Mais uma historinha "orientada" pelos meninos da AURA.
Eram três amigos bem diferentes
Amigos de verdade, do coração
Espertos, fortes e inteligentes
Um ogro, um burro e um dragão
Você deve estar pensando
“Eu conheço esse esquema,
Eu conheço esse bando
Eles são do cinema”
Mas fique bem atento
Ao que eu vou te dizer
Espere um momento
Que eu vou esclarecer
Esse trio estranho do qual eu falei
Não é do Shrek e nem é da Fiona
Aqui não tem bruxa, aqui não tem rei
Também não tem gato com uma botona
Estes três amigos moram em outro lugar
Um quarto quentinho de um menino sardento
E ficam quietinhos se ele acordar
Guardados no canto de um apartamento
Mas quando o garoto entra em sono profundo
Eles correm e vivem milhões de aventuras
Não são mais bonecos, são donos do mundo
São seres bem vivos, imortais criaturas
Por isso, não trate tão mal seus brinquedos
Não deixe a boneca e o carrinho jogados
Pois cada um deles tem seus segredos
E você não vai querer que eles fiquem zangados
Direto na têmpora: Told you so - The Guggenheim Grotto
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sexta-feira, abril 29, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
Adiantando o texto da AURA
Um fazendeiro morava em um sitiozinho com seus três filhos. Era uma família pobre, mas muito feliz e que vivia em um lugar cheio de árvores, com muitas frutas e um riachinho de água fresca que corria ali perto.
Um dia, o fazendeiro descobriu que tinha acertado os números da MegaSena. Era dinheiro demais e todos eles ficaram muito felizes, já pensando nas coisas boas que iriam conseguir.
A primeira coisa que o fazendeiro fez foi ir para a capital e comprar um apartamento bem grande, em um prédio bem alto, no meio de uma cidade enorme. Era um lugar cheio de luxo e conforto, e o fazendeiro levou os filhos pra lá rapidinho.
Só que o tempo foi passando e as crianças não estavam nada felizes. Sentiam falta da rocinha deles e só foram sorrir mesmo quando a avó deles apareceu no apartamento para visitar.
A avó então começou a reparar nos meninos na hora das brincadeiras:
- Esses meninos estão sempre assustados, parecem passarinhos...
Na hora do almoço:
- Esses meninos comem pouco, parecem passarinhos...
Na hora do sono:
- Esses meninos têm o sono leve, parecem passarinhos...
Depois que ela foi embora, as crianças ficaram ainda mais quietas e passavam horas olhando pela janela.
Um dia, o pai estava assistindo alguma coisa em sua supertelevisão de plasma quando de repente um dos meninos se jogou pela janela. Depois dele, veio o outro e também saltou. Antes que o pai pudesse se recuperar do susto, o terceiro fez o mesmo e também se foi.
O pai correu pela janela desesperado. Olhou para o chão, mas não viu nada. Olhou para o céu e percebeu três passarinhos coloridos voando sobre o céu cinza daquela cidade enorme.
Alguns dias depois, cheio de tristeza e de culpa, o pai vendeu o apartamento e voltou para o seu velho sítio. Chegando lá, reparou em três passarinhos coloridos. Um que bebia água no riachinho, outro que bicava uma goiaba em uma das árvores e outro que pousou no ombro dele e começou a cantar, cantar, cantar.
O pai nunca mais saiu do sítio e foi muito feliz com toda aquela beleza à sua volta e com os três passarinhos que viviam livres, felizes e que estavam sempre ao seu lado.
Direto na têmpora: Psychogirl - Jens Lenkman
Um dia, o fazendeiro descobriu que tinha acertado os números da MegaSena. Era dinheiro demais e todos eles ficaram muito felizes, já pensando nas coisas boas que iriam conseguir.
A primeira coisa que o fazendeiro fez foi ir para a capital e comprar um apartamento bem grande, em um prédio bem alto, no meio de uma cidade enorme. Era um lugar cheio de luxo e conforto, e o fazendeiro levou os filhos pra lá rapidinho.
