Às vezes é preciso calar para compreender. Calar para não ser injusto, calar para não dizer o que se pensa, calar para seguir em frente.
É preciso acreditar que o silêncio ajudará a fechar também os olhos diante das coisas e que a mudez trará algum tipo de calma.
Às vezes é preciso calar e pedir, pedir muito, para que isso seja suficiente.
PS - Aos leitores, peço desculpas por escrever cada vez menos aqui e depender tanto da Sophia para encontrar algum ânimo para postar. Um dia passa. Sempre passa.
Direto na têmpora: Now it's on - Grandaddy
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
sábado, fevereiro 26, 2011
Eu, a Laura
Saindo para o carnaval do Clic:
- Papai, vai com arquinho de flor pro carnaval, por favor?
- Arquinho de flor, Sophia?
- É, esse aqui...
- Tá bom, Sosophie.
Coloco o arco, Sophia chama a Fernanda e aponta pra mim.
- Olha, mamãe, o nome dela é Laura!
Com Sophia é assim, além da dor, a humilhação.
Direto na têmpora: Message of love - The Pretenders
- Papai, vai com arquinho de flor pro carnaval, por favor?
- Arquinho de flor, Sophia?
- É, esse aqui...
- Tá bom, Sosophie.
Coloco o arco, Sophia chama a Fernanda e aponta pra mim.
- Olha, mamãe, o nome dela é Laura!
Com Sophia é assim, além da dor, a humilhação.
Direto na têmpora: Message of love - The Pretenders
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
It's Thunder And It's Lightning
Right foot
followed by her left foot
We gotta get you home
before your curfew
and into your bed.
Standing
on our tiptoes
peering through
open windows
I swear I heard my name.
Stitting
with the lights off
waiting for my brain to start
trying to work things out
It's thunder
and it's lightning
and it's all things
too frightening
I could barely see outside.
Your body was black and blue
It struck twice there's nothing new
Your body was black and blue
It struck twice there's nothing new
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black.
And it's thunder
and it's lightning
coming home.
And it's thunder
and it's lightning
coming back.
Your body was black and blue
Your body was black and blue
and your body...
I have to say goodnight
I'm leaving before you're punching out my lights
I have to say goodnight
I'm leaving before you're punching out my lights
I have to say goodnight
I'm leaving before you're punching out my lights
I'm leaving
Direto na têmpora: Ghost of a friend - Supergrass
followed by her left foot
We gotta get you home
before your curfew
and into your bed.
Standing
on our tiptoes
peering through
open windows
I swear I heard my name.
Stitting
with the lights off
waiting for my brain to start
trying to work things out
It's thunder
and it's lightning
and it's all things
too frightening
I could barely see outside.
Your body was black and blue
It struck twice there's nothing new
Your body was black and blue
It struck twice there's nothing new
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black and blue
Your body was black.
And it's thunder
and it's lightning
coming home.
And it's thunder
and it's lightning
coming back.
Your body was black and blue
Your body was black and blue
and your body...
I have to say goodnight
I'm leaving before you're punching out my lights
I have to say goodnight
I'm leaving before you're punching out my lights
I have to say goodnight
I'm leaving before you're punching out my lights
I'm leaving
Direto na têmpora: Ghost of a friend - Supergrass
Labels:
música
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Império do Mal
Guilherme Boechat tirou essa foto e eu não pude deixar de postar. Se os dois impérios do mal se unirem, vão construir uma Estrela da Morte só de papelzinho de multa.
O horror! O horror!
Direto na têmpora: She said - Noise Addict
O horror! O horror!
Direto na têmpora: She said - Noise Addict
Curtinhas da Sophia
Essa primeira quem me contou foi a Aline, educadora do Clic. Ao perguntar à Sophia se eu a tinha levado para conhecer a sauna, a cachonilda respondeu:
- Foi assim. A gente desceu uma escada que vira assim e chegamos no banheiro masculino de menino. E é lá que fica a Sauna.
__//__
Hoje cedo eu estava vendo trechos do primeiro jogo do Carmelo Anthony como um Knickerbocker (referente aos New York Knicks para vocês, leigos).
- Quem é esse, papai?
- O nome dele é Carmelo Anthony.
- Você gosta dele?
- Gosto. Ele não é do Boston, mas ele é muito bom.
