O que a Playboy tem a ver com a revista Caras? Bom, teoricamente muito pouco. Idealmente a Playboy é um lugar onde os homens podem encontrar, completamente nuas, mulheres maravilhosas com as quais o macho médio nunca teria a mínima chance de, digamos, confabular.
A Caras, por outro lado, sempre teve por objetivo desnudar os ricos e famosos, mas de outra forma: exaltando luxos, carros,casas e roupas ao invés de eliminá-las.
O critério para aparecer na Playboy era "deliciosidade feminina" e na Caras, status.
As coelhinhas da Playboy representavam um ideal, o inatingível, a epítome da beleza feminina. Machista? Sem dúvida, mas esse era o propósito da revista, sem máscaras e sem desculpas.
No entanto, parece que algo se perdeu ao longo do caminho. A Playboy hoje se aproximou bastante da Caras e escolhe, para o seu plantel de musas, criaturas que sequer se aproximam do critério original de "deliciosidade feminina".
A Playboy vem trocando, faz tempo, o belo pelo famoso.
Sai Magda Cotrofe, entra Hortênsia.
Sai Scheila Carvalho, entra Mulher Melancia.
Sai Ellen Roche, entra Fernanda Young.
E agora, quem deixará de ser capa da Playboy para que a Geisy possa desfilar por ali (e não duvide que a Playboy encare essa)?
A verdade é que faz décadas que eu não compro a Playboy, mas ela me parece mesmo cada vez mais próxima da Caras nos seus critérios de escolha.
A diferença é que na Playboy as escolhidas aparecem nuas. E isso não é necessariamente uma coisa boa.
Direto na têmpora: Absolutely Cuckoo - The Magnetic Fields