Só que o tempo foi passando e as crianças não estavam nada felizes. Sentiam falta da rocinha deles e só foram sorrir mesmo quando a avó deles apareceu no apartamento para visitar.
A avó então começou a reparar nos meninos na hora das brincadeiras:
- Esses meninos estão sempre assustados, parecem passarinhos...
Na hora do almoço:
- Esses meninos comem pouco, parecem passarinhos...
Na hora do sono:
- Esses meninos têm o sono leve, parecem passarinhos...
Depois que ela foi embora, as crianças ficaram ainda mais quietas e passavam horas olhando pela janela.
Um dia, o pai estava assistindo alguma coisa em sua supertelevisão de plasma quando de repente um dos meninos se jogou pela janela. Depois dele, veio o outro e também saltou. Antes que o pai pudesse se recuperar do susto, o terceiro fez o mesmo e também se foi.
O pai correu pela janela desesperado. Olhou para o chão, mas não viu nada. Olhou para o céu e percebeu três passarinhos coloridos voando sobre o céu cinza daquela cidade enorme.
Alguns dias depois, cheio de tristeza e de culpa, o pai vendeu o apartamento e voltou para o seu velho sítio. Chegando lá, reparou em três passarinhos coloridos. Um que bebia água no riachinho, outro que bicava uma goiaba em uma das árvores e outro que pousou no ombro dele e começou a cantar, cantar, cantar.
O pai nunca mais saiu do sítio e foi muito feliz com toda aquela beleza à sua volta e com os três passarinhos que viviam livres, felizes e que estavam sempre ao seu lado.
Direto na têmpora: Psychogirl - Jens Lenkman
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terça-feira, abril 12, 2011
Fotos da AURA
O pessoal da AURA mandou algumas fotos da contação de histórias. Olha elas aí.
E, mais uma vez, quem quiser ajudar e puder ajudar com meia hora que seja, vocês não imaginam como faz bem.
Direto na têmpora: Don't Think Twice, It's All Right - Bob Dylan
E, mais uma vez, quem quiser ajudar e puder ajudar com meia hora que seja, vocês não imaginam como faz bem.
Direto na têmpora: Don't Think Twice, It's All Right - Bob Dylan
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segunda-feira, abril 11, 2011
Noite de lua cheia
Fazia um frio danado e era noite de lua cheia. Três meninos caminhavam pela floresta, um agarrado na roupa do outro, tremendo de medo.
Andavam, andavam, andavam e ficavam cada vez mais perdidos, cada vez mais assustados, cada vez com mais fome e com mais sono.
De repente, ouviram um uivo longo e horrível:
- Aaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Os três meninos se agarraram ainda mais. Será que era um lobo? Será que era um monstro? Que bicho faria aquele barulho horrível?
Eles então ficaram quietinhos. De repente, os meninos viram uma luzinha bem ao longe. Foram andando pé ante pé, com muito cuidado e cada vez que escutavam aquele barulho medonho, quase morriam de susto.
De repente, eles chegaram perto da luzinha e viram uma casa escura, velha, caindo aos pedaços. Chegaram perto e deram um pulo! O uivo terrível vinha lá de dentro! E agora, o que eles poderiam fazer?
Os três então foram andando de costas quando de repente um homem alto e barbudo, todo sujo de carvão apareceu e segurou os três.
- Ora, ora, vocês por aqui? Venham, venham conhecer minha casa.
Os meninos gritaram, espernearam, tentaram fugir dali, mas o homem era muito forte e levou os três para dentro da casa.
Eles fecharam os olhos e ouviram aquele som assustador de novo, dessa vez do lado da orelha deles e muitos barulhos de pratos, gente falando e... risos.
Peraí, risos!?
Eles então abriram os olhos e, quando viram, tinha um monte de crianças sentadas em volta de uma mesa, comendo ensopados, saladas, carnes e delícias de todo o tipo.
