quarta-feira, dezembro 10, 2008

Rumo ao desastre

Diz a lenda que uma vez um advogado japonês foi questionado sobre a gigantesca diferença entre o número de advogados no Japão e nos EUA. "No Japão, se alguém é atingido por uma bola de beisebol, ele sorri e leva a bola como souvenir. Nos EUA ele processa quem arremessou, quem rebateu, quem construiu o estádio, a pessoa da sua frente que não pegou a bola e por aí vai."

Talvez essa historinha nem tenha tanto a ver com o tema do post, mas eu acho ela legalzinha, então coloquei aí e pronto. Eu queria mesmo era falar daquelas pessoas que lêem os avisos de área radioativa, vêem os animais mortos e as árvores marcadas pela radiação e continuem seguindo em frente sem nenhum motivo justificável. Meses depois, com um tumor do tamanho de um ovo de avestruz debaixo do braço e a pele escamando incessantemente, perguntam-se como aquilo pôde acontecer.

Essas pessoas que ignoram todos os sinais e marcham estupidamente rumo ao perigo anunciado são as primeiras a esbravejarem contra o destino. É como alguém que dirige bêbado e sofre algum acidente horroroso apenas para processar a responsável pelo funcionamento do semáforo que ele atravessou no vermelho. Ou alguém que fuma a vida inteira, mesmo com os avisos nas embalagens e quer ferrar a Souza Cruz.

Eu sei, eu sei, são reações de dor e a dor não é lógica, mas o mundo já está muito cheio de cagadas avisadas. Empresarialmente falando, a coisa é pior ainda, mas não quero entrar em detalhes.

É por isso que a música de abertura de Dexter (o geniozinho do cartoon e não o psicopata) sempre me causa estranheza: A surpresa é muito grande quando as coisas fazem BUM no laboratório de Deeeeexteeeer.

Porra, Dexter, na boa, na verdade não é surpresa nenhuma.




Direto na têmpora: Why do you let me stay here? - She & Him

8 comentários:

Anônimo disse...

Esse personagem eu acho genialíssimo. Sem trocadalhos...
Don Oliva

Anônimo disse...

redatozim, meu velho, uma esquete de um dos episódios do seinfeld resume bem esse seu descontentamento com a humanidade.

não sei se vc se lembra, mas ele critica o uso do capacete, por ser uma "proteção" contra atividade perigosa. e ironiza a insistência na atividade perigosa.

lembrando agora, tem ainda a comparação do clube com o mar.
que a onda é o leão-de-chácara do oceano. nós tentamos entrar no clube exclusivo, e o mar nos diz "não vai, não, senhor"
e insistimos.

e depois o groo que era burro.

pffff.

Anônimo disse...

A musiquinha de abertura do DEXTER psicopata tambem e MARA

redatozim disse...

A Deedee é a menina perfeita, Don Oliva. O desenho é bacana mesmo.

redatozim disse...

alexandre, você acertou com perfeição na analogia. Você usa o capacete porque andar em uma motocicleta a 250km é perigoso. Não seria melhor não andar nessa velocidade? O que me leva ao tema do meu próximo post, aguarde.

redatozim disse...

como quase não vejo, não conheço a música ndms, mas a série é muito elogiada sempre.

Anônimo disse...

o ser que processa a Souza Cruz me irrita profundamente...pqp! Tenho um amigo fumante que pede sempre o cigarro que tem a foto atras que avisa que cigarro causa mau hálito. Ele tem horror qdo entregam as de gente sem perna, brocha e bebês no jarro...aiaiaiai...e mesmo assim ta la fumando aquela m..

redatozim disse...

Tapar o olho pra não ver é o pior que tem, danny.