Acabei de ler, em cerca de duas horas, o "Sob o sol-jaguar" do Ítalo Calvino. São 80 e poucas páginas em que o fodaço escreve sobre os 5 sentidos de uma maneira sensacional (aliás, como quase tudo o que o Calvino faz).
O problema é que a idéia era escrever sobre os 5 sentidos, mas o caboclo acabou morrendo antes. Sendo assim, ficamos com audição, olfato, paladar e uma vontade imensa de ter algum tipo de talento para ousar completar a pentologia (!?!?!) com tato e visão.
Fiquei na mesma situação com "Almas mortas" do Gogol. Feliz de estar lendo aquilo e puto porque não ia saber o fim nunca. Aliás, filosofando, tem tanta coisa na vida que é assim que daria um livro. Com final, por favor.
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