quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Indeletavel

Dizem que quem aprende a andar de bicicleta nunca esquece. Pois bem, eu aprendi e agora essa porra ocupa espaço indeletável na minha memória. Trocaria de bom grado o saber andar de bicicleta por uns 5 ou 6 telefones que vivo esquecendo. Mas não, é impossível. Quem aprende nunca esquece, essa é a maldição.
Andar de bicicleta é coisa pro Zé Garapa, caramba. Eu queria mesmo era lembrar a lista da drogaria que sempre fica faltando alguma coisa. Aliás, eu acho que é por isso que os velhos sofrem de perda de memória. Na verdade eles não perdem a memória, só que têm mais coisas pra lembrar e uma parte gigante do cérebro está ocupada com a porra do negócio da bicicleta. A artrite comeu a perna do cabra e ele ali, com a informação lotando o cabeção.
Portanto está decidido: se depender de mim, Sophia não aprenderá jamais a andar de bicicleta. No máximo, spinning. Vai que ela esquece de mim por causa dessa informação.




Direto na têmpora: Panis Angelicus - Milton Nascimento

15 comentários:

Anônimo disse...

menos palavrão, amigo...
ótimo post!

Redatozim disse...

O post tem dois "porra" e um "caramba". Se você considerar essas 3 ocorrências como palavrões, só pode ser uma pessoa: vovó!
Fico muito feliz que você esteja lendo o meu blog, dona Geralda, seja bem vinda.

Pegas disse...

Murilaço,

essa foi boa, será que a ciência em breve não conseguirá "formatar nossos miolos"?

Fala com sua avó que os tempos mudaram, "porra" na Bahia já nem é mais palavrão.

Abç

Redatozim disse...

Que bom receber você aqui, Pegas. Ainda mais você que é bikeiro e precisa da informação. No mais, desde que vovó parou de ver a novela das 8 ficou assim, pudica.

pegas disse...

Então saiba que sou fã do blog e estou sempre por aqui, só que comentar não é o meu forte...

Abraço

Jonga Olivieri disse...

não só andar de bicicleta, a gente aprende e não se esquece jamais.
Quem é bom de pedaladas, pode ser bom em outras coisas também.
Agora, palavrão faz parte da língua portuguesa. Desde que não esteja gratuito, podem ser citados.
Pra CARALHO à bessa.

Redatozim disse...

Peguitas, bom saber da sua presença. Agora posso chamar o grupo de leitores de G8.
Oliva, mas eu só quero esquecer da bicicleta, do resto não abro mão, pô.

zegarapa disse...

a lista da drogaria de bikeiros é mais ou menos grande:
hipoglós (ou vaselina),
anasseptil pó,
antiinflamatório,
bucha vegetal,
sabonete bactericida (ou anti-bactericida?),
barra de cereal,
rapadurinha,
protetor solar,
sabonete de piolho pra matar carrapato.

acho que eu esqueci alguma coisa, queria deletar os nomes dos planetas da minha memória pra lembrar disso.

Redatozim disse...

Mas meu ponto é justamente esse, Zé Garapa: nomes de planetas a gente esquece. Eu mesmo só me lembro de Júpiter, Marte e Terra, o resto que se foda.
Agora, quem aprende a andar de bicicleta NUNCA esquece. Sentiu o peso terrível da afirmação?

zegarapa disse...

queisso, mercúrio, vênus, terra, marte, jupiter, saturno, urano, netuno e plutão são inesquecíveis. andou matando aula de ciências? aposto que tava andando de bicicleta...

Redatozim disse...

Foi uma piada, José Caldecana. Mas com o rebaixamento dos planetas isso pode mudar. Ah, se pode.

Adriana disse...

Dia desses li que um poeta disse que somos o que lembramos. No que o neurocientista emendou: e o que decidimos esquecer. Eu, que tenho uma memória muito boa, fico esperando o dia em que vai dar overload no meu drive e me reste um cérebro que se lembre de irrelevâncias como as diferenças entre o modelo de baixo e alto envolvimento no processo compra do consumidor e seja incapaz de recuperar o número do apartamento em que moro.

Redatozim disse...

Olha, Adriana, acho que isso acontece comigo algumas vezes. Sou capaz de lembrar a musiquinha que cantava para ir embora da escola no prezinho, mas vivo esquecendo o celular do meu irmão. Ter memória seletiva, tudo, bem, agora quando a não é a gente que faz a seleção é que arrebenta.

tiago disse...

o hd é grande, meu amigo...

Redatozim disse...

Mas tá igual meu ipod, Tiago: "miando" pra aguentar o tanto de bobagem que eu coloco lá.