Passou um tempinho e após alguma joga de efeito do craque, Sophia comenta.
- O Caramelo é fera mesmo, né, papai?
Direto na têmpora: Freddie's Dead - Fishbone
- Foi assim. A gente desceu uma escada que vira assim e chegamos no banheiro masculino de menino. E é lá que fica a Sauna.
__//__
Hoje cedo eu estava vendo trechos do primeiro jogo do Carmelo Anthony como um Knickerbocker (referente aos New York Knicks para vocês, leigos).
- Quem é esse, papai?
- O nome dele é Carmelo Anthony.
- Você gosta dele?
- Gosto. Ele não é do Boston, mas ele é muito bom.
Passou um tempinho e após alguma joga de efeito do craque, Sophia comenta.
- O Caramelo é fera mesmo, né, papai?
Direto na têmpora: Freddie's Dead - Fishbone
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Histórias
Eu e Marcus Barão fomos hoje nos voluntariar como contadores de história na AURA. Para quem não sabe, a AURA é uma casa de apoio a crianças com câncer que recebe principalmente meninos e meninas do interior, com um acompanhante, e oferece estadia, alimentação, uma série de atividades e, principalmente, carinho e atenção.
A conversa foi boa, tivemos ideias para projetos bacanas e, a partir de 1o de março, estarei contando histórias semana sim, semana não, para a meninada.
Hoje tive uma experiência-relâmpago e pude contar a história do Zunga Birrão para quatro crianças. Um bebezinho de seis ou sete meses que obviamente não compreendeu muito bem a coisa e outras três um pouco maiores.
Emocionante ver como elas gostaram, emocionante poder estar ali presente. Uma grande alegria que me dou a partir de hoje.
Para os leitores do Pastelzinho, a história ainda inédita do Zunga Birrão que eu contei hoje e que fala de como mesmo os problemas mais terríveis e assustadores podem ficar menores se a gente olha pra eles de um jeito diferente.
Direto na têmpora: A sunday smile - Beirut
A conversa foi boa, tivemos ideias para projetos bacanas e, a partir de 1o de março, estarei contando histórias semana sim, semana não, para a meninada.
Hoje tive uma experiência-relâmpago e pude contar a história do Zunga Birrão para quatro crianças. Um bebezinho de seis ou sete meses que obviamente não compreendeu muito bem a coisa e outras três um pouco maiores.
Emocionante ver como elas gostaram, emocionante poder estar ali presente. Uma grande alegria que me dou a partir de hoje.
Para os leitores do Pastelzinho, a história ainda inédita do Zunga Birrão que eu contei hoje e que fala de como mesmo os problemas mais terríveis e assustadores podem ficar menores se a gente olha pra eles de um jeito diferente.
Direto na têmpora: A sunday smile - Beirut
Labels:
AURA,
dia das crianças,
histórias,
solidariedade
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
O barco
Dois pescadores estavam em um barco e, já bem distantes da costa, viram uma tempestade se aproximar de repente. Tentaram se afastar o mais rápido que podiam, mas foram pegos pela tormenta e, em completo desespero, se viram indefesos em meio ao caos.
O pequeno barco era jogado de um lado para o outro e não demorou muito até que os dois caíssem na água. As ondas vinham cada vez maiores e só restava a eles tentar manter a cabeça acima da superfície.
De repente, ao longe, avistaram um barco. Era impossível nadar até ele e seus gritos nunca seriam ouvidos pela tripulação.
Foi quando um dos amigos disse:
- Aguente firme e não perca o barco de vista. É só o que dá pra fazer.
Fique de olho no barco. Não se afogue. Às vezes é só o que dá pra fazer.
Direto na têmpora: Is there a ghost - Band of Horses
O pequeno barco era jogado de um lado para o outro e não demorou muito até que os dois caíssem na água. As ondas vinham cada vez maiores e só restava a eles tentar manter a cabeça acima da superfície.
De repente, ao longe, avistaram um barco. Era impossível nadar até ele e seus gritos nunca seriam ouvidos pela tripulação.
Foi quando um dos amigos disse:
- Aguente firme e não perca o barco de vista. É só o que dá pra fazer.
Fique de olho no barco. Não se afogue. Às vezes é só o que dá pra fazer.
