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sexta-feira, novembro 26, 2010

Mais uma leva

Olha só, a minha parte havia se esgotado, mas consegui com a editora mais uma leva dos meus livros (ilustrados pelo Rogério Fernandes) Estranhas Histórias e Todas as Estrelas do Mundo.

Para quem não conhece, são livros infantis que você encontra em Belo Horizonte na livraria Corre Cutia, na Mineiriana, Quixote, Scriptum e Leitura e no Brasil todo pelos sites da Livraria Cultura, Livraria da Travessa e Argvmentvm.

Pois bem, tenho alguns exemplares comigo e vendendo pelo preço promocional de R$ 20,00 (vinte reais), além da dedicatória, é claro.

Se quiserem comprar os livros, comentem aqui ou mandem email para mauriloandreas@gmail.com.




Direto na têmpora: Come out to play - UB40

quarta-feira, novembro 03, 2010

Roupas que vestem a gente por dentro

Eu escrevi, em um dos textos que fiz para o site da bacaníssima loja Gatos Pingados, que "os livros são roupas que vestem a gente por dentro". É o que eu sinto de verdade e, provavelmente por isso, fiquei encantado com a iniciativa da Fundação Itaú Social que está distribuindo 8 milhões de livros.

O processo é genialmente simples. Você acessa este endereço aqui, pede os 4 livros da Coleção Itaú de Livros Infantis e recebe em casa com o compromisso de passar para outras crianças após ler e reler a obra.

Os meus chegaram hoje e estou louco para ler para a Sophia. Como estamos acabando O Pequeno Príncipe (em uma belíssima edição pop-up e com texto integral, da editora Agir), devo demorar ainda um pouquinho para ler os outros, mas a iniciativa do Itaú é de se aplaudir, recomendar e imitar.

Se você ainda não pediu os seus livros, faça-o. Vale muito a pena incentivar o hábito de leitura e ajudar a vestir cada vez mais crianças com roupas bem alegres por dentro.




Direto na têmpora: Ring ring - Sleigh Bells

Cedezêra solidária do Pastelzinho

Lembram que outro dia falei que ia vender alguns cds? Pois é, muitos já foram, mas vou colocar aqui no Pastelzinho uma lista dos que ainda estão disponíveis.

Eu e Fernanda fizemos uma seleção e cada cd está sendo vendido a dois reais. O dinheiro arrecadado será usado para comprar panetones que serão distribuídos antes do Natal para as crianças da creche Morada Nova, no Morro do Papagaio (favela do Santa Lúcia).

Os comentários podem ser feitos aqui no blog, mas quem tiver interesse em algum cd, por favor, mande a sua escolha para mauriloandreas@gmail.com para que eu consiga saber quem pediu antes em caso de coincidências.

Segue abaixo a lista e muito obrigado.



Belly – King

Bettie Serveert – Dust bunnies

The Drovers – World of monsters

ELO - Time

Fourplay – The best of

Great expectations – trilha Sonora

Heavy – trilha sonora

Kirk Whalum – Colors

Noise Addict – Meet the real you

She’s having a baby – trilha sonora

Tori Amos – Scarlet’s walk




Direto na têmpora: James - Camera Obscura

segunda-feira, setembro 20, 2010

Livros + brinquedos = \o/

O Dia das Crianças está chegando e, conforme prometido, temos promoção aqui no Pastelzinho.

Como alguns de vocês já sabem eu faço contribuições em datas especiais e com a ajuda dos leitores a uma creche na favela do Santa Lúcia. Dessa vez não vai ser diferente. Estou vendendo meus livros Todas as Estrelas do Mundo e Estranhas Histórias por 50% do preço + um brinquedo. Você dá um livrinho bacana de presente para o seu filho, sobrinho, afilhado, enteado ou qualquer criança de que goste e ainda ajuda os pequenos mais carentes.

Resumindo, cada livro sai a 15 reais mais um brinquedo. Pode ser brinquedo de R$ 1,99; brinquedo usado; brinquedo novinho e caro. Você escolhe. Só não vale brinquedo estragado, ok?

Então é isso. A promoção vale até o dia 11 de outubro e para a galera de Blumenau que quiser participar, vale até o dia 22, quando estarei por lá.

Divulguem e participem!




Direto na têmpora: Hey Baby - Ringo Starr

quinta-feira, setembro 09, 2010

Traição

Segue aí um continho que saiu no meu falecido livro Incultos. Aliás, os três primeiros leitores de BH que comentarem esse post vão levar as últimas unidades do Incultos de presente.

Ah, antes que eu me esqueça, o título do texto é "Confiança".


Por pior que esteja o mundo, o homem ainda confia no homem de uma maneira incrivelmente cega. Se não fosse assim, de que outra forma alguém acreditaria que ao entrar naquele salão de barbeiro a pessoa segurando a navalha não o deceparia instantaneamente? Sobre o avião, então, uma aeronave comandada e vistoriada por completos desconhecidos, melhor nem falar.

