Jeronimus Bosch pintou o inferno com seu talento, Dante descreveu o inferno com seu gênio, mas para escutar o som que o capeta usa para infernizar (sem trocadilho) os outros, só ouvindo funk carioca durante 4 dias seguidos.
Aliás, o próprio nome "funk" já me transtorna. Funk!? Funk!?!?!? Funk!?!?!?!?!? Esses caras sabem o que é funk por acaso? Pelamordedeus, tinham que emporcalhar o bom nome de uma das mais vigorosas correntes musicais modernas? Ainda bem que James Brown está morto pra não ver, ou melhor, ouvir isso.
Eu sei que tem gente que vai dizer que é "um movimento legítimo, social, quase espiritual, que representa a alma carioca/brasileira e a favelização existente em cada coração tupiniquim". Pois bem, a polka também é uma representação legítima da cultura de um povo e nem por isso eu deixo de achar uma porcaria.
Não me entendam mal, nada contra quem escuta funk carioca usando um fone de ouvido hermeticamente preparado para não vazar som, tenho amigos com defeitos muito piores. O que me incomoda é o povo abrir o porta-malas, largar o volume nas picas e mandar o petardo AGORA EU TÔ SOLTEIRA E NINGUÉM VAI ME SEGURAR... DAQUELE JEITO!". Ora, faça-me o favor e vá lamber sabão.
No mais, o carnaval foi ótimo, com direito a picolé de jaca e de creme holandês, daqueles típicos feitos de água suja. Sophia amou.
Direto na têmpora: The most useless thing - Scarnella