Ele sentado à mesa, bebericando um whiskey e remoendo o incômodo do terno novo, repara na moça de azul que dança alguns metros à frente. A gravata amarela e o cabelo engomado lhe dão confiança (o whiskey também, por supuesto) e Jorge, de pé, convida outra garota.
Sem desviar os olhos da moça de azul, Jorge conduz sua dama pelo salão. Rodopia desajeitado e, embriagado, sorri exageradamente, imita um galã qualquer do cinema francês.
A garota com quem Jorge dança ostenta um olhar aborrecido, engole um bocejo e observa a decoração que começa a ruir. Seu nome é Marina e essa foi a sua última dança, chata e sem graça como o casamento de anos que viveriam depois. A gravidez no estacionamento do baile, Jorge com o mesmo terno no dia da cerimônia e o indissolúvel se fez. A moça de azul ainda a rodopiar, numa lembrança dia a dia mais nítida.
Direto na Têmpora - Monkey Man - The Specials
sexta-feira, setembro 28, 2007
Baile 2
Ela de azul, dançando no centro do salão, repara o rapaz de gravata amarela, cabelo engomado e talvez meio tonto que não pára de observá-la. Trocam olhares, mas ela rodopia feliz, solta.
Percebe quando o rapaz chama outra moça para dançar e não se importa, só pensa no que a cartomante disse: “vais encontrar o amor da sua vida na rua, ao acaso, e é alguém que já conheces, mas não quem estás pensando”. Sorri outra vez e gira, fazendo do azul do vestido um raro furta-cor.
Já se esqueceu quem era o seu par no baile, mas ali com seu marido e sua filha na porta do cinema, tem a quase certeza de que a cartomante estava certa. Aperta a mão do homem moreno ao seu lado, encosta a cabeça em seu peito e sorri, sem notar um certo rapaz de olhar vencido à sua frente na fila. Um dia ele usou uma gravata amarela, ela um dia vestiu um vestido azul e isso já não quer dizer nada.
Direto na têmpora: Ciúmes - Ultraje a Rigor
Percebe quando o rapaz chama outra moça para dançar e não se importa, só pensa no que a cartomante disse: “vais encontrar o amor da sua vida na rua, ao acaso, e é alguém que já conheces, mas não quem estás pensando”. Sorri outra vez e gira, fazendo do azul do vestido um raro furta-cor.
Já se esqueceu quem era o seu par no baile, mas ali com seu marido e sua filha na porta do cinema, tem a quase certeza de que a cartomante estava certa. Aperta a mão do homem moreno ao seu lado, encosta a cabeça em seu peito e sorri, sem notar um certo rapaz de olhar vencido à sua frente na fila. Um dia ele usou uma gravata amarela, ela um dia vestiu um vestido azul e isso já não quer dizer nada.
Direto na têmpora: Ciúmes - Ultraje a Rigor
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quinta-feira, setembro 27, 2007
Mamona
Como os tempos mudam. Estou fazendo um trabalho sobre biodiesel onde a mamona é cantada em verso e prosa por suas qualidades. Pois na minha época a mamona possuía uma única e importante função: armamento pesado.
Fosse na tradicional guerra de mamonas, como principal ítem bélico, ou como instrumento de torturas para descobrir a localização da bandeira da equipe adversária (crianças, procurem na Barsa ou na Delta Larousse o verbete "pique-bandeira"), a mamona representava para nós o mesmo que as baionetas para os exércitos da Primeira Guerra Mundial.
Hoje, aquela bolotinha verde aparentemente inútil é uma das potenciais responsáveis pela salvação do planeta e eu aqui, fazendo anúncio pra ela.
Superado por uma mamona, eita destino cruel.
Direto na têmpora: A pulga - Bebel
Fosse na tradicional guerra de mamonas, como principal ítem bélico, ou como instrumento de torturas para descobrir a localização da bandeira da equipe adversária (crianças, procurem na Barsa ou na Delta Larousse o verbete "pique-bandeira"), a mamona representava para nós o mesmo que as baionetas para os exércitos da Primeira Guerra Mundial.
Hoje, aquela bolotinha verde aparentemente inútil é uma das potenciais responsáveis pela salvação do planeta e eu aqui, fazendo anúncio pra ela.
Superado por uma mamona, eita destino cruel.
Direto na têmpora: A pulga - Bebel
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Repostagem
