho pra isso em 48 horas. Nunca!". Mal sabia eu que um dia mataria por prazos assim.
O fato é que consegui, recebi alguns elogios e aprendi logo de cara que a criatividade é facilmente direcionável quando se tem um problema a ser resolvido em mãos. Talvez não seja o melhor, talvez não seja genial, mas é sempre possível conseguir uma solução adequada.
Claro que às vezes vem uma inspiração sabe-se lá de onde e você tira leite de pedra até nos trabalhinhos mais comuns, mas aí é que está a diferença. Criatividade não é inspiração.
Em publicidade não se pode contar com a inspiração, não se pode depender do lampejo, do insight, porque temos prazos, verbas e demandas a serem respeitados. O que podemos e devemos fazer é transformar nossa mente em solo fértil para que o "lance genial" surja com mais frequência.
Eu tento fazer isso com livros, filmes, música, redes sociais e inutilidades em geral que me mantenham intelectualmente ativo e interessado. Outras pessoas preferem outros caminhos.
De qualquer forma, a criatividade é o exercício de olhar as coisas de outra forma, de listar possibilidades, formatos, combinações, de evitar e de usar bem o clichê. Criatividade é acenar com brinquedinhos e guloseimas para atrair a solução que está entocada em algum canto do cérebro.
Como eu disse no começo do parágrafo anterior, é exercício. E já aconteceu mais de uma vez que, usando a criatividade, eu conseguisse extrair a fórceps a solução muito bacana que a inspiração não me trouxe de mão beijada.
Direto na têmpora: My Best Friend's Girl - The Cars
Juro que quando recebi meu primeiro job em uma agência (um anúncio para uma marca de sapatos femininos com dois dias de prazo) eu pensei em desistir. "Eu nunca vou conseguir um título do caralho pra isso em 48 horas. Nunca!". Mal sabia eu que um dia mataria por prazos assim.
O fato é que consegui, recebi alguns elogios e aprendi logo de cara que a criatividade é facilmente direcionável quando se tem um problema a ser resolvido em mãos. Talvez não seja o melhor, talvez não seja genial, mas é sempre possível conseguir uma solução adequada.
Claro que às vezes vem uma inspiração sabe-se lá de onde e você tira leite de pedra até nos trabalhinhos mais comuns, mas aí é que está a diferença. Criatividade não é inspiração.
Em publicidade não se pode contar com a inspiração, não se pode depender do lampejo, do insight, porque temos prazos, verbas e demandas a serem respeitados. O que podemos e devemos fazer é transformar nossa mente em solo fértil para que o "lance genial" surja com mais frequência.
Eu tento fazer isso com livros, filmes, música, redes sociais e inutilidades em geral que me mantenham intelectualmente ativo e interessado. Outras pessoas preferem outros caminhos.
De qualquer forma, a criatividade é o exercício de olhar as coisas de outra forma, de listar possibilidades, formatos, combinações, de evitar e de usar bem o clichê. Criatividade é acenar com brinquedinhos e guloseimas para atrair a solução que está entocada em algum canto do cérebro.
Como eu disse no começo do parágrafo anterior, é exercício. E já aconteceu mais de uma vez que, usando a criatividade, eu conseguisse extrair a fórceps a solução muito bacana que a inspiração não me trouxe de mão beijada.
Direto na têmpora: My Best Friend's Girl - The Cars
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Carnavalesco
Dos carnavais em Ipatinga, meio zonzo de tanto tomar Manoela no Esaki, eu me lembro dos planos para entrar nos bailes do Cariru Tênis Clube, de onde eu não era sócio.
Eram estratégias, desculpas e distrações que me valeram o apelido de McGyver junto ao meu amigo Tananan, tudo para encontrar alguma menina ou simplesmente ficar em um lugar onde houvesse menos gente pronta para dar notícias aos meus pais.
Ficávamos naquele alalaô até o sol raiar e depois voltava-se a pé para casa. Dormíamos até as 15h, íamos pro Clube e mal a noite começava já começávamos também mais uma noite de carnaval.
E hoje eu tenho preguiça até de ver os desfiles na Globo.
