Pois bem, consegui não apenas filmar com o iphone, mas também trazer os filmes pro computador. Sendo assim, seguem alguns vídeos da minha Sophia, incluindo o original de "C is for Cookies" e a versão no inglês especial da pequena.
O grande hit do youtube, "C is for Cookies", com o Cookie Monster.
A versão da Sophia para "C is for Cookies"
Sophia imita Roz (Monstros S.A.)
Sophia imita o Randolph (Monstros S.A.)
Direto na têmpora: Eternal Flame - The Bangles
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Meu amor
Meu amor tem as mãozinhas muito brancas e delicadas, de dedos longos que fazem doces carinhos, que embalam, que tocam, que sentem e consolam. Na mão esquerda, uma aliança que comprei um ano depois de casados, porque antes não pude escolher a que ela merecia. Na mão direita, a indicação de um caminho.
Meu amor tem na boca o sorriso largo de dentes mil. É raro e belo o sorriso do meu amor e ainda me faz bem e beijos como me fez no primeiro dia.
Meu amor tem o cheiro de um bem, de uma graça alcançada, de saber-se feliz no instante. Meu amor não sabe o perfume que tem, mas tem. Ah, como tem.
Meu amor tem no colo a paz, nos braços a força, nas pernas o tímido, na longa curva do pescoço o paraíso. Meu amor tem em si um mundo, meu passado e meu futuro e o presente que se mostra lindo, lindo, lindo, como o meu amor.
Direto na têmpora: King Harvest (Has Surely Come) – The Band
Meu amor tem na boca o sorriso largo de dentes mil. É raro e belo o sorriso do meu amor e ainda me faz bem e beijos como me fez no primeiro dia.
Meu amor tem o cheiro de um bem, de uma graça alcançada, de saber-se feliz no instante. Meu amor não sabe o perfume que tem, mas tem. Ah, como tem.
Meu amor tem no colo a paz, nos braços a força, nas pernas o tímido, na longa curva do pescoço o paraíso. Meu amor tem em si um mundo, meu passado e meu futuro e o presente que se mostra lindo, lindo, lindo, como o meu amor.
Direto na têmpora: King Harvest (Has Surely Come) – The Band
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Canarinho
Tem casos que eu não posso contar aqui. Absurdos que seria divertido compartilhar, mas que me fariam perder mais do que ganhar.
Aí eu penso no Noel Rosa e nos versos abaixo (que eu conheci com Picassos Falsos) e me dá vontade de dizer foda-se:
"Às pessoas que eu detesto
Diga a elas que eu não presto
Que o meu lar é o botequim
E que eu arruinei a sua vida
Que não mereço a comida
Que você pagou para mim"
Então vai aí um caso que não é o que eu queria contar (sou um cagão), mas que é bom também.
Um colega nosso estava com a turma no maravilhoso Pedacinhos do Céu, ouvindo um chorinho, comendo uma carne de sol com mandioca e, é claro, tomando algumas cervejas. O show foi ficando animado e nosso amigo também. Ficou de pé, fez percussão corporal e continuou lá, tomando todas.
De repente, na mesa ao lado, ele avista um gringo louro, mas louro mesmo. Cheio de boas intenções e vendo a animação do alemão, nosso amigo se aproxima amistoso, mete um tapa na cabeça do branquelo e completa a plenos pulmões: "caaaaaaanta, canarinho!".
O agressor nega até hoje, mas tem muita gente que viu e confirma a história.
Direto na têmpora: I believe in a thing called love - Hayseed Dixie
Aí eu penso no Noel Rosa e nos versos abaixo (que eu conheci com Picassos Falsos) e me dá vontade de dizer foda-se:
"Às pessoas que eu detesto
Diga a elas que eu não presto
Que o meu lar é o botequim
E que eu arruinei a sua vida
Que não mereço a comida
Que você pagou para mim"
Então vai aí um caso que não é o que eu queria contar (sou um cagão), mas que é bom também.
Um colega nosso estava com a turma no maravilhoso Pedacinhos do Céu, ouvindo um chorinho, comendo uma carne de sol com mandioca e, é claro, tomando algumas cervejas. O show foi ficando animado e nosso amigo também. Ficou de pé, fez percussão corporal e continuou lá, tomando todas.