Os meninos pularam de alegria, sentaram com os outros e comeram, comeram, comeram até cansar. E só quando ouviram de novo o uivo é que foram perceber que ele vinha de uma enorme panela de pressão, cheia de mais uma sopa gostosa que eles iam provar em seguida.
Direto na têmpora: Sticky honey - Juliette & The Licks
Andavam, andavam, andavam e ficavam cada vez mais perdidos, cada vez mais assustados, cada vez com mais fome e com mais sono.
De repente, ouviram um uivo longo e horrível:
- Aaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Os três meninos se agarraram ainda mais. Será que era um lobo? Será que era um monstro? Que bicho faria aquele barulho horrível?
Eles então ficaram quietinhos. De repente, os meninos viram uma luzinha bem ao longe. Foram andando pé ante pé, com muito cuidado e cada vez que escutavam aquele barulho medonho, quase morriam de susto.
De repente, eles chegaram perto da luzinha e viram uma casa escura, velha, caindo aos pedaços. Chegaram perto e deram um pulo! O uivo terrível vinha lá de dentro! E agora, o que eles poderiam fazer?
Os três então foram andando de costas quando de repente um homem alto e barbudo, todo sujo de carvão apareceu e segurou os três.
- Ora, ora, vocês por aqui? Venham, venham conhecer minha casa.
Os meninos gritaram, espernearam, tentaram fugir dali, mas o homem era muito forte e levou os três para dentro da casa.
Eles fecharam os olhos e ouviram aquele som assustador de novo, dessa vez do lado da orelha deles e muitos barulhos de pratos, gente falando e... risos.
Peraí, risos!?
Eles então abriram os olhos e, quando viram, tinha um monte de crianças sentadas em volta de uma mesa, comendo ensopados, saladas, carnes e delícias de todo o tipo.
Os meninos pularam de alegria, sentaram com os outros e comeram, comeram, comeram até cansar. E só quando ouviram de novo o uivo é que foram perceber que ele vinha de uma enorme panela de pressão, cheia de mais uma sopa gostosa que eles iam provar em seguida.
Direto na têmpora: Sticky honey - Juliette & The Licks
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terça-feira, março 29, 2011
A medida do carinho
Eu sempre fui desmedido em meus carinhos. Gosto do abraço apertado, de jogar pro ar, de grudar com vontade. Meu carinho é arrebatamento puro, carece de delicadeza.
Na AURA estou aprendendo, a duras penas, que é possível amar muito e leve. Dosar o toque, evitar o abraço, privilegiar a sensibilidade.
São crianças com limitações e dores e impedimentos e embora seja precisa amá-las exageradamente, é preciso ser moderado no contato.
É difícil pra mim, mas estou aprendendo. Abaixo, uma foto da turminha que lá esteve hoje e a historinha que fiz a partir do pedido deles de incluir: falcão de fogo, vizinho e dentes-de-sabre. A próxima terá: três meninos, um lobo, uma noite de lua cheia.
Atrás, da esq. para a dir.: Eric, Juninho, Sabrina, Samara e Vanderlúcio. Na frente, da esq. para a dir.: Emerson, Oseias, Rainer, Evelyn e Lorena.
O falcão de fogo
Do lado da casa de um homem, vivia um falcão de fogo, em cima de uma grande árvore. Era um pássaro muito bonito, de asas brilhantes e bico forte, rápido como uma flecha.
Só que tinha um problema, só o homem conseguia ver o pássaro, ninguém mais.
E aí aconteceu o que a gente já sabia que ia acontecer: o homem ficou com fama de doido. Todo mundo ria dele e gritava “olha lá o doido do falcão”, “lá vai o maluco que vê bichos de fogo”.
Mas o homem nem ligava, continuava olhando pro pássaro na árvore ao lado e acreditando nele como quem acredita nas próprias mãos.
Um dia, uma chuva muito forte caiu na cidade. O rio subiu e muitas casas foram inundadas. Pessoas ficaram presas em cima dos telhados, gente se agarrou a árvores e ninguém sabia o que fazer.