Direto na têmpora: Is there a ghost - Band of Horses
Labels:
viagem
Sauna
Tava no clube domingão e resolvi mostrar a sauna pra Sophia.
- Mamãe, o papai me levou na sauna!
- E você achou legal?
- Achei. É um lugar muito quente e toooodo nublado.
Direto na têmpora: Good Ol' Fashion Nightmare - Matt & Kim
- Mamãe, o papai me levou na sauna!
- E você achou legal?
- Achei. É um lugar muito quente e toooodo nublado.
Direto na têmpora: Good Ol' Fashion Nightmare - Matt & Kim
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Três
Numa sala branca sentam-se os três com caras desanimadas: um cientista, um jogador de basquete e um ator. Três projeções de futuros com que sonhava, mas que nunca cheguei a viver.
- Aquele era dolorosamente burro - disse o cientista com uma certa pena.
- Sem impulsão, sem talento, sem altura - comentou o jogador de basquete balançando a cabeça com mal disfarçada decepção.
- Sempre confundia interpretação com mentira - sorriu tristemente o ator.
Pensaram ao mesmo tempo no gordinho de meia-idade, debruçaram-se sobre sua carreira, a filha e a mulher tão amadas, o carro ainda a pagar, os joelhos arrebentados, a viagem a Nova Iorque ainda e sempre adiada.
Questionaram prós, vasculharam contras, até que ouviu-se uma voz, saída ninguém sabe de onde, que murmurou com grave incredulidade.
- E é bem feliz o filho da puta.
Direto na têmpora: Lotus flower - Radiohead
- Aquele era dolorosamente burro - disse o cientista com uma certa pena.
- Sem impulsão, sem talento, sem altura - comentou o jogador de basquete balançando a cabeça com mal disfarçada decepção.
- Sempre confundia interpretação com mentira - sorriu tristemente o ator.
Pensaram ao mesmo tempo no gordinho de meia-idade, debruçaram-se sobre sua carreira, a filha e a mulher tão amadas, o carro ainda a pagar, os joelhos arrebentados, a viagem a Nova Iorque ainda e sempre adiada.
Questionaram prós, vasculharam contras, até que ouviu-se uma voz, saída ninguém sabe de onde, que murmurou com grave incredulidade.
- E é bem feliz o filho da puta.
Direto na têmpora: Lotus flower - Radiohead
Labels:
viagem
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Gesto
Um gesto nem sempre é uma declaração de intenções. Pode ser um reflexo, um movimento involuntário, uma reação, um descuido, algo isolado.
É imprudente, para quem o recebe, pensar excessivamente o gesto. É fundamental para quem o comete, se for esse o caso, deixar clara a sua função.
Comunicação pode ser isso, então, a arte de reduzir a distância entre intenção e gesto. Seja você uma empresa, seja você um consumidor, seja você simplesmente alguém que tem o que dizer.
Direto na têmpora: Your love - The Outfield
É imprudente, para quem o recebe, pensar excessivamente o gesto. É fundamental para quem o comete, se for esse o caso, deixar clara a sua função.
Comunicação pode ser isso, então, a arte de reduzir a distância entre intenção e gesto. Seja você uma empresa, seja você um consumidor, seja você simplesmente alguém que tem o que dizer.
Direto na têmpora: Your love - The Outfield
Labels:
comunicação
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Nas sociais
Para quem já entendeu que é impossível pensar a comunicação sem pensar mídias sociais, aprenda que não adianta se apegar apenas à ferramenta.
Optar pelo monólogo nas mídias sociais é tão tolo e tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Tentar ser o que todos querem e esquecer quem você é, qual é o seu core business, qual a personalidade do seu produto é tão tolo quanto anunciar em todos os horários de todos os canais de tv.
Querer estar nas mídias sociais sem querer brigar, sem querer pedir desculpas, sem querer aproveitar o feedback para alterar os rumos da sua comunicação (não a sua essência) é tão inútil quanto ter um SAC que nunca atende o cliente.
Ainda vejo empresas entendendo que atuar nas mídias sociais é como veicular um anúncio.
Ainda vejo profissionais de comunicação se apegando ao jeito antigo de fazer as coisas e tentando simplesmente aplicar velhas fórmulas a um novo sistema.