Direto na têmpora: So many ways - The Mighty Mighty Bosstones
Eram estratégias, desculpas e distrações que me valeram o apelido de McGyver junto ao meu amigo Tananan, tudo para encontrar alguma menina ou simplesmente ficar em um lugar onde houvesse menos gente pronta para dar notícias aos meus pais.
Ficávamos naquele alalaô até o sol raiar e depois voltava-se a pé para casa. Dormíamos até as 15h, íamos pro Clube e mal a noite começava já começávamos também mais uma noite de carnaval.
E hoje eu tenho preguiça até de ver os desfiles na Globo.
Direto na têmpora: So many ways - The Mighty Mighty Bosstones
quarta-feira, março 09, 2011
Fotos históricas
Mais uma foto da incrível série: Quando tínhamos pescoço. Ô saudade dos tempos da Fafich e dessa turma sumida.
Direto na têmpora: I Felt Stupid - The Drums
Direto na têmpora: I Felt Stupid - The Drums
Notas de Sophia
Hoje eu e Sophia fizemos pizza com a massa que ganhamos na Domenico Pizzeria. Molho de tomate com parmesão ralado, azeitonas verdes, tomates, queijos emental e gouda. Ficou bom.
__//__
- E aí, Sophia, o que é que tá rolando?
- Eu é que rolo, papai.
__//__
As três canções favoritas da Sophia hoje são: Merry Happy, da Kate Nash; Better, da Regina Spektor e (gulp) Garotos II, do Leoni.
Merry Happy
Better
Garotos
__//__
Sophia tem um polvo de pelúcia chamado César Polvinho.
Direto na têmpora: Ballrooms of Mars - T. Rex
__//__
- E aí, Sophia, o que é que tá rolando?
- Eu é que rolo, papai.
__//__
As três canções favoritas da Sophia hoje são: Merry Happy, da Kate Nash; Better, da Regina Spektor e (gulp) Garotos II, do Leoni.
Merry Happy
Better
Garotos
__//__
Sophia tem um polvo de pelúcia chamado César Polvinho.
Direto na têmpora: Ballrooms of Mars - T. Rex
sexta-feira, março 04, 2011
O fazendeiro e o Burumbá
Um fazendeiro vivia com sua mulher e seus 5 filhos em uma fazenda bem grande.
Era um lugar bonito e cheio de bichos. Tinha vacas, cavalos, porcos, galinhas, perus e um monte de outros animais que andavam soltos ali por perto como cobras, capivaras, tucanos, micos e sapos.
Só que o fazendeiro tinha um segredo. Além desses bichos todos, ele guardava em um lugar bem escondidinho um Burumbá.
Aí você me pergunta "o que é um Burumbá"? E eu te respondo: Burumbá é um bicho do tamanho de um gato, com uma pelagem preta comprida, uma cabeça bem grande, olhos de jacaré e uma boca pequena, mas que fala todas as línguas de gente e de bicho.
O fazendeiro passava horas trancado no esconderijo conversando com o Burumbá, ouvindo histórias, contando causos e levando broa de fubá, que era o que o bicho mais gostava de comer.
Um dia, o filho mais novo do fazendeiro resolveu seguir o pai e encontrou o esconderijo. Entrou e tomou o maior susto quando viu o Burumbá.
O menino ficou assim, assustado, meio sem saber o que fazer, mas quando o Burumbá começou a conversar com ele, foi se acalmando e achou que o bichinho até que era muito simpático.
Assim que saiu dali, foi correndo e contou o segredo pro irmão número 4, que contou pro irmão número 3, que contou pro irmão número 2, que contou pro irmão número 1, que contou pra mãe, que contou pra cozinheira, que contou pro capataz.
A novidade se espalhou e, de uma hora pra outra, todo mundo ia conversar com o Burumbá, até mesmo os bichos da fazenda e da mata.
O fazendeiro logo percebeu o que estava acontecendo e ficou morrendo de raiva. Brigou com todo mundo, tentou tirar o Burumbá dali, mas as pessoas tanto pediram que ele levou o Burumbá pra morar na casa.