O homem que todos achavam louco morava em um lugar bem alto e lá de cima viu aquilo tudo acontecer. Ele então foi correndo pra árvore e começou a pedir socorro para o falcão de fogo:
- Ajuda eles, falcão! Você é forte, você é rápido, você pode salvar essa gente!
Enquanto isso, lá embaixo na cidade, a água continuava subindo. Já tinha gente achando que ia se afogar quando, de repente, um rastro flamejante desceu como um raio e começou a pegar pessoas em suas garras e levar embora.
No começo todos se assustaram, mas depois começaram a perceber que aquela luz estava levando todos para um lugar seco e seguro. Em poucos minutos, todo mundo estava salvo.
A partir daquele dia, ninguém nunca mais duvidou do homem. Eles ainda não viam o falcão, mas aprenderam a acreditar que nem tudo o que é verdadeiro a gente consegue enxergar.
E por isso, quando o homem contou que tinha um tigre dentes-de-sabre morando em um quartinho da sua casa, ninguém duvidou, ninguém riu, ninguém achou que ele estava maluco.
Todos deram os parabéns ao homem e ficaram muito felizes em saber que além do falcão de fogo, a cidade agora tinha outro amigo para cuidar deles, mesmo que eles não pudessem ver.
Afinal, tem muitas coisas que a gente só enxerga de verdade, com os olhos do coração.
Direto na têmpora: Be sweet - The Afghan Whigs
Na AURA estou aprendendo, a duras penas, que é possível amar muito e leve. Dosar o toque, evitar o abraço, privilegiar a sensibilidade.
São crianças com limitações e dores e impedimentos e embora seja precisa amá-las exageradamente, é preciso ser moderado no contato.
É difícil pra mim, mas estou aprendendo. Abaixo, uma foto da turminha que lá esteve hoje e a historinha que fiz a partir do pedido deles de incluir: falcão de fogo, vizinho e dentes-de-sabre. A próxima terá: três meninos, um lobo, uma noite de lua cheia.
Atrás, da esq. para a dir.: Eric, Juninho, Sabrina, Samara e Vanderlúcio. Na frente, da esq. para a dir.: Emerson, Oseias, Rainer, Evelyn e Lorena.
O falcão de fogo
Do lado da casa de um homem, vivia um falcão de fogo, em cima de uma grande árvore. Era um pássaro muito bonito, de asas brilhantes e bico forte, rápido como uma flecha.
Só que tinha um problema, só o homem conseguia ver o pássaro, ninguém mais.
E aí aconteceu o que a gente já sabia que ia acontecer: o homem ficou com fama de doido. Todo mundo ria dele e gritava “olha lá o doido do falcão”, “lá vai o maluco que vê bichos de fogo”.
Mas o homem nem ligava, continuava olhando pro pássaro na árvore ao lado e acreditando nele como quem acredita nas próprias mãos.
Um dia, uma chuva muito forte caiu na cidade. O rio subiu e muitas casas foram inundadas. Pessoas ficaram presas em cima dos telhados, gente se agarrou a árvores e ninguém sabia o que fazer.
O homem que todos achavam louco morava em um lugar bem alto e lá de cima viu aquilo tudo acontecer. Ele então foi correndo pra árvore e começou a pedir socorro para o falcão de fogo:
- Ajuda eles, falcão! Você é forte, você é rápido, você pode salvar essa gente!
Enquanto isso, lá embaixo na cidade, a água continuava subindo. Já tinha gente achando que ia se afogar quando, de repente, um rastro flamejante desceu como um raio e começou a pegar pessoas em suas garras e levar embora.
No começo todos se assustaram, mas depois começaram a perceber que aquela luz estava levando todos para um lugar seco e seguro. Em poucos minutos, todo mundo estava salvo.
A partir daquele dia, ninguém nunca mais duvidou do homem. Eles ainda não viam o falcão, mas aprenderam a acreditar que nem tudo o que é verdadeiro a gente consegue enxergar.