De repente, na mesa ao lado, ele avista um gringo louro, mas louro mesmo. Cheio de boas intenções e vendo a animação do alemão, nosso amigo se aproxima amistoso, mete um tapa na cabeça do branquelo e completa a plenos pulmões: "caaaaaaanta, canarinho!".
O agressor nega até hoje, mas tem muita gente que viu e confirma a história.
Direto na têmpora: I believe in a thing called love - Hayseed Dixie
Difícil brigar com a menina
Não lembro o que a Sophia fez, mas Fernanda foi firme e advertiu:
"Olha lá, Sophia, estou de olho em você!"
E ela, fã de Monstros S.A., responde com um risinho sapeca:
"Tô de olho em você, Wazowski."
Com a Sophia é assim, até na hora de brigar ela faz a gente rir (intencionalmente ou não).

Que essa seja a última vez que eu te vejo em cima de uma moto, Sophia.
Direto na têmpora: Doctor! Doctor! - Thompson Twins
"Olha lá, Sophia, estou de olho em você!"
E ela, fã de Monstros S.A., responde com um risinho sapeca:
"Tô de olho em você, Wazowski."
Com a Sophia é assim, até na hora de brigar ela faz a gente rir (intencionalmente ou não).
Que essa seja a última vez que eu te vejo em cima de uma moto, Sophia.
Direto na têmpora: Doctor! Doctor! - Thompson Twins
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Coisa errada
Tenha certeza: menos de 24 horas depois da instalação do primeiro fio entre dois postes, alguém amarrou o cadarço de dois tênis velhos e jogou lá em cima.
Não tem jeito, certas coisas atraem um mal-feito. Fio atrai tênis velho, careca atrai tapa, gente passando embaixo da janela atrai cuspe e por aí vai.
É da natureza humana, não dá pra evitar. Minha avó Geralda, por exemplo, é uma pessoa boníssima, mas adora uma desgraça alheia. Tombo, então, não tem dúvida, é ver e rachar de rir. Só depois vem a preocupação de saber se a pessoa machucou ou não.
Não é à toa que torta na cara era sucesso e que 99% da audiência só assiste o Faustão por causa das videocassetadas.
O ser humano adora ver e fazer uma maldade. Pode confessar, você também. Vai, diz, eu sei que você não é santinho.
Painel de elevador, por exemplo, quem aí nunca apertou todos os botões e saiu correndo? Quem nunca tocou campainha e fugiu? E trote, vai dizer que nunca passou?
Eu fiz muita coisa errada, umas inofensivas e outras nem tanto. Cada uma foi mais divertida que a outra e confesso que só me arrependo de duas ou três.
Uma delas foi quando apaguei o padrão da casa de um desconhecido em Ipatinga e passei cocô de cachorro. O cara foi ligar e breou a mão inteirinha. O que me fez arrepender foi que, ao invés de ficar puto e sair gritando como seria normal, o cara simplesmente sacudiu a cabeça tristemente e resmungou "puxa, o menino tava quase dormindo".
Direto na têmpora: Modern Love - John Frusciante
Não tem jeito, certas coisas atraem um mal-feito. Fio atrai tênis velho, careca atrai tapa, gente passando embaixo da janela atrai cuspe e por aí vai.
É da natureza humana, não dá pra evitar. Minha avó Geralda, por exemplo, é uma pessoa boníssima, mas adora uma desgraça alheia. Tombo, então, não tem dúvida, é ver e rachar de rir. Só depois vem a preocupação de saber se a pessoa machucou ou não.
Não é à toa que torta na cara era sucesso e que 99% da audiência só assiste o Faustão por causa das videocassetadas.
O ser humano adora ver e fazer uma maldade. Pode confessar, você também. Vai, diz, eu sei que você não é santinho.
Painel de elevador, por exemplo, quem aí nunca apertou todos os botões e saiu correndo? Quem nunca tocou campainha e fugiu? E trote, vai dizer que nunca passou?
Eu fiz muita coisa errada, umas inofensivas e outras nem tanto. Cada uma foi mais divertida que a outra e confesso que só me arrependo de duas ou três.