Alguns dias se passaram e o fazendeiro percebeu que as vacas tinham parado de dar leite e nem chegavam mais perto do laguinho. Um tempinho depois, os porcos começaram a latir como os cães. Tudo muito estranho, mas a gota d'água foi quando os perus começaram a esconder os ovos das galinhas.
O fazendeiro ficou muito desconfiado daquilo tudo e resolveu ficar bem atento pro que andava acontecendo. Não demorou muito e ele reparou que o Burumbá ficava andando de um lado pro outro, conversando com todos os animais e que por onde ele passava, tudo ia ficando estranho.
Ele então pegou o Burumbá, trancou em um quartinho e perguntou:
- Burumbá, Burumbá, o que é que você anda fazendo por aí que os bichos estão ficando esquisitos?
E o Burumbá calado.
- Burumbá, Burumbá, é melhor você me contar a verdade.
E o Burumbá calado.
Aí o fazendeiro pegou um pedaço de fumo de rolo, que era a única coisa que assustava o Burumbá e chegou bem pertinho dele.
Na mesma hora o bichinho começou a falar e contou pro fazendeiro tudo o que tinha feito. Não é que o sem vergonha andava fofocando com os bichos todos?
Falou para as vacas que os peixes tinham dito que bicho nenhum aguentava o cheiro de leite delas. Falou pros porcos que todo mundo detestava o grunhido deles e amava o barulho dos cachorros. Falou pros perus que o fazendeiro não gostava deles e que era por isso que ele só pegava os ovos das galinhas.
Pra desfazer aquela confusão toda foi uma trabalheira danada. O fazendeiro ficou tão bravo que fez o Burumbá contar a verdade, pedir desculpas para todos os bichos e depois mandou ele embora pra nunca mais voltar.
Depois daquele dia, a fazenda voltou ao normal, mas no fundo, no fundo, todo mundo sentia falta das conversas com o bicho falador.
E o Burumbá? Ah, o burumbá foi pra mata e logo arranjou uma toca pertinho da curva do rio pra morar.
Dizem que ele anda muito feliz, falante como nunca, mas que naquela região, agora a anta tenta subir em árvores, a onça só come cogumelos e os macacos choram sem parar, mas ninguém entende porquê.
PS - Esse texto foi criado a partir de uma sugestão do Gustavo, uma das crianças que conheci na AURA.
Direto na têmpora: Sweet tides - Thievery Corporation
Era um lugar bonito e cheio de bichos. Tinha vacas, cavalos, porcos, galinhas, perus e um monte de outros animais que andavam soltos ali por perto como cobras, capivaras, tucanos, micos e sapos.
Só que o fazendeiro tinha um segredo. Além desses bichos todos, ele guardava em um lugar bem escondidinho um Burumbá.
Aí você me pergunta "o que é um Burumbá"? E eu te respondo: Burumbá é um bicho do tamanho de um gato, com uma pelagem preta comprida, uma cabeça bem grande, olhos de jacaré e uma boca pequena, mas que fala todas as línguas de gente e de bicho.
O fazendeiro passava horas trancado no esconderijo conversando com o Burumbá, ouvindo histórias, contando causos e levando broa de fubá, que era o que o bicho mais gostava de comer.
Um dia, o filho mais novo do fazendeiro resolveu seguir o pai e encontrou o esconderijo. Entrou e tomou o maior susto quando viu o Burumbá.
O menino ficou assim, assustado, meio sem saber o que fazer, mas quando o Burumbá começou a conversar com ele, foi se acalmando e achou que o bichinho até que era muito simpático.
Assim que saiu dali, foi correndo e contou o segredo pro irmão número 4, que contou pro irmão número 3, que contou pro irmão número 2, que contou pro irmão número 1, que contou pra mãe, que contou pra cozinheira, que contou pro capataz.
A novidade se espalhou e, de uma hora pra outra, todo mundo ia conversar com o Burumbá, até mesmo os bichos da fazenda e da mata.
O fazendeiro logo percebeu o que estava acontecendo e ficou morrendo de raiva. Brigou com todo mundo, tentou tirar o Burumbá dali, mas as pessoas tanto pediram que ele levou o Burumbá pra morar na casa.