Revendo meus posts antigos achei um poeminha que fiz pra Sophia e que coloquei aqui faz um ano. Como quase ninguém lia e muito menos gente comentava, coloco de novo. Até porque, continua bonitinho.
Cachinhos
A minha Sophia tem lindos cachinhos que a mãe, carinhosa, teima em domar
Redobra os cuidados, prepara a criança e com zelo de fêmea põe-se a tentar
Mas minha Sophia é da vaidade o antes
Toma-lhe a escova, morde, balança as perninhas e é feliz assim, só de estar
Só de ser
Quando não olham, roubo a minha Sophia um segundo
encosto em meu peito seu ninho e acarinho,
com dedos e dengos,
refazendo cada cachinho.
Direto na têmpora: Lord is it mine - Supertramp
Cachinhos
A minha Sophia tem lindos cachinhos que a mãe, carinhosa, teima em domar
Redobra os cuidados, prepara a criança e com zelo de fêmea põe-se a tentar
Mas minha Sophia é da vaidade o antes
Toma-lhe a escova, morde, balança as perninhas e é feliz assim, só de estar
Só de ser
Quando não olham, roubo a minha Sophia um segundo
encosto em meu peito seu ninho e acarinho,
com dedos e dengos,
refazendo cada cachinho.
Direto na têmpora: Lord is it mine - Supertramp
quarta-feira, setembro 26, 2007
Ciclones, Menudos, Tremendos
Os Menudos foram um fenômeno mundial de vendas. Uma boy band latina de onde saiu o Ricky Martin e através da qual as garotas oitentistas viveram seus primeiros surtos histéricos.
Mas por incrível que pareça, o pior dos Menudos não eram os Menudos, e sim os clones que eles geraram. Coisas estranhas como Ciclone (brasileiro) e Tremendo (argentino) que assombraram milhões de pessoas com um mínimo senso estético e musical e que hoje, felizmente, não passam de grotescos vídeos na internet.
Os filhos brasileiros dos Menudos
E seus hermanos argentinos
Direto na têmpora: Forever and a day - The Offspring
Mas por incrível que pareça, o pior dos Menudos não eram os Menudos, e sim os clones que eles geraram. Coisas estranhas como Ciclone (brasileiro) e Tremendo (argentino) que assombraram milhões de pessoas com um mínimo senso estético e musical e que hoje, felizmente, não passam de grotescos vídeos na internet.
Os filhos brasileiros dos Menudos
E seus hermanos argentinos
Direto na têmpora: Forever and a day - The Offspring
terça-feira, setembro 25, 2007
Sem tempo
Sem tempo para respirar (e muito menos para postar), me lembrei de uma historinha rápida e corri pra cá.
O primo de um amigo meu com seus 8 anos disputava uma final de judô, ainda faixa azul, na Usipa. Na torcida, antes do início da disputa, a família inteira incentivava: "Pra cima dele, Angelito. Dá nele, Angelito. Vai com tudo, Angelito."
O juiz dá o sinal, os lutadores se cumprimentam e Angelito, já no primeiro movimento dá um soco na cara do moleque que cai como um saco de batatas. Ainda horrorizada com a cena, a família vê Angelito de frente pra eles, vibrando como um verdadeiro campeão.
Direto na têmpora: 53rd and 3rd - Ramones
O primo de um amigo meu com seus 8 anos disputava uma final de judô, ainda faixa azul, na Usipa. Na torcida, antes do início da disputa, a família inteira incentivava: "Pra cima dele, Angelito. Dá nele, Angelito. Vai com tudo, Angelito."
O juiz dá o sinal, os lutadores se cumprimentam e Angelito, já no primeiro movimento dá um soco na cara do moleque que cai como um saco de batatas. Ainda horrorizada com a cena, a família vê Angelito de frente pra eles, vibrando como um verdadeiro campeão.
Direto na têmpora: 53rd and 3rd - Ramones
segunda-feira, setembro 24, 2007
Scars
Juro que esse é o último Robert "Red" Walton que eu posto aqui. Desculpem e lá vai bomba, com direito a tradução porca.
"Lend me one of your scars so I can figure out what living is all about. In this cozy nest of mine, the air is much purer, the sun is much brighter, the kisses are free and this just ain’t life. This just ain’t true. This just ain’t me.
Lend me one of your scars, maybe the biggest of all, so I can bleed in some way and finally open my eyes. And if there’s nothing new to see, so sorry, so be it. That’s life and that’s true and that’s me.