Ainda vejo gente com saudade das charretes tentando usar cenoura e alfafa para fazer os carros andarem.
Direto na têmpora: So bored - Wavves
Optar pelo monólogo nas mídias sociais é tão tolo e tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Tentar ser o que todos querem e esquecer quem você é, qual é o seu core business, qual a personalidade do seu produto é tão tolo quanto anunciar em todos os horários de todos os canais de tv.
Querer estar nas mídias sociais sem querer brigar, sem querer pedir desculpas, sem querer aproveitar o feedback para alterar os rumos da sua comunicação (não a sua essência) é tão inútil quanto ter um SAC que nunca atende o cliente.
Ainda vejo empresas entendendo que atuar nas mídias sociais é como veicular um anúncio.
Ainda vejo profissionais de comunicação se apegando ao jeito antigo de fazer as coisas e tentando simplesmente aplicar velhas fórmulas a um novo sistema.
Ainda vejo gente com saudade das charretes tentando usar cenoura e alfafa para fazer os carros andarem.
Direto na têmpora: So bored - Wavves
Labels:
comunicação,
opinião,
publicidade,
redes sociais
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Que coceira horrível no foundphotos, prima.
Gertie Murdoch com o recém-presenteado relógio que seria usado 6 anos depois para agredir o marido bêbado chegando em casa às 4 da manhã.
Desde o incidente da almôndega, os Gushwalds e os Bernsens romperam relações e não assistem mais juntos ao tradicional campeonato de bocha da cidade.
Nossa homenagem a Lilly Gilligan, pioneira do cavalgada em rochas selvagens de Beaconsfield, Iowa (na foto com Pedregulho, sua montaria favorita).
Direto na têmpora: Curses - Bullet For My Valentine
Desde o incidente da almôndega, os Gushwalds e os Bernsens romperam relações e não assistem mais juntos ao tradicional campeonato de bocha da cidade.
Nossa homenagem a Lilly Gilligan, pioneira do cavalgada em rochas selvagens de Beaconsfield, Iowa (na foto com Pedregulho, sua montaria favorita).
Direto na têmpora: Curses - Bullet For My Valentine
Labels:
fotos,
foundphotos,
humor
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Inté, Ronaldo.
Para emitir qualquer opinião sobre um atleta é preciso deixar claro qual é o seu referencial.
Eu não vi Pelé, Garrincha, Tostão, Puskas, Didi e muitos outros jogarem.
Eu vi apenas o finalzinho de carreira de Cruyff, Beckenbauer, Breitner, Rummenigge e Rivelino.
Eu acompanhei bem de perto Zico, Sócrates, Reinaldo, Van Basten, Gullit, Baresi, Romário, Zidane e Ronaldo.
Esse é o meu referencial e é através dele que formo a minha visão de excelência. Sendo brasileiro, me entristece dizer que o melhor jogador que já vi em campo foi Maradona. Disparado.
Ronaldo talvez tenha sido o melhor centroavante, mas teria que disputar minha preferência com Romário, Reinaldo e Van Basten, por exemplo. Não ouso escolher um entre eles, mas afirmo que Ronaldo foi um dos melhores que vi jogar.
Sou mineiro e atleticano, por isso acompanhei de perto quando Ronaldo surgiu no Cruzeiro e comemorei quando ele saiu. Depois do drible que quase levou à invalidez o Kanapkis, dava pra ver que o moleque ia dar muito trabalho. Mas a minha lembrança mais marcante dele aqui em Minas foi esse gol aqui embaixo (a partir de 1 minuto e 4 segundos).
O mais legal desse lance foi que, ao final do jogo, Ronaldo correu para um dos câmeras e perguntou feliz como um menino "você filmou aquilo ali?".
No meio do caminho vieram os gols inesquecíveis no Barcelona, o fiasco da final de 98, problemas físicos e, quase sempre, um futebol bem acima da média.
Aliás, Ronaldo foi também um dos maiores casos de recuperação que eu já vi. Todo mundo jurava que a carreira do cara tinha acabado quando ele voltou após uma contusão horrível para trazer a Copa e se tornar o melhor jogador de 2002.
O fato é que mesmo fora de forma sempre havia aquela sensação de que bastava um descuido para que Ronaldo acabasse com o jogo (nisso e em muitas outras coisas ele e Romário sempre foram parecidos.)