Alguns dias se passaram e o fazendeiro percebeu que as vacas tinham parado de dar leite e nem chegavam mais perto do laguinho. Um tempinho depois, os porcos começaram a latir como os cães. Tudo muito estranho, mas a gota d'água foi quando os perus começaram a esconder os ovos das galinhas.
O fazendeiro ficou muito desconfiado daquilo tudo e resolveu ficar bem atento pro que andava acontecendo. Não demorou muito e ele reparou que o Burumbá ficava andando de um lado pro outro, conversando com todos os animais e que por onde ele passava, tudo ia ficando estranho.
Ele então pegou o Burumbá, trancou em um quartinho e perguntou:
- Burumbá, Burumbá, o que é que você anda fazendo por aí que os bichos estão ficando esquisitos?
E o Burumbá calado.
- Burumbá, Burumbá, é melhor você me contar a verdade.
E o Burumbá calado.
Aí o fazendeiro pegou um pedaço de fumo de rolo, que era a única coisa que assustava o Burumbá e chegou bem pertinho dele.
Na mesma hora o bichinho começou a falar e contou pro fazendeiro tudo o que tinha feito. Não é que o sem vergonha andava fofocando com os bichos todos?
Falou para as vacas que os peixes tinham dito que bicho nenhum aguentava o cheiro de leite delas. Falou pros porcos que todo mundo detestava o grunhido deles e amava o barulho dos cachorros. Falou pros perus que o fazendeiro não gostava deles e que era por isso que ele só pegava os ovos das galinhas.
Pra desfazer aquela confusão toda foi uma trabalheira danada. O fazendeiro ficou tão bravo que fez o Burumbá contar a verdade, pedir desculpas para todos os bichos e depois mandou ele embora pra nunca mais voltar.
Depois daquele dia, a fazenda voltou ao normal, mas no fundo, no fundo, todo mundo sentia falta das conversas com o bicho falador.
E o Burumbá? Ah, o burumbá foi pra mata e logo arranjou uma toca pertinho da curva do rio pra morar.
Dizem que ele anda muito feliz, falante como nunca, mas que naquela região, agora a anta tenta subir em árvores, a onça só come cogumelos e os macacos choram sem parar, mas ninguém entende porquê.
PS - Esse texto foi criado a partir de uma sugestão do Gustavo, uma das crianças que conheci na AURA.
Direto na têmpora: Sweet tides - Thievery Corporation
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Cure-se
Tem que coisas que a gente só cura debaixo de algum pé de árvore, lendo um bom livro leve e deitando com a companheira. Pra outras é preciso folia, é preciso suar a dor e se embebedar de alegria. Outras tantas coisas se curam com solidão, com paixão, com trabalho, com oração, com quietude.
Que nesse carnaval você comece a curar pequenos incômodos e grandes tormentas, porque o ano está só começando, e é preciso acreditar.
Direto na têmpora: Fresh feeling - Eels
Que nesse carnaval você comece a curar pequenos incômodos e grandes tormentas, porque o ano está só começando, e é preciso acreditar.
Direto na têmpora: Fresh feeling - Eels
quinta-feira, março 03, 2011
Aprendizado
As universidades sempre foram centros de produção de conhecimento. Ali as inovações eram desenvolvidas, debatidas, analisadas e redistribuídas para novos alunos prontos para assimiliar o conteúdo e dar o próximo passo.
Algo mudou. Em algumas áreas mais do que em outras, o conhecimento se reparte, agrega e distribui com mais eficiência fora do ambiente universitário do que na própria instituição.
O saber ficou mais fluido e passou a circular de maneira mais informal e - alerta de clichê - colaborativa.
No caso da comunicação isso é ainda mais flagrante. O ambiente universitário médio, por onde passam grande parte dos novos profissionais, muitas vezes tem que se contentar com estudar o ontem e o anteontem por culpa da velocidade da informação e da inovação constante.
Conseguir professores que se mantenham atualizados e atentos ao que ocorre no instante preciso, tendo o pulso da evolução dos meios e das mudanças que isso causa é um exercício extremamente complexo em um ambiente de competitividade cada vez maior e com salários ainda mais achatados como ocorre no segmento de ensino superior.
