terça-feira, fevereiro 09, 2010

Gentices

Eu já ouvi muita coisa na minha vida, mas três delas me irritam não importa quanto tempo passe.



1) A pessoa acha que pedir um mudança dá o mesmo trabalho do que fazer uma mudança.


Pedir pra mudar o mesmo trabalho 10 vezes porque o cliente é confuso deve ser muito chato. Deve mesmo, eu acho isso e simpatizo com as pessos que fazem essa interface. Agora, querer dizer que dá o mesmo trampo pedir 10 mudanças ou fazer 10 mudanças é ir um pouco longe demais. Para mim, o fato de alguém pensar assim só tem duas explicações e nenhuma delas é lisonjeira.


2) A pessoa se justificar dizendo "todo mundo faz".

Não vou nem mencionar o que esse tipo de postura diz sobre a ausência de personalidade do indivíduo. Quem usa essa frase deve ter convulsões sempre que sofre um pensamento original. É praticamente uma carta que isenta a pessoa do fardo que é raciocinar.


3) A pessoa que diz "ah, mas isso é fácil".


Se é fácil, porque não fez antes? Se é fácil, porque pediu pros outros? Enfim, tudo é rápido e fácil quando não é você quem tem que fazer.




Direto na têmpora: Learned to surf - Superchunk

6 comentários:

CelsoCão disse...

o "1" eu não entendi, mas fazer mudança de amigo para prédio sem elevador é osso.
o "2" as cadeias e presídios do mundo estão cheias de gente que se defendem assim.
o "3" se o que é difícil é mais gostoso, o fácil é ruim, portanto desinteressante, silogisticamente

redatozim disse...

Cao, o 1 eh o mais simples. Vc prefere mandar alguem fazer uma mudanca 10 vezes ou fazer a mudanca vc mesmo 10 vezes?

ndms disse...

Você meteu o dedo na ferida de muita gente

redatozim disse...

tomara que sim, ndms

Juliana disse...

Ih! A gente vê isso todo dia: atendimento X criaçao. Ou o sanduíche feito de cliente, atendimento e criaçao. Só nao sei quem fica no meio.
Concordo com vc Mau. É osso! E olha que sempre fiquei na outra parte da linha: atendimento. Mudar 10 vezes nao resulta em nada. Só cria gargalo na criaçao. E viva a pastelaria nessa hora!

redatozim disse...

É, Juliana, nem é exclusividade das agências de propaganda, mas aqui realmente o campo floresce de exemplos dessas coisas.