Durante toda a carreira do Fenômeno, ficava sempre a certeza de que estávamos vendo alguém que teve o melhor e o pior da superexposição na mídia. Contratos milionários e campanhas publicitárias sensacionais se misturavam a relacionamentos tumultuados com mulheres, um escândalo com travestis e descuido da forma física (independentemente do hipotireoidismo).
A aposentadoria de Ronaldo representa para a mim a aposentadoria de um dos muitos craques que vi jogar. Um cara que, se não foi Maradona, ficou indubitavelmente entre os grandes. E em meio a tanta gente boa, isso não é pouco.
Direto na têmpora: Fanfare Parkdale - Metric
Eu não vi Pelé, Garrincha, Tostão, Puskas, Didi e muitos outros jogarem.
Eu vi apenas o finalzinho de carreira de Cruyff, Beckenbauer, Breitner, Rummenigge e Rivelino.
Eu acompanhei bem de perto Zico, Sócrates, Reinaldo, Van Basten, Gullit, Baresi, Romário, Zidane e Ronaldo.
Esse é o meu referencial e é através dele que formo a minha visão de excelência. Sendo brasileiro, me entristece dizer que o melhor jogador que já vi em campo foi Maradona. Disparado.
Ronaldo talvez tenha sido o melhor centroavante, mas teria que disputar minha preferência com Romário, Reinaldo e Van Basten, por exemplo. Não ouso escolher um entre eles, mas afirmo que Ronaldo foi um dos melhores que vi jogar.
Sou mineiro e atleticano, por isso acompanhei de perto quando Ronaldo surgiu no Cruzeiro e comemorei quando ele saiu. Depois do drible que quase levou à invalidez o Kanapkis, dava pra ver que o moleque ia dar muito trabalho. Mas a minha lembrança mais marcante dele aqui em Minas foi esse gol aqui embaixo (a partir de 1 minuto e 4 segundos).
O mais legal desse lance foi que, ao final do jogo, Ronaldo correu para um dos câmeras e perguntou feliz como um menino "você filmou aquilo ali?".
No meio do caminho vieram os gols inesquecíveis no Barcelona, o fiasco da final de 98, problemas físicos e, quase sempre, um futebol bem acima da média.
Aliás, Ronaldo foi também um dos maiores casos de recuperação que eu já vi. Todo mundo jurava que a carreira do cara tinha acabado quando ele voltou após uma contusão horrível para trazer a Copa e se tornar o melhor jogador de 2002.
O fato é que mesmo fora de forma sempre havia aquela sensação de que bastava um descuido para que Ronaldo acabasse com o jogo (nisso e em muitas outras coisas ele e Romário sempre foram parecidos.)
Durante toda a carreira do Fenômeno, ficava sempre a certeza de que estávamos vendo alguém que teve o melhor e o pior da superexposição na mídia. Contratos milionários e campanhas publicitárias sensacionais se misturavam a relacionamentos tumultuados com mulheres, um escândalo com travestis e descuido da forma física (independentemente do hipotireoidismo).
A aposentadoria de Ronaldo representa para a mim a aposentadoria de um dos muitos craques que vi jogar. Um cara que, se não foi Maradona, ficou indubitavelmente entre os grandes. E em meio a tanta gente boa, isso não é pouco.
Direto na têmpora: Fanfare Parkdale - Metric
Labels:
homenagem,
ronaldo fenômeno
Mapas
- Papai, já tá chegando na festa do Pedro?
- Tá quase, Sophia.
- Quando chegar a gente vai ver um balão bem grandão na porta, né?
- Hmmmm... acho que não, filha.
- Vai, sim. Eu vi no mapa que no lugar da festa do Pedro vai ter um balão bem grandão com um "A".
Direto na têmpora: Outdoor miner - Luna
- Tá quase, Sophia.
- Quando chegar a gente vai ver um balão bem grandão na porta, né?
- Hmmmm... acho que não, filha.
- Vai, sim. Eu vi no mapa que no lugar da festa do Pedro vai ter um balão bem grandão com um "A".
Direto na têmpora: Outdoor miner - Luna
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Ray Allen e Jerry Sloan
Ontem foi uma noite duplamente marcante para a NBA. Ray Allen tornou-se o cara com maior número de cestas de 3 pontos convertidas na história da Liga e Jerry Sloan deixou o Utah Jazz após 23 anos como técnico.