E por isso, quando o homem contou que tinha um tigre dentes-de-sabre morando em um quartinho da sua casa, ninguém duvidou, ninguém riu, ninguém achou que ele estava maluco.
Todos deram os parabéns ao homem e ficaram muito felizes em saber que além do falcão de fogo, a cidade agora tinha outro amigo para cuidar deles, mesmo que eles não pudessem ver.
Afinal, tem muitas coisas que a gente só enxerga de verdade, com os olhos do coração.
Direto na têmpora: Be sweet - The Afghan Whigs
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quinta-feira, março 17, 2011
Falando pra criançada
Hoje estive na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH para conversar com a meninada da Escola Municipal Ulisses Guimarães.
Obviamente a conversa foi quase nada e passamos meia hora contando histórias, rindo e bagunçando.
E aproveitando que o assunto é literatura infantil, aproveito pra colocar aqui o poeminha que os meninos da AURA me encomendaram falando de Power Rangers, praia, camarões e Dia das Bruxas.
Com areia até o joelho
Na frente daquele marzão
O Power Ranger vermelho
Vendia o seu camarão
Estava juntando dinheiro
Pra comprar sua fantasia
De polícia ou marinheiro
E depois viajar para a Bahia
A festa das Bruxas ele queria ver
Dançar fantasiado e feliz
Por isso trabalhava até anoitecer
Cheio de protetor no nariz
Até aí, tudo muito legal
O Dia das Bruxas é mesmo estupendo
Mas existia um segredo mortal
Que o Power Ranger vivia escondendo
E o que o tal Power Ranger magrelo
Contou para pouca gente
É que chegou na praia amarelo
Mas foi avermelhando com o sol quente
Direto na têmpora: Just looking - Stereophonics
Obviamente a conversa foi quase nada e passamos meia hora contando histórias, rindo e bagunçando.
E aproveitando que o assunto é literatura infantil, aproveito pra colocar aqui o poeminha que os meninos da AURA me encomendaram falando de Power Rangers, praia, camarões e Dia das Bruxas.
Com areia até o joelho
Na frente daquele marzão
O Power Ranger vermelho
Vendia o seu camarão
Estava juntando dinheiro
Pra comprar sua fantasia
De polícia ou marinheiro
E depois viajar para a Bahia
A festa das Bruxas ele queria ver
Dançar fantasiado e feliz
Por isso trabalhava até anoitecer
Cheio de protetor no nariz
Até aí, tudo muito legal
O Dia das Bruxas é mesmo estupendo
Mas existia um segredo mortal
Que o Power Ranger vivia escondendo
E o que o tal Power Ranger magrelo
Contou para pouca gente
É que chegou na praia amarelo
Mas foi avermelhando com o sol quente
Direto na têmpora: Just looking - Stereophonics
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terça-feira, março 15, 2011
Terças
As terças viraram dias especiais desde que comecei a ir contar minhas histórias na AURA. Hoje contei pra eles a historinha do Burumbá e eles desenharam como seria o bichinho.
Das três vezes que fui à AURA, apenas uma criança esteve presente em todas as visitas: Maria Clara. Eu evito perguntar que tipo de câncer eles têm, mas é invariavelmente bom fazê-los sorrir e se encantar um pouco. Principalmente quando estão presentes crianças como o Raininho, que mal conseguia ficar acordado por causa da medicação pesada, mas que ainda assim riu e participou.
Não dá pra falar aqui sobre cada um deles e nem sobre como eu me emociono e torço para que todos melhorem rápido e cresçam fortes para espalhar algum tipo de amor pelo mundo.
Saio de lá leve, completo, pronto para o dia. E se ao sair às vezes choro no carro e abraço Sophia com mais força do que ela suporta é porque sei que a vida está aí fora, espreitando, e não nos resta fazer muita coisa além de amar e cuidar de quem podemos.
E disso eu já não abro mão.
Raininho, Maria Clara, eu, Maria Raimunda e Otávio.
A Maria Raimunda fez esse Burumbá.