So lend me one of your scars, one of your broken dreams, one of your torned and ripped toys, ‘cause I’d rather be in harm’s way than to live another day like this."
"Empreste-me uma de suas cicatrizes para que eu possa descobrir o que significa viver. Nesse meu ninho confortável o ar é mais puro, o sol é mais brilhante, os beijos são de graça e isso simplesmente não é a vida. Simplesmente não é verdadeiro. Simplesmente não sou eu.
Empreste-me uma de suas cicatrizes, talvez a maior de todas, para que eu possa sangrar de algum jeito e finalmente abrir meus olhos. E se não houver nada novo para ver, sinto muito, que seja assim. Essa é a vida e isso é verdadeiro e esse sou eu.
Então me empreste uma de suas cicatrizes, um de seus sonhos partidos, um de seus brinquedos destruídos, porque eu prefiro estar em perigo do que viver mais um dia sequer assim."
Direto na têmpora: Lagartija Nick - Bauhaus
"Lend me one of your scars so I can figure out what living is all about. In this cozy nest of mine, the air is much purer, the sun is much brighter, the kisses are free and this just ain’t life. This just ain’t true. This just ain’t me.
Lend me one of your scars, maybe the biggest of all, so I can bleed in some way and finally open my eyes. And if there’s nothing new to see, so sorry, so be it. That’s life and that’s true and that’s me.
So lend me one of your scars, one of your broken dreams, one of your torned and ripped toys, ‘cause I’d rather be in harm’s way than to live another day like this."
"Empreste-me uma de suas cicatrizes para que eu possa descobrir o que significa viver. Nesse meu ninho confortável o ar é mais puro, o sol é mais brilhante, os beijos são de graça e isso simplesmente não é a vida. Simplesmente não é verdadeiro. Simplesmente não sou eu.
Empreste-me uma de suas cicatrizes, talvez a maior de todas, para que eu possa sangrar de algum jeito e finalmente abrir meus olhos. E se não houver nada novo para ver, sinto muito, que seja assim. Essa é a vida e isso é verdadeiro e esse sou eu.
Então me empreste uma de suas cicatrizes, um de seus sonhos partidos, um de seus brinquedos destruídos, porque eu prefiro estar em perigo do que viver mais um dia sequer assim."
Direto na têmpora: Lagartija Nick - Bauhaus
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sexta-feira, setembro 21, 2007
My favorite things
Nunca fui um grande fã do filme A Noviça Rebelde, mas a música My Favorite Things sempre foi uma das que mais gostei. Tem versões maravilhosas com a Sarah Vaughan, John Coltrane e muito mais. O grupo de jazz tocou a canção na festa do meu casamento em homenagem aos noivos e por aí vai.
Hoje recebi um comercial da Skoda muito bacana com ela de trilha e resolvi procurar no Youtube a maravilhosa cena do "Dançando no Escuro" com Björk cantando à capela. Achei e estou postando os dois. Pensando bem, como eu sou bonzinho, vai o Coltrane também. Divirtam-se.
O filme da Skoda.
A Björk no Dançando no Escuro.
John Coltrane e a mais genial versão do clássico.
Direto na têmpora: My favorite things - Sarah Vaughan
Hoje recebi um comercial da Skoda muito bacana com ela de trilha e resolvi procurar no Youtube a maravilhosa cena do "Dançando no Escuro" com Björk cantando à capela. Achei e estou postando os dois. Pensando bem, como eu sou bonzinho, vai o Coltrane também. Divirtam-se.
O filme da Skoda.
A Björk no Dançando no Escuro.
John Coltrane e a mais genial versão do clássico.
Direto na têmpora: My favorite things - Sarah Vaughan
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quinta-feira, setembro 20, 2007
Falando de anos 80
O mullet ainda vive
Tenho visto nas ruas a campanha de 30 anos da Corpore. Não vou aqui criticar o material, mas o que me intrigou foi o modelo: um caboclo fortinho (ok), sem a camisa(vá lá) e com estranhíssimos mullets (!!). Sim, mullets discretos, porém inequívocos adornam o rapaz e dão ao material um tom oitentista que chega a ser impressionante.
Se a moda volta oficialmente serei o primeiro a recuperar os mullets que usava em 86, mesmo sob o risco de me tornar um cabireca de primeira linha. Yeah, dude, mullets rule!