Uma delas foi quando apaguei o padrão da casa de um desconhecido em Ipatinga e passei cocô de cachorro. O cara foi ligar e breou a mão inteirinha. O que me fez arrepender foi que, ao invés de ficar puto e sair gritando como seria normal, o cara simplesmente sacudiu a cabeça tristemente e resmungou "puxa, o menino tava quase dormindo".
Direto na têmpora: Modern Love - John Frusciante
Experimentando uma fabuleta
Ela ganhou uma pedra da lua.
Esperava planetas, poeira cósmica, brilho de estrelas e um vazio infinito. Esperava, esperava, queria, sonhava.
Ela sonhou uma pedra da lua, mas ganhou um mineral opaco.
O jade poderia ser uma pedra da lua, mas a pedra da lua não. Era brita, pedaço inútil, não era a pedra da lua que deveria. E nem era jade.
Desiludiu-se com o nome de tudo. Inventou ela própria significados que dissessem mais, que fossem a verdade sobre as coisas.
Enfureceu-se com o "azul-marinho" que não sabia a sal e recusou-o cor.
Desistiu de nomear "alvo" o ponto negro, destino da flecha.
Renomeou-se, desconheceu-se, não mais atendeu.
Não era pedra da lua ou jade. Era outra hoje e nenhum nome lhe cabia.
Direto na têmpora: Jeannie's Diary - Eels
Esperava planetas, poeira cósmica, brilho de estrelas e um vazio infinito. Esperava, esperava, queria, sonhava.
Ela sonhou uma pedra da lua, mas ganhou um mineral opaco.
O jade poderia ser uma pedra da lua, mas a pedra da lua não. Era brita, pedaço inútil, não era a pedra da lua que deveria. E nem era jade.
Desiludiu-se com o nome de tudo. Inventou ela própria significados que dissessem mais, que fossem a verdade sobre as coisas.
Enfureceu-se com o "azul-marinho" que não sabia a sal e recusou-o cor.
Desistiu de nomear "alvo" o ponto negro, destino da flecha.
Renomeou-se, desconheceu-se, não mais atendeu.
Não era pedra da lua ou jade. Era outra hoje e nenhum nome lhe cabia.
Direto na têmpora: Jeannie's Diary - Eels
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terça-feira, janeiro 27, 2009
Nuazinha
Eu, como quase toda criança, fui muito inconveniente com minhas perguntas e observações, fazendo meus pais passarem bastante vergonha. Agora, Sophia já começa a mostrar que vai dar o troco.
Supermercado com Fernanda e Sophia. A baixinha está dentro do carrinho de compras quando passamos ao lado de uma negra enorme, com um shortinho minúsculo e um top de oncinha.
Minha Sophia então dispara, bem ao lado da mulher:
"Papai, por que ela tá pelada?"
E a moça:
"Ó, ela tá falando que eu tô pelada?"
Antes que o assunto rendesse mais, acelerei meu carrinho e saí em disparada pelos corredores do local.
Direto na têmpora: Traffic - Stereophonics
Supermercado com Fernanda e Sophia. A baixinha está dentro do carrinho de compras quando passamos ao lado de uma negra enorme, com um shortinho minúsculo e um top de oncinha.
Minha Sophia então dispara, bem ao lado da mulher:
"Papai, por que ela tá pelada?"
E a moça:
"Ó, ela tá falando que eu tô pelada?"
Antes que o assunto rendesse mais, acelerei meu carrinho e saí em disparada pelos corredores do local.
Direto na têmpora: Traffic - Stereophonics
Crônica de uma vasectomia
Conforme prometido, segue aí o texto do meu bom amigo Gastão sobre suas agruras durante a vasec. Enjoy.
Amigos, estou de volta.
A cirurgia foi relativamente tranqüila. "Tranqüila" porque não foi nada do outro mundo, comparada a operações mais sérias. E "relativamente" porque também não é assim uma coisa à toa, levando em conta a região operada.
Cheguei ao local da castração na hora marcada, 10h da manhã do dia 28. Só fui convocado para o procedimento às 11h.
Uma enfermeira, dessas tias velhas e gordas, me dá uma daquelas camisolas de doente e recomenda: "Tira a roupa toda e veste a camisola, com a abertura para trás." E ainda ressalta: "É para tirar a roupa TODA, viu?"
