quinta-feira, janeiro 26, 2012

Vocês ainda vendem Foundphotos aqui?

 Conseguiu fotografar o Gelson caindo, Edith?



Amei a bicicleta, agora me dá um quintal?



Ei, Timmy, eu vou ser seu amigo pra sempre... pra sempre!




Direto na têmpora: The mess up - DZ Deathrays

domingo, janeiro 22, 2012

Domingo

O quarto cheirava a manhãs. Levantou o pescoço sem abrir os olhos e sem vontade. Sorriu. Sentia café, torradas e suco de laranja no ar.

Abriu os olhos. Deitado ao pé da cama o cão ainda ressonava.

Depois da porta, mais um dia.

Encostou novamente a cabeça no travesseiro. Pensou em alguma lembrança morna. Sonhou-se.

Menos um dia.








Direto na têmpora: We have all the time in the world - Fun Lovin' Criminals

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Vê se não fode, Nascimento.

Cancelem o carnaval em 2012. O Brasil tem mais problemas a resolver. Sumam de vista também com o Campeonato Brasileiro, as festas de finais de ano e todo e qualquer reality show, meu amigo, porque é problema pra caramba.

Aproveitando o ensejo, matem o Michel Teló, proibam a exibição do Chaves, tirem as novelas do ar, exilem o Silvio Santos, fechem o canal Sony e desliguem os aparelhos do Chico Anysio.

Mas antes e mais importante do que tudo, eliminem qualquer possibilidade de que cheguem um dia as férias do Carlos Nascimento.

Sem o Carlos Nascimento e os arautos da velha imprensa somos um bando de idiotas. Quem nos dirá o que é divertido, o que está na moda, o que é relevante?

Quem nos trará opiniões compradas com dinheiro de mídia para que possamos respeitar, concordar e obedecer?

Já fomos mais inteligentes, já fomos mais obedientes. Já entendemos melhor que se não está na tv não é verdade, não existe.

Que o problema só é real se for veiculado.

Emburrecemos, de fato, sem o discurso de Carlos Nascimento e outros arautos da verdade patrocinada.

Gostamos de bobagem, falamos merda, fazemos piada com pum e cocô, curtimos mais a caixa do que o brinquedo que eles nos oferecem há tanto tempo.

Tá certíssmo o Carlos Nascimento. Mas vai ficar sozinho com toda a razão dele, meus queridos, porque o mundo mudou pra todo mundo. Até mesmo pra Luiza que está no Canadá ou na putaqueapariu.




Direto na têmpora: Dance with me - Etta James

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Forgotten foolery

Tem uma música da Ida Maria sobre a qual eu já falei antes e que acho maravilhosa chamada "When it comes to you". Gosto demais mesmo e a letra tem dois trechos que me impressionam muito por bater com o que eu sinto. Saca só.


I can't wait for the day
When all the bad things I deserve
Come crashing in and all I do is love you

(...)
Then, when everything's changed
When all's forgotten foolery 
And you are mine entirely and


Stars could guide our way
No matter how far away
Deep down or gone astray
God knows I'm lost
and all I do is love you


Se bobear, eu até já falei disso também, mas é o que eu penso. O ideal era que chegasse logo o dia em que a gente pagasse por todas as merdas que fez, que o passado ficasse pra trás, que as brigas, que as picuinhas, que as bobagens e tudo mais se tornassem "tolices esquecidas" e a gente pudesse se perder.

Que nada adiante importasse e os caminhos não trouxessem o medo do  já vivido, mas só o começo do que houvesse para se viver. Que mesmo as memórias boas e maravilhosas ficassem inúteis diante do que está pela frente. Do que a gente quer, do que a gente sonha, do que a gente precisa.

Que amar fosse o início do início, o zero absoluto, a surpresa do simples. O primeiro passo de toda você que ainda tenho pra amar, Fernanda.




Direto na têmpora: Canvas - Imogen Heap

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Occupy e SOPA

Dois movimentos ganharam muito espaço na internet recentemente. Um deles, na verdade, ainda está por acontecer verdadeiramente.

O Occupy Wall Street foi um movimento que buscou questionar, protestar e tentar transformar o capitalismo através de uma ação de presença física em seu símbolo máximo que é Wall Street. O movimento ganhou outras cidades, invadiu a internet, mas, até onde eu sei, não obteve resultados concretos.