Não é que seja preciso abolir o currículo tradicional, mas acredito que seria o caso de encontrarmos novos formatos para uma formação verdadeiramente útil e que não se traduza apenas em um diploma que, na prática, não é sequer exigido.
Talvez pensar em cursos mais modulares partindo de uma base fixa, talvez criar uma rede de instituições de ensino que se complementassem na formação de um curso quase personalizado.
Realmente não tenho a resposta definitiva, mas acho que em um momento em que não nos cansamos de discutir os rumos da publicidade, os novos formatos de relações entre empresas e consumidores e mesmo entre pessoas e pessoas, é fundamental questionar também a formação dos novos profissionais e os processos através dos quais ela ocorre.
Não falo aqui apenas de máquinas ou de ensino à distância, mas de uma discussão fundamental sobre o tradicional ambiente universitário. Se o profissional de 1990 precisou evoluir e se reinventar para existir no mundo de hoje, por que o mesmo não aconteceria com o formato do ensino superior?
Direto na têmpora: We're looking for a lot of love - Hot Chip
Algo mudou. Em algumas áreas mais do que em outras, o conhecimento se reparte, agrega e distribui com mais eficiência fora do ambiente universitário do que na própria instituição.
O saber ficou mais fluido e passou a circular de maneira mais informal e - alerta de clichê - colaborativa.
No caso da comunicação isso é ainda mais flagrante. O ambiente universitário médio, por onde passam grande parte dos novos profissionais, muitas vezes tem que se contentar com estudar o ontem e o anteontem por culpa da velocidade da informação e da inovação constante.
Conseguir professores que se mantenham atualizados e atentos ao que ocorre no instante preciso, tendo o pulso da evolução dos meios e das mudanças que isso causa é um exercício extremamente complexo em um ambiente de competitividade cada vez maior e com salários ainda mais achatados como ocorre no segmento de ensino superior.
Não é que seja preciso abolir o currículo tradicional, mas acredito que seria o caso de encontrarmos novos formatos para uma formação verdadeiramente útil e que não se traduza apenas em um diploma que, na prática, não é sequer exigido.
Talvez pensar em cursos mais modulares partindo de uma base fixa, talvez criar uma rede de instituições de ensino que se complementassem na formação de um curso quase personalizado.
Realmente não tenho a resposta definitiva, mas acho que em um momento em que não nos cansamos de discutir os rumos da publicidade, os novos formatos de relações entre empresas e consumidores e mesmo entre pessoas e pessoas, é fundamental questionar também a formação dos novos profissionais e os processos através dos quais ela ocorre.
Não falo aqui apenas de máquinas ou de ensino à distância, mas de uma discussão fundamental sobre o tradicional ambiente universitário. Se o profissional de 1990 precisou evoluir e se reinventar para existir no mundo de hoje, por que o mesmo não aconteceria com o formato do ensino superior?
Direto na têmpora: We're looking for a lot of love - Hot Chip
quarta-feira, março 02, 2011
A princesa que salvou a si mesma
Vale a pena assistir. Muito lindinho.
Direto na têmpora: Vinegar & Salt - Hooverphonic
The Princess Who Saved Herself from nathan kress on Vimeo.
Direto na têmpora: Vinegar & Salt - Hooverphonic
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terça-feira, março 01, 2011
Bumerangue (Obrigado, AURA)
Lança o teu olhar que ele volta pedido.
Estende a tua mão que ela retorna abraço.
Leva teu carinho que ele te encontra riso.
Conta a tua história, faz a tua dança, inventa algum momento e recebe o amor que desaba como tempestade sobre ti.
E então, como por descuido, sê feliz e sorri.
Gustavo, Eric e Maria Clara. Sorrisos que fazem sorrir.
Direto na têmpora: Rejoyce and be happy - Violent Femmes
Estende a tua mão que ela retorna abraço.
Leva teu carinho que ele te encontra riso.
Conta a tua história, faz a tua dança, inventa algum momento e recebe o amor que desaba como tempestade sobre ti.
E então, como por descuido, sê feliz e sorri.
Gustavo, Eric e Maria Clara. Sorrisos que fazem sorrir.
Direto na têmpora: Rejoyce and be happy - Violent Femmes
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