Direto na têmpora: Be my thrill - The Weepies
Das três vezes que fui à AURA, apenas uma criança esteve presente em todas as visitas: Maria Clara. Eu evito perguntar que tipo de câncer eles têm, mas é invariavelmente bom fazê-los sorrir e se encantar um pouco. Principalmente quando estão presentes crianças como o Raininho, que mal conseguia ficar acordado por causa da medicação pesada, mas que ainda assim riu e participou.
Não dá pra falar aqui sobre cada um deles e nem sobre como eu me emociono e torço para que todos melhorem rápido e cresçam fortes para espalhar algum tipo de amor pelo mundo.
Saio de lá leve, completo, pronto para o dia. E se ao sair às vezes choro no carro e abraço Sophia com mais força do que ela suporta é porque sei que a vida está aí fora, espreitando, e não nos resta fazer muita coisa além de amar e cuidar de quem podemos.
E disso eu já não abro mão.
Raininho, Maria Clara, eu, Maria Raimunda e Otávio.
A Maria Raimunda fez esse Burumbá.
Direto na têmpora: Be my thrill - The Weepies
terça-feira, março 01, 2011
Bumerangue (Obrigado, AURA)
Lança o teu olhar que ele volta pedido.
Estende a tua mão que ela retorna abraço.
Leva teu carinho que ele te encontra riso.
Conta a tua história, faz a tua dança, inventa algum momento e recebe o amor que desaba como tempestade sobre ti.
E então, como por descuido, sê feliz e sorri.
Gustavo, Eric e Maria Clara. Sorrisos que fazem sorrir.
Direto na têmpora: Rejoyce and be happy - Violent Femmes
Estende a tua mão que ela retorna abraço.
Leva teu carinho que ele te encontra riso.
Conta a tua história, faz a tua dança, inventa algum momento e recebe o amor que desaba como tempestade sobre ti.
E então, como por descuido, sê feliz e sorri.
Gustavo, Eric e Maria Clara. Sorrisos que fazem sorrir.
Direto na têmpora: Rejoyce and be happy - Violent Femmes
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terça-feira, fevereiro 22, 2011
Histórias
Eu e Marcus Barão fomos hoje nos voluntariar como contadores de história na AURA. Para quem não sabe, a AURA é uma casa de apoio a crianças com câncer que recebe principalmente meninos e meninas do interior, com um acompanhante, e oferece estadia, alimentação, uma série de atividades e, principalmente, carinho e atenção.
A conversa foi boa, tivemos ideias para projetos bacanas e, a partir de 1o de março, estarei contando histórias semana sim, semana não, para a meninada.
Hoje tive uma experiência-relâmpago e pude contar a história do Zunga Birrão para quatro crianças. Um bebezinho de seis ou sete meses que obviamente não compreendeu muito bem a coisa e outras três um pouco maiores.
Emocionante ver como elas gostaram, emocionante poder estar ali presente. Uma grande alegria que me dou a partir de hoje.
Para os leitores do Pastelzinho, a história ainda inédita do Zunga Birrão que eu contei hoje e que fala de como mesmo os problemas mais terríveis e assustadores podem ficar menores se a gente olha pra eles de um jeito diferente.
Direto na têmpora: A sunday smile - Beirut
A conversa foi boa, tivemos ideias para projetos bacanas e, a partir de 1o de março, estarei contando histórias semana sim, semana não, para a meninada.
Hoje tive uma experiência-relâmpago e pude contar a história do Zunga Birrão para quatro crianças. Um bebezinho de seis ou sete meses que obviamente não compreendeu muito bem a coisa e outras três um pouco maiores.
Emocionante ver como elas gostaram, emocionante poder estar ali presente. Uma grande alegria que me dou a partir de hoje.
Para os leitores do Pastelzinho, a história ainda inédita do Zunga Birrão que eu contei hoje e que fala de como mesmo os problemas mais terríveis e assustadores podem ficar menores se a gente olha pra eles de um jeito diferente.
Direto na têmpora: A sunday smile - Beirut
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