Não é o modelo da campanha Corpore 30 anos, mas bem que poderia.
Direto na têmpora: Hunger Strike - Temple of the Dog
Se a moda volta oficialmente serei o primeiro a recuperar os mullets que usava em 86, mesmo sob o risco de me tornar um cabireca de primeira linha. Yeah, dude, mullets rule!

Não é o modelo da campanha Corpore 30 anos, mas bem que poderia.
Direto na têmpora: Hunger Strike - Temple of the Dog
Versinho impossível
Poeminha que fiz para a Fernanda já faz tempo e que transformei inclusive em uma almofadinha (travesseirinho) bordado. Reli no quarto esses dias, achei bonitinho e resolvi postar.
Amar-te em versos
Doce impossibilidade
Em qualquer língua que não rime
“para sempre” e “felicidade”
PS - Descobri que tenho uma leitora-mirim muito especial: a pequena socialite e modelo de Mona Lisa, Helena. A mãe já me recomendou que modere minha linguagem e que não faça mais um jornalismozinho marrom como aquele que cometi no post High Scandal Musical. Juro que vou tentar. Ah, se você lê o blog mesmo, Heleninha, beijo pra você e pra sua irmã Mariana, viu?
Direto na têmpora: Autumn Leaves - Nat King Cole
Amar-te em versos
Doce impossibilidade
Em qualquer língua que não rime
“para sempre” e “felicidade”
PS - Descobri que tenho uma leitora-mirim muito especial: a pequena socialite e modelo de Mona Lisa, Helena. A mãe já me recomendou que modere minha linguagem e que não faça mais um jornalismozinho marrom como aquele que cometi no post High Scandal Musical. Juro que vou tentar. Ah, se você lê o blog mesmo, Heleninha, beijo pra você e pra sua irmã Mariana, viu?
Direto na têmpora: Autumn Leaves - Nat King Cole
quarta-feira, setembro 19, 2007
Primeiro capítulo de algo
Em Portugal existe ainda um lugarzinho chamado Liras de Sintra. Um olho salgado de mar, outro que espia certas uvas raras que dão bons vinhos e se encarapitam em bruscas encostas. Liras de Sintra é daqueles sítios onde se vive como se fez o viver em épocas dos livros de histórias: fala-se muito sobre o alheio, pesca-se sardinhas a modas já esquecidas, colhe-se a oliveira e embriaga-se do próprio vinho (ou numa hipótese melhor, do vinho de um vizinho mais desprendido).
Azulejada de uns tantos azuis de um escuro sóbrio, Liras se amorena no topo das casas. Uma olaria à chegada dali ocupa-se em produzir telhas de um vermelho acanelado, com algo de índias e especiarias. Obram para si próprios e, ao fim de curtos períodos, reúnem-se todos para remoçar os telhados e avivar os primeiros encontros que se tenham com desconhecidos ou velhos conhecidos. Não é único o relato que credita a esse particular o cheiro de barro fresco que amaina sedes de quem por ali pisa.
Quando os mouros estiveram em Liras de Sintra deixaram uma mesquita muito branca, onde após convertidos todos de uma só vez em milagre famoso e cantado aos ventos, criaram o hábito de celebrar as missas cristãs em latim e árabe. Alguns lugarejos vizinhos, tomados de soberba e malícia, passaram a chamar os de Liras de “mouros em terços”, alcunha injusta e impudica que o povo local firmemente rejeita.
E assim vive-se por ali, à margem do que nos convém chamar tempo. E assim pode-se encontrar, em modesta e firme casa à subida da Ladeira das Dores, João de Torres Madeira, alfaiate e um seu criado, disponha. De ternos de linho, coletes de lã e redes de pesca fazia-se o grosso ofício de João Madeira. Trazia nas agulhas não o gênio de cortes e estilos, mas o preciso saber de como é o vestir em Liras de Sintra.
Direto na têmpora: O sol - Bonsucesso Samba Clube
Azulejada de uns tantos azuis de um escuro sóbrio, Liras se amorena no topo das casas. Uma olaria à chegada dali ocupa-se em produzir telhas de um vermelho acanelado, com algo de índias e especiarias. Obram para si próprios e, ao fim de curtos períodos, reúnem-se todos para remoçar os telhados e avivar os primeiros encontros que se tenham com desconhecidos ou velhos conhecidos. Não é único o relato que credita a esse particular o cheiro de barro fresco que amaina sedes de quem por ali pisa.
Quando os mouros estiveram em Liras de Sintra deixaram uma mesquita muito branca, onde após convertidos todos de uma só vez em milagre famoso e cantado aos ventos, criaram o hábito de celebrar as missas cristãs em latim e árabe. Alguns lugarejos vizinhos, tomados de soberba e malícia, passaram a chamar os de Liras de “mouros em terços”, alcunha injusta e impudica que o povo local firmemente rejeita.
E assim vive-se por ali, à margem do que nos convém chamar tempo. E assim pode-se encontrar, em modesta e firme casa à subida da Ladeira das Dores, João de Torres Madeira, alfaiate e um seu criado, disponha. De ternos de linho, coletes de lã e redes de pesca fazia-se o grosso ofício de João Madeira. Trazia nas agulhas não o gênio de cortes e estilos, mas o preciso saber de como é o vestir em Liras de Sintra.
Direto na têmpora: O sol - Bonsucesso Samba Clube
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Fasceíte Plantar