Assim eu faço. Entro no banheiro gelado, tiro a roupa toda, dou a última olhada para o "condenado", visto a camisola e vou para o matadouro.
Chegando lá, vejo a tal tia junto com outra enfermeira, esta novinha, quase gatinha, com cara da espertinha. Ambas olham para mim sem conseguir esconder o riso. Deito na maca, com o cuidado de não mostrar a bunda para elas.
A tia véia me pede: "Com licença, vamos fazer uma pequena assepsia". Levanta a porra da camisola e começa a passar, com pinça e gaze, um líquido no meu pau, que nessa altura estava com uns 2 centímetros de comprimento. Era um cone de pele no meio das pernas. Detalhe: toda a região estava totalmente depilada.
A tia véia acaba a assepsia, e sai da sala. Ficamos só eu e a enfermeira novinha. Em silêncio. 1 minuto, 2 minutos, até que eu quebro o silêncio: "Situação estranha essa..." Ela tenta me consolar: "Ah, para o paciente é estranho, mas nós já estamos tão acostumadas..." Eu penso em falar "Olha, você tá vendo meu pau desse tamaninho, mas é porque eu tou com frio e com vergonha. Você precisa ver esse menino em posição de ataque, viu?" Mas desisto de falar, fico calado.
Ela tenta melhorar o meu lado com uma conversa no mínimo surrealista: "Eu fico embaraçada é quando eu tenho que lidar com números." Eu desisto de vez e fico ainda mais calado.
Neste momento, entra meu amigo, médico e carrasco: "E aê, Gastão, hahahaha, que situação, hein?". É um sádico, como todos os cirurgiões.
E começa o espetáculo.
Anestesia, tudo bem. Corta aqui, mexe ali, de repente, uma dor. "Pô, velho, tá doendo!" Mais anestesia. Começo a sentir puxando as coisas por dentro. Não é dor, mas uma sensação estranha. "E aí, Gastão, tudo tranqüilo?", ele pergunta. "Olha, tranqüilo mesmo, só quando eu estiver vestindo a calça para ir embora."
Mas o procedimento segue tranqüilo, na medida do possível. Conversamos sobre os velhos tempos, os velhos amigos, futebol e saúde. A cirurgia demora uns 30 minutos. Levanto e vejo uma poça marrom-avermelhada na maca. Fico pensando se eu havia cagado na maca sem perceber, mas concluo que era apenas iodo.
Meu amigo / médico / carrasco me passa as recomendações: repouso, gelo no local, e um tal de "suspensório escrotal", que eu nem pensei em adquirir. Suspensório escrotal, não!! E decreta 10 dias de abstinência sexual. Ainda tento negociar: "Mas nem uma punhetinha?". Não, nem uma punhetinha. Que merda. Ficar 10 dias sem churrasco a gente até agüenta, mas ficar sem churrasco e sem pão com manteiga é dureza.
Vou embora para Lafaiete, de ônibus. Cada buraco da estrada é sentido no meio das pernas. Paciência. Vou escutando Pink Floyd, Animals, no discman.
Os dias seguintes são de cuidado ao andar. O gelo é foda. Lafaiete com 15 graus de frio e eu pondo gelo no saco. O pau se encolhe de tal jeito que a gente acha que nunca mais ele vai sair dali. Quase desenvolvo a técnica de mijar assentado, mas até que não precisou.
Passados alguns dias, estou praticamente normal. Incomoda um pouco ao deitar e ao levantar da cama. E ainda permanece o instinto de levar a mão para proteger a região, ao passar perto de uma quina, uma criança ou algo que sugira risco.
E a vida segue. Falta pouco para completar meus 10 dias de abstinência sexual. Pouco mais de 7000 minutos...
Direto na têmpora: Whiskey in the jar - Thin Lizzy
Amigos, estou de volta.
A cirurgia foi relativamente tranqüila. "Tranqüila" porque não foi nada do outro mundo, comparada a operações mais sérias. E "relativamente" porque também não é assim uma coisa à toa, levando em conta a região operada.
Cheguei ao local da castração na hora marcada, 10h da manhã do dia 28. Só fui convocado para o procedimento às 11h.