É o mesmo tipo de confiança que o Seu Argemiro depositava em sua esposa. Cego desde pequeno, virava-se muito bem até que conheceu Dona Clóris. Em seus 35 anos de casados, Dona Clóris cuidou do Seu Argemiro como quem trata de um bebê: fazia sua comida (inclusive o lanche para o trabalho), escolhia suas roupas, barbeava, lia, escolhia as músicas para ouvir antes de dormir, enfim, vivia generosamente as duas vidas do casal, tudo suprindo e nada pedindo a não ser dependência absoluta.

Depois da aposentadoria, Seu Argemiro enfurnou-se cada vez mais na malha de cuidados que havia em casa. Tornou-se quase um móvel velho que precisa ser limpado diariamente, mas para quem ninguém olha duas vezes. A única exceção era o passeio matinal que fazia sozinho pelas ruas ainda tranquilas do Calafate e que preocupava secretamente Dona Clóris.

Em uma das muitas manhãs incrivelmente iguais que viveu, Seu Argemiro acordou sozinho, sem ser chamado pela esposa. Esperou a convocação para o banho, a muda de roupa para o dia, o café da manhã. Seguiu esperando o passeio, o almoço, a saída da empregada, a leitura do livro interrompida na noite anterior, o programa de rádio, o banho antes de dormir, o pijama, a janta.

Seu Argemiro se paralisou na espera. Havia atrofiado sua vontade nas mais de três décadas em que tornara-se fardo ao invés de gente. O medo lhe travara as pernas e não havia caminho já trilhado em sua escuridão. Imaginava apenas os motivos da demora sem pronunciar um som: a morte da esposa, a perda de um familiar, um assalto, um gigantesco engarrafamento, um evento imperdível.

Chegou a cogitar que a morte fosse assim, incrivelmente parecida com a vida, apenas um canto escuro para deixar-se imóvel e esperar algo que nunca vem. Entendeu-se então morto, e compreendeu a fome, as fezes e a urina quente que lheescorria pelas pernas como provações de quem aguarda no limbo até seguir seu caminho para o céu ou o inferno.

Na madrugada anterior, algumas horas antes do despertar solitário de Seu Argemiro, Dona Clóris olhou pela última vez a camisa manchada de batom que havia encontrado escondida na gaveta do marido.

Por vezes havia desconfiado dos passeios matutinos eventualmente longos e agora sentia entre os dedos a prova da ingratidão e do desprezo. Sem fazer cena demitiu a empregada e deixou casa com serenidade, sem nada mudar. Começaria vida nova longe dali, esqueceria os anos dedicados a Argemiro e seria com se nunca houvesse existido aquela traição.

O enterro de Seu Argemiro, alguns dias depois, foi simples. Dona Clóris não compareceu e poucos foram avisados. No enterro, a empregada se lamentava pela morte daquele ser tão pacífico. Sentia-se responsável por ter aceitado a demissão sumária, por não ter percebido alguma coisa, por não ter voltado à casa.

Culpava-se ainda mais pela omissão no trabalho. "Duas noites antes de eu ser demitida, peguei uma camisa do Seu Argemiro e emprestei pro Tonho sair comigo. Ficou suja de batom e eu escondi na gaveta bem lá no fundo pra Dona Clóris não ver. Nem deu tempo de lavar... tadinho do Seu Argemiro."





Direto na têmpora: Mango tree - Angus & Julia Stone

terça-feira, março 30, 2010

Desenhe o Quiggle

Graças ao Rapha Garcia, descobri que Quiggle já existe. Por isso, de agora em diante os bichinhos irão se chamar Kwiggols.


Minha Sophia e eu inventamos um bichinho: o Kwiggol. Eu criei o nome e comecei a fazer perguntas pra Sophia que ia respondendo e montando o bichinho. Ficou mais ou menos assim.


- Pequeno do tamanho de uma abelha.

- Marrom e preto, mas com bolinhas de todas as cores.

- Olhinhos cor-de-rosa bem pequenininhos.

- Um nariz branquinho e bem redondo.

- Muitos dentinhos, mas não morde a gente.

- Duas asas de zangão (leia-se mamangava).

- 8 patinhas.

- Eles andam em grupos bem grandes e adoram cheirar as pessoas.


Se você desenha bem, faça um favor pro Tio Maurilo, desenhe um Kwiggol e mande pra mim. Juro que divulgo aqui no Pastelzinho e que se um dia o Kwiggol virar livro a sua ilustração aparece.



E já chegou a primeira ilustração do Kwiggol! Valeu, Friedrich Beinroth.





Olha a segunda aí. Valeu, Vivi Latini.





E teve mais uma. Valeu, Micho Lapouble.





E o meu querido amigo Zé Carlos me mandou uma revoada de Kwiggols. Obrigadão, Zé.






Direto na têmpora: Drive - The Cars