Ray Allen é um exemplo de dedicação. Aos 35 anos cuida de sua preparação física quase obsessivamente, acaba de receber um prêmio por seu trabalho junto à comunidade, foi eleito 10 vezes como All-Star, foi campeão olímpico em 2000 e campeão da NBA com os Celtics em 2008. Isso sem falar que tem um dos mais belos e perfeitos arremessos do basquete.
Mesmo com a derrota dos Celtics para os Lakers ontem, Ray Allen bateu o recorde de Reggie Miller e mostrou que não é preciso ser arrogante ou "estrelinha" para ter sucesso no mundo dos esportes profissionais. Às vezes basta trabalho, humildade e dedicação.
Ray Allen's jump shot is a thing of beauty.
O que nos leva a Jerry Sloan, um cara metódico, sério e direto que, em 23 anos como técnico do Utah Jazz esteve duas vezes nas finais da NBA (perdeu as duas para Jordan e os Bulls), teve apenas uma temporada com menos de 50% de aproveitamento e foi um dos responsáveis pela dupla Stockton e Malone.
Jerry Sloan era um cara de pulso firme, um disciplinador que nunca se intimidou com estrelas e seus chiliques. Por isso soa tão irônico imaginar que o afastamento de Sloan esteja ligado a problemas de relacionamento com Deron Williams, o armador e atual craque do Jazz.
Malone, Sloan e Stockton, um dos grandes trios da NBA.
Se for realmente o caso, esqueça o que eu disse há 3 parágrafos sobre trabalho, humildade e dedicação. Talvez os tempos estejam mudando e Ray Allen seja só uma relíquia, uma exceção que teima em continuar existindo em um mundo onde o star power vale muito mais do que a consistência e o eficiência.
Direto na têmpora: I'll do it anyway - The Lemonheads
Ray Allen é um exemplo de dedicação. Aos 35 anos cuida de sua preparação física quase obsessivamente, acaba de receber um prêmio por seu trabalho junto à comunidade, foi eleito 10 vezes como All-Star, foi campeão olímpico em 2000 e campeão da NBA com os Celtics em 2008. Isso sem falar que tem um dos mais belos e perfeitos arremessos do basquete.
Mesmo com a derrota dos Celtics para os Lakers ontem, Ray Allen bateu o recorde de Reggie Miller e mostrou que não é preciso ser arrogante ou "estrelinha" para ter sucesso no mundo dos esportes profissionais. Às vezes basta trabalho, humildade e dedicação.
Ray Allen's jump shot is a thing of beauty.
O que nos leva a Jerry Sloan, um cara metódico, sério e direto que, em 23 anos como técnico do Utah Jazz esteve duas vezes nas finais da NBA (perdeu as duas para Jordan e os Bulls), teve apenas uma temporada com menos de 50% de aproveitamento e foi um dos responsáveis pela dupla Stockton e Malone.
Jerry Sloan era um cara de pulso firme, um disciplinador que nunca se intimidou com estrelas e seus chiliques. Por isso soa tão irônico imaginar que o afastamento de Sloan esteja ligado a problemas de relacionamento com Deron Williams, o armador e atual craque do Jazz.
Malone, Sloan e Stockton, um dos grandes trios da NBA.
Se for realmente o caso, esqueça o que eu disse há 3 parágrafos sobre trabalho, humildade e dedicação. Talvez os tempos estejam mudando e Ray Allen seja só uma relíquia, uma exceção que teima em continuar existindo em um mundo onde o star power vale muito mais do que a consistência e o eficiência.
Direto na têmpora: I'll do it anyway - The Lemonheads
Labels:
NBA
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Revista semanal
Já assinei a revista Veja. Já assinei a revista Época. Já assinei a revista Isto É.
Já faz um tempo que não vejo mais motivos para assinar.
Não é nem porque eu tenha algo específico contra uma ou outra das supracitadas publicações, mas é que pra mim elas, como "entidade", representam a centralização da informação, a uniformização da opinião, além de um conteúdo que chega com uma semana de atraso.