Sendo honesto, é um movimento de pressão que revela insatisfações, levanta questionamentos, mas acredito que só pode trazer mudanças práticas com a chegada de novos empresários e políticos com novas visões. Cabe ao povo votar, pressionar e aguardas. Fora isso, não há muito o que fazer.

Independentemente de concordar ou não com o movimento, ele é um tanto inocente em suas pretensões.

Ao contrário do Occupy, onde a insatisfação das pessoas comuns era a base, com a SOPA a batalha na verdade se dá entre algumas grandes empresas (Google, Facebook) e outras ainda maiores (Time Warner, CBS).

Outra diferença é que no caso da SOPA os boicotes podem ser eficientes, embora eu ache difícil imaginar que o Google irá parar de funcionar por causa da lei ou que as pessoas deixarão de ver filmes da Warner para protestar.

A propósito, eu sou contra a SOPA pelo poder que ela confere ao governo americano de proibir sites que sejam ideologicamente conflitantes com seus interesses sobre as mais diversas alegações. No entanto, para mim esta é outra batalha perdida. A vantagem é que pelo próprio espaço da guerra ser virtual, existe espaço para burlar a vigilância com soluções tecnológicas e outras artimanhas.

Se a SOPA vingar, como eu imagino que irá vingar, os direitos autorais terão vencido uma batalha contra a "liberdade" da internet, mas a guerrilha está só começando.




Direto na têmpora: Videogames - Lana Del Rey

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Papel e tinta






Direto na têmpora: Put me to sleep - Porcelain Raft

terça-feira, janeiro 10, 2012

Gêmeos

Hoje no almoço Sophia viu o Messi na tv e gritou:

- Olha, papai, o Ringo!

Pior que parece. Deve ser o nariz.
















Direto na têmpora: Wake up - Tim Armstrong

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Trilhando

Estende a mão

Alcança o fogo

E se deixa queimar

Que a dor purifica

Que a perda ilumina

Que todo caminho perdido

Foi feito para não se trilhar




Direto na têmpora: Say Aha - Santigold

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Oi, obrigado, por favor, tchau

Minha Sophia começou com timidezas ao encontrar pessoas novas. Normal, mas foi aí que eu expliquei a ela o seguinte: "você não precisa ser simpática, você não precisa conversar, você não precisa fazer gracinhas, mas educada você precisa ser."

A partir daí Sophia sempre diz oi, tchau, obrigado e por favor. É o mínimo que se espera de alguém preparado para respeitar e merecer o respeito dos outros.

Ah, mas Sophia tem só 6 anos e essas coisas não são tão importantes assim nessa idade, né? Mas são. Educação é coisa que se aprende de pequeno e que se leva para sempre.

Por isso eu não consigo respeitar quem entra em uma sala e não dá bom dia, quem interrompe uma conversa e não pede licença ou desculpas. Eu simplesmente tenho vergonha de pessoas que convivem com você, mas não acham importante dizer "olá", "tudo bom" ou qualquer coisa assim.

Pra mim é o tipo de gente que olha tanto para o próprio umbigo que sequer percebe que são seres humanos aqueles que estão à sua volta. E se a falta de educação é hierarquizada, pior. Sabe aqueles que cumprimentam o chefe e não olham na cara do vizinho de sala? Pois é.

O que essas pessoas não percebem é que agir assim é como tatuar "babaca" na própria testa.

O gesto de ignorar os outros vira parte de quem a pessoa é: "o cara é muito competente, mas notem, é um babaca" ou "a menina é talentosa demais, mas nunca vi tão babaca". Se você convive com gente assim, seja no clube, no prédio, no trabalho ou na família, afaste-se.

Como eu sempre digo, um babaca por perto é tudo o que o seu dia precisa para ser uma merda.




Direto na têmpora: Hey - The Vines

terça-feira, janeiro 03, 2012

Os jovens velhos

Eu invejo os da geração de hoje por serem nativos digitais. Acho que eles têm uma oportunidade de ouro para transformar os meios digitais enquanto consumidores e atores na circulação das mensagens.