Meu pé esquerdo tá assim, igualzinho à ilustração acima. É fasceíte plantar e esporão calcâneo para incomodar bastante. O resultado é que eu, que já era ruim da cabeça, acabei ficando doente do pé, mesmo gostando de samba.
Direto na têmpora: Satisfy my soul - Bob Marley
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Rogério Fernandes
Amiguinhos, a festa foi bacana, a linha de produtos do cara ficou sensacional e o site (linkado ao lado) tá show de bola.

Sábado tem bazar no Café com Letras (olha o flyer aí) com bons descontos para a família inteira, mas você pode também acessar o site e comprar os copinhos de cachaça com roteirinho meu. Como não tenho fotos dos copinhos com caixinha e tudo, vai aí só a ilustração.


Direto na têmpora: Goodbye yellow brick road - Elton John

Sábado tem bazar no Café com Letras (olha o flyer aí) com bons descontos para a família inteira, mas você pode também acessar o site e comprar os copinhos de cachaça com roteirinho meu. Como não tenho fotos dos copinhos com caixinha e tudo, vai aí só a ilustração.


Direto na têmpora: Goodbye yellow brick road - Elton John
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Rogério Fernandes
terça-feira, setembro 18, 2007
Arquivo morto
Maki Sangawa desenterrou essa foto de 2000, na festa do 1o Anuário do CCPMG. O evento foi no Ouro Minas e só faltou aí o bigodudinho do Pedrolli. Abaixo da foto, a escalação.

Ao fundo: o cambojano Maki e sua Raquel, a dona do lote Fernanda e eu.
Na fila do meio: o Menino Monstro (em versão Básica) e a antiga Bia, Danilão e a atual mulher do Tião do autoforno 3 da Acesita, Virgínia e o bom Oliva (ou parte dele).
Em primeiro plano: Robson Ebaid em um dia bom e Claudão chegando de menesguei.

Contribuição do Don Oliva. No Pedacinhos do Céu com a ilustre presença do Fabíola em primeiro plano.
Direto na têmpora: Cero Problema - Congreso

Ao fundo: o cambojano Maki e sua Raquel, a dona do lote Fernanda e eu.
Na fila do meio: o Menino Monstro (em versão Básica) e a antiga Bia, Danilão e a atual mulher do Tião do autoforno 3 da Acesita, Virgínia e o bom Oliva (ou parte dele).
Em primeiro plano: Robson Ebaid em um dia bom e Claudão chegando de menesguei.

