quinta-feira, junho 26, 2008

Meritocracia ainda

Ontem, o tema do mérito continuou em pauta e eu, em um momento feliz, desenvolvi a teoria do Mérito Cruzado.

É uma explicação bastante plausível para o sucesso dos incompetentes em determinada área, além de ser comprovável diariamente em diversas situações. Por exemplo: uma dentista excelente e ótima amiga, vira Secretária de Saúde. Até que ponto ser boa dentista e amiga faz dessa pessoa uma indicação coerente para o cargo de responsável pela saúde de um lugar?

O Delfim Netto foi um desses casos de Mérito Cruzado: entendia tudo de números e virou Ministro da Agricultura. Dunga, que foi um volante no máximo bom e um grande líder em campo, de repente é alçado a técnico da Seleção Brasileira.

Enfim, fiquei feliz com minha teoria do Mérito Cruzado. Só hoje de manhã já diagnostiquei uns 50 casos que cabem na teoria.




Direto na têmpora: Careful with that axe, Eugene - Pink Floyd

16 comentários:

Anônimo disse...

perigosíssima essa assunção, dotô redatozim.

por ela, comprovamos que o povo brasileiro é corretamente regido pelo banana cachaceiro e parvo que é o seu dom ináfio(*) primeiro.

um pangüá que reclama reclama e não faz picas nenhumas que seja bem relacionado é o mais indicado para reger a república chamada de "banânia" por reinaldo azevedo.

(*) dom ináfio é criação do OTA, antigo editor da mad.

ndms disse...

Imagino que nesta teoria você encontra casos positivos também ( que deu certo ) Verdade ?

redatozim disse...

Anônimo, acho que não entendi o perigo da minha assunção. Se você imaginar, Don Ináfio pode ser considerado, até certo ponto, um caso de mérito cruzado. Foi um bom sindicalista, um cara que formou um partido importante para a história (quer você goste dele ou não), mas que daí não se deve inferir que possa ser um grande presidente. Enfim, aí cabe da linha política de cada um e nessas coisas de sexo eu não me meto (ops!).

redatozim disse...

Pode-se encontrar, ndms, mas aí é sorte, e eu não confiaria na sorte para escolher o cargo de alguém.

ndms disse...

Não sei se são válidos meus dois exemplos:

1. Ronald Reagan, um péssimo ator e um extraordinario presidente em cujos mandatos soube usar o que tinha de ator dentro de si

2. Depois de enúmeros e renomados economistas como ministro da economia no Brasil, Itamar indicou um sociólogo para este cargo e a economia começou a melhorar a partir de sua gestão ( Fernando H. Cardoso )

alexandre disse...

com muita surpresa vi que meu nome não apareceu e fiquei como anônimo no primeiro post.

saludos. hasta.

Danny Falabella disse...

por baixo vc achou 50 que encaixam na sua teoria..mas pode parar por aí que senão vai passar dos 500...

redatozim disse...

O Reagan, mais ou menos, ndms, porque ele foi presidente do sindicato dos atores, filiado ao Partido democrata desde 62, Governador da California e só então presidente, ou seja, foi uma carreira construída e não assumida.

Quanto ao FHC, é bom lembrar duas coisas: sempre estudou Marx e ciências políticas, além de ter sido Senador, e o Plano Real não foi desenvolvido por ele, mas por uma equipe que incluía economistas como Persio Arida, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, etc.

De qualquer forma, acho que a observação é válida, ndms, desde que se leve em conta os atenuantes em questão.

redatozim disse...

Já havia percebido, Alexandre.

redatozim disse...

Já parei, danny, risos

Micho en el pais de las maravillas disse...

Eu tenho uma lista de exemplos ...mais deixa queto!
Adorei!
beijo

redatozim disse...

Beijo, micho, e guarde a sua lista, você pode precisar.

Gastão disse...

Redatozim, meu irmão... Vou comentar não o post, mas o "Direto na têmpora". Lembrei do nosso Rodrigo Barbosa, que quando encontrava com o nosso etéreo amigo Alvimar (que se chama Alvimar Eugênio), costumava falar: "Cuidado com esse machado, Eugênio!"

redatozim disse...

Alvimar e Barbosa, encontros de resultado sempre temerário, mas quase sempre inofensivos. Ah, o "cuidado com esse machado, Eugênio", é perfeito.

alexandre disse...

aproveitando o gancho do "direto na têmpora", já usei demais essa música para compor fundo musical de mensagem de secretária eletrônica.

era essa e algumas do padre marcelo rossi.

coisa de espírito de porco.

redatozim disse...

Imagino que na música do eugêncio você utilizava o trecho do grito, alexandre, acertei?