Por isso talvez eu me assuste tanto quand me deparo com jovens velhos, gente de 20 anos ou menos que quer ditar regras para tudo. Perfil de twitter de carro só pode falar sobre carro, Facebook de shopping só pode falar sobre compras e promoções, blog de agência de publicidade tem que ser um portifólio online.

Esse raciocínio tolo deve significar que se você está namorando só pode falar de amor com ela. Se está na pelada com os amigos, não pode falar de política, só de futebol.

Quanto mais eu trabalho em comunicação, mais eu acredito que as relações das pessoas com as marcas se dão além dos produtos e serviços em si (e graças a Deus a agência em que eu trabalho pensa assim também). Infelizmente algumas pessoas pensam como se pensava há 50 anos e jogam fora a oportunidade de inovar, de viver seu tempo com o que ele tem de bom.

Pobres coitados. Tão jovens e já tão velhos.




Direto na têmpora: Eyelids - Fridge

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Resolução única

Minha única resolução para 2012 é não comprar mais livros. claro que se eu ganhar algum não irei recusar, mas comprar está fora de cogitação.

E se você me pergunta o motivo, seguem fotos da minha fila de livros para ler, sendo que ainda tenho um por receber.











Direto na têmpora: In the ground - Horse Brothers

sexta-feira, dezembro 30, 2011

2012

2012 vai ser um ano que começa com algumas suspeitas, muitas dúvidas e outras tantas expectativas.

Vai ser ano de eleições municipais.

Vai ter um dia a mais. Vai ter mais feriados.

Vai ser o ano em que eu, Fernanda e Sophia vamos aprender a viver sem o Clic.

Vai ser o ano de me concentrar ou me dispersar de vez e descobrir se eu sou outra coisa diferente.

2012 vai ser o ano de cuidar da saúde ou não, de gastar mais consciente ou não, de resolver certas questões ou não.

Vai ser o ano de uma posição menos definitiva e de uma visão menos ingênua.

Vai ser o ano de aplicar o bordão que eu mesmo inventei de, para tudo na minha vida, ser menos especialista e mais entusiasta.

Vai ser o ano de ser o melhor marido que a Fernanda vai ter, o pai mais incrível que a Sophia já teve e o Maurilo mais inteiro que eu já conheci.

Delicadeza nem que seja na porrada. Alegria nem que seja aos prantos.

Feliz 2012.




Direto na têmpora: I don't believe in love - We Are Trees

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Uma semana de atraso

Sophia demorou uma semana para nascer. O parto estava previsto para o dia 22 de dezembro, mas ela só foi dar as caras mesmo no dia 29.

Uma semana que ela me deve de pegá-la no colo, de cheirar seu hálito, de dar banho e fazer dormir.

Uma semana a menos de nós dois que eu tento recuperar em cada abraço, a cada história que conto, a cada eu te amo que digo.

Uma semana em que fui apenas humano, sem a superdor de um pai.

Uma semana que ela me deve e que me paga sorriso a sorriso, beijo a beijo, carinho a carinho.

Uma semana que ainda me faz tanta falta mesmo depois de 6 anos.

O que eu queria mesmo, daqueles quereres de pedir ajoelhado e chorando, era essa semana de volta, meu doce.

Mais sete dias depois que eu morresse, desafiando o tempo e a vida, pra fazer tudo o que faltou, pra dizer tudo o que eu não disse, para fazer valer tanto amor que eu sinto por você.

Feliz aniversário, minha Sophia. Te amo para sempre e mais uma semana.




Direto na têmpora: Can't stand losing you - The Police

terça-feira, dezembro 27, 2011

Em que você acredita?

Eu fico muito feliz que você tenha uma fé, uma religião, um Deus que te conforte, que te faça uma pessoa melhor para você mesmo e para os outros. De verdade.

Eu me alegro que tudo isso que você sente se transforme em uma convicção tão grande que pareça impossível que alguém não sinta o mesmo.

Parece amor.

É amor.

É como estar apaixonado e sentir que é impossível que o resto do mundo não perceba o quanto a pessoa que você ama é incrível. A diferença é que, ao contrário de uma relação a dois, todos podem amar a mesma coisa que você e quanto mais pessoas amarem, melhor.

No entanto, isso não acontece bem assim.

Por mais que eu fique feliz com as suas escolhas, com as suas certezas e com a sua fé, isso não quer dizer que eu sinta o mesmo. Eu respeito, mas eu sou diferente.

