Eu hoje escrevi um post sobre os saudáveis chatos, sobre os ecochatos, sobre os antitabagistas chatos, sobre os geeks e viciados em redes sociais chatos, sobre os publicitários-apaixonados-por-prêmios chatos.
Eu reli o que tinha escrito e descobri que eu tenho cada vez mais horror aos extremos, desde o presidente ultracatólico americano até o terrorista ultramulçumano, ambos usando deuses, a religião e a fé como desculpas para atingir outros objetivos.
A grande maioria dos extremistas são especializados nisso: distorcer para convencer. Justificam seus métodos em nome da causa e condenam todo o resto sumariamente. Dificilmente aceitam contra-argumentos ou conseguem enxergar as coisas de um ponto de vista mais amplo.
Sua verdade é A verdade. O direito dos outros termina onde começa o ponto-de-vista deles e por aí vai.
Não sei se é coincidência, mas quanto mais politicamente correto o mundo, mais proliferam esses extremistas (muitos deles de boutique). E eu, sinceramente, ando muito sem saco pra essas coisas.
PS - O outro texto ficou longo e, preciso admitir, demasiado agressivo. Por isso não postei. Afinal, em um mundo tão politicamente correto, é perigos ser incorreto demais.
Direto na têmpora: Don't look back - Fine Young Cannibals
Mostrando postagens com marcador politicamente correto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador politicamente correto. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, setembro 18, 2009
segunda-feira, setembro 22, 2008
Sem carro
Hoje é o Dia Mundial Sem Carro. Para falar a verdade, eu nunca me ligo nessas coisas. Se estivesse em BH, provavelmente levaria Fernanda pro trabalho, a Sophia pra escolinha e iria pra Domínio de carro.
Eu sei, eu sou praticamente uma megaindústria petrolífera em meu descaso pelo meio ambiente, mas numa boa, o fato de eu ter carro flex já ajuda, né?
Aí pensando nisso eu lembrei de um pessoal que resolveu boicotar a Coca-Cola em repúdio ao imperialismo americano e suas garras sujas na América Latina ou algo que o valha. Um deles defendia exaltado a decisão do boicote, quando um outro, que estava quieto, levantou puto e mandou:
“Seu tênis é All Star, seu computador é Apple, você tem um ipod e está ouvindo Nirvana e vem parar de tomar coca, porra! Você tem que tomar é vergonha.”
Nenhuma analogia com o Dia Mundial Sem Carro, por favor, não me entendam mal, foi só porque lembrei do caso mesmo.
Direto na têmpora: Wonderwall – Cat Power
Eu sei, eu sou praticamente uma megaindústria petrolífera em meu descaso pelo meio ambiente, mas numa boa, o fato de eu ter carro flex já ajuda, né?
Aí pensando nisso eu lembrei de um pessoal que resolveu boicotar a Coca-Cola em repúdio ao imperialismo americano e suas garras sujas na América Latina ou algo que o valha. Um deles defendia exaltado a decisão do boicote, quando um outro, que estava quieto, levantou puto e mandou:
“Seu tênis é All Star, seu computador é Apple, você tem um ipod e está ouvindo Nirvana e vem parar de tomar coca, porra! Você tem que tomar é vergonha.”
Nenhuma analogia com o Dia Mundial Sem Carro, por favor, não me entendam mal, foi só porque lembrei do caso mesmo.
Direto na têmpora: Wonderwall – Cat Power
Labels:
politicamente correto,
resmungo
segunda-feira, junho 30, 2008
Politicamente correto my ass
Notícia direto da Suécia: aluno deixa de convidar dois coleguinhas para a festa de aniversário e o caso vai parar no Parlamento. Por quê? Porque se os convites são distribuídos em sala de aula, não pode haver discriminação.
Numa boa, nunca se viu tanta tempestade em copo d'água, tanta bundalização da individualidade, tanta normatização do modo de viver como no mundo de hoje. E ouso dizer que é esta visão de "cerca galinheiro" que gera o comportamento oposto dos abusos, do desrespeito, da desumanização.
Enfim, se alguém puxa a corda de um lado, alguém responde do outro e a gente vai, de mãos dadas, caminhando pra uma vidinha cada vez mais cocô.
Ah, antes que eu me esqueça, sabe por que os dois meninos não foram convidados? Um não havia convidado o aniversariante para a própria festa e o outro havia saído na porrada com ele. Ai, ai, ai o meu sacão.
Direto na têmpora: Dirty Boulevard - Lou Reed
Numa boa, nunca se viu tanta tempestade em copo d'água, tanta bundalização da individualidade, tanta normatização do modo de viver como no mundo de hoje. E ouso dizer que é esta visão de "cerca galinheiro" que gera o comportamento oposto dos abusos, do desrespeito, da desumanização.
Enfim, se alguém puxa a corda de um lado, alguém responde do outro e a gente vai, de mãos dadas, caminhando pra uma vidinha cada vez mais cocô.
Ah, antes que eu me esqueça, sabe por que os dois meninos não foram convidados? Um não havia convidado o aniversariante para a própria festa e o outro havia saído na porrada com ele. Ai, ai, ai o meu sacão.
Direto na têmpora: Dirty Boulevard - Lou Reed
Labels:
análise,
politicamente correto,
resmungo,
Suécia
Assinar:
Postagens (Atom)