Uma enfermeira, dessas tias velhas e gordas, me dá uma daquelas camisolas de doente e recomenda: "Tira a roupa toda e veste a camisola, com a abertura para trás." E ainda ressalta: "É para tirar a roupa TODA, viu?"
Assim eu faço. Entro no banheiro gelado, tiro a roupa toda, dou a última olhada para o "condenado", visto a camisola e vou para o matadouro.
Chegando lá, vejo a tal tia junto com outra enfermeira, esta novinha, quase gatinha, com cara da espertinha. Ambas olham para mim sem conseguir esconder o riso. Deito na maca, com o cuidado de não mostrar a bunda para elas.
A tia véia me pede: "Com licença, vamos fazer uma pequena assepsia". Levanta a porra da camisola e começa a passar, com pinça e gaze, um líquido no meu pau, que nessa altura estava com uns 2 centímetros de comprimento. Era um cone de pele no meio das pernas. Detalhe: toda a região estava totalmente depilada.
A tia véia acaba a assepsia, e sai da sala. Ficamos só eu e a enfermeira novinha. Em silêncio. 1 minuto, 2 minutos, até que eu quebro o silêncio: "Situação estranha essa..." Ela tenta me consolar: "Ah, para o paciente é estranho, mas nós já estamos tão acostumadas..." Eu penso em falar "Olha, você tá vendo meu pau desse tamaninho, mas é porque eu tou com frio e com vergonha. Você precisa ver esse menino em posição de ataque, viu?" Mas desisto de falar, fico calado.
Ela tenta melhorar o meu lado com uma conversa no mínimo surrealista: "Eu fico embaraçada é quando eu tenho que lidar com números." Eu desisto de vez e fico ainda mais calado.
Neste momento, entra meu amigo, médico e carrasco: "E aê, Gastão, hahahaha, que situação, hein?". É um sádico, como todos os cirurgiões.
E começa o espetáculo.
Anestesia, tudo bem. Corta aqui, mexe ali, de repente, uma dor. "Pô, velho, tá doendo!" Mais anestesia. Começo a sentir puxando as coisas por dentro. Não é dor, mas uma sensação estranha. "E aí, Gastão, tudo tranqüilo?", ele pergunta. "Olha, tranqüilo mesmo, só quando eu estiver vestindo a calça para ir embora."
Mas o procedimento segue tranqüilo, na medida do possível. Conversamos sobre os velhos tempos, os velhos amigos, futebol e saúde. A cirurgia demora uns 30 minutos. Levanto e vejo uma poça marrom-avermelhada na maca. Fico pensando se eu havia cagado na maca sem perceber, mas concluo que era apenas iodo.
Meu amigo / médico / carrasco me passa as recomendações: repouso, gelo no local, e um tal de "suspensório escrotal", que eu nem pensei em adquirir. Suspensório escrotal, não!! E decreta 10 dias de abstinência sexual. Ainda tento negociar: "Mas nem uma punhetinha?". Não, nem uma punhetinha. Que merda. Ficar 10 dias sem churrasco a gente até agüenta, mas ficar sem churrasco e sem pão com manteiga é dureza.
Vou embora para Lafaiete, de ônibus. Cada buraco da estrada é sentido no meio das pernas. Paciência. Vou escutando Pink Floyd, Animals, no discman.
Os dias seguintes são de cuidado ao andar. O gelo é foda. Lafaiete com 15 graus de frio e eu pondo gelo no saco. O pau se encolhe de tal jeito que a gente acha que nunca mais ele vai sair dali. Quase desenvolvo a técnica de mijar assentado, mas até que não precisou.
Passados alguns dias, estou praticamente normal. Incomoda um pouco ao deitar e ao levantar da cama. E ainda permanece o instinto de levar a mão para proteger a região, ao passar perto de uma quina, uma criança ou algo que sugira risco.
E a vida segue. Falta pouco para completar meus 10 dias de abstinência sexual. Pouco mais de 7000 minutos...
Direto na têmpora: Whiskey in the jar - Thin Lizzy
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segunda-feira, janeiro 26, 2009
Estiramento
No meio da manhã, um estiramento muscular nas costas. Ainda bem que trabalho em frente a um hospital. Nem ia postar hoje, mas lembrei de um amigo meu que fez vasectomia e escreveu uma crônica sobre o, digamos, evento.