Contribuição do Don Oliva. No Pedacinhos do Céu com a ilustre presença do Fabíola em primeiro plano.
Direto na têmpora: Cero Problema - Congreso
3 em 1
1) Para começar, um vídeo genial que o Hélio (Capitão Planeta) me passou. Não é a toa que eu sempre gostei mais do Piquet que do Senna, como piloto e como figura pública.
2) Hoje tem exposição e lançamento do site do Roger, às 20h no Café com Letras. Quem puder, apareça e compre uns produtinhos, principalmente porque alguns têm co-autoria minha e eu levo porcentagem. Assim que estiver no ar eu linko o site dele aqui ao lado.
3) Já está aí do lado o blog Beira de Estrada, um registro fotográfico realista e emocionante da vida às margens das rodovias de Minas Gerais. Visitem periodicamente e fucem bastante nos posts antigos, porque tem coisas geniais.
Direto na têmpora: Manhã de Carnaval - Ron Carter
2) Hoje tem exposição e lançamento do site do Roger, às 20h no Café com Letras. Quem puder, apareça e compre uns produtinhos, principalmente porque alguns têm co-autoria minha e eu levo porcentagem. Assim que estiver no ar eu linko o site dele aqui ao lado.
3) Já está aí do lado o blog Beira de Estrada, um registro fotográfico realista e emocionante da vida às margens das rodovias de Minas Gerais. Visitem periodicamente e fucem bastante nos posts antigos, porque tem coisas geniais.
Direto na têmpora: Manhã de Carnaval - Ron Carter
segunda-feira, setembro 17, 2007
Stinch
Para quem gostou do "Red" Walton, outro trecho dele, com a indefectível tradução porca na seqüência.
"I’ve always felt the compelling need of feeling the pulse of a dead body. It was like that when I was 14, it is like that now.
Back then, when I met Jonah Kozenberg, the shy cross-eyed kid from the gym class, I just couldn’t help myself. Being a more than ok football player I took the freak under my wings, taught him some tricks and made him look like a true kicker just in time to see him make a move on one of the linebackers and get his butt kicked by the whole team.
Now it is the same with Elisa. I can see she just doesn’t give a crap about all these paintings, sculptures and books. She doesn’t live in a fucking museum, does she? The only reason she’s still listening is some feeble gratitude for the fact that I took her away from that no-good-woman-beating-pimp of hers. It’s not very difficult to understand she would be happier making a few bucks on the streets, picking up some “Uptown Joe”, as she calls them. That’s who she is.
But even as painfully clear as it is that this is going nowhere, I just can’t let it go. For some stupid reason I can’t bear the stinch of her decomposing life."
"Eu sempre senti a necessidade avassaladora de medir o pulso dos mortos. Era assim aos 14, é assim hoje.
Naquela época, quaqndo eu conheci Jonah Kozenberg, o vesguinho tímido da aula de ginástica, eu simplesmente não resisti. Sendo um jogador de futebol-americano melhor que a média eu adotei o esquisitinho, ensinei alguns truques e o fiz parecer um kicker de verdade em tempo de vê-lo dar em cima de um dos linebackers e levar uma surra do time inteiro.