Faz um bom tempo que existem canais confiáveis, mais isentos ou mais panfletários, na internet. Canais mais ágeis, mais abertos ao debate, mais claros em suas intenções, mais facilmente comparáveis aos que têm uma postura diversa.
Por isso, quando alguém de uma dessas revistas me liga oferecendo assinatura, tenho para com eles a mesma paciência que teria com um vendedor de enciclopédias. Ouço, sou solícito e até solidário por saber que a função deles já viveu dias melhores.
Demoro-me a dizer o "não" que já está na boca desde a identificação do profissional.
Não sei bem porquê. Talvez eu ache que eles não tenham ilusões quanto ao que vendem e precisem apenas ser ouvidos. Talvez eu queira prestar atenção no esforço empreendido para "empurrar" publicações que já foram tão desejadas.
Realmente não sei dizer.
Só sei dizer que se você trabalha no telemarketing de alguma revista semanal, pode ligar pra mim.
Eu não vou comprar, mas por Deus, eu irei te ouvir.
Direto na têmpora: Intuition - Feist
Já faz um tempo que não vejo mais motivos para assinar.
Não é nem porque eu tenha algo específico contra uma ou outra das supracitadas publicações, mas é que pra mim elas, como "entidade", representam a centralização da informação, a uniformização da opinião, além de um conteúdo que chega com uma semana de atraso.
Faz um bom tempo que existem canais confiáveis, mais isentos ou mais panfletários, na internet. Canais mais ágeis, mais abertos ao debate, mais claros em suas intenções, mais facilmente comparáveis aos que têm uma postura diversa.
Por isso, quando alguém de uma dessas revistas me liga oferecendo assinatura, tenho para com eles a mesma paciência que teria com um vendedor de enciclopédias. Ouço, sou solícito e até solidário por saber que a função deles já viveu dias melhores.
Demoro-me a dizer o "não" que já está na boca desde a identificação do profissional.
Não sei bem porquê. Talvez eu ache que eles não tenham ilusões quanto ao que vendem e precisem apenas ser ouvidos. Talvez eu queira prestar atenção no esforço empreendido para "empurrar" publicações que já foram tão desejadas.
Realmente não sei dizer.
Só sei dizer que se você trabalha no telemarketing de alguma revista semanal, pode ligar pra mim.
Eu não vou comprar, mas por Deus, eu irei te ouvir.
Direto na têmpora: Intuition - Feist
Labels:
atendimento,
comunicação,
opinião,
revistas
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Dez conselhos para redatores
1) Conecte-se.
2) Morra por bons títulos, mas não viva só por bons títulos.
3) Escrever bem ainda é um puta diferencial.
4) Pense primeiro no gesto, depois nas palavras.
5) Queira muito ouvir e entender a resposta do público.
6) Duplar é só o começo. Tente quadruplar (ou mais).
7) Grandes ideias sem mídia continuam sendo grandes ideias.
8) Defenda cada vírgula, mas aceite que às vezes é preciso sacrificar alguns parágrafos.
9) Discuta direção de arte, discuta mídia, discuta produção, discuta planejamento. Envolva-se.
10) Viva do job de hoje, não do job de ontem.
Direto na têmpora: Cigarettes - Seether
2) Morra por bons títulos, mas não viva só por bons títulos.
3) Escrever bem ainda é um puta diferencial.
4) Pense primeiro no gesto, depois nas palavras.
5) Queira muito ouvir e entender a resposta do público.
6) Duplar é só o começo. Tente quadruplar (ou mais).
7) Grandes ideias sem mídia continuam sendo grandes ideias.
8) Defenda cada vírgula, mas aceite que às vezes é preciso sacrificar alguns parágrafos.
9) Discuta direção de arte, discuta mídia, discuta produção, discuta planejamento. Envolva-se.
10) Viva do job de hoje, não do job de ontem.
Direto na têmpora: Cigarettes - Seether
Labels:
dica,
publicidade,
redator publicitário
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Animação bacaninha
Hoje eu vou de animação. Curte aí. Ah, mas não se enganem, não é para crianças.
Direto na têmpora: Belong - The Pains of Being Pure At Heart
The Pig Farmer from Nick Cross on Vimeo.
Direto na têmpora: Belong - The Pains of Being Pure At Heart
Assinar:
Postagens (Atom)




















