quarta-feira, janeiro 28, 2009

Experimentando uma fabuleta

Ela ganhou uma pedra da lua.

Esperava planetas, poeira cósmica, brilho de estrelas e um vazio infinito. Esperava, esperava, queria, sonhava.

Ela sonhou uma pedra da lua, mas ganhou um mineral opaco.

O jade poderia ser uma pedra da lua, mas a pedra da lua não. Era brita, pedaço inútil, não era a pedra da lua que deveria. E nem era jade.

Desiludiu-se com o nome de tudo. Inventou ela própria significados que dissessem mais, que fossem a verdade sobre as coisas.

Enfureceu-se com o "azul-marinho" que não sabia a sal e recusou-o cor.

Desistiu de nomear "alvo" o ponto negro, destino da flecha.

Renomeou-se, desconheceu-se, não mais atendeu.

Não era pedra da lua ou jade. Era outra hoje e nenhum nome lhe cabia.




Direto na têmpora: Jeannie's Diary - Eels

2 comentários:

Rita disse...

Belo texto. Parabéns.

redatozim disse...

Valeu, Rita.