Agora é a mesma coisa com Elisa. Eu posso ver claramente que ela simplesmente não liga a mínima para todos esses quadros, esculturas e livros. Ela não vive em uma merda de museu, vive? A única razão pela qual ela continua ouvindo é alguma gratidão diminuta por eu tê-la afastado daquele cafetão-espancador-mau-caráter dela. Não é difícil entender que ela estaria mais feliz descolando uns trocados nas ruas, pegando algum "Ninguém da Zona Sul", como ela gosta de chamá-los. Essa é ela.
Mas não importa quão dolorosamente claro seja o fato de que isso não vai dar em lugar nenhum, eu simplesmente não consigo abrir mão. Por alguma razão idiota eu não consigo suportar o fedor da vida dela em decomposição."
Direto na têmpora: Hurricane - Lisa Loeb
"I’ve always felt the compelling need of feeling the pulse of a dead body. It was like that when I was 14, it is like that now.
Back then, when I met Jonah Kozenberg, the shy cross-eyed kid from the gym class, I just couldn’t help myself. Being a more than ok football player I took the freak under my wings, taught him some tricks and made him look like a true kicker just in time to see him make a move on one of the linebackers and get his butt kicked by the whole team.
Now it is the same with Elisa. I can see she just doesn’t give a crap about all these paintings, sculptures and books. She doesn’t live in a fucking museum, does she? The only reason she’s still listening is some feeble gratitude for the fact that I took her away from that no-good-woman-beating-pimp of hers. It’s not very difficult to understand she would be happier making a few bucks on the streets, picking up some “Uptown Joe”, as she calls them. That’s who she is.
But even as painfully clear as it is that this is going nowhere, I just can’t let it go. For some stupid reason I can’t bear the stinch of her decomposing life."
"Eu sempre senti a necessidade avassaladora de medir o pulso dos mortos. Era assim aos 14, é assim hoje.
Naquela época, quaqndo eu conheci Jonah Kozenberg, o vesguinho tímido da aula de ginástica, eu simplesmente não resisti. Sendo um jogador de futebol-americano melhor que a média eu adotei o esquisitinho, ensinei alguns truques e o fiz parecer um kicker de verdade em tempo de vê-lo dar em cima de um dos linebackers e levar uma surra do time inteiro.
Agora é a mesma coisa com Elisa. Eu posso ver claramente que ela simplesmente não liga a mínima para todos esses quadros, esculturas e livros. Ela não vive em uma merda de museu, vive? A única razão pela qual ela continua ouvindo é alguma gratidão diminuta por eu tê-la afastado daquele cafetão-espancador-mau-caráter dela. Não é difícil entender que ela estaria mais feliz descolando uns trocados nas ruas, pegando algum "Ninguém da Zona Sul", como ela gosta de chamá-los. Essa é ela.
Mas não importa quão dolorosamente claro seja o fato de que isso não vai dar em lugar nenhum, eu simplesmente não consigo abrir mão. Por alguma razão idiota eu não consigo suportar o fedor da vida dela em decomposição."
Direto na têmpora: Hurricane - Lisa Loeb
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Família
Enfim, olhaí foto de nóis.

Sophia em estado de plena alegria no Parque Guanabara.