Se ele tiver coragem, vai mandar o texto pra eu postar aqui. É engraçadíssimo.
Enquanto isso, pescoço duro e dor pra sentar, pra deitar, pra levantar, pra digitar. Tirando isso, tudo beleza.
Amanhã eu volto pro trabalho e prometo que escrevo um post direitinho.
Direto na têmpora: Song of Joy - Nick Cave and the Bad Seeds
Se ele tiver coragem, vai mandar o texto pra eu postar aqui. É engraçadíssimo.
Enquanto isso, pescoço duro e dor pra sentar, pra deitar, pra levantar, pra digitar. Tirando isso, tudo beleza.
Amanhã eu volto pro trabalho e prometo que escrevo um post direitinho.
Direto na têmpora: Song of Joy - Nick Cave and the Bad Seeds
domingo, janeiro 25, 2009
Hora certa by Sophia
Depois do "quatro pra sempre", Sophia me brindou com mais uma verdade absoluta do mundo relogial.
"Que horas sao, papai?"
"10 e 15, Sophia."
"Uai, no meu sao "quase pras 5", papai."
Direto na tempora: C is for cookies - Cookie Monster
"Que horas sao, papai?"
"10 e 15, Sophia."
"Uai, no meu sao "quase pras 5", papai."
Direto na tempora: C is for cookies - Cookie Monster
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Chata
A pessoa quando é chata não precisa exercitar o talento. Aquilo é algo natural a que ela não pode resistir.
Meu irmão mais novo tinha uma namorada que chamaremos aqui de A, que era extremamente chata. Por exemplo, todas as quintas meu irmão tinha basquete e só chegava em casa depois das 22h.
A partir das 19h30 ela começava a ligar.
"Werner chegou?"
"Não, A, ele só chega às 22h. Hoje é quinta, lembra?"
"Ah, é."
Às 20h, lá vinha de novo.
"Werner chegou?"
"Não, A, ele só chega às 22h, mas eu vou deixar recado, pode ter certeza."
21h tinha mais:
"O Werner está?"
"Porra, A, o werner só chega às 22h, eu juro que dou o recado. Juro! Aliás, ele chegando eu nem deixo ele ir ao banheiro, obrigo ele a te ligar na hora. Tá ok? Tá ok!? TÁ OK!?!?!?"
Tudo resolvido, tudo acertado, ela ligava de novo às 21h30. Isso, meus amigos, é um chato.
Direto na têmpora: Idle gossip - The Toy Dolls
Meu irmão mais novo tinha uma namorada que chamaremos aqui de A, que era extremamente chata. Por exemplo, todas as quintas meu irmão tinha basquete e só chegava em casa depois das 22h.
A partir das 19h30 ela começava a ligar.
"Werner chegou?"
"Não, A, ele só chega às 22h. Hoje é quinta, lembra?"
"Ah, é."
Às 20h, lá vinha de novo.
"Werner chegou?"
"Não, A, ele só chega às 22h, mas eu vou deixar recado, pode ter certeza."
21h tinha mais:
"O Werner está?"
"Porra, A, o werner só chega às 22h, eu juro que dou o recado. Juro! Aliás, ele chegando eu nem deixo ele ir ao banheiro, obrigo ele a te ligar na hora. Tá ok? Tá ok!? TÁ OK!?!?!?"
Tudo resolvido, tudo acertado, ela ligava de novo às 21h30. Isso, meus amigos, é um chato.
Direto na têmpora: Idle gossip - The Toy Dolls
Os Barbapapas
Eu gostava dos Barbapapas. Muito. Na época tinha algum produto que vinha com adesivos fofinhos dos Barbapapas (por mais gay que isso pareça) e eu simplesmente adorava. Daí podemos concluir que a complexidade da mente de uma criança é realmente estonteante.
Os Barbapapas são seres globóides, coloridos e cuja compleição física lembra a de uma geleca. Eram vários os integrantes da família Barbapapa, mas hoje o destaque fica com Barbabeau, o pintor espinhudo e Barbalala, a verdinha que adorava música.
Sabe lá Deus porque eu fui lembrar dessas criaturas hoje.

O Barbabeau herdou os cabelos espinhentos de algum tio distante.

