Mostrando postagens com marcador bares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bares. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, abril 20, 2009

Seu João, o eterno

Existe um bar em BH (na verdade em Macacos - São Sebastião das Águas Claras) chamado Bar do Marcinho. No meio do verde, com comida mineira, o local agrada a muita gente, mas não a mim. Acho um lugarzinho de "playboy do mato" e uma das piores opções de comida / bebida / lazer em Macacos.

Mas não estou aqui pra detonar o Bar do Marcinho e sim para falar do aniversário do Seu João. Seu João é o pai do Marcinho (acho eu) e, a cada aniversário dele, uma grande festa é realizada no boteco.

Ótima idéia, muito bacana, se não fossem dois pequenos detalhes:

1) a foto do Seu João nos outdoors é a mesma desde 1995, ou seja, quem garante que o Seu João ainda está vivo? Será que aquela não é uma foto tirada de algum site com a cara de um velhinho simpático qualquer?

2) são pelo menos 3 aniversários do Seu João por ano, o que me faz imaginar que ele tenha hoje uns 197 anos, apesar de não aparentar (na foto de 95), mais do que 65.

Por que eu escrevi hoje sobre isso? Não faço idéia, mas proponho algumas questões: o Seu João é eterno? Será ele um Highlander? Serão vários clones do Seu João? O Bar do Marcinho é, na verdade, o local onde se esconde a Fonte da Juventude? Que experiências genéticas terríveis são realizadas naquele ambiente?

Enfim, eu sou um velho resmungão e não gosto mesmo do Bar do Marcinho.




Direto na têmpora: I Just Don't Know What To Do With Myself - Dusty Springfield

segunda-feira, outubro 23, 2006

Botecando

Estive em Ipatinga no sábado e, além de rever grandes amigos e vender o meu livrinho, tive notícias muitíssimo interessantes para (sobre) os cachaceiros da terrinha: dois amigos, Nakaba e Zenon, estão abrindo bares. Bares diferentes em diferentes lugares, diga-se de passagem.
Pois essa coincidência me lembrou do Burrim, outro ipatinguense, que conseguiu um bar bem debaixo da Baturité, um dos pontos mais cobiçados de BH no início da década de 90. O Burrim, além de figura maravilhosa, de uma criatividade absurda e lealdade fora do normal, era um bebum de marca maior. Tomava todas e tomava bem, sempre com amigos, bom clima e ótimo papo.
Voltando ao bar, chamava-se Pepe Legal e ficava no meio da muvuca que era aquela região da Cidade Nova. Íamos sempre pra lá e a história se repetia. A conversa ia rendendo, o povo ficando tonto e não passava da meia-noite lá ia o Burrim espantar a freguesia, fechar a porta e tomar uma com os amigos dentro do bar. Mesmo quando continuávamos do lado de fora com os outros clientes, fazia questão de não cobrar nada ou muito pouco dos conterrâneos. Some-se a isso o fato do Burrim consumir grande parte do estoque e deu no que deu. O Pepe Legal quebrou em menos de um ano.
Sorte ao Nakaba e ao Zenon, mas nunca se esqueçam da máxima: botecos, botecos, amigos à parte.




Direto na têmpora: Pelo interfone - Ritchie