Talvez eu não entenda os seus motivos, talvez o que seja fundamental para você seja uma bobagem para mim, talvez eu discorde de tudo o que você acha incrível.

A religião é um sentimento individual, mesmo quando compartilhado por milhões de pessoas. O caminho que você chama de único é único para você. Desfrute-o bem. Mas entenda que ele não necessariamente serve para mim.

Católico, evangélico, judeu, ateu, hindu, umbandista, islâmico. Pessoas.

Pressupor que tenhamos que acreditar nas mesmas coisas para sermos amigos é limitado. Imaginar que não possam existir crenças, opções e verdades diferentes das suas é arrogante.

Não é preciso que a gente divida a mesma ideia de salvação ou um conceito de pecado para nos respeitarmos, gostarmos um do outro ou nos tornarmos irmãos. Basta que acreditemos que há naquela outra pessoa algo a mais do que a religião que ela segue.

Sendo honesto, qualquer verdade que pressuponha a eliminação de todas as outras para existir não pode ser tão boa assim.

Enquanto isso, você acredita em algo, eu acredito em algo, e a gente se respeita, sem condescendência ou desdém, simplesmente porque entendemos que o ser humano não é padrão, não é gado, não é repetição.

E se agente achar outras coisas que façam valer a pena estarmos próximos (mesmo que nada tenham a ver com crenças, fé, Deus ou religião), fiquemos próximos.

Por que não?




Direto na têmpora: Miss you - The Rapture

quinta-feira, dezembro 22, 2011

6 anos

Quando minha Sophia era pequenininha ela adorava que eu cantasse para ela. Além de Blackbird, dos Beatles (nossa música desde antes de ela nascer) eu cantava outras.

Colocava ela no meu colo e ninava cantando Cheek to Cheek bem baixinho. Ela dormia quietinha e tranquila como se meu braço fosse a casa dela.

Ainda é.

E sempre vai ser, minha Sophia.






Direto na têmpora: Cheek to cheek - Fred Astaire

Maurilão, o mecenas.

Acaba de chegar para mim o livro Evil Machines, do Terry Jones. Para quem não sabe, Terry Jones é o fulano da foto abaixo e um dos membros do Monty Python.


Mas o mais legal é que o livro foi publicado por meio de crowdfunding, ou seja, foram os leitores que bancaram a obra colaborando com o que podiam e recebendo benefícios dependendo do valor.

Eu recebi uma edição capa dura, autografada e com meu nome na lista dos "patrocinadores". Vocês que me desculpem, mas esse não vai para a biblioteca solidária do tio Maurilo de jeito nenhum.












Direto na têmpora: Family tree - Black Lips

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Choro

A primeira vez que eu ouvi o choro da Sophia eu sorri.
Não era um lamento suave ou tranquilo, era um urro que clamava vida, um grito primal que celebrava um começo.
Só fui chorar depois, quando fiquei sozinho, civilizado e escondido.




Direto na têmpora: The geeks were right - The Faint

terça-feira, dezembro 20, 2011

O primeiro livro da minha Sophia

A IDEIA DO CONTADOR DE HISTÓRIAS.



ERA UMA VEZ UM CONTADOR DE HISTÓRIAS. ELE CONTAVA MUITAS HISTÓRIAS.



ÀS VEZES ELE CONTAVA INCRÍVEIS.



UM DIA ELE CANSOU DE SER UM CONTADOR DE HISTÓRIAS.



QUEM CONTARÁ HISTÓRIAS?



 ELE VOLTOU PARA O SEU TRABALHO.



ELE APRENDEU A NÃO DEIXAR O SEU TRABALHO.



O FIM.




Direto na têmpora: You don't love me - The Kooks

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Quem foi que disse

Eu, de novo, inventando de compor música. Minha despedida do Clic.

  Quem Foi que disse by mauriloandreas

Ficha técnica: Arranjos do Helder e do Luciano (Kundum)



Direto na têmpora: Quem foi que disse - Maurilo Andreas

Para o ano que vai começar logo

A falecida banda Trinidad, quando meu irmão Werner era o baterista. Adoro essa música.

  Acenda a luz - Trinidad by mauriloandreas




Direto na têmpora: Acenda a luz - Trinidad