A Barbalala era praticamente a Barbahippie.

Pouca gente sabe, mas Glup e Glip eram Barbapas albinos que, rejeitados pela família, foram adotados pelos Herculóides.
Direto na têmpora: Panic Open String - Calexico
Os Barbapapas são seres globóides, coloridos e cuja compleição física lembra a de uma geleca. Eram vários os integrantes da família Barbapapa, mas hoje o destaque fica com Barbabeau, o pintor espinhudo e Barbalala, a verdinha que adorava música.
Sabe lá Deus porque eu fui lembrar dessas criaturas hoje.

O Barbabeau herdou os cabelos espinhentos de algum tio distante.

A Barbalala era praticamente a Barbahippie.

Pouca gente sabe, mas Glup e Glip eram Barbapas albinos que, rejeitados pela família, foram adotados pelos Herculóides.
Direto na têmpora: Panic Open String - Calexico
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
Eu era assim na faculdade
Da esquerda para a direita: Jônio Bethônico, Ulisses Soares, Cecília Torquato, Rodrigo "James" Moreira, Ricardo Steinmetz e, ao fundo, Simone Foureaux. Na frente, eu e Roberta Mendonça.

A Fernanda pegou o Maurilo já ladeira abaixo, tadinha.
Direto na têmpora: Death to Los Campesinos - Los Campesinos!
A Fernanda pegou o Maurilo já ladeira abaixo, tadinha.
Direto na têmpora: Death to Los Campesinos - Los Campesinos!
A folia momesca e o requeijão maldito
Estamos aí, buscando um hotel fazenda para passar o carnaval com Sophia e achamos duas boas opções (caríssimas) e uma de preço legal, mas que ainda não é o que queremos.
Sendo assim, venho solicitar a vocês embaixadores, engenheiros, bacharéis em turismo do pastelzinho que indiquem algo a uma distância razoável de BH e da minha conta bancária.
Juro que trago um doce de leite para quem fizer a melhor sugestão. Ah, e se alguém com filhos quiser entrar nessa também, estamos aceitando companheiros de viagem.
E já que o assunto é um pouco mais interiorano, vou lembrar aqui uma viagem que fiz a Passos já vão uns bons 20 anos. Chegando em casa de madrugada com meu primo Hermes, já meio de fogo, resolvo fazer um lanchinho enquanto ele vai ao banheiro.
Procurando em meio às delícias que sempre ficavam por ali na cozinha, deparei-me com uma brilhante barra de requeijão. Para quem não sabe, requeijão em barra é a prova de que a raça humana ainda tem salvação.
Peguei a faca, tirei um taio e enchi a boca. Na primeira mordida percebi o engano e comecei a tirar desesperadamente com as mãos a pasta grudada na minha língua, entre os dentes e no céu da boca. Era banha de porco.
Direto na têmpora: Dream a little dream of me - The Mamas & The Papas
Sendo assim, venho solicitar a vocês embaixadores, engenheiros, bacharéis em turismo do pastelzinho que indiquem algo a uma distância razoável de BH e da minha conta bancária.
Juro que trago um doce de leite para quem fizer a melhor sugestão. Ah, e se alguém com filhos quiser entrar nessa também, estamos aceitando companheiros de viagem.
E já que o assunto é um pouco mais interiorano, vou lembrar aqui uma viagem que fiz a Passos já vão uns bons 20 anos. Chegando em casa de madrugada com meu primo Hermes, já meio de fogo, resolvo fazer um lanchinho enquanto ele vai ao banheiro.
Procurando em meio às delícias que sempre ficavam por ali na cozinha, deparei-me com uma brilhante barra de requeijão. Para quem não sabe, requeijão em barra é a prova de que a raça humana ainda tem salvação.
Peguei a faca, tirei um taio e enchi a boca. Na primeira mordida percebi o engano e comecei a tirar desesperadamente com as mãos a pasta grudada na minha língua, entre os dentes e no céu da boca. Era banha de porco.
Direto na têmpora: Dream a little dream of me - The Mamas & The Papas
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Birra
Ontem Sophia fez uma birra imensa antes de dormir. Enquanto eu e fernanda lutávamos para que ela fizesse as coisas, a criança possuída disparou várias pérolas, mas a melhor ainda foi (aos berros): "Ah, não, mamãe, você tá me pedindo muitas coisas."