Vai ser bonita assim lá longe. E com excelente gosto pra marido.

Um tartarugão estranho que foi visto no Projeto Tamar da Praia do Forte.

A família conforme vista por Dona Vilma, que faz bonecos personalizados
(inclusive com roupas iguais) a partir de retratos.
PS1 - Amanhã tem ExpoMonster. Exposição e lançamento do site do meu grande amigo, Rogério Fernandes, o Menino Monstro. Quem quiser ver os trabalhos dele (inclusive alguns em parceria comigo), é só passar no Café com Letras da Savassi a partir das 20h. See ya!
PS2 - Pra quem gosta do mundo fashion e da Cris Guerra, já está linkado aí o novo blog dela: Hoje eu vou assim.
Direto na têmpora: My ship - Miles Davis

Sophia em estado de plena alegria no Parque Guanabara.

Vai ser bonita assim lá longe. E com excelente gosto pra marido.
Um tartarugão estranho que foi visto no Projeto Tamar da Praia do Forte.

A família conforme vista por Dona Vilma, que faz bonecos personalizados
(inclusive com roupas iguais) a partir de retratos.
PS1 - Amanhã tem ExpoMonster. Exposição e lançamento do site do meu grande amigo, Rogério Fernandes, o Menino Monstro. Quem quiser ver os trabalhos dele (inclusive alguns em parceria comigo), é só passar no Café com Letras da Savassi a partir das 20h. See ya!
PS2 - Pra quem gosta do mundo fashion e da Cris Guerra, já está linkado aí o novo blog dela: Hoje eu vou assim.
Direto na têmpora: My ship - Miles Davis
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sexta-feira, setembro 14, 2007
Smiling
"I don’t really know what I’ve been doing all these years.
The constant running around, the perpetual ghost-chasing, the small joy of banging my head all over the place, I just really don’t know.
This sad fury, this bitter urgency means nothing at all when I look at it now.
To be honest, when I think about it I can’t say I’ve been truly happy down this road. But rest assure that I sure was smiling all the way."
O texto acima é de Robert "Red" Walton, um escritor (poeta?) de Boston que recém-descobri. E tome tradução porca!
"Eu realmente não sei o que eu andei fazendo esses anos todos. A correria constante, a eterna caça a fantasmas, a alegria miúda de bater minha cabeça por aí, eu realmente não sei.
Essa fúria triste, essa urgência amarga não significam nada quando eu olho para elas agora.
Para ser honesto, quando penso no assunto eu não posso dizer que tenha sido realmente feliz nessa estrada, mas pode estar certo de que durante todo o caminho eu estava sorrindo."
Direto na têmpora: Medication - Queens of the Stone Age
The constant running around, the perpetual ghost-chasing, the small joy of banging my head all over the place, I just really don’t know.
This sad fury, this bitter urgency means nothing at all when I look at it now.
To be honest, when I think about it I can’t say I’ve been truly happy down this road. But rest assure that I sure was smiling all the way."
O texto acima é de Robert "Red" Walton, um escritor (poeta?) de Boston que recém-descobri. E tome tradução porca!
"Eu realmente não sei o que eu andei fazendo esses anos todos. A correria constante, a eterna caça a fantasmas, a alegria miúda de bater minha cabeça por aí, eu realmente não sei.
Essa fúria triste, essa urgência amarga não significam nada quando eu olho para elas agora.
Para ser honesto, quando penso no assunto eu não posso dizer que tenha sido realmente feliz nessa estrada, mas pode estar certo de que durante todo o caminho eu estava sorrindo."
Direto na têmpora: Medication - Queens of the Stone Age
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quinta-feira, setembro 13, 2007
Desencarnado
Morreu Pedro de Lara e levou com ele o Salsi Fufu. Aos 82 anos, Pedro é hoje apenas uma página do meu almanaque dos anos 80. E como dói.
Direto na têmpora: Cerdo - Molotov
Direto na têmpora: Cerdo - Molotov
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