Direto na têmpora: It ain't me, baby - Nancy Sinatra
Direto na têmpora: It ain't me, baby - Nancy Sinatra
Foundphotos!? Isso é sério, doutor?

Aí ela disse assim: "possua-me, possua-me" e eu comecei a rir.

"Ô, Formidável, vê aí a saideira. Maizuma pespi, peksi, pe-pi-si laite e um remedinho pra pressão, beleza?"

Quem estiver sendo encoxado faz cara de sério.
Direto na têmpora: Streams of Whiskey - The Pogues
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terça-feira, janeiro 20, 2009
Boca a Boca
No boca a boca o problema é certeiro
O dizer se confunde ao chegar no ouvido
A orelha suja e a cabeça confusa
lhe alteram inteiramente o sentido
Se eu digo tu, ele entende cu
Se eu digo fim, ele entende sim
E o que eu digo só tem a verdade
Se for ouvido mesmo por mim.
Direto na têmpora: She's my best friend - Of Montreal
O dizer se confunde ao chegar no ouvido
A orelha suja e a cabeça confusa
lhe alteram inteiramente o sentido
Se eu digo tu, ele entende cu
Se eu digo fim, ele entende sim
E o que eu digo só tem a verdade
Se for ouvido mesmo por mim.
Direto na têmpora: She's my best friend - Of Montreal
O último dia de Bush
Em homenagem ao fim da era G. W. Bush, um filme dos últimos dias de Clinton na Casa Branca. É simplesmente sensacional e engraçadíssimo ver o último dia de um presidente que, na prática, já não manda. Boa lembrança do Leo Oliveira.
O último dia de Bill.
Direto na têmpora: Love Is A Sign – The Go-Betweens
O último dia de Bill.
Direto na têmpora: Love Is A Sign – The Go-Betweens
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Wii Accident
É por isso que eu sempre uso o meu controle amarradinho no braço.
Maammaaa
Direto na têmpora: Lakini's Juice - Live
Maammaaa
Direto na têmpora: Lakini's Juice - Live
Coisas das Letras
Viagem para São Thomé das Letras com alguns amigos. Dois carros cheios de marmanjos para o feriado. Chegando a Três corações, logo antes da subida, carona para algumas meninas.
Uma delas, bicho grilo típico da fauna letrense, assim que entra no carro começa a contar um encontro traumatizante com seres extraterrenos. Sem entrar em detalhes, ela menciona como a experiência foi impressionante e como ela estava indo para a cidade mística em busca de respostas.
Silêncio breve e um dos meus amigos emenda: "pode falar, um ET comeu você, né?". No resto da subida não se ouviu mais a voz da pequena.
Outra rapidinha de São Thomé foi a vez em que um dos amigos ficou muito bêbado e sumiu. De repente, um outro colega caminhava com uma mocinha que arranjou por ali quando, como um raio, vem o bebum correndo, rouba o chapéu da donzela e, ainda em disparada, joga em uma poça de lama.
Após o feito, ergue os braços e sai comemorando "Touchdown! Touchdown!".
São Thomé era bom.
Direto na têmpora: Meu mundo e nada mais - Guilherme Arantes
Uma delas, bicho grilo típico da fauna letrense, assim que entra no carro começa a contar um encontro traumatizante com seres extraterrenos. Sem entrar em detalhes, ela menciona como a experiência foi impressionante e como ela estava indo para a cidade mística em busca de respostas.
Silêncio breve e um dos meus amigos emenda: "pode falar, um ET comeu você, né?". No resto da subida não se ouviu mais a voz da pequena.
Outra rapidinha de São Thomé foi a vez em que um dos amigos ficou muito bêbado e sumiu. De repente, um outro colega caminhava com uma mocinha que arranjou por ali quando, como um raio, vem o bebum correndo, rouba o chapéu da donzela e, ainda em disparada, joga em uma poça de lama.
Após o feito, ergue os braços e sai comemorando "Touchdown! Touchdown!".
São Thomé era bom.
Direto na têmpora: Meu mundo e nada mais